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Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Atlético-GO 2×1 Cruzeiro: A malemolência voltou

domingo, 6 de junho de 2010

Em 9º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro vive uma crise violenta após perder, em uma semana, o Diretor de Futebol, Eduardo Maluf, o treinador, Adílson Baptista, e a etiqueta da equipe, Kleber Gladiador.

Marquinhos Paraná será o desfalque do time que, se vencer com 5 gols de diferença, chega ao G4.

O Atlético Goianiense, 20º colocado com apenas 1 ponto, tem vários desfalques: Gilson, Thiago Feltri, Thiago Almeida, Juninho (lesionados), Robston, Chiquinho e Márcio Gabriel (suspensos) não poderão enfrentar o Cruzeiro.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 18h27 – Execução do Hino Nacional. O repórter da Itatiaia, Artur Morais, fã do Fabinho, entrevista seu protegido e critica Adílson Baptista.
  • 18h31 – Começa o jogo. Cruzeiro, todo de azul, defende arco à direita das tribunas. Dragão com uniforme tradicional.
  • 01 – Lançamento longo de Fabrício, Márcio defende.
  • 02 – Fabinho chuta de fora da área. Bola no placar.
  • 03 – Fabinho derruba Keninha e recebe cartão amarelo. Márcio cobra a falta. Bola na barreira. No rebote goleiro chuta pra fora.
  • 07 – Welton Felipe perde bola pra Diego Renan, que passa a Wellington Paulista. Bola perdida.
  • 08 – Roger Galera cobra escanteio rasteiro, zaga rebate.
  • 09 – Keninha puxa contra-ataque pela esquerda, cruza, Rodrigo Tiuí chega atrasado.
  • 10 – Jonathan avança, mas é desarmado na entrada da área.
  • 11 – Thiago Ribeiro vai à linha de fundo, pela direita, e cruza. WP cabeceia, Márcio defende.
  • 12 – Henrique avança pela direita, Erandir cede escanteio. Roger cobra, defesa espana. Keninha puxa contra-ataque e lança Rodrigo Tiuí, que está impedido.
  • 13 – Roger toma bola de Airton e cruza da esquerda. Defesa afasta o perigo.
  • 14 – Fabinho cruza da direita, WP cabeceia, bola acerta o poste direito do arco de Márcio.
  • 15 – Thiago Ribeiro entra na área, mas é desarmado pelo goleiro Márcio.
  • 16 – Pedro Paulo cruza da direita, Gil corta de cabeça.
  • 18 – Pedro Paulo cisca na frente de Leonardo Silva e chuta forte, alto, por cima do travessão.
  • 19 – Agenor derruba Roger no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 20 – Agenor lança Tiuí, Fábio sai do arco e defende.
  • 22 – Airton deixa Leonardo pra trás e invade a área. Fábio sai do arco e defende.
  • 23 – Welton Felipe levanta bola na área, Rodrigo Tiui cabeceia, Fábio defende.
  • 24 – Airton cruza da direita, Fabinho cede escanteio. Keninha cruza, Fabrício corta de cabeça.
  • 25 – Torcida local se anima e grita o nome de Atlético, que retoma bola e cria salseiro na área celeste. Fabrício fica com a bola e sai jogando.
  • 26 – Keninha derruba Jonathan e recebe cartão amarelo.
  • 27 – Cruzeiro prende bola na defesa pra esfriar o jogo.
  • 28 – Ramalho derruba Leonardo Silva, no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
  • 29 – Aírton levanta bola na área, Keninha passa a Pedro Paulo, que cruza da esquerda. Rodrigo Tiuí, entre quatro cruzeirenses, na pequena área, toca pras redes. Atlético Goianiense 1×0.
  • 31 – Ramalho lança Pedro Paulo, Fábio sai do arco e defende.
  • 33 – Leonardo Silva derruba Tiuí no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 34 – Atlético marca saída de bola, Cruzeiro se enrola.
  • 35 – Atlético troca passes. Estático, o novo meio de campo do Cruzeiro não apóia o ataque.
  • 38 – Thiago Ribeiro cobra falta sobre a área, Gil cabeceia, defesa rebate.
  • 40 – Após erro de passe de Fabrício, Atlético contra-ataca, Keninha lança Rodrigo Tiuí, que está impedido.
  • 41 – Wellington Paulista recebe lançamento de Fabrício, dribla Márcio na meia lua e toca pras redes. Cruzeiro 1×1.
  • 44 – Welton Felipe desarma Thiago Ribeiro na entrada da área.
  • 47 – Fim de 1º tempo.
  • Wellington Paulista: “Mandei uma bola na trave mas, graças a Deus, consegui empatar, depois.”
  • Rodrigo Tiuí: “A gente estava bem e não podíamos deixar empatar numa bobeira. Agora, é voltar pra decidir no 2º tempo.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 19h34 – Começa o 2º tempo.
  • 02 – Airton chuta longe, bola passa rente ao travessão.
  • 05 – Aírton cobra escanteio pela esquerda, Rodrigo Tiuí arremata de puxeta, bola passa por cima do travessão.
  • 06 – Rodrigo Tiuí passa por Gil, mas é desarmado por Leonardo Silva.
  • 07 – Roger cruza da esquerda, bola fica com Pituca, que sai jogando.
  • 08 – Henrique lança Jonathan, que puxa contra-ataque. Erandir corta com o braço e recebe cartão amarelo.
  • 09 – Thiago Ribeiro cobra falta com chute rasteiro, defesa corta, Fabinho fica com o rebote e chuta. Defesa corta de novo.
  • 10 – Agenor desarma Roger e lança Tiuí. Gil desarma o atacante.
  • 11 – Ramalho tenta cruzar, Fabrício toca pra escanteio. Na cobrança, Fábio tira bola de soco.
  • 12 – Welton Felipe tenta sair jogando, Roger fica com a bola e chuta, por cima do travessão.
  • 13 – Passes errados: Atlético 21×20. Torcida do Atlético pede Elias, a do Cruzeiro grita o nome de Guerrón.
  • 14 – Roger entra na área, Márcio sai do arco e fica com a bola.
  • 15 – Keninha joga bola na área, Fábio fica com ela.
  • 16 – Elias substitui Keninha.
  • 17 – Airton recebe lançamento, LS cede escanteio. Airton cobra, Tiuí cabeceia, Fábio cede novo escanteio.
  • 18 – Rodrigo Tiuí cruza da esquerda, Diego Renan não consegue cortar, Airton cruza da direita, bola sai do lado oposto.
  • 19 – Rodrigo Tiuí recebe lançamento longo, Gil se antecipa e recua para Fábio.
  • 20 – Atlético avança a marcação, Cruzeiro fica preso na defesa.
  • 22 – Airton puxa contra-ataque pela direita e passa a Pedro Paulo, que cruza da direita, bola sai do lado oposto.
  • 23 – Guerrón substitui Roger Galera.
  • 24 – Guerrón recebe passe de Henrique, mas é desarmado por Agenor.
  • 25 – Elias recebe lançamento, invade a área, cava pênalti, Fábio fica com a bola.
  • 26 – Airton cruza, Rodrigo Tiuí não controla bola dentro da área, Fábio fica com ela.
  • 27 – Confusão na área, WP chuta, Márcio salva gol certo, Fabrício apanha o rebote e chuta, pra fora.
  • 28 – Fábio dá rebote, Elias chuta, bola explode em Gil.
  • 29 – Gil comete falta em Pedro Paulo na entrada área.
  • 30 – Airton cobra falta por cima da barreira, Fábio defende.
  • 31 – Jogando mal, de forma burocrática, com meio de campo estático, Cruzeiro está pedindo pra perder, pois cede campo ao rubronegro.
  • 32 – Elias chuta de longe, Fábio defende. Thiago Ribeiro cruza da direita, Guerrón tenta armar jogada com Fabrício, mas a bola caba ficando com a defesa do Dragão.
  • 33 – Pedro Ken substitui Thiago Ribeiro. Marcão substitui Rodrigo Tiuí.
  • 34 – Agenor derruba Pedro Ken na ponta direita. Jonathan cruza mal, Ramalho corta.
  • 35 – Airton cruza da direita, pra fora. Elias chuta, bola sai pela linha de funda. Elias pede escanteio e recebe cartão amarelo.
  • 36 – Kieza substitui Wellington Paulista.
  • 37 – Marcão parte pra cima da defesa, Leonardo Silva o desarma.
  • 38 – Jonathan derruba Pedro Paulo e recebe cartão amarelo.
  • 39 – Guerrón passa a Fabrício, que joga bola na área, Jairo cede escanteio. Guerrón cobra, Ramalho corta de cabeça.
  • 40 – O tanque Marcão puxa contra-ataque pela direita e cruza para Pedro Paulo arrematar com chute rasteiro, pras redes. Atlético Goianiense 2×1.
  • 41 – A malemolência voltou. Deve ser esta a primeira grande idéia da nova direção do futebol celeste.
  • 43 – Guerrón cruza da direita, não há ninguém do ataque celeste na área.
  • 44 – Fabinho perde bola na intermediária, Pedro Paulo avança, entra na área e chuta. Fábio defende.
  • 45 – Leonardo Silva se contunde e sai de campo. Malemolente, Cruzeiro já entregou o jogo.
  • 47 – Marcão puxa Gil pela camisa e recebe cartão amarelo.
  • 49 – Fim de jogo. Primeira vitória do Atlético Goianiense que, mesmo assim, permanece na lanterna. Cruzeiro cai para 11º lugar e flerta com a zona de rebaixamento.
  • Fábio: “A gente precisava dos três pontos, mas fomos surpreendidos.”
  • Pedro Paulo: “A gente precisava desta vitória e eu pude ajudar os companheiros. A vitória demorou a sair mas Deus sabe a hora certa de tudo acontecer.”
  • Jairo: “Precisávamos da vitória pra trabalhar com mais alegria, mais focados.”
  • Gil: “Foi difícil esta semana em que perdemos o Kleber e o professor Adílson. Agora, é esquecer o campeonato e voltar com força depois da Copa.”
  • Pituca: “A gente brincou no vestiário dizendo que íamos estrear no campeonato e deu certo.”
  • Ramalho: “Jogo difícil, mas nossa vitória foi merecida, Tivemos sorte de marcar um gol no finalzinho.”

Atlético-GO 2×1 Cruzeiro, domingo, 06jun10, 18h30, Serra Dourada, Goiânia, 7ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010. Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 3.419 – Renda: R$52.160,00 – Juiz: Guilherme Cereta de Lima (SP) – Bandeiras: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson José de Moraes Coelho (SP) – Amarelos: Agenor, Keninha, Ramalho, Erandir, Elias, Marcão (Atl); Leonardo Silva, Jonathan (Cru) – Gols: Rodrigo Tiuí, 29, Wellington Paulista, 41 do 1º tempo; Pedro Paulo, 40 do 2º – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício, Fabinho e Henrique; Roger Galera (Guerrón); Thiago Ribeiro (Pedro Ken) e Wellington Paulista (Kieza). Tec: Emerson Ávila / Atlético-GO: Márcio; Ayrton, Jairo, Welton Felipe e Erandir; Ramalho, Pituca, Keninha (Elias) e Agenor; Rodrigo Tiuí (Marcão) e Pedro Paulo. Tec: GeninhoHistórico – Foi o 4º Cruzeiro x Atlético Goianiense, todos por campeoantos brasileiros (2 pela Taça Brasil, 1 pela Copa Brasil, 1 pelo Campeoanto Brasileiro). O Cruzeiro venceu 3, perdeu 1, marcou 11 gols, sofreu 4. Os dois clubes jamais decidiram um torneio entre si.

Ela existe, não é lenda…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Morrinhão de 2010 é o 53º torneio nacional de clubes brasileiros (considerando-se as duas competições de 67 e 68). O principal torneio, é claro.

A coisa já atendeu, ao longo destas cinco décadas pelos nomes de Taça Brasil, Robertão, Taça de Prata, Campeonato Nacional de Clubes, Copa Brasil, Copa Ouro, Copa União, Copa João Havelange, Campeonato Brasileiro e sabe-se lá o que mais.

Certo é que nenhum clube conseguiu participar das 51 edições.

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