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Fábio, como sempre, o melhor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Fluminense 1×0 Cruzeiro, no Maracanã, Rio de Janeiro, pela 10ª rodada do Brasileiro 2010, em 22jul10:

  • Fábio – Seguro, defendeu as bolas possíveis e outras impossíveis pra goleiros comuns. Não teve culpa no gol.
  • Rômulo – No 1º tempo,  jogou como se estivesse no Santo André. Com tranquilidade, desinibição e atrevimento. Com a saída de Gilberto, o Flu se arrumou na defesa e ele teve menos espaços. No 2º tempo, Muricy Ramalho adiantou a marcação, soltou os alas e, ao invés de preocupar, ele passou a se preocupar com os adversários. Noves fora, uma bela estréia.  
  • Gil – Sério, ligado no jogo, parou Fred, que de tanto correr pra escapar do becão mal encarado, terminou a partida trajando gravata vermelha.
  • Cláudio Caçapa – Quando simplifica, dá segurança à defesa. Foi o que aconteceu contra o Flu.
  • Diego Renan – Bom na marcação, mas com pouca liberdade pra atacar. Até porque Mariano está voando. 
  • Fabrício – Transformado em cabeça-de-área, não comprometeu. Quando teve de armar, seu jogo perdeu qualidade. Com o tempo, Cuca descobrirá que uma coisa é o volante chegar ao ataque naturalmente, num esquema de jogo flexível, outra é deixar de ser marcador pra virar um armador  quebra-galho.
  • Henrique – Outro que virou cabeça-de-área clássico. No 1º tempo, botou Conca no bolso. No 2º, perdeu o controle da situação quando o Flu avançou a marcação. Mas subiu ao ataque e fez algumas boas jogadas, quando a derrota começou a ficar evidente.  
  • Francisco Everton – Marcou pela esquerda e só. Sua boa vontade foi maior do que a qualidade.
  • Javier Reina – Errou 100% dos lances que tentou.
  • Gilberto – Com disposição de garoto, fez 30 minutos espetaculares armando e finalizando. Deixou a defesa do Flu desarvorada, apavaroda, descontrolada. Traído pelo corpo, contundiu-se e  saiu mais cedo. Foi o que selou a sorte do Cruzeiro na partida.
  • Marquinhos Paraná – Embora Lédio Carmona tenha dito que ele entrou pra armar o jogo -e os teleguiados acreditaram- MP foi mais um marcador. Quando subiu ao ataque, perdeu boa oportunidade em lance criado por Henrique. Pelo insucesso no arremate, que passou por cima do travessão, apanhou feito cão sem dono. Pra ser perdoado, terá de perder gols como um centroavante, jamais como um volante de contenção. Virou culpado pela derrota, algo que não ocorreu com os geniais Robert e WP.
  • Thiago Ribeiro – Muita luta, algumas boas jogadas, mas ninguém com quem dialogar. E muita paciência pra ouvir as demandas de WP, que exige um secretário pra servi-lo a tempo e a hora.
  • Wellington Paulista – Não marcou gol, mas foi perdoado, pois centroavante está lá é pra isto mesmo, segundo seus fãs. No mais, caiu, levantou, tornou a cair e, finalmente, levou um cartão amarelo. Gol pode até não fazer, mas terminar sem amarelo, ele jamais termina. Faz parte do show. Ou do marketing, sabe-se-lá.
  • Robert – Tropeçou numa bola, caiu de bunda no chão ao tentar dominar outra e ficou nisso.
  • Cuca – Entrou com três volantões de contenção e conseguiu anular Conca com marcação individual feita por Henrique. Com a defesa trancada,  pôde liberar Gilberto, que construiu boas jogadas. No 2º tempo, foi enrolado por Muricy quando o Flu avançou, fechou as laterais acabou com a saída de bola celeste. Nesse momento, Cuca precisou de um armador e o que havia no banco era o Javier Reina. Aí, nem com reza brava! Seu sistema privilegia a contenção e os rápidos contra-ataques, algo que os amantes do futebol ultramoderno já condenaram ao fogo eterno. Será engraçado ver esta gente se contorcer pra explicar “novidade” tão antiga. E constrangedor vê-los batendo palmas pra algo que nãos e parece com o jeitão espanhol de jogar. 
  • TorcidaJorge, eu vi de cima e de longe a torcida do Cruzeiro. Como o jogo foi tenso e os cruzeirenses não fizeram gol que os levassem a se manifestar, eu não notei se estavam empolgados ou não. Estavam em bom número, na média das torcidas dos demais grandes.(Victor Pimentel, torcedor do Fluminense)
  • Juiz & Bandeiras – Um impedimento mal marcado numa das poucas vezes em que Fred poderia ter complicado a vida da bequeira celeste, foi a única falha gritante. As demais foram de pequeno porte.
  • Fluminense – O Tricolor passou aperto no 1º tempo, mas botou 0rdem na casa no 2º e mostrou que não é líder por acaso. Muricy, tosco no trato com a mídia, deposita mais fé em si do que na cornetalha e na hienagem que, lá como cá, controlam o cérebro do torcedor genérico. Os ex-cruzeirenses Mariano, Leandro Euzébio e Carlinhos jogaram bem. Fred foi contido. Conca fez um grande 2º tempo. Gum e André Luiz seguraram o rojão nos melhores momentos do Cruzeiro.  Alan deu trabalho no 2º tempo.

Dançando com a sogra

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Espanha foi campeã. Mas existe Espanha? Galegos, bascos, valencianos e catalães responderão sim. 

E que é um país vizinho pelo qual não sentem a menor simpatia.

E este país campeão tem mais jogadores do Barcelona do que de seus clubes tradicionais. Joga à moda de um time estrangeiro, portanto.

Um time que, de tão rico, pode contratar os melhores jogadores do mundo pra fazer rodinha de bobo, a preferência dos ricos e perdulários catalães.

A Espanha não joga nem deixa jogar. Ao longo da Copa, fez um gol a cada 82,5 minutos. Um porre.

Dançar com a sogra em bodas de ouro é mais excitante.

A seu modo, os holandeses aceitaram a proposta barcelonista. Desceram a borduna em quem não queria jogar.

Resultado disto foi a final com maior número de cartões e passes errados da história.

Com a obrigação de vender o peixe dos patrocinadores, os mesa-redondistas disseram que o produto oferecido foi legal, bacana, joinha, mesmo!

Eu digo que foi uma pelada. A maior de todas as finais de Copa.

Os revanchistas dirão que a de 94 também foi insossa. Concordo. Mas foi disputada no verão, ao meio dia, e no deserto.

Antes de oferecer espetáculo, italianos e brasileiros tinham de sobreviver à insolação. 

Por isto, se arrastaram até à emocionante disputa de pênaltis. Algo que poderia ter salvado a final na fria noite de Joanesburgo. Mas nem isto os espanhóis permitiram.

A final de 90 também não foi lá essas coisas. Mas, a bem da verdade, mesmo entre a capenga Argentina a dura Alemanha, houve um mínimo de jogo vertical, em busca do gol.

Ontem, meus amigos, cada time chegou ao arco adversário duas vezes. Em 120 minutos!

Roda de capoeira é mais emocionante. Principalmente se o De Jong for chamado pra dançar.

Interessante também foi perceber as hienas, que torciam para o Cruzeiro perder a fim de derrubar seu treinador com a legação de que ele escalava três volantes, aceitarem até cinco no time delbosquiano.

E como nada pode ser tão ruim que não possa ser piorado, Vasconcelos, Carmona e Rizek defederam esse futebol como o ideal a ser adotado pelos clubes brasileiros nos próximos anos.

Ainda bem que fecharam o Mineirão. Quando ele for reaberto, tomara que essa febre malsã tenha passado.

Enquanto isto, vou apreciar outras rodas. A de capoeiristas esvoaçantes e a de sambistas com pandeiro, caixa de fósforos e cabrochas dançando miudinho.

Felipe Melo substitui Roberto Carlos

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Maldades, que rolam here, there and everywhere:

  1. Bob Faria analisando os melhores momentos de um jogo: “Foram melhores do que o jogo, né mesmo?”
  2. Milton Leite, comentando uma trombada entre dois jogadores do meso time:“Não faz isso, que enfraquece a amizade…”
  3. Felipe Melo diante da cruz: “Pode descer Roberto Carlos, que eu já tô pronto pra subir.”
  4. Felipe Melo diante das câmeras: “Não sei se a falta era pra expulsão…”
  5. Jornal uruguaio: “Uruguay gana!”
  6. Lédio Carmona: “Felipe de Melo de volante, perigo constante.”
  7. KMP, no PHD: “Eu pago o ingresso pro Mick Jagger torcer pra Cocota.”

Brasil 3×0 Chile: Botes certeiros

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ás 15h30 (Brasília), no Estádio Ellis Park, em Jonesburgo, Brasil e Chile disputam uma vaga nas quartas de final da Copa 2010.

O Chile não vence o Brasil desde agosto de 2000. Na Era Dunga, foram 5 partidas, todas com vitória brasileira.

Apesar disto, considerando-se as três exibições de cada time nesta Copa, não há favorito neste jogo de oitavas de final.

O Brasil jogará com Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Felipe Melo Josué), Gilberto Silva e Elano (Daniel Alves); Kaká; Robinho e Luís Fabiano. 

Marcelo Bielsa escalará o Chile com Bravo; Isla, Contreras, Jara e Vidal; Millar, Carmona, Matias Fernández e Valdivia; Sánchez e Beausejour. 

Howard Webb, da Inglaterra,será o juiz.  E ele anda nervoso nesta Copa. Tá amarelando geral, por isto, quem quiser chegar completo ao final da partida deve tomar cuidado. (mais…)

Honduras 1×0 Chile: Cadê o pênalti? Vencer era uma necessidade…

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Estádio Mbombela, em Nelspruit, Honduras e Chile abrem o Grupo H, que tem a Espanha como principal atração e favorita de quase todo mundo pra conquistar a Copa.

O Chile, treinado por El Loco Bielsa, um argentino que manda o time pras cabeças, vai jogar no 4-3-3 com Sanchez, Suazo (Gallardo) e Beausejour atacando em tempo integral.

Honduras, mais humilde, vai de 4-4-1-1. Carlos Pavón, 36 anos, 56 gols pela Nacional, terá de se virar sozinho no comando do ataque. Quando muito, receberá apoio do meia-armador Nuñez, de quem a gente jamais ouviu falar.

O Juiz será Eddy Maillet, das Ilhas Seychelles, país pouco maior do que Belo Horizonte, com 87 mil habitantes, descoberto por Vasco da Gama, que fica coladinho em Madagáscar.

*****

Eis como o La Prensa, de Tegucigalpa, reportou o jogo:

Honduras debuta con derrota en el Mundial

Ambos representativos abren el grupo H del Mundial de Sudáfrica y protagonizarán el primer duelo latinoamericano (Nelspruit , Sudáfrica)

Mal inicio para Honduras en el Mundial de Sudáfrica-2010. La Selección Nacional después de 28 años volvió a una Copa del Mundo, pero comenzó el camino cayendo 1-0 contra Chile en un duelo con sabor latinoamericano que abrió la acción del Grupo H.

El gol de Jean Beausejour a la media hora de partido dio a Chile su primera victoria mundialista en 48 años y permitió al equipo de Marcelo Bielsa sumar sus tres primeros puntos ante un flojo equipo catracho que, por lo que ha mostrado este miércoles, se confirma como la cenicienta del su zona, donde también están España y Suiza.

La Bicolor, que aún busca el primer triunfo mundialista de su historia, tendrá que esperar, porque se encontró con un rival muy superior en lo futbolístico y que mereció, por juego y ocasiones, mucho más.

El último triunfo de Chile en un fase final de la Copa del Mundo se remonta al 10 de junio de 1962, cuando venció, como anfitriona, a la ex Unión Soviética en la ciudad de Santiago (2-1). Desde entonces, no había podido ganar ni un solo encuentro -siete derrotas y seis empates- en sus siguientes cuatro participaciones: Inglaterra’66, Alemania’74, España’82 y Francia’98.

Los jugadores hondureños tuvieron mucho trabajo en defensa y es que lo de los chilenos pinta bien. Es un equipo dinámico, veloz, atrevido, que juega con las líneas muy juntas, al que le gusta dar un buen trato al balón y practicar un fútbol atractivo. Salió a por el partido desde el primer minuto. Y lo hizo atacando sin cesar por las alas, con dos laterales ofensivos como Vidal e Isla y con un Alexis Sánchez hiperactivo por ambas bandas.

Aún así, a Chile le falta instinto asesino si no tiene a Humberto Suazo, su goleador, al que Bielsa reservó después de que el ‘Chupete’ se haya pasado las dos últimas semanas recuperándose de una lesión muscular.

Una falta lanzada por Matías Fernández y un disparo lejano de Vidal que Noel Valladares atajó en dos tiempos fue lo más peligroso de Chile antes de que, pasada la media hora, Beausejour rematara a gol una combinación entre el propio Fernández y Vidal (0-1).

El tanto fue un premio merecido a la insistencia chilena y el justo castigo para una Honduras que se había mostrado solida en la contención, rápida en el repliegue, pero tácticamente rácana y técnicamente limitada a la hora de fabricar algo de fútbol.

Sin el otro Suazo, David, también delantero y también reservado por Reinaldo Rueda al no estar al cien por cien, la selección hondureña lo porfió todo a la solvencia de Wilson Palacios para poner pausa en la medular y los disparos lejanos de Núñez, sustituto en la mediapunta de Rambo De León, al que una lesión muscular le ha dejado a última hora fuera del Mundial.

El guión del partido no cambió tras la reanudación, si acaso, aún se puso más de cara para Chile, el único equipo que quería el balón. Mientras que Honduras intentaba controlar el choque con el repliegue, su potencia física y la organización defensiva.

Un disparo demasiado Cruzado de Alexis Sánchez y un doble remate de Ponce y Medel que Valladares sacó por dos veces en la línea de gol fueron los dos primeros avisos de la escuadra sudamericana en la segunda mitad. Mientras tanto, en la meta contraria, Bravo vivía desde lejos y con placidez el aluvión atacante de su equipo.

Honduras no robaba, no salía, no armaba una contra que hiciera al menos recular al rival. El equipo centroamericano fue decayendo hasta acabar encerrado en su área, pero Chile fue incapaz de sentenciar por culpa de su falta de definición en los metros finales.

Con otro rival, quizá lo hubiera acabado pagando, pero no con Honduras, un equipo tan tímido con el balón que no fue capaz de disparar entre los tres palos durante toda la segunda mitad.

El segundo partido de Honduras es el lunes 21 de junio contra España que hoy debuta ante Suiza, nuestro tercer rival.

Honduras: Noel Valladares, Sergio Mendoza, Osman Chávez, Maynor Figueroa, Emilio Izaguirre, Amado Guevara, Wilson Palacios, Roger Espinoza, Ramón Núñez, Edgard Álvarez y Carlos Pavón. Entrenador: Alexis Mendoza. / Chile: Claudio Bravo, Waldo Ponce, Mauricio Isla, Carlos Carmona, Gary Medel, Matías Fernández, Rodrigo Millar, Alexis Sánchez, Arturo Vidal, Jorge Valdivia y Jean Beausejour. Entrenador: Marcelo Bielsa.

UOL Esportes viu quae tudo, menos um pênalti calro a favor da seleção azul-estrelada, Assim fica difícil!

  • 27 – Matías Fernández cobra a falta forte. Mesmo longe da área, o meia-atacante chileno assusta o goleiro e bola passa rente ao travessão.
  • 34 – GOOOLLL DO CHILE!!! Isla recebe belo passe na direita e cruza rasteiro para Beausejour desviar no primeiro pau.
  • 45 – Em cobrança de falta, Nuñez chuta no meio e Bravo manda para o escanteio.
  • 62 – UUUHHH!!! Sanchez recebe passe de Valdivia, domina na entrada da grande área, chuta e a bola passa rente à trave direita hondurenha
  • 64 – UUUHHH!!! Vidal escora cobrança de falta para o meio da área. Livre, Ponce cabeceia debaixo da trave e Valladares faz grande defesa;
  • Alexis Sánchez – Liso, o camisa 7 partiu para cima dos defensores de Honduras e criou chances de gol com seus dribles.
  • Carlos Pavon – Maior artilheiro da história de Honduras e herói da classificação, finalizou a gol apenas uma vez e errou. 
  • Noel Valladares – Sofreu ao ver seu time ser dominado e realizou quatro importantes defesas, evitando uma goleada.
  • Amado Guevara – Capitão hondurenho errou 28% dos passes e foi substituído aos 19min do segundo tempo .

Adílson Baptista: “Eu sou um cruzeirense”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 Santos, no Mineirão, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 02jun10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Vou fazer meu último jogo lá em Goiânia, contra o Atlético-GO, e um abraço. É isso aí. É meu último jogo. Pra felicidade geral da nação, de alguns, eu faço meu último jogo lá. Já conversei com o Zezé, ele até nem queria que eu falasse isso aqui hoje, mas estou chateado com algumas coisas. Só cego que não vê o que é trabalhar uma equipe, o que é ter dificuldade, o que é organizar. Mas isso aí, tem muita gente do outro lado aí expert em futebol. A gente vai com calma, aprendendo todo dia. Quando o adversário joga contra o Santos é o jogo do ano. Quando somos nós, é jogo sob pressão. É assim que funciona aqui em Minas Gerais. Fico chateado com algumas pessoas vaiando o presidente, lamento, pela contribuição do presidente, pela história, pelos títulos, pelas conquistas, isso machuca a gente. Eu tenho só a agradecer, eu sou um cruzeirense, tenho carinho muito grande pelo clube, vou continuar torcendo pelo clube, mas a gente tem que pensar profissionalmente e chegou o momento de sair. Vida que segue. Vou rezar pra que um bom profissional entre e tenha sucesso. Vejo um Cruzeiro forte, competitivo, com grandes jogadores. Na parada da Copa, tem condições de reverter. Gosto muito do Maluf, é um grande profissional, muito correto, não deixava vazar muita coisa, porque vocês gostam muito de uma fonte segura, sempre têm fontes de informação, e o Maluf é firme, sério, cobrando, lutando, agindo com responsabilidade. Mas ele é um profissional capacitado, que daqui a pouco está no meio. A gente lamenta, mas é uma decisão do presidente, precisamos respeitar. Faz parte no futebol. Daqui a pouco volta. Não é em função do Maluf. Eu já estava conversando com o Maluf, em Atibaia eu coloquei que o meu intuito não era prejudicar. Mas já estava dentro dos planos. Grande motivo da saída e futuro destino: o coração, o meu coração. O coração é que está deixando. Não falo nada sobre futuro. Vou fazer o jogo, cheio de jogadores com dor, e tenho um compromisso em São Paulo na segunda-feira. Só isso. Tenho respeito pela imprensa, sempre tive. A gente tem que conviver de maneira saudável, honesta, procurando ser imparcial, ser profissional. Respeito muitos de vocês, pelo trabalho, sei o grau de dificuldade. Precisamos é conversar mais, esclarecer mais, ter um pouquinho mais de cuidado, porque hoje é blog, é twitter, é facebook, todo mundo fala. Esses dias a Miriam Leitão estava criticando o Júlio Baptista, o Gilberto, disse que ia tomar um remédio tarja preta. Quer dizer, todo mundo fala de futebol. Esses dias, o Cerezo encontrou o Maluf no aeroporto e elogiou o Cruzeiro. Esse está na minha seleção. Isso me dá satisfação, não quem escuto dizendo que tem que jogar esse daqui, esse aqui precisa pegar ritmo. Até esse pegar ritmo, eu caí, porque o futebol é muito dinâmico. Eu respeito, nós precisamos melhorar, eu tenho a minha linha de raciocínio, mas não fico fazendo média com ninguém, não dou informação para ninguém, trato todo mundo igual. Acho que ninguém deve ter privilégio de informação e alguns ficam bravos. Mas eu durmo tranquilo, um grande abraço para vocês. Voltar um dia? Volta tem. Isso daí… No futebol acontece muita coisa e a gente espera um dia voltar, mas a cabeça é só fazer esse jogo contra o Atlético-GO e não tem jeito, a gente gosta de trabalhar e vamos pensar o que fazer com calma. O Cruzeiro tem o meu respeito, a própria torcida. A minoria fica vaiando presidente, este, aquele, isso faz parte. Mas sempre tive o carinho, a admiração. Vejo o torcedor inteligente me apoiando, sabendo, tendo noção, discernimento de perceber algumas coisas. O clima está tranqüilo no grupo. Eles estão chateados, porque gostariam de estar numa situação melhor. Mas .enfrentamos um grande adversário. No Cruzeiro, cria-se crise. O Ceará está ganhando de todo mundo. Na Vila o Ceará jogou contra o Santos, que só não tinha o Robinho, e o Santos teve dificuldade. Teve um pênalti no Misael, que dá trabalho pra todo mundo. Pelo carinho, pelo respeito que tenho pelo Cruzeiro, eu procuro cobrar dos atletas pra que se entreguem naquilo que estão fazendo. Por algumas razões, não coloquei A, B ou C e é assim que vou agir em qualquer clube. Um atleta tem que ter esse comprometimento, tem que se dedicar, pois ele é bem remunerado. É evidente que uma hora vai perder. Mas tem de vender a derrota caro. O torcedor gosta de ver o jogador lutando. (mais…)

Adílson: “O problema não é emocional, é físico”

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Ceará 1×0 Cruzeiro, no Castelão, em Fortaleza, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 30mai10:

  1. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Erramos muitos passes no meio, chutamos muita bola pra frente. Esse não é o Cruzeiro. Eu vou relevar. Na minha avaliação, é por causa do desgaste dos jogos. Nada emocional relacionado a perda de Libertadores, pressão. Não é isso. O aspecto físico é a minha preocupação. O Ceará também jogou na quinta-feira, lá em Goiânia, vários jogadores estavam puxando a perna, demonstrando sinal de cansaço. Isso é normal. O Cruzeiro está fazendo sua 33ª partida, o Santos fez 36, o Internacional, 35. Isso acaba sobrecarregando. Está na hora de pensar em alternativas. Alguns jogadores estão um pouquinho sobrecarregados, desgastados. É aquilo que eu alertei no início: o Fernandinho um pouquinho mais, Roger um pouquinho mais, Fabinho um pouquinho mais, pra ajudar aqueles que jogam com certa frequência. A gente tem observado que, na hora de recuperar essa bola, alguns estão tendo um pouquinho mais de dificuldade. É sobrecarga. A conversa é dentro de campo. Se não voltar, se não marcar, se não acompanhar, se não correr, se cruzar os braços, se não fizer andar… Eu estou vendo. Não tem jeito de enganar a gente. A gente jogou bola. No meu ponto de vista, o time melhorou no 2º tempo. O Roger fez um bom jogo contra o Botafogo. Mas não pode é mão na cintura, parado, não voltando, andando, sobrecarregando determinado setor… Eu já falei: o Paraná está jogando o mesmo número de jogos que o Fábio. Uma hora vai cansar. O Henrique não está roubando o mesmo número de bolas que nos anos anteriores. Por quê disso? Com a entrada do Roger, vai mudar um pouquinho o estilo do Cruzeiro… (mais…)

Marra: “A camisa ficou bonita, mas o futebol…”

sábado, 29 de maio de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 1×0 Botafogo, no Mineirão, pela 4ª rodada  Campeonato Brasileiro de 2010, em 26mai10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Ninguém quer iludir o torcedor. Em cima da cobrança, de confiança, do desgaste que tivemos durante a temporada, tivemos dificuldades. Fizemos um bom 1º tempo nos 30 minutos iniciais, depois caímos e o Botafogo cresceu. Aí entra falta de confiança, de tranquilidade, o que é normal dentro de um clube do porte do Cruzeiro, que é mais cobrado. Depois dos 30 minutos, eles tiveram um volume maior. E nós tivemos dificuldades pra encaixar contra-ataques. Tivemos três ou quatro chances com o Guerrón. Não foi uma noite feliz, mas fico contente com o resultado. Fiz algumas trocas em função daquilo que estava observando. Alguns jogadores não estavam conseguindo roubar a bola, acertar passe, passar. Aí você tem que abdicar de algumas coisas em função do objetivo, que eram os três pontos. A gente lamenta por não apresentar um bom futebol, mas acredito que seja em função das cobranças. (mais…)

Jonílson: “Está na hora de voltar a ser grande”

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético-MG 1×3 Cruzeiro, no Mineirão, em 20fev10, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010.

(mais…)

Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

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