Posts com a Tag ‘Eduardo Maluf’

Cruzeiro dispensa Diretor de Marketing

terça-feira, 22 de junho de 2010

Depois de Adílson Baptista, Eduardo Maluf e Guerrón, chegou a vez de Antônio Claret Namentala, Diretor de Marketing, ser demitido do Cruzeiro.

Orientado por um consultor, Zezé Perrella está promovendo um downsizing no Cruzeiro. O motivo é evidente: o clube estava caro demais pras suas parcas arrecadações.

Cmo venho repetindo há 4 anos, o modelo exportador se desmanchou no ar. Agora, parece que os parceiros também sumiram. Então, pra estancar a sangria, resta cortar na estrutura.

ZZP está certo, embora, num primeiro momento, o clube vá se ressentir dos competentes porfissionais que perdeu. Mas estará errado se não encontrar fórmulas de vender o clube a seu torcedor.

Quando o novo Mineirão estiver pronto, será fácil. O problema é chegar vivo até lá. Como será esta travessia? O que o presidente pensa em fazer? Ou isto não é da nossa conta?

Atlético-GO 2×1 Cruzeiro: A malemolência voltou

domingo, 6 de junho de 2010

Em 9º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro vive uma crise violenta após perder, em uma semana, o Diretor de Futebol, Eduardo Maluf, o treinador, Adílson Baptista, e a etiqueta da equipe, Kleber Gladiador.

Marquinhos Paraná será o desfalque do time que, se vencer com 5 gols de diferença, chega ao G4.

O Atlético Goianiense, 20º colocado com apenas 1 ponto, tem vários desfalques: Gilson, Thiago Feltri, Thiago Almeida, Juninho (lesionados), Robston, Chiquinho e Márcio Gabriel (suspensos) não poderão enfrentar o Cruzeiro.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 18h27 – Execução do Hino Nacional. O repórter da Itatiaia, Artur Morais, fã do Fabinho, entrevista seu protegido e critica Adílson Baptista.
  • 18h31 – Começa o jogo. Cruzeiro, todo de azul, defende arco à direita das tribunas. Dragão com uniforme tradicional.
  • 01 – Lançamento longo de Fabrício, Márcio defende.
  • 02 – Fabinho chuta de fora da área. Bola no placar.
  • 03 – Fabinho derruba Keninha e recebe cartão amarelo. Márcio cobra a falta. Bola na barreira. No rebote goleiro chuta pra fora.
  • 07 – Welton Felipe perde bola pra Diego Renan, que passa a Wellington Paulista. Bola perdida.
  • 08 – Roger Galera cobra escanteio rasteiro, zaga rebate.
  • 09 – Keninha puxa contra-ataque pela esquerda, cruza, Rodrigo Tiuí chega atrasado.
  • 10 – Jonathan avança, mas é desarmado na entrada da área.
  • 11 – Thiago Ribeiro vai à linha de fundo, pela direita, e cruza. WP cabeceia, Márcio defende.
  • 12 – Henrique avança pela direita, Erandir cede escanteio. Roger cobra, defesa espana. Keninha puxa contra-ataque e lança Rodrigo Tiuí, que está impedido.
  • 13 – Roger toma bola de Airton e cruza da esquerda. Defesa afasta o perigo.
  • 14 – Fabinho cruza da direita, WP cabeceia, bola acerta o poste direito do arco de Márcio.
  • 15 – Thiago Ribeiro entra na área, mas é desarmado pelo goleiro Márcio.
  • 16 – Pedro Paulo cruza da direita, Gil corta de cabeça.
  • 18 – Pedro Paulo cisca na frente de Leonardo Silva e chuta forte, alto, por cima do travessão.
  • 19 – Agenor derruba Roger no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 20 – Agenor lança Tiuí, Fábio sai do arco e defende.
  • 22 – Airton deixa Leonardo pra trás e invade a área. Fábio sai do arco e defende.
  • 23 – Welton Felipe levanta bola na área, Rodrigo Tiui cabeceia, Fábio defende.
  • 24 – Airton cruza da direita, Fabinho cede escanteio. Keninha cruza, Fabrício corta de cabeça.
  • 25 – Torcida local se anima e grita o nome de Atlético, que retoma bola e cria salseiro na área celeste. Fabrício fica com a bola e sai jogando.
  • 26 – Keninha derruba Jonathan e recebe cartão amarelo.
  • 27 – Cruzeiro prende bola na defesa pra esfriar o jogo.
  • 28 – Ramalho derruba Leonardo Silva, no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
  • 29 – Aírton levanta bola na área, Keninha passa a Pedro Paulo, que cruza da esquerda. Rodrigo Tiuí, entre quatro cruzeirenses, na pequena área, toca pras redes. Atlético Goianiense 1×0.
  • 31 – Ramalho lança Pedro Paulo, Fábio sai do arco e defende.
  • 33 – Leonardo Silva derruba Tiuí no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 34 – Atlético marca saída de bola, Cruzeiro se enrola.
  • 35 – Atlético troca passes. Estático, o novo meio de campo do Cruzeiro não apóia o ataque.
  • 38 – Thiago Ribeiro cobra falta sobre a área, Gil cabeceia, defesa rebate.
  • 40 – Após erro de passe de Fabrício, Atlético contra-ataca, Keninha lança Rodrigo Tiuí, que está impedido.
  • 41 – Wellington Paulista recebe lançamento de Fabrício, dribla Márcio na meia lua e toca pras redes. Cruzeiro 1×1.
  • 44 – Welton Felipe desarma Thiago Ribeiro na entrada da área.
  • 47 – Fim de 1º tempo.
  • Wellington Paulista: “Mandei uma bola na trave mas, graças a Deus, consegui empatar, depois.”
  • Rodrigo Tiuí: “A gente estava bem e não podíamos deixar empatar numa bobeira. Agora, é voltar pra decidir no 2º tempo.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 19h34 – Começa o 2º tempo.
  • 02 – Airton chuta longe, bola passa rente ao travessão.
  • 05 – Aírton cobra escanteio pela esquerda, Rodrigo Tiuí arremata de puxeta, bola passa por cima do travessão.
  • 06 – Rodrigo Tiuí passa por Gil, mas é desarmado por Leonardo Silva.
  • 07 – Roger cruza da esquerda, bola fica com Pituca, que sai jogando.
  • 08 – Henrique lança Jonathan, que puxa contra-ataque. Erandir corta com o braço e recebe cartão amarelo.
  • 09 – Thiago Ribeiro cobra falta com chute rasteiro, defesa corta, Fabinho fica com o rebote e chuta. Defesa corta de novo.
  • 10 – Agenor desarma Roger e lança Tiuí. Gil desarma o atacante.
  • 11 – Ramalho tenta cruzar, Fabrício toca pra escanteio. Na cobrança, Fábio tira bola de soco.
  • 12 – Welton Felipe tenta sair jogando, Roger fica com a bola e chuta, por cima do travessão.
  • 13 – Passes errados: Atlético 21×20. Torcida do Atlético pede Elias, a do Cruzeiro grita o nome de Guerrón.
  • 14 – Roger entra na área, Márcio sai do arco e fica com a bola.
  • 15 – Keninha joga bola na área, Fábio fica com ela.
  • 16 – Elias substitui Keninha.
  • 17 – Airton recebe lançamento, LS cede escanteio. Airton cobra, Tiuí cabeceia, Fábio cede novo escanteio.
  • 18 – Rodrigo Tiuí cruza da esquerda, Diego Renan não consegue cortar, Airton cruza da direita, bola sai do lado oposto.
  • 19 – Rodrigo Tiuí recebe lançamento longo, Gil se antecipa e recua para Fábio.
  • 20 – Atlético avança a marcação, Cruzeiro fica preso na defesa.
  • 22 – Airton puxa contra-ataque pela direita e passa a Pedro Paulo, que cruza da direita, bola sai do lado oposto.
  • 23 – Guerrón substitui Roger Galera.
  • 24 – Guerrón recebe passe de Henrique, mas é desarmado por Agenor.
  • 25 – Elias recebe lançamento, invade a área, cava pênalti, Fábio fica com a bola.
  • 26 – Airton cruza, Rodrigo Tiuí não controla bola dentro da área, Fábio fica com ela.
  • 27 – Confusão na área, WP chuta, Márcio salva gol certo, Fabrício apanha o rebote e chuta, pra fora.
  • 28 – Fábio dá rebote, Elias chuta, bola explode em Gil.
  • 29 – Gil comete falta em Pedro Paulo na entrada área.
  • 30 – Airton cobra falta por cima da barreira, Fábio defende.
  • 31 – Jogando mal, de forma burocrática, com meio de campo estático, Cruzeiro está pedindo pra perder, pois cede campo ao rubronegro.
  • 32 – Elias chuta de longe, Fábio defende. Thiago Ribeiro cruza da direita, Guerrón tenta armar jogada com Fabrício, mas a bola caba ficando com a defesa do Dragão.
  • 33 – Pedro Ken substitui Thiago Ribeiro. Marcão substitui Rodrigo Tiuí.
  • 34 – Agenor derruba Pedro Ken na ponta direita. Jonathan cruza mal, Ramalho corta.
  • 35 – Airton cruza da direita, pra fora. Elias chuta, bola sai pela linha de funda. Elias pede escanteio e recebe cartão amarelo.
  • 36 – Kieza substitui Wellington Paulista.
  • 37 – Marcão parte pra cima da defesa, Leonardo Silva o desarma.
  • 38 – Jonathan derruba Pedro Paulo e recebe cartão amarelo.
  • 39 – Guerrón passa a Fabrício, que joga bola na área, Jairo cede escanteio. Guerrón cobra, Ramalho corta de cabeça.
  • 40 – O tanque Marcão puxa contra-ataque pela direita e cruza para Pedro Paulo arrematar com chute rasteiro, pras redes. Atlético Goianiense 2×1.
  • 41 – A malemolência voltou. Deve ser esta a primeira grande idéia da nova direção do futebol celeste.
  • 43 – Guerrón cruza da direita, não há ninguém do ataque celeste na área.
  • 44 – Fabinho perde bola na intermediária, Pedro Paulo avança, entra na área e chuta. Fábio defende.
  • 45 – Leonardo Silva se contunde e sai de campo. Malemolente, Cruzeiro já entregou o jogo.
  • 47 – Marcão puxa Gil pela camisa e recebe cartão amarelo.
  • 49 – Fim de jogo. Primeira vitória do Atlético Goianiense que, mesmo assim, permanece na lanterna. Cruzeiro cai para 11º lugar e flerta com a zona de rebaixamento.
  • Fábio: “A gente precisava dos três pontos, mas fomos surpreendidos.”
  • Pedro Paulo: “A gente precisava desta vitória e eu pude ajudar os companheiros. A vitória demorou a sair mas Deus sabe a hora certa de tudo acontecer.”
  • Jairo: “Precisávamos da vitória pra trabalhar com mais alegria, mais focados.”
  • Gil: “Foi difícil esta semana em que perdemos o Kleber e o professor Adílson. Agora, é esquecer o campeonato e voltar com força depois da Copa.”
  • Pituca: “A gente brincou no vestiário dizendo que íamos estrear no campeonato e deu certo.”
  • Ramalho: “Jogo difícil, mas nossa vitória foi merecida, Tivemos sorte de marcar um gol no finalzinho.”

Atlético-GO 2×1 Cruzeiro, domingo, 06jun10, 18h30, Serra Dourada, Goiânia, 7ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010. Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 3.419 – Renda: R$52.160,00 – Juiz: Guilherme Cereta de Lima (SP) – Bandeiras: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson José de Moraes Coelho (SP) – Amarelos: Agenor, Keninha, Ramalho, Erandir, Elias, Marcão (Atl); Leonardo Silva, Jonathan (Cru) – Gols: Rodrigo Tiuí, 29, Wellington Paulista, 41 do 1º tempo; Pedro Paulo, 40 do 2º – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício, Fabinho e Henrique; Roger Galera (Guerrón); Thiago Ribeiro (Pedro Ken) e Wellington Paulista (Kieza). Tec: Emerson Ávila / Atlético-GO: Márcio; Ayrton, Jairo, Welton Felipe e Erandir; Ramalho, Pituca, Keninha (Elias) e Agenor; Rodrigo Tiuí (Marcão) e Pedro Paulo. Tec: GeninhoHistórico – Foi o 4º Cruzeiro x Atlético Goianiense, todos por campeoantos brasileiros (2 pela Taça Brasil, 1 pela Copa Brasil, 1 pelo Campeoanto Brasileiro). O Cruzeiro venceu 3, perdeu 1, marcou 11 gols, sofreu 4. Os dois clubes jamais decidiram um torneio entre si.

O dia em que o Mineirão tremeu

sábado, 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.

Adílson Baptista: “Eu sou um cruzeirense”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 Santos, no Mineirão, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 02jun10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Vou fazer meu último jogo lá em Goiânia, contra o Atlético-GO, e um abraço. É isso aí. É meu último jogo. Pra felicidade geral da nação, de alguns, eu faço meu último jogo lá. Já conversei com o Zezé, ele até nem queria que eu falasse isso aqui hoje, mas estou chateado com algumas coisas. Só cego que não vê o que é trabalhar uma equipe, o que é ter dificuldade, o que é organizar. Mas isso aí, tem muita gente do outro lado aí expert em futebol. A gente vai com calma, aprendendo todo dia. Quando o adversário joga contra o Santos é o jogo do ano. Quando somos nós, é jogo sob pressão. É assim que funciona aqui em Minas Gerais. Fico chateado com algumas pessoas vaiando o presidente, lamento, pela contribuição do presidente, pela história, pelos títulos, pelas conquistas, isso machuca a gente. Eu tenho só a agradecer, eu sou um cruzeirense, tenho carinho muito grande pelo clube, vou continuar torcendo pelo clube, mas a gente tem que pensar profissionalmente e chegou o momento de sair. Vida que segue. Vou rezar pra que um bom profissional entre e tenha sucesso. Vejo um Cruzeiro forte, competitivo, com grandes jogadores. Na parada da Copa, tem condições de reverter. Gosto muito do Maluf, é um grande profissional, muito correto, não deixava vazar muita coisa, porque vocês gostam muito de uma fonte segura, sempre têm fontes de informação, e o Maluf é firme, sério, cobrando, lutando, agindo com responsabilidade. Mas ele é um profissional capacitado, que daqui a pouco está no meio. A gente lamenta, mas é uma decisão do presidente, precisamos respeitar. Faz parte no futebol. Daqui a pouco volta. Não é em função do Maluf. Eu já estava conversando com o Maluf, em Atibaia eu coloquei que o meu intuito não era prejudicar. Mas já estava dentro dos planos. Grande motivo da saída e futuro destino: o coração, o meu coração. O coração é que está deixando. Não falo nada sobre futuro. Vou fazer o jogo, cheio de jogadores com dor, e tenho um compromisso em São Paulo na segunda-feira. Só isso. Tenho respeito pela imprensa, sempre tive. A gente tem que conviver de maneira saudável, honesta, procurando ser imparcial, ser profissional. Respeito muitos de vocês, pelo trabalho, sei o grau de dificuldade. Precisamos é conversar mais, esclarecer mais, ter um pouquinho mais de cuidado, porque hoje é blog, é twitter, é facebook, todo mundo fala. Esses dias a Miriam Leitão estava criticando o Júlio Baptista, o Gilberto, disse que ia tomar um remédio tarja preta. Quer dizer, todo mundo fala de futebol. Esses dias, o Cerezo encontrou o Maluf no aeroporto e elogiou o Cruzeiro. Esse está na minha seleção. Isso me dá satisfação, não quem escuto dizendo que tem que jogar esse daqui, esse aqui precisa pegar ritmo. Até esse pegar ritmo, eu caí, porque o futebol é muito dinâmico. Eu respeito, nós precisamos melhorar, eu tenho a minha linha de raciocínio, mas não fico fazendo média com ninguém, não dou informação para ninguém, trato todo mundo igual. Acho que ninguém deve ter privilégio de informação e alguns ficam bravos. Mas eu durmo tranquilo, um grande abraço para vocês. Voltar um dia? Volta tem. Isso daí… No futebol acontece muita coisa e a gente espera um dia voltar, mas a cabeça é só fazer esse jogo contra o Atlético-GO e não tem jeito, a gente gosta de trabalhar e vamos pensar o que fazer com calma. O Cruzeiro tem o meu respeito, a própria torcida. A minoria fica vaiando presidente, este, aquele, isso faz parte. Mas sempre tive o carinho, a admiração. Vejo o torcedor inteligente me apoiando, sabendo, tendo noção, discernimento de perceber algumas coisas. O clima está tranqüilo no grupo. Eles estão chateados, porque gostariam de estar numa situação melhor. Mas .enfrentamos um grande adversário. No Cruzeiro, cria-se crise. O Ceará está ganhando de todo mundo. Na Vila o Ceará jogou contra o Santos, que só não tinha o Robinho, e o Santos teve dificuldade. Teve um pênalti no Misael, que dá trabalho pra todo mundo. Pelo carinho, pelo respeito que tenho pelo Cruzeiro, eu procuro cobrar dos atletas pra que se entreguem naquilo que estão fazendo. Por algumas razões, não coloquei A, B ou C e é assim que vou agir em qualquer clube. Um atleta tem que ter esse comprometimento, tem que se dedicar, pois ele é bem remunerado. É evidente que uma hora vai perder. Mas tem de vender a derrota caro. O torcedor gosta de ver o jogador lutando. (mais…)

ZZP aponta seu próprio futuro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Zezé Perrella concedeu coletiva, que a Rádio Itatiaia transmitiu com a Marcha Imperial, de Star Wars, ao fundo.

Em síntese, ele informou que:

Dimas Fonseca, Diretor das Categorias de Base, substituirá  Eduardo Maluf no cargo de Diretor de Futebol. Segundo o presidente, a busca de novas idéias justifica a troca. (mais…)

Ouro escasso

sexta-feira, 23 de abril de 2010

No fim do mundo
Tem um tesouro
Quem for primeiro
Carrega o ouro

Os versos de Sidney Müller ilustram o que é a Libertadores. Um bom torneio pra quem chega à final. O que não fica claro no discurso dos cartolas celestes.

(mais…)

Deboçagem, uma necessidade (I)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eis um pouco do que se leu nestas páginas heróicas digitais desde o vexame de domingo.

Tem muito mais, ora se tem!  Quem se animar a garimpar, vai rir à beça.

(mais…)

Líder: “Itália deixou boa impressão nos 3 jogos”

sábado, 13 de março de 2010

Pitacos de protagonistas, jornalistas e blogueiros acerca do Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores de 2010,em 11mar10, no Estádio Olímpico, em Caracas, Venezuela.

(mais…)

Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

O time de 2009 + 3 ou 4

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eduardo Maluf, em entrevista à repórter Dimara Oliveira, do Minas Esporte:

  • “Adílson Baptista só não fica no Cruzeiro em 2010, se não quiser. Em silêncio, renovamos os contratos do Fabrício, do Henrique e do Marquinhos Paraná. Vamos manter a base e trazer mais 3 ou 4 jogadores pra reforçar o time. Já estamos planejando 2010. Adílson é muito trabalhador. Às vezes, a gente pede para ele ter mais paciência. Mas todo mundo que conhece o Cruzeiro sabe que ele é muito trabalhador. Se quiser, ele fica aqui.”