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Cruzeiro 3×0 Valeriodoce: Jogotreino com gol de Neilton

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CRUZEIRO contra Valeriodoce, de Itabira, da 3ª Divisão do Campeonato Mineiro, jogotreino nesta terça-feira, na Toca II.

GOLS, segundo Angel Drumond, do site do Cruzeiro: O primeiro foi marcado por Willian depois de um cruzamento de Alisson. O segundo foi de Dagoberto, batendo pênalti sofrido por Tinga. O terceiro foi uma pintura. Neilton recebeu na entrada da área, deu uma caneta no zagueiro e bateu fora do alcance do arqueiro, golaço.

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37ª da A: Heroísmo avaiano

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eis a 37ª rodada do Brasileiro 2010, disputada às 17h de 281nov10. Cruzeiro, Fluminense e Corintiãs venceram e o topo da tabela ficou inalterado. A decisão do título fica pra última rodada. O grande jogo da rodada, contudo, aconteceu em Floripa onde um heróico Avaí venceu o Santos, de virada, por 3×2 e escapou o rebaixamento.

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Futebol recreativo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Internacional conquistou o bicampeonato da Libertadores vencendo o Guadalajara por 2×1, no México. Na próxima quarta-feira, em Porto Alegre, o Colorado vai cumprir tabela e fazer festa.

O Chivas, como é conhecido o Guadalajara, é um clube nacionalista. Não aceita estrangeiros. Por isto, pratica o verdadeiro futebol mexicano, modalidade meramente recreativa.

Uma final com a Universidad de Chile, do Bom Montillo, seria mais interessante. Haveria disputa, emoção. Esta, decidida em apenas 90 minutos, é empulhação pura. Futebol à mexicana.

Tal qual havia ocorrido antes no amistoso entre as seleções da Espanha e do México.

Os astecas aprontaram tremenda correria e fizeram 1×0, mas no final deixaram os espanhóis marcarem aquele golzinho de praxe que caracteriza as goleadas dos campeões mundiais.

Esportes levados a sério pelos mexicano são roleta russa, marcha atlética, boxe, por aí. Futebol, pra eles, é apenas educação física.

Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

Torcendo para o Chiabi estar certo

sábado, 10 de julho de 2010

Tão logo começou a Copa, 19 times deram férias aos jogadores. O Cruzeiro foi passear nos USA. Quando  retornou, o elenco entrou em recesso.

Na mesma época, os demais times recomeçaram os treinos. De lá pra cá, alguns já fizeram 3 ou 4 amistosos.

O Cruzeiro só conseguiu um sparring, que viajou 6 horas de ônibus, entrou em campo apressado e tomou 3 gols em 11 minutos.

Ao invés de levar a sério o restante da partida, Cuca a transformou num circo botando 22 jogadores em campo.

O torcedor acabou não sabendo em que pé está o time pra reestréia no Morrinhão contra o Atlético, na Arena da Baixada.

Terá os 3 atacantes prometidos? Ora, se não os teve nem contra o Tupi… Terá 2 meias? Com média de 34 anos? Bah…

Os dois volantes agora não vão mais sair da frente da bequeira? Não seria melhor, então, repatriar o Daniel Tijolo?

E os reforços? Quem os conhece? O mais famoso só aparecerá em Belzonte no fim de agosto.

Até lá, parece que Thiago Ribeiro já terá sido doado pra algum time alemão e Marquinhos Paraná dispensado.

A tarefa de decidir os jogos será do autoescalado WP? Do Robert? Wallyson? Mas será que Walliyson vai mesmo aparecer na Toca?

Começo a ficar preocupado. Desesperado a cada entrevista do Diretor de Futebol. E agoniado quando ouço uma coletiva do Presidente.

Paro por aqui. Vou reler os comentários do Chiabi com aquela lista de talentos que ele apresentou. Tomara que ele esteja certo.

Cruzeiro 3×0 Tupi: Amistoso de 15 minutos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Em Sete Lagoas, às 20h15, com transmissão da TV Alterosa e do Portal UAI, Cruzeiro e Tupi, de Juiz de Fora, jogarão amistosamente, com portões fechados.

Será a estréia do treinador Alexi Stival, o Cuca, no comando do time azul-estrelado, que só não terá o zagueiro Leonardo Silva, que passou por cirurgia recentemente. Outro beque, Thiago Heleno, também está contundido..

Lances + importantes do 1º tempo

  • 20h15 – Ônibus do Tupi ficou retido num engarrafamento na BR 040. Jogo vai atrasar.
  • 20:27 – Após viajar mais de seis horas, Tupi chega à Arena do Jacaré e começa o aquecimento.
  • 20h30 – Trezentos alunos de escolas estaduais e municipais assistirão a partida convidados pela Prefeitura de Sete Lagoas.
  • 20h50 – A promessa de 4-3-3 não se concretiza. O Cruzeiro vai jogar no 4-2-2-2.
  • 20h52 – Cruzeiro com uniforme tradicional à direita das tribunas. Tupi todo de branco.
  • 20h53 – Começa o jogo. Cruzeiro dá a saída.
  • 30 seg – Roger Galera, no meia direita,  passa a Jonathan, que entra na área, corta o marcador e chuta rasteiro. Bola entra no canto direito do arco do Tupi. Cruzeiro 1×0.
  • 05 – Wellington Paulista lança Thiago Ribeiro, Rizzo se antecipa e desfaz a jogada.
  • 06 – Wellington Paulista chuta da entrada da área, bola bate na zaga e volta para o centroavante, que acerta uma bomba. Bola entra no ângulo direito do arco do Tupi. Cruzeiro 2×0.
  • 07 – Um dos comentaristas da Alterosa atende pelo nome de Vibrantinho. Meu Deus, como fala besteira! Só consegue repetir lugares comuns de torcedores. E o narrador não sabe o nome dos jogadores do Tupi. A transmissão da Alterosa traz boas imagens, mas vê-se que é improvisada.
  • 11 – Thiago Ribeiro disputa a bola com Fabrício Soares, dentro da área, pela direita, e cruza. O goleiro sai na cobertura do beque e o arco fica vazio. Wellington Paulista, no segundo poste, sobe e cabeceia livre, pras redes. Cruzeiro 3×0.
  • 13 – Vibrantinho comentando nem como piada serve. Dirceu Lopes, embora não tenha bocabilidade de microfonista, ao menos fala com o conhecimento de quem foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro.
  • 15 – Gramado da Arena do Jacaré é melhor do que a maioria dos gramados dos estádios sul-africanos nos quais se joga a Copa do Mundo.
  • 18 – Robson desarma Gilberto e chuta da meia lua. Bola passa raspando o travessão.
  • 19 – O locutor da Alterosa não sabe o nome dos jogadores do Tupi. E eu não sei o nome dele. Empatamos!
  • 20 – Roger Galera cruza da direita, defesa corta.
  • 22 – Sidinei chuta de fora da área, Fábio encaixa.
  • 23 – Rizzo dá uma lenhada em Thiago Ribeiro no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 24 – Faltas: Tupi 4×3.
  • 25 – Thiago Ribeiro divide com goleiro, bola sobra para Diego Renan, que passa a Thiago Ribeiro. Impedido, o atacante toca pras redes. Não vale.
  • 26 – Muller recebe lançamento nas costas da zaga, entra livre na área obrigando Fábio a defender a bola a seus pés.
  • 28 – Michel Lima cruza da direita, Muller cabeceia, Fábio defende.
  • 29 – Robson recebe na entrada da área e chuta por cima do travessão.
  • 30 – Trinta minutos, trinta vezes Vibrantinho citou Adílson Baptista.
  • 31 – Impedimentos: Tupi 4×3.
  • 32 – Thiago Ribeiro lança Jonathan, que é desarmado pela zaga.
  • 38 – Marcel chuta cruzado, Fábio defende.
  • 39 – Michel chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 40 – Finalizações: Tupi 7×6.
  • 42 – Fabrício Soares desarma WP e recua pra Gonçalves que dá um chutão pra fora da área.
  • 43 – Roger Galera cruza da esquerda, Thiago Ribeiro conclui, bola fica nas redes, pelo lado de fora.
  • 45 – André cobra escanteio pela direita, Caçapa desvia pra novo escanteio. Nova cobrança, bola fica com Roger Galera, fora da área.
  • 46 – Fim de 1º tempo. Após 15 minutos de entusiasmo, quando pegou o Tupi desarvorado após a epopéia pra chegar a Sete Lagoas, o Cruzeiro diminuiu o ritmo e o time de Juiz de Fora conseguiu alguns arremates importantes.
  • Fabrício Soares: “O atraso na viagem atrapalhou oi Tupi, mas o amistoso é importante para preparar o time para o jogo contra o Madureira.”
  • Wellington Paulista: “Estava triste, mas não desmotivado. Coma chegada do Cuca, voltei a fazer meus golzinhos.”
  • Cleber Mendes, no PHD: “Opa, o grande Dirceu Lopes, o Dez de Ouros comentando? Já estou acessando o Superesportes só pra ouvir seus comentários. Ver e ouvir o ídolo Lopes comentando na transmissão é emocionante.”
  • Frede Amaral, no PHD: “Depois o povo não sabe por que a Globo é líder de audiência. Que lixo de transmissão!”
  • Diogo Lara, no PHD: “Poxa, a transmissão não está tá tão má. Tem câmera do impedimento e até microcâmera nos gols.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 21h55- Começa o 2º tempo.
  • 00 – Pedro Ken substitui Roger Galera.
  • 01 – Gustavo Sobrinho: “É só o Roger ter uma sequência de 40 jogos que ele pega ritmo de jogo e vai começar a voar em campo.”
  • 04 – Thiago recebe na entrada da área, corta a zaga e chuta à esquerda do arco do Tupi.
  • 05 – Eládio substitui Gonçalves. Leo Salino substitui Michel.
  • 06 – Michel Lima cobra escanteio pela direita, defesa celeste corta.
  • 09 – Denílson passa a Michel Lima que cruza da direita. Cláudio Caçapa cabeceia pra escanteio.
  • 10 – Escanteio cobrado pela direita, não aparece atacante do Tupi pra concluir.
  • 12 – Robert substitui Gilberto.
  • 13 – Maguinho substitui Denílson.
  • 15 – Marquinhos Paraná substitui Henrique. Fabinho substitui Fabrício.
  • 16 – Cassiano substitui Robson.
  • 17 – Jonathan passa a Wellington Paulista, que chuta para o gol mas a bola vai pra lateral da área.
  • 18 – Robert recebe passe de Jonathan, mas não consegue concluir e é desarmado pela bequeira carijó.
  • 19 – Faltas: Tupi 9×7. Udson substitui Muller.
  • 20 – Elicarlos substitui Thiago Ribeiro.
  • 21 – Diego Renan tenta jogada pela esquerda, bola escapa pela linha de fundo.
  • 22 – Javier Reina substitui Diego Renan.
  • 23 – Quem acompanha esse Vibrantinho na Alterosa? Mais de uma hora falando platitudes. Impressionante. Nenhuma análise tática ou técnica.
  • 24 – Michel Lima chuta de longe, Fábio defende.
  • 25 – Robert lança Wellington Paulista, Eládio sai do arco e defende.
  • 30 – Isto não é jogo, não é treino, nem chega a ser uma pelada. É palhaçada. Perda de tempo. Brincadeira de mau gosto.
  • 31 – Rafael Monteiro substitui Fábio. Gilmerson substitui Jonathan. Sebá substitui Wellington Paulista.
  • 33 – Helder substitui Gil. Eber substitui Cláudio Caçapa.
  • 34 – Delano substitui Fabrício Soares.
  • Evandro Oliveira: “Estou na Arena do Jacaré. Houve uns 20 minutos de futebol no 1º tempo. Depois, ficou muito ruim. Tem jogadores no Cruzeiro que não conseguem se explicar. E o time do Tupi é muito ruim!”
  • 37 – Javier Reina chuta de fora da área, bola sai do estádio.
  • 38 – Rodrigo substitui Michel.
  • 40 – Antijogo de futebol. Times completamente desentrosados não conseguem articular jogadas.
  • 41 – Matheus Reis: “Minha nossa! Um internauta pergunta se o Cuca observa as categorias de base. O narrador diz: ‘Ô Sônia, você sabe dizer se o Cuca tem essa visão futurista?’”
    44 – Eber cobra falta do bico da área, pela direita, à meia altura, elo lado da barreira. Eládio defende com dificuldade no canto esquerdo.
  • 46 – Eber invade a área e tenta concluir, mas é abafado por Eládio. Bola sobra para Sebá que, sozinho na cara do gol, chuta no poste direito.
  • 49 – Fim de jogo. Ufa! Deprimente. Fábio voltou da cirurgia pra extrair o apêndice em forma, Jonathan correu bastante e fez um gol, Henrique jogou como se a partida valesse alguma coisa e Wellington Paulista fez dois gols. Foram os melhores do Cruzeiro. Michel Lima com jogadas pela direita e Robson, que deu trabalho à bequeira celeste, foram os destaques do Tupi.
  • Elias Guimarães, no PHD: “De bom: estava com saudades de ver o Cruzeiro jogar. Me pareceu bom o gramado e a iluminação. A torcida fica em cima. De ruim: esse comentarista que nem nome tem, só apelido emprestado do pai. Como dizem aqui no interior: ‘Vai assombrar porco!'”
  • Simone Castro, no PHD: “Ah, segundo tempo muito mexido, totalmente modificado, só para observar e testar mesmo…”
  • Mauro França, no PHD: “Acho que nem pra isso serviu. O Cuca pode observar nos treinos. Testar, só em jogos. Na minha opinião, foi uma tremenda perda de tempo. Uma palhaçada, como o Síndico escreveu. E pra piorar, narração e comentários sem noção.”
  • Cuca, treinador do Cruzeiro, no Superesportes: “Montamos a equipe como a gente imagina. Estivemos bem, fomos compactos, fizemos um bom treino, principalmente pelo começo do jogo, pela grande volúpia, uma vontade de fazer logo o gol. Acabaram acontecendo três em 20 minutos. Aí, lógico, é natural, dar uma relaxada. A equipe adversária também encaixou bem e foi um bom treino. O 1º tempo foi muito bem jogado, foi um bom teste, um bom treino. É lógico que está em ritmo de treinamento e saíram jogadas em velocidade, por um lado, por outro, infiltrações e não tivemos grandes sustos. Foi uma ou outra falha, quanto estivemos atrás, até por mérito do Tupi. A gente sai feliz, contente, porque as coisas estão saindo como imaginamos e a evolução vai acontecer naturalmente. Quarta-feira, estaremos melhores do que hoje e assim  sucessivamente. Lógico que há situações que precisamos melhorar. Podemos corrigir atrás também, passar um pouco mais a linha da bola, pra ficaros um pouquinho mais encorpados. São coisas que naturalmente vão se encaixando. Pra um primeiro treino, em cima de tantos trabalhos que eles estão fazendo, foi muito bom.”

Cruzeiro 3×0 Tupi, sexta-feira, 20h15, Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, amistoso com portões fechados devido às obras do estádio – Transmissão: TV Alterosa e Portal Uai (site Superesportes) – Juiz: Carlos Inácio Vítor (FMF) – Bandeiras: Breno Rodrigues (FMF) e Douglas Almeida Costa (FMF) – Amarelo: Rizzo (Tup) – Gols: Jonathan, 35seg, Wellington Paulista, 6 e 11 do 1º tempo – Cruzeiro: Fábio (Rafael Monteiro); Jonathan (Gilmerson), Gil (Helder), Cláudio Caçapa (Eber) e Diego Renan (Javier Reina); Fabrício (Fabinho) e Henrique (Marquinhos Paraná); Roger Galera (Pedro Ken) e Gilberto (Robert); Wellington Paulista (Sebá) e Thiago Ribeiro (Elicarlos). Tec: Cuca / Tupi: Gonçalves (Eládio); Michel Lima, Rizzo (João Júnior), Fabrício Soares (Delano) e Michel (Rodrigo); Denílson (Maguinho), Marcel (Assis), Sammuel (Leo Salino) e Sidinei (Felipe Santos); Muller (Udson) e Robson (Cassiano). Tec: Jordan de Freitas – Histórico – Foi o 58º Cruzeiro x Tupi. O Cruzeiro venceu 37 partidas, empatou 15, perdeu 6, marcou 137 gols, sofreu 48. Desde 1958, pelo Campeonato Mineiro, em 41 jogos, o Cruzeiro venceu 29, empatou 11, perdeu 1. Os dois clubes jamais decidiram um título entre si.

Costa do Marfim 3×0 Coréia C.: Vitória inútil

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Mbombela, em Nelspruit, Costa do Marfim jogam pela 3ª rodada do Grupo G da Copa 2010.

Para os norte-coreanos, o jogo será amistoso. Eles estão desclassificados. Mesmo assim, jogarão num prudente 5-4-1 pensando em não repetir o vexame do jogo contra Portugal quando perderam por 7×0.

Para a Costa do Marfim, o jogo vale. Ela precisa de uma vitória do Brasil sobre Portugal e de vencer por uma contagem que anule a vantagem portuguesa no saldo que é de 9 gols.

Se o Brasil vencer por 1×0, os marfineses terão de fazer 8×0 nos coreanos.  Isto é possível para um time que, até agora, só mostrou um bom jogador, que é o artilheiro Drogba?

Fermín Martinez, da Espanha, será o juiz. (mais…)

O Camisa 10 pode já estar na Toca

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Riquelme deve assinar por três anos com o Boca Juniors. A proposta do Cruzeiro era de um contrato por dois, mas o meia quer se garantir até completar 35 de idade.

Diego Souza, da Traffic, tampouco deve asinar com o Cruzeiro. A empresa não pode mais empatar capital deixando o atleta em vitrine brasileira. Tem que vendê-lo, com urgência, pra algum time estrangeiro.

O argentino Walter Montillo, atualmente, na Universidad de Chile, tem as semifinais da Libertadores pela frente. É pouco provável que troque a possibilidade de conquistar um título continental pelo arrastado campeonato brasileiro.

Restam, ao que parece, duas opções pra camisa dez celeste: Gilberto, ora na servindo à Seleção Brasileira, e Roger Galera que, nos amistosos na América, voltou a jogar bem.

O problema é que nenhum dos dois costuma ter fôlego pra 90 minutos. Nem preparo físico pra sequência de jogos do Morrinhão.

Será que o Cruzeiro não demorou demais pra buscar o milagreiro da camisa dez?

Se demorou, o treinador Cuca terá de se virar pra fazer o jogo coletivo ser o camisa dez dos sonhos da torcida.

A página heróica e imortal da Moema Fox

terça-feira, 22 de junho de 2010

Caros Jorge e Evandro,

Segue meu relato do jogo Cruzeiro x NY Red Bulls. Ficou bem grande, então por favor fiquem à vontade para fazer os cortes/alterações que julgarem necessários.

Peço também que revisem o texto, pois ultimamente ando comentendo diversos erros de português…

Seguem também, em anexo, as fotos que tirei durante o jogo. São poucas, pois como falei minha câmera resolveu parar de funcionar assim que cheguei ao estádio, e meu celular ficou sem bateria…

Apesar de tudo, aí vai uma parte da aventura americana para acomapnhar, em 18jun10, o NY Red Bull 2×4 Cruzeiro

Um forte abraço,
Moema. (mais…)