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22ª A: Cruzeiro e Corintiãs enfiaram o pé na jaca

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A 22ª rodada do Brasileiro 2010, em 15 e 16set10, foi uma festa pra Cruzeiro e Corintiãs, que somaram 3 pontos enquanto Bota e Flu, parceiros de G4 estacionaram na tabela. Em Curitiba, o Atlético deixou pra aplicar a 13ª cepada no Luxa bem no finalzinho. Um juiz mineiro expulsou bestamente o artilheiro do Prudente e o Mengo aproveitou pra virar e sair de perto das más companhias do rebolo. De resto, registre-se a freguesia são-paulina diante do Inter e a saída do Avaí da alça de mira da Cocota. Teve bão!

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Cuca: “Fomos mal no ataque e bem na defesa”

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 1×0 Goiás, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, em 18jul10, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010:

  1. Binho, no PHD: Seguramente, foi um dos piores jogos do time que vi nos últimos tempos. Seguramente, esse time foi um dos mais raçudos que já vi desde que sou cruzeirense. O time briga, bate, toma canelada, mas jamais desiste do principal, que é reconquistar a bola. A continuar, dificilmente perderemos uma partida. Desse jeito temos cara de quem brigará pelo título. É torcer pra que o entusiasmo não se perca no andamento da competição.
  2. Marco Soalheiro, no PHD: Atuação coletiva muito fraca tecnicamente. Valeu mesmo só pelos três pontos contra um adversário chato, que andou incomodando muita gente. Faltam 30 pontos para os 45. Antes de chegar lá não me arrisco a fazer previsões mais otimistas. Vamos ver como evolui o trabalho.
  3. Jorge Schulman, no PHD: De regreso de Sete Lagoas, aonde fui na van da Turma dos Cervezeiros, gente bacana demais que devo agradecer pela oportunidade da partilha. Feliz pela vitória, pelo golaço de Gilberto e pela jogada de placa que merecia ter finalizado em gol. Gostei da postura do grupo em conjunto, se doando em prol do resultado. O fizeram bem, o futebol hoje é resultado, e os clubes sobrevivem pelos resultados, pela posição na tabela, isto não é Seleção… Estamos em carreira e não acompanho o pessimismo da maioria dos comentários que li. Tudo está muito nivelado por baixo, inclusive os times que tem grandes sponsors por trás. Todos estão mostrando sua readaptação após Mundial, ninguém é essa coisa toda. Flashes e pitacos: 1) gostei do Estádio, e mais gostei de ver como se vão estabelecendo as novas configurações… onde fica cada grupo, cada bandeira… 2) O preço não se justifica, e a incompetência e malemolência dos dirigentes que decidiram fazer o Mundial em 2014 não deve ser repassada à conta dos torcedores… 3) A resposta que Çangre Açul espera é a mesma à que eu cheguei: com esse público, no próximo ano vamos competir com um time de  juniores, juvenis etc. 4) O Cruzeiro e seus torcedores deverão se juntar pela sobrevivência histórica. 5) Fábio é invendível até 2080.
  4. João Chiabi Duarte, no PHD: Cuca está usando um 5-3-2 disfarçado. Diego Renan faz o 3° zagueiro pela esquerda e Gilberto é o ala que tem liberdade e prioridade para subir. Quando o time é atacado vejam como o posicionamento do Gilberto é o de um ala? Por isto vocês vêem os adversários com tanta liberdade no meio-campo. Afinal o povoamento é feito só com 3 homens. Inegável que mesmo com os beques reservas eles nunca ficam no mano a mano, tem sempre alguém na ajuda. Até mesmo o posicionamento do Roger mostra que ele tem obrigações de marcação e vem se doando muito na marcação. Não resta dúvida que os caras tenham posse de bola, mas, entrar na nossa defesa, só se for via chuveirinho. PC Gusmão usou Wendell como Cuca usa DR em 2004.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A bola quica muito. Fui tentar dominar a bola, que não foi forte, e foi para escanteio. O gramado prejudica bastante, especialmente para o pessoal da frente. A gente começou bem nesse retorno (depois da parada para a Copa do Mundo), concentrado e conquistamos duas importantes vitorias, que nos coloca entre os times que estão na briga pelo título.
  6. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: Hoje não é um jogo referência para a gente. Com certeza, eu acho que temos que olhar, ver muitas coisas erradas. Eu acho que nós temos que ser claros mesmo. Conseguimos ganhar, uma ótima vitória, estou muito feliz por isso. Mas, com certeza, temos que melhorar muita coisas. Fico feliz pelo resultado, mas não pela atuação que nós tivemos hoje. Agora é trabalhar e descansar bastante. Na quinta-feira já tem um jogo difícil. Então, a gente tem que esperar, treinar, posicionar o time para que a gente não venha sofrer esse sufoco.
  7. Fabrício, volante do Cruzeiro: O campo é horroroso. Esse campo é muito difícil de a gente jogar bola, dar de primeira, dominar. A gente erra passe besta aqui. É complicado. Esses dias eu vi uma matéria na TV, a bola realmente fica viva aqui, o pessoal brinca, Jabulani e tal. Mas o campo está horroroso.  A gente pegar equipe de qualidade aqui é difícil, a gente vai sofrer. O importante é a gente somar pontos. Não jogamos bem, o time deles foi melhor, mas o resultado veio, todo mundo lutou  e isso é que importa.
  8. Henrique, volante do Cruzeiro: Estamos buscando render o nosso melhor em campo, com uma equipe aguerrida na marcação e com tranquilidade para sair com a bola nos pés e definir o jogo.
  9. Francisco Everton, volante do CruzeiroÉ sempre bom estrear com os três pontos. Graças a Deus vieram com suor, com batalha. O Cruzeiro sempre tem que batalhar para conseguir os pontos e, dentro de casa, tem que ser os três . Entrei e o jogo estava pegando fogo, mas consegui entrar bem e ajudar meus companheiros a conseguir alcançar a vitória.
  10. Roger, meia do Cruzeiro: Eu e Gilberto somos jogadores inteligentes, que sabem cumprir as funções que foram determinadas pelo treinador. Podemos nos movimentar bastante e isso foi demonstrado em dois jogos, tanto lá em Curitiba quanto aqui. Esse entrosamento vem acontecendo, tanto que no 2º tempo a gente fez uma grande jogada, o Gilberto entrou perto do gol, mas não conseguiu fazer. Isso é importante, pois mostra que a gente joga com qualidade e joga pra vencer. Tivemos alguns lances para matar, principalmente no primeiro tempo, num contra-ataque que o Thiago puxou. Poderíamos ter matado o jogo e controlado de uma maneira mais fácil. Todos os jogos são difíceis e o Goiás se portou muito bem. Ele soube se portar, procurou o jogo, mas lances perigosos eles não tiveram tantos e o resultado foi de quem definiu o jogo no primeiro tempo. Em relação ao campo, isso aqui é a nossa casa. A gente não pode criticar tanto. É importante que a gente comece a treinar aqui também. A gente tem que criar identidade aqui, com o nosso torcedor. É difícil ficar pingando de um lugar para o outro.
  11. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O campo é péssimo, na minha opinião. O gramado é irregular, acabei perdendo um gol porque a bola quicou, o Fábio deixou escapar um lance de escanteio. Esses lances mostram o quanto dificulta para a gente jogar em um campo desses, que é muito irregular, um campo duro. O importante é que mesmo com tudo isso a gente conseguiu vencer e estamos no G-4.
  12. Cuca, treinador do Cruzeiro: Nós não fomos bem do meio para frente no 2º tempo, mas fomos muito bem na defesa, na marcação. Hoje, temos que ressaltar a vitória. Já cansei de jogar bem pra caramba, com trinta chances de gols e 1×1, 1×0 para o adversário. Hoje nós jogamos mais ou menos e ganhamos. Está maravilhoso e tomara Deus que seja sempre assim. Não tomamos gols há dois jogos, o setor defensivo foi muito bem, não teve grandes sustos, apesar de o Goiás ter tido maior posse de bola. Goiás é sempre jogo duro, tinhoso e estou muito contente pela vitória. Estamos praticamente no G4 juntos com o Flamengo. A gente tem que se adaptar ao gramado. De repente, vou puxar um treino para cá. Pra nós é novidade também. O campo é todo irregular, é gramadinho, mas é irregular. Dificulta principalmente pra equipe que tem que tomar a iniciativa do jogo. 
  13. Leão, treinador do Goiás: Falar de arbitragem pra quê? Meu time foi melhor, superior, encurralou o time da casa e não é um adversário qualquer, mas o Cruzeiro. Eu não posso admitir um empate, muito menos uma derrota. Nós fizemos dois gols. O que não pode acontecer é todo dia o Goiás ser prejudicado. Já foi assim no meio da semana, que tivemos um pênalti escandaloso não marcado, o jogo teria sido 1×0 contra o Vasco. São seis pontos a menos.
  14. Leandro Mattos, em seu blog: Jogando oficialmente pela primeira vez em sua nova casa no Campeonato Brasileiro – a Arena do Jacaré -,  o Cruzeiro bateu o Goiás por 1×0 e contou com grande atuação do goleiro Fábio para sair de campo com o quatro triunfo no Brasileirão 2010. O resultado, diante de um Goiás que foi preciso na marcação e deu trabalho nos contragolpes, colocou a Raposa no G4 do Brasileirão, ao lado do Flamengo. As duas equipes somam rigorosamente a mesma campanha e os mesmos critérios de desempate. Para efeito de classificação, segundo o regulamento do torneio (artigo 13), o Rubro-Negro carioca está na frente, por ter um número menor de cartões vermelhos: uma expulsão, contra duas estreladas. Se o Goiás foi valente e também poderia ter saído de campo com a vitória (o time teve dois gols anulados: um acertadamente e outro num lance discutível), o Cruzeiro desperdiçou chances importantes de matar o jogo, principalmente no segundo tempo, num lance que Gilberto driblou meio time esmeraldino e quase entrou com bola e tudo no gol de Rodrigo Calaça. Por falar em Gilberto, ele e Roger têm demonstrado, na prática, o que muita gente queria ver, menos Adílson Batista. Os dois podem sim atuar juntos no meio-campo. A formação com dois volantes e dois meias no setor deixa o time mais equilibrado e os atacantes mais municiados.
  15. Diego Stefani, blogueiro do Goiás no Globo.Com: Já cansei de ver o Goiás sofrendo com esse tipo de coisa, mas ontem contra o Cruzeiro foi o cúmulo. Vocês lendo isso devem estar pensando que eu irei culpar a arbitragem ou coisa do tipo, mas não, o próprio Goiás desta vez foi culpado de sua própria derrota. O motivo? Não saber aproveitar as oportunidades de gol. Gostei muito das atuações da zaga do Goiás nas duas últimas partidas, pois mostrou consistência e forte poder de marcação. Quanto ao o gol de ontem? Ah o gol, podemos dizer que foi um lance de oportunismo do bom jogador Gilberto, que soube finalizar. Não sei quem marcava o meia, mas este gol poderia ter sido evitado. Mas mesmo assim, Jonílson, Amaral, Tolói e Ernando de fato tem dado muita segurança a aquele setor. Falta o meia. Sinceramente jogar com Otacílio não foi tão bom como ter um Hugo ou Bernardo, mas ele até que atuou bem na posição. O que doeu foi ver Romerito o substituir e atuar como o único meia da equipe, acredito que sozinho ele não consegue atuar nesta posição. Foi também interessante ver Rafael Moura armando o jogo. Quanto ao ataque, nota-se facilmente a falta de jogadores que sabem finalizar. E pra mim este foi o problema do Goiás, o motivo do qual o fez perder o jogo. Rafael Moura não veio atuando muito bem nas últimas partidas, mas por ser o único jogador a atuar na posição de artilheiro da equipe no jogo, o único com essas características, se destacou e marcou dois gols: um claramente ilegal por impedimento e outro que na minha visão foi legal. Enfim, Everton Santos. Falei dele já algumas vezes no Programa 100% Verdão, de segunda a sexta-feira as 20h na Rádio Esmeraldina, e em todas elas questionei o seu poder de finalização. Na partida passada foram dois lances claros de gol em que errou, no último foi a principal chance do jogo. Everton, ta na hora de praticar mais finalizações, né? No geral gostei da postura do time, que a cada partida vem mostrando evolução. Interessante é ver Harlei no banco de reservas, confesso que ainda não me acostumei, mas Calaça tem dado segurança na posição.

Cuca: “Não tenho vergonha de me fechar”

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético 0×2 Cruzeiro, na Arena da Baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  1. Juca Kfouri, em seu blog: O frágil Furacão perdeu para o Cruzeiro, 2 a 0,  gol no fim do primeiro tempo de Wellington Paulista,  e do segundo, com Robert. O rubro-negro parece estar se preparando para cair.
  2. Vitor Birner, em seu blog: O Furacão de Carpegiani apresentou novas caras e um futebol melhor que no início do campeonato. Tomou a iniciativa do jogo e criou boas chances. Buscou o ataque e exigiu trabalho duro do goleiro Fábio. Contudo, foi prejudicado pela arbitragem. Aos 19 minutos, Bruno Mineiro desviou para as redes após defesa de Fábio e passe de Alex Mineiro no rebote. O árbitro Wilson Seneme deu impedimento. No lance final da primeira etapa, Wellington Paulista marcou para a Raposa e jogou por água abaixo o bom 1° tempo atleticano. O segundo gol cruzeirense foi aos 41 minutos da etapa final, com Robert. O time do estreante Cuca se defendeu bem e escapou sem sofrer gol do Furacão, que buscou o ataque mas não teve boas chances como no primeiro tempo.
  3. Leandro Mattos, em seu blog: A primeira impressão foi boa!: Se o que vale é a primeira impressão, como afirma um antigo dito popular, o Cruzeiro de Cuca deu um belo cartão de visitas nessa quarta-feira, ao bater o Furacão por 2 a 0, na Arena da Baixada, e subir algumas posições na tabela de classificação, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a disputa da Copa do Mundo 2010. Com certeza, boa parte da torcida estrelada não nutriu saudades por um meio campo com três volantes, quesito obrigatório na ‘era Adílson Batista’. Roger e Gilberto mostraram que podem atuar juntos e que dão, sem a menor dúvida, mais criatividade e uma qualidade de passe muito melhor aos estrelados. O Cruzeiro teve dois armadores fora de casa, em campo inimigo, cenário praticamente impensável sob a batuta do ex-treinador. Fábio, que pegou tudo, e Roger, preciso nos passes, foram os destaques com a camisa azul. O Rubro-Negro paranaense mostrou porque está entre os quatro frequentadores da zona da degola. Só Paulo Bayer e Bruno Mineiro conseguem sobressair em meio a um elenco fraco tecnicamente.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A gente conseguiu fazer um bom jogo. Buscamos a todo o momento ter um bom comportamento dentro de campo taticamente e saindo com velocidade. Conseguimos um gol e depois marcar bem.
  5. Fabrício, volante do Cruzeiro: Que legal, com essa vitória, num frio danado, mas foi muito bom. A gente fica feliz, todo mundo está comprometido com o que o Cuca tem pedido. Desde sempre o grupo é muito profissional, tem sido assim desde que cheguei aqui. Conseguimos esse resultado e agora é dar sequência. Vamos chegar lá na frente, que é o nosso objetivo maior. Quando todo mundo se empenha, é difícil de ganhar da gente. Os meias, principalmente, estão de parabéns. A gente que é volante está acostumado a marcar e atacar, mas eles geralmente só atacam e agora defenderam também.
  6. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Eu vinha falando nas entrevistas coletivas que o Cuca deixou claro para a gente que o que dizem do Cruzeiro é que o time tem muita qualidade, muita posse de bola, mas é um time frio, que não tem emoção. Foi o que ele pediu para a gente e conseguimos colocar raça, determinação. Agora é manter isso para sairmos com o título.
  7. Robert, atacante do Cruzeiro: Foi meu primeiro jogo oficial, sempre estive tranquilo, procurei me adaptar o mais rápido à equipe. Tive uma oportunidade e marquei, agora é dar continuidade ao trabalho. Marcar um gol na estreia para mim foi muito importante.
  8. Cuca, treinador do Cruzeiro: Eles foram vibrantes. Os caras saíram de campo com ‘grama na bunda’. Lutaram, guerrearam, você vê o Roger tomando cartão. Tem que ser assim. É tão bonito ver quando o cara se entrega, se doa, um vai incentivando o outro. A gente pode e deve melhorar, mas foi bom o começo. Uma vitória é sempre bem-vinda, ainda mais fora de casa contra um adversário difícil de ser batido como é o Atlético, com uma força muito grande da arquibancada e um time aguerrido. O Atlético jogou com diversas formas táticas, fomos pressionados, e no fim vencemos por 2×0. No montante do jogo, fizemos uma boa partida. Quero deixar bem claro que gosto de jogar ofensivo, mas não tenho vergonha de me fechar. Quando senti que tinha que me fechar, eu me fechei. Faltavam 12 minutos e senti que, naquele momento do jogo, não tinha mais a parte tática. Existia a superação, a bola alçada na área. E deixei o meu time alto, com o Fabinho de terceiro zagueiro. Tiramos o Roger, que é um articulador, mas não tinha mais espaço para articular. Nós precisávamos era da velocidade. Aproveito para chamar o torcedor para o domingo, lá na nossa ‘Lagoa Azul’, que a gente tem chamado carinhosamente. É a nossa casa, a 70 km, dá para ir tranquilo com a família. O torcedor vai ver de novo o Cruzeiro com muita vontade de vencer e, se Deus quiser, buscando mais uma vitória, quem sabe entrando no G-4.
  9. Neto, goleiro do Atlético: Ninguém trabalha quarenta dias para alcançar um resultado deste, mas não deu. Só nos resta trabalhar. Não podemos mais perder. E não só do Vasco, mas todos os jogos serão difíceis agora.
  10. Paulo Baier, meia do Atlético: Nós tivemos dois gols anulados, ainda preciso ver na televisão, mas o Cruzeiro mereceu a vitória. O primeiro tempo foi melhor, mas, no segundo, o Cruzeiro dominou.
  11. Paulo César Carpegiani, treinador do Atlético: Nós não queremos lamentar aqui. Mas perdemos várias oportunidades de gol e erramos no passe final. Pedimos desculpas à torcida. Os jogadores se doaram em campo, mas perdemos o jogo e temos que sair para o próximo. A torcida tem todo direito de reclamar, mas vamos fazer a cabeça dela apresentando um bom futebol e vencendo. Dizer que foi injusto não existe no futebol. Vence quem faz os gols. Nós tivemos o nosso goleiro trabalhando muito pouco no jogo, mas mesmo assim tivemos muitos erros de passe, algumas estreias de jogadores que ficaram nervosos, e tudo isso atrapalhou um pouco no rendimento. No segundo tempo, com as mudanças, a equipe conseguiu se enquadrar um pouco melhor, mas tomamos outro gol e não conseguimos fazer os nossos. 
  12. Elias Guimarães, no PHD: Muito bom. O 1º gol saiu de uma jogada até manjada, desde o ano passado. O 2º foi uma pintura, passes precisos, de prima e a tirada do goleiro pelo Robert. Recuperamos os 3 pontos jogados fora contra o Tritiquim-GO. Agora vamos prá cima do sempre perigoso Goiás. Mais uma vitória nos coloca na briga. Ao contrário de alguns comentaristas, até que gostei da zaga, tendo em vista a carência do setor. Gostei do meio. Roger com alguns lampejos e outras jogadas dignas de futebol master, mais lento que aqueles antigos micros 286. E o ataque continua como no ano passado quando o Kleber se contundiu e essa dupla deu a resposta quando o Cruzeiro precisou. Thiago Ribeiro deixa qualquer defesa doidinha da silva. WP na área marca mesmo.

Fábio garantiu a vitória

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Atlético 0x2 Cruzeiro, na Arena da baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  • Fábio – Salvou o time com pelo menos três defess milagrosas. Foi o melhor em campo, de novo.
  • Jonathan – Recebeu ordens para marcar muito e apoiar pouco e as cumpriu à risca. Boa atuação.
  • Gil – Por sorte o juiz anulou um gol legítimo do Atlético que, se fosse validado, teria marcado sua carreira pela trapalhada cometida. Andou brincando em algumas jogadas até levar uma chamado do goleiro Fábio. Daí em diante, tomou tento e segurou a onda sem querer enfeitar.
  • Cláudio Caçapa – Ganhou e perdeu lances para os atacantes atleticanos. Passa seriedade, mas não segurança. Deve ser usado com moderação.
  • Diego Renan – Foi um lateral marcador à moda antiga. Numa das subidas esporádicas, deu um bom chute a gol.
  • Henrique – Foi um cabeça de área entusiasmado. Protegeu a defesa e largou de mão as veleidades ofensivas.
  • Fabrício – Basicamente, um cabeça de área, saiu algumas vezes para o apoio. Mas sem correr riscos.
  • Roger Galera – Acusou o efeito Montilla. Correu como jamais havia feito antes. Perseguiu os adversários até na área celeste. Na criação, faltaram idéias. Nos arremates a gol, a pontaria estava ruim. Na metade do 2º tempo, ficou sem gás e foi substituído. Valeu pelo entusiasmo.
  • Marquinhos Paraná – Entrou com a missão de fechar ainda mais o meio de campo e cumpriu a obrigação.
  • Gilberto – Criou boas jogadas, mas não descuidou da marcação e da ocupação de espaços ajudando, principalmente, Diego Renan.
  • Fabinho – Jogou pouco e com a missão exclusiva de marcar. Deus um bico e ficou nisso.
  • Thiago Ribeiro – Grande atuação, como quase sempre. Atacou pelas duas pontas, incomdou muito o sistema defensivo do Atlético e colocou uma bola na cabeça de WP no 1º gol.
  • Robert – Jogou pouco tempo, mas fez um gol de centroavante eficiente. Diante do goleiro, agiu com frieza ao escolher o canto certo e tocar a bola pras redes.
  • Wellington Paulista – Errou quase tudo o que tentou. As duas jogadas que acertou, contudo, terminaram em gol. Um seu, outro de Robert. É o que se espera de um centroavante, embora ele ache mais importante se dezer desmotivado, puxar saco de treinador recém contratado e fazer média com a torcida. O que é dispensável.
  • Cuca – Mais conservador do que Adílson Baptista, prendeu os laterais, escalou dois cabeças de área, fez os dois meias voltarem pra recompor a defesa e quando o adversário apertou não teve vergonha de trancar a defesa com quatro cabeças de área. Só o ataque, o gol e a bequeira com virtudes e defeitos permaneceram jogando como na gestão anterior. Na coletiva, sinalizou para doidivanas e hienas que, se preciso, vai trancar sempre o time. Com a boa estréia terá sossego pra trabalhar. Sossego que acabará quando se vencer a Cocota e os microfonistas resolverem derrubá-lo com apoio dos teleguiados.
  • Torcida – Pouco mais de cem cruzeirenses compareceram e, em diversos momentos, calaram os 13 mil atleticanos. Só o Dr. Ianni pode esclarecer o fenômeno.
  • Juiz & Bandeiras – Ajudaram o Cruzeiro marcando dois impedimentos inexistentes do ataque local. Num deles, Gil fez um autogol de videocassetada, que poderia ter complicado a partida. Nos demais lances, estiverm bem tanto na parte técnica quanto na disciplinar.
  • Atlético – Time remontado durante a Copa, o Atlético foi superior ao Cruzeiro no começo do 1º e, de novo, no começo do 2º tempo. Foi prejudicado pelo bandeira que lhe tirou um gol legítimo e pelas defesas milagrosas de Fábio. Foi vaiado injustamente por sua torcida que, segundo o Dr. Ianni, é fidelíssima. Mas não é. Age como qualquer outra deztepaiz. Apoia na boa, atrapalha na podre. Alex Mineiro e Paulo Baier mostraram categoria. Branquinho deu boa dinâmica ao meio de campo na etapa final. Manoel, que é excelente lateral-direito, também se mostrou um bom beque. Vagner Diniz também mostrou serviço no 1º tempo. É o melhor dos atléticos da zona de rebaixamento.

Atlético 0x2 Cruzeiro: Fim de uma escrita de 7 anos

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Em 11º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro não contará com os zagueiros Leonardo Silva e Thiago Heleno, em recuperação de cirugias.

Cuca deve adotar o esqeuma 4-2-2-2 com dois volantões plantados e dois meias livres para criar. Os prometidos três atacantes ficarão pra outra ocasião.  

Em 16º lugar com 7 pontos, o Atlético Paranaense não terá Valencia, negociado, Márcio Azevedo, lesionado, e Chico, suspenso.

Dos dez jogadores contratados na intertemporada cinco terão condições de jogo hoje: Eli Sabiá, Paulinho, Vitor, Mithyuê e Thiago Santos. 

Lances + importantes do 1º tempo

  • 19h27 – Atlético entra em campo com uniforme tradicional.
  • 19h30 – Cruzeiro entra em campo com uniforme tradicional e vai cumprimentar seus cem torcedores. Máfia Azul está presente com faixa na arquibancada.
  • 19h32 – Hino Nacional e do Paraná executado para os poucos torcedores presentes. Os dois hinos mencionam o Cruzeiro.
  • 19h36 – Começa o jogo. Sete minutos de atraso. Pontualidade é coisa de Copa do Mundo. No Morrinhão, prevalece a avacalhação bem brasileira.
  • 01 – Gil recua, Fábio dá um chutão desajeitado, Paulo Baier fica com a bola, vai à linha de fundo e cruza. Bola sai pela linha de fundo antes de chegar às mãos de Fábio.
  • 02 – Vagner Diniz cruza, Alex Mineiro arremata de calcanhar, Caçapa cede escanteio. Na cobrança, Fábio defende pelo alto.
  • 03 – Vagner Diniz cruza da direita, Caçapa corta.
  • 04 – Fabrício tenta lançar Thiago Ribeiro e manda a bola pela lateral.
  • 05 – Thiago Ribeiro chuta de fora da área, Neto defende.
  • 06 – Roger Galera corta bola com a mão na intermediária. Falta.
  • 07 – Bola na área celeste. Alex Mineiro é impedido de tocar a bola pras redes pela cobertura de Henrique, na pequena área.
  • 08 – Victor enfia bolas entre os beques celestes. Paulo Baier fica na frente do arco celeste, mas Fábio sai e abafa a jogada.
  • 09 – Henrique cruza da esquerda, Manoel corta de cabeça.
  • 10 – Jonathan cruza da direita, Ribeiro pega de prima, Neto se estica e desvia pra escanteio.
  • 11 – Ribeiro cruza rasteiro, da direita, ninguém aparece pra concluir.
  • 12 – Paulo Baier cobra falta da intermediária, Fábio defende.
  • 13 – WP disputa bola com a defesa, cai, pede falta, Wilson Luiz Seneme manda seguir o jogo.
  • 14 – Gilberto chuta forte, da intermediária, bola passa por cima do travessão.
  • 15 – Gilberto desarma Baier, toca pra Roger, que lança Ribeiro. Defesa corta o cruzamento, Neto defende.
  • 16 – Paulinho cruza errado, Fabrício corta, torcida do Atlético chia.
  • 17 – Alex Mineiro passa o rodo em Jonathan, no meio de campo. Falta. Na sequência, Gil dá uma peitada em Alex Mineiro. Falta.
  • 18 – Caçapa recua mal, Fábio dribla Alex Mineiro e espana.
  • 19 – Roger chuta de fora da área, bola sai à direita de Neto.
  • 20 – Gilberto lança WP, que está impedido.
  • 21 – Gilberto lança WP, que erra o tempo de bola e fica sem ela.
  • 22 – Paulinho chuta rasteiro da entrada da área, Fábio salva, Alex recua de calcanhar, Gil marca contra numa patetada homérica. Juiz assinala impedimento de Alex. Errou. Gol legítimo. Torcida local chia com razão.
  • 26 – Pressionado perto da bandeira de corner, Jonathan perde a bola. Impedimento de Alex.
  • 27 – Jonathan tenta passar a Ribeiro de bico. Bola escapa pela linha de fundo.
  • 29 – Cuca orienta Ribeiro: “Tem que cair senão ele não dá…”
  • 30 – Jean chuta, bola sai à esquerda de Fábio.
  • 32 – Fabrício erra passe, Diniz fica com a bola e corre com ela. Paulinho recebe o lançamento, mas pisa na bola, dentro da área.
  • 34 – Alex Mineiro coloca Paulo Baier na cara do gol. Fábio faz milagre e evita abertura do placar defendendo aos pés do meia paranaense.
  • 35 – Fabrício chuta de fora da área, Manoel corta.
  • 36 – Roger galera chuta de fora da área, bola acerta o telhado do estádio.
  • 37 – Baier lança do meio de campo, bola sai pela linha de fundo.
  • 38 – Manoel passa o rodo em WP e recebe cartão amarelo.
  • 39 – Gilberto cobra falta com um chuveirinho, Neto defende sem problema.
  • 40 – Diego Renan derruba Alex Mineiro na entrada da área.
  • 41 – Paulo Baier cobra falta, bola fica na barreira.
  • 42 – Baier lança Alex, Gil corta de cabeça.
  • 43 – Roger Galera dá um rapa em Victor e recebe cartão amarelo.
  • 44 – Caçapa dá um bico, do outro lado, Manoel corta de cabeça. Diego fica com a bola e cruza, Ribeiro ajeita pra WP, defesa corta.
  • 45 – Gil lança Thiago Ribeiro, que cruza na cabeça de WP. Centroavante sobe mais que Manoel e cabeceia no canto esquerdo de Neto. Cruzeiro 1×0.
  • 46 – Fim de 1º tempo.
  • Vagner Diniz: “Infelizmente erramos e tomamos um gol. Temos que atacar com inteligência, sem deixar a defesa aberta, no segundo tempo.”
  • WP: “Kleber é meu companheiro, mas graças a Deus estou jogando e marcando meus golzinhos.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 20h41 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Branquinho substitui Victor. Eli Sabiá substitui Jean.
  • 01 – Paulinho cruza da esquerda, Fabrício corta, dentro da área.
  • 02 – Fabrício lança WP, que passa a Gilberto. Bola sai à direita de Neto.
  • 03 – Fabríco tabela com Gilberto, Neto fica com a bola.
  • 04 – Branquinho chuta de longe, Fábio defende.
  • 05 – Fabrício lança WP, Neto sai do gol e rebate.
  • 06 – Bola recuada, Neto rebate pra lateral.
  • 07 – Baier cai na área e pede pênalti. Juiz manda seguir, Bruno Mineiro fica com a bola e chuta à queima-roupa. Fábio defende.
  • 09 – Bruno Mineiro chuta de dentro da área, Caçapa corta. Pressão atleticana.
  • 10 – Alex Mineiro cabeceia por cima do travessão.
  • 11 – Roger lança TR, que chuta forte. Neto defende.
  • 12 – Branquinho lança Diniz, que deixa Gilberto pra trás e cruza. Fábio defende com dificuldade.
  • 13 – Bruno Mineiro chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 14 – Roger, pela direita, dribla marcador e chuta no telhado do estádio, de novo.
  • 15 – Jonathan cruza, Manoel sobe mais que TR e corta, de cabeça.
  • 17 – Confusão na área, mesmo caído, Baier concluir. Caçapa corta.
  • 18 – TR lança WP, que chuta pra fora, à esquerda de Neto.
  • 19 – TR cruza da esquerda, defesa corta.
  • 20 – Roger rola para Diego Renan, que chuta forte, pra fora.
  • 22 – Branquinho cruza, Gil corta.
  • 24 – Branquinho chuta forte, Fábio dá rebote, Bruno Mineiro chuta de novo, Fábio volta a defender e dá bronca na defesa, que falhou duas vezes.
  • 25 – Thiago Santos substitui Alex Mineiro.
  • 28 – Thiago Santos lança Vagner Diniz, que deixa Caçapa na saudade e enche o pé. Fábio salva gol certo.
  • 29 – Baier cobra falta com chuveirinho. Fábio defende.
  • 30 – Robert substitui Thiago Ribeiro. Marquinhos Paraná substitui o cansado Roger Galera.
  • 31 – Robert Lança Gilberto, que entra na área e chuta cruzado, pra fora.
  •  31 – Robert Lança Gilberto, que entra na área e chuta cruzado, pra fora.
  • 32 – WP chuta de longe, pra fora.
  • 33 – Baier cruza, Branquinho cabeceia pras redes. Impedimento.
  • 34 – Gilberto lança Fabrício, defesa cede escanteio.
  • 35 – Baier lança Thiago Santos, que toca pras redes. Impedimento.
  • 36 – Paraná disputa bola com Baier, que se atira na entrada da área.
  • 37 – Fabinho substitui Gilberto. Cruzeiro com 4 cabeças de área. Pode, hiena?
  • 37 – Baier cobra falta, bola acerta barreira.
  • 39 – Baier cobra com cavadinha, Branquinho cabeceia livre, Fábio defende.
  • 41 – WP tabela com Fabrício e serve Robert, que tira bola do alcance do goleiro. Cruzeiro 2×0.
  • 43 – Torcida do Cruzeiro canta o hino. Desanimada, a atleticana só vai seu time.
  • 45 – Cruzeiro toca bola no meio de campo.
  • 46 – Fabinho, dentro da área celeste, dá um bico para o meio de campo.
  • 48 – Fim de jogo. Cruzeiro quebra escrita de 7 anos sem vencer o CAP na Arena da Baixada. Foi a 100ª partida de Fabrício com a camisa do Cruzeiro.
  • Cláudio Caçapa: “Ficamos 37 dias sem jogar, o time está de parabéns e pode jogar com dois armadores.”

Atlético 0×2 Cruzeiro, quarta-feira, 14jul10, 19h30, Arena da Baixada, Curitiba, 8ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010 – Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 13.952 – Renda: R$190.340,00 – Juiz: Wilson Luiz Seneme (paulista) – Bandeiras: Vicente Romano Neto e Dante Mesquita Júnior (paulistas) – Amarelos: Manoel (Atl), Roger (Cru) – Gols: Wellington Paulista, 45 do 1º tempo, Robert, 42 d0 2º – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Cláudio Caçapa e Diego Renan; Henrique e Fabrício; Roger Galera (Marquinhos Paraná) e Gilberto (Fabinho); Thiago Ribeiro (Robert) e Wellington Paulista. Tec: Cuca / Atlético: Neto; Vagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Jean (Eli Sabiá); Victor (Branquinho) Fransérgio, Paulinho e Paulo Baier: Bruno Mineiro e Alex Mineiro (Thiago Santos). Tec: Paulo César CarpegianiHistórico – Foi o 42º Cruzeiro x Atlético. O Cruzeiro venceu 17, empatou 14, perdeu 11, marcou 70 gols, sofreu 55. Pelo Brasileiro, o Cruzeiro venceu 10, perdeu 9, empatou 11, marcou 50 e sofreu 42 gols. Os adversários de hoje, decidiram duas competições nacionais entre si. Em 1999, o CAP conquistou a Seletiva para a Libertadores vencendo por 3×0 na Arena e perdendo por 2×1 no Mineirão. Na decisão Sul-Minas de 2002, o Cruzeiro venceu duas vezes: 2×1, em Curitiba, e 1×0, em Belo Horizonte (despedida de Sorín com 70 mil espectadores).

Aeroporto vazio

domingo, 4 de julho de 2010

Os irmãos Wellington e Lessinho embarcaram no voo que trouxe de Curitiba a dupla Cuca e Cuquinha para o Cruzeiro.

Prosa descontraída, os mineiros satisfeitos pelos bons negócios feitos na capital do Paraná, os paranaenses na certeza de que também se dariam bem na capital de Minas.

Em Confins, o Cuca mais velho se surpreendeu com a falta de público. Nenhum torcedor ou diretor reconhecível do Cruzeiro estava à sua espera.

Havia, no máximo cinco repórteres. Ele comentou entre desapontado e irônico:

– Puxa vida, nem a Máfia Azul veio me receber.

Os irmãos mineiros, ambos atleticanos, não perderam a oportunidade:

– Já vai começar a chorar, cedo assim, Cuca?

Risos. E cada dupla tomou seu caminho.

Cuca chegou como Adílson Baptista. Não era o preferido da megalomaníaca torcida cruzeirense.

Mourinho, Capello e Luxa -os três maiores do mundo segundo microfonistas da rádia e seus teleguiados- teriam recepção mais calorosa.

Não tem problema. Importante é presentear logo a concorrência com um Simca Zero pra irritar emplumados e hienas.

Deixar esta galera espumando é o que há…

Contratações cirúrgicas

sábado, 12 de junho de 2010

Cuca não vai aos USA comandar o Cruzeiro contra o New England Revolution, em Boston e o Red Bull., em New Jersey. Ficará em Belzonte ou Curitiba.

Espero que, ao invés de perder tempo com a Copa, ele assista aos teipes do Cruzeiro, anote as carências do elenco e escolha certo as tais contratações cirúrgicas, que está cobrando.

Algumas sugestões: Maicon, ex-beque imaturo, que está perdido em Portugal, e Réver, se estiver dando bobeira seriam bem-vindos.

Correia, após chutar a torcida da Cocota ajudaria a compor a meiúca, que deve perder algumas peças. Danilo Dias pra ser reserva do Ribeiro, Charles e Moreno também seriam boas pedidas. Hyago e Gil poderiam ser pescados na base.

Agora, Sr. Alex Stival, esqueça Riquelme e demais etiquetas. Clube quebrado não pode enfiar o pé na jaca.

Sonho e decepção de um cruzeirense em Curitiba

terça-feira, 8 de junho de 2010

Caro Jorge,
 
Primeiro, muito obrigado pela indicação do bar Aos Democratas em Curitiba. Era ao lado de onde me hospedei e foi ótimo ver o jogo lá. Segue uma sugestão de post para vc avaliar.
 
Abs 
Soalheiro

Sonho e decepção de um cruzeirense em Curitiba
 
Cheguei a Curitiba na última quarta-feira cedo, para conhecê-la e ter  uns dias de descanso, preocupado com o futuro do Cruzeiro. O jogo contra o Santos prometia, por toda a simbologia envolvida e o momento conturbado do clube.
 
Logo na chegada, resolvi visitar a Arena da Baixada, a paucas quadras de onde me hospedei. A fama cultivada pelo Furacão de estádio mais moderno da América do Sul não é por acaso.  Arquitetura linda e pensada para fazer pressão, limpeza impecável, excelente visão do campo em quase todos os lugares, cadeiras personalizadas para cada sócio, infra-estrutura de bares, com até um churrascaria de alto gabarito,  loja oficial linda, visita guiada com muita competência, estacionamento coberto e descoberto, vestiários amplos, sala de imprensa ideme um excelente para eventos do clube como apresentação de atletas e uniformes novos.
 
 Foi impossível não sentir uma ponta de inveja e não pensar em como seria bom que o nosso estádio da China Azul fosse mais do que promessas pouco efetivas usadas para aplacar ânimos em derrotas. Deu para sentir o quanto um estádio próprio fideliza e reforça a identidade de um torcida, além ser uma espécie de templo sagrado para um clube. 
 
À noite, segui uma indicação do Blog e assisti Cruzeiro x Santos no bar Aos Democratas, também bem próximo de onde me hospedei. Lá passam todos os jogos do campeonato em televisões espalhadas pelos três andares e o melhor: ao invés de ouvir as pérolas dos jornalistas esportivos, você assiste ao jogo enquanto rola um samba da melhor qualidade ao vivo. Acho até que vou adotar esse modelo em casa para me livrar dos microfonistas  da vida.
 
Vi um jogo extremamente competente do  nosso time pelas circunstâncias, que merecia ter sido coroado com uma vitória. Sem ver nada após o jogo, fui dormir animado com nossas chances de recuperação no Brasileiro.
 
Acordei cedo na quinta e só após uma extensa programação turística tomei conhecimento da saída de Adilson e do futuro de incógnita que nos aguarda. A decepção foi grande. Como podemos perder um técnico após uma exibição como aquela, após três anos de um trabalho, no geral, bastante exitoso, que por pouco não foi muito melhor em resultados, e de um enfrentamento nunca visto da mídia?

Me lembrei das inúmeras discussões que travei nos últimos meses com dezenas de cruzeirenses, não simplesmente  em defesa do técnico, mas de um trabalho que recolocou o Cruzeiro próximo de seus melhores dias dentro de campo. Concluí que a ignorância e  a  superficialidade de quem só quer vitórias a qualquer custo venceram. E que contra isso é muito difícil lutar.
 
Que o nosso próximo treinador seja muito apoiado por estes que preferiram zombar do antigo. E por todos nós. Espero ter oportunidade de um dia encontrar pessoalmente o Adilson e dizer a ele muito obrigado pela melhor sequencia em clássicos que presenciei em vida, por uma Libertadores memorável, por vários jogos em que o time encantou e, sobretudo, pela coragem de ter dito reiteradas verdades sobre a conduta historicamente equivocada de parte da imprensa esportiva do estado.
 
Esse paranaense levará o mesmo respeito que já tenho por outros conterrâneos dele, como Alex, Levir Culpi, Raul Plassmann e outros que marcaram  história no Cruzeiro.  Essa cidade de Curitiba, aliás, deixará ótimas lembranças na bagagem. Vale mais do que uma visita.
 

Marco Antonio Soalheiro, 29 anos, jornalista, nasceu em Divinolândia de Minas, mora  em Belo Horizonte

PF Borges: “Eu acreditava. Mas valeu, Uberaba!”

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Uberaba 0×3 Cruzeiro, em 07abr10, no Engenheiro João Guido, Uberaba, jogo de volta das quartas de final do Campeonato Mineiro de 2010.

(mais…)

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine – Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.