Posts com a Tag ‘Cultura’

Querido Líder distribuiu voadoras

sábado, 31 de julho de 2010

A TV governamental da Coréia Comunista -não é só no Brasil que temos uma- só mostrava jogos da seleção um dia depois.

Era pra dar tempo aos censores de avaliarem o resultado e a manifestação do público.

Mas o entusiasmo foi tamanho com a bela partida do escrete contra o Brasil, que abriram uma exceção e mostraram, ao vivo, o jogo contra Portugal, na África do Sul. E aí foi aquele sapeca-iaiá de 7×0!

O ditador nanico se aborreceu. Ficou um pote até aqui de mágoas, como canta o bardo de voz de taquara. Na volta dos atletas, ele passou uma descompostura pública na rapaziada.

E pensar que tem brasileiro – e como tem!- sonhando com um regime deste tipo na patriamada…

Leiam a matéria do saite peruano 100 Goles e decidam se é pra rir ou pra chorar.

Los jugadores y el comando técnico de la selección de fútbol de Corea del Norte fueron duramente castigados por el Gobierno de su país debido al pobre desempeño que mostraron en el Mundial de Sudáfrica 2010, así lo informó Radio Free Asia. 

Según el referido medio de comunicación, el pasado 2 de julio los integrantes del combinado norcoreano estuvieron seis horas en posición de firmes delante del Palacio de la Cultura Popular de Pyongyang (capital de Corea del Norte) y durante todo ese tiempo recibieron fuertes críticas.

La peor parte la llevó el seleccionador norcoreano Kim Jong Hun, quien fue forzado a dejar su cargo para realizar trabajos forzados. Se informó que el castigo se debió al ‘delito’ de haber traicionado la confianza del ‘Querido Líder’, Kim Jong il. 

Los únicos jugadores que se salvaron fueron Jong Tae-se, quien es la figura del equipo y es recordado por llorar en debut mundialista al escuchar su himno nacional, y An Yong-hak, quien viajó directamente a Japón.

Cabe señalar que Corea del Norte jugó en el Grupo G y dejó el mundial sin ganar algún punto.

Sete Lagoas, a nova capital do futebol mineiro

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Com a escolha da Arena do Jacaré para receber os jogos dos times mineiros até a reinauguração do estádio Independência, minha cidade natal, Sete Lagoas, tende se tornar a capital do futebol mineiro nos próximos meses. A intenção deste post é servir, um pouco, como guia para os torcedores que estão dispostos a pegar a estrada pra acompanhar o Cruzeiro em terras setelagoanas.

Distante 65km de Belo Horizonte, Sete Lagoas foi emancipada em 24 de novembro de 1867, com territórios desmembrados de Santa Luzia e Curvelo. Como cidade pólo da Região do Alto Rio das Velhas, está compreendida numa área de influência de 500 mil habitantes, totalizando 38 municípios. Em Sete Lagoas existem no perímetro urbano dez lagoas, sendo 17 em toda a região próxima a cidade. A Lei que denomina as lagoas oficiais do município é a 4.113, de 11 de Novembro de 1989. As lagoas são: Boa Vista, Catarina, Chácara, Cercadinho, José Félix, Matadouro e Paulino.

A economia local, por muito tempo baseada na agricultura, pecuária e ferro gusa passou por enorme transformação a partir da vinda da Iveco Fiat e seus fornecedores. Há menos de um ano foi inaugurada a fábrica da AmBev que, juntamente com a Brennand Cimentos (a ser inaugurada em dez/10), fecha uma tendência inevitável de potencialidade industrial da cidade, Este desenvolvimento industrial, em grande parte, é o responsável pelo crescimento populacional da cidade que já passa dos 235 mil habitantes. O comércio, ainda arraigado pelo provincianismo e pela pouca qualidade na prestação dos serviços, já começa a se movimentar diante da inauguração do Shopping Sete Lagoas, pertencente à BR Malls, com data marcada para 30 de Setembro de 2010.

Para os que virão aos jogos na Arena, partindo da capital ou do Aeroporto de Confins, são dois os acessos à cidade. O principal é pela BR-040, sentido Brasília. Estrada duplicada que requer muita atenção devido aos inúmeros trechos com falhas na pavimentação e pelo elevado volume de carros e caminhões em trânsito. Outra opção de acesso é a MG-424, rodovia estadual que parte de Vespasiano, passa por Pedro Leopoldo, Confins, Matozinhos e Prudente de Morais. Boa parte dos seus 50km é duplicada. Não é tão movimentada, mas tem o agravante de ter um trecho de pista única complicado pelo trânsito de caminhões das cimenteiras da região e por passar dentro do perímetro urbano de Matozinhos e Prudente de Morais. Requer paciência fazer este caminho.

Uma boa pedida para quem for aos jogos aos sábados e/ou domingos é fazer uma programação de fim de semana para conhecer os atrativos turísticos locais e as opções de entreternimento. Nos jogos aos domingos à tarde, sugiro aos interessados que cheguem no sábado após o almoço, façam um passeio à Serra de Santa Helena e Parque da Cascata para ver o por do sol, seguido de uma parada na Lagoa Paulino (Centro e principal lagoa) e suas inúmeras opções de bares e restaurantes (Ilha do Milito, Fiorenza Pizzaria, Grillus, Choperia 4 Estações, Gôndola Ristorante).

Em família, vale uma passada na Feira de Artesanato e Alimentação que funciona todas as sextas e sábados à noite em uma praça ao lado da lagoa do centro. Para os mais animados, os programas que varam a madrugada acontecem na boate Night Lounge (centro – música eletrônica, público selecionado), Opinião Pub (centro – só rock de primeira, ambiente para descolados) e na casa de shows Estação Brasil (próxima ao acesso da BR-040). No domingo, café da manhã no hotel e visita à Gruta Rei do Mato (BR-040, entrada da cidade). Uma boa para o almoço é o Restaurante Mirante na orla da Lagoa Boa Vista (bairro Boa Vista).

É isso. Não escondo minha satisfação pela possibilidade de ver jogos do Cruzeiro aqui no quintal de casa. Mas, também, estou muito preocupado com as condições locais para receber torcedores, delegações das equipes e membros da imprensa de todo lugar. Sete Lagoas padece pelas últimas péssimas administrações municipais e enfrenta problemas nas áreas de segurança e saúde. Como outras cidades, o poder público local não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento privado.

Repasso uma lista bem selecionada de contatos que poderão ser úteis aos que virão assistir jogos na Arena e me coloco à disposição aos companheiros do PHD para esclarecimentos, emergências, indicações e dúvidas sobre a cidade e os jogos: arisio@hotmail.com. Será um prazer recebê-los aqui!

Abraços.

Atrativos Turísticos:

  • Lagoa Paulino: centro da cidade. Principal lagoa e ponto de referência para opções de alimentação.
  • Gruta Rei do Mato: localizada junto ao trevo de acesso da BR-040. Muito bonita mas é preciso ter fôlego para circular por suas passarelas e escadas que atravessam os salões.
  • Serra de Santa Helena e Parque da Cascata: Complexo com acesso pelo bairro Jardim Arizona. Do alto da Serra é possível observar toda a cidade. Aos sábados, é possível voar de paraglider com um grupo local de praticantes deste esporte.
  • Museu Histórico Municipal: No centro, ao lado da Catedral de Santo Antônio.
  • Museu do Ferroviário: Avenida Antônio Olinto.

 Hospedagem e alimentação:

  • Real Hotel: Praça Martiniano Carvalho, 06 – Canaan – (31) 3773-3301
  • Sete Lagoas Residence – Rua Nestor Fóscolo, 284 – Centro – (31) 3775-1010
  • Lago Palace Hotel: Praça Carmelo Mota, 273 – Centro – (31) 3774-6044
  • Hotel Riviera: Rua Santa Helena, 125 – Canaan – (31) 3027-0800
  • Cantina Bom Sabor (self service) – Centro – (31) 3774-6633
  • Lagoa Espetos (churrasco e self service) – Centro – (31) 3775-2888
  • Ilha do Milito (a la carte e choperia) – Centro – (31) 3771-8939
  • Pizzaria Boca do Forno (massas) – Centro – (31) 3771-0103
  • Fiorenza Pizzaria (carnes e massas) – Centro – (31) 3771-8931

Telefones úteis:

  • Corpo de Bombeiros: (31) 3773-0207 ou 193
  • Polícia Rodoviária Federal: (31) 3774-7038
  • Rodoviária: (31) 3773-1133
  • Secretaria de Turismo: (31) 3772-9927
  • Hospital Municipal: (31) 3774-8668 ou 192 (SAMU)
  • Prefeitura Municipal: (31) 3779-7000
  • Pontos de táxi: (31) 3771-4211 / 3773-4747 / 3771-4141 / 3776-3012

Arísio França Jr., 33, Administrador, nasceu e mora em Sete Lagoas.

Melhor do que a encomenda

terça-feira, 15 de junho de 2010

Tirante os juízes, que estão avacalhando com suas insossas atuações, a Copa está muito boa. Tem de tudo. Bola envenenada, nascida para trair. Retrancas bem montadas, na medida certa pra irritar mesa-redondistas. Vuvuzelas que obrigam os politicamente corretos a sofrerem calados em nome da diversidade cultural.

Copa não é pra torcer. Quem quiser estrebuchar de pânico e ansiedade, que o faça no Mineiro, no Morrinhão ou na Libertadores. Copa é confraternização, é cerveja, salaminho, pão de queijo, tremoços, liguicinha frita na mesa da sala, em meio de semana. Ou churrasco na laje e no quintal, nos fins de semana.

Copa é bolão, já que bolo de linha não tem mais jeito de fazer, pois linha não há mais. Copa é a ocasião certa pra levar mais a sério os comentários da minha tia do que os do Evandrão. Eles regulam idade, mas a minha tia só abre a boca pra falar de futebol de 4 em 4 anos, enquanto meu amigo pontifica sobre o tema diariamente. Voadora também ela só aplica nas copas. Geralmente contra argentinos e  treinadores do escrete canarinho. Já o Evandrão não economiza o golpe. É capaz de mandar um até por conta deste post.

Copa é pausa pra respirar. É pra rir da ira de quem não suporta o narrador argentino Galván Bueno, nem os pitacos do desavisado Casão. É pra constatar que bandeira dos rosas traz maus fluidos. Repararam que foi só pintar uma no Ellis Park pro Brasil tomar gol? E que a bandeira mais bonita do mundo é a de Honduras, aquela terra de homens e mulheres, que escolheram viver em liberdade (lá vem reproche dos Sobrinhos do Coronel!).

Pra finalizar, listo o que vi de melhor até aqui: o ânimo do centroavante comuno-coreano, Robson Crusué, a jaqueta de Pequeno Príncipe do Dunga, os pulinhos do Maradona (Luxa não tem a graça e a leveza do Pibe), o bate boca entre Maradona e o Moreno Que Vestia a Dez, o futebol, quem diria, cheio de telecoteco dos tanques alemães, o ponta-esquerda à moda antiga, Elia, da Laranja, as torcedoras dinamarquesas, o corte de cabelo do goleiro argelino Chouchui (?), a jogada de rúgbi do Samuel no gol argentino, as matérias do Olé e o gol espírita do Maicon.

Prum começo de festa, tá danado de bom, né mesmo?

N.B.: Pra acompanhar a Copa. Pra se solidarizar com o ditador comuno-c0reano, Kim Jong.

Vidigal: “Menos mal, não ter castigo no final”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  1. Davids, armador da África do Sul: Estamos fazendo esse mês de treinamento no Brasil jogando contra bons times como o que jogamos aqui, pra ver o que precisamos melhorar e se o que estamos fazendo está  bom. Temos ido bem na defesa, agora temos que fazer os gols.
  2. Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul: É evidente que quem nunca jogou num estádio desse, contra uma equipe com esse nível do Cruzeiro fica intimidado. Jogadores jovens sentem o peso dessa responsabilidade. Então a gente tem que melhorar essa confiança de ficar mais com a bola, errar menos passes. Mas isso só vem com a sequência de jogos e manutenção de uma equipe. Esse trabalho foi encorajador. Pra nós o resultado foi bom. O Cruzeiro está bem. Tem um time muito bom tecnicamente, dois atacantes de peso, de força, dois laterais que sobem com muita precisão. Roger está começando a se integrar, ele dá qualidade à equipe. Tem um goleiro excepcional, dos melhores do Brasil, que tem provado isso a cada partida. No final, poderíamos ter feito dois gols e o Fábio os evitou. O 0x0 foi justo. O Cruzeiro com a posse da bola e nós nos defendendo bem. Agradecemos o Cruzeiro por ter nos recebido. Não só ter jogado no Mineirão com a equipe principal, mas pelo acolhimento caloroso, afetuoso, desde o aeroporto, o almoço. Vamos treinar lá amanhã com os jogadores que não atuaram. Queremos agradecer imensamente ao presidente Perrella por essa acolhida. Nosso jogadores estão deslumbrados, porque foi realmente emocionante.
  3. Adílson Batista, treinador do Cruzeiro: Foi bom. Em amistoso, geralmente você evita jogadas mais ríspidas, tira o pé, o ritmo não é tão forte como em campeonato. Mas acho que foi proveitoso em função de sistema, o Cruzeiro tentou rodar a bola, trabalhar. Tivemos dificuldades, erramos alguns passes, não tivemos penetração. Tentamos mudar, tivemos mais volume, criamos oportunidades. Você olha o jogo do Barcelona e vê que todo mundo dá um, dois, no máximo três toques na bola. O Messi é quem carrega a bola, mas sendo objetivo, em cima do marcador, em direção ao gol. A gente quer dar, três, quatro, cinco toques, segurar, é cultural. Demora pra tirar alguns vícios. Nesse aspecto é importante a disciplina tática.
  4. Guilherme Mendes, diretor de Comunicação: Foi um orgulho pra nós receber a seleção anfitriã da Copa e ter o nome do Cruzeiro divulgado no exterior.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Fico satisfeito pelo reconhecimento. Estou fazendo um trabalho produtivo no Cruzeiro ao longo desses anos. Infelizmente, não chegou ainda ao treinador da seleção, mas espero que ele comece a me observar com carinho e me dê a oportunidade que tanto almejo ao longo desses anos. Parreira brincou que eu tinha tirado o bicho dele e falou que eu vivo um grande momento, me deu os parabéns. Isso me fortalece pra melhorar a cada dia nos treinamentos, com bastante respeito pelos companheiros e também pelos outros goleiros do Brasil e do exterior que buscam um lugar na seleção, o sonho de todo jogador. Já tive várias oportunidades de ser convocado com o Parreira. Se ele fosse o treinador, poderia acontecer. A concorrência é grande, mas me sinto preparado pra estar entre os três goleiros que vão à Copa pelo que venho demonstrando ao longo desses anos. No momento, penso em fazer o melhor pra ter oportunidade em 2010. Senão, vou continuar trabalhando e empenhando ainda mais pra estar sempre bem. É lógico que a Copa no Brasil será uma felicidade pra todos os brasileiros e todo mundo quer participar de uma forma ou de outra.
  6. Henrique, volante do Cruzeiro: É gratificante pro atleta, claro que a gente fica feliz. Não foi um treinador qualquer que fez um elogio desse. É campeão do mundo, trabalhou com grandes seleções, então fico feliz. É continuar nesse mesmo ritmo, nessa mesma pegada, pra crescer sempre, melhorando pra ajudar a equipe do Cruzeiro. Claro que a gente sempre sonha com coisas maiores, jogar pela seleção. A gente busca esse objetivo, mas sem deixar subir à cabeça. Tem que trabalhar, porque existem grandes jogadores. Preciso crescer gradativamente, trabalhar, conquistar espaço. Isso vem com o tempo. Tenho que continuar na mesma batalha e focado.
  7. Bernardo, meia do Cruzeiro: É uma boa experiência boa jogar contra uma seleção. Tiramos muita coisa. Enfrentamos uma seleção de muito toque de bola, muitos dribles e velocidade. Foi um bom aprendizado.
  8. Roger, meia do Cruzeiro: A África do Sul passa por um processo de reformulação. Vinha com o Parreira, trocou pelo Joel Santana, voltou o Parreira. Veio aqui e fez um jogo morno, pois é véspera de Copa do Mundo e todo mundo quer se poupar. Nós também, pois temos uma competição importante. Foi meio chato de se ver, mas faz parte.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Foi um jogo bom pros dois lados. Pudemos trabalhar tranquilamente e ninguém saiu machucado. Temos competições importantes e precisamos de todos inteiros pra avançarmos ainda mais. Foi uma oportunidade pra treinar, trabalhar, melhorar, tanto nós como eles. A gente sabe que faltaram os jogadores que atuam na Europa, então, essa seleção tem muito pra melhorar. Mas é uma boa seleção, trabalha bem. A qualidade técnica parece com a do futebol brasileiro.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: No Mineirão, o Cruzeiro recebeu a África do Sul de Carlos Alberto Parreira, num amistoso internacional. Foi um jogo tecnicamente fraco, sem muita inspiração de ambos os lados. Os celestes foram superiores e só não venceram porque foram muito displicentes nas finalizações, numa noite segura do goleiro Khune. No final do jogo, Fábio também foi decisivo. Nos últimos cinco minutos, fez duas defesas importantes e impediu que a zebra invadisse o gramado do ‘Gigante da Pampulha’. Com México, Uruguai e França como companheiros de Grupo, Parreira terá muito trabalho para colocar os Bafana Bafana nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2010.
  11. Fabio Velame, no PHD: Não há muito que comentar. Foi um jogo morno. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. As melhores chances foram da seleção africana e, não fosse o Fábio, a vitória seria dela. A única grande chance do Cruzeiro aconteceu no 1º tempo com Roger na grande área batendo em cima do goleiro. O resto foram chutes de fora da área, uma deles numa falta cobrada pro Bernardo, no travessão, e bolas levantadas para conclusões de cabeça fáceis pro goleiro. Apesar de ter sido amistoso, achei o time meio sem criatividade.
  12. Leo Vidigal, no PHD: Parece que os jogadores se arriscaram menos nas divididas, preferindo mais um belo passe, por isso erraram mais.  Foi um amistoso normal, talvez meio fora de hora, mas não deixa de ser interessante. Menos mal que o time não levou o castigo no final, graças ao Fábio. Pena aquela bola do Bernardo não ter entrado, ele realmente procurou o jogo e merecia um gol. 
  13. Vidotti, no PHD: Não tem como cobrar que cantem o hino se a organização não planeja a execução em conjunto com a torcida. Da arquibancada, não dá pra escutar o que a banda está tocando no gramado. Porque não utilizaram o serviço de auto-falantes para reproduzir o hino? Não entendi o motivo. Na final da Libertadores, o hino foi cantado por todo o estádio. Ontem, não foi questão de falta de educação e sim de falta de planejamento. Ontem, nada foi anunciado pelo sistema de som do Mineirão, ai fica dificil cobrar alguma coisa.
  14. Rosan Amaral, no PHD: Assisti ao jogo ao lado do Dr. Adriano, irmão do Sivercan. O nome do jogo foi Carlos Alberto Parreira. O 1º tempo foi horrível como espetáculo. Sobrou o desempenho tático dos bafana bafana com 2 linhas de 4 fechando da meta sul-africana e impossibilitando a penetração dos cruzeirenses. Parreira sabe posicionar uma defesa. No 2º tempo, Pele abriu sua equipe e jogou de igual para igual, chegando ao requinte do 4-3-3 em alguns momentos. O jogo ficou muito movimentado. O Cruzeiro perdeu mais gols que os leões, mas a última bola do jogo foi perdida pelo atacante africano cara a cara com o Fábio. Mais enclorpada, esta seleção poderá surpreender México ou Franca. Destaque também para o preparo físico dela. A movimentação no 90º foi a mesma do 1º minuto.
  15. Walterson Almeida, no PHD: Este amistoso fez muito bem à África do Sul. Reparem que nos últimos 20 minutos eles jogaram igualzinho ao Cruzeiro, tocando a bola e fazendo-a girar. Aí foi a vez dos celestes ficarem correndo atrás da bola. Pelo que li sobre o jogo, era exatamente isto que o Pé de Uva buscava para seu time. O futebol do Bernardo cresce a cada jogo, embora ele continue segurando muito a bola e tentando resolver sozinho. Passe a bola, rapá!

Tupi 3×2 Cruzeiro: Pra botar os pés no chão

domingo, 7 de março de 2010

Com time misto, o Cruzeiro joga pra defender a liderança do campeonato e obter vantagens nos pleiofes.

A novidade será Gilberto, de olho na Copa da África do Sul, voltando a jogar de lateral-esquerdo.

Em 4º lugar, o Tupi,  joga com vários reservas e tenta manter o aproveitamento de 100% jogando em casa neste campeonato.

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Banana com a vaia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Começo a achar que muitos cruzeirenses mentem pra si mesmos quando dizem não precisar do rival citadino, que ele está perto de desaparecer, que não tem passado, presente e nem futuro.

Ora, se isto é verdade, por que não se concede a esse desencarnado direito ao descanso eterno?

Por que mantê-lo vivo na memória e na língua de dezenas de milhares de torcedores que frequentam o Mineirão?

Não importa qual seja o adversário do Cruzeiro, sempre haverá um grito, um refrão ou uma musiquinha contra o Clube de Lourdes.

Em várias ocasiões, o mascote do Campeão do Gelo é mais citado pelas arquibancadas celestes do que o próprio clube estrelado.

Faz sentido? Uma vez ou outra, vá lá, mas em todos os jogos, sinceramente, é de uma pobreza mental que dá medo.

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Natal na Ilha do Nanja

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Cecília Meireles

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas.

Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.

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Desconcentrar o futebol, uma obrigação

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Rodrigo Oliveira

Encerradas as séries B e C, – com a mácula de um jogo para 5 pagantes – ficaram definidos os clubes que disputarão as duas divisões mais importantes do Campeonato Brasileiro em 2010.

  1. SP: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Barueri, Santos, Santo André, Guarani, Portuguesa, São Caetano, Bragantino, Ponte Preta, Guaratinguetá.
  2. RJ: Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Duque de Caxias.
  3. MG: Atlético-MG, Cruzeiro , Ipatinga, América.
  4. GO: Goiás, Atlético-GO, Vila Nova.
  5. PR: Coritiba, Atlético-PR, Paraná.
  6. RS: Internacional, Grêmio.
  7. SC: Avaí, Figueirense.
  8. BA: Vitória, Bahia.
  9. PE: Náutico, Sport.
  10. CE: Ceará, Icasa.
  11. DF: Brasiliense.
  12. RN: América.
  13. AL: Asa.

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Do teclado à prancheta

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Brasil não é o País do Futebol. É o País dos Comentaristas de Futebol. 

No último censo, foram contados mais de 2 milhões de profissionais do pitaco tático.

Sem contar as dezenas de milhões de amadores. Caso, por exemplo, deste blogueiro que vos tecla.

Muitos desses caras poderiam ser treinadores. Deveriam ser.

João Saldanha foi. Apolinho foi. Geraldo Magela foi naquele célebre Tupi, de 1965.

E, se fossem, com quem os mais importantes se identificariam?

  1. Renatalino Maurício Prado seria Joel Natalino Santana. Ambos cariocassshhh da gema. Safos.  Maneirisimos. Divertidos.
  2. Juca seria Luxa. Ambos entendem barbaridade de bola. Mas entendem ainda mais de política. Dariam dois bons senadores.
  3. PVC seria Lazzaroni. Ambos baitas teóricos.
  4. Neto seria Gaúcho. Ambos boleirões.
  5. Evandrão não podendo ser Adílson por deficiência de voadora, seria Muricy pela rabugice.
  6. França seria Parreira pela educação e cultura.
  7. Marra seria Ricardo Gomes pela articulação e postura zen.
  8. Zé Trajano seria Hélio dos Anjos pelo estopim curto.
  9. JS seria Helenio Herrera por detestar futebol bunitim praticado por cabeças-de-bagre e por acreditar que a alma também joga.
  10. Caio Decoussau seria Caio Jr. ou, ao menos, teria a mesma personal stylist.
  11. Chiabi seria Andrade pelo culto à simplicidade.
  12. Geniba seria Yustrich pela truculência.
  13. Chaves seria Aderbal Lanna por conhecer o outro lado do futebol.
  14. Velho Damas seria Zico pelo carisma e pelo que um dia jogou…
  15. Calazans seria Evaristo de Macedo pelo eterno mau humor.
  16. Noriega seria Cuca pelo ar sofrido e a cabeça cheia de problemas.
  17. Leo Figueiredo seria Zé das Camisas pelo atleticanismo básico.
  18. Tostão seria Martim Francisco pelo conhecimento tático.
  19. Rosan seria Tite. Ambos ficaram ricos gastando o verbo e acreditando que, na reta final, o time emplaca.
  20. Sangre Azul seria Renê Simões. Ambos tentam levar a Costa Rica nas costas.
  21. OJ seria DJ. Especialistas em tirar time da zona e botar pra jogar ultramodernamente.
  22. Délio Instável seria Dunga. Ambos são malcriados.
  23. Alex Escobar seria Ney Franco. Ambos bons moços.
  24. PCV seria Autuori. Ambos filósofos.
  25. Márcio Guedes seria Apolinho. Pra eles, só existe futebol no Rio.

Palma(s) de Ouro para Anselmo Duarte!

domingo, 8 de novembro de 2009

Vamos dar um tempo no papo de bola pra homenagear Anselmo Duarte, que, aos 89 anos, viajou fora do combinado esta madrugada, em Sampa.

Nascido em Salto-SP, cidade vizinha de Itu, em abril de 1920, ele se tornou um imortal do cinema brasileiro quando O Pagador de Promessas, filme baseado numa peça de Dias Gomes, recebeu a Palma de Ouro, em Cannes, 1962. Feito jamais repetido por outros cineastas brasileiros.

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