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O lugar do Cruzeiro no cenário do futebol

sábado, 21 de agosto de 2010

Gustavo Sobrinho

Nos últimos anos, o Cruzeiro deixou de conquistar os títulos nacionais e internacionais que sua torcida acostumou-se a comemorar entre 1991 e 2003.

Esta situação tem levado boa parte da torcida a cobrar dos dirigentes e dos profissionais do clube resultados melhores do que a real posição que o clube ocupa no cenário nacional e internacional.

Proponho analisarmos as mudanças do calendário ao longo do tempo e como o clube tem se desempenhado em cada um dos contextos pra discutirmos qual será sua posição futura no cenário do futebol.

(mais…)

Atlético-MG 0x1 Cruzeiro: Mais do mesmo

domingo, 1 de agosto de 2010

Em 6º lugar com 16 pontos, o Cruzeiro não entra no G4 nem com uma vitória. Mas fica colado nela. Cuca ainda não sabe se pode contar com Gilberto e Caçapa, que se recuperam de contusões. Henrique, suspenso, não joga.

Em 19º lugar com 10 pontos, o Atlético-MG pode continuar na Z4 mesmo vencendo. Luxemburgo não poderá escalar Daniel Carvalho Neto Berola, expulsos na partida contra o Avaí.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 18h30 – Times com uniformes tradicionais. Um minuto de silêncio em homenagem a um repórter da TV Globo.
  • 18h31 – Cruzeiro à direita das tribunas.
  • 01 – Diego Tardelli entra livre na área e bate cruzado, Fábio estica-se pra salvar o gol. Diego Souza erra ao tentar o chute no rebote. Marquinhos Paraná aprece e impede a conclusão de Diego Macedo chutando a bola pra longe.
  • 02 – Diego Macedo cobra escanteio, Paraná corta de cabeça.
  • 03 –Thiago Ribeiro recebe de Marquinhos Paraná, cruza, Jairo Campos corta.
  • 06 – João Pedro abre o jogo com Tardelli pela esquerda, juiz marca impedimento do atacante.
  • 07 – Diego Renan comete falta em Diego Macedo. Fernandinho levanta bola na área. Tiro de Meta.
  • 09 – Jogo truncado. Muita marcação.
  • 10 – WP lança TR que cruza. Defesa cede escanteio.
  • 11 – Jonathan ganha disputa com Fernandinho e cruz, ninguém do Cruzeiro aparece para finalizar.
  • 13 – Choque de cabeças entre Francisco Everton e Jairo Campos. Os dois ficam caídos na área. Cáceres chuta bola pra lateral.
  • 14 – Luxa pede que Ricardinho marque alguém. Cuca pede que Gil saia pro jogo.
  • 15 – Diego Macedo cruza, Gil corta, João Pedro chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 16 –  Everton tenta jogada individual pela direita, entra na área, cai e pede pênalti. juiz manda seguir o jogo.
  • 17 – Torcida emplumada muito fria não empurra seu time.
  • 18 – WP passa a Everton na entrada da área, Cáceres rebate.
  • 19 – Fábio sai da área pra rebater. Diego Tardelli chuta de longe, por cima do travessão.
  • 20 – Um gato preto e branco atravessa o campo.
  • 22 – Jairo Campos dá um chutão, Paraná fica com a bola e tabela com Fabrício, defesa emplumada corta.
  • 23 – Edcarlos desramado no ataque, Ricardinho lança Diego Souza, que passa a Diego Tardelli. Atacante deixa Gil para trás, mas chute sai por cima do travessão.
  • 24 – Torcida emplumada manifesta-se pela primeira vez.
  • 25 – João Pedro dribla Fabrício e chuta rasteiro procurando canto esquerdo de Fábio, que espalma pra escanteio.
  • 26 – Fernandinho cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 27 – Diego Tardelli e Diego Souza tabelam, Edcarlos rebate.
  • 28 – Thiago Ribeiro dá pontapé em João Pedro, na lateral do campo. Cartão amarelo. Ficou barato.
  • 29 – Diego Tardelli passa a Fernandinho, Gil protege saída de Fábio, que defende no chão.
    30 – Werley segura Wellington Paulista no meio de campo. Falta.
  • 31 – Diego Tardelli ataca, Marcos Leandro, locutor do PFC, vibra intensamente. Gil despacha a bola.
  • 32 – Diego Renan faz lançamento de 40 metros pra Fabrício. Na entrada da área, o volante escora pra Wellington Paulista, que corta Ricardinho e solta uma bomba. A bola acerta o travessão e entra no ângulo esquerdo de Fábio Costa. Cruzeiro 1×0.
  • 33 – Marcos Leandro manifesta decepção com Fábio Santos, que segundo ele poderia ter defendido o chute de Wellington Paulista.
  • 35 – Fernandinho invade a área, Fábio defende a seus pés. Braatz marca impedimento.
  • 36 – Cáceres pisa na mão de Diego Renan.
  • 37 – Jairo Campos e Werley discutem com Diego Tardelli. Por pouco, não saem no tapa. Bob Faria, comentarista do PFC, pede providências imediatas ao Luxa.
  • 38 – Diego Macedo cruza da direita, confusão na área, defesa celeste espana.
  • 39 – Diego Tardelli faz jogada pela esquerda e cruza. Diego Souza dá um toquinho, bola acerta o poste esquerdo do arco celeste.
  • 40 – Diego Macedo cruza da esquerda, Fábio não consegue segurar a bola, que sai pela linha de fundo.
  • 42 – Diego Tardelli entra na área, é desarmado por Gil e cai pedindo pênalti. Segue o jogo.
  • 43 – Serginho passa por Fabinho e cruza. Marquinhos Paraná, dentro da área, despacha.
  • 44 – Macedo cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 45 – Gil comete falta em Diego Tardelli. Marcos Leandro e Bob Faria pedem cartão. Juiz não dá. Bola na área, Gil corta.
  • 46 – Atlético-MG joga na intermediária celeste.
  • 47 – Edcarlos comete falta em Diego Souza. Fernandinho cobra, Werley cabeceia, Fábio faz defesa milagrosa. Braatz marca impedimento.
  • 48 – Fim de 1º tempo. Cruzeiro teve 52% de posse de bola.
  • Wellington Paulista: “Queríamos marcar logo um gol pra tocar a bola e controlar o jogo.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 19h36 – Começa o 2º tempo. Cruzeiro dá a saída.
  • 00 – Obina substitui Werley.
  • 01 – Diego Renan avança, dribla Cáceres e solta uma bomba. Costa desvia bola, que acerta poste direito e sai pela linha de fundo. TR cobra, Fábio Costa defende.
  • 02 – Diego Tardelli comete falta em Jonathan e não recebe cartão.
  • 03 – Serginho derruba Paraná. Falta.
  • 04 – Fernandinho vai à linha de fundo e cruza. Obina fura, Gil espana.
  • 05 – Fernandinho cruza, Edcarlos corta de cabeça. TR puxa contra-ataque e chuta por cima do travessão.
  • 06 – Fábio Costa sai jogando errado, Wellington Paulista tenta atacar, mas puxa o freio de mão quando vê o goleiro emplumado saindo de carrinho. Centroavante trocou a bola pelas pernas.
  • 07 – Thiago Ribeiro invade a área e toca pras redes. Bandeira marca impedimento. Marcos Leandro pede cartão vermelho para o atacante.
  • 09 – Cruzeiro recuado e marcando forte. Emplumados têm dificuldade pra armar jogadas.
  • 10 – Zé Luiz substitui Diego Macedo.
  • 11 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Thiago Ribeiro corta de cabeça, Diego Tardelli conclui, bola sai pela linha de fundo.
  • 12 – Diego Tardelli ataca pela esquerda, mas é desarmado por Fabrício.
  • 13 – Jairo Campos comete falta em Wellington Paulista, locutor Marcos Leandro dá bronca no juiz.
  • 14 – Fabrício aparece no ataque e chuta forte. Bola sai à esquerda de Costa.
  • 15 – Torcida atleticana muito fria. Só Marcos Leandro incentiva seu time.
  • 16 – Ricardinho cobra falta apressadamente, bola fica com Fabrício. Ataque celeste se perde em lançamento errado pra Wellington Paulista.
  • 17 – Obina derruba Diego Renan na entrada da área celeste.
  • 18 – Edcarlos comete falta em Obina no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 19 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Marquinhos Paraná cerca Diego Tardelli, que conclui pra fora.
  • 20 – Público: 12.340 pagantes. Renda: R$266.775,00. Torcida atleticana continua muda.
  • 21 – Fernandinho cobra falta sobre a área, ninguém consegue cabecear, Fábio defende.
  • 22 – Fabrício cai no meio de campo. Wilson Seneme o levanta e o obriga a sair rapidamente.
  • 23 – Elicarlos substitui Fabrício. Leandro Silva substitui Ricardinho. Thiago Ribeiro chuta de longe, por cima do travessão.
  • 24 – Obina cava pênalti e recebe cartão amarelo.
  • 25 – Serginho invade a área pela direita, Edcarlos cede escanteio.
  • 26 – Diego Renan tabela com Thiago Ribeiro, invade a área e chuta forte, pra fora. Gol desperdiçado.
  • 27 – Serginho ataca pela direita e cruza forte. Fábio salta e tira com os punhos.
  • 28 – Leandro cruza da esquerda, Jonathan corta. Bola lançada pra Everton, Costa defende.
  • 29 – Fernandinho cruza, Gil corta.
  • 30 – Rômulo substitui Francisco Everton, que recebe cartão amarelo por simular contusão.
  • 31 – Marcos Leandro é Dylan da locução esportiva. Sempre contra o Cruzeiro!
  • 32 – Diego Renan cruza da esquerda, Jairo Campos corta.
  • 33 – Fernandinho cruza de curva, Fábio espalma tirando a bola da cabeça de Diego Tardelli.
  • 34 – Obina joga bola na área, Fernandinho arremata por cima do travessão.
  • 35 – Robert substitui Thiago Ribeiro.
  • 36 – Robert passa a Rômulo, que cruza. Jairo Campos corta.
  • 38 – Diego Tardelli derruba e pisa em Jonathan caído. Juiz não marca a falta. Gil disputa com Diego Tardelli, na ponta-esquerda, e aplica uma cotovelada no atacante. Cartão Vermelho pra ao beque do Cruzeiro.
  • 40 – Obina comte falta em Diego Renan.
  • 41 – Briga nas arquibancadas.
  • 42 – Fabinho corta de cabeça cruzamento de Serginho.
  • 43 – Diego Tardelli levanta bola na área, Fábio defende.
  • 44 – Juiz dá 4 minutos de acréscimo. Marcos Leandro vibra.
  • 45 – Robert prende bola na ponta-esquerda. Cáceres cede escanteio.
  • 46 – Escanteio a favor do Atlético-MG. Confusão na área. Fabinho corta, Souza chuta pra fora.
  • 47 – Bola sobre a área celeste. Fábio escolta saída dela pela linha de fundo.
  • 48 – Marcos Leandro pede advertência a Fábio por cera. Rômulo é lançado, Fábio Costa defende.
  • 49 – Fim de jogo. 45 venceram 13 mil. Obina e Gil brigam. Finalizações: Atlético-MG 13×7. Desarmes: Cruzeiro 23×9. Escanteios: Atlético-MG 5×3. Passes Errados:Atlético-MG 32×24. Faltas: Cruzeiro 27×19.
  • Diego Renan: “O que valeu foi a nossa garra. Eles disseram que iam atropelar, golear. Mas futebol são 11 contra 11.”
  • Gil: “Eu só levantei a mão pra me proteger na jogada, mas o juiz entendeu mal e me expulsou.”
  • Fernandinho: “Quando a fase é ruim, a bola não entra. Nossa equipe fez um bom jogo, o adversário foi uma vez só e marcou.”
  • Fábio: “O Cruzeiro foi muito feliz jogando em Sete Lagoas, mesmo estranhando o gramado.”

Atlético-MG 0×1 Cruzeiro, domingo, 01ago10, 18h30, ARENA DO JACARÉ, Sete Lagoas, 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010 – Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 12.340 pagantes – Renda: R$266.775,00 – Juiz: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP) – Bandeiras: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Altemir Hausmann (Fifa-RS) – Amarelos:  Thiago Ribeiro, Edcarlos, Francisco Everton (Cru); Obina (Atl) – Vermelho: Gil (Cru) – Gol: Wellington Paulista, do 32 1º tempo – Cruzeiro: FÁBIO; Jonathan, GilEdcarlos e Diego Renan; Fabrício (Elicarlos), Fabinho, MARQUINHOS PARANÁ e Francisco Everton (Rômulo); Thiago Ribeiro (Robert) e Wellington Paulista. Tec: Cuca / Atlético-MG: Fábio Costa;  Jairo Campos, Cáceres e Werley (Obina); Diego Macedo (Zé Luís), Serginho, João Pedro, Ricardinho (Leandro Silva) e Fernandinho; Diego Souza e Diego Tardelli. Tec: Vanderlei Luxemburgo – Histórico – Foi o 430º Cruzeiro x Atlético. Segundo as duvidosas estatísticas ditas oficiais, o Cruzeiro venceu 147, empatou 115 e perdeu 168, com 551 gols a favor e 607 contra. Os dois clubes já se enfrentaram em 18 decisões do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro venceu 10 (40, 67, 72, 77, 87, 90, 98, 04 e 08, 09), perdeu 7 (31, 54, 62, 76, 85, 00, 07) e empatou uma (56), ano em que, por falta de atletas em condições de jogo para decisão, após longa batalha judicial, os dois foram declarados campeões. Nas duas edições da Copa dos Campeões do Campeonato Mineiro, a vitória foi do Cruzeiro. Em fases preliminares, o Cruzeiro foi eliminado pelo rival nas oitavas-de-final do Brasileiro de 1999 e o eliminou nas semifinais da Copa Sul-Minas de 2001 e 2002 e do Mineiro de 2005 e 2006.

Henrique salvou a pátria

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 2×2 Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 25jul10:

  • Fábio – Sem culpa nos gols. Mas também sem praticar as habituais defesas milagrosas.
  • Rômulo – Não repetiu o bom 1º tempo do Maracanã. Deslocado para a 2ª linha de quatro também não rendeu bem e foi sacado.
  • Fabinho – Salvo pelo gramado de menores dimensões. Perdeu várias bolas para Borges e não ganhou corrida alguma contra os gremistas. Se a cancha fosse mais ampla, teria problemas ainda maiores.
  • Cláudio Caçapa – Muita disposição. Entre erros e acertos, o saldo foi positivo e ele terminou como o melhor da defesa.
  • Diego Renan – Mal na marcação. Seu setor tem sidoo alvo dos treinadores adversários e ele se complica cada vez mais. Precisa de um volante pra equilibrar a disputa com meias e alas que o atacam em grupo.
  • Jonathan – Iniciou na 2ª linha de quatro e foi mal. Recuado pra lateral, melhorou um pouco. Nas entrevistas, passou a impressão de que prefere ficar na sua posição pra não correr o risco de perdê-la. No final, gastou o verbo falando mal do estádio, no que foi corroborado pelo Gerente de Futebol, Valdir Barbosa. Ambos prestaram grande desserviço ao Cruzeiro ofendendo o povo setelagoano, que é majoritariamente cruzeirense.  
  • Fabrício – Mal. Errou passes em demasia, perdeu a luta pelo controle do meio de campo e não conseguiu apoiar o ataque.
  • Marquinhos Paraná – Marcou Douglas de perto reduzindo a criatividade do meio de campo gremista.  
  • Henrique – Marcou muito, disputou a bola em divididas épicas com os tricolores, apoiou o ataque e fez dois gols. Foi o nome do jogo. E um dos que não reclamou da cancha.
  • Francisco Everton – Burocrático, cuidou de fechar espaços pela esquerda, mas não teve imaginação quando passou do meio de campo.  
  • Javier Reina – Na rodinha de bobo do intervalo, mostrou domínio de bola. Em campo, esteve só um pouquinho melhor do que no jogo contra o Flu quando havia sido péssimo.
  • Thiago Ribeiro – Bom 1º tempo jogando pelos dois lados da cancha. No 2º, aberto pela esquerda, caiu na malha fina da defesa gremista, que se adaptou aos três atacantes celetes trocando o 3-5-2 pelo 4-4-2.
  • Robert – O pior em campo.
  • Sebá – Confinado na direita, foi improdutivo. No time de juniores, tinha liberdade pra buscar a bola e atacar pelas duas laterais. Como 2º atacante joga melhor do que como ponta-direita.  
  • Cuca – Sem um bom armador, usou duas linhas de quatro e o time ficou improdutivo no 1º tempo. No 2º, tentou surpreender com três atacantes e conseguiu empatar logo de cara. Depois, o ataque voltou a à inoperância da etapa inicial. Pra oxigenar o cérebro da equipe, colocou Javier Reina pra armar e nada aconteceu. Os volantes que jogavam harmonicamente nos tempos de Adílson Baptista, agora estão robotizados, cada um na sua, sem se movimentar e trocar de  posições ou executar funções diferentes conforme o andamento da partida. O time não vira mais as bolas o que dificulta a criação de espaços e impede o contra-ataque. Cuca precisa destravar a equipe. Acabar com os cabeças de área, soltar os alas e dar liberdade ao 2º atacante seriam medidas interessantes. Depois, é tratar de descobrir dois meias pra se revezarem. Do jeito que está, nem jogando num campo de 120m x 80m, como era a antiga cancha do Serra Dourada, terá uma equipe competitiva. O tempo vai ajudar o treinador. Na entrevista pós-jogo, ele mostrou percepção de algumas carências. Falta agir pra superá-las.  
  • Torcida – Compareceu em bom número e apoiou, embora a equipe tivesse feito muito pouco pra merecer aplausos.  
  • Arena do Jacaré – A cancha é menor do que a do Mineirão e do Maracanã. O gramado não é semelhante ao de Wembley. Mas quantos estádios têm as dimensões máximas e os gramados perfeitos neztepaiz? Os jogadores reclamaram porque o time está travado. No futebol, quem cria espaços são os atletas movimentando-se com inteligência, não engenheiros e arquitetos, que têm de trabalhar com o terreno disponível. A chiadeira de jogadores e do Gerente de Futebol, Valdir Barbosa, soou como desculpa esfarrapada, Foi um chororô com agravos à cruzeirense Sete Lagoas. Criticou-se o gramado, o estádio, a hotelaria da cidade e a estrada. Uma baboseira sem fim. Se existe antimarketing, Valdir Barbosa e Zezé Perrella deveriam ser premiados por terem criado um case, com tanto trololó e decisões apressadas após a partida.
  • Juiz & Bandeiras – Péssimos. Erraram contra o Cruzeiro nos dois gols do Grêmio, marcaram três impedimentos errados contra os gaúchos e, no fim, o Juiz ainda tirou Henrique do clássico mostrando-lhe cartão amarelo por uma falta inexistente. Se um trio ruim como este for escalado para o clássico de uma só torcida, o Cruzeiro terá sérios problemas. É bom pressionar desde já na CBF porque o outro lado, como se sabe, tem até assessoria especializada em arbitragens.
  • Grêmio – Dominou o jogo, criou espaços e só não venceu por ter perdido gols fáceis e falhado nos lances dos gols celestes. Douglas, que jogou à vontade até receber marcação pessoal de Marquinhos Paraná, Borges e Jonas, que venceram o duelo com a defesa celeste, foram os melhores entre os tricolores.

P.S.: Como sempre faz, o blogueiro escreveu o post no começo da madrugada e agendou sua publicação para as 10h. Deu tilt. Que ele ainda não destrinchou. Bola pra frente!

Sete em Dez

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Contra o Inter, Luxemburgo colheu sua 7ª derrota em 10 partidas do Brasileiro. E seu time foi parar no 19º lugar.

As justificativas são cândidas: falta ritmo aos atletas e o projeto dele é pra estourar em 2011, não agora.

Um ano pra fazer o time mais caro do país jogar! E pode! Ninguém na mídia o contesta. Nenhuma hiena pede sua cabeça. Todo mundo compreende: mesmo com essa dinheirama toda, não é fácil montar um time.

Qual seria a reação dos críticos de futebol e dos blogueiros (malandros ou termocéfalos, pouco importa) se isto tivesse acontecido com Adílson Baptista?

E se vier a acontecer com o Cuca?

Adílson colocou o Cruzeiro duas vezes no G4, foi bicampeão mineiro (com aquele duplo 5×0 que irrita as hienas) e foi vice-campeão da Libertadores.

Recuperou jogadores. Fábio desceu dos 100 Kg para um peso de goleiro profissional. Jonathan ganhou as estatueta da CBF como lateral-direito do Brasileiro 2009.

Diego Renan saiu da base para o time titular. Ramires atingiu seu auge futebolístico. Paraná jogou sempre e com qualidade sem baixar enfermaria e sem dar ouvidos aos vaiantes e tampouco marquetear.

Leonardo Silva jogou como nunca havia feito antes em sua longa carreira. Thiago Ribeiro, idem. Kleber foi domado e rendeu bem. Henrique se revelou, Fabrício jogou muita bola.

Apesar disto, as hienas fizeram o maior escarcéu porque Apodi, Fabinho, Jadílson, Domingues e outros grandes talentos, que não foram titulares absolutos em sua passagem pelo clube.

E, agora, o que diz essa gente do elenco milionário do Atlético-MG? Alguém faz onda exigindo a escalação de um ou outro gênio vespasianense da bola?

Luxemburgo vai dar um jeito na coisa. Ou melhor, as estrelas de seu elenco vão tirar o time da lama. Mais dia menos dia, isto acontecerá.

Sorte dele que o ambiente em seu clube não será deteriorado artificialmente pelas hienas. Em paz, poderá recuperar-se dos vexames recentes e terminar o Morrinhão em boa posição.

Faço este registro só pra alertar os tolos cruzeirenses que embarcam em qualquer campanha contra seu próprio clube conduzidos por hienas profissionais e amadoras.

O que aconteceu com o bravo Adílson, acontecerá também com o cordial Cuca. Nem será preciso que ele faça campanha tão ridícula quanto a do técnico do rival citadino.

É apenas questão de critério da mídia local e de falta de amor pelo Cruzeiro de parte de sua imensa torcida.

Dizem que o blogueiro é mal educado. Que não debate em alto nível. Que desqualifica opositores e blablabla. Estão certos os críticos.

Este blogueiro é grosso. Crítica aceita. Ponto.

Mas que as hienas só atacam de um lado da lagoa, ninguém há de o contestar, certo? Por isto, xô, hienas! Deixem o Cruzeiro em paz.

P.S.: Apesar de tudo, o blogueiro não defende censura à imprensa (nem veladamente como se propõe hoje no país). Não faz campanha por boicote a qualquer órgão de imprensa. Não permite que se chame profissionais por apelidos desmoralizantes (hiena não é apelido, é categoria que comporta também torcedores e curiosos). Só reivindica o direito de criticar (com maus modos, vá lá…) quem não deixa o Cruzeiro em paz. Ou isto é pedir demais?

P.P.S.: Quem discordar do blogueiro, pode escrever e mandar um post defendendo outras teses sobre o tema. Ao debate!

Dia T

terça-feira, 6 de julho de 2010

Esta segunda foi o Dia T, o Dia do Teixeirão. Após dissolver a comissão técnica por telefone, o presidente da CBF foi aos microfones fazer populismo.

Falou na Itatiaia, explanou no SporTV. Disse que começará, já, o projeto 2014. Tinha de ter um projeto no meio do balablablá. É moda.

E o tal arranjo vai começar logo. Parece que, em agosto, contra os USA , o Brasil já deve ser representado pela nova geração. Assim, a CBF já estaria pensando em 2014.

O chefão da CBF está impressionado. Ele descobriu, num Boletim da Fifa, que a Argentina tem 8 atletas  Sub23 em seu escrete, a Alemanha tem 9, Gana, 11, e o Brasil, só um.

Pra Sua Majestadade, taí a fórmula do sucesso. Falta explicar o que argentinos e ganeses conseguiram fazer melhor do que os velhinhos brasileiros.

Mas isto não vem ao caso. Importante é ter algo pra enganar os otários que o levam a sério.

O problema do novo projeto é que ele pode sucumbir, como o atual, num lance fatídico de uma etapa eliminatória da Copa.

Nenhuma seleção em tempo algum, boa ou ruim, esteve a salvo do imprevisto, da falha e do acaso. Em caso de dúvida, consultem os húngaros sobre 54, os holandeses sobre 74 e os brasileiros sobre 98.

Eu prefiro a fórmula do João Saldanha, que não tinha frescuras como esse trololó de projeto. Pra ele, seleção era lugar para os melhores do momento.

Ora, se Lúcio, Maicon, Juan, Gomes, Luisão, Robinho e Júlio César (apesar da falha absolutamente humana), Kaká (apesar da má condição física) são os melhores, por que não convocá-los?

Está certo que o momento é de se aproveitar Ramires, Hernanes, Ganso, Neymar, Pato, Fábio, André, Jonathan, Wesley e outros novos ou seminovos.

Agora, montar uma seleção de novatos pra levar surras e mais surras desnecessárias é jogar -muito mal, diga-se- pra platéia.

Teixeira com essa conversa aparentemente radical aquer apenas reforçar a idéia de que a Copa não foi perdida por ele, mas pelos componentes da comissão dissolvida. E só.

Esse filme já passou em 91. A estrela da época foi Paulo Roberto Falcão, que, depois, após várias derrotas, foi defenestrado.

Ricardo Teixeira continua tão arrogante quanto incompetente. Melhor seria entregar a Seleção para um diretor profissional conduzir e sair de fininho.

O discurso dele é exatamente o das hienas caçadoras de técnicos. O final todos já sabem. Se der errado, lá vem outro papo furado e mais uma dissolução de comissão técnica. Só ele jamais se demite.

O quarto final da partida

domingo, 4 de julho de 2010

Pra passar a régua na desclassificação brasileira, revi o quarto final da partida contra a Holanda com olhar mais atento. Resumindo:

  • Andre Ooijler cometeu pênalti em Kaká ao empurrar e desequilibrar o meia brasileiro dentro da área. O Juiz não viu. Se visse, seria o segundo amarelo e o vermelho.
  • Andre Ooijler deu um chega-pra-lá, que atirou Kaká fora de campo. O Juiz viu e economizou o amarelo.
  • Aarjen Robben cortou uma bola com o braço e agarrou Gilberto pela cintura, logo depois. Qualquer árbitro brasileiro teria expulsado o catimbeiro holandês pelo conjunto da obra. O japonês relevou as faltas.
  • Kaká, ao contrário da impressão incial, chamou o jogo. Mas com a Holanda toda na defesa, o passe não saia corretamente e ele só pôde fazer duas jogadas perigosas.
  • Nos últimos 8 minutos, Júlio César ficou praticamente sozinho contra os holandeses que apareciam no contra-ataque. Por sorte num lance e competência noutro, não levou mais dois gols.
  • Daniel Alves e não Luís Fabiano deveria sido substituído por Nilmar. O barcelonista conseguiu realizar nada de produtivo no quarto final da partida. Não deu conta sequer de passar uma bola por cima da barreira na cobrança de falta.
  • Maicon, ao contrário, saiu pro jogo. Mas não encontrou espaço pra arrancadas e jogadas pessoais decisivas.
  • Faltou calma, mas, sobretudo, faltou espaço para o time brasileiro criar jogadas de gol.

E, pra fechar a cortina, tão logo a delegação chegou ao Brasil, Ricardo Teixeira demitiu a Comissão Técnica. Tal qual havia feito em 2006.

O presidente da CBF jogou pra torcida. Melhor teria sido ele se demitir e não se eximir de responsabilidade imolando bodes no altar tolice brasileira.

Dunga pediu desculpas ao distinto público

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dunga agiu bem ao pedir desculpas à torcida pelo destempero verbal contra Alex Escobar ao final do Brasil 3×1 Costa do Marfim.

Se ele não gosta do repórter ou da rede de televisão, deveria ter resolvido pessoalmente suas desavenças sem recorrer a palavrões em meio a uma entrevista.

A Globo, goste-se ou não e de seus profissionais, está certa ao tentar entrevistas exclusivas.

O que se espera do jornalista é que corra atrás da notícia, não que aceite os comunicados oficiais das autoridades como fonte.

Ontem, o Olé publicou foto de um aparente desentendimento entre Luisão e Júlio César. Se o ambiente na Seleção fosse de liberdade, os atletas seriam abordados por repórteres, em algum horário livre, pra se explicarem.

Mas como vivem em regime de reclusão absoluta, quem fala por eles é o assessor de imprensa da CBF e o treinador. E o torcedor fica desinformado.

Muitos brasileiros, adeptos de regimes autoritários, de empastelamento de jornais e de cassação de concessões de rádios e televisões, aprovam o jornalismo oficial e se aproveitam da situação para criticar a imprensa livre.

Nessas questões, fico com João Saldanha que, embora fosse comunista, tinha cérebro e defendia, ao menos no ambiente da ditadura militar, a busca de informações.

Pra ele, “a imprensa ou é de oposição ou é balcão de armazém de secos e molhados”.

E sobre essa concentração total, essa reclusão imposta aos jogadores, ele repetia à exaustão: “se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria imbatível”.

Se é pra resolver pendengas com palavrões, Dunga deveria poupar bilhões de telespectadores que acompanham suas coletivas.

Se é pra conquistar a Copa, ele deve treinar o time e confiar no discernimento dos atletas, que deveriam ter folgas após as partidas. Com direito, inclusive, de conversar com jornalistas. Como cidadãos livres.

Caso contrário, eles deixarão a África do Sul sem terem participado de verdade do evento, posto que só lhes restarão lembranças de hotéis, ônibus e estádios.

Sobre a festa dos povos nas ruas, só ficarão sabendo se ligarem a TV. Se é que isto também não está proibido na concentração total.

Dunga fez bem bem ao revelar, na coletiva do mea culpa, a matriz de seu patriotism e a dor que sente pelos problemas de saúde do pai. E foi humano ao expressar sua solidariedade ao povo nordestino, que enfrenta o flagelo de inundações.

Mas fez melhor ainda ao se desculpar com o público. Errou, pediu desculpas e bola pra frente. Não leva o Troféu Domenech, o maluco treinador francês que não entendeu o espírito desportivo da competição.

Agora, falta Dunga abrir algumas janelas para o contato entre atletas e público. Como as demais seleções fazem.

N.B.: Se Dunga quer mesmo “boxear” com jornalistas, que venha treinar o Cruzeiro. Aqui, só tem peso pesado. Em Minas, Alex Escobar seria peso mosca.

Os sócios do Cruzeiro

sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Olá, Jorge.
 
Acompanho o PHD há pouco mais de 5 meses e, certamente, é o melhor blog/sítio para discutir sobre o Cruzeiro. Por isso, lhe envio esse e-mail para apresentar uma discussão que poderia esclarecer muitas dúvidas minhas e, acredito, de muitos cruzeirenses. (mais…)

Cruzeiro 0x2 São Paulo: A vitória da muralha

quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Mauro França

Para o primeiro jogo contra o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores, o Cruzeiro terá o desfalque importante de Leonardo Silva, suspenso.

Sem outra opção, Adilson escalou Thiago Heleno ao lado de Gil na zaga. Fabrício, mesmo sentindo dores na coxa, vai para o jogo.

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Inter 1×2 Cruzeiro: Arrancada forte

domingo, 9 de Maio de 2010

Começa mais uma maratona futebolística. No 1º dos 38 atos do Campeonato Brasileiro. De olho nas quartas de final da Libertadores, Cruzeiro e Inter escalam times mistos.

O Cruzeiro vai em busca de seu 3º título nacional, enquanto o Inter, assaltado em 2005 e 2009, tenta sua 4ª conquista. Ao lado do Flamengo, os dois são os únicos clubes a terem participado de todas as edições do Brasileiro, desde 1971.

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