Posts com a Tag ‘Caracas’

Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

O grupo tenebroso

quinta-feira, 8 de abril de 2010
  • O Grupo 8  da Libertadores, formado por Flamengo, Universidad de Chile, Universidad Católica e Caracas, é tenebroso. Esses clubes têm que enfrentar não só uns aos outros, mas terremotos, tsunamis, temporais e, pior, Hugo Chávez! (Paulo Sanchotene, gremista)

Sancho tem razão. As vicissitudes dos demais grupos: altitude, dengue, bala perdida, tiroteio, engarrafamento, estrada na ribanceira, caos aéreo, gramado sintético, cancha esburacada, gripe suína, clima de deserto, chá de aeroporto, nada é comparável aos dramas que enfrentam os times do Grupo 8.

Que, além de tudo, quando jogam na Venezuela, só podem tomar banho de 3 minutos – molha, ensaboa, enxagua- depois de uma partida de futebol.

Teremos jogo

terça-feira, 6 de abril de 2010

Em Caracas, Deportivo Itália 2×3 Colo Colo. Os chilenos perderam pênalti quando venciam por 3×1. E, logo, depois tomaram, também de pênalti, um gol que os avacalhou demais.

(mais…)

Líder: “Itália deixou boa impressão nos 3 jogos”

sábado, 13 de março de 2010

Pitacos de protagonistas, jornalistas e blogueiros acerca do Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores de 2010,em 11mar10, no Estádio Olímpico, em Caracas, Venezuela.

(mais…)

Fábio e Henrique não perderam o foco

sexta-feira, 12 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores de 2010,em 11mar10, no Estádio Olímpico, em Caracas, Venezuela.

  • Adílson Batista – Sem Ramires, Fabrício e Wagner, o abacaxi de 2010 está mais difícil de descascar. Na dúvida, deveria levar o barco com mais prudência, impedindo que os laterais ataquem ao mesmo tempo. Se tomar esta providência, ficará faltando arranjar um armador eficiente. Se não encontrar, realmente, saberá que não se classificar não é o fim do mundo, mas tão somente, consequência de deficiências no elenco.
  • Torcida – Não se viu uma só camisa azul-estrealda entre os 3 mil torcedores presentes ao Estádio Olímpico. Já em Beagá, cornetas, vuvuzelas e trombetas soaram sem dó dos ouvidos alheios. A má fase da equipe tem movido os tropeiristas.

(mais…)

Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro: Erros em profusão

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mauro França

Se quiser encaminhar a classificação com certa tranquilidade, o Cruzeiro precisa vencer o Deportivo Itália será o resultado ideal. Para buscar a vitória, Adilson repete a escalação que começou contra o Colo-Colo.

Mesmo porque não há muitas opções no elenco, fragilizado pelos desfalques de Fabrício, Elicarlos, Wellington Paulista, Guerron e Gilberto.

(mais…)

Itália 2×2 Cruzeiro: Itália frustra torcida celeste

quinta-feira, 11 de março de 2010

Empatado em pontos com o Colo Colo, mas com vantagem no saldo de gols, o Cruzeiro está em 2º lugar no Grupo 3.

Com duas derrotas, o Deportivo Itália é o lanterna do grupo e joga suas últimas chances de tentar a classificação.

O Cruzeiro só não contará com Gilberto, suspenso. O Itália vai completo para o jogo.

(mais…)

Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (I)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Em 2010 o Cruzeiro completa sua 12ª participação na Libertadores. Entre os clubes brasileiros, alcançará o Grêmio, ficando atrás apenas de Palmeiras, que tem 14, e São Paulo, que chegará a sua 15ª.

No ranking histórico (1960-2009) da Conmebol para a Libertadores, o Cruzeiro ocupa a 17ª posição. É o 3º brasileiro melhor colocado, atrás apenas de São Paulo (13º) e Palmeiras (12º). E tem o melhor aproveitamento não só entre os brasileiros como entre todos os demais participantes (excetuando-se os clubes que tem apenas uma participação).

Nas suas 11 participações até aqui (67, 75, 76, 77, 94, 97, 98, 01, 04, 08, 09), o Cruzeiro fez 108 jogos, somando 65 vitórias, 18 empates e 25 derrotas, com 203 gols marcados e 144 sofridos, e um aproveitamento de 65,74%. Chegou à final quatro vezes e conquistou dois títulos.

São marcas e números expressivos, que foram construídos jogo a jogo, em cada campanha, por jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores. Formam a história do Cruzeiro na Libertadores, repleta de alegrias e conquistas, reveses e decepções, e, sobretudo, rica em emoções. Uma história que enche de orgulho a nação celeste e que será relembrada nesta série que hoje se inicia.

(mais…)