Posts com a Tag ‘campeão brasileiro’

A grande chance de Andrade

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Andrade deve receber a difícil missão de evitar o rebaixamento do Ipatinga. Parece pouco para o treinador campeão brasileiro de 2009.

Normalmente, após um título tão pomposo, era de se esperar que ele estivesse dirigindo algum time da Série A.

Mas Andrade acabou não sendo contratado pelos times que trocaram de treinador até aqui na principal divisão do futebol brasileiro.

Os brancos bonzinhos apontam o dedo: “Andrade é vítima do racismo brasileiro!”

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Tusta enfastiado

terça-feira, 20 de julho de 2010

O tema foi discutido à exaustão no PHD no dia seguinte à final da Copa. Aparentemente, é notícia velha, matéria vencida, assunto datado.

Mas não é. Comentaristas dos canais de esportes não param de recomendar o telecoteco como a solução para os males do fut brasilis.

Prudente, Avaí, Duque, Icasa, Flamengo, Alecrim, Palmeiras, Tupi ou Ananindeua, não importa que elencos tenham, estão intimados ao totó infinito.

Se a moda pega, o futebol ficará intragável. Seremos Suiça ou Espanha. Com bola de pé em pé, de um lado pra outro, sempre na horizontal, todos os jogos terminarão em goleadas de 1×0.

O contra-ataque, embora não tenha agradado ao Tusta, ainda é a saída pra maioria dos times brasileiros. E se bem executado pode tornar o jogo interessante.

Agora o lescolesco improdutivo pode até ser um jogo de segurança máxima para os times poderosos, mas não vai empolgar a torcida. Já pensaram um campeão brasileiro marcando 40 gols em 38 partidas?

Melhor a Seleção tentar uma terceira via. E o treinador de cada time brasileiro imaginar táticas e estratégias compatíveis com seus elencos.

Mas sempre buscando o gol. Caso contrário, o som do clic nas salas vai superar o do grito das galeras nas arquibancadas. 

Coluna do Tostão

Compromisso público

Quanto maior a qualidade dos times e dos atletas, maior a tendência de as partidas serem menos vibrantes

Após assistir, nos estádios, aos primeiros jogos na Copa, percebi que, em relação ao que costumo ver pela TV, no Brasil, as partidas estavam muito frias, lentas, táticas e com excesso de toques curtos e para os lados. Deveria ser o contrário, pela importância da competição e presença da torcida.

Fiquei na dúvida se era porque, na TV, os narradores brasileiros gritam demais, narram como se fosse pelo rádio e transformam qualquer pelada em um jogo emocionante, ou se as seleções na Copa procuravam jogar com mais segurança.

Os jogos do Brasileirão, de todas as séries, são mais vibrantes que os da Copa. Há mais disputas pela bola e mais jogadas de área. Infelizmente, quanto maior a qualidade técnica das equipes e dos jogadores, maior a tendência de as partidas serem frias e lentas. Por terem poucas chances, os craques, cada vez mais, decidem cada vez menos os jogos.

Além disso, os grandes jogadores se tornaram tão ricos, famosos e estrelas, jogando bem ou mal, que a Copa passa a ter menos importância. Cristiano Ronaldo, Messi e Kaká continuam com o mesmo prestígio.

Impacientava-me, ao ver no estádio, um jogador, com grandes chances de driblar em direção ao gol ou de dar um passe decisivo, preferir, por segurança ou falta de talento, tocar a bola para o lado. O grande craque é o que joga como se visse a partida da arquibancada.

O jogo excessivamente técnico e tático, mas com pouca alma, é uma grande chatice. “A bola é um reles, um ínfimo, um ridículo detalhe. O que procuramos no futebol é o drama, a tragédia, o horror e a compaixão. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana” (Nelson Rodrigues).

A filosofia na Copa foi a de Parreira, de que o importante é não levar o primeiro gol. Se é assim, porque não fazer o gol primeiro?

Uma das maneiras de mudar isso seria um time tentar dominar o outro, pressioná-lo, tentando tomar a bola mais à frente.

A  estratégia atual é o contrário. Criou-se o conceito de que a melhor maneira de vencer é recuar e tentar ganhar em pouquíssimos contra-ataques que raramente acontecem. O jogo fica feio. Essa é uma boa tática para time pequeno.

O novo técnico da Seleção Brasileira deveria assumir um compromisso público, com firma reconhecida em cartório, de que a equipe vai tentar vencer e dar bons espetáculos.

Fonte: Superesportes, em 18jul10

Com e elenco que possui, o Cruzeiro deveria terEspanha, Alemanha ou Brasil como referência?

Acompanhando o Cruzeiro à distância

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Criciúma, 9 de junho de 2010

Boa tarde, virtual amigo JS:

Há tempos não dou meus pitacos no seu blog. Confesso-te que depois que mudou o procedimento para senhas e logins fiquei meio vadio para comentar, porém, sempre leio os cornetas de plantão.

O curioso é que desde quando comecei a comentar no PHD, se não me falha a memória, apenas dois treinadores passaram pela Toca.

Sempre achei o Cruzeiro exemplo de organização, nesse tempo em que passei a acompanhálo fisicamente de longe, mas virtualmente de perto. 

O time celeste sempre esteve nas primeiras colocações dos torneios que disputou.

Estar sempre nas linhas de frente, dá uma sensação de qualidade, de excelência e, como já disse anteriormente, de organização. Isto tudo é muito, mas na contramão vem o fato de o clube não ter vencido nenhuma competição de expressão neste periodo.

Para o Cruzeiro há três campeonatos: o Brasileiro, a Libertadores e os clássicos. A qualidade do clube o levou a este patamar, por isto o torcedor não se engana com estadual e Copa do Brasil.

Seguindo este raciocínio, fica dificil entender o fato de o Cruzeiro não ter sido campeão brasileiro em 2009, equanto aquele achado da Gávea o foi.

Fica difícil entender que LDU e Estudiantes venceram a Libertadores e o seu time não, JS.

O Cruzeiro é grande o suficiente para levantar taças, não para ser exportador de qualidade ou comprador de alto nível.

É lógico que o torcedor quer uma boa estrutura, categoria de base forte, salários em dia, mas ele quer também algo mais, quer o ídolo.

Aqui é assim. Na Europa, onde é tudo bonitinho, o time perde em casa com o estádio lotado e todo mundo acha bom.

No Brasil, neguinho fica puto uma semana, dá dura na mulher, na secretária, é zoado no trabalho. Aqui, tem de ganhar sempre. Ficar entre os quatro é bom, mas gostoso mesmo é ser campeão.

Desejo boa sorte ao Cuca, até porque o considero um excelente treinador e felicidades a todos os blogueiros do PHD.

Neste post, mando meus cumprimentos a todos os amigos cruzeirenses.

Marcelo Cardoso Cunha

Marcelo Cunha, 28, torcedor do Criciúma, servidor público, amigo do Fernandinho Santa Clara, estudante de jornalismo, nasceu e mora em Criciúma.

Caro, porém insuficiente

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jorge Santana, você poderia postar este texto pra sucitar um debate sobre os limites do elenco do Cruzeiro? Abs, Carlos Eduardo.

Uma análise do elenco do Cruzeiro

Fabio, Rafael e Flávio (Goleiros)
Jonathan e Diego Renan (Laterais)
Leonardo, Gil, Thiago Heleno, Caçapa (Zagueiros)
Fabricio, Marquinhos Parana, Henrique, Elicarlos, Pedro Ken (Volantes)
Gilberto, Roger (Armadores)
Thiago Ribeiro, Wellington Paulista, Eliandro, Robert e Kieza (Atacantes)

Convenhamos é um elenco fraco, qualitativamente e quantitativamente. Possui 21 jogadores. Sem lateriais reservas e com os titulares jogando mal.

Além de fraca, a zaga está a conta do chá. Apesar dos nomes e dos altos salários, nosso meias  são jogadores fora de forma, quase ex-jogadores.

No ataque, falta um jogador diferenciado e que seja perene. Até hoje, Wellington Paulista e Thiago Ribeiro viveram de fases. Ainda que o Ribeiro seja um bom jogador.

Digamos assim em outros tempos,  qualificáveis como titulares do Cruzeiro teriamos: Fabio, Fabricio, Marquinos Paraná e  Ribeiro. Somente quatro jogadores.

Para completar o grupo (mas lembremos para se completar um grupo é necessário qualidade.  Afinal, qualquer um poderá e deverá ser chamado) temos: Rafael, Jonathan, Diego Renan, Leonardo, Thiago Heleno, Henrique, Gilberto, Paulista e Eliandro.

Vejam que, agora subimos para nove jogadores, sendo destes cinco formados em casa, classificados mais promessa do que como realidade (casos de Rafael e Eliandro).

Por fim, pergunto-me o que fazem os seguintes nomes no Cruzeiro: Gil, Caçapa (já que não joga, até acho que era um grande zagueiro e nesta turma ai deveria ter vaga), Elicarlos, Pedro Ken, Roger, Kieza, Robert.

De tudo isso teríamos 13 jogadores, sendo 12 medianos e UM que vem fazendo a diferença, o Fábio. Isto é pouco pra um time que busca ser Campeão Brasileiro ou da Libertadores.

Elenco muito fraco pra folha de pagamento, que segundo sites especializados é uma das maiores do país.

Quem discorda?

Carlos Eduardo Marques, 30, cruzeirense, professor da Faculdade de Ciências Jurídicas da FEVALE/UEMG e professor substituto de Antropologia na UFMG, nasceu e mora em Belo Horizonte.

Sport, campeão de 1987, ora, bolinhas!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Após 16 anos estudando uma decisão irrecorrível do STJ, o Jurídico da CBF chegou à conclusão de que o campeão brasileiro de 1987 é o Sport Clube Recife.

Nada de novo. O PHD dissecou a questão em vários posts. Não havia qualquer dúvida quanto ao aspecto legal. No esportivo, só teleguiados pela mídia flamenga insistiam no assunto tentando passar uma rasteira na Justiça.

O Fla perdeu a taça das bolinhas. Evaporou-se o hexa sem penta. Resta ao rubronegro carioca o título de campeão da Copa União, o torneio que resultou do golpe de estado perpetrado por cartolas e jornalistas em 1987.

Naquela ocasião, o 2º e o 4º colocados de 1986, Guarani e América carioca, respectivamente, foram rebaixados para um módulo que os  golpistas -entre eles, o Cruzeiro- quiseram transformar em 2ª divisão.

Criciúma, 9º, Portuguesa, 11º, Inter de Limeira, 12º e Joinville, 14º, também foram excluídos do grupo dos 16 eleitos pra Copa União, que se queria a elite do futebol. E times que ficaram abaixo do 16º lugar -Inter, Santos, Santa Cruz e Goiás- foram integrados à suposta divisão de principal. Piada de mau gosto.

Acabou-se a lenga-lenga. A taça da bolinhas é do São Paulo, 3º penta campeão brasileiro de verdade. O 1º, o Santos Futebol Clube (61, 62, 63, 64, 65), não leva o troféu, porque ele não existia nos Anos 60. O 2º, a Sociedade Esportiva Palmeiras (60, 67, 72, 73, 93) também não e pelos mesmos motivos.

De hoje em diante, os rubronegros do Recife não têm mais que ficar esfregando a decisão judicial nas fuças de seus detratores instalados nas redações do Eixo.

Bahia, 1º campeão brasileiro: 50 anos, hoje

segunda-feira, 29 de março de 2010

Há 50 anos, o Esporte Clube Bahia, o Tricolor de Aço, sagrou-se campeão brasileiro pela primeira vez.

E foi também o primeiro campeão brasileiro, algo definitivo, inquestionável, aflitivo para os rivais, que jamais poderão lhe tirar esta marca.

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