Posts com a Tag ‘comissão técnica’

Nadando em dinheiro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mauro França

A revista Placar publica na sua edição de setembro mais um ranking dos maiores salários do futebol brasileiro.

A matéria é assinada pelos jornalistas Bernardo Itri e Ricardo Perrone, também responsáveis pelo levantamento publicado em maio de 2009.

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Chaves: “Roger disse que a bola não queima nos pés dos caras”

sábado, 18 de setembro de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros, recolhidos pelo Romarol,  acerca do Cruzeiro 4×2 Guarani, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 15set10:

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Chaves: “O time está ficando malandro”

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pitacos de blogueiros e protagonistas do Avaí 1×2 Cruzeiro, na Ressacada, Florianópolis, pela 22ª rodada do Campeoanto Brasileiro de 2010, em 12set10:

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Cuca: “O diferencial foi a luta”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de protagonistas e dirigentes acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Cuca, treinador do Cruzeiro: Jogar com uma adversidade dessa é muito difícil. O ambiente estava todo formado para uma vitória do Atlético-MG e nós tivemos que vencer com empenho, dedicação, garra e qualidade técnica. O time suportou bem, defendeu bem, o pessoal entendeu bem e a gente sai daqui feliz. O diferencial foi a luta, entrega, garra, passar um momento ruim, como no 1º tempo e ter a grandeza de jogar como no segundo tempo. No primeiro tempo, o Atlético foi bem melhor. Só tivemos a chance de gol do Wellington. No 2º tempo, a gente foi melhor, tivemos umas quatro chances e merecemos a vitória, com um jogador a menos, em uma expulsão incorreta, eu estava próximo. Tecnicamente o jogo foi bom, com jogadas bonitas. Teve todos os nuances de um clássico. Discussão no final, bola na trave do Cruzeiro, bola na trave do Atlético-MG. Quero ressaltar que vencemos um grande adversário, comandado por um grande treinador também. Temos que trabalhar bem a semana para o jogo contra o Grêmio Prudente. Se não trabalhar, não ganha. Trabalhar firme para no domingo, se Deus quiser, a gente chegar aos 22 pontos. O Fabio é o melhor goleiro do país, não um dos melhores. É o melhor goleiro do Brasil e, no devido tempo, vai ter a oportunidade dele na seleção. E o principal é que ele é feliz no Cruzeiro e a seleção vai ser uma conseqüência do trabalho dele aqui. 
  2. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: O que mais valeu foi o empenho, dedicação e raça. Nosso time foi guerreiro, vibrador. Sabíamos que ia ser difícil, ainda mais sem a nossa torcida. Mas esse gol foi para os mais de oito milhões de torcedores cruzeirenses. Venho treinando esse chute há muito tempo. Fiz assim no jogo-treino contra o Tupi e fiz novamente hoje. Foi o famoso pombo sem asa. Foi um golaço e graças a Deus conseguimos essa vitória. Conseguimos mais três pontinhos, que nos coloca mais próxima da Libertadores e do título. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  3. Fabinho, volante do Cruzeiro: A confiança que o treinador passa para o grupo, em acreditar em um resultado positivo, diz muito durante a semana. Nós tivemos uma comissão confiante, trabalhando em cima daquilo que nós tínhamos que fazer, e hoje deu resultado. Conseguimos três pontos importantes. Nós tivemos 90 minutos de jogo pegado, trombada, discussão. Cruzeiro e Atlético não tem jogo leve. Ainda mais em se tratando da situação do nosso adversário, que está na zona do rebaixamento. Mas eu acho que ter jogada ríspida, ter dividida, ter xingamento faz parte. O que não pode é ter agressão, tapa na cara, cusparada. Isso não pode existir no futebol, mas faz parte. A gente entende a situação do nosso adversário. Nós temos que manter a nossa postura. Conseguimos mais três pontos e agora é descansar.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Aplicação. Conseguimos dentro de campo uma vitória super importante para a gente não distanciar lá de cima. A gente conseguiu fazer o gol e suportar bem quando fomos sufocados. Vou tentar sempre fazer o melhor dentro de campo e buscar meus objetivos.
  5. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro:  Aceito o pedido de desculpas dele [Diego  Tardelli]. Não sei por que ele fez aquilo. Aceito o pedido de desculpas, mas eu acho que o Tribunal deveria puni-lo pelo que ele fez. O Tribunal tem que analisar as imagens e ver que medidas eles devem tomar. Mas, na minha concepção, foi uma covardia. Eu estava no chão, ele passou por cima e pisou. Só que eu acho que o tribunal deveria olhar e punir. Com certeza, se eu tivesse reclamado ou feito alguma coisa, ele [juiz] teria expulsado. Na sequência, o Gil tomou as dores, ficou chateado e fez aquilo [atingiu Tardelli com o cotovelo]. Na minha concepção, houve falta e o juiz ia marcar. Foi muito rápido. Eu fiquei no chão esperando a falta e ele passou e pisou. Eu pensei: ‘tenho que correr atrás e nem pensei em reclamar’. Mas se eu tivesse feito uma cena, o juiz ia dar alguma coisa.
  6. Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG: Foi uma discussão normal. Um bate-boca com o Jairo, e o Werley veio retrucar. Teve um lance que achei que o Jairo poderia tocar por baixo e ele mandou por cima. Não foi atitude correta. O Vanderlei pede, por ser capitão, para não fazer isso. Não poderia ter tomado a atitude diante da nossa torcida. Mas já está tudo bem com o Werley. A gente tem tudo o que o clube pode oferecer, e o clube tem jogadores com a capacidade de dar a volta por cima. É um momento ruim que ninguém quer passar. E, quando os resultados não chegam, fica complicado. A gente sabe que o Atlético-MG já esteve na segunda divisão e passa isso na cabeça. Mas quem colocou o Atlético-MG nessa situação fomos nós jogadores e temos que tirá-lo. Ainda dá tempo. O primeiro turno não acabou, e a diferença de pontuação entre os clubes não é grande. Mas tem que ser rápido. Falta de vontade não tem. Isso não vai ter aqui. Parece que a equipe se esqueceu de como se joga futebol. Falo de mim, e da equipe também. Não estou tirando o meu da reta. Não adianta iludir o torcedor e ficar falando aqui e, quando chega ao campo, não mostrar nada. Temos que falar menos e fazer mais. O Cruzeiro sempre vem montando uma boa equipe. Tem um elenco entrosado, que já vem jogando junto há um bom tempo. Sempre vai existir essa rivalidade. Futebol é assim, a gente lamenta essas derrotas, mas uma hora isso vai mudar.
  7. Jairo Campos, beque do Atlético-MG: As brigas no futebol acontecem. O mais importante é deixar ali. Isso ficou e agora temos que ficar juntos. Depois conversamos e ficou lá a briga. Peco desculpas à torcida, porque temos que resolver desentendimentos no vestiário. Mas, infelizmente aconteceu. Mas isso vai nos ajudar a dar a volta por cima e ter um futuro melhor.
  8. Fernandinho, lateral-esquerdo do Atlético-MG: Nós atletas profissionais não temos que pedir desculpas. A gente tem que fazer é dentro de campo para que o torcedor possa vir. A gente sabe da situação. Não adianta ficar lamentando, se desculpando. Mas eu acho que é isso. Só nós, atletas, podemos sair dessa situação. A gente sabe que tem um campeonato longo ainda pela frente, são muitos jogos, mas sabemos que com o elenco que a gente tem vamos conseguir sair dessa situação. Depois que a bola começar a entrar, a gente sabe que vai fazer o melhor para que o Galo esteja sempre em primeiro lugar. Nossa equipe fez um bom jogo. Tentou da melhor maneira possível fazer o gol. E, infelizmente, às vezes, a fase não está muito boa, a bola acaba não entrando. A equipe adversária foi uma vez só e acabou fazendo (o gol). É coisa de futebol, às vezes nem sempre quem faz o melhor jogo ganha a partida. Agora, vamos ter que trabalhar. Temos a Sul-Americana na quarta-feira e é bola para frente. Agora é tentar sair dessa situação em que o Atlético se encontra e tentar vencer na Sul-americana, pois é o caminho mais curto para a Libertadores.
  9. Wanderlei Luxemburgo, treinador do Atlético-MG: Já passei por situações semelhantes, mas sempre tive a tranquilidade de saber como ajeitar as coisas. O momento é triste, porque estamos tentando e não estamos conseguindo. Mas daqui a pouco tudo vai dar certo. Isso é o futebol. Jogamos melhor do que eles nos dois jogos (o outro foi pelo Campeonato Mineiro) e não ganhamos. Não tem do que reclamar. Daqui a pouco, a coisa vira. Eu entendo a torcida estar chateada. Tem mais que me hostilizar, que pedir para eu ir embora mesmo, só que com respeito, claro. Eu sei que o torcedor está indo embora com a cabeça quente. Mas temos que ter calma, tranquilidade e trabalhar muito. Quarta-feira, já tem Copa Sul-Americana, e os jogadores estão com a cabeça centrada, estão tranquilos. Eu respeito as críticas da imprensa e da torcida, mas eu sei o que estou fazendo. Importante é o que eu converso com a diretoria. O Atlético-MG tem que continuar trabalhando para equilibrar a equipe. Com jogos quarta e domingo, você tem pouco tempo para trabalhar. Mesmo na zona de rebaixamento, eu consigo ver muita coisa boa para o Galo.
  10. Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG: Eu quero dizer que vai encaixar, vai dar certo. O time é bom, tem uma comissão técnica boa e vai encaixar. Nós temos o Obina e o Diego Souza sem as melhores condições físicas, o Edison Mendez no departamento médico. Pelo menos cinco jogadores que contratamos ainda não estão no melhor da forma. Esse sentimento a torcida do Atlético está tendo pela primeira vez, que tem organização. Eu aceito (a culpa), não tem problema. Nós não contratamos jogadores velhos. Nós temos jogador em seleção do Paraguai (Cáceres), do Equador (Mendez), o que está acontecendo, e é duro para falar isso (para o torcedor), mas nós temos que esperar.

O Cruzeiro não está quebrado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mensagem enviada pelo João Chiabi Duarte:

Prezados:

Como anda a situação financeira do Cruzeiro?

Compartilho o pouco que sei e tenho lido, visto e ouvido de pessoas que estão no meio do futebol a respeito do tema, em 10 tópicos:

1. O Cruzeiro não está quebrado. Hoje, entre os grandes clubes do Brasil, é um dos menos deve. Pelo que pude apurar as nossa dívidas reais beiram a casa dos R$100 milhões, mas, quase toda bem equacionada (REFIS, IR, INSS etc).

2. Mesmo tendo alcançado junto ao BMG um patrocínio naster destacado como o melhor de sua história, o Cruzeiro em 2010 está sendo penalizado por:

  • Queda acentuada de bilheteria, notadamente após o fechamento do Mineirão.
  • Queda acentuada de receita com o Sócio do Futebol com a perda de 15 mil associados (R$60 x 15 mil = R$900.000 / mês).
  • A folha salarial foi onerada pela manutenção do elenco, tendo como balizador o Kleber, fato que provocou substancial elevação nos salários de outros jogadores. Também por mérito deles, é bom que se diga.
  • Não ter realizado nenhuma venda expressiva. Até o 7° mês do ano, o Cruzeiro teve como venda mais importante o repasse de 50% de Kleber ao Palmeiras (ainda dividido com o parceiro EMS Pharma) por R$6,5  milhões.

3. Com isto o déficit mensal hoje é da ordem de R$1 milhão / mês.

4. O Cruzeiro tem, segundo consta no BID, um número muito grande de jogadores sob contrato (em torno de 200 segundo alguns colegas, mas há que se confirmar porque podem estar sendo incluídos todos os atletas da base nesta contagem… Sem dúvida, é a quantidade é maior do que a dos demais clubes da série A), emprestados a times menores. Muitos desses jogadores são pagos com subsídio do Cruzeiro. ISe isto for confirmado, pode ser uma das razões de sangria do caixa. Até aqui, isto é mera suposição, pois essa rubrica não foi aberta nas últimas prestações de contas do clube.

5. Outro ponto importante e muito comentado: o Cruzeiro tem um clube de estrutura pesada e custos fixos elevados, que precisa ser ajustado para ter contas dentro de parâmetros mais condizentes para uma organização de seu porte. Isto talvez justifique as saídas de Claret e Maluf, entre outros. Pode ser que a contenção já esteja sendo feita.

6. Também é um fato o baixo índice de aproveitamento de pratas-da-casa nos últimos tempos. A base custa ao clube perto de R$700 mil / mês. Uma das razões pelas quais o Zezé Perrela puxou Dimas Fonseca para a gestão do futebol profissional foi exatamente ele ter feito uma gestão severa na base, com expressiva redução de custos. Ora, se hoje o dispêndio supera os R$8 milhões anuais, o retorno é baixíssimo, pois, apenas Guilherme e Diego Renan se firmaram entre os titulares nos últimos 4 anos, o que é muito pouco.

7. Nos últimos tempos, o Cruzeiro teve vários jogadores que ficaram muito tempo parados, o que afeta os gastos ao impedir estabilidade e repetição de escalações. Os treinadores viviam improvisando. Alguns Casos:

  • Sorin, Athirson e Fernandinho em 2009 (simultâneas).
  • Gilberto e Roger em 2010.
  • Luizão, Leo Fortunato, Leonardo Silva e Thiago Heleno, recentemente.
  • Kleber no 2° semestre de 2009.
  • Fabinho, Paraná, Ramires, Jonathan, Henrique, Gérson Magrão foram improvisados várias vezes nos últimos tempos.
  • Araújo, Gil, Elber, Sandro, Thiago Gosling, Luizão, Kerlon tiveram longas temporadas de recuperação. São desperdícios que precisam ser melhor avaliadas pela comissão técnica, Departamentos Médico, Fisiologia, Fisioterapia etc.

8. Um outro motivo alegado por muitos é a política de contratações do clube nos últimos tempos. Vamos relembrar alguns casos para avaliá-los:

  • Jogadores contratados como solução de problemas e que pouco jogaram:  Jael (nem jogou), Luizão (nem jogou), Leandro Silva (na volta do Porto, foi outro que não jogou nem 10% das partidas), Sorin (nesta 3ª passagem), Thiago Gosling (jogou muito pouco nesta 2ª passagem), Kieza (ninguém sabe porque veio), Alessandro (pouco jogou), Anderson Lessa (pouco jogou e mesmo sem ter ido mal, foi colocado na lista de dispensáveis).
  • Jogadores contratados, que foram colocados em clubes parceiros: Radar, Matheus, Evandro, Fahel, Eraldo, Márcio Guerreiro, Davi etc. Foram investimentos que só deram prejuízo..

Durante bom tempo, o time ficou sem jogadores pra zaga, lateral-esquerda, armação (camisa 10) e com excesso de volantes por exemplo. Adílson se virou e era um show de Elicarlos de lateral-direito, raramente jogando em sua função de origem (o garoto, que é muito bom de bola, acabou se queimando junto ao torcedor, especialmente com quem assiste aos jogos com o fonezinho no ouvido). Magalhães, Vinícius, Neguette, Bernardo e Dudú (neste caso, a indisciplina pesou contra os jovens de grande talento e que tem tudo ainda para fazerem história no clube), Eliandro, Rafael e até Sebá foram chamuscados pelo imediatismo do torcedor e por terem sido lançados fora de hora.

9. Como cruzeirenses, temos que fazer o possível pelo clube, mas sem a sanha da revanche ou da vingança. Sem a pecha de anti-isto ou anti-aquilo. Conheço vários conselheiros do Cruzeiro que são gente do bem, que estão a anos a fio a dar a sua contribuição ao clube, como os irmãos José Francisco e Hermínio Lemos, Dr. José Ramos, os irmãos Paulo César e Flávio Carvalho, os irmãos Peluzzo, meu primo Maurício Duarte, Dr. Djalma Fernandes, Dr. Gilvan Tavares, Dr. João Carlos Gontijo, Dr. Célio Elias, Dr. Ronaldo Nazaré, Ângelo Cattabriga, os irmãos Fernando, Célio e Lúcio de Souza, meu grande primo pelo outro lado familiar e conselheiro presente que é Clemenceau Chiabi Saliba Jr., José Maria Fialho, Marcinho Atacadista, entre tantos outros. Não aceito generalizar e dizer que nosso conselho seja gente sem opinião, algo que os detratores dos Irmãos Perrella tentam passar à opinião pública.

10. Finalmente, creio que o Cruzeiro vai começar o processo de reversão ainda este ano. Teremos de mudar um pouco a visão quanto às tais parcerias e focar num grupo menor de jogadores. Mesclar grandes talentos às jovens promessas que o clube tem condições de revelar. Não podemos continuar revelando jogadores e os repassar para ver se estouram no Ipatinga, Cabofriense, Nacional da Ilha da Madeira ou Sporting de Braga. E de mais a mais, já está passando da hora de parar de fazer negócios com os portugueses. Tenho a impressão de sempre estamos levando a pior. Melhor seria continuar a negociar com franceses e russos (rs, rs, rs).

Saudações Azuis,

João Chiabi Duarte

Paralelos e analogias

terça-feira, 27 de julho de 2010

Este último final de semana ficará gravado em nossa memória. Ou pelo menos, deveria, não só pelas emoções esportivas, mas também pelas decisões antidesportivas.

Ele nos mostrou, claramente, as voltas que o mundo dá e as peças que a vida prega em todos nós.

Após a frustração da Copa, o brasileiro pôde comemorar mais um título daquele que é tido como o segundo esporte nacional em público, mas que talvez seja o primeiro em competência.

O mais interessante foi que o título foi conquistado com uma série de ingredientes: competência técnica, liderança, espírito de equipe, equilíbrio emocional, doação etc.

Muitos adjetivos podem ser adicionados para explicar a vitória brasileira.

Se análisassemos friamente as performances de Brasil e Rússia nas semifinais, haveria motivo de sobra para nos contentarmos com o vice.

Só que, parodiando a famosa piada futebolística: “os russos esqueceram de combinar com os brasileiros”.

Os adversários nunca devem esquecer: do outro lado está um técnico finalista de quase todos os campeonatos que disputou à frente dessa seleção.

Se existia alguma dúvida sobre a competência e a idoneidade de Bernardinho, esse título de ontem elimina qualquer um deles.

Competência por que, nodecorrer do torneio, ele nunca se furtou a mudar o time, buscar alternativas em todas as situações difíceis, num esporte em que o nível dos competidores do topo tem beirado o absurdo (no sentido positivo).

Demonstrou coragem e acerto na maioria das decisões: ao deixar fora o fantástico Giba, por exemplo.

Sua idoneidade passa ao largo de qualquer dúvida quando percebemos que, em vários momentos, Marlon seria melhor opção para o time que seu filho Bruno (que também merece nossos cumprimentos pela dignidade mostrada nas substituições).

Não deixa de ser interessante vermos como o mundo dá voltas (e a opinião pública teleguiada também).

Lembro-me claramente de críticas ao Bernardinho no episódio com o Ricardinho. Não faltaram os críticos (que claramente não acompanhavam o vôlei) dizendo que era manobra para colocar o filho Bruno como levantador titular.

Pois bem, o treinador calou a boca de todos esses críticos.

Fico imaginando se não seria o caso de o Bernardinho começar a ajudar nossos técnicos de futebol, e ensiná-los como montar um time e uma comissão técnica vencedores. Mas deixa pra lá.

E por falar em opinião pública, é ainda mais fresco em nossa memória o achincalhe (teleguiado ou não) a que foi exposto Nelsinho Piquet pela pataquada da Renault em Cingapura 2008 (pra favorecer quem mesmo?).

Entre seus críticos mais ferrenhos estava o próprio Felipe Massa, que parece ter virado as costas para Nelsinho num evento de kart em Santa Catarina.

À época, a mídia -brasileira inclusive (ou seria, principalmente?)– detonou Nelsinho, penso eu, como forma de se vingar de seu pai, Nelson Piquet, que sempre deu de ombros para bairrismos, ufanismos e “galvo-buenismos” da mídia esportiva.

E a tal “opinião pública” foi na onda.

Engraçado como esqueceram que o tão idolatrado Ayrton Senna provocou um acidente no GP do Japão, em condições muito mais arriscadas do que o fez Nelsinho. Mas deixa pra lá de novo.

Pois é, vejam como são as coisas:  Massa protagonizou ontem (junto com quem mesmo? Ah, bom, Ferrari e Alonso) mais um capítulo vergonhoso da Fórmula 1.

Acho que nem merece mais comentários.

Apenas pra fechar: a escolha do treinador da seleção nacional de futebol.

Novamente, não faltaram os críticas para decisão de Muricy. Na minha opinião, ele está certo. E Mano é corajoso. A Seleção Brasileira (a de futebol) é um mico. Mico preto, daqueles de baralho.

Quem quer que assuma o cargo terá de conviver com a fúria (não a espanhola), mas a da imprensa esportiva nacional e dos 200 milhões de técnicos bairristas e “clubistas” que darão palpite.

O novo treinador sofrerá com pressões e interesses escusos (à semelhança do que se vê na Fórmula 1). E, se fracassar, será massacrado.

Mano nem assumiu e já chovem referências na mídia a Felipão, comentários atribuídos a ele.

Por fim, nosso Cruzeiro.

Não tenho muito o que comentar. A não ser, de novo, a doação em campo de um time desfigurado (pelos desfalques e pela novidade do técnico), mas que perdeu 2 pontos preciosos em casa.

Casa essa que, na minha ignorância das demais variáveis, parece-me mal escolhida. E por isso temo que vamos perder mais pontos preciosos nela. Nessa casa. Paciência.

Tudo por um bem maior, a reforma do Mineirão, não é verdade?! Mas, até aí, nada diferente dos últimos 7 anos.

Não sei se as raízes históricas e nacionais de Cruzeiro e Ferrari nos permitem um paralelo, mas vejo semelhança na maneira como essas duas instituições lidam com a sua comunicação e como justificam, para o público, as suas decisões.

Como se vê, o fim de semana esportivo nos permite uma série de paralelos e analogias, sobre atitudes, ética e tantos outros aspectos do comportamento humano. E sobre a influência da mídia e do poder econômico sobre a Massa.

Mas vamos terminar com o lado bom. Parabéns mesmo, Brasil do Vôlei.

Marcel Fleming, 43, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Dia T

terça-feira, 6 de julho de 2010

Esta segunda foi o Dia T, o Dia do Teixeirão. Após dissolver a comissão técnica por telefone, o presidente da CBF foi aos microfones fazer populismo.

Falou na Itatiaia, explanou no SporTV. Disse que começará, já, o projeto 2014. Tinha de ter um projeto no meio do balablablá. É moda.

E o tal arranjo vai começar logo. Parece que, em agosto, contra os USA , o Brasil já deve ser representado pela nova geração. Assim, a CBF já estaria pensando em 2014.

O chefão da CBF está impressionado. Ele descobriu, num Boletim da Fifa, que a Argentina tem 8 atletas  Sub23 em seu escrete, a Alemanha tem 9, Gana, 11, e o Brasil, só um.

Pra Sua Majestadade, taí a fórmula do sucesso. Falta explicar o que argentinos e ganeses conseguiram fazer melhor do que os velhinhos brasileiros.

Mas isto não vem ao caso. Importante é ter algo pra enganar os otários que o levam a sério.

O problema do novo projeto é que ele pode sucumbir, como o atual, num lance fatídico de uma etapa eliminatória da Copa.

Nenhuma seleção em tempo algum, boa ou ruim, esteve a salvo do imprevisto, da falha e do acaso. Em caso de dúvida, consultem os húngaros sobre 54, os holandeses sobre 74 e os brasileiros sobre 98.

Eu prefiro a fórmula do João Saldanha, que não tinha frescuras como esse trololó de projeto. Pra ele, seleção era lugar para os melhores do momento.

Ora, se Lúcio, Maicon, Juan, Gomes, Luisão, Robinho e Júlio César (apesar da falha absolutamente humana), Kaká (apesar da má condição física) são os melhores, por que não convocá-los?

Está certo que o momento é de se aproveitar Ramires, Hernanes, Ganso, Neymar, Pato, Fábio, André, Jonathan, Wesley e outros novos ou seminovos.

Agora, montar uma seleção de novatos pra levar surras e mais surras desnecessárias é jogar -muito mal, diga-se- pra platéia.

Teixeira com essa conversa aparentemente radical aquer apenas reforçar a idéia de que a Copa não foi perdida por ele, mas pelos componentes da comissão dissolvida. E só.

Esse filme já passou em 91. A estrela da época foi Paulo Roberto Falcão, que, depois, após várias derrotas, foi defenestrado.

Ricardo Teixeira continua tão arrogante quanto incompetente. Melhor seria entregar a Seleção para um diretor profissional conduzir e sair de fininho.

O discurso dele é exatamente o das hienas caçadoras de técnicos. O final todos já sabem. Se der errado, lá vem outro papo furado e mais uma dissolução de comissão técnica. Só ele jamais se demite.

O quarto final da partida

domingo, 4 de julho de 2010

Pra passar a régua na desclassificação brasileira, revi o quarto final da partida contra a Holanda com olhar mais atento. Resumindo:

  • Andre Ooijler cometeu pênalti em Kaká ao empurrar e desequilibrar o meia brasileiro dentro da área. O Juiz não viu. Se visse, seria o segundo amarelo e o vermelho.
  • Andre Ooijler deu um chega-pra-lá, que atirou Kaká fora de campo. O Juiz viu e economizou o amarelo.
  • Aarjen Robben cortou uma bola com o braço e agarrou Gilberto pela cintura, logo depois. Qualquer árbitro brasileiro teria expulsado o catimbeiro holandês pelo conjunto da obra. O japonês relevou as faltas.
  • Kaká, ao contrário da impressão incial, chamou o jogo. Mas com a Holanda toda na defesa, o passe não saia corretamente e ele só pôde fazer duas jogadas perigosas.
  • Nos últimos 8 minutos, Júlio César ficou praticamente sozinho contra os holandeses que apareciam no contra-ataque. Por sorte num lance e competência noutro, não levou mais dois gols.
  • Daniel Alves e não Luís Fabiano deveria sido substituído por Nilmar. O barcelonista conseguiu realizar nada de produtivo no quarto final da partida. Não deu conta sequer de passar uma bola por cima da barreira na cobrança de falta.
  • Maicon, ao contrário, saiu pro jogo. Mas não encontrou espaço pra arrancadas e jogadas pessoais decisivas.
  • Faltou calma, mas, sobretudo, faltou espaço para o time brasileiro criar jogadas de gol.

E, pra fechar a cortina, tão logo a delegação chegou ao Brasil, Ricardo Teixeira demitiu a Comissão Técnica. Tal qual havia feito em 2006.

O presidente da CBF jogou pra torcida. Melhor teria sido ele se demitir e não se eximir de responsabilidade imolando bodes no altar tolice brasileira.

O anão é mudo, mas não é cego

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Li no blog de nome mais escalafobético deztepaiz, o Tiefschwartz, do gremista Paulo Sanchotene:

Muito se fala dos problemas apresentados pela Seleção, especialmente quanto ao rendimento de Michel Bastos, Gilberto Silva e Felipe Melo.

Pelo teor das entrevistas da comissão técnica, os problemas não foram despercebidos.

Corretamente, Dunga manterá o time titular contra a Coréia do Norte (é preciso ver essa turma jogando a todos os cilindros); mas se não render, as mudanças começarão já durante essa partida.

Se vermos o (breve) histórico do Dunga na Seleção, percebe-se que ele pode ser qualquer coisa menos avesso a alterações: o time que começou a Copa América não foi o mesmo que acabou; e do primeiro (Brasil 4×3 Egito) para o segundo jogo das Copa das Confederações (Brasil 3×0 Estados Unidos), houve quatro mudanças.

Mas, isso nenhum jornalista informa. Preferem fazer alarde sobre um “risco” do Dunga “morrer abraçado” com seus titulares.

Pelo que já demonstrou o treinador, o risco disso ocorrer em caso de mal rendimento é próximo de zero.

Potosi 1×1 Cruzeiro: Missão cumprida com louvor

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mauro França

O Síndico cantou a pedra bem antes do anúncio da escalação, prevendo que Adilson escalaria Wellington Paulista ao lado de Kleber, deixando Thiago Ribeiro como opção.

Jonathan, recuperando-se de contusão, também não começou jogando, entrando Elicarlos em seu lugar. Pedro Ken ficou com a vaga de Fabrício no meio.

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