Posts com a Tag ‘atleticano’

O Alixandre: “Quem botou vai ter de tirar!”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tudo começou com o Expresso da Paixão, nome dado pelo marqueteiro-mor do Atlético-MG  ao busum que transporta atletas do Clube de Lourdes.

Depois, veio camisa rosa, que só atleticanos usam em todo o terriório nacional.

Os jogadores entraram no clima e resolveram ficar 15 dias juntos. O presidente elogiou a decisão e até liberou o cacete na madrugada.

Houve quem protestasse na torcida: “Tá parecendo BBB esse monte de homem dormindo junto!”

(mais…)

No rodapé da lista

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

E-mail enviado pelo Dr. Genibaldo Lucena:

Confiram a lista de clubes detentores de títulos nacionais:

  1. Palmeiras (10)
  2. Santos (9)
  3. Flamengo (8)
  4. Corinthians (7)
  5. São Paulo, Grêmio e Cruzeiro (6)
  6. Vasco e Internacional (4)
  7. Fluminense (3)
  8. Botafogo, Bahia e Sport (2)
  9. Guarani (1978), Coritiba (1985), Atlético (2001), Criciúma (1991), Juventude (1999), Paysandu (2002), Santo André (2004), Paulista (2005) e Atlético-MG (1971) são os monotítulos.

Repararam que o Atlético-MG, além de estar no fim da lista, é o que há mais tempo não comemora um título nacional!

Por isto, sempre aconselho meus amigos atleticanos a procurarem torcedores da Ponte Preta pra se consolarem e não se sentirem tão por baixo.

Abs,

Genibaldo Lucena

Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Falta vender ingresso numerado

domingo, 1 de agosto de 2010

Os estádios andam encolhendo.

Os torcedores engordam. Estão mal educados como nunca. As cadeiras engolem parte do cimento. E as autoridades ficaram espertas.

O Pacaembu, que já recebeu 72 mil torcedores, hoje, mesmo com o tobogã no lugar da concha acústica, suporta a metade.

O Maracanã já recebeu 183 mil torcedores num jogo da Seleção, hoje em dia, agora fica entupido com 90 mil.

O Mineirão dos 133 mil daquele histórico Cruzeiro 1×0 Villa, de 1997, depois de reformado, oferecerá 70 mil lugares.

E o Independência, cujo recorde foram os 33 mil do Brasileiro de Seleções de 1963, apesar de ampliado, ficará com 20 mil cadeiras.

A Arena do Jacaré, que já recebeu mais de 20 mil, só poderá abrigar 13.600 atleticanos no RapoCota de hoje à tarde.

Quando as obras estiverem concluídas, será um estádio pra 18 mil.

Corpo de Bombeiros, Ministério Público e Polícia Militar estão marcando os cartolas e administradores de estádios em cima do lance. 

Não permitem mais as superlotações e os poucos e inseguros acessos dos estádios.

Agora, falta impor -isto mesmo, impor- o lugar numerado. Com monitores pra conduzir o torcedor e passar uma flanelinha no assento antes de liberá-lo.

Se isto já estivesse em vigor, seria possível receber as duas torcidas num jogo como o de hoje.

De cara com o insólito

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pesquei e editei esta historinha contada pela Beth Makennel na área de comentários do blog. Interessante, não é mesmo?

Gente Azul 5 Estrelas, toda última quarta feira do mês tem música ao vivo das 18h30 às 22h no clube de lazer do Cruzeiro, no Barro Preto.

Ontem, eu estava lá pra disputar uma partida de buraco pelas olímpíadas internas, mas nem precisei jogar, pois a equipe adversária estava desfalcada.

Sem ter contra quem jogar, fui pro salão tomar cerveja e ouvir a dupla da noite tocar músicas italianas, inglesas, brasileiras, todas de primeira qualidade. Foi bom demais!

Vocês precisam apreciar os bons programas que nosso clube oferece!

Mas vamos ao ponto que desejo abrodar: por volta de 22h, fui convidada pra ir ao Restaurante do Porto com uma turminha.

Estando lá, conversa vai, conversa vem, pra minha grande preocupação, fui apresentada atleticano, que é conselheiro do Cruzeiro.

Fiquei espantada. E, mesmo não querendo magoá-lo, perguntei se era verdade que ele torcia pelo rival.

Ele se disse corintiano, mas a esposa o desmentiu: “Nós somos atleticanos!”

Eu disse a eles que não concordava com aquilo e ouvi, da esposa dele, que “o Conselho Deliberativo do Cruzeiro está cheio de atleticanos”.

Eles não gostaram da minha petulância. Acham que minha crítica não tem nada a ver.

Sinceramente, estou muito preocupada! O que leva esses torcedores adversários a se tornarem conselheiros do Cruzeiro?

Recordar é viver

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pra irritar hienas e atleticanos enrustidos, que tentam empastelar o blog.

  • Atlético-MG 0x5 Cruzeiro, domingo, 27abr08, 16h, Mineirão, jogo de ida da final do Mineiro 2008 – Público: 48.903 pagantes e 51.063 presentes – Renda: R$1.011.000,20 – Juiz: Paulo Cesar Oliveira (SP) – Bandeiras: Maria Eliza Correia Barbosa e Emerson Augusto de Carvalho (SP) – Amarelos: Xaves (Atl); Thiago Heleno, Marquinhos Paraná e Ramires (Cru) – Gols: Moreno, 12, Marcos (contra), 19, e Ramires, 38, do 1º tempo; Guilherme, 21, e Wagner, 33 do 2º – Atlético-MG (com uniforme tradicional, no 4-3-3): Juninho; Gérson (Renan), Leandro Almeida, Marcos e Thiago Feltri (Agustin Viana); Rafael Miranda, Xaves, Márcio Araújo e Danilinho; Marques e Renan Oliveira (Marcelo Nicácio). Tec: Geninho / Cruzeiro (com uniforme tradicional, no 4-3-1-2): Fábio; Charles (Fabrício), Thiago Heleno, Espinoza e Jadílson (Jonathan); Henrique, Ramires e Marquinhos Paraná, Wagner; Guilherme e Marcelo Moreno (Leandro Domingues). Tec: Adílson Baptista.
  • Cruzeiro 5×0 Atlético-MG, domingo, 26abr09, 16h, Mineirão, Belo Horizonte, jogo de ida das finais do Campeonato Mineiro de 2009 – Transmissão: Globo Minas e PFC (pague-pra-ver) – Público: 47.489 pagantes, 49.380 presentes – Renda: R$1.078.742,50 – Juiz: Paulo César de Oliveira (SP) – Bandeiras: Roberto Braatz (PR) e Maria Eliza Barbosa (SP) – Amarelos: Gerson Magrão, Leonardo Silva, Kléber e Wellington Paulista (Cru); Werley (Atl) – Vermelhos: Renan e Leandro Almeida (Atl); Ramires (Cru) – Gols: Kléber, 39 do 1º tempo; Leonardo Silva, 10, Leonardo Silva, 16,  Jonathan, 34, Jonathan, 41 do 2º tempo – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Leo Fortunato, Leonardo Silva e Gerson Magrão; Marquinhos Paraná, Fabrício (Henrique) e Ramires; Wagner; Thiago Ribeiro (Soares) e Kleber (Wellington Paulista). Tec: Adílson Batista / Atlético-MG: Juninho; Werley (Marcos Rocha), Leandro Almeida, Marcos e Júnior; Renan, Rafael Miranda, Carlos Alberto e Márcio Araújo (Kleber); Lopes (Chiquinho) e Diego Tardelli. Tec: Emerson Leão

O post definitivo

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caros amigos:

Eu havia decidido parar de escrever qualquer coisa que fizesse menção ao Adilson Batista, no PHD, em respeito ao Cuca e ao ideal de sempre apoiar o Cruzeiro e de não torcer contra, como muitos o fazem para afirmarem suas verdades pessoais.

Mas, como fiquei aborrecido com a falta de respeito de alguns pelo Adilson, que é um grande ídolo do clube, stou sugerindo dois posts derradeiros sobre o tema. Um, como forma de agradecimento ao trabalho do Adilson, realizado por todos aqueles que admiraram seu trabalho no clube, outro bolado pelos que não gostavam do treinador. Seria, acima de tudo, democrático.

Para o post em homenagem ao Adilson, pensei em desmascararmos alguns mitos e citarmos alguns feitos, todos com citações de fontes. Para isto, gostaria da ajuda de vocês com recordações e sugestões.

Seria uma forma de demonstrarmos, por meio de fatos, os motivos pelos quais o trabalho do treinador pode ser considerado bom. E também um incentivo para o outro lado fazer o mesmo justificando seus argumentos contrários.

Com isto, encerraríamos de vez o assunto. O que vocês acham? Topam contribuir?

Cada um ficaria com uma parte sem, contudo, ficar proibido de contribuir com outra. O Elias que, por exemplo, é um crítico da rádia ficaria com a nálise do trabalho dela durante o período em que o treinador esteve à frebnte do time celeste. 

Se o post ficar muito grande, poderá ser dividido em partes. Aí vai um esboço. Contribuam:

O Cruzeiro não tinha jogadas ensaiadas – Cruzeiro 3x0Grêmio – Brasileiro de 2008 A jogada do 1º gol foi comentada pelo treinador e jogadores após a partida. Eles analisaram alguns jogos do Grêmio que, sempre na saída de bola, tocava a bola para trás até que os homens de frente tivessem tempo de se posicionar pra receberem o lançamento. Cruzeiro 3×1 Grêmio – Libertadores 2009 – A jogada do 2º gol foi praticada algumas vezes. Ao invés de cruzar direto para a área, a bola era ajeitada para o Wagner arrematar de canhota.

Os “volantes” não criavam  – Cruzeiro 3×1 Grêmio – Libertadores 2009 – O 3º gol teve assistência de Marquinhos Paraná.  – Cruzeiro 3×1 Nacional-URU – Libertadores 2010 – O 2º gol teve assistência do Fabrício. O 3º teve assistência do Henrique. Tupi 2x7Cruzeiro – Mineiro 2009 – Os 4 “volantes” – O 1º gol surgiu de um pênalti sofrido por Marquinhos Paraná. No 2º, houve teve assistência do Marquinhos Paraná. O 3º foi do Ramires. O 4º do Fabrício. O 5º com assistência do Ramires. O 6º com assistência do Paraná. O 7º foi do Marquinhos Paraná.

 Ramires:, o “volantão”  Seleção de gols do Queniano Azul. Em 2007, quando dirigido por Dorival Junior,ele  marcou 3 no Brasileiro. Entre 2008 e o final da Libertadores 2009, marcou 24 gols sob o comando de Adílson Batista.

Jadílson, Adopi, Jajá e Leandro Domingues foram injustiçados. Onde estão eles, hoje em dia?

A rádia – Podemos citar alguns fatos ligados à recepção que o treinador teve quando chegou, sua relação com a imprensa cacarejante e as consequências dos 5×0.

Duplo 5×0 – As duas maiores goleadas sobre o rival, uma delas, no ano do centenário

Abs,
Vinícius Cabral

N.B.: Proposta acatada. Cruzeirenses, anticruzeirenses, atleticanos, hienas, termocéfalos, tropeiritas, palpiteiros, curiosos, estão todos convidados a parir o post definitivo sobre o Fenômeno Adílson Baptista. Catrtas e mails ao Vinícius.

Perdão, Sete Lagoas

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cruzeiro e Atlético-MG não têm estádios. Pra tocarem seu negócio dependem do poder público, que os  subsidia após arrecadar impostos de adeptos de todos os times e não apenas dos torcedores deles.

Quando o Mineirão estiver reformado para a Copa de 2014, Cruzeiro e Atlético-MG terão 54 mil confortáveis cadeiras pra venderem a cada partida.

Os demais clubes de Minas, nenhuma, embora seus torcedores tenham contribuído para o empreendimento.

Enquanto esse dia não chega, os dois grandes vão depender de favores de outros clubes.

Terão de jogar em estádios particulares como o do Democrata ou municipais como os de Uberlândia, Varginha, Ipatinga, Pouso Alegre ou Uberaba.

Pelo favor recebido, deveriam ser gratos. Ou, no mínimo, educados. Algo que a direção do Cruzeiro não foi quando seu Gerente de Futebol, Valdir Barbosa, desancou a Arena do Jacaré e, de raspão, também a bela, progressista e cruzeirense Sete Lagoas, na coletiva após o jogo contra o Grêmio.

Segundo jogadores e cartolas do Cruzeiro, a cancha da Arena é pequena. Comparada às do Mineirão e do Maracanã, pode até ser. Mas é oficial. E não é menor do que as do Olímpico, Baixada, Ressacada, Engenhão e outras nas quais os times mineiros jogam sem reclamar.

Disseram que o gramado é ruim. Realmente, ele não é nenhuma Brastemp. Mas não é esburacado, nem tem pontos carecas. Está perfeitamente apto para a prática do futebol. Só com muita cara-de-pau se pode dizer que ele prejudica o Cruzeiro, supostamente, um time mais técnico do que os outros.

Isto é desculpa esfarrapada. Qual é o time da primeira divisão que não joga com a bola no chão? Apontem um, por favor. Se o Cruzeiro fosse tão técnico quanto imaginam seus dirigentes e atletas, estaria na ponta e não na metade da tabela. Esse trololó é muleta antiga.

Valdir Barbosa criticou a estrada. Sete Lagoas está ligada a Beagá por duas rodovias, uma federal, outra estadual. Com um pouquinho de organização, chega-se lá em menos de uma hora. Obviamente, haverá casos de retenção, como aconteceu na rodovia federal nesse domingo. Em compensação, na estadual, o trânsito fluiu normalmente.

Segundo Valdir, não há hotéis pra receber a delegação caso ela queira viajar mais cedo pra descansar até a hora da partida. Não procede. A cidade dispõe de hotéis confortáveis. É só telefonar fazendo reservas. Como fez Wanderley Luxemburgo quando seu time jogou contra o Inter.

Domingo, a Arena recebeu 10 mil torcedores. Com todos os setores liberados, pode receber até 16 mil. O acesso ao estádio é fácil, existe estacionamento e a visão do campo é melhor do que a oferecida pelo Mineirão.

Os mais exigentes reclamam do sol. Ora, futebol não é esporte indoor. Queixa indeferida, pois. E ninguém pode reclamar de hostilidade. O público é bem mais educado do que o do estádio de Beagá.

Se alguém errou, foi a direção do Cruzeiro, que não colocou monitores pra orientar o público. Ou os torcedores que insistem em chegar a 10 minutos do início partida. Assim, nem nos estádios escandinavos se evita fila pra entrar.

Resta pedir desculpas ao povo de Sete Lagoas que, da euforia por receber seu time de coração, passou à decepção de receber carão de um cartola bem remunerado pra dirigir time de futebol, não pra queimar a imagem do clube que o paga.

O Cruzeiro pode jogar em outras cidades. Aproximar-se de sua torcida espalhada por toda Minas Gerais. Mas não deve cometer descortesias e nem fabricar desculpas pelo mau futebol que eventualmente esteja praticando.

Eu, torcedor cruzeirense de Belo Horizonte, peço desculpas ao povo de Sete Lagoas. Aos cruzeirenses, americanos, bela-vistenses, democratenses e até atleticanos, caso haja algum além do Chico Maia na cidade.

E estarei de volta, quando nosso (não apenas dos cartolas e jogadores) Cruzeiro jogar em Sete Lagoas.

Cuca: “Não tenho vergonha de me fechar”

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético 0×2 Cruzeiro, na Arena da Baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  1. Juca Kfouri, em seu blog: O frágil Furacão perdeu para o Cruzeiro, 2 a 0,  gol no fim do primeiro tempo de Wellington Paulista,  e do segundo, com Robert. O rubro-negro parece estar se preparando para cair.
  2. Vitor Birner, em seu blog: O Furacão de Carpegiani apresentou novas caras e um futebol melhor que no início do campeonato. Tomou a iniciativa do jogo e criou boas chances. Buscou o ataque e exigiu trabalho duro do goleiro Fábio. Contudo, foi prejudicado pela arbitragem. Aos 19 minutos, Bruno Mineiro desviou para as redes após defesa de Fábio e passe de Alex Mineiro no rebote. O árbitro Wilson Seneme deu impedimento. No lance final da primeira etapa, Wellington Paulista marcou para a Raposa e jogou por água abaixo o bom 1° tempo atleticano. O segundo gol cruzeirense foi aos 41 minutos da etapa final, com Robert. O time do estreante Cuca se defendeu bem e escapou sem sofrer gol do Furacão, que buscou o ataque mas não teve boas chances como no primeiro tempo.
  3. Leandro Mattos, em seu blog: A primeira impressão foi boa!: Se o que vale é a primeira impressão, como afirma um antigo dito popular, o Cruzeiro de Cuca deu um belo cartão de visitas nessa quarta-feira, ao bater o Furacão por 2 a 0, na Arena da Baixada, e subir algumas posições na tabela de classificação, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a disputa da Copa do Mundo 2010. Com certeza, boa parte da torcida estrelada não nutriu saudades por um meio campo com três volantes, quesito obrigatório na ‘era Adílson Batista’. Roger e Gilberto mostraram que podem atuar juntos e que dão, sem a menor dúvida, mais criatividade e uma qualidade de passe muito melhor aos estrelados. O Cruzeiro teve dois armadores fora de casa, em campo inimigo, cenário praticamente impensável sob a batuta do ex-treinador. Fábio, que pegou tudo, e Roger, preciso nos passes, foram os destaques com a camisa azul. O Rubro-Negro paranaense mostrou porque está entre os quatro frequentadores da zona da degola. Só Paulo Bayer e Bruno Mineiro conseguem sobressair em meio a um elenco fraco tecnicamente.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A gente conseguiu fazer um bom jogo. Buscamos a todo o momento ter um bom comportamento dentro de campo taticamente e saindo com velocidade. Conseguimos um gol e depois marcar bem.
  5. Fabrício, volante do Cruzeiro: Que legal, com essa vitória, num frio danado, mas foi muito bom. A gente fica feliz, todo mundo está comprometido com o que o Cuca tem pedido. Desde sempre o grupo é muito profissional, tem sido assim desde que cheguei aqui. Conseguimos esse resultado e agora é dar sequência. Vamos chegar lá na frente, que é o nosso objetivo maior. Quando todo mundo se empenha, é difícil de ganhar da gente. Os meias, principalmente, estão de parabéns. A gente que é volante está acostumado a marcar e atacar, mas eles geralmente só atacam e agora defenderam também.
  6. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Eu vinha falando nas entrevistas coletivas que o Cuca deixou claro para a gente que o que dizem do Cruzeiro é que o time tem muita qualidade, muita posse de bola, mas é um time frio, que não tem emoção. Foi o que ele pediu para a gente e conseguimos colocar raça, determinação. Agora é manter isso para sairmos com o título.
  7. Robert, atacante do Cruzeiro: Foi meu primeiro jogo oficial, sempre estive tranquilo, procurei me adaptar o mais rápido à equipe. Tive uma oportunidade e marquei, agora é dar continuidade ao trabalho. Marcar um gol na estreia para mim foi muito importante.
  8. Cuca, treinador do Cruzeiro: Eles foram vibrantes. Os caras saíram de campo com ‘grama na bunda’. Lutaram, guerrearam, você vê o Roger tomando cartão. Tem que ser assim. É tão bonito ver quando o cara se entrega, se doa, um vai incentivando o outro. A gente pode e deve melhorar, mas foi bom o começo. Uma vitória é sempre bem-vinda, ainda mais fora de casa contra um adversário difícil de ser batido como é o Atlético, com uma força muito grande da arquibancada e um time aguerrido. O Atlético jogou com diversas formas táticas, fomos pressionados, e no fim vencemos por 2×0. No montante do jogo, fizemos uma boa partida. Quero deixar bem claro que gosto de jogar ofensivo, mas não tenho vergonha de me fechar. Quando senti que tinha que me fechar, eu me fechei. Faltavam 12 minutos e senti que, naquele momento do jogo, não tinha mais a parte tática. Existia a superação, a bola alçada na área. E deixei o meu time alto, com o Fabinho de terceiro zagueiro. Tiramos o Roger, que é um articulador, mas não tinha mais espaço para articular. Nós precisávamos era da velocidade. Aproveito para chamar o torcedor para o domingo, lá na nossa ‘Lagoa Azul’, que a gente tem chamado carinhosamente. É a nossa casa, a 70 km, dá para ir tranquilo com a família. O torcedor vai ver de novo o Cruzeiro com muita vontade de vencer e, se Deus quiser, buscando mais uma vitória, quem sabe entrando no G-4.
  9. Neto, goleiro do Atlético: Ninguém trabalha quarenta dias para alcançar um resultado deste, mas não deu. Só nos resta trabalhar. Não podemos mais perder. E não só do Vasco, mas todos os jogos serão difíceis agora.
  10. Paulo Baier, meia do Atlético: Nós tivemos dois gols anulados, ainda preciso ver na televisão, mas o Cruzeiro mereceu a vitória. O primeiro tempo foi melhor, mas, no segundo, o Cruzeiro dominou.
  11. Paulo César Carpegiani, treinador do Atlético: Nós não queremos lamentar aqui. Mas perdemos várias oportunidades de gol e erramos no passe final. Pedimos desculpas à torcida. Os jogadores se doaram em campo, mas perdemos o jogo e temos que sair para o próximo. A torcida tem todo direito de reclamar, mas vamos fazer a cabeça dela apresentando um bom futebol e vencendo. Dizer que foi injusto não existe no futebol. Vence quem faz os gols. Nós tivemos o nosso goleiro trabalhando muito pouco no jogo, mas mesmo assim tivemos muitos erros de passe, algumas estreias de jogadores que ficaram nervosos, e tudo isso atrapalhou um pouco no rendimento. No segundo tempo, com as mudanças, a equipe conseguiu se enquadrar um pouco melhor, mas tomamos outro gol e não conseguimos fazer os nossos. 
  12. Elias Guimarães, no PHD: Muito bom. O 1º gol saiu de uma jogada até manjada, desde o ano passado. O 2º foi uma pintura, passes precisos, de prima e a tirada do goleiro pelo Robert. Recuperamos os 3 pontos jogados fora contra o Tritiquim-GO. Agora vamos prá cima do sempre perigoso Goiás. Mais uma vitória nos coloca na briga. Ao contrário de alguns comentaristas, até que gostei da zaga, tendo em vista a carência do setor. Gostei do meio. Roger com alguns lampejos e outras jogadas dignas de futebol master, mais lento que aqueles antigos micros 286. E o ataque continua como no ano passado quando o Kleber se contundiu e essa dupla deu a resposta quando o Cruzeiro precisou. Thiago Ribeiro deixa qualquer defesa doidinha da silva. WP na área marca mesmo.

Problema de hora e lugar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vida de blogueiro não é mole. O sujeito trabalha de graça e ainda tem que ler tolices e desaforos. E receber cobranças descabidas.

Hoje, ao abrir o antispam, encontrei o protesto de um comentarista se dizendo sob sensura (sic) há mais de seis horas “só porque falo a verdade”.

Certamente (ou seria sertamente?) o cidadão imagina que o blogueiro tem de ficar à disposição dele pra evitar qualquer atraso na publicação de suas gotas diárias de sabedoria.

Dizia Billy Blanco: “O que dá pra rir dá pra chorar / Questão só de peso e medida / Problema de hora e lugar /Mas tudo são coisas da vida” 

Pra levar esta vida de blogueiro, só rindo pra não chorar. Ou definindo pesos e medidas sem medo de errar.

Lamentável é não conseguir evitar que todos os comentários do Rosan, da Beth e do Olivieri caiam no antispam.

Eles são cruzeirenses provados e comprovados. Mas, por algum motivo que desconheço, o programa os persegue. Quando estou próximo, libero.

Outro perseguido pelo Hal é o Geniba. Neste acaso, o próprio comentarista sabe, como sabia John Klute, que o “passado o condena”. Passado de comentarista radical, obviamente.

Mesmo assim, estando conectado, eu o libero seus comentários. Como libero os pitacos de atleticanos, flamenguistas, gremistas, anticruzeirenses e até de hienas, quando escritos com o mínimo de respeito.

O que o blogueiro não vai mais é se preocupar com queixas e reclamações de provocadores. Estes, ao contrário dos termocéfalos, são mansos, lânguidos, suaves, mas ainda assim deletérios.

Entulham propositalmente o blog com posts monocórdios, repetitivos, aparentemente burros, mas, na essência, maldosos, destinados a minar o ânimo dos participantes.

Pra essa galera, a blogosfera tem uma pá de links interessantes. A começar pelo Granma. Tchau e boa navegação.

Outro tipo enjoado é o sujeito que acusa, difama e ofende jornalistas, cartolas, treinadores e jogadores com o argumento de que são pessoas públicas.

Quem quiser apodar, desafiar ou brigar com as figuras públicas, que o faça pessoalmente. Aqui, não.

Cruzeirense também não servirá de pasto pra hienas neste blog.

Adílson Baptista, por exemplo, que honrou o clube como jogador, treinador e torcedor não será ofendido no PHD. Ponto.

Deixem o sujeito seguir sua vida em paz. Ontem, na Turma do Bate-bola, Emanuel Carneiro deu uma catracada pública no presidente Zezé Perrela, que ouviu a preleção anti-Adílson humildemente.

O ex-treinador fez o que achou melhor para o Cruzeiro. E, nesse melhor, está o imperdoável (pros atleticanos com ou sem microfones) duplo 5×0 sobre o rival citadino.

A rádia podia deixá-lo em paz. Ele está na história, não mais à beira do gramado. Provocadores teleguiados também deviam esquecer Adílson e gastar seu latim com o novo treiandor.

Se não for possível, podem procurar outra freguesia pra cantar.

Crítica técnica, tudo bem. Esculacho, não. Adílson Baptista, ao contrário das hienas, é Sócio do Futebol cruzeirense. E tem 4 títulos mineiros e 2 supercopas.

Por isto e por defender incondicionalmente o Cruzeiro, ele será sempre respeitado no PHD.

Quanto aos cruzeirenses que têm comentários retidos, só posso lhes pedir desculpas. E contar com a ajuda do webmaster pra solucionar o problema.

Aos provocadores, repito, aconselho navegação pelos sites e blogs de cruzeirenses, todos melhores do que o PHD, listados na coluna ao lado.