Posts com a Tag ‘Africana’

Diego no se va…

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dez mil hinchas se dividiram entre o Aeroporto de Ezeiza e a sede da AFA pra recepcionar a seleção argentina, que retornava da aventura sul-africana.

Eufóricos eles entoaram dois refrões básicos:

  • “El Diego no se va y todos juntos vamos a revanchar” e
  • “Brasilero, brasilero, que amargado se te ve, Maradona es más grande, es más grande que Pelé”. 

Só mesmo você, Claudio Gentile, pra entender essa gente.

Faça o seguinte: tire o xará Schulman e o neto do Velho Damas e pode generalizar aquilo que você havia dito só pro Dieguito:

  • ” Sono tutti buffoni!”

Estrelas Negras: organização e sucesso

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mauro França

A expectativa que havia quanto a um bom desempenho das principais Seleções africanas nesta Copa não se concretizou. Camarões, Costa do Marfim e Nigéria não passaram da fase de grupos. Apenas Gana correspondeu e salvou o continente de um fracasso total.

Ao vencer os Estados Unidos e se classificar para as quartas de final, Gana já igualou as melhores campanhas africanas na história das Copas (Camarões em 90, Senegal em 2002). E pode ir além, se passar pelo Uruguai na próxima sexta-feira.

Seria o sucesso das Estrelas Negras uma obra do acaso? Não é o que parece. A força de Gana se baseia em uma combinação de talento individual, força física e organização dentro e fora dos gramados.

Com efeito, Gana tem sido quase uma exceção em meio à desorganização que grassa na maioria das Federações africanas. E por isso tem colhido resultados significativos nos últimos anos. Na Copa de 2006, já havia sido a única Seleção africana a se classificar para as oitavas de final. Em seguida, foi campeã mundial Sub-20 em 2009 e vice da última Copa Africana de Nações, disputada em janeiro de 2010.

No comando técnico das Estrelas Negras desde agosto 2008, o sérvio Milovan Rajevac desfruta de estabilidade pouco comum nas demais Seleções. Apesar de pouco badalado, este ex-zagueiro conseguiu montar um time consistente, organizado e aplicado.

Gana não pratica um futebol ofensivo, irresponsável, de toques envolventes e malabarismos. No lugar do espetáculo, apresenta força e explosão. Não faz muitos gols –foram apenas quatro neste Mundial, dois de pênalti. Em compensação, se defende muito bem.

A Federação Ganesa impôs um rígido código de conduta aos jogadores, com o objetivo de manter a disciplina e evitar brigas e divisões internas comuns nas Seleções africanas. O badalado Muntari não foi convocado para a Copa Africana por conta de indisciplina. E quase foi cortado da Copa, por ter discutido com o treinador após o empate com a Austrália.

A situação é bem diferente nas outras Seleções. A Costa do Marfim teve cinco técnicos desde 2008. O último deles, o sueco Sven-Goran Eriksson foi contratado apenas três meses antes da Copa. Mesmo contando com grandes talentos individuais, os Elefantes não funcionam como time. Para complicar, brigas internas ocasionaram a divisão do elenco.

A Nigéria já teve seis treinadores desde 2006. O sueco Lars Lagerback assumiu após a Copa Africana e, sem tempo para trabalhar, não conseguiu dar um padrão à equipe. Alguns veteranos expuseram publicamente insatisfação com seus métodos e decisões. Em Camarões, os jogadores chegaram a impor um esquema e a escalação do time ao técnico Paul Le Guen. Houve também racha entre veteranos e os mais jovens.

Na contramão, Gana conseguiu mesclar experiência com juventude e fortaleceu ainda mais o grupo. Treze jogadores estiveram na Alemanha em 2006. Nove fizeram parte da Seleção Sub-20 campeã mundial em 2009.

O ótimo goleiro Richard Kingson (31 anos) e o defensor John Pantsil (29) disputaram os 8 jogos que Gana fez até aqui em Copas. Andre Ayew (20), filho de Abedi Pelé, maior ídolo do futebol ganês, Kevin-Price Boateng (23) e o artilheiro Asamoah Gyan (25), que marcou três dos quatro gols ganeses na Copa, também são destaques.

As opções disponíveis são tantas que jogadores como Sulley Ali Muntari (25), Stephen Appiah (30) e Dominic Adiyah (21), chuteira e bola de ouro do último Mundial Sub-20, são opções de banco. É relevante notar que mesmo com a ausência, por contusão, de Michael Essien (27), considerado o melhor jogador ganês, a equipe manteve um bom nível.

Gana está diante do desafio de alcançar uma inédita semifinal de Copa do Mundo. De acordo com Milovan Rajevac, as Estrelas Negras estão preparados: 

  • “Não vejo pressão alguma. Nós já provamos que podemos competir com os adversários. Não temos nenhuma obrigação de vencer e vamos aproveitar esta oportunidade para fazer o melhor. Estou orgulhoso do que estamos fazendo. É um trabalho duro, mas que está dando resultados.”

Mauro França, 57, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

Gana 2×1 USA: Orgulho africano

sábado, 26 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Estádio Real Bafokeng, em Rustemburgo, Estados Unidos e Gana decidem quem enfrentará o Uruguai nas quartas de final da Copa 2010.

As duas equipes jogarão no 4-4-2. O meia atacante Landon Donovan, entre os americanos, e o centroavante Asamoah Gyan, entre os ganeses, são os principais jogadores da partida.

O americano Michael Bradley e o ganês Kevin-Prince Boateng, ambos armadores, são outras atrações.

Os bons goleiros Kingson e Howard serão obstáculos difíceis a serem ultrapassados pelos craques das duas seleções.

Gana, pelo retrospecto de suas seleções menores, pela experiência de jogadores que atuam em ligas européias e pelo apoio da torcida, é favorita. Mas os americanos costumam superar-se quando inferiorizados.

O húngaro Viktor Kassai será o Juiz. (mais…)

Costa do Marfim 3×0 Coréia C.: Vitória inútil

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Mbombela, em Nelspruit, Costa do Marfim jogam pela 3ª rodada do Grupo G da Copa 2010.

Para os norte-coreanos, o jogo será amistoso. Eles estão desclassificados. Mesmo assim, jogarão num prudente 5-4-1 pensando em não repetir o vexame do jogo contra Portugal quando perderam por 7×0.

Para a Costa do Marfim, o jogo vale. Ela precisa de uma vitória do Brasil sobre Portugal e de vencer por uma contagem que anule a vantagem portuguesa no saldo que é de 9 gols.

Se o Brasil vencer por 1×0, os marfineses terão de fazer 8×0 nos coreanos.  Isto é possível para um time que, até agora, só mostrou um bom jogador, que é o artilheiro Drogba?

Fermín Martinez, da Espanha, será o juiz. (mais…)

Holanda 2×1 Camarões: Laranja também é 100%

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Às 15h30, no Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo, Holanda e Camarões encerrarão as disputas do Grupo E da Copa 2010.

A Holanda já está classificada e Camarões já rodou após apanhar do Japão e da Dinamarca nas rodadas iniciais.

Bert Van Marwijk manterá a Laranja no 4-3-3 e já avisou que o astro Robben, voltando de uma contusão, é quem decidirá se joga ou não.

Paulo Le Guen manterá o 4-4-2 defendido pelos jogadores camaroneses e ficará só espiando pra ver no que vai dar a escolha feita por eles.

Depois do jogo, arruma as malas e caça rumo. Provavelmente, em direção à Nova Zelândia.

Só vale a pena ligar a TV, se você é torcedor da Inter e queiser conferir o futebol de Snejder e Eto’o, nesta partida que será apitada pelo chileno Pablo Pozo. (mais…)

Alemanha 1×0 Gana: Teutos tiveram mais gana

quarta-feira, 23 de junho de 2010

às 15h3o (Brasília), no Estádio Soccer City, em Joanesburgo, Gana e Alemanha fazem um jogo de risco.

Gana se classifica com vitória ou empate. Se perder, tem de torcer pra Austrália vencer a Sérvia com moderação.

A Alemanha, só segue em frente com uma vitória. Se empatarem, os teutos terão que torcer pra Sérvia não vencer a Austrália, algo complicado.

Joachim Löw escalará a Alemanha num 4-2-3-1 e este 1 será o brasileiro Cacau, que substituirá Miroslav Klose, expulso contra a Sérvia.

Rajevic também vai escalar Gana no 4-2-3-1. E um dos volantes é Kevin Prince Boateng, que tirou Ballak da Copa.

Ele é irmão do Boateng  alemão, que poderá entrar no decorrer da partida. Que desgradável, hem?

Agradável, será ver o gaúcho Carlos Simon trilar o apito defendendo as cores da arbitragem nacional. Agradável mas, é verdade, um tanto arriscado também. (mais…)

Argentina 2×0 Grécia: Pra assustar futuros rivais

terça-feira, 22 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, a Grécia tentará vencer pra discutir com Coréia Democrática e até, remotamente com a Argentina, uma vaga no Grupo B.

Os argentinos, a média máquina, preservavarão vários titulares, pois precisam apenas de um empate pra ficarem com o 1º lugar do grupo. (mais…)

Costa do Marfim 0x0 Portugal: Brasil comemora

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, Costa do Marfim e Portugal abrem o Grupo G com um jogo decisivo. Quem vencer, terá metade do caminho rumo às oitavas de final percorrido.

Carlos Queiroz, treiandor de Portugal, usa o moderno 4-2-3-1 com Cristiano Ronaldo (Real), Deco (Chelsea) e Simão Sabrosa (Atlético Madrid) formando a linha de meias atacantes e o brazuca Liedson (Sporting) como referência metido entre os beques marfineses.

O sueco Erikson arma os elefantes num 4-4-2 clássico com Didier Drogba -ainda não confirmado, após a lesão no braço- e Salomon Kalou, ambos do Chelsea,  no ataque. Na 2ª linha de 4, terá em Yaya Touré (Barça) o volante que sairá pra armar o jogo.

Nosso velho conhecido (e amaldiçoado), o uruguaio Jorge Larrionda apitará a partida. Aqui, tem emoção garantida! Pelos craques e pelo Juiz. A conferir.

*****

Eis como o Estadão viu o jogo:

Sem ‘ketchup’, Portugal só empata com Costa do Marfim por 0 a 0

Em jogo pelo grupo do Brasil, portugueses sofrem com a marcação africana e Cristiano Ronaldo completa mais um jogo sem gol

Faltou “ketchup” para Portugal na estreia na Copa do Mundo. Apontada como uma das forças do Mundial, a equipe de Cristiano Ronaldo sofreu nesta segunda-feira e apenas empatou por 0 a 0 com a Costa do Marfim na abertura do Grupo G, a chave da seleção brasileira. O jogo foi disputado no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.

Cristiano Ronaldo até começou bem, mas foi sufocado pela marcação e teve uma atuação apenas regular. O jogador, que havia dito que seus gols sairiam como “ketchup”, completou o 17.º jogo sem marcar pela seleção portuguesa – o último gol do craque do Real Madrid foi em fevereiro do ano passado.

Portugal e Costa do Marfim são os principais rivais do Brasil nesta primeira fase. A seleção marfinense será a segunda adversária dos brasileiros no Mundial. O duelo acontecerá no dia 20, às 15h30, em Johannesburgo. Portugal enfrentará a seleção brasileira apenas na última rodada da chave, no dia 25.

Pelo lado marfinense, o atacante Didier Drogba começou no banco de reservas. O jogador foi liberado pelos médicos e colocou uma proteção especial no braço. Porém, o técnico Sven Goran Eriksson preferiu escalar o ataque com Kalou e Dindane para tentar explorar os buracos nas laterais portuguesas no primeiro tempo.

O jogo começou nervoso e em bom ritmo. Cristiano Ronaldo conseguiu encontrar alguns buracos na entrada da área e deixou os marcadores marfinenses confusos. Aos 7 minutos, o português levou uma entrada violenta de Zokora, que acabou punido com cartão amarelo. Cristiano Ronaldo foi a figura mais caçada em campo.

Danny brilhou nos amistosos de Portugal antes da estreia na Copa, mas sumiu na marcação africana e não foi capaz de dividir a criação das jogadas com os companheiros. Portugal chegou apenas um vez com perigo no primeiro tempo. Aos 10 minutos, Cristiano Ronaldo abriu espaço e soltou a bomba de fora da área. A bola explodiu na trave do goleiro Barry. 

Sven Goran Eriksson percebeu o buraco existente na defesa e reforçou a marcação na entrada da área. A ordem foi clara: Cristiano Ronaldo deveria ser marcado de qualquer maneira. Aos 20 minutos, o português foi derrubado na entrada da área. A falta não foi marcada. Irritado, ele peitou Demel, e recebeu amarelo junto com o marfinense.

A Costa do Marfim aos poucos conseguiu diminuir a diferença na posse de bola. Portugal passou a encontrar problemas no campo, e o brasileiro naturalizado português Liedson pouco fez. Contudo, os marfinenses sentiram a falta de Drogba. Sem uma referência no ataque, os cruzamentos saíram tortos, e a troca de passes morreram por muitas vezes na entrada da área.

Na etapa final, a Costa do Marfim entrou com grande velocidade. Gervinho teve uma boa atuação e encontrou buracos na marcação portuguesa. Aos 7 minutos, o meia recebeu bom passe, mas acabou desarmado no momento certo por Ricardo Carvalho – Portugal voltou a apresentar buraco na cobertura das laterais, o principal ponto explorado pelos marfinenses.

Drogba entrou aos 20 minutos do segundo tempo na vaga de Kalou. O estádio foi ao delírio com a presença do astro. Porém, o atacante ainda sentiu a fratura no braço e não conseguiu se movimentar como antes – perdeu um gol incrível aos 46 minutos da etapa final, ao sair livre dentro da área. O placar no Mandela Bay não saiu do zero.

Barrados no baile

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Caprichem no portunhol e leiam este comentário do La Nacion. Os argentinos vão a campo, ou melhor, ao extra-campo desfalcados.

É bem verdade que são desfalques benéficos. A ausência desses torcedores “preenche lacunas” de dignidade, educação e seriedade.

Campeones del papelón

Cuando todavía ni siquiera se inició el Mundial, barrabravas argentinos ya fueron expulsados de Sudáfrica

No fue un resultado adverso. No hubo oportunidad para ello, porque el Campeonato Mundial de Fútbol aún no comenzó. Pero nuestro país ya incurrió en un papelón: la expulsión de Sudáfrica de varios barrabravas, sanción que pudo haber sido evitada con sólo lograr que nuestros funcionarios tomasen ciertas y elementales prevenciones, que fueron omitidas, en algún caso sobre la base del erróneo concepto de que se trata de “buenos muchachos” o, como dijo un concesivo fiscal respecto de uno de esos sujetos, de “leones herbívoros”.

Este lamentable episodio y la despreocupación de las autoridades argentinas por prevenir este trago amargo que deteriora la imagen del país en el exterior plantean la posibilidad de que, desde el Estado, se pretenda apañar a estos verdaderos embajadores de la violencia.

No bien las autoridades sudafricanas tomaron nota de que uno de los barrabravas purgaba, en libertad condicional, una condena de ocho años de prisión por tentativa de homicidio, lo remitieron de regreso a la Argentina. Otros once siguieron el mismo camino y no se descartan más deportaciones. Las leyes en Sudáfrica han sido hechas para cumplirse, sin más, como lo advirtió el ex rugbier Hugo Porta, quien algo de esto conoce, por cuanto durante cuatro años fue embajador de la Argentina en aquel país.

Por un lado, los barrabravas no se amilanan y demuestran que están acostumbrados a hacer su entera voluntad, bajo la cobertura de oscuras protecciones: “Acá -proclamaron en público- se va a pudrir todo. Lo de la Federal es de no creer. Autorizan a los pibes a salir del país y una vez que están acá los mandan de vuelta. Esto es una pasada de factura y gratis no va a salir?”. Con su lógica obtusa, a los barrabravas no les cabe en su corto entendimiento que en el resto del mundo las leyes han sido redactadas, votadas y aprobadas para que todo el mundo las acate y las cumpla.

Hemos exportado nuestra mala fama. Para la BBC, de Londres, los “barrabravas (son) las estrellas argentinas en el Mundial”. Entretanto, la policía sudafricana allanó la escuela en que se alojan los pseudohinchas. Encontró que la mayor parte de ellos carece de localidades para presenciar los encuentros, por lo cual les advirtió que no podrán acercarse ni siquiera a las inmediaciones de los estadios.

Es una precaución que suena tibia. Están en camino los integrantes de la Buteler, la barra de San Lorenzo de Almagro. En Sudáfrica se encontrarán con los de El Pueblito y José C. Paz, fanáticos a ultranza de Huracán. Y no sería extraño que aprovecharan la convivencia forzosa para dirimir sus diferencias de antigua data.

Nadie se ha preocupado por nada. Allá, los dirigentes de la delegación argentina acaban de denunciar que fueron presionados para ceder recursos financieros y localidades; aquí, los funcionarios han entrecruzado acusaciones y excusas.

La negación pública oficial sobre eventuales relaciones entre el Gobierno y barrabravas fue sepultada: quedó confirmado que dos integrantes de barras bravas que participaron en vandálicos hechos para impedir la presentación de un libro crítico sobre el Indec en la última Feria del Libro tenían un vínculo contractual con el organismo oficial de estadísticas. Nadie en el Gobierno se hizo responsable. Hoy, uno de esos barrabravas disfruta de su estadía en Sudáfrica.

Mientras tanto, la Argentina sigue incurriendo en papelones internacionales.

Vidigal: “Menos mal, não ter castigo no final”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  1. Davids, armador da África do Sul: Estamos fazendo esse mês de treinamento no Brasil jogando contra bons times como o que jogamos aqui, pra ver o que precisamos melhorar e se o que estamos fazendo está  bom. Temos ido bem na defesa, agora temos que fazer os gols.
  2. Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul: É evidente que quem nunca jogou num estádio desse, contra uma equipe com esse nível do Cruzeiro fica intimidado. Jogadores jovens sentem o peso dessa responsabilidade. Então a gente tem que melhorar essa confiança de ficar mais com a bola, errar menos passes. Mas isso só vem com a sequência de jogos e manutenção de uma equipe. Esse trabalho foi encorajador. Pra nós o resultado foi bom. O Cruzeiro está bem. Tem um time muito bom tecnicamente, dois atacantes de peso, de força, dois laterais que sobem com muita precisão. Roger está começando a se integrar, ele dá qualidade à equipe. Tem um goleiro excepcional, dos melhores do Brasil, que tem provado isso a cada partida. No final, poderíamos ter feito dois gols e o Fábio os evitou. O 0x0 foi justo. O Cruzeiro com a posse da bola e nós nos defendendo bem. Agradecemos o Cruzeiro por ter nos recebido. Não só ter jogado no Mineirão com a equipe principal, mas pelo acolhimento caloroso, afetuoso, desde o aeroporto, o almoço. Vamos treinar lá amanhã com os jogadores que não atuaram. Queremos agradecer imensamente ao presidente Perrella por essa acolhida. Nosso jogadores estão deslumbrados, porque foi realmente emocionante.
  3. Adílson Batista, treinador do Cruzeiro: Foi bom. Em amistoso, geralmente você evita jogadas mais ríspidas, tira o pé, o ritmo não é tão forte como em campeonato. Mas acho que foi proveitoso em função de sistema, o Cruzeiro tentou rodar a bola, trabalhar. Tivemos dificuldades, erramos alguns passes, não tivemos penetração. Tentamos mudar, tivemos mais volume, criamos oportunidades. Você olha o jogo do Barcelona e vê que todo mundo dá um, dois, no máximo três toques na bola. O Messi é quem carrega a bola, mas sendo objetivo, em cima do marcador, em direção ao gol. A gente quer dar, três, quatro, cinco toques, segurar, é cultural. Demora pra tirar alguns vícios. Nesse aspecto é importante a disciplina tática.
  4. Guilherme Mendes, diretor de Comunicação: Foi um orgulho pra nós receber a seleção anfitriã da Copa e ter o nome do Cruzeiro divulgado no exterior.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Fico satisfeito pelo reconhecimento. Estou fazendo um trabalho produtivo no Cruzeiro ao longo desses anos. Infelizmente, não chegou ainda ao treinador da seleção, mas espero que ele comece a me observar com carinho e me dê a oportunidade que tanto almejo ao longo desses anos. Parreira brincou que eu tinha tirado o bicho dele e falou que eu vivo um grande momento, me deu os parabéns. Isso me fortalece pra melhorar a cada dia nos treinamentos, com bastante respeito pelos companheiros e também pelos outros goleiros do Brasil e do exterior que buscam um lugar na seleção, o sonho de todo jogador. Já tive várias oportunidades de ser convocado com o Parreira. Se ele fosse o treinador, poderia acontecer. A concorrência é grande, mas me sinto preparado pra estar entre os três goleiros que vão à Copa pelo que venho demonstrando ao longo desses anos. No momento, penso em fazer o melhor pra ter oportunidade em 2010. Senão, vou continuar trabalhando e empenhando ainda mais pra estar sempre bem. É lógico que a Copa no Brasil será uma felicidade pra todos os brasileiros e todo mundo quer participar de uma forma ou de outra.
  6. Henrique, volante do Cruzeiro: É gratificante pro atleta, claro que a gente fica feliz. Não foi um treinador qualquer que fez um elogio desse. É campeão do mundo, trabalhou com grandes seleções, então fico feliz. É continuar nesse mesmo ritmo, nessa mesma pegada, pra crescer sempre, melhorando pra ajudar a equipe do Cruzeiro. Claro que a gente sempre sonha com coisas maiores, jogar pela seleção. A gente busca esse objetivo, mas sem deixar subir à cabeça. Tem que trabalhar, porque existem grandes jogadores. Preciso crescer gradativamente, trabalhar, conquistar espaço. Isso vem com o tempo. Tenho que continuar na mesma batalha e focado.
  7. Bernardo, meia do Cruzeiro: É uma boa experiência boa jogar contra uma seleção. Tiramos muita coisa. Enfrentamos uma seleção de muito toque de bola, muitos dribles e velocidade. Foi um bom aprendizado.
  8. Roger, meia do Cruzeiro: A África do Sul passa por um processo de reformulação. Vinha com o Parreira, trocou pelo Joel Santana, voltou o Parreira. Veio aqui e fez um jogo morno, pois é véspera de Copa do Mundo e todo mundo quer se poupar. Nós também, pois temos uma competição importante. Foi meio chato de se ver, mas faz parte.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Foi um jogo bom pros dois lados. Pudemos trabalhar tranquilamente e ninguém saiu machucado. Temos competições importantes e precisamos de todos inteiros pra avançarmos ainda mais. Foi uma oportunidade pra treinar, trabalhar, melhorar, tanto nós como eles. A gente sabe que faltaram os jogadores que atuam na Europa, então, essa seleção tem muito pra melhorar. Mas é uma boa seleção, trabalha bem. A qualidade técnica parece com a do futebol brasileiro.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: No Mineirão, o Cruzeiro recebeu a África do Sul de Carlos Alberto Parreira, num amistoso internacional. Foi um jogo tecnicamente fraco, sem muita inspiração de ambos os lados. Os celestes foram superiores e só não venceram porque foram muito displicentes nas finalizações, numa noite segura do goleiro Khune. No final do jogo, Fábio também foi decisivo. Nos últimos cinco minutos, fez duas defesas importantes e impediu que a zebra invadisse o gramado do ‘Gigante da Pampulha’. Com México, Uruguai e França como companheiros de Grupo, Parreira terá muito trabalho para colocar os Bafana Bafana nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2010.
  11. Fabio Velame, no PHD: Não há muito que comentar. Foi um jogo morno. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. As melhores chances foram da seleção africana e, não fosse o Fábio, a vitória seria dela. A única grande chance do Cruzeiro aconteceu no 1º tempo com Roger na grande área batendo em cima do goleiro. O resto foram chutes de fora da área, uma deles numa falta cobrada pro Bernardo, no travessão, e bolas levantadas para conclusões de cabeça fáceis pro goleiro. Apesar de ter sido amistoso, achei o time meio sem criatividade.
  12. Leo Vidigal, no PHD: Parece que os jogadores se arriscaram menos nas divididas, preferindo mais um belo passe, por isso erraram mais.  Foi um amistoso normal, talvez meio fora de hora, mas não deixa de ser interessante. Menos mal que o time não levou o castigo no final, graças ao Fábio. Pena aquela bola do Bernardo não ter entrado, ele realmente procurou o jogo e merecia um gol. 
  13. Vidotti, no PHD: Não tem como cobrar que cantem o hino se a organização não planeja a execução em conjunto com a torcida. Da arquibancada, não dá pra escutar o que a banda está tocando no gramado. Porque não utilizaram o serviço de auto-falantes para reproduzir o hino? Não entendi o motivo. Na final da Libertadores, o hino foi cantado por todo o estádio. Ontem, não foi questão de falta de educação e sim de falta de planejamento. Ontem, nada foi anunciado pelo sistema de som do Mineirão, ai fica dificil cobrar alguma coisa.
  14. Rosan Amaral, no PHD: Assisti ao jogo ao lado do Dr. Adriano, irmão do Sivercan. O nome do jogo foi Carlos Alberto Parreira. O 1º tempo foi horrível como espetáculo. Sobrou o desempenho tático dos bafana bafana com 2 linhas de 4 fechando da meta sul-africana e impossibilitando a penetração dos cruzeirenses. Parreira sabe posicionar uma defesa. No 2º tempo, Pele abriu sua equipe e jogou de igual para igual, chegando ao requinte do 4-3-3 em alguns momentos. O jogo ficou muito movimentado. O Cruzeiro perdeu mais gols que os leões, mas a última bola do jogo foi perdida pelo atacante africano cara a cara com o Fábio. Mais enclorpada, esta seleção poderá surpreender México ou Franca. Destaque também para o preparo físico dela. A movimentação no 90º foi a mesma do 1º minuto.
  15. Walterson Almeida, no PHD: Este amistoso fez muito bem à África do Sul. Reparem que nos últimos 20 minutos eles jogaram igualzinho ao Cruzeiro, tocando a bola e fazendo-a girar. Aí foi a vez dos celestes ficarem correndo atrás da bola. Pelo que li sobre o jogo, era exatamente isto que o Pé de Uva buscava para seu time. O futebol do Bernardo cresce a cada jogo, embora ele continue segurando muito a bola e tentando resolver sozinho. Passe a bola, rapá!