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São Paulo 2×2 Cruzeiro: Ainda não foi desta vez

domingo, 15 de agosto de 2010

Em 6º lugar com 20 pontos, o Cruzeiro pode chegar ao G4 com uma vitória.

E pode quebrar um jejum de vitórias sobre o tricolor juveno-juvêncio em campeonatos brasileiros, que já dura seis anos (7 derrotas e 4 empates).

Cuca não poderá contar com Jonathan, Leonardo Silva e Gilberto, contundidos. Mas terá a estréia de Walter Montillo, meia argentino, buscado no Universidad de Chile.

Em 13º lugar, com 16 pontos, o São Paulo poderá chegar ao 8º em caso de vitória.

Sérgio Baresi, técnico promovido do time de juniores, não terá o volante Rodrigo Souto e os beques Xandão e Alex Silva, contundidos, e Miranda, suspenso. 

Dagoberto, em má fase, vai comer banco e o volante Hernanes picou a mula. Foi jogar na Lazio logo após a desclassificação na Libertadores frente ao Internacional.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 16h – Jogadores perfilados para o Hino Nacional. Cruzeiro todo de azul. São Paulo com uniforme tradicional. Os dois times com camisas de mangas compridas. Venta muito e faz frio em Sampa.
  • 16h04 – Começa o jogo. Cruzeiro à esquerda das tribunas.
  • 01 – Bola recuada, Fábio dá um chutão para o campo adversário.
  • 02 – Montillo faz boa jogada e passa WP, que é desarmado, próximo à área são-paulina.
  • 03 – Montillo passa a TR, defesa cede lateral.
  • 04 – Montilo lança TR, bola fica com Samuel. Marlos puxa contra-ataque, mas é desarmado na entrada da área celeste.
  • 05 – TR chuta cruzado, Ceni defende.
  • 06 – Rômulo recua, Fábio despacha.
  • 07 – Bob Faria, comentarista da Globo, diz que, atualmente, Fábio é melhor do que Rogério Ceni.
  • 08 – Fabrício lança WP, que é desarmado por Renato Silva quando tentava invadir a área tricolor.
  • 09 – Ricardo Oliveira recebe lançamento longo. Impedido.
  • 10 – TR passa a Montillo, que toca de calcanhar pra Henrique. O volante chuta forte, bola sai à esquerda de Ceni.
  • 11 – São Paulo ataca mais pela esquerda. Cruzeiro recua todo quando atacado.
  • 12 – Ricardo Oliveira tenta entrar na área, mas é desarmado por Gil.
  • 13 – Rômulo avança pelo meio e passa a TR, que chuta. Bola desvia na zaga e sai a escanteio.
  • 14 – TR cruza, Renato Silva corta de cabeça.
  • 15 – Oliveira coloca Cleber Santana na cara do gol. O meia solta uma bomba, que Fábio desvia para escanteio. Milagre.
  • 16 – Bola sobre a área tricolor. Renato rebate de cabeça.
  • 17 – Falta no meio de campo para o SPFC. É 3ª da partida. Bola na área, Oliveira cabeceia pra fora.
  • 18 – Edcarlos dá um chutão para o alto. Fernandão fica com ela, mas erra o passe.
  • 19 – TR escapa pela direita e cruza. Defesa cede escanteio. Na sequência, Diego Renan cruza, Renato Silva corta de cabeça.
  • 20 – Montillo lança Francisco Everton, que é derrubado na meia lua por Renato Silva.
  • 21 – Montillo cobra falta, bola cobre a barreia e sai à esquerda de Ceni, que faz golpe de vista.
  • 22 – Oliveira ataca pela esquerda e cruza. Rômulo cede escanteio.
  • 23 – Jean chuta de fora da área, Fábio acompanha saída da bola à sua esquerda.
  • 24 – Ricardo Oliveira recebe livre nas costas da zaga, invade a área e chuta forte. Fábio fecha o ângulo, bola passa por cima do travessão. Milagre.
  • 25 – Marlos cruza da esquerda, Fernandão cabeceia à queima-roupa, Fábio defende milagrosamente com a mão esquerdas.
  • 26 – Everton chuta forte de canhota, de fora da área, Ceni espalma pra escanteio.
  • 27 – Escanteio cobrado, defesa corta. Na sequência, novo escanteio. Carlinhos corta de cabeça o cruzamento.
  • 28 – Rômulo recebe cartão amarelo por trocar de camisa dentro do campo.
  • 29 – Oliveira recebe lançamento, bandeira marca impedimento equivocadamente.
  • 30 – Cleber rola para Marlos que chuta de fora da área. Fábio defende.
  • 31 – Lançamento para TR, Ceni sai da área e corta de cabeça.
  • 32 – Cruzeiro toca bola na defesa, sem chance de sair devido à marcação do tricolor.
  • 33 – Diego Renan faz lançamento longo pra WP, que não consegue dominar a bola e chuta mal, por cima do travessão.
  • 34 – Rômulo derruba Ricardo Olveira na entrada da área. Oliveira bate, Montillo rebate.
  • 35 – Casemiro derruba Henrique no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 36 – TR, recuado, desarma Júnior César e cede lateral.
  • 37 – Marlos lança na área, Gil corta de cabeça antes da chegada de Fernandão.
  • 38 – Cobrança de escanteio na área do São Paulo. Renato Silva corta de cabeça.
  • 39 – Jean chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 40 – WP derruba Casemiro no meio de campo. Falta.
  • 41 – Rômulo derruba Júnior César na lateral da área. Marlos cruza, Casemiro cabeceia pras redes. São Paulo 1×0.
  • 43 – Samuel lança Marlos na esquerda. Meia passa por Gil, Fabrício cede escanteio.
  • 44 – Renato Silva marca de cabeça após cruzamento de escanteio. Vuaden marca falta do beque tricolor sobre Henrique, No mesmo lance, Wellington Paulista puxou o tricolor pela camisa.
  • 45 – Fim de 1º tempo. SPFC merecia placar mais folgado. Após 20 minutos de equilíbrio, dominou completamente a partida e teve 58% de posse de bola.
  • Henrique: “Temos que corrigir. Tomamos gol de bola parada em erro de posicionamento nosso.”
  • Casemiro: “Baresi me mandou pra área, pois na base eu fazia muitos gols de cabeça.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 17h06 – São Paulo volta a campo sem modificações.
  • 17h08 – Cruzeiro volta a campo.
  • 00 – Cláudio Caçapa substitui Diego Renan. Cruzeiro jogará no 3-5-2.
  • 01 – Carlinhos Paraíba bate falta sobre a área. Casemiro aparece livre e chuta por cima do travessão.
  • 02 – Montillo cruza da esquerda, bola bate em Jean, resvala no argentino e sai pela linha de fundo.
  • 03 – Marlos cruza da direita, Oliveira tenta e erra bicicleta.
  • 06 – Montillo cobra falta pela direita. Ceni desvia pra escanteio.
  • 07 – Henrique lança Edcarlos, que é desarmado por Casemiro dentro da área.
  • 08 – Tricolor toca bola na intermediária celeste.
  • 09 – TR cruza da direita, Júnior cede escanteio.
  • 10 – Samuel comete falta em TR. 14ª falta da partida.
  • 11 – TR cruza da direita, Samuel corta de cabeça.
  • 12 – Fabrício passa a TR, que rola pra chute forte de Montillo. Bola sai à esquerda de Ceni.
  • 13 – Gil reclama de falta cometida em Fernandão e recebe cartão amarelo.
  • 14 – Baresi reclama dos lançamentos longos. Quer mais toque de bola. Cobrança de falta ensaiada do São Paulo. Bola para Marlos, que cruza fechado. Fábio defende.
  • 15 – TR se atrapalha com a bola. Tiro de meta.
  • 17 – Marlos faz lançamento de 50 m. Fábio sai da área e dá um chutão.
  • 18 – Everton chuta, Ceni defende sem dificuldade.
  • 19 – Roger Galera substitui Francisco Everton. Em sua primeira intervenção, o meia comete falta em Marlos.
  • 20 – Edcarlos lança TR, que cruza da esquerda. Bola sai do lado oposto sem que apareça um atacante pra concluir.
  • 21 – Jorge Wagner substitui Carlinhos Paraíba. Fernandinho substitui Marlos.
  • 22 – Rômulo cruza da direita, Roger disputa com Jean pelo alto, bola fica com Thiago Ribeiro na entrada da pequena área, pela esquerda. Ele chuta forte. Ceni defende com os pés, TR fica com o rebote e cabeceia cruzado. No 2º poste, em cima da risca, Wellington Paulista cabeceia pra rede. Cruzeiro 1×1
  • 23 – Montillo lança TR, que cruza. Samuel cede escanteio.
  • 24 – Montillo cobra escanteio, WP comte dalta em Ceni.
  • 25 – Fernandinho entra na área, Caçapa corta pra escanteio. Cleber cobra escanteio, Fábio defende.
  • 26 – Cleber Santan chuta, bola sai à direita de Fábio.
  • 27 – Montillo recebe de Roger e passa a Wellington Paulista.. Samuel corta.
  • 28 – Ricardo Oliveira agride Fabrício com uma dedada no olho e recbe cartão amarelo.
  • 29 – Ricardo Oliveira lança Jorge Wagner e corre para a área. Recebe cruzamento e perde u gol por não conseguir chegar a tempo na bola.
  • 30 – Roger cruza da esquerda, Samuel corta de cabeça.
  • 31 – Montillo cruza, WP cabeceia para fora.
  • 32 – Casemiro lança Fernandinho, Gil corta de cabeça.
  • 33 – Gil avança, passa a TR, que lança Montillo. O argentino passa por Júnior César e tenta cruza, mas deixa bola escapar pela linha de fundo.
  • 34 – Rômulo cruza, Ceni defende.
  • 35 – Cruzeiro joga melhor que o São paulo, mas não consegue concluir bem.
  • 36 – Fernandão tenta lançamento, bolas sai pela linha de fundo.
  • 37 – Jorge Wagner derruba Roger Galera a 15 passos da entrada da área. WP cobra falta, bola certa barreira e volta. Ele chuta, de novo, pra fora.
  • 38 – Montillo recupera bola na entrad da grande área celeste, passa a WP, recebe na frente e e lança Thiago Ribeiro, que dribla Rogério Ceni e toca pra rede. Golaço! Cruzeiro 2×1.
  • 39 – Fernandinho tenta jogada pela esquerda, Caçapa corta pra escanteio.
  • 40 – Torcida do Cruzeiro canta: “O Morumbi calou!”
  • 41 – Robert substitui Wellington Paulista.
  • 42 – TR disputa bola com defesa paulista, Robert aparece pra ceder lateral. Marcelinho substitui Casemiro.
  • 43 – Fernandinho tenta jogada pela direita, Robert isola a bola.
  • 44 – Robert cruza da esquerda, Samuel corta de cabeça. Todo o time celeste volta pra se defender e fica na frente da área.
  • 45 – Henrique cede lateral, que Jean cobra pra Fernandinho. Atacante recebe tranco de Edcarlos, deixa o beque pra trás, entra na área e cruza rasteiro. Caçapa fura, Ricardo Oliveira se antecipa a Rômulo e toca pra rede. São Paulo 2×2.
  • 46 – Jorge Wagner cruza da esquerda, Edcarlos antecipa-se a Fernandão e toca pra escanteio.
  • 47 – Cleber recebe na entrada da área e solta bomba, bola passa por cima do travessão.
  • 48 – Ricardo Oliveira recebe lançamento nas costas da zaga e chuta forte. Bola fica na rede, pelo lado de fora. Fim de jogo. SPFC teve 54% de posse de bola. Cruzeiro foi melhor na etapa final, mas deixou escapar a vitória por uma desatenção no final. Ainda não foi desta vez que desfez a escrita que já dura seis anos.
  • Ricardo Oliveira: “O time não conseguiu repetir o bom 1º tempo. Foi um péssimo resultado, pois não podemos perder pontos em casa”

São Paulo 2×2 Cruzeiro, domingo, 15ago10, 16h, Morumbi, São Paulo, 14 rodada do Campeonato Brasileiro 2010 – Transmissão: Globo Minas e PFC – Público: 12.338 pagantes – Renda: R$261.086,59 – Juiz: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS) – Bandeiras: Júlio César Rodrigues Santos (RS) e Fábio Pereira (TO) – Amarelos: Casemiro, Ricardo Oliveira (Sao); Rômulo, Gil (Cru) – Gols: Casemiro, 41 do 1º; Wellington Paulista, 22, Thiago Ribeiro, 38 e Ricardo Oliveira, 45 do 2º – Cruzeiro: FÁBIO, Rômulo, Gil, Edcarlos e Diego Renan (Cláudio Caçapa); Henrique, Fabrício e Francisco Everton (Roger Galera) e MONTILLO; THIAGO RIBEIRO e Wellington Paulista (Robert). Tec: Cuca / São Paulo: Rogério Ceni; Jean, Renato Silva, Samuel e Junior Cesar; CASEMIRO (Marcelinho), Carlinhos Paraíba (Jorge Wagner), Cléber Santana e Marlos (Fernandinho); Fernandão e Ricardo Oliveira. Tec: Sérgio BaresiHistórico – Foi 0 63º Cruzeiro x São Paulo. O Cruzeiro já venceu 16, empatou 19, perdeu 28; marcou 62 gols, levou 86. Pelo Brasileiro, foram 41 partidas. O Cruzeiro venceu 7, empatou 13, perdeu 21; marcou 37 gols, sofreu 63. Pela Libertadores, 4 partidas, 2 vitórias do Cruzeiro e 2 do SPFC. O Cruzeiro marcou 4 gols e levou 5. Nas três vezes em que decidiram títulos, o Cruzeiro venceu duas (Copa Ouro, em 1995, e Copa do Brasil, em 2000) e perdeu uma (Recopa Sul-americana, em 1993).

Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Atletas do Cruzeiro vencem em Beagá e Fortaleza

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Cruzeiro deu show na 1ª Meia Maratona Internacional de Belo Horizonte. Mesmo com quatro desfalques, sua equipe teve quatro atletas no pódio.

Apesar da lesão no tornozelo, devido a um acidente de carro que o deixou sem treinar por três dias, Franck Caldeira fez uma corrida impecável.

Esteve no bloco da frente o tempo todo até dar o sprint final no Km 19.

Dois mil e seiscentos corredores disputaram a prova, que Leopoldo Siqueira, da TV Alterosa, transmitiu para todo o estado.

A Praça Nova Pampulha, local da chegada, estava repleta de torcedores, que vibraram com a vitória celeste.

Eis a classificação final:

  1. Franck Caldeira (Cruzeiro) com 1h, 05min, 22seg.
  2. Reginaldo José da Silva (AEA e RM7) com 1h, 05min, 26seg.
  3. Cristiano da Silva Machado, o Jiló (Cruzeiro), com 1h, 05min, 39seg.
  4. João Marcos Fonseca, o Gari, com 1h, 06min, 02seg.
  5. Antônio Ferreira da Silva, o Ferreirinha(Cruzeiro), com 1h, 06min, 37seg.
  6. Ivanildo Pereira dos Anjos, o Gomes (Cruzeiro), com 1h, 07min, 20seg.

O veterano corredor cruzeirense, José Afonso Silva, de 53 anos, conseguiu a 8ª colocação com o tempo de 1h, 12min, 00seg, terminando à frente de vários atletas de elite.

Dobradinha cruzeirense em Fortaleza

Em Fortaleza, pela 7ª Etapa do Circuito Caixa, que contou com mais de 2 mil atletas, o campeão foi o atleta do Cruzeiro, Luís Paulo da Silva Antunes, o Paulinho Guará, que liderou de ponta a ponta terminando com o tempo de 30min, 20seg.

O 2º colocado, também do Cruzeiro, foi Valdir Sérgio de Oliveira com 30min, 48Seg.

45 pode ser pouco

domingo, 8 de agosto de 2010

Se antes de começar o Morrinhão não havia favoritos destacados ao título, para o rebaixamento cada torcedor possuía sua listinha. Os times eram mais ou menos os mesmos em cada uma:

  1. Atlético-GO – Pobre de grana, torcida e tradição.
  2. Guarani – Escapou de cair pra 3ª divisão paulista na última rodada.
  3. Prudente – Nômade, não tem torcida nem tradição.
  4. Ceará – Time nordestino viaja mais do que treina.
  5. Avaí – Tem pouca tradição e desmanchou o bom time de 2009.

Ocorre que, com exceção do time goiano, os demais dispararam a somar pontos e embolaram a tábua de classificação.

E agora? Quem vai cair? Se os atuais frequentadores da Zona se mantiverem nela, fica mantida a previsão de 45 pontos pra escapada.

Caso eles se recuperem, a tendência é de que a pontuação mínima para se manter na Série A suba. Para quanto? Quem se anima a elaborar uma nova shortlist de rabaixados?

Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Cuca: “Fomos mal no ataque e bem na defesa”

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 1×0 Goiás, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, em 18jul10, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010:

  1. Binho, no PHD: Seguramente, foi um dos piores jogos do time que vi nos últimos tempos. Seguramente, esse time foi um dos mais raçudos que já vi desde que sou cruzeirense. O time briga, bate, toma canelada, mas jamais desiste do principal, que é reconquistar a bola. A continuar, dificilmente perderemos uma partida. Desse jeito temos cara de quem brigará pelo título. É torcer pra que o entusiasmo não se perca no andamento da competição.
  2. Marco Soalheiro, no PHD: Atuação coletiva muito fraca tecnicamente. Valeu mesmo só pelos três pontos contra um adversário chato, que andou incomodando muita gente. Faltam 30 pontos para os 45. Antes de chegar lá não me arrisco a fazer previsões mais otimistas. Vamos ver como evolui o trabalho.
  3. Jorge Schulman, no PHD: De regreso de Sete Lagoas, aonde fui na van da Turma dos Cervezeiros, gente bacana demais que devo agradecer pela oportunidade da partilha. Feliz pela vitória, pelo golaço de Gilberto e pela jogada de placa que merecia ter finalizado em gol. Gostei da postura do grupo em conjunto, se doando em prol do resultado. O fizeram bem, o futebol hoje é resultado, e os clubes sobrevivem pelos resultados, pela posição na tabela, isto não é Seleção… Estamos em carreira e não acompanho o pessimismo da maioria dos comentários que li. Tudo está muito nivelado por baixo, inclusive os times que tem grandes sponsors por trás. Todos estão mostrando sua readaptação após Mundial, ninguém é essa coisa toda. Flashes e pitacos: 1) gostei do Estádio, e mais gostei de ver como se vão estabelecendo as novas configurações… onde fica cada grupo, cada bandeira… 2) O preço não se justifica, e a incompetência e malemolência dos dirigentes que decidiram fazer o Mundial em 2014 não deve ser repassada à conta dos torcedores… 3) A resposta que Çangre Açul espera é a mesma à que eu cheguei: com esse público, no próximo ano vamos competir com um time de  juniores, juvenis etc. 4) O Cruzeiro e seus torcedores deverão se juntar pela sobrevivência histórica. 5) Fábio é invendível até 2080.
  4. João Chiabi Duarte, no PHD: Cuca está usando um 5-3-2 disfarçado. Diego Renan faz o 3° zagueiro pela esquerda e Gilberto é o ala que tem liberdade e prioridade para subir. Quando o time é atacado vejam como o posicionamento do Gilberto é o de um ala? Por isto vocês vêem os adversários com tanta liberdade no meio-campo. Afinal o povoamento é feito só com 3 homens. Inegável que mesmo com os beques reservas eles nunca ficam no mano a mano, tem sempre alguém na ajuda. Até mesmo o posicionamento do Roger mostra que ele tem obrigações de marcação e vem se doando muito na marcação. Não resta dúvida que os caras tenham posse de bola, mas, entrar na nossa defesa, só se for via chuveirinho. PC Gusmão usou Wendell como Cuca usa DR em 2004.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A bola quica muito. Fui tentar dominar a bola, que não foi forte, e foi para escanteio. O gramado prejudica bastante, especialmente para o pessoal da frente. A gente começou bem nesse retorno (depois da parada para a Copa do Mundo), concentrado e conquistamos duas importantes vitorias, que nos coloca entre os times que estão na briga pelo título.
  6. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: Hoje não é um jogo referência para a gente. Com certeza, eu acho que temos que olhar, ver muitas coisas erradas. Eu acho que nós temos que ser claros mesmo. Conseguimos ganhar, uma ótima vitória, estou muito feliz por isso. Mas, com certeza, temos que melhorar muita coisas. Fico feliz pelo resultado, mas não pela atuação que nós tivemos hoje. Agora é trabalhar e descansar bastante. Na quinta-feira já tem um jogo difícil. Então, a gente tem que esperar, treinar, posicionar o time para que a gente não venha sofrer esse sufoco.
  7. Fabrício, volante do Cruzeiro: O campo é horroroso. Esse campo é muito difícil de a gente jogar bola, dar de primeira, dominar. A gente erra passe besta aqui. É complicado. Esses dias eu vi uma matéria na TV, a bola realmente fica viva aqui, o pessoal brinca, Jabulani e tal. Mas o campo está horroroso.  A gente pegar equipe de qualidade aqui é difícil, a gente vai sofrer. O importante é a gente somar pontos. Não jogamos bem, o time deles foi melhor, mas o resultado veio, todo mundo lutou  e isso é que importa.
  8. Henrique, volante do Cruzeiro: Estamos buscando render o nosso melhor em campo, com uma equipe aguerrida na marcação e com tranquilidade para sair com a bola nos pés e definir o jogo.
  9. Francisco Everton, volante do CruzeiroÉ sempre bom estrear com os três pontos. Graças a Deus vieram com suor, com batalha. O Cruzeiro sempre tem que batalhar para conseguir os pontos e, dentro de casa, tem que ser os três . Entrei e o jogo estava pegando fogo, mas consegui entrar bem e ajudar meus companheiros a conseguir alcançar a vitória.
  10. Roger, meia do Cruzeiro: Eu e Gilberto somos jogadores inteligentes, que sabem cumprir as funções que foram determinadas pelo treinador. Podemos nos movimentar bastante e isso foi demonstrado em dois jogos, tanto lá em Curitiba quanto aqui. Esse entrosamento vem acontecendo, tanto que no 2º tempo a gente fez uma grande jogada, o Gilberto entrou perto do gol, mas não conseguiu fazer. Isso é importante, pois mostra que a gente joga com qualidade e joga pra vencer. Tivemos alguns lances para matar, principalmente no primeiro tempo, num contra-ataque que o Thiago puxou. Poderíamos ter matado o jogo e controlado de uma maneira mais fácil. Todos os jogos são difíceis e o Goiás se portou muito bem. Ele soube se portar, procurou o jogo, mas lances perigosos eles não tiveram tantos e o resultado foi de quem definiu o jogo no primeiro tempo. Em relação ao campo, isso aqui é a nossa casa. A gente não pode criticar tanto. É importante que a gente comece a treinar aqui também. A gente tem que criar identidade aqui, com o nosso torcedor. É difícil ficar pingando de um lugar para o outro.
  11. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O campo é péssimo, na minha opinião. O gramado é irregular, acabei perdendo um gol porque a bola quicou, o Fábio deixou escapar um lance de escanteio. Esses lances mostram o quanto dificulta para a gente jogar em um campo desses, que é muito irregular, um campo duro. O importante é que mesmo com tudo isso a gente conseguiu vencer e estamos no G-4.
  12. Cuca, treinador do Cruzeiro: Nós não fomos bem do meio para frente no 2º tempo, mas fomos muito bem na defesa, na marcação. Hoje, temos que ressaltar a vitória. Já cansei de jogar bem pra caramba, com trinta chances de gols e 1×1, 1×0 para o adversário. Hoje nós jogamos mais ou menos e ganhamos. Está maravilhoso e tomara Deus que seja sempre assim. Não tomamos gols há dois jogos, o setor defensivo foi muito bem, não teve grandes sustos, apesar de o Goiás ter tido maior posse de bola. Goiás é sempre jogo duro, tinhoso e estou muito contente pela vitória. Estamos praticamente no G4 juntos com o Flamengo. A gente tem que se adaptar ao gramado. De repente, vou puxar um treino para cá. Pra nós é novidade também. O campo é todo irregular, é gramadinho, mas é irregular. Dificulta principalmente pra equipe que tem que tomar a iniciativa do jogo. 
  13. Leão, treinador do Goiás: Falar de arbitragem pra quê? Meu time foi melhor, superior, encurralou o time da casa e não é um adversário qualquer, mas o Cruzeiro. Eu não posso admitir um empate, muito menos uma derrota. Nós fizemos dois gols. O que não pode acontecer é todo dia o Goiás ser prejudicado. Já foi assim no meio da semana, que tivemos um pênalti escandaloso não marcado, o jogo teria sido 1×0 contra o Vasco. São seis pontos a menos.
  14. Leandro Mattos, em seu blog: Jogando oficialmente pela primeira vez em sua nova casa no Campeonato Brasileiro – a Arena do Jacaré -,  o Cruzeiro bateu o Goiás por 1×0 e contou com grande atuação do goleiro Fábio para sair de campo com o quatro triunfo no Brasileirão 2010. O resultado, diante de um Goiás que foi preciso na marcação e deu trabalho nos contragolpes, colocou a Raposa no G4 do Brasileirão, ao lado do Flamengo. As duas equipes somam rigorosamente a mesma campanha e os mesmos critérios de desempate. Para efeito de classificação, segundo o regulamento do torneio (artigo 13), o Rubro-Negro carioca está na frente, por ter um número menor de cartões vermelhos: uma expulsão, contra duas estreladas. Se o Goiás foi valente e também poderia ter saído de campo com a vitória (o time teve dois gols anulados: um acertadamente e outro num lance discutível), o Cruzeiro desperdiçou chances importantes de matar o jogo, principalmente no segundo tempo, num lance que Gilberto driblou meio time esmeraldino e quase entrou com bola e tudo no gol de Rodrigo Calaça. Por falar em Gilberto, ele e Roger têm demonstrado, na prática, o que muita gente queria ver, menos Adílson Batista. Os dois podem sim atuar juntos no meio-campo. A formação com dois volantes e dois meias no setor deixa o time mais equilibrado e os atacantes mais municiados.
  15. Diego Stefani, blogueiro do Goiás no Globo.Com: Já cansei de ver o Goiás sofrendo com esse tipo de coisa, mas ontem contra o Cruzeiro foi o cúmulo. Vocês lendo isso devem estar pensando que eu irei culpar a arbitragem ou coisa do tipo, mas não, o próprio Goiás desta vez foi culpado de sua própria derrota. O motivo? Não saber aproveitar as oportunidades de gol. Gostei muito das atuações da zaga do Goiás nas duas últimas partidas, pois mostrou consistência e forte poder de marcação. Quanto ao o gol de ontem? Ah o gol, podemos dizer que foi um lance de oportunismo do bom jogador Gilberto, que soube finalizar. Não sei quem marcava o meia, mas este gol poderia ter sido evitado. Mas mesmo assim, Jonílson, Amaral, Tolói e Ernando de fato tem dado muita segurança a aquele setor. Falta o meia. Sinceramente jogar com Otacílio não foi tão bom como ter um Hugo ou Bernardo, mas ele até que atuou bem na posição. O que doeu foi ver Romerito o substituir e atuar como o único meia da equipe, acredito que sozinho ele não consegue atuar nesta posição. Foi também interessante ver Rafael Moura armando o jogo. Quanto ao ataque, nota-se facilmente a falta de jogadores que sabem finalizar. E pra mim este foi o problema do Goiás, o motivo do qual o fez perder o jogo. Rafael Moura não veio atuando muito bem nas últimas partidas, mas por ser o único jogador a atuar na posição de artilheiro da equipe no jogo, o único com essas características, se destacou e marcou dois gols: um claramente ilegal por impedimento e outro que na minha visão foi legal. Enfim, Everton Santos. Falei dele já algumas vezes no Programa 100% Verdão, de segunda a sexta-feira as 20h na Rádio Esmeraldina, e em todas elas questionei o seu poder de finalização. Na partida passada foram dois lances claros de gol em que errou, no último foi a principal chance do jogo. Everton, ta na hora de praticar mais finalizações, né? No geral gostei da postura do time, que a cada partida vem mostrando evolução. Interessante é ver Harlei no banco de reservas, confesso que ainda não me acostumei, mas Calaça tem dado segurança na posição.

Cuca: “Não tenho vergonha de me fechar”

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético 0×2 Cruzeiro, na Arena da Baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  1. Juca Kfouri, em seu blog: O frágil Furacão perdeu para o Cruzeiro, 2 a 0,  gol no fim do primeiro tempo de Wellington Paulista,  e do segundo, com Robert. O rubro-negro parece estar se preparando para cair.
  2. Vitor Birner, em seu blog: O Furacão de Carpegiani apresentou novas caras e um futebol melhor que no início do campeonato. Tomou a iniciativa do jogo e criou boas chances. Buscou o ataque e exigiu trabalho duro do goleiro Fábio. Contudo, foi prejudicado pela arbitragem. Aos 19 minutos, Bruno Mineiro desviou para as redes após defesa de Fábio e passe de Alex Mineiro no rebote. O árbitro Wilson Seneme deu impedimento. No lance final da primeira etapa, Wellington Paulista marcou para a Raposa e jogou por água abaixo o bom 1° tempo atleticano. O segundo gol cruzeirense foi aos 41 minutos da etapa final, com Robert. O time do estreante Cuca se defendeu bem e escapou sem sofrer gol do Furacão, que buscou o ataque mas não teve boas chances como no primeiro tempo.
  3. Leandro Mattos, em seu blog: A primeira impressão foi boa!: Se o que vale é a primeira impressão, como afirma um antigo dito popular, o Cruzeiro de Cuca deu um belo cartão de visitas nessa quarta-feira, ao bater o Furacão por 2 a 0, na Arena da Baixada, e subir algumas posições na tabela de classificação, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a disputa da Copa do Mundo 2010. Com certeza, boa parte da torcida estrelada não nutriu saudades por um meio campo com três volantes, quesito obrigatório na ‘era Adílson Batista’. Roger e Gilberto mostraram que podem atuar juntos e que dão, sem a menor dúvida, mais criatividade e uma qualidade de passe muito melhor aos estrelados. O Cruzeiro teve dois armadores fora de casa, em campo inimigo, cenário praticamente impensável sob a batuta do ex-treinador. Fábio, que pegou tudo, e Roger, preciso nos passes, foram os destaques com a camisa azul. O Rubro-Negro paranaense mostrou porque está entre os quatro frequentadores da zona da degola. Só Paulo Bayer e Bruno Mineiro conseguem sobressair em meio a um elenco fraco tecnicamente.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A gente conseguiu fazer um bom jogo. Buscamos a todo o momento ter um bom comportamento dentro de campo taticamente e saindo com velocidade. Conseguimos um gol e depois marcar bem.
  5. Fabrício, volante do Cruzeiro: Que legal, com essa vitória, num frio danado, mas foi muito bom. A gente fica feliz, todo mundo está comprometido com o que o Cuca tem pedido. Desde sempre o grupo é muito profissional, tem sido assim desde que cheguei aqui. Conseguimos esse resultado e agora é dar sequência. Vamos chegar lá na frente, que é o nosso objetivo maior. Quando todo mundo se empenha, é difícil de ganhar da gente. Os meias, principalmente, estão de parabéns. A gente que é volante está acostumado a marcar e atacar, mas eles geralmente só atacam e agora defenderam também.
  6. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Eu vinha falando nas entrevistas coletivas que o Cuca deixou claro para a gente que o que dizem do Cruzeiro é que o time tem muita qualidade, muita posse de bola, mas é um time frio, que não tem emoção. Foi o que ele pediu para a gente e conseguimos colocar raça, determinação. Agora é manter isso para sairmos com o título.
  7. Robert, atacante do Cruzeiro: Foi meu primeiro jogo oficial, sempre estive tranquilo, procurei me adaptar o mais rápido à equipe. Tive uma oportunidade e marquei, agora é dar continuidade ao trabalho. Marcar um gol na estreia para mim foi muito importante.
  8. Cuca, treinador do Cruzeiro: Eles foram vibrantes. Os caras saíram de campo com ‘grama na bunda’. Lutaram, guerrearam, você vê o Roger tomando cartão. Tem que ser assim. É tão bonito ver quando o cara se entrega, se doa, um vai incentivando o outro. A gente pode e deve melhorar, mas foi bom o começo. Uma vitória é sempre bem-vinda, ainda mais fora de casa contra um adversário difícil de ser batido como é o Atlético, com uma força muito grande da arquibancada e um time aguerrido. O Atlético jogou com diversas formas táticas, fomos pressionados, e no fim vencemos por 2×0. No montante do jogo, fizemos uma boa partida. Quero deixar bem claro que gosto de jogar ofensivo, mas não tenho vergonha de me fechar. Quando senti que tinha que me fechar, eu me fechei. Faltavam 12 minutos e senti que, naquele momento do jogo, não tinha mais a parte tática. Existia a superação, a bola alçada na área. E deixei o meu time alto, com o Fabinho de terceiro zagueiro. Tiramos o Roger, que é um articulador, mas não tinha mais espaço para articular. Nós precisávamos era da velocidade. Aproveito para chamar o torcedor para o domingo, lá na nossa ‘Lagoa Azul’, que a gente tem chamado carinhosamente. É a nossa casa, a 70 km, dá para ir tranquilo com a família. O torcedor vai ver de novo o Cruzeiro com muita vontade de vencer e, se Deus quiser, buscando mais uma vitória, quem sabe entrando no G-4.
  9. Neto, goleiro do Atlético: Ninguém trabalha quarenta dias para alcançar um resultado deste, mas não deu. Só nos resta trabalhar. Não podemos mais perder. E não só do Vasco, mas todos os jogos serão difíceis agora.
  10. Paulo Baier, meia do Atlético: Nós tivemos dois gols anulados, ainda preciso ver na televisão, mas o Cruzeiro mereceu a vitória. O primeiro tempo foi melhor, mas, no segundo, o Cruzeiro dominou.
  11. Paulo César Carpegiani, treinador do Atlético: Nós não queremos lamentar aqui. Mas perdemos várias oportunidades de gol e erramos no passe final. Pedimos desculpas à torcida. Os jogadores se doaram em campo, mas perdemos o jogo e temos que sair para o próximo. A torcida tem todo direito de reclamar, mas vamos fazer a cabeça dela apresentando um bom futebol e vencendo. Dizer que foi injusto não existe no futebol. Vence quem faz os gols. Nós tivemos o nosso goleiro trabalhando muito pouco no jogo, mas mesmo assim tivemos muitos erros de passe, algumas estreias de jogadores que ficaram nervosos, e tudo isso atrapalhou um pouco no rendimento. No segundo tempo, com as mudanças, a equipe conseguiu se enquadrar um pouco melhor, mas tomamos outro gol e não conseguimos fazer os nossos. 
  12. Elias Guimarães, no PHD: Muito bom. O 1º gol saiu de uma jogada até manjada, desde o ano passado. O 2º foi uma pintura, passes precisos, de prima e a tirada do goleiro pelo Robert. Recuperamos os 3 pontos jogados fora contra o Tritiquim-GO. Agora vamos prá cima do sempre perigoso Goiás. Mais uma vitória nos coloca na briga. Ao contrário de alguns comentaristas, até que gostei da zaga, tendo em vista a carência do setor. Gostei do meio. Roger com alguns lampejos e outras jogadas dignas de futebol master, mais lento que aqueles antigos micros 286. E o ataque continua como no ano passado quando o Kleber se contundiu e essa dupla deu a resposta quando o Cruzeiro precisou. Thiago Ribeiro deixa qualquer defesa doidinha da silva. WP na área marca mesmo.

O quarto final da partida

domingo, 4 de julho de 2010

Pra passar a régua na desclassificação brasileira, revi o quarto final da partida contra a Holanda com olhar mais atento. Resumindo:

  • Andre Ooijler cometeu pênalti em Kaká ao empurrar e desequilibrar o meia brasileiro dentro da área. O Juiz não viu. Se visse, seria o segundo amarelo e o vermelho.
  • Andre Ooijler deu um chega-pra-lá, que atirou Kaká fora de campo. O Juiz viu e economizou o amarelo.
  • Aarjen Robben cortou uma bola com o braço e agarrou Gilberto pela cintura, logo depois. Qualquer árbitro brasileiro teria expulsado o catimbeiro holandês pelo conjunto da obra. O japonês relevou as faltas.
  • Kaká, ao contrário da impressão incial, chamou o jogo. Mas com a Holanda toda na defesa, o passe não saia corretamente e ele só pôde fazer duas jogadas perigosas.
  • Nos últimos 8 minutos, Júlio César ficou praticamente sozinho contra os holandeses que apareciam no contra-ataque. Por sorte num lance e competência noutro, não levou mais dois gols.
  • Daniel Alves e não Luís Fabiano deveria sido substituído por Nilmar. O barcelonista conseguiu realizar nada de produtivo no quarto final da partida. Não deu conta sequer de passar uma bola por cima da barreira na cobrança de falta.
  • Maicon, ao contrário, saiu pro jogo. Mas não encontrou espaço pra arrancadas e jogadas pessoais decisivas.
  • Faltou calma, mas, sobretudo, faltou espaço para o time brasileiro criar jogadas de gol.

E, pra fechar a cortina, tão logo a delegação chegou ao Brasil, Ricardo Teixeira demitiu a Comissão Técnica. Tal qual havia feito em 2006.

O presidente da CBF jogou pra torcida. Melhor teria sido ele se demitir e não se eximir de responsabilidade imolando bodes no altar tolice brasileira.

Espanha 1×0 Paraguai: Até breve, Larissa

sábado, 3 de julho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Soccer City, em Joanesburgo, Espanha e Paraguai decicem a última vaga para as semifinais da Copa. Quem vencer terá de enfrentar o pesadelo alemão.

A Espanha de Vicente Del Bosque manterá o 4-4-2 com Xavi, Busquets, Xabi Alonso e Iniesta compondo a linha de volantes mais cultuada do futebol atual.

O Paraguai, do argentino Gerardo Martino, jogará no 4-4-2 com Cardoso e Benítez mais avançados. Os guaranis ainda não encontraram o ataque ideal, por isto dependem muito de sua defesa.

O guatemalteco Carlos Batres será o juiz. E nenhum protagonista da partida se sentirá excluído pelo idioma. Nem a exuberante Larissa Riquelme, torcedora paraguaia que conseguiu ofuscar sua própria seleção nesta Copa.    (mais…)

Holanda 2×1 Eslováquia: Sem pressa nem sustos

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Moses Mabhida, em Durban, Holanda e Eslováquia duelam em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa 2010.

O espanhol Alberto Undiano apitará a partida cujo vencedor enfrentará Brasil ou Chile na sequência do torneio.

Com 100% de aproveitamento na fase de grupos, a Holanda manterá o ofensivo 4-3-3. Robben, seu maior nome, continua de fora. Snejder, um dos destaques da Copa, joga.

A Eslováquia, de Vladimir Weiss, manterá a formação que derrotou a Itália na última partida da fase de grupos, resultado histórico pra jovem república eslava.

Hamsyk, meia atacante do Napoli, é a referência técnica da equipe. Se jogar o que sabe, os holandeses terão problema sna defesa.

Esta é a única partida das oitavas de final com possibilidade de zebra. A Holanda é clara favorita, algo que não existe nas demais partidas.

*****

Eis a Resenha do Mauro França:

A Holanda não teve muito trabalho para espantar a zebra eslovaca. A versão atual da Laranja não prima pelo brilhantismo. É, sobretudo, um time pragmático, eficiente, que privilegia a posse de bola e alia o jogo coletivo ao brilho de craques como Snejder e Robben, que hoje começou jogando pela primeira vez nesta Copa.

No primeiro tempo a Holanda não deu nenhuma chance à Eslováquia. Ditou o ritmo da partida com muita movimentação, toque de bola de qualidade, marcação forte e muita paciência para buscar os espaços para penetrar na fechada defesa eslovaca.

Com pleno domínio das ações, os holandeses marcaram logo aos 17 minutos.  Snejder, da sua intermediária, fez belo lançamento na direita para Robben, que cortou para o meio e bateu rasteiro no canto esquerdo de Mucha.

Nem o gol fez a Eslováquia se abrir e procurar o ataque, o que facilitou o trabalho da Holanda que, mesmo sem forçar muito, manteve o controle até o final da primeira etapa.
O segundo tempo começou com Robben criando duas boas chances para ampliar nos primeiros seis minutos, que Mucha salvou com ótimas defesas.

Por volta dos 20 minutos, a Eslováquia finalmente saiu para o jogo e criou duas oportunidades para empatar. Na primeira, Stoch chutou de fora da área para defesa de Stekelenburg, que até então não trabalhara. Na segunda, depois de falha da zaga, Vittek saiu na cara do gol e chutou para grande defesa do goleiro holandês. Ficou nisso.

A Holanda se refez do susto e retomou o controle das ações até definir a classificação aos 39 minutos, com Snejder aproveitando boa jogada de Kuyt. A Eslováquia descontou aos 47, depois que o juiz marcou um pênalti inexistente de Stekelenburg em Vittek, que fez a cobrança. Já era tarde para qualquer reação. (mais…)