Posts com a Tag ‘Cris’

Nadando em dinheiro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mauro França

A revista Placar publica na sua edição de setembro mais um ranking dos maiores salários do futebol brasileiro.

A matéria é assinada pelos jornalistas Bernardo Itri e Ricardo Perrone, também responsáveis pelo levantamento publicado em maio de 2009.

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DJ disponível: emplumados já podem soltar a saia

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Chaves está em dúvida:

  • Eu não sei quem é o mais errado nessa história: Neymar, que se acha demais, Dorival Junior que novamente perde o controle do grupo, apesar de ser um bom treinador, ou a diretoria do Santos que é incapaz de contornar uma crise e só sabe passar a mão na cabeça do Neymar.

O Síndico não.

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Verdades insofismáveis

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Faltam 15 rodadas, mas algumas verdades cristalinas já podem ser listadas acerca deste Morrinhão. Escolha a sua caro leitor:

  1. O Corintiãs será campeão porque os donos do fut brasilis decidiram presenteá-lo com um caneco pelos 100 anos.
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Emerson, Adílson, Wanderley

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paulo Autuori perdeu de 4×0 e caiu fora antes da segunda final de 2007.

Emerson Ávila embarcou na canoa furada e lavou a honra celeste batendo o Atlético-MG por 2×0.

Eu estava lá e vi a torcida emplumada passar 85 minutos em profundo silêncio antes de poder comemorar aquele título mineiro.

Respeito Emerson Ávila. Em uma semana, ele costruiu um time épico.

Adílson Batista levou pancada desde o anúncio de sua contratação até o momento em que deixou o clube.

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O grande duelo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

JS:

Taí mais um texto. Caso você queira publicar, fique à vontade. Edita pra mim, pois tem hora que não me seguro, mas num vai tirar o sentido, heim? rsrs

Abs,

Walfrido Júnior

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Chaves: “O time está ficando malandro”

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pitacos de blogueiros e protagonistas do Avaí 1×2 Cruzeiro, na Ressacada, Florianópolis, pela 22ª rodada do Campeoanto Brasileiro de 2010, em 12set10:

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Atletas do Cruzeiro vencem em Beagá e Fortaleza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Cruzeiro deu show na 1ª Meia Maratona Internacional de Belo Horizonte. Mesmo com quatro desfalques, sua equipe teve quatro atletas no pódio.

Apesar da lesão no tornozelo, devido a um acidente de carro que o deixou sem treinar por três dias, Franck Caldeira fez uma corrida impecável.

Esteve no bloco da frente o tempo todo até dar o sprint final no Km 19.

Dois mil e seiscentos corredores disputaram a prova, que Leopoldo Siqueira, da TV Alterosa, transmitiu para todo o estado.

A Praça Nova Pampulha, local da chegada, estava repleta de torcedores, que vibraram com a vitória celeste.

Eis a classificação final:

  1. Franck Caldeira (Cruzeiro) com 1h, 05min, 22seg.
  2. Reginaldo José da Silva (AEA e RM7) com 1h, 05min, 26seg.
  3. Cristiano da Silva Machado, o Jiló (Cruzeiro), com 1h, 05min, 39seg.
  4. João Marcos Fonseca, o Gari, com 1h, 06min, 02seg.
  5. Antônio Ferreira da Silva, o Ferreirinha(Cruzeiro), com 1h, 06min, 37seg.
  6. Ivanildo Pereira dos Anjos, o Gomes (Cruzeiro), com 1h, 07min, 20seg.

O veterano corredor cruzeirense, José Afonso Silva, de 53 anos, conseguiu a 8ª colocação com o tempo de 1h, 12min, 00seg, terminando à frente de vários atletas de elite.

Dobradinha cruzeirense em Fortaleza

Em Fortaleza, pela 7ª Etapa do Circuito Caixa, que contou com mais de 2 mil atletas, o campeão foi o atleta do Cruzeiro, Luís Paulo da Silva Antunes, o Paulinho Guará, que liderou de ponta a ponta terminando com o tempo de 30min, 20seg.

O 2º colocado, também do Cruzeiro, foi Valdir Sérgio de Oliveira com 30min, 48Seg.

Um peso, duas medidas

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Recebi este e-mail do Dr. Silvério Cândido, advogado e cruzeirense incondicional.

Vai dar briga, pois os empedernidos defensores do Atlético-MG, que pululam neste blog, vão chiar.

Prometo não entrar na confusão. Vou apreciar a o rebolation dos adversários mal disfarçados à distância.

Prezado blogueiro:

Sócrates, principal referência da tradição filosófica ocidental, dizia que “não pode haver para um peso, duas medidas”.

Embora compreenda que este espaço azul é democrático e aberto a todas as opiniões e manifestações de torcedores, não gostaria de usá-lo para falar da situação do nosso maior rival (se é que existe, de fato, rivalidade em razão da disparidade de títulos conquistados por nós).

Mas é impossível acompanhar a cobertura da mídia mineira sem ao menos tecer alguns comentários sobre sua inc0erência.

Após a 7ª derrota no Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo, considerado um dos melhores técnicos do país, disse que a derrota para o Internacional serviu pra “encaixar o jogador Serginho como volante” e  que isso foi positivo.

Nessas horas, é que percebo como a imprensa mineira está prenhe de hienas.

Grande parte da midia local bate no peito pra dizer que o time do lado de lá da lagoa tem um elenco “fantástico”, um presidente “profissional” e o “melhor treinador do país”.

E considera normal o time preto e branco estar na zona de rebaixzamento acumulando sete derrotas em onze jogos.

A cada rodada, o presidente e o treinador do rival citadino inventam novas balelas pra justificar o fracasso do projeto alvinegro.

Pra justificar a derrota frente ao Inter, o técnico disse que prepara um time para o ano que vem. E isto foi absorvido com naturalidade pela imprensa local.

Com menos de um terço do torneio disputado, um treinador joga a toalha e nenhum cronista esportivo mineiro (excluo aqui Tostão, talvez o único comentarista sensato e imparcial de Minas Gerais) discute a sério a situação do rival.

Não derramam sobre o técnico emplumado as mesmas críticas que despejavam sobre o ex-treinador cruzeirense, Adilson Batista.

Quantas pedras os entendidos da mídia estariam atirando em Zezé Perrella e Adílson Baptista se o Cruzeiro estivesse na posição em que se encontra seu rival?

Quais seriam as manchetes se o Cruzeiro, que tem a maior torcida de Minas, superioridade em títulos, nacionais e internacionais, estivesse na Zona do Rebaixamento, treinado por um técnico sem grandes títulos no currículo e dirigido por um presidente que não dá papo para intrigas da imprensa?

A resposta, todos nós já sabemos: crise total!  Entretanto, para as hienas, está tudo normal do outro lado da lagoa.

Um peso e duas medidas, este é o critério da mídia esportiva mineira.

Saudações cruzeirenses,

Silvério Cândido

Jonas: “Gente, eu e o Rodrigo somos amigos…”

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 2×2 Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 25jul10:

  1. André Kfouri, em seu blog: Henrique impediu, duas vezes, a vitória que tiraria o Grêmio da zona do espanto. Como diz o PVC: a Arena, por enquanto, é do Jacaré mesmo. Não é da Raposa e nem do Galo.
  2. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Em Sete Lagoas, interior mineiro, o Grêmio ficou tão frustrado com o empate em 2 a 2, em um jogo em que foi melhor, que o vestiário entrou em crise no fim. Segundo relato do repórter André Silva, Jonas e o zagueiro Rodrigo brigaram no vestiário, chegaram a partir para a troca de tapas e tiveram de ser contidos pelo técnico Silas. Silas negou. Para ele, foi apenas uma discussão normal de vestiário, típica de um grupo que luta até o fim pelas vitórias. Em campo, jogando com três zagueiros, o Grêmio dominou o Cruzeiro, esteve sempre em vantagem (Borges e Douglas marcaram), mas cedeu o empate em duas falhas da defesa (Henrique fez os dois de cabeça). No segundo tempo, o Grêmio seguiu melhor. Jonas fez um gol de falta, mas surpreendentemente foi substituído pelo técnico logo depois, deixando o time sem seu melhor atacante. A maior frustração do torcedor do Grêmio certamente foi ver a equipe desperdiçar uma vitória que seria fundamental nesta altura do campeonato. Terá de partir para a recuperação.
  3. Vitor Birner, em seu blog: O 1° tempo em Minas Gerais se desenrolou em ritmo lento. No minuto final, Borges fez 1×0 para os visitantes e ajudou a mudar a história da segunda etapa. O Cruzeiro voltou do vestiário com Sebá, atacante, no lugar do lateral Rômulo. Mostrou mais pegada, empatou antes dos 2 minutos com Henrique, e foi ao ataque tentar a virada. A partida ficou imprevisível. Ambas as equipes criaram oportunidades suficientes para chegarem ao gol. Quem o fez primeiro foi Jonas, pelo Grêmio, aos 34. Henrique igualou o jogo aos 40, premiando a luta da Raposa na etapa final. O Grêmio segue na zona de rebaixamento.
  4. Wianey Carlet, em seu blog: O Grêmio não para de errar: Se não tivesse falhado no final do jogo, o Grêmio teria derrotado o Cruzeiro, voltaria para casa fora da zona da morte e não teria havido a lamentável briga no vestiário, após a partida. Este reprovável acontecimento não deveria ser maquiado por Silas e pelos dirigentes. Nessas ocasiões, melhor é assumir o erro e tomar as providências cabíveis. Victor, mais uma vez, falhou. Tem sido uma rotina. E Silas cometeu a proeza de substituir Jonas quando este acabara de marcar o segundo gol e se constituía em figura de destaque do time. O Grêmio anda mal porque muitos erros estão sendo cometidos. Em todos os níveis. Está na hora de Silas acertar e manter uma escalação e um esquema tático. Nem que seja preciso afastar medalhões que jogam como se estivesse fazendo um favor ao Grêmio.
  5. Valdir Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro: Tivemos uma rápida reunião agora por telefone, o presidente Zezé Perrella, o Dimas Fonseca e eu, e rapidamente o presidente definiu que os nossos dois próximos jogos marcados aqui para a Arena do Jacaré, contra o Prudente e o Vitória-BA, serão disputados em Ipatinga. Já tínhamos confirmado para o Parque do Sabiá Corinthians, Flamengo e Internacional. E a sequência seguinte a gente vai avaliar nesta semana para sabermos onde jogaremos e não estamos descartando definitivamente a Arena do Jacaré. Hoje (domingo), ao meio dia e meia, estávamos acabando de almoçar, e veio a notícia de um acidente na BR-040. Procuramos nos informar, ligamos para a Polícia Rodoviária Federal e para as pessoas do Cruzeiro que estavam transitando para saber como estava a estrada. Os jogadores já estavam no quarto descansando para a palestra e tivemos um corre-corre, chamamos todo mundo para descer e anteciparmos a vinda para Sete Lagoas. Tivemos que buscar uma alternativa, passamos por Pedro Leopoldo, uma estrada que não dá nenhuma segurança para circulação de ônibus, ainda mais em uma velocidade um pouco maior. Duas pistas simples sem acostamento. Você coloca em risco os jogadores do Cruzeiro e as pessoas que transitam nessa estrada. Não se pode praticar futebol profissional sem saber que horas vai ser a preleção, que horas vai sair da Toca da Raposa, se vai chegar a tempo. O pessoal do doping ficou preso. A sorte é que o doping é depois do jogo. E se o trio de arbitragem não estivesse informado e fica preso na BR-040? O Cruzeiro avisou ao Grêmio e eles sairiam pela 040. A coisa está meio complicada.
  6. Cuca, treinador do Cruzeiro: Para um time grande, de estatura competitiva como o Grêmio, o campo irregular torna as coisas mais difíceis para a gente. Acho que o placar foi justo, até pelo que as duas equipes fizeram em campo. O Grêmio por uma parte e nós pela busca do resultado até o final. Não sou de chorar, mas nos fizeram muita falta alguns jogadores. Nós tentamos uma estratégia no primeiro tempo com o Jonathan no meio e não deu. Antes do intervalo passamos ele para o lado do campo e o Rômulo por dentro, e também não surtiu efeito. Quando tomamos o gol e fomos para o vestiário, tínhamos que voltar e empatar em cinco, dez minutos, senão não empataríamos mais. Pusemos um atacante na direita, o Sebá, um na esquerda, o Thiago, e fizemos um 4-3-3. O Grêmio não conseguiu encaixar a marcação e nós fizemos o gol. Estávamos melhor, até tomar o gol. Aí tivemos que nos superar e buscar o empate na base da raça, com a cabeçada do Henrique. Pelo que foi o jogo, o empate não foi um mau resultado. No segundo tempo nós tivemos uma atitude diferenciada. Temos ter essa atitude desde o começo. Nós buscamos o resultado com os meninos jogando, o Reina, o Sebá, o Fabinho improvisado na zaga e muito bem por sinal. A gente tem que analisar o jogo, ver o que pode melhorar para o futuro. Tudo está em aberto, podemos melhorar muitas coisas.
  7. Henrique, volante do Cruzeiro: Nunca tinha marcado dois gols em uma mesma partida como profissional, só na base. E também faltava um gol de cabeça na minha carreira. Felizmente acabei marcando dois desta vez. Isso é trabalho, o Cuca me posicionou bem. É trabalho, dedicação e fico muito feliz por conquistar isso, por ajudar a equipe. Fico chateado em ficar de fora do clássico, que é muito importante para as duas equipes. A gente vem há três anos jogando contra o Atlético-MG, tendo vitórias contra eles. Mas, por outro lado, fico tranqüilo porque nosso elenco está bem servido e quem entrar, com certeza vai dar conta do recado e vai ajudar o Cruzeiro a buscar a vitória, que é o mais importante.
  8. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro: Aqui já deu. Isso vai beneficiar os outros times. Foi assim contra o Goiás, foi assim hoje. A nossa equipe é muito técnica, precisa de espaço para jogar. Todas as vezes que o Cruzeiro joga num campo menor, nós temos dificuldades, porque são jogadores leves e rápidos e, às vezes, não temos tempo de fazer isso. Ainda mais com o gramado do jeito que está, a bola quica muito. A minha é a (camisa) 2. O Cuca percebeu isso logo no início do 1º tempo, eu estava meio perdido. Não posso dizer nunca, já joguei por essa função, mas fiquei um pouco perdido. Não estou acostumado com o Rômulo, a gente tem de ter entrosamento melhor, mas a minha preferência é a lateral direita, sem dúvida nenhuma.
  9. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: É o que nós temos. A gente queria jogar no Mineirão. Mas não dá para culpar o campo. Nós não fizemos um bom jogo. Nosso time é de toque de bola. Nós não conseguimos trocar passes.
  10. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Sem dúvida, no 2º tempo, se a gente não fez aquele jogo tecnicamente bom, a gente voltou com mais pegada, mais vibração, encurtando os espaços do Grêmio, na base da garra, da determinação. Quando não dá na técnica, tem que ir na raça. As duas vezes em que a gente buscou o empate, foi na base da raça, corremos atrás e conseguimos ao menos o empate. A gente esperava vencer, não importa o placar. Na medida do possível, a gente procurou se superar. Conseguimos o empate, que não foi o resultado que a gente gostaria, mas melhor somar um ponto do que nada. No todo, acho que nossa equipe não foi bem. Coincidência ou não, nos dois jogos (Goiás e Grêmio) nesse campo, a apresentação nossa não foi tão boa. Não é porque empatou. Contra o Goiás, a gente já tinha alertado. Não podemos usar como desculpa, porque o campo é ruim para os dois lados. Os jogadores do Grêmio a todo momento reclamaram do campo. Nesse estádio, não tem condição de acontecer esse tipo de jogo.
  11. Jonas, atacante do Grêmio: Gente, eu e o Rodrigo somos amigos, eu nunca tinha trabalhado com ele, é a primeira vez. Não tem nem o que falar dele porque a gente brinca muito. Não houve nada, só houve discussão e não só eu e ele, mas todo o elenco. Não queríamos tomar um gol no final do jogo e também houve discussão sobre a arbitragem. Não podemos brigar entre nós, mas sim com os adversários.
  12. Rodrigo, beque do Grêmio: Não aconteceu nada, eu não sei nem o que colocaram. Estão falando que discutimos, mas isso é uma coisa de jogo. A gente está vendo que todos os jogos estamos sendo prejudicados e ninguém faz nada. Se houvesse agressão não se chegaria a lugar nenhum. Se tiver brigando e nessa situação estaríamos acabados. Não houve nada, discutimos situações de jogo e a questão da arbitragem.
  13. Borges, atacante do Grêmio: O gol saiu em um momento importante e espero que a gente saia dessa situação. O campo está muito ruim, com o gramado ondulado e está difícil ficar tabelando. A gente tem que jogar sério para sair com o resultado. Não teve nada de agressão. O que aconteceu é que nós jogadores saímos muito chateados com a arbitragem. E fica complicado para nós jogadores falarmos sobre isso, tem que deixar para a diretoria. E quando se trabalha igual estamos fazendo e os resultados não saem, a gente fica muito irritado. Estávamos conversando entre a gente, e essas cobranças tem que existir. Nós corremos, conseguimos fazer dois gols e merecíamos sair com a vitória. Mas tem também o detalhe do campo, que é horrível e fica difícil tocar a bola. Acho que o Grêmio encontrou uma forma boa de jogar fora de casa e vamos evoluir.
  14. Silas, treinador do Grêmio: É normal os jogadores discutirem após o jogo. Não aconteceu nada demais, todos estavam de cabeça quente, mas é natural devido ao resultado do jogo. Não teve nada disso. Foi uma discussão normal no vestiário e vocês (da imprensa) estão querendo criar uma notícia que não existe. O que aconteceu foi uma cobrança mútua entre os jogadores, que já aconteceu outras vezes. A diferença é que essa vocês (da imprensa) viram. – Nunca tive problemas com arbitragem. Fui expulso porque estava conversando com o trio de arbitragem, como sempre faço. Mas desta vez ele me expulsou. O Grêmio é muito grande, e não pode haver isso que aconteceu aqui hoje. O jogo foi muito difícil, contra um adversário qualificado. E acho que a questão do gramado não tem nada a ver. Os jogadores dos dois times brigaram pela bola, e dentro de campo a partida foi muito boa e disputada.
  15. Luiz Onofre Meira, assessor de futebol do Grêmio: Considero absolutamente normal. Os jogadores estão juntos e todos mostram que houve somente um desentendimento sem nenhum agravante. Eu já vi muitas vezes isso acontecer, não só aqui no Grêmio. É normal, o que prevalece é que há indignação pelo resultado e a situação que vivemos.
  16. Duda Kroeff, presidente do Grêmio: Não tem nada de anormal, vi isso acontecer umas 300 vezes no futebol. É bom e positivo. Há uma indignação muito grande por tomar um gol no final. É o que achamos que estava faltando, mas ficou provado que não está.
  17. Arísio França, no PHD: Eram previsíveis as dificuldades que o Cruzeiro teria na armação de jogadas com a ausência do Gilberto e a falta de um substituto. Acho que o Cuca até acertou ao apostar no Jonathan. Como não funcionou, além da atuação ridícula do Robert mais a jornada pouco inspirada do Thiago Ribeiro o time fui uma nulidade no campo ofensivo. Os gols premiaram toda a vontade e raça do Henrique. Fará muita falta no clássico.
  18. Edenílson Marra, no PHD: Fui de novo à Arena do Jacaré. O 10 do Grêmio, Douglas, joga muito. Foi o melhor gremista em campo. Entre os cruzeirenses, o melhor foi Henrique disparado. Robert tem muita disposição e pouca técnica. Reina me surpreendeu. Pode ser trabalhado pra se tornar uma opção para o time. Everton começou bem, depois, sumiu. Rômulo e Jonathan bateram cabeça no 1º tempo. Depois que voltou para lateral, o Jonathan melhorou.
  19. Naldo Morato, no PHD: Ótimo resultado este empate com Grêmio, principamente, porque estivemos por duas vezes atrás no placar. Não podemos esperar muito de um time que tem carências na zaga, na armação e no ataque. Fabinho na zaga, Everton de armador, Jonathan no meio campo e Robert no ataque. Robert consegue ser pior que o WP, mas é injusto cobrar muito dele com um time sem armação, em que a bola pouco chega ao ataque. O time ressente muito dos jogadores ausentes. E os reforços ainda não estão a disposição. No curto prazo, a coisa vai ser muito complicada. E o Reina parece que tem habilidade, mas está sendo improdutivo. Vamos ver se com o tempo, melhora.
  20. Bruno Barros, no PHD: Henrique jogou por ele e mais dez. Fez uma de suas melhores atuações com a camisa do Cruzeiro. Marcou, passou, chegou e fez gol. Sem dúvida, vai receber nota dez na Bola de Prata. Mas tomara que ele não seja convocado, pelo menos agora enquanto a janela tá aberta. Depois, não só pode como deve. Nesses 3 últimos jogos ele arrebentou. Jogou demais. Faz tempo que eu não via uma situação assim: todo mundo jogando mal desde o início e o Henrique muito bem o tempo todo. Eles carregou o time nas costas. Bateu escanteio e correu pra cabecear. Impressionante.

Tusta enfastiado

terça-feira, 20 de julho de 2010

O tema foi discutido à exaustão no PHD no dia seguinte à final da Copa. Aparentemente, é notícia velha, matéria vencida, assunto datado.

Mas não é. Comentaristas dos canais de esportes não param de recomendar o telecoteco como a solução para os males do fut brasilis.

Prudente, Avaí, Duque, Icasa, Flamengo, Alecrim, Palmeiras, Tupi ou Ananindeua, não importa que elencos tenham, estão intimados ao totó infinito.

Se a moda pega, o futebol ficará intragável. Seremos Suiça ou Espanha. Com bola de pé em pé, de um lado pra outro, sempre na horizontal, todos os jogos terminarão em goleadas de 1×0.

O contra-ataque, embora não tenha agradado ao Tusta, ainda é a saída pra maioria dos times brasileiros. E se bem executado pode tornar o jogo interessante.

Agora o lescolesco improdutivo pode até ser um jogo de segurança máxima para os times poderosos, mas não vai empolgar a torcida. Já pensaram um campeão brasileiro marcando 40 gols em 38 partidas?

Melhor a Seleção tentar uma terceira via. E o treinador de cada time brasileiro imaginar táticas e estratégias compatíveis com seus elencos.

Mas sempre buscando o gol. Caso contrário, o som do clic nas salas vai superar o do grito das galeras nas arquibancadas. 

Coluna do Tostão

Compromisso público

Quanto maior a qualidade dos times e dos atletas, maior a tendência de as partidas serem menos vibrantes

Após assistir, nos estádios, aos primeiros jogos na Copa, percebi que, em relação ao que costumo ver pela TV, no Brasil, as partidas estavam muito frias, lentas, táticas e com excesso de toques curtos e para os lados. Deveria ser o contrário, pela importância da competição e presença da torcida.

Fiquei na dúvida se era porque, na TV, os narradores brasileiros gritam demais, narram como se fosse pelo rádio e transformam qualquer pelada em um jogo emocionante, ou se as seleções na Copa procuravam jogar com mais segurança.

Os jogos do Brasileirão, de todas as séries, são mais vibrantes que os da Copa. Há mais disputas pela bola e mais jogadas de área. Infelizmente, quanto maior a qualidade técnica das equipes e dos jogadores, maior a tendência de as partidas serem frias e lentas. Por terem poucas chances, os craques, cada vez mais, decidem cada vez menos os jogos.

Além disso, os grandes jogadores se tornaram tão ricos, famosos e estrelas, jogando bem ou mal, que a Copa passa a ter menos importância. Cristiano Ronaldo, Messi e Kaká continuam com o mesmo prestígio.

Impacientava-me, ao ver no estádio, um jogador, com grandes chances de driblar em direção ao gol ou de dar um passe decisivo, preferir, por segurança ou falta de talento, tocar a bola para o lado. O grande craque é o que joga como se visse a partida da arquibancada.

O jogo excessivamente técnico e tático, mas com pouca alma, é uma grande chatice. “A bola é um reles, um ínfimo, um ridículo detalhe. O que procuramos no futebol é o drama, a tragédia, o horror e a compaixão. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana” (Nelson Rodrigues).

A filosofia na Copa foi a de Parreira, de que o importante é não levar o primeiro gol. Se é assim, porque não fazer o gol primeiro?

Uma das maneiras de mudar isso seria um time tentar dominar o outro, pressioná-lo, tentando tomar a bola mais à frente.

A  estratégia atual é o contrário. Criou-se o conceito de que a melhor maneira de vencer é recuar e tentar ganhar em pouquíssimos contra-ataques que raramente acontecem. O jogo fica feio. Essa é uma boa tática para time pequeno.

O novo técnico da Seleção Brasileira deveria assumir um compromisso público, com firma reconhecida em cartório, de que a equipe vai tentar vencer e dar bons espetáculos.

Fonte: Superesportes, em 18jul10

Com e elenco que possui, o Cruzeiro deveria terEspanha, Alemanha ou Brasil como referência?