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Arena do Jacaré para iniciantes

terça-feira, 13 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Em 28 de Janeiro de 2006, realizou-se o primeiro jogo oficial no Estádio Joaquim Henrique Nogueira – Arena do Jacaré -, antigo sonho dos amantes do futebol em Sete Lagoas.

A idéia do estádio começou a brotar ainda na década de 80 quando o pecuarista e ex-atleta do Democrata Futebol Clube, Joaquim Nogueira, doou ao clube um terreno às margens da Av. Perimetral.

Somente em 2004, com a proposta do Grupo Bretas para aquisição do Estádio José Duarte de Paiva, localizado no centro da cidade, foi possível alavancar o projeto da Arena.

O Democrata apurou cerca de R$1,5 milhão com a venda do antigo estádio. Ao término das obras, o custo final da Arena girou em torno de R$3,5 milhões.

Assim, o leitor já pode imaginar o que levou o clube para a 3ª divisão do futebol mineiro em 2009 e a razão para as dívidas trabalhistas e com fornecedores de R$1,5 milhão acumulada pelo Jacaré.

Apesar de todas as dificuldades, sem benfeitorias no entorno do estádio e sem iluminação, o estádio foi inaugurado com capacidade para 20 mil torcedores, com 750 cadeiras, 19 cabines de imprensa, 20 bilheterias e 8 banheiros.

A partida inicial foi uma festa só. O Jacaré tinha um time aguerrido, comandado por Brandãozinho. Empolgado com a nova casa, venceu o Atlético-MG por 3×0. O primeiro gol foi marcado por Paulo César, do Democrata, aos 15 do 1º tempo.

O jogo com maior público foi outro Democrata x Atlético-MG, pela 1ª rodada do Campeonato Mineiro de 2008, com nova vitória alvirrubra, dessa vez por 1×0, gol de Tuta.

O público oficial foi de 20.500 pessoas, mas a verdade é que havia 25 mil numa tarde marcada pela desorganização completa, desde a entrada dos torcedores.

A idéia de se aproveitar a Arena do Jacaré para jogos durante as reformas do Independência e do Mineirão foi do ex-Secretário de Esportes do Estado, Gustavo Correa.

A proximidade da Capital e do Aeroporto de Confins e o desenvolvimento econômico por que passa Sete Lagoas deram ao estádio a preferência para receber os primeiros investimentos do Estado para a Copa de 2014.

O acordo com o Governo do Estado tem validade de 10 anos e 4 meses, contados a partir de 18jun09.

Por ele, a Ademg ditará as regras na Arena que, após 10 meses do início das reformas, será oficialmente reinaugurada em 15jul10 com um novo jogo do Atlético-MG.

O total do investimento do Estado deve girar em torno de R$12,7 milhões, para uma previsão inicial de R$5 milhões, e uma capacidade inicial prevista de 21 mil torcedores.

Na semana passada, após avaliações para emissão de laudos de segurança, ficou estabelecida a redução da capacidade para 15 mil presentes, muito em função dos transtornos decorrentes das obras se prolongarem até o final de julho. O escritório da Construtora responsável pela reforma ainda permanece intacto.

Esta determinação fez com que Cruzeiro e Atlético-MG de majorassem os preços dos ingressos. As cadeiras no setor de imprensa custarão R$100. Os demais setores terão entrada custando R$40. Valores bem acima dos padrões do futebol mineiro e “salgados” para o padrão do estádio.

Seguem alguns dados relativos às reformas e condições da nova Arena do Jacaré:

  • Todo o maquinário que era utilizado no Mineirão para manutenção e conservação do gramado foi transferido para a Arena.
  • A Itograss, empresa responsável pelo gramado, calcula que o novo piso tem capacidade média de suportar 5 horas de bola rolando por semana.
  • A dimensão do gramado é de 105 x 68m. As medidas do Mineirão são 110x75m.
  • Foram construídas salas exclusivas para coletivas de atletas, dirigentes e treinadores, assim como duas capelas e salas para Juizado Especial, Polícias Militar e Civil e Promotoria de Justiça.
  • Foram criadas 21 saídas de emergência e outras 14 para acesso ao gramado em situações de risco para os presentes.
  • Haverá 5 bares com banheiros ao lado.
  • Além da reforma dos vestiários antigos, foram criados mais dois para equipes dos jogos preliminares.
  • A Arena tem um gerador exclusivo de energia para o sistema de iluminação.

Algumas dicas para o acesso ao estádio:

  • Quem vier a Sete Lagoas pela BR040, saindo de Belo Horizonte, deve evitar o trânsito do centro. Assim que entrar na avenida de acesso à cidade, Marechal Castelo Branco, fique atento pra virar a direita no primeiro viaduto a fim de entrar Av. Perimetral, que contorna a cidade e onde se localiza o estádio.
  • Quem chegar a Sete Lagoas, deixando Paraopeba, deve passar a primeira entrada, logo após a barreira da Polícia Rodoviária, para evitar o Centro e optar pela entrada de quem vem de Belo Horizonte.
  • Pela estrada velha, a MG-424 que passa por Pedro Leopoldo e Prudente de Morais, a chegada ao estádio é mais tranquila. Ao término da rodovia, após o semáforo, vira-se à esquerda na Perimetral. A Arena está a 500 metros do entroncamento.
  • No acesso externo das cadeiras do setor das cabines já existe estacionamento asfaltado de propriedade do Democrata com 600 vagas. Devem ser cobrados R$10 ou R$15 por veículo (a confirmar).
  • Quem ficar nos demais setores, não encontrará, de início, estacionamentos definidas pela Prefeitura e Ademg. Os donos de lotes vagos, contudo, vão criar estacionamentos particulares. Num primeiro momento, estas serão as opções mais seguras.

Fonte: Encarte do jornal Sete Dias de 09jul10.

Arísio França Jr., 33, cruzeirense, administrador de empresas, nasceu e mora em Sete Lagoas.

Sete Lagoas, a nova capital do futebol mineiro

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Com a escolha da Arena do Jacaré para receber os jogos dos times mineiros até a reinauguração do estádio Independência, minha cidade natal, Sete Lagoas, tende se tornar a capital do futebol mineiro nos próximos meses. A intenção deste post é servir, um pouco, como guia para os torcedores que estão dispostos a pegar a estrada pra acompanhar o Cruzeiro em terras setelagoanas.

Distante 65km de Belo Horizonte, Sete Lagoas foi emancipada em 24 de novembro de 1867, com territórios desmembrados de Santa Luzia e Curvelo. Como cidade pólo da Região do Alto Rio das Velhas, está compreendida numa área de influência de 500 mil habitantes, totalizando 38 municípios. Em Sete Lagoas existem no perímetro urbano dez lagoas, sendo 17 em toda a região próxima a cidade. A Lei que denomina as lagoas oficiais do município é a 4.113, de 11 de Novembro de 1989. As lagoas são: Boa Vista, Catarina, Chácara, Cercadinho, José Félix, Matadouro e Paulino.

A economia local, por muito tempo baseada na agricultura, pecuária e ferro gusa passou por enorme transformação a partir da vinda da Iveco Fiat e seus fornecedores. Há menos de um ano foi inaugurada a fábrica da AmBev que, juntamente com a Brennand Cimentos (a ser inaugurada em dez/10), fecha uma tendência inevitável de potencialidade industrial da cidade, Este desenvolvimento industrial, em grande parte, é o responsável pelo crescimento populacional da cidade que já passa dos 235 mil habitantes. O comércio, ainda arraigado pelo provincianismo e pela pouca qualidade na prestação dos serviços, já começa a se movimentar diante da inauguração do Shopping Sete Lagoas, pertencente à BR Malls, com data marcada para 30 de Setembro de 2010.

Para os que virão aos jogos na Arena, partindo da capital ou do Aeroporto de Confins, são dois os acessos à cidade. O principal é pela BR-040, sentido Brasília. Estrada duplicada que requer muita atenção devido aos inúmeros trechos com falhas na pavimentação e pelo elevado volume de carros e caminhões em trânsito. Outra opção de acesso é a MG-424, rodovia estadual que parte de Vespasiano, passa por Pedro Leopoldo, Confins, Matozinhos e Prudente de Morais. Boa parte dos seus 50km é duplicada. Não é tão movimentada, mas tem o agravante de ter um trecho de pista única complicado pelo trânsito de caminhões das cimenteiras da região e por passar dentro do perímetro urbano de Matozinhos e Prudente de Morais. Requer paciência fazer este caminho.

Uma boa pedida para quem for aos jogos aos sábados e/ou domingos é fazer uma programação de fim de semana para conhecer os atrativos turísticos locais e as opções de entreternimento. Nos jogos aos domingos à tarde, sugiro aos interessados que cheguem no sábado após o almoço, façam um passeio à Serra de Santa Helena e Parque da Cascata para ver o por do sol, seguido de uma parada na Lagoa Paulino (Centro e principal lagoa) e suas inúmeras opções de bares e restaurantes (Ilha do Milito, Fiorenza Pizzaria, Grillus, Choperia 4 Estações, Gôndola Ristorante).

Em família, vale uma passada na Feira de Artesanato e Alimentação que funciona todas as sextas e sábados à noite em uma praça ao lado da lagoa do centro. Para os mais animados, os programas que varam a madrugada acontecem na boate Night Lounge (centro – música eletrônica, público selecionado), Opinião Pub (centro – só rock de primeira, ambiente para descolados) e na casa de shows Estação Brasil (próxima ao acesso da BR-040). No domingo, café da manhã no hotel e visita à Gruta Rei do Mato (BR-040, entrada da cidade). Uma boa para o almoço é o Restaurante Mirante na orla da Lagoa Boa Vista (bairro Boa Vista).

É isso. Não escondo minha satisfação pela possibilidade de ver jogos do Cruzeiro aqui no quintal de casa. Mas, também, estou muito preocupado com as condições locais para receber torcedores, delegações das equipes e membros da imprensa de todo lugar. Sete Lagoas padece pelas últimas péssimas administrações municipais e enfrenta problemas nas áreas de segurança e saúde. Como outras cidades, o poder público local não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento privado.

Repasso uma lista bem selecionada de contatos que poderão ser úteis aos que virão assistir jogos na Arena e me coloco à disposição aos companheiros do PHD para esclarecimentos, emergências, indicações e dúvidas sobre a cidade e os jogos: arisio@hotmail.com. Será um prazer recebê-los aqui!

Abraços.

Atrativos Turísticos:

  • Lagoa Paulino: centro da cidade. Principal lagoa e ponto de referência para opções de alimentação.
  • Gruta Rei do Mato: localizada junto ao trevo de acesso da BR-040. Muito bonita mas é preciso ter fôlego para circular por suas passarelas e escadas que atravessam os salões.
  • Serra de Santa Helena e Parque da Cascata: Complexo com acesso pelo bairro Jardim Arizona. Do alto da Serra é possível observar toda a cidade. Aos sábados, é possível voar de paraglider com um grupo local de praticantes deste esporte.
  • Museu Histórico Municipal: No centro, ao lado da Catedral de Santo Antônio.
  • Museu do Ferroviário: Avenida Antônio Olinto.

 Hospedagem e alimentação:

  • Real Hotel: Praça Martiniano Carvalho, 06 – Canaan – (31) 3773-3301
  • Sete Lagoas Residence – Rua Nestor Fóscolo, 284 – Centro – (31) 3775-1010
  • Lago Palace Hotel: Praça Carmelo Mota, 273 – Centro – (31) 3774-6044
  • Hotel Riviera: Rua Santa Helena, 125 – Canaan – (31) 3027-0800
  • Cantina Bom Sabor (self service) – Centro – (31) 3774-6633
  • Lagoa Espetos (churrasco e self service) – Centro – (31) 3775-2888
  • Ilha do Milito (a la carte e choperia) – Centro – (31) 3771-8939
  • Pizzaria Boca do Forno (massas) – Centro – (31) 3771-0103
  • Fiorenza Pizzaria (carnes e massas) – Centro – (31) 3771-8931

Telefones úteis:

  • Corpo de Bombeiros: (31) 3773-0207 ou 193
  • Polícia Rodoviária Federal: (31) 3774-7038
  • Rodoviária: (31) 3773-1133
  • Secretaria de Turismo: (31) 3772-9927
  • Hospital Municipal: (31) 3774-8668 ou 192 (SAMU)
  • Prefeitura Municipal: (31) 3779-7000
  • Pontos de táxi: (31) 3771-4211 / 3773-4747 / 3771-4141 / 3776-3012

Arísio França Jr., 33, Administrador, nasceu e mora em Sete Lagoas.

Pacote ou embrulho?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vamos botar ordem na bagunça em que se transformou o pacote de reforços do Cruzeiro:

  1. Juan Román Riquelme não jogará pelo Cruzeiro. Foi apenas uma anestesia. Com o pacote de contratações concluído hoje, o meia xeneize já não tem mais nenhum papel a cumprir.
  2. Ernesto Farias, El Tecla, centroavante argentino do Porto está cada vez mais distante da Toca da Raposa. Cobra alto e ZZP acha que já tem atacante demais no elenco.

Certos estão:

  1. Walter  Damián Montillo, meia argentino de 26 anos da Universidad de Chile já assinou contrato e estará à disposição de Cuca  após o encerramento da Libertadores para a La U. Ele custou 3,5 milhões de euros e assinou por cinco anos. Falta só arrnjar um parceiro pra rachar a conta.
  2. Wallyson Ricardo Maciel Monteiro, 21 anos, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte. O atacante velocista jogou pelo São Gonçalo do Rio de Janeiro em 2003 e 2004, ABC, em 2007 e Atlético-PR em 2008.
  3. Rafael Marques Pinto, beque carioca de 26 anos atuou pelo Brasiliense, em 2003, Botafogo, entre 2004 e 2007, Goiás em 2008 e Grêmio, onde jamis foi titular, em 2009.
  4. Francisco Everton de Almeida Andrade, 26 anos, nascido em Maranguape, no Ceará, é meia e jogou no Ferroviário, Grêmio Barueri, em 2008 e 2009, e no Fluminense, em 2010, sob o comando de Cuca.

Quase certo está:

  1. Rômulo Souza Orestes Caldeira, 23 anos, 1,78m, 72 KG, lateral direito, nascido em Pelotas, jogou pelo  Caxias e Juventude, em 2007, Metropolitano, em 2008, Chapecoense, em 2009, Santo André, 2009 e 2010.

Trocamos seis por meia dúzia? Alguém vai ao aeroporto? Seguinte: vamos torcer e enxotar as hienas. Mais do que isto, é impossível.

Diego no se va…

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dez mil hinchas se dividiram entre o Aeroporto de Ezeiza e a sede da AFA pra recepcionar a seleção argentina, que retornava da aventura sul-africana.

Eufóricos eles entoaram dois refrões básicos:

  • “El Diego no se va y todos juntos vamos a revanchar” e
  • “Brasilero, brasilero, que amargado se te ve, Maradona es más grande, es más grande que Pelé”. 

Só mesmo você, Claudio Gentile, pra entender essa gente.

Faça o seguinte: tire o xará Schulman e o neto do Velho Damas e pode generalizar aquilo que você havia dito só pro Dieguito:

  • ” Sono tutti buffoni!”

Aeroporto vazio

domingo, 4 de julho de 2010

Os irmãos Wellington e Lessinho embarcaram no voo que trouxe de Curitiba a dupla Cuca e Cuquinha para o Cruzeiro.

Prosa descontraída, os mineiros satisfeitos pelos bons negócios feitos na capital do Paraná, os paranaenses na certeza de que também se dariam bem na capital de Minas.

Em Confins, o Cuca mais velho se surpreendeu com a falta de público. Nenhum torcedor ou diretor reconhecível do Cruzeiro estava à sua espera.

Havia, no máximo cinco repórteres. Ele comentou entre desapontado e irônico:

– Puxa vida, nem a Máfia Azul veio me receber.

Os irmãos mineiros, ambos atleticanos, não perderam a oportunidade:

– Já vai começar a chorar, cedo assim, Cuca?

Risos. E cada dupla tomou seu caminho.

Cuca chegou como Adílson Baptista. Não era o preferido da megalomaníaca torcida cruzeirense.

Mourinho, Capello e Luxa -os três maiores do mundo segundo microfonistas da rádia e seus teleguiados- teriam recepção mais calorosa.

Não tem problema. Importante é presentear logo a concorrência com um Simca Zero pra irritar emplumados e hienas.

Deixar esta galera espumando é o que há…

A página heróica e imortal da Moema Fox

terça-feira, 22 de junho de 2010

Caros Jorge e Evandro,

Segue meu relato do jogo Cruzeiro x NY Red Bulls. Ficou bem grande, então por favor fiquem à vontade para fazer os cortes/alterações que julgarem necessários.

Peço também que revisem o texto, pois ultimamente ando comentendo diversos erros de português…

Seguem também, em anexo, as fotos que tirei durante o jogo. São poucas, pois como falei minha câmera resolveu parar de funcionar assim que cheguei ao estádio, e meu celular ficou sem bateria…

Apesar de tudo, aí vai uma parte da aventura americana para acomapnhar, em 18jun10, o NY Red Bull 2×4 Cruzeiro

Um forte abraço,
Moema. (mais…)

Adílson Baptista: “Eu sou um cruzeirense”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 Santos, no Mineirão, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 02jun10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Vou fazer meu último jogo lá em Goiânia, contra o Atlético-GO, e um abraço. É isso aí. É meu último jogo. Pra felicidade geral da nação, de alguns, eu faço meu último jogo lá. Já conversei com o Zezé, ele até nem queria que eu falasse isso aqui hoje, mas estou chateado com algumas coisas. Só cego que não vê o que é trabalhar uma equipe, o que é ter dificuldade, o que é organizar. Mas isso aí, tem muita gente do outro lado aí expert em futebol. A gente vai com calma, aprendendo todo dia. Quando o adversário joga contra o Santos é o jogo do ano. Quando somos nós, é jogo sob pressão. É assim que funciona aqui em Minas Gerais. Fico chateado com algumas pessoas vaiando o presidente, lamento, pela contribuição do presidente, pela história, pelos títulos, pelas conquistas, isso machuca a gente. Eu tenho só a agradecer, eu sou um cruzeirense, tenho carinho muito grande pelo clube, vou continuar torcendo pelo clube, mas a gente tem que pensar profissionalmente e chegou o momento de sair. Vida que segue. Vou rezar pra que um bom profissional entre e tenha sucesso. Vejo um Cruzeiro forte, competitivo, com grandes jogadores. Na parada da Copa, tem condições de reverter. Gosto muito do Maluf, é um grande profissional, muito correto, não deixava vazar muita coisa, porque vocês gostam muito de uma fonte segura, sempre têm fontes de informação, e o Maluf é firme, sério, cobrando, lutando, agindo com responsabilidade. Mas ele é um profissional capacitado, que daqui a pouco está no meio. A gente lamenta, mas é uma decisão do presidente, precisamos respeitar. Faz parte no futebol. Daqui a pouco volta. Não é em função do Maluf. Eu já estava conversando com o Maluf, em Atibaia eu coloquei que o meu intuito não era prejudicar. Mas já estava dentro dos planos. Grande motivo da saída e futuro destino: o coração, o meu coração. O coração é que está deixando. Não falo nada sobre futuro. Vou fazer o jogo, cheio de jogadores com dor, e tenho um compromisso em São Paulo na segunda-feira. Só isso. Tenho respeito pela imprensa, sempre tive. A gente tem que conviver de maneira saudável, honesta, procurando ser imparcial, ser profissional. Respeito muitos de vocês, pelo trabalho, sei o grau de dificuldade. Precisamos é conversar mais, esclarecer mais, ter um pouquinho mais de cuidado, porque hoje é blog, é twitter, é facebook, todo mundo fala. Esses dias a Miriam Leitão estava criticando o Júlio Baptista, o Gilberto, disse que ia tomar um remédio tarja preta. Quer dizer, todo mundo fala de futebol. Esses dias, o Cerezo encontrou o Maluf no aeroporto e elogiou o Cruzeiro. Esse está na minha seleção. Isso me dá satisfação, não quem escuto dizendo que tem que jogar esse daqui, esse aqui precisa pegar ritmo. Até esse pegar ritmo, eu caí, porque o futebol é muito dinâmico. Eu respeito, nós precisamos melhorar, eu tenho a minha linha de raciocínio, mas não fico fazendo média com ninguém, não dou informação para ninguém, trato todo mundo igual. Acho que ninguém deve ter privilégio de informação e alguns ficam bravos. Mas eu durmo tranquilo, um grande abraço para vocês. Voltar um dia? Volta tem. Isso daí… No futebol acontece muita coisa e a gente espera um dia voltar, mas a cabeça é só fazer esse jogo contra o Atlético-GO e não tem jeito, a gente gosta de trabalhar e vamos pensar o que fazer com calma. O Cruzeiro tem o meu respeito, a própria torcida. A minoria fica vaiando presidente, este, aquele, isso faz parte. Mas sempre tive o carinho, a admiração. Vejo o torcedor inteligente me apoiando, sabendo, tendo noção, discernimento de perceber algumas coisas. O clima está tranqüilo no grupo. Eles estão chateados, porque gostariam de estar numa situação melhor. Mas .enfrentamos um grande adversário. No Cruzeiro, cria-se crise. O Ceará está ganhando de todo mundo. Na Vila o Ceará jogou contra o Santos, que só não tinha o Robinho, e o Santos teve dificuldade. Teve um pênalti no Misael, que dá trabalho pra todo mundo. Pelo carinho, pelo respeito que tenho pelo Cruzeiro, eu procuro cobrar dos atletas pra que se entreguem naquilo que estão fazendo. Por algumas razões, não coloquei A, B ou C e é assim que vou agir em qualquer clube. Um atleta tem que ter esse comprometimento, tem que se dedicar, pois ele é bem remunerado. É evidente que uma hora vai perder. Mas tem de vender a derrota caro. O torcedor gosta de ver o jogador lutando. (mais…)

Um salve pro WP!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Kleber sentiu dores na coxa no jogo contra o Ipatinga. Submetido a uma ressonância no dia seguinte, constatou-se um estiramento que o colocará fora de ação por dez dias.

Jogar três partidas seguidas tem sido esforço muito grande pra ele. Deve estar aí a tal avaliação de chumbamento feito pelos médicos do Porto que teriam frustrado a cedência dele ao Dragão no Norte de Portugal.

Não há do que reclamar. Culpar o Campeonato Mineiro pela contusão não me parece correto.Ele poderia ter se contundido em Santiago e desfalcado o time durante a partida decisiva.

E poderia ter sido poupado em Ipatinga e ficado sem ritmo adequado de jogo para a luta contra o Colo Colo.

Ensinam os grandes treinadores que o foco não deve ser posto em quem sai, mas em quem entra.

Wellington Paulista, que substituiu tão bem o Gladiador na arrancada rumo à Libertadores em 2009, é o cara para esta quinta-feira. Ele anda jogando mal, talvez desiludido com a impossibilidade de ser titular.

Mas o jogo de Santiago é motivador e eu acredito que ele vai meter ao menos um gol. Se fizer dois, merece ser buscado em Confins nos ombros da galera. Marcando dois, o Cruzeiro só volta de mãos abanando se tomar sete.

É isto: foco no WP. Todo apoio a ele. E vamos à luta sem choramingações, pois não há time sem problemas físicos neste mundo. Menos ainda numa Libertadores disputada em paralelo com torneios nacionais.

Vidigal: “Menos mal, não ter castigo no final”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  1. Davids, armador da África do Sul: Estamos fazendo esse mês de treinamento no Brasil jogando contra bons times como o que jogamos aqui, pra ver o que precisamos melhorar e se o que estamos fazendo está  bom. Temos ido bem na defesa, agora temos que fazer os gols.
  2. Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul: É evidente que quem nunca jogou num estádio desse, contra uma equipe com esse nível do Cruzeiro fica intimidado. Jogadores jovens sentem o peso dessa responsabilidade. Então a gente tem que melhorar essa confiança de ficar mais com a bola, errar menos passes. Mas isso só vem com a sequência de jogos e manutenção de uma equipe. Esse trabalho foi encorajador. Pra nós o resultado foi bom. O Cruzeiro está bem. Tem um time muito bom tecnicamente, dois atacantes de peso, de força, dois laterais que sobem com muita precisão. Roger está começando a se integrar, ele dá qualidade à equipe. Tem um goleiro excepcional, dos melhores do Brasil, que tem provado isso a cada partida. No final, poderíamos ter feito dois gols e o Fábio os evitou. O 0x0 foi justo. O Cruzeiro com a posse da bola e nós nos defendendo bem. Agradecemos o Cruzeiro por ter nos recebido. Não só ter jogado no Mineirão com a equipe principal, mas pelo acolhimento caloroso, afetuoso, desde o aeroporto, o almoço. Vamos treinar lá amanhã com os jogadores que não atuaram. Queremos agradecer imensamente ao presidente Perrella por essa acolhida. Nosso jogadores estão deslumbrados, porque foi realmente emocionante.
  3. Adílson Batista, treinador do Cruzeiro: Foi bom. Em amistoso, geralmente você evita jogadas mais ríspidas, tira o pé, o ritmo não é tão forte como em campeonato. Mas acho que foi proveitoso em função de sistema, o Cruzeiro tentou rodar a bola, trabalhar. Tivemos dificuldades, erramos alguns passes, não tivemos penetração. Tentamos mudar, tivemos mais volume, criamos oportunidades. Você olha o jogo do Barcelona e vê que todo mundo dá um, dois, no máximo três toques na bola. O Messi é quem carrega a bola, mas sendo objetivo, em cima do marcador, em direção ao gol. A gente quer dar, três, quatro, cinco toques, segurar, é cultural. Demora pra tirar alguns vícios. Nesse aspecto é importante a disciplina tática.
  4. Guilherme Mendes, diretor de Comunicação: Foi um orgulho pra nós receber a seleção anfitriã da Copa e ter o nome do Cruzeiro divulgado no exterior.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Fico satisfeito pelo reconhecimento. Estou fazendo um trabalho produtivo no Cruzeiro ao longo desses anos. Infelizmente, não chegou ainda ao treinador da seleção, mas espero que ele comece a me observar com carinho e me dê a oportunidade que tanto almejo ao longo desses anos. Parreira brincou que eu tinha tirado o bicho dele e falou que eu vivo um grande momento, me deu os parabéns. Isso me fortalece pra melhorar a cada dia nos treinamentos, com bastante respeito pelos companheiros e também pelos outros goleiros do Brasil e do exterior que buscam um lugar na seleção, o sonho de todo jogador. Já tive várias oportunidades de ser convocado com o Parreira. Se ele fosse o treinador, poderia acontecer. A concorrência é grande, mas me sinto preparado pra estar entre os três goleiros que vão à Copa pelo que venho demonstrando ao longo desses anos. No momento, penso em fazer o melhor pra ter oportunidade em 2010. Senão, vou continuar trabalhando e empenhando ainda mais pra estar sempre bem. É lógico que a Copa no Brasil será uma felicidade pra todos os brasileiros e todo mundo quer participar de uma forma ou de outra.
  6. Henrique, volante do Cruzeiro: É gratificante pro atleta, claro que a gente fica feliz. Não foi um treinador qualquer que fez um elogio desse. É campeão do mundo, trabalhou com grandes seleções, então fico feliz. É continuar nesse mesmo ritmo, nessa mesma pegada, pra crescer sempre, melhorando pra ajudar a equipe do Cruzeiro. Claro que a gente sempre sonha com coisas maiores, jogar pela seleção. A gente busca esse objetivo, mas sem deixar subir à cabeça. Tem que trabalhar, porque existem grandes jogadores. Preciso crescer gradativamente, trabalhar, conquistar espaço. Isso vem com o tempo. Tenho que continuar na mesma batalha e focado.
  7. Bernardo, meia do Cruzeiro: É uma boa experiência boa jogar contra uma seleção. Tiramos muita coisa. Enfrentamos uma seleção de muito toque de bola, muitos dribles e velocidade. Foi um bom aprendizado.
  8. Roger, meia do Cruzeiro: A África do Sul passa por um processo de reformulação. Vinha com o Parreira, trocou pelo Joel Santana, voltou o Parreira. Veio aqui e fez um jogo morno, pois é véspera de Copa do Mundo e todo mundo quer se poupar. Nós também, pois temos uma competição importante. Foi meio chato de se ver, mas faz parte.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Foi um jogo bom pros dois lados. Pudemos trabalhar tranquilamente e ninguém saiu machucado. Temos competições importantes e precisamos de todos inteiros pra avançarmos ainda mais. Foi uma oportunidade pra treinar, trabalhar, melhorar, tanto nós como eles. A gente sabe que faltaram os jogadores que atuam na Europa, então, essa seleção tem muito pra melhorar. Mas é uma boa seleção, trabalha bem. A qualidade técnica parece com a do futebol brasileiro.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: No Mineirão, o Cruzeiro recebeu a África do Sul de Carlos Alberto Parreira, num amistoso internacional. Foi um jogo tecnicamente fraco, sem muita inspiração de ambos os lados. Os celestes foram superiores e só não venceram porque foram muito displicentes nas finalizações, numa noite segura do goleiro Khune. No final do jogo, Fábio também foi decisivo. Nos últimos cinco minutos, fez duas defesas importantes e impediu que a zebra invadisse o gramado do ‘Gigante da Pampulha’. Com México, Uruguai e França como companheiros de Grupo, Parreira terá muito trabalho para colocar os Bafana Bafana nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2010.
  11. Fabio Velame, no PHD: Não há muito que comentar. Foi um jogo morno. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. As melhores chances foram da seleção africana e, não fosse o Fábio, a vitória seria dela. A única grande chance do Cruzeiro aconteceu no 1º tempo com Roger na grande área batendo em cima do goleiro. O resto foram chutes de fora da área, uma deles numa falta cobrada pro Bernardo, no travessão, e bolas levantadas para conclusões de cabeça fáceis pro goleiro. Apesar de ter sido amistoso, achei o time meio sem criatividade.
  12. Leo Vidigal, no PHD: Parece que os jogadores se arriscaram menos nas divididas, preferindo mais um belo passe, por isso erraram mais.  Foi um amistoso normal, talvez meio fora de hora, mas não deixa de ser interessante. Menos mal que o time não levou o castigo no final, graças ao Fábio. Pena aquela bola do Bernardo não ter entrado, ele realmente procurou o jogo e merecia um gol. 
  13. Vidotti, no PHD: Não tem como cobrar que cantem o hino se a organização não planeja a execução em conjunto com a torcida. Da arquibancada, não dá pra escutar o que a banda está tocando no gramado. Porque não utilizaram o serviço de auto-falantes para reproduzir o hino? Não entendi o motivo. Na final da Libertadores, o hino foi cantado por todo o estádio. Ontem, não foi questão de falta de educação e sim de falta de planejamento. Ontem, nada foi anunciado pelo sistema de som do Mineirão, ai fica dificil cobrar alguma coisa.
  14. Rosan Amaral, no PHD: Assisti ao jogo ao lado do Dr. Adriano, irmão do Sivercan. O nome do jogo foi Carlos Alberto Parreira. O 1º tempo foi horrível como espetáculo. Sobrou o desempenho tático dos bafana bafana com 2 linhas de 4 fechando da meta sul-africana e impossibilitando a penetração dos cruzeirenses. Parreira sabe posicionar uma defesa. No 2º tempo, Pele abriu sua equipe e jogou de igual para igual, chegando ao requinte do 4-3-3 em alguns momentos. O jogo ficou muito movimentado. O Cruzeiro perdeu mais gols que os leões, mas a última bola do jogo foi perdida pelo atacante africano cara a cara com o Fábio. Mais enclorpada, esta seleção poderá surpreender México ou Franca. Destaque também para o preparo físico dela. A movimentação no 90º foi a mesma do 1º minuto.
  15. Walterson Almeida, no PHD: Este amistoso fez muito bem à África do Sul. Reparem que nos últimos 20 minutos eles jogaram igualzinho ao Cruzeiro, tocando a bola e fazendo-a girar. Aí foi a vez dos celestes ficarem correndo atrás da bola. Pelo que li sobre o jogo, era exatamente isto que o Pé de Uva buscava para seu time. O futebol do Bernardo cresce a cada jogo, embora ele continue segurando muito a bola e tentando resolver sozinho. Passe a bola, rapá!