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RapoCota passado a limpo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Trocando uns emails com um amigo conseguimos um texto que analisa a rivalidade Cruzeiro x Atlético-MG e a situação de ambos, neste Brasileirão.

Abraços, Walfrido Júnior

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O dia em que o Mineirão tremeu

sábado, 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.

As aves que aqui gorjeiam…

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
  • As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá… (Gonçalves Dias)

Imagine, caro leitor, o campeonato nacional de um país europeu chegando a duas rodadas do final embolado e um dos postulantes ao título recebendo, na bandeja, seis pontos gratuitos pra fechar as contas.

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