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Cruzeiro 4×2 Guarani: Ufa!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em 4º lugar com 37 pontos, o Cruzeiro pode chegar à vice-liderença se vencer. Perdendo, permanece onde está.

Cuca não terá Roger Galera, Marquinhos Paraná, Diego Renan e Jonathan, suspensos, nem com Leonardo silva e Gilberto, recuperando-se a longo tempo de contusões. Mas terá a volta de Francisco Everton, Wellington Paulista e de Walter Montillo.

Em 7º lugar com 29 pontos, o Guarani pode chegar ao 6º lugar, se vencer. Perdendo, pode cair cinco posições.

Se quiser, Vagner Mancini poderá escalar Douglas, goleiro, Apodi, lateral-direito, e Fabão, zagueiro. Só que ele faz mistério e não revela o time que enfrentará o Cruzeiro.

(mais…)

Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Cuca: “O diferencial foi a luta”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de protagonistas e dirigentes acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Cuca, treinador do Cruzeiro: Jogar com uma adversidade dessa é muito difícil. O ambiente estava todo formado para uma vitória do Atlético-MG e nós tivemos que vencer com empenho, dedicação, garra e qualidade técnica. O time suportou bem, defendeu bem, o pessoal entendeu bem e a gente sai daqui feliz. O diferencial foi a luta, entrega, garra, passar um momento ruim, como no 1º tempo e ter a grandeza de jogar como no segundo tempo. No primeiro tempo, o Atlético foi bem melhor. Só tivemos a chance de gol do Wellington. No 2º tempo, a gente foi melhor, tivemos umas quatro chances e merecemos a vitória, com um jogador a menos, em uma expulsão incorreta, eu estava próximo. Tecnicamente o jogo foi bom, com jogadas bonitas. Teve todos os nuances de um clássico. Discussão no final, bola na trave do Cruzeiro, bola na trave do Atlético-MG. Quero ressaltar que vencemos um grande adversário, comandado por um grande treinador também. Temos que trabalhar bem a semana para o jogo contra o Grêmio Prudente. Se não trabalhar, não ganha. Trabalhar firme para no domingo, se Deus quiser, a gente chegar aos 22 pontos. O Fabio é o melhor goleiro do país, não um dos melhores. É o melhor goleiro do Brasil e, no devido tempo, vai ter a oportunidade dele na seleção. E o principal é que ele é feliz no Cruzeiro e a seleção vai ser uma conseqüência do trabalho dele aqui. 
  2. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: O que mais valeu foi o empenho, dedicação e raça. Nosso time foi guerreiro, vibrador. Sabíamos que ia ser difícil, ainda mais sem a nossa torcida. Mas esse gol foi para os mais de oito milhões de torcedores cruzeirenses. Venho treinando esse chute há muito tempo. Fiz assim no jogo-treino contra o Tupi e fiz novamente hoje. Foi o famoso pombo sem asa. Foi um golaço e graças a Deus conseguimos essa vitória. Conseguimos mais três pontinhos, que nos coloca mais próxima da Libertadores e do título. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  3. Fabinho, volante do Cruzeiro: A confiança que o treinador passa para o grupo, em acreditar em um resultado positivo, diz muito durante a semana. Nós tivemos uma comissão confiante, trabalhando em cima daquilo que nós tínhamos que fazer, e hoje deu resultado. Conseguimos três pontos importantes. Nós tivemos 90 minutos de jogo pegado, trombada, discussão. Cruzeiro e Atlético não tem jogo leve. Ainda mais em se tratando da situação do nosso adversário, que está na zona do rebaixamento. Mas eu acho que ter jogada ríspida, ter dividida, ter xingamento faz parte. O que não pode é ter agressão, tapa na cara, cusparada. Isso não pode existir no futebol, mas faz parte. A gente entende a situação do nosso adversário. Nós temos que manter a nossa postura. Conseguimos mais três pontos e agora é descansar.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Aplicação. Conseguimos dentro de campo uma vitória super importante para a gente não distanciar lá de cima. A gente conseguiu fazer o gol e suportar bem quando fomos sufocados. Vou tentar sempre fazer o melhor dentro de campo e buscar meus objetivos.
  5. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro:  Aceito o pedido de desculpas dele [Diego  Tardelli]. Não sei por que ele fez aquilo. Aceito o pedido de desculpas, mas eu acho que o Tribunal deveria puni-lo pelo que ele fez. O Tribunal tem que analisar as imagens e ver que medidas eles devem tomar. Mas, na minha concepção, foi uma covardia. Eu estava no chão, ele passou por cima e pisou. Só que eu acho que o tribunal deveria olhar e punir. Com certeza, se eu tivesse reclamado ou feito alguma coisa, ele [juiz] teria expulsado. Na sequência, o Gil tomou as dores, ficou chateado e fez aquilo [atingiu Tardelli com o cotovelo]. Na minha concepção, houve falta e o juiz ia marcar. Foi muito rápido. Eu fiquei no chão esperando a falta e ele passou e pisou. Eu pensei: ‘tenho que correr atrás e nem pensei em reclamar’. Mas se eu tivesse feito uma cena, o juiz ia dar alguma coisa.
  6. Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG: Foi uma discussão normal. Um bate-boca com o Jairo, e o Werley veio retrucar. Teve um lance que achei que o Jairo poderia tocar por baixo e ele mandou por cima. Não foi atitude correta. O Vanderlei pede, por ser capitão, para não fazer isso. Não poderia ter tomado a atitude diante da nossa torcida. Mas já está tudo bem com o Werley. A gente tem tudo o que o clube pode oferecer, e o clube tem jogadores com a capacidade de dar a volta por cima. É um momento ruim que ninguém quer passar. E, quando os resultados não chegam, fica complicado. A gente sabe que o Atlético-MG já esteve na segunda divisão e passa isso na cabeça. Mas quem colocou o Atlético-MG nessa situação fomos nós jogadores e temos que tirá-lo. Ainda dá tempo. O primeiro turno não acabou, e a diferença de pontuação entre os clubes não é grande. Mas tem que ser rápido. Falta de vontade não tem. Isso não vai ter aqui. Parece que a equipe se esqueceu de como se joga futebol. Falo de mim, e da equipe também. Não estou tirando o meu da reta. Não adianta iludir o torcedor e ficar falando aqui e, quando chega ao campo, não mostrar nada. Temos que falar menos e fazer mais. O Cruzeiro sempre vem montando uma boa equipe. Tem um elenco entrosado, que já vem jogando junto há um bom tempo. Sempre vai existir essa rivalidade. Futebol é assim, a gente lamenta essas derrotas, mas uma hora isso vai mudar.
  7. Jairo Campos, beque do Atlético-MG: As brigas no futebol acontecem. O mais importante é deixar ali. Isso ficou e agora temos que ficar juntos. Depois conversamos e ficou lá a briga. Peco desculpas à torcida, porque temos que resolver desentendimentos no vestiário. Mas, infelizmente aconteceu. Mas isso vai nos ajudar a dar a volta por cima e ter um futuro melhor.
  8. Fernandinho, lateral-esquerdo do Atlético-MG: Nós atletas profissionais não temos que pedir desculpas. A gente tem que fazer é dentro de campo para que o torcedor possa vir. A gente sabe da situação. Não adianta ficar lamentando, se desculpando. Mas eu acho que é isso. Só nós, atletas, podemos sair dessa situação. A gente sabe que tem um campeonato longo ainda pela frente, são muitos jogos, mas sabemos que com o elenco que a gente tem vamos conseguir sair dessa situação. Depois que a bola começar a entrar, a gente sabe que vai fazer o melhor para que o Galo esteja sempre em primeiro lugar. Nossa equipe fez um bom jogo. Tentou da melhor maneira possível fazer o gol. E, infelizmente, às vezes, a fase não está muito boa, a bola acaba não entrando. A equipe adversária foi uma vez só e acabou fazendo (o gol). É coisa de futebol, às vezes nem sempre quem faz o melhor jogo ganha a partida. Agora, vamos ter que trabalhar. Temos a Sul-Americana na quarta-feira e é bola para frente. Agora é tentar sair dessa situação em que o Atlético se encontra e tentar vencer na Sul-americana, pois é o caminho mais curto para a Libertadores.
  9. Wanderlei Luxemburgo, treinador do Atlético-MG: Já passei por situações semelhantes, mas sempre tive a tranquilidade de saber como ajeitar as coisas. O momento é triste, porque estamos tentando e não estamos conseguindo. Mas daqui a pouco tudo vai dar certo. Isso é o futebol. Jogamos melhor do que eles nos dois jogos (o outro foi pelo Campeonato Mineiro) e não ganhamos. Não tem do que reclamar. Daqui a pouco, a coisa vira. Eu entendo a torcida estar chateada. Tem mais que me hostilizar, que pedir para eu ir embora mesmo, só que com respeito, claro. Eu sei que o torcedor está indo embora com a cabeça quente. Mas temos que ter calma, tranquilidade e trabalhar muito. Quarta-feira, já tem Copa Sul-Americana, e os jogadores estão com a cabeça centrada, estão tranquilos. Eu respeito as críticas da imprensa e da torcida, mas eu sei o que estou fazendo. Importante é o que eu converso com a diretoria. O Atlético-MG tem que continuar trabalhando para equilibrar a equipe. Com jogos quarta e domingo, você tem pouco tempo para trabalhar. Mesmo na zona de rebaixamento, eu consigo ver muita coisa boa para o Galo.
  10. Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG: Eu quero dizer que vai encaixar, vai dar certo. O time é bom, tem uma comissão técnica boa e vai encaixar. Nós temos o Obina e o Diego Souza sem as melhores condições físicas, o Edison Mendez no departamento médico. Pelo menos cinco jogadores que contratamos ainda não estão no melhor da forma. Esse sentimento a torcida do Atlético está tendo pela primeira vez, que tem organização. Eu aceito (a culpa), não tem problema. Nós não contratamos jogadores velhos. Nós temos jogador em seleção do Paraguai (Cáceres), do Equador (Mendez), o que está acontecendo, e é duro para falar isso (para o torcedor), mas nós temos que esperar.

Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

Set Llacs, Catalunya

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fábio está com a bola. Vai dar um chutão? Nem pensar. Revertendo expectativas, ele rola a gorduchinha pro Leonardo Silva.

O Capitão rola o esférico pro Diego Renan, à sua esquerda. O novato descobre Gilberto livre e passa.

Com um taquito, Giba volta a bola pra Fabrício, que arregala os olhos, dá dois passos e estica pra Thiago Ribeiro.

À frente do magrelo, dois beques. Encarar pra quê? Melhor conectar o Roger.

O Galero-lero faz uma firula e passa a Henrique, que percebe Jonathan fazendo o facão e o serve com açúcar.

A torcida pressente um ataque feroz. Mas, qual o quê? 

Touro Sentado topa com um engarrafamento na intermediária e recua pra Gil recomeçar a jogada. 

E se é pra começar tudo de novo, o becão devolve a bola a Fábio. E reinicia-se o telecoteco.

Depois de duas voltas completas pelo gramado, finalmente, a jabulani se acerca de WP, que a pega de prima, sem dó nem piedade.

A bola voa, voa, voa e acerta a orelha do Arísio, que está se preparando pra mergulhar na piscina de sua mansão na colina atrás da Arena do Jacaré.

Na tribuna, Sobrinho cutuca o França:

– O time tá batendo um bolão, só falta um centroavante…

Com um meneio, França dá seu “de acordo”:

– O Villa seria o cara! Tudo o que a gente precisa é fazer um gol, o resto tá sob controle.

Na fila de trás, Carlos Alberto Parreira atravessa a prosa:

– Calma, garotos, o gol é só um detalhe.

Na cabine, PCV arremata:

– Sapeca-iaiá já era. Importante é telecotear… É disso que o povo gosta.

Honduras 0x0 Suíça: Catrachos classificaram chilenos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Free State Stadium, em Bloemfontain, Honduras e Suíça encerram as atividades do Grupo H ao som do apito do argentino Hector Baldassi.

Rueda colocará os catrachos pra jogarem no 4-4-2. Com Chávez na defesa e Guevara na volância. Perigo a vista! Mas com León de volta à armação, o que é animador.

Ottmar Hitzfeld também adotará o 4-4-2. Ele confia mais na defesa hondurenha, que chama de tábua de pirulitos, do que no seu inexpugnável ferrolho, pra se classificar.

Deve ser um jogo tosco, mas animado, pois os dois times têm chances matemáticas de classificação. (mais…)

Inglaterra 1×0 Eslovênia: A conta do chá

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, a Eslovênia joga por um empate pra se classificar e mandar a Inglaterra pra casa.

E promete atuar num 4-4-2 clássico. Ou será que, na hora da onça beber água, Kek não vai botar seu 11 jogadores na defesa pra tirar os espaços da turma de Fabio Capello?

O treinador italiano da Inglaterra, vai num 4-3-3- ultraofensivo, posto que dois de seus volantes, Gerrard e Lampard, também atacam com vontade.

Difícil será acordar o centroavante Wayne Rooney, que tem se arrastado em campo.

Outro problema é torcer pra que o goalkeeper quarentão, James, não desafine debaixo dos três paus.

É jogo pra deixar Sua Majestade com os cabelos em pé e tamborilando nervosamente no braço do trono.

Isto se ela não estiver caçando veados em sua casa de campo pra não se amolar com a malemolência dos súditos boleiros.

No apito, estará o alemão Wolfgang Stark. Que, dizem, é adepto de pelo menos meia hora de açougue em cada partida. (mais…)

Sudáfrica 2×1 França: Com chave de ouro

terça-feira, 22 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Free State, em Bloemfontein, Sudáfrica e França jogam em busca de uma improvável classificação no Grupo A.

Quem vencer, fará contas pra ver se ultrapassa, no saldo de gols, o derrotado no México x Uruguai. Em caso de empate, os dois times assistirão no sofá o restante do torneio.

Lucas Reis no UOL Esportes: “Temperatura de 15ºC no Free State Stadium, em Bloemfontein. Domenech escala Clichy, Cissé e Squillaci como titulares; Henry está fora. Capitão Evra foi barrado após discutir com o preparador físico da seleção francesa. Diarra assumiu a braçadeira. Após tomar as manchetes com seguidas polêmicas, a França lembra que precisa jogar bola. Os Bleus correm risco de repetir o fiasco de 2002, quando se despediram do Mundial ainda na 1ª fase e sem fazer gols. Embora os problemas sul-africanos sejam bem menores, Parreira sente a pressão pelo desempenho abaixo do esperado da equipe, que pode entrar para a história como a primeira anfitriã eliminada na fase inicial.”

Público: 39.415. (mais…)

México 2×0 França: Au revoir, Henry!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Às 15h30 (horário de Brasília), no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, França e México jogarão pra saber quem corre atrás do Uruguai e quem vai consolar o Pé de Uva.

A França virou um balaio de gatos. Jornalistas garantem que o elenco não tá satisfeito com o futebol de Anelka. Nem com o do Malouda.

E o sorumbático Gourcuff enche a paciência até do Capitão Evra, que não consegue se comunciuar com a jovem promessa do Bourdeaux.

Tanta frescura só podia mesmo acontecer nuam seleção francesa. E, pra piorar, Zidane cornetou o treiandor com nome de conhaque, que ele diz não entender bulhufas de futebol.

Já os mexicanos estão concentradíssimos. Ninguém treinou mais do que eles no pré-Copa. E nem esbanja mais confiança, agora que a bola está rolando.

O empenho é tanto que o treinador botou a goleirada pra defender chutes de bola de futebol americano o troço mais parecido com a Jabulani, que os astecas encontraram. (mais…)

Honduras 1×0 Chile: Cadê o pênalti? Vencer era uma necessidade…

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Estádio Mbombela, em Nelspruit, Honduras e Chile abrem o Grupo H, que tem a Espanha como principal atração e favorita de quase todo mundo pra conquistar a Copa.

O Chile, treinado por El Loco Bielsa, um argentino que manda o time pras cabeças, vai jogar no 4-3-3 com Sanchez, Suazo (Gallardo) e Beausejour atacando em tempo integral.

Honduras, mais humilde, vai de 4-4-1-1. Carlos Pavón, 36 anos, 56 gols pela Nacional, terá de se virar sozinho no comando do ataque. Quando muito, receberá apoio do meia-armador Nuñez, de quem a gente jamais ouviu falar.

O Juiz será Eddy Maillet, das Ilhas Seychelles, país pouco maior do que Belo Horizonte, com 87 mil habitantes, descoberto por Vasco da Gama, que fica coladinho em Madagáscar.

*****

Eis como o La Prensa, de Tegucigalpa, reportou o jogo:

Honduras debuta con derrota en el Mundial

Ambos representativos abren el grupo H del Mundial de Sudáfrica y protagonizarán el primer duelo latinoamericano (Nelspruit , Sudáfrica)

Mal inicio para Honduras en el Mundial de Sudáfrica-2010. La Selección Nacional después de 28 años volvió a una Copa del Mundo, pero comenzó el camino cayendo 1-0 contra Chile en un duelo con sabor latinoamericano que abrió la acción del Grupo H.

El gol de Jean Beausejour a la media hora de partido dio a Chile su primera victoria mundialista en 48 años y permitió al equipo de Marcelo Bielsa sumar sus tres primeros puntos ante un flojo equipo catracho que, por lo que ha mostrado este miércoles, se confirma como la cenicienta del su zona, donde también están España y Suiza.

La Bicolor, que aún busca el primer triunfo mundialista de su historia, tendrá que esperar, porque se encontró con un rival muy superior en lo futbolístico y que mereció, por juego y ocasiones, mucho más.

El último triunfo de Chile en un fase final de la Copa del Mundo se remonta al 10 de junio de 1962, cuando venció, como anfitriona, a la ex Unión Soviética en la ciudad de Santiago (2-1). Desde entonces, no había podido ganar ni un solo encuentro -siete derrotas y seis empates- en sus siguientes cuatro participaciones: Inglaterra’66, Alemania’74, España’82 y Francia’98.

Los jugadores hondureños tuvieron mucho trabajo en defensa y es que lo de los chilenos pinta bien. Es un equipo dinámico, veloz, atrevido, que juega con las líneas muy juntas, al que le gusta dar un buen trato al balón y practicar un fútbol atractivo. Salió a por el partido desde el primer minuto. Y lo hizo atacando sin cesar por las alas, con dos laterales ofensivos como Vidal e Isla y con un Alexis Sánchez hiperactivo por ambas bandas.

Aún así, a Chile le falta instinto asesino si no tiene a Humberto Suazo, su goleador, al que Bielsa reservó después de que el ‘Chupete’ se haya pasado las dos últimas semanas recuperándose de una lesión muscular.

Una falta lanzada por Matías Fernández y un disparo lejano de Vidal que Noel Valladares atajó en dos tiempos fue lo más peligroso de Chile antes de que, pasada la media hora, Beausejour rematara a gol una combinación entre el propio Fernández y Vidal (0-1).

El tanto fue un premio merecido a la insistencia chilena y el justo castigo para una Honduras que se había mostrado solida en la contención, rápida en el repliegue, pero tácticamente rácana y técnicamente limitada a la hora de fabricar algo de fútbol.

Sin el otro Suazo, David, también delantero y también reservado por Reinaldo Rueda al no estar al cien por cien, la selección hondureña lo porfió todo a la solvencia de Wilson Palacios para poner pausa en la medular y los disparos lejanos de Núñez, sustituto en la mediapunta de Rambo De León, al que una lesión muscular le ha dejado a última hora fuera del Mundial.

El guión del partido no cambió tras la reanudación, si acaso, aún se puso más de cara para Chile, el único equipo que quería el balón. Mientras que Honduras intentaba controlar el choque con el repliegue, su potencia física y la organización defensiva.

Un disparo demasiado Cruzado de Alexis Sánchez y un doble remate de Ponce y Medel que Valladares sacó por dos veces en la línea de gol fueron los dos primeros avisos de la escuadra sudamericana en la segunda mitad. Mientras tanto, en la meta contraria, Bravo vivía desde lejos y con placidez el aluvión atacante de su equipo.

Honduras no robaba, no salía, no armaba una contra que hiciera al menos recular al rival. El equipo centroamericano fue decayendo hasta acabar encerrado en su área, pero Chile fue incapaz de sentenciar por culpa de su falta de definición en los metros finales.

Con otro rival, quizá lo hubiera acabado pagando, pero no con Honduras, un equipo tan tímido con el balón que no fue capaz de disparar entre los tres palos durante toda la segunda mitad.

El segundo partido de Honduras es el lunes 21 de junio contra España que hoy debuta ante Suiza, nuestro tercer rival.

Honduras: Noel Valladares, Sergio Mendoza, Osman Chávez, Maynor Figueroa, Emilio Izaguirre, Amado Guevara, Wilson Palacios, Roger Espinoza, Ramón Núñez, Edgard Álvarez y Carlos Pavón. Entrenador: Alexis Mendoza. / Chile: Claudio Bravo, Waldo Ponce, Mauricio Isla, Carlos Carmona, Gary Medel, Matías Fernández, Rodrigo Millar, Alexis Sánchez, Arturo Vidal, Jorge Valdivia y Jean Beausejour. Entrenador: Marcelo Bielsa.

UOL Esportes viu quae tudo, menos um pênalti calro a favor da seleção azul-estrelada, Assim fica difícil!

  • 27 – Matías Fernández cobra a falta forte. Mesmo longe da área, o meia-atacante chileno assusta o goleiro e bola passa rente ao travessão.
  • 34 – GOOOLLL DO CHILE!!! Isla recebe belo passe na direita e cruza rasteiro para Beausejour desviar no primeiro pau.
  • 45 – Em cobrança de falta, Nuñez chuta no meio e Bravo manda para o escanteio.
  • 62 – UUUHHH!!! Sanchez recebe passe de Valdivia, domina na entrada da grande área, chuta e a bola passa rente à trave direita hondurenha
  • 64 – UUUHHH!!! Vidal escora cobrança de falta para o meio da área. Livre, Ponce cabeceia debaixo da trave e Valladares faz grande defesa;
  • Alexis Sánchez – Liso, o camisa 7 partiu para cima dos defensores de Honduras e criou chances de gol com seus dribles.
  • Carlos Pavon – Maior artilheiro da história de Honduras e herói da classificação, finalizou a gol apenas uma vez e errou. 
  • Noel Valladares – Sofreu ao ver seu time ser dominado e realizou quatro importantes defesas, evitando uma goleada.
  • Amado Guevara – Capitão hondurenho errou 28% dos passes e foi substituído aos 19min do segundo tempo .