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Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

ZZP: “Cruzeiro é time de Libertadores!”

sábado, 8 de maio de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Nacional (Uruguai) 0×3 Cruzeiro, no Gran Parque Central, em Montevidéu, jogo de volta das oitavas de final da Libertadores 2010, em 05mai10:

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Gil estava possuído pelo Espírito da Libertadores

sexta-feira, 7 de maio de 2010

jogo de volta das oitavas de final da Libertadores 2010, em 05mai10:

  • Fábio – Pouco exigido, principalmente, no 1º tempo. O que faltou e chutes a gol, sobrou de chutes nas costelas pra ele defender. Como o do grandalhão Coates. Fábio transmite muita tranquilidade à zaga e aos volantes e armadores. (Elias Guimarães) Menos exigido do que sugeria a ocasião, quando acionado mostrou a segurança de sempre e também não se deixou intimidar pelas chegadas “menos carinhosas” dos atacantes orientais. (Matheus Penido)
  • Jonathan – Joga como se fosse uma sanfona, indo e voltando, com velocidade e senso de recuperação. Apronta uma correria maluca pela direita e arma jogadas como a que resultou no 3º gol, oferecido na bandeja pro Gilberto. A diretoria continua alisando a mão esquerda com a direita, esperando propostas por ele. (Elias Guimarães) Apoiou o tempo inteiro e praticou uma feroz marcação na saída de bola do Bolso. (Renato-SP)
  • Gil – Finalmente, o Cruzeiro descobriu o Espírito da Libertadores, que incorpora em quem não se deixa intimidar e não está nem aí pra tamanho de estádio e gritaria. Gil encarou os valentões uruguaios na bola e no peito. Não deixou nenhuma provocação sem resposta e ainda limpou a área por via área e terrestre. Tudo isto sem ter nascido na Argentina. Não é um espanto? (Síndico) Discordo do Síndico em relação ao “espírito de Libertadores” do Gil. Ele agiu mal ao peitar o jogador do Nacional no fim do 1º tempo. Ganhou cartão amarelo infantilmente. Dar uma de valentão custou caro ao Leo Silva e poderia ter custado um cartão vermelho pra elçe também. Na Libertadores, inteligente é quem não entra em provocação e ainda consegue tirar o adversário do jogo, não quem peita o adversário a cada provocação. Já cansei de ver equipes brasileiras terminarem com um a menos por seus jogadores acharem que têm de ser mais machos que os outros. Adílson Baptista precisa orientar alguns jogadores quanto a isto,  pois uma expulsão pode ser fatal em Libertadores. (Flávio Carneiro)
  • Leonardo Silva – Sofre marcação homem-a-homem do comentarista mais ouvido da Rádio Itatiaia, Lélio Gustavo. Ele sempre descasca o Obama Azul. Resquício daquela tirada de bola sobre a linha no último clássico? O comentarista ficou magoado? Quem nunca jogou bola é incapáz de sentir o efeito da adrenalina em decisões. Leo foi expulso injustamente numa jogada em quedeveria, no máximo, receber um amarelo. No mais, ele rebateu bem, não afinou nas chegadas dos violentos adversários e esteve bem como o restante do time. (Elias Guimarães)
  • Thiago Heleno Recompôs a defesa após a expulsão de Leonardo Silva jogando com sobriedade. (Síndico) Não comprometeu. Talvez pelo fato de o Nacional já estar no desespero e querendo bater mais do que jogar. De qualquer forma, TH manteve o bom nível defensivo e o Cruzeiro terminou sem levar gols. Bom sinal para o próximo jogo quando Lenardo Silva estará fora. Deveria formar a dupla de zaga com Gil contra o Inter pra ambos ganharem entrosamento.(Agnaldo Morato)
  • Diego Renan – Revitalizado com a volta do Fabricio. Com o Stallone, o meio de campo marca mais e Diego faz o que mais sabe: atacar. O 2º gol foi uma pintura, uma marca desse time que deixa o adversário tonto com suas ultrapassagens. (Elias Guimarães)
  • Henrique – Operário padrão, joga com simplicidade. Marca, ocupa espaços e ainda sai pro jogo. E, mais importante, não afina! (Elias Guimarães) Discreto, mas eficientíssimo e de grande utilidade para o time. Junto com seus colegas de meio de campo, não deixou o Bolso construir jogadas mais elaboradas e ainda pôs o time uruguaio na roda. (Matheus Penido)
  • Fabrício – Foi um gigante! Cobriu muito bem o lado esquerdo e ainda atacou com muita agressividade. A bola na trave no 1º tempo mostra bem isso. (Anderson Olivieri) O mais impressionante é sua disposição, sua entrega ao time. E tudo com muita consciência tática. Sua presença faz crescer os futebol dos colegas e, principalmente, do lateral-esquerdo Diego Renan. (Gustavo Martins)
  • Pedro Ken – Entrou bem na partida. Explorou o meio de campo aberto com movimentação e passes inteligentes. E não se descuidou das tarefas defensivas. Tem futuro o garoto. (André)
  • Marquinhos Paraná – Um dos responsáveis pelo domínio celeste na partida. Fechou bem o lado esquerdo liberando Renan pra atacar e ajudou a por o Nacional na roda com seu toque de bola refinado. (Matheus Penido) O descanso foi bom pra ele. Contra o Nacional, fez outra boa partida com viradas, desarmes e saídas de bola. Joga acima da média. Torna o complicado fácil e até óbvio. Simples e bonito, pois o simples é que é bonito. Paraná voltou a promover alguns churrascos com a língua dos que não gostam de dar o braço a torcer. (Elias Guimarães)
  • Gilberto – Outra grande exibição, ora cadenciando, ora acelerando, criando e virando bolas. Seu gol teve a marca da tranquilidade que norteia o futebol dos jogadores clássicos, dos caras que sabem jogar. (Elias Guimarães)
  • Thiago Ribeiro – Fez outro golaço. E correu muito, marcaou de forma insana os volantes e zagueiros. E quabdio deixam ele tocar a bola na frente, um abraço… De quebra, está marcando gols de falta, coisa que não viamos há muito no Cruzeiro. (Elias Guimarães) Thiago Ribeiro está “estraçalhando” esse ano. É como se fosse um novo jogador que o Cruzeiro tivesse acabado de contratar, e prova que o jogador, quando se cuida, e põe o objetivo do clube também como seu, tem o reconhecimento da torcida, dos comentaristas, e, infelizmente, de outros times. (Simone Castro)
  • Wellington Paulista Entrou quando time estava ensebando a bola e gastando tempo sem grandes proeocupações ofensivas, por isto recebeu poucas bolas e não pôde exercer seu ofício de artilheiro. (Síndico)
  • Kleber Discordando da maioria, gostei da sua exibição. Preocupa os zagueiros, não dá folga na marcação da saída de bola, trava o jogo, alogo imprescindível em jogos como este. Os gols que faltaram (ele sempre afirmou que faz poucos) são substituídos pela função tática de perturbar e preocupar os adversários. (Elias Guimarães) Ele atrapalha e defesa adversária e tá soltando a bola mais rápido do que antes. (Hugo Serelo) Embora não tenha produzido tanto com a bola nos pés, prendeu os beques do Nacional. Lutou o tempo todo sem jamais se intimidar. (Matheus Penido)
  • Adílson Baptista Depois do fiasco no Mineiro, quando confiou nos bancários, provou ter time pra qualquer competição. É a conta do chá, mas descansado e focado ele não escolhe cancha nem adversário. Contra o Nacional, sua equipe fez tudo tão certo, que jamais saberemos se o Bolso é só isto que se viu ou se não podia mesmo fazer nada melhor. O Cruzeiro nunca ficou plantado na defesa levando sufoco. Ao contrário,  mostrou ao adversário que a localia não lhe daria vantagem. Também fez pouco de ameaças e provocações. No Pé Vermelho, quando um time usava o expediente de trocar passes e rodar a bola de um lado pra outro pra amansar valentões, diziamos que ele estava “botando os cabeças-de-bagre na roda”. Foi o que aconteceu no Gran Parque Central. (Síndico) Adilson anda tão concentrado na Libertadores, que foi surpreendido pelo Ipatinga no Mineiro. Fico agradecido por esta obsessão. (Agnaldo Morato)
  • Torcida – Em meio a 20 mil malucos tricolores, que cantaram tanto mais alto quanto maior se tornava o desafio, 200 brasileiros levaram bandeiras e faixas do Cruzeiro. O que fizerm pra se fazer ouvir em meio àquele desvario coletivo só saberemos quando os turistas ludopédicos estiverem de volta. (Síndico) A torcida do Cruzeiro ontem arrebentou com o buzinaço e os fogos!!! Parece que estão me ouvindo! (Cláudio Ianni)
  • Juiz & Bandeiras – Os bandeiras tiveram um trabalhão pra marcar os muitos impedimentos dos uruguaios. E quase sempre acertaram. O Juíz cometeu um vacilo ao exibir cartão vernelho quando bastava um amarelo para Leonardo Silva. O beque celeste, embora imprudente, não merecia punição tão radical. Mas foi vítima da tal Lei da Compensação. (Síndico)
  • Nacional – Os tricolores apostaram na intimidação, que começaram a praticar antes de a bola rolar. Mas não resisitrma a força física de Gil e Leonardo e ainda acabaram postos na roda por Fabrício, Paraná e Henrique. Levaram um passeio desses que não se esquece tão cedo. Regueiro e Vera, dois atacantes voluntariosos foram os destaques de uma equipe sem recursos técnicos e imaginação tática. (Síndico) Muñoz fez duas gdes defesas e evitou um placar ainda mais dilatado. Os demais lutaram mas arrumaram pouca coisa, pois os perdererm o meio de campo, limitaram-se a levantar bolas sobre a área. O vexame ficou por conta dos beques Lembo, que caçou confusão do inicio ao fim, e Coates, que se mostrou mais um vez sofrivel no jogo terrestres. (Matheus Penido)

Acevedo: “No Parque, a história será outra”

sábado, 1 de maio de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 3×1 Nacional (Uruguai), jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores 2010, no Mineirão, Belo Horizonte, em 29abr10:

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Acevedo abriu o jogo

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eduardo Acevedo, técnico do Nacional deu dois pitacos polêmicos sobre o Cruzeiro. Polêmicos, porém corretos:

  1. A defesa do Cruzeiro tem bons jogadores, mas é desconjuntada.
  2. O Nacional tem mais história do que o Cruzeiro.

A defesa celeste, realmente, preocupa. Menos por seus componentes do que pela vocação ofensiva do time.

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