Spinoza

Por Jorge Angrisano Santana | Em 19 de abril de 2020

SPINOZA

Jorge Luis Borges

Las traslúcidas manos del judío

labran en la penumbra los cristales

y la tarde que muere es miedo y frío.

(Las tardes a las tardes son iguales.)

Las manos y el espacio de Jacinto

que palidece en el confín del Ghetto

casi no existen para el hombre quieto

que está soñando un claro laberinto.

SPINOZA

As mãos translúcidas do judeu

lavram na penumbra os cristais

e a tarde que morre é de medo e frio.

(Todas as tardes, às tardes, são iguais.)

As mãos e o espaço de um Jacinto,

que empalidece num canto do gueto,

quase não existem para o homem quieto,

que está sonhando com um claro labirinto.

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