Sport Club Siderúrgica, 79 anos

Por SÍNDICO | Em 7 de junho de 2009

Lembrança

Vale a pena visitar Sabará, a Sabarabuçu que o bandeirante Borba Gato fundou às margens do Rio das Velhas.

Lá se pode ouvir um conserto no teatrinho em estilo elizabetano, visitar a igrejinha de Nossa Senhora do Ó, admirar o que restou do casario colonial, degustar pratos típicos da cozinha mineira, participar do carnaval de rua ou das festas juninas e, se o Siderúrgica estiver jogando pela liga amadora ou pelo campeonato estadual da 2ª Divisão, viajar no tempo nas velhas arquibancadas do Estádio Eli Seabra Filho.

Foi o que fez o gaúcho Fritz, que foi lá à procura do Sport Club Siderúrgica, o alvianil que disputou com o seu Grêmio as quartas de final da Taça Brasil de 1965. Um timaço do qual pouco se fala nos tempos que correm. Por sorte, ele bateu na porta da fábrica de molduras do Alexandre Sanches, um siderurgicano renitente.

Filho do jogador Ali e sobrinho dos juizes Elmo e Paulo Sanches, o Alexandre pesquisa e  escreve a história do Esquadrão de Aço.

Memória

Em 1917, a família Alves Nogueira fundou um time de futebol. Sabará, cidade mineradora, ao lado da nova capital mineira, estava seduzida pelo futebol e o Sport Club Alves Nogueira veio bem a calhar.

Inscrito na Liga Mineira, o time acabou virando “saco de pancadas”. Em 1928, por exemplo, perdeu por 14×0 para o Palestra Itália.

Quase imbatível, o Palestra foi tricampeão com apenas uma derrota nas três temporadas. Mas um placar como aquele não estimulava a rapaziada da Usina Mineira, que acompanhava o time e, nas horas vagas, jogava futebol na prainha da curva do Rio Sabará, bem em frente à empresa.

Quando após várias decepções, viu-se que o Alves não tinha força pra representar a cidade, um grupo de trabalhadores fundou, naquela prainha onde jogavam bola depois do expediente, o Sport Club Siderúrgica, em 31mai30.

Fundação

Naquele ano, no terreno contínuo à praia, havia uma praça de esportes pertencente ao Recreio Club Siderúrgica, fundado por funcionários da Usina Mineira que, comprada pela luxemburguesa ARBED, passara a se chamar Usina Siderúrgica Belgo Mineira.

Mas recreação não era tudo com que sonhava a rapaziada da cidade. Eles queriam competir contra os grandes clubes que enchiam estádios da Capital nas tardes de domingo.

Caieira, um beque que morava em Belo Horizonte e ia a pé até Sabará para jogar pelo Alves Nogueira, era o ídolo da cidade. Reza a lenda que as caminhadas fizeram dele o jogador mais vigoroso do futebol mineiro de sua época.

Os sabarenses sempre lamentaram o fato de ele jamais ter vestido a camisa do Siderúrgica. Do Alves Nogueira, ele transferiu-se para o Palestra mineiro e depois para o paulista. E entrou pra história dos dois.

Inspirados em Caieira e nos grandes nomes da Liga Mineira como Nininho, Piorra, Ninão, Carazo, Mário de Castro e Canhoto, que atraiam multidões, alguns a operários reuniram-se na barbearia do Zé Pinto, na Praça Getúlio Vargas, em 20mai30, para criar seu time de futebol.

Sabendo do movimento, Louis Ensch, gerente-geral da Belgo, mandou duas sugestões: que o nome da agremiação fosse Sport Club Siderúrgica e que ela fosse patrocinado pela empresa. Resultado: o Siderúrgica nasceu grande.

O quanto havia de paixão pelo futebol ou de manipulação na proposta, só os historiadores poderão decifrar. Daria boa tese nesta época de tanto interesse pelo futebol no meio acadêmico.

Certo é que, enquanto a Usina esteve por perto, o Siderúrgica foi grande. E quando ela rompeu os laços que a uniam ao clube, ele desapareceu quase que instantaneamente. Mas deixou saudade em seus fiéis adeptos.

Implantação

Depois da reunião na barbearia do Zé Pinto, marcou-se uma assembléia para o dia 31mai30.

Nos 11 dias, entre a reunião da barbearia e a assembléia de fundação, uma comissão de trabalhadores elaborou os estatutos da agremiação e buscou apoios de autoridades e gente de fora da empresa para que o movimento ultrapassasse os limites da usina e criasse um clube para toda a comunidade sabarense.

A primeira diretoria foi composta por:

  • Felício Roberto, guarda-livros, presidente;
  • Leopoldo Bian, chefe da seção de recepção e expedição, vice-presidente;
  • José Novais Correa, esteno-datilógrafo, primeiro secretário;
  • Ernesto Reisenhofer, desenhista, segundo secretário;
  • Jules Remy, chefe do escritório de contabilidade, primeiro tesoureiro;
  • Antônio Ayres, eletricista; segundo tesoureiro; e
  • Jean Pierre Fohrmann, chefe da modelagem da carpintaria, diretor esportivo.
  • Michel Michels e Antônio Basques, funcionários da Belgo Mineira e o barbeiro José Pinto de Almeida formaram o conselho fiscal.

O primeiro ato da nova diretoria foi enviar, em 4 de junho, ofício ao Recreio Club, solicitando autorização para se utilizar a praça de esportes da Praia do Ó nas partidas do novo time.

Em 21 de junho, Raul Brandão, presidente do Recreio, respondeu dando boas-vindas e colocando as dependências de sua agremiação à disposição do Siderúrgica dando início à fusão, que seria sacramentada pela assembléia-geral dos sócios do Recreio em 26 de julho. A única exigência era que houvesse direitos idênticos para oriundos do Recreio e do Siderúrgica.

Em 4 de julho, o clube contratou o engenheiro Max Grichtoleck para transformar o campinho da Praia do Ó num estádio. Pouco tempo depois, o Siderúrgica estava apto a pleitear sua inscrição na Liga Mineira.

Na Liga

Em 17ago30, o Siderúrgica fez seu 1º jogo. Perdeu para o Alves Nogueira por 5×4 no campo do adversário. Os primeiros jogadores a vestirem a camisa branca com duas listras horizontais azuis na altura do peito foram:

  • Gustavo Pfeiffer, Agostinho Pereira e Adalberto Paes Campos; Batista Coelho, Celso e Geraldo Passos; Braga, Schimidt, Pedro, Illydio e Caetano.

Até conseguir a filiação na Liga Mineira de Desportos Terrestres, em 17jun31, o time teve que jogar uma série de partidas amistosas para provar sua força e organização, o que demonstrou com sobras.

Na temporada de estréia, 1932, o Siderúrgica foi campeão da 2ª Divisão nas categorias 1º e 2º quadros.

A primeira partida oficial foi jogada no Estádio Antônio Carlos, do Atlético-MG, o único oficial da LMDT, pois Palestra, Villa, Sete de Setembro e América haviam criado outra liga, a Associação Mineira de Esportes Gerais – AMEG.

O jogo contra o Esperança, em 10abr32, pelo Initium foi o primeiro oficial do Siderúrgica. Terminou 1×1, mas o time sabarense seguiu em frente por ter conseguido dois escanteios contra um do adversário.

1931

Com um sonoro 8×1 sobre o Esperança, o Siderúrgica conquistou, meses depois, o título da 2º Divisão jogando com:

  • Illydio, Arnaldo e Trevinte; Gumercindo, Palito e Mocinho; Ferro, Fernando, Marcelino, Ovído e Alberto.

O campeonato de 1933, o primeiro do Siderúrgica entre os grandes clubes foi um evento especial. Foi o primeiro verdadeiramente estadual com a incorporação dos clubes de Juiz de Fora.

Foi também o primeiro campeonato profissional disputado em Minas. O Villa Nova, de Nova Lima, foi campeão, o Tupi, de Juiz de Fora, vice, e o Siderúrgica 3º colocado. Grande estréia.

O time treinado por Abílio Lopes de Almeida, o Tonheca, no 1º ano do profissionalismo em Minas, além dos operários da Belgo, tinha futebolistas contratados como Rezende, Campos e Penaforte:

  • Princesa, Pennaforte e Arnaldo; Dictinho, Moraes e Válter; Azziz, Pascoal, Campos, Camillo e Resende.

1937

Em 1937, numa melhor de três contra o Villa Nova, veio o primeiro título na 1ª Divisão.

A 1º partida foi disputada no Palestra Itália com vitória do Villa por 3×1. A 2ª, no Estádio Antônio Carlos, do Atlético-MG, terminou com 3×0 para o Siderúrgica. A negra, no Estádio da Alameda, do América, deu o título ao alvianil que venceu o Leão do Bonfim por 1×0.

Arlindo marcou o gol do título e Princesa defendeu um pênalti cobrado por Carazo, o melhor jogador do Villa. O treinador Capitão escalou o time campeão com:

  • Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes e Ferreira; Tonho, Arlindo, Chiquito, Paulo Florêncio e Rômulo Januzzi.

Ídolos

Nascido em Itabirito, o eletricista Paulo Florêncio, campeão em 1937, com apenas 17 anos foi o maior jogador do clube nos anos 30 e 40.

Em 1942, convocado pelo técnico Ademar Pimenta para a Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Sul-americano disputado no Uruguai, ele fez duas partidas no lugar do meia-esquerda  Tim, um dos mais famosos jogadores brasileiros da época.

Paulinho, como era chamado em Sabará, jogava futebol de toques refinados e precisos. Era respeitado pelo talento e pelo cavalheirismo. E só não jogou fora de Minas por não conseguir viver longe da família.

Somente em 1948, ele aceitou sair da cidade para atuar pelo Cruzeiro, onde ficou até 1957, antes de se aventurar no incipiente futebol da Venezuela pra garantir o pé-de-meia. Na volta, ainda jogou 2 anos pelo Sete de Setembro antes de encerrar a carreira em 1960, aos 42 anos.

Nos Anos 50 e 60, o maior ídolo sabarense foi Silvestre. O Saci, nascido em Itabirito, titular da Seleção Mineira, que inaugurou o Mineirão com uma vitória de 1×0 sobre o River Palte, em 1965, também foi operário na Belgo.

Nas mãos de Yustrich, o centroavante Noventa fez proezas “do arco da velha” como a de jogar com o braço quebrado e marcar 2 gols numa vitória de 3×1 sobre o Atlético, no Estádio Independência.

Tião, ponta-esquerda que Yustrich fazia treinar cruzamentos horas seguidas ficou famoso com a cavadinha, cruzamento que, saindo das mãos dos goleiros, caia na cabeça do centroavante.

O goleiro Djair, de apenas 1,68m, era um fenômeno pela boa colocação que compensava sua baixa estatura.

Princesa, goleiro, Chico Preto e Mascotte, beques, eramreferências em suas posições no futebol mineiro doas Anos 30.

Orlando Fantoni, Fernando Carazo, ídolos do Palestra também vestiram a camisa do Siderúrgica.

Geraldino, lateral-esquerdo revelado pelo Siderúrgica, jogou no Cruzeiro antes de se trasnferir para o Santos, onde foi campeão mundial de clubes nos anos 60.

O Siderúrgica era uma família. Torcida, dirigentes e jogadores confundiam-se nas praças e ruas da cidade, na vila operária ao lado do estádio e na usina.

Para ser ídolo, bastava ser bom de bola. Um relatório dos anos trinta revela um dado interessante do elenco: de 22 jogadores inscritos na Liga, havia apenas um com 1,80m; três tinham entre 1,71 e 1,78 e os demais tinham menos de 1,70, ou seja, 80% do time, era composto por baixinhos. Talento era o único pré-requisito pra se vestir camisa azul e branca da “Academia Sabarense”.

1964

Apostando sempre no talento que o Siderúrgica chegou ao 2º título mineiro, em 1964, sob p comando do treinador Yustrich.

A partida decisiva foi jogada no campo do América, que precisava apenas empatar para ser campeão. No 1º tempo, o Siderúrgica fez 3×0 com gols de Ernani aos 22, Silvestre, aos 24 e Aldeir, aos 44 minutos. No 2º tempo, Jair Bala descontou para o América aos 32.

Depois do jogo, time e torcida voltaram, a pé, debaixo de chuva, para Sabará.

A única derrota na campanha de 1964 aconteceu no Barro Preto quando Tostão fez o gol da vitória cruzeirense por 1×0.

  • América 1×3 Siderúrgica, domingo, 13de64, 15h, Estádio Otacílio Negrão de Lima, Alameda, Belo Horizonte, última rodada do Campeonato Mineiro de 1964 – Juiz: Doraci Jerônimo – Bandeiras: Luís Pereira Filho e Juan de la Passión Artez – Gols: Ernani, 12, Silvestre, 22 e Aldeir 34 do 1º; Jair Bala,  23 do 2º – América: Davi; Luizinho (Robson), Klebis, Zé Horta e Catocha; Zé Emílio e Nei; Geraldo, Dario Alegria, Jair Bala e Sérgio. Tec: Moacir Rodrigues / Siderúrgica: Djair; Geraldino, Chiquito, Zé Luís e Dawson Laviolla; Édson e Paulista; Ernani, Silvestre, Noventa (Aldeir) e Tião. Tec: Yustrich

O Siderúrgica, que, em 1943, recebeu do chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, da Folha de Minas, a tartaruga como mascote, manteve-se sempre entre os grandes com uma respeitável coleção de títulos:

  • Campeonato Mineiro 1ª Divisão: campeão em 1937 e 1964, vice em 1939, 1941, 1952 e 1957
  • Campeoanto Mineiro 2ª Divisão: 1931
  • Torneio Início: 1942, 1951, 1956 e 1965.
  • Copa Belo Horizonte – Juiz de Fora: 1961
  • Campeonato Mineiro de aspirantes: 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943.

Ocaso

Em 1965, o Siderúrgica disputou a Taça Brasil, desclassificando o Atlético Goianiense com um 3×1 no 1º jogo interestadual do Mineirão. Na sequência, foi desclassificado pelo Grêmio Portoalegrense em dois jogos emocionantes: 1×3 em Porto Alegre e 2×2 em Belo Horizonte.

Mas o pior estava por acontecer. No início dos anos sessenta, a Belgo Mineira mudou sua política de absoluta integração com a comunidade e resolveu deixar de tutelar o clube. Num gesto de boa vontade, ainda propôs aos dirigentes do Siderúrgica o arrendamento do Estádio Independência junto ao Sete de Setembro para que o clube iniciasse sua nova fase sem depender da empresa.

Ninguém acreditou no que estava por acontecer. A diretoria do clube não se mexeu, a cidade não foi mobilizada, enfim, o Siderúrgica, percebeu-se, na ocasião, não sabia andar sozinho.

O presidente Manuel Edson continuou acreditando que o patrocínio seria eterno. Contratou Yustrich, um treinador caro e o clube passou a ser o que mais conforto oferecia aos seus profissionais. Pagava salários em dia, atendia a todas as demandas do treinador como a de queimar, periodicamente, colchões e roupas de cama e mesa da concentração.

Também por exigência do Homão, o clube oferecia “alimentação de astronauta” para todo o elenco. Eram mordomias que estavam além das possibilidades do clube e que foram fatais quando, em 1967, quando a Belgo Mineira, finalmente, saiu da vida do clube.

Ficou a saudade da brava torcida que, de vez em quando, concretizava a ameaça de jogar os adversários da ponte sobre o Rio Sabará, bem na entrada do estadinho da Praia do Ó. Dessa vez, em 1967, o Siderúrgica é que foi jogado da ponte.

Recomeço

Campeão amador de Sabará em 1969 e 1986, o Siderúrgica recusa-se a desaparecer. Insiste em se reerguer, sob o comando de gente que nem viveu os anos de ouro do futebol em Sabará, mas cresceu ouvindo histórias e lendas contadas pelos mais velhos.

Movida por esses sonhos, às vezes, a tartaruga desperta e se coloca em marcha outra vez. Em 1992 e 1997 o Siderúrgica tentou voltar ao campeonato mineiro disputando a 3ª Divisão mas tudo voltou à estaca zero com a desapropriação do estádio pela municipalidade.

Hoje em dia, a rapaziada quer reaver o estadinho da Praia do Ó pra reativar o clube. É da natureza das tartarugas a longevidade e a caminhada sem pressa.

Que assim seja, pois, em 2010, o clube promete voltar ao profissionalismo disputando a 3ª Divisão mineira.

N.B.: 1. Este texto foi publicado pelo blogueiro no site Mundo Esportivo, em 28mai01. Deveria ter saído no PHD na comemoração dos 79 anos do Siderúrgica, mas a falta de tempo para sua atualização provou o atraso de uma semana. 2. Dedico este post aos torcedores fiéis do Esquadrão de Aço, Flávio Carneiro Alexandre Sanches, e aos ídolos dos desportistas sabarenses, os craques Paulo Florêncio e Silvestre.

32 comentários para “Sport Club Siderúrgica, 79 anos”

  1. Chiari disse:

    Parabéns ao PHD por permitir, através de posts como este, que os jovens torcedores conheçam um pouco mais da nossa história futebolística.

  2. Ronaldo disse:

    Quem torce pra Siderúrgica é o que? Quem conheceu ou conhece torcedores da Siderúrgica, gentileza nos informarem se os caras eram chatos como times de outras cidades da Grande BH, como Vespasiano e Contagem. Porque se seus torcedores eram tão chatos quanto, a Siderúrgica tem mais é que acabar mesmo. Talvez JS poderia nos contar como eram os Alves Nogueira, já que ele conheceu todos pessoalmente. Aí a gente teria uma idéia de como se comportavam os “Siderúrgicos(?)”.

    • Chiari disse:

      Sassá, ao que parece quase todos os ex-torcedores do Siderúrgica passaram a torcer pelo Maior de Minas e transforam Sabará numa cidade de cruzeirenses. Inteligentes, ao menos, eles comprovaram que são…

    • Jorge Santana disse:

      Siderurgicanos. Para saber mais sobre o Alves Nogueira, consulte o Evandrão, que foi mascote do time.

  3. Ronaldo disse:

    Chiari, seria saudável para o futebol mineiro ter sua terceira força também no interior. Ipatinga e Siderúrgica juntos, transformariam o campeonato mineiro mais competitivo e atraente. Como você disse, Sabará é azul, assim como Ipatinga. Esse negócio de goleada de 5×0 em final de campeonato depõe contra a reputação competição. Essas goleadas são bacanas durante a fase de classificação, onde esses times goleados deveriam ser desclassificados, se o regulamente tivesse um mecanismo mais eficiente.

    • Chiari disse:

      Tbm torço para que o Araxá se firme dentro da competição, já que a cidade é 100% cruzeirense. Sobre as seguidas goleadas aplicadas no ciscante de Vespasiano tenho a mesma opinião.

      • Ronaldo disse:

        Poxa, a cidade de Araxá também merece um time competitivo. Quem sabe alguma empresa da região faz investimentos.

      • Chiari disse:

        Pois é… Apesar do escudo, uniforme e mascote remeterem ao ciscante de Vespasiano a torcida é 100% azul. Tudo graças a uma excusão do Cruzeiro pela cidade com todos os ídolos da época: Tostão, Raul, Dirceu Lopes, etc…

  4. Mauro França disse:

    Mais uma bela aula de história que o Jorge nos proporciona. Só uma dúvida: no post vc afirma que o time de 33 era formado apenas por operários da Belgo, sendo que alguns jogadores (Rezende, Campos, Penaforte, Valter, pelo menos) foram contratados pelo clube para a disputa do campeonato.

    • Jorge Santana disse:

      Correto, Mauro. Não republiquei o texto anteriormente, pois descobri informações que não possuía em 2001 e poderiam ser agregadas a ele. Ainda assim, pesquisando na madrugada, deixei escapar este e, provavelmente, outros erros. Na medida que forem descobertos serão corrigidos. Não estou com tempo pra conferir, mas, tanto quanto me lembro de pesquisas anteriores, só o América enrolou a Liga e entrou com time amador, ou melhor, marrom. Agora, é preciso verificar, e isto eu não sei, como eram os contratos do Siderúrgica. Em regra, os clubes arranjavam empregos paralelos pros jogadores nas empresas de seus cartolas. Vou procurar saber como isto era feito no Siderúrgica.

  5. Só uma curiosidade aos mais velhos do PHD, na ordem cronologica Evandrão, e depois, JS: Guarda-livro seria a função conhecida, hoje, como contador, correto?

  6. Romarol disse:

    A história do Siderúrgica e do Valério Doce são bem semelhantes. A decadência se deu após o recuo de grandes empresas. O Fabril de Lavras teve a mesma história e o mesmo destino?

  7. Off topic… Classificação da CONCACAF
    1. Ticos (Costa Rica), 12 pontos
    2. Star & Stripers (USA), 10 pts
    3. Cuscateclos (El Salvador), 5 pts
    4. Catrachos (Honduras), 5 pts
    5. Los Tricolores (Mexico), 4 pts
    6. Soca Warrios (Trinidad y Tobago), 2 pts
    Viva los Ticos… hhhhhheheh Tomara que “los tri” não classifiquem. Ia ser bom demais!!!

  8. Mauro França disse:

    Jorge, o Diário da Tarde publicou na sua edição de 17jun33 uma matéria com o título “O programa reformador do Siderúrgica”. O estádio estava sendo reformado, sendo construidas arquibancadas centrais e remodelação das gerais, o que aumentaria a capacidade para 1.500 pessoas. O clube enviara representantes ao Rio para contratar novos jogadores. Rezende havia sido contratado ao Democrata-SL. Segundo a matéria, “Os srs. Jacques Ench Bian e Forhman querem que o Siderúrgica adote um sistema de profissionalismo educativo. O jogador receberá pelo seu jogo um subsidio mensal (naturalmente compensador) e exercerá ainda uma outra profissão que o clube se encarregará de arranjar”.

    • Jorge Santana disse:

      É isto, mesmo. Conferi com o Sanches, o hisotirador. Buscaram jogadores no Rio, em Juiz de Fora e em outras cidades. Mas todos, segundo ele, tinham emprego na usina. Se pegavam no batente ou apenas batiam bola, não sei.

  9. Flavio Carneiro disse:

    Jorge, estou emocionado com o post do nosso glorioso Esquadrão de Aço… Muito obrigado por divulgar esse tradicional clube mineiro!!!

  10. Flavio Carneiro disse:

    Eu tive a hora de começar a minha carreira no futebol amador defendendo o Siderúrgica. Em 1986 fui o goleiro do time campeão Sabarense, título de muitas histórias. Na final vencemos um tradicional rival (1×0), o Santa Cruz, do bairro vizinho de mesmo nome. Eu tenho muito orgulho desse título, que foi o meu primeiro na cidade e, como diz o post, apenas o segundo do Siderúrgica na era amadora. Atualmente eu jogo no Tartarugão, que é uma espécie de veteranos do Siderúrgica (embora tenha também jogadores novos). Para quem não sabe, o mascote do Sidera é a Tartaruga (ou jabuti), por isso o nome de Tartarugão. Vida loga ao Siderúrgica de Sabarabuçú!!!

  11. Flavio Carneiro disse:

    Quero aproveitar esse post sobre o Siderúrgica para homenagear 2 grandes nomes da sua história, no período de amadorismo: Ivo e Odilon (ambos já falecidos). O Ivo foi quem me deu a oportunidade de entrar para uma escolinha de futebol que ele mantinha no Siderúrgica, possibilitando que eu e muitos outros garotos da cidade pudessem praticar o futebol. Muitos desses garotos lançados por ele formaram a base do time campeão de 1986. Seu Odilon era o treinador do time de 86, um apaixonado pelo Siderúrgica e um grande homem, que sempre nos deu bons exemplos de caráter e dignidade. A eles o meu muito obrigado!

  12. Flavio Carneiro disse:

    Ontem, antes do jogo do Tartarugão em Sabará, ouvi um boato sobre o interesse do ZZP em fazer um convênio com o Siderúrgica. Tenho poucas informações sobre o assunto, mas se for verdade seria um ótimo apoio para o “Sidera” e a união de 2 grandes paixões minha. Tomara que não seja só boato e que essa união possa trazer ótimos resultados para os 2 clubes.

  13. Dezin disse:

    Excelente post JS. Aproveitando a deixa, o Clermont-Ferrand, clube de Rugby fundado pela Michelin, conseguiu ontem um feito digno de dar inveja as cocotas. Disputou mais uma final do campeonato frances, e perdeu de novo, debaixo de 80000 espectadores. No total, 10 finais disputadas, 10 perdidas, sendo 3 seguidas. E eu achando que nao poderia haver sofrimento maior do que ser torcedor emplumado. Ledo engano.

  14. Romarol disse:

    Parece que descobrimos quem Luxemburgo tanto se inspirou em quebrar clubes: Yustrich.