Quando um Rei se aposentou, outro amarelou e o terceiro se consagrou

Por SÍNDICO | Em 9 de outubro de 2007

João Chiabi Duarte

  • O clima da decisão

Ao contrário da concorrência fogueteira, o Cruzeiro trabalha em silêncio. Desde o presidente Américo Gasparini, passando por Mario Grosso – teria sido a inspiração de Mangabeira para a criação da raposa? –, até Felício Brandi foi sempre assim. Diante da adversidade, o dirigente cruzeirense põe o cérebro pra funcionar enquanto os adversários tagarelam. Foi o que aconteceu na decisão do Mineiro de 1977, numa época em que o assunto das rodas de futebol no país inteiro era a despedida de Pelé. “Pelé disse love, love, love” cantaria Caetano Veloso sobre a frase proferida pelo Rei do Futebol no Giant Stadium.

Na pacata Beagá do final dos 70, contudo, o assunto era outra decisão entre os rivais de sempre no futebol mineiro. Em março de 1977, recém-chegado de uma excursão mundo afora, o Cruzeiro fora batido pelo Atlético-MG na decisão do Mineiro de 1976. O time campeão da Libertadores dava sinais de esgotamento. A derrota para o Boca, em Montevidéu, nos pênaltis, parecia ser o canto do cisne da equipe.

Lembro-me do Dr. Adílio Jorge, padrasto da minha namorada, indo do São Lucas ao Barro Preto tocando uma cantiga de embalo do Boca no toca-fitas de sua Brasília só pra me zoar. E como a má fase parecia não ter fim, o Cruzeiro perdeu a primeira partida da melhor-de-três por 1 x 0. Os emplumados não cabiam em si. Toninho Cerezo meteu a boca no trombone: “A masssa pode vir domingo que vem, pois comigo, o Reinaldo, o Paulo Isidoro e o Marcelo jogando, o Cruzeiro nunca mais vai ganhar do Grorioso!”. Era demais. Além do sogro arrentino, um boleiro falastrão!

Mas eles nem desconfiavam que na Toca da Raposa Felício Brandi juntava os cacos e começava a preparar a revanche. Uniu diretores, jogadores, conselheiros, sócios e chamou a torcida pra luta. Confiante, Don Felice tratou de varrer intrigas e desânimos e passou a alardear aos ventos que o adversário não perdia por esperar. Enquanto isso, com a ajuda do amigo Procópio Cardoso Neto, urdiu a reação. Apaziguou o elenco, que começava a contestar o treinador Iustrich, sugeriu o aproveitamento de alguns jogadores esquecidos e deu liberdade para Joãozinho jogar ofensivamente. O resultado foi a virada fulminante no segundo jogo com a inesquecível tripleta de Revetria. Ali, o Atlético-MG perdeu o título. Seu time piscou, mostrou-se inseguro, rolou cuesta abajo como no tango do meu sogro.

Veio a negra valendo o título.em 9 de outubro. Em caso de empate, prorrogação e, se preciso, pênaltis. Me abalei da minha Conceição do Mato Dentro com o amigo Bodão, hoje, Dr. Cláudio Alberto Carvalho Carneiro. O segundo jogo nos havia feito sofrer horrores ao pé do rádio na casa da dona Delilah e seus filhos Márcio e Marcelo Brasileiro, cruzeirenses fanáticos. No tudo ou nada, rádio não bastava. Tinha de ser no Mineirão, no meio da galera.

Pausa pra hora da saudade. Onde estavam, naquele dia os jovens Carlos Campos, Marcelo Bueno, Cláudio Ianni, Gerson Pinna, Ronaldo Nazaré, Evandro Oliveira e Franklin Bronzo? E os garotos Wallison, Isaac Mirai, Walterson, Jorge Santana e Mauro França? E as meninas Beth Makennel e Maria Celeste? E os pais da minha amiga atleticana Geice, do Estado de Minas, que cresceu ouvindo a lenda de que o goleiro Ortiz estava na gaveta? E você, caro leitor, onde estava?

Sei de mim. Ao final do jogo, fui com minha namorada e os colegas de faculdade ao bailão da Sociedade Mineira dos Engenheiros. Além a música romântica, do cheek to cheek com a garota, o que rolou de gozação em cima dos desenxabidos emplumados não foi normal! Tudo sem violência. Muito tempo depois do jogão, a adrenalina continuava alta. Mas não a ponto de gerar conflitos. Bate a saudade, fazer o quê? “Rei, Rei, Rei, Reivetria é nosso Rei! ecoava pelo salão de baile.

  • O jogão

O Atlético-MG foi melhor no 1º tempo. Aos 34, fez 1 x 0. Marcelo cobrou córner pela esquerda, Vantuir Galdino e Darci Menezes disputaram a bola pelo alto e ela sobrou limpa para a conclusão certeira de JRLima, que a turma do cais seco da lagoa chamava de Rei (um rei que seria deposto ao final da partida). Seus súditos gritaram “É campeão!”. O lado azul respondeu com incentivo ao time celeste, que ainda não engrenara. Os emplumados tiveram chance de decidir o clássico ainda no 1º tempo. Mas, no peito e na raça, Zezinho Figueroa e Darci Menezes, limpavam a área a cada jogada de perigo do insinuante ataque carijó.

No intervalo, Iustrich trocou Valdo por Eli Carlos. O Cruzeiro passou a dominar e a criar chances. Me lembro de duas bolas na trave e pelos três que passaram perto. Estava esquentando. E pegou fogo, de vez, aos 27, quando Dionísio evitou o drible da vaca, aplicado por Eduardo Amorim, cedendo escanteio. Nelinho cobrou forte, de curva, a bola atravessou a área. Plantado, Ortiz ficou sem ação quando Joãozinho a devolveu de cabeça para o outro lado, onde um bólido chamado Revetria testou firme: 1 x 1. Naquele momento, coração e cérebro me anteciparam o título. Ninguém mais poderia segurar a avalanche azul-e-branca.

Alegria indescritível! O time dominava e partida. Ia pra cima deles como um rolo compressor. Alucinada, a torcida berrava “Cruzeiro! Cruzeiro! Cruzeiro!” Apesar da pressão, o desempate não saiu no tempo regulamentar. Paciência. Veio a prorrogação. Mais experiente, nosso time soube dosar o ritmo enquanto a garotada boquirrota começava a arriar os meiões.

Antes de começar a prorrogação, Iustrich e o inesquecível preparador físico Paulo Benigno distribuíram laranjas aos jogadores sentados no gramado. Do outro lado, água. Muita água pra matar a sede. A cancha estava pesada. O 1º tempo da prorrogação foi equilibrado, sem oportunidades claras. Foi quando o Homão, apelido do treinador celeste, lançou o juvenil Lívio Damião, irmão do lateral-esquerdo Luiz Cosme. E ele fez a diferença.

Aos 7, Nelinho recuperou uma bola e avançou pela direita e cruzou da altura da intermediária. Nas costas da defesa, Joãozinho testou a pelota para o meio da área. Do nada, apareceu Lívio. De sem-pulo, ele estufou a rede dos cacarejantes. O emplumados se lançaram ao ataque e o Cruzeiro passou a responder com passes longos buscando Joãozinho ou Eduardo. Eli Carlos, pela direita, e Erivelto, pela esquerda, jogavam como armadores e atcantes ao mesmo tempo e voltavam pra defender quando necessário. Flamarion mandava prender e mandava soltar como volante. Grande partida do astrônomo!

A 1 minuto do final, o tiro de misericórdia. Nelinho lançou Eli Carlos, que disputou com Vantuir. Na sobra, Joãozinho driblou Márcio Paulada, penetrou na área e esperou Ortiz sair estabanado pra colocar a bola nas redes. Depois, saiu correndo com as mãos levantadas em direção à torcida azul que ajudara o time a escrever uma de suas páginas heróicas imortais. Guardei este título, pra sempre, do lado esquerdo do peito.

22 comentários para “Quando um Rei se aposentou, outro amarelou e o terceiro se consagrou”

  1. Dylan disse:

    Chiabi, em primeiro lugar obrigado pelos elogios que me sensibilizaram de verdade. Depois, parabéns pela riqueza de detalhes do seu texto. Impressionante sua capacidade de lembrar de fatos que ficaram no preto e branco do tempo mas que voltaram coloridos com essa descrição minuciosa. Minha sensação é que nós cruzeirenses com mais de 40 anos,que temos histórias de vida diferentes e sofremos junto com o time no Mineirão, na TV ou no rádio partilhamos de uma emoção muito parecida naquele dia.

    Tô aproveitando e mandando o link dos quatro gols do Revetria naquela melhor de três. Peço atenção especial para o cruzamento do Eduardo Amorim, de quem você é grande admirador, no segundo gol do segundo jogo. É uma maravilha de precisão e habilidade.

    http://www.youtube.com/watch?v=BZqQuMSSCw0

  2. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Chiabi, assisti ao jogo em GV, pela televisão, em uma casa onde o dono era o único atleticano entre umas vinte pessoas.

    O último jogo teve um lance, para mim inesquecível.
    A defesa do Cruzeiro rebateu uma bola, que correu devagar pelo lado direito de nossa defesa. Nelinho saiu da área para dominá-la, mas preso, como se não quisesse chegar. Um atacante listrado se atirou em direção a ela e apesar de mais distante, parecia que ia chegar primeiro. Nelinho não acelerou e a bola estava quase saindo pela lateral, com o atleticano crescendo na jogada, seria lateral para eles ou o listrado ganharia a jogada. No ultimo instante Nelinho deu um cortinho pra dentro. O jogador deles passou desembestado e foi parar no tunel e o Nelinho saiu jogando, cabeça erguida. O FDP do Manoel estava era contando os passos para chegar no momento certo, enganando o adversário e a mim também, que sentado na cadeira, com o corpo duro pela tensão, tentei tirar a bola num movimento inconsciente que me causou uma baita distensão.

    Revetria, merecidamente, levou a fama, mas para mim, o nome daquela decisão, foi o Nelinho. O Mané jogava pra caramba!

  3. Ronaldo disse:

    Parabens ao Chiabi e Dylan pelos textos.

    Chiabi,

    Eu ainda nao tinha completado um ano de vida mas certamente ja estava sendo devidamente doutrinado. Ainda mais com uma vitoria fantastica como essa.

    Abs. Ronaldo.

  4. Gustavo Bueno disse:

    Putz, Ronaldo!
    Ia me lamentar aqui de não ter nascido pra ver os times de 60 e 70, e você me solta que perdeu a época por pocuo e nasceu nas vacas magras..
    Pelo menos eu nasci e ganhei um título por ano!
    Abs

  5. Jorge Santana disse:

    Ronaldo, o que a galera quer saber é onde estva o doutor. Será que ele tem alguma coisa pra contar desse jogo? Abs, JS

  6. Ronaldo disse:

    Jorge, vou procurar saber!

    Gustavo, a decada de 80 foi “osso”, realmente a decada perdida! Mas os sobreviventes ja viraram maioria.

  7. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Ronaldo, acho que já te disse isto, mas uma das coisas marcantes daquela decisão foi ver seu pai em pé, na entrada do nosso tunel, com um terço nas mãos, abraçando um a um os jogadores que iam para o vestiário no intervalo do jogo final.

    Além de excelente profissional, Dr. Ronaldo Nazaré mostrou ser cruzeirense de coração. Vida longa para ele.

  8. daniel-floripa disse:

    ahá! nao é que o claret me ouviu:

    “Cruzeiro lança foca de pelúcia em alusão ao polêmico drible de Kerlon (09/10)” do superesportes

    Precisa melhorar seu mkt? procure-me.

  9. Walterson disse:

    Chiabi, este jovem cruzeirense iria completar 15 anos dez dias depois. Como vê, meu presente veio antecipado. Obrigado por estas descrição detalhada pois só vi os gols, já que ouvi o jogo pelo radinho. Hoje, depois de seu texto e do Dylan (ainda não tenho o livro do Vicitim), é como se tivesse assistido à partida no Mineirão.

  10. Jorge Santana disse:

    Esse Arreguy tem história! Tá me saindo um fiasco aquela imagem forjada de jovem rebelde…

    Pelo que lembra, revela toda a estrada percorrida. Rivaliza com Evandrão. Só falta, agora, desembuchar suas histórias de clássicos e jogões.

  11. JDuarte,

    Eu estava no campo.

    Ainda era daqueles que levava rádio para escutar a narração daquilo que via (parei com isso alguns anos depois… deixei de ser torcedor de radinho).

    Mas não sai da minha memória a narraçao do Vilibaldo Alves (cacarejante convicto já falecido, que tinha uma esposa cruzeirense fanática e que fez várias músicas exaltando o Cruzeiro) do terceiro gol. Os gritos dele chamando os cacarejantes de ETERNOS SOFREDORES não me sai da cabeça. Acredito que ainda tenho o áudio desta narração.

    E corroboro a opinião do ECampos. Revétria foi ídolo por causa daquela decisão (que junto com Seixas e Cia. nos salvou de uma entressafra que poderia ser duríssima) mas naquele time tinha jogadores valentes, valorosos e de muita qualidade.

  12. Dylan disse:

    do Vilibaldo Alves eu me lembro bem daquele “Adivinhe” típico …e justiça seja feita, ele não gritava menos quando o gol era do Cruzeiro.
    Um mito histórico que tem que cair é que aquela decisão foi zebra. Os atleticanos adoram falar isto. Zebra o c… é só comparar jogador com jogador pra ver quem tinha mais craques, no mínimo era pau a pau, mas porque já estávamos desfigurados.Se fosse o time da Libertadores não daria nem pro começo.

  13. Carlão Azul disse:

    Parabéns também ao Chiabi que nos brinda com mais esse texto excelente.
    Estendo meus cumprimentos ao Ronaldo por ser filho do tão querido Dr. Ronaldo Nazaré, figura admirada com certeza por toda a Nação Azul. Que boa surpresa, esse blog do JS é realmente bem freqüentado, a cada dia comprovamos isso.

  14. Parabens Chiabi, lindo texto. Blog do JS cada vez melhor, nao chego no trabalho sem ler.

  15. Carlão Azul disse:

    BRUNO VICINTIN, preciso lhe falar já deixei recado no site e não fui respondido. Se puder por favor entre em contato pelo e-mail socruzeirense@gmail.com

  16. Mauro França disse:

    Chiabi, parabéns pelo texto, pela riqueza de detalhes, que nos transportam para aquele dia tão especial. Emocionante!
    Eu estava com 14 anos e ouvi a decisão no rádio, em casa, com o meu irmão mais novo, de 9 anos e já ouvia ou assistia os jogos comigo desde os 5 anos, e com o meu pai. Evidentemente, vibramos muito naquele dia, como já tinhamos vibrado depois dos 3×2.
    Uma lembrança que tenho ainda forte foi que numa pelada da minha turma da 8º série um dos colegas, atleticano, levou e soltou foguetes para comemorar o título que eles achavam que estava no papo. Foi na sexta feira antes do segundo jogo. Depois, dá para imaginar a gozação que demos nele e nos demais emplumados.

  17. Marcelo Bueno disse:

    Pois é, grande João Duarte, não tão jovem (tinha 32 anos na época), eu estava nesse jogo no Mineirão lotado (tenho que reconhecer que a grande maioria era pateticana), naquele setor reservado para a torcida do América, ao lado das cadeiras cativas, com um amigo e ex-colega de faculdade, o também cruzeirense Edmundo Edson Ramos (por onde anda?), já ques não mais havia qualquer vaga no local tradicionalmente reservado para a torcida cruzeirense, esprimida pela massa gaylista!
    Foi duro demais escutar a vibração pateticana cantando Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso rei! – após o gol e a provocação que Reinaldo fez em frente ao setor onde estava nossa torcida!
    Mas nossa vingança chegou no 2º tempo pela cabeça do então cabeludo (estilo black-power, como vários outros jogadores, inclusive Nelinho) Revétria, que recebeu um passe de cabeça do também cabeludo Joãozinho e fulminou a meta de Ortiz, que, vestido com seu indefectível bermudão e com uma fita prendendo seus cabelos, não teve tempo para sequer tentar a defesa!
    Em delírio, a torcida cruzeirense zombou os adversários gritando Rei, rei, rei, Revétria é nosso rei!
    E o jogo se incendiou! Ambas as torcidas se empolgavam com os lances emocionantes que aconteciam no meio de campo e na área adversária durante todo o tempo regulamentar! Mas apesar disso, o jogo terminou empatado e veio a prorrogação.
    E, poucos minutos depois, o ainda juvenil Lívio calou de vez os emplumados, mandando um petardo de sem pulo, que Ortiz não conseguiu segurar!
    Nossa torcida foi à loucura, enquanto que um silêncio abissal pairava entre a cachorrada… começaram os gritos de É campeão! É campeão!!!
    E nossa torcida veio ao delírio quando Joãozinho fechou o placar já no encerramento da prorrogação, para desespero de Ortiz e de toda a cachorrada, que sem nenhuma esperança de vitória, já estava deixando o Mineirão!
    Essa memorável batalha, que nos levou à conquista do Campeonato Mineiro de 1976, foi comemorada com um buzinaço na Praça da Savasse, para onde fomos em carreata, cruzando a Afonso Pena, que se vestiu de azul…

  18. klauss mouraõ pontes disse:

    Eu ouvi o jogo pelo rádio do carro da minha irmã(um fusca vermelho), no auge dos meus 13 anos, na então pacata Divinópolis.O famigerado duplo-sinal chegava em cidades mais distantes de BH,o que não era meu caso, que tive que me contentar com o radinho mesmo. Mas foi uma aflição terrivel, ficar imaginando o jogo. Mas fui recompensado com essa vitória que jamais esquecerei. Depois foi só alegria. O povo saiu as ruas, e lá estaca eu, junto a massa cruzeirense, pulando feito um louco, estava de alma lavada. Aqui até hoje a supremacia cruzeirense é total. É uma cidade azul, apesar dos poucos emplumados ganharem em chatice e prepotência. Bons tempos aqueles.A partir de 78 em diante, a fase foi terrível, mas pelo menos nossas conquistas foram mais brilhantes e com mais emoção.
    Abs.

  19. Carlos Campos disse:

    GINÁSIO DO MINAS TÊNIS CLUBE…estava ali mestre!
    Mineirão lotado. Acabou ingresso. Eu estava no Minas assistindo a um show do “Hollyday on ice”, atração internacional na capital mineira. E, lá dento do ginásio, escutei no radio o primeiro gol das frangas…e depois escutei o gol de empate.
    Ao chegar em casa, descobri que o jogo estava sendo transmitido para BH, na TV . Assisti a prorrogação na TV.
    Como esquecer do gol de lívio? e do fechamento do caixão com o bailarino da toca?
    Elas nunca souberam perder…..nunca!
    Perderam e a noticia começou a divulgar que o Ortiz tinha sido comprado, etc..etc..Assim como fizeram com o Hélio em 1967, naquele 3 a 3 antológico.
    E REVETRIA FOI IDOLO DE UM POVO AZUL!
    Show de comentário Mestre!!!!!!!!!!

  20. Arthur disse:

    Grande JD, resolveu entrar na BLOG do JS também???
    Ou o JS que está querendo colecionar “páginas heróicas digitais”????

    de toda forma é bom ver o REI-VÉTRIA como ficou conhecido naquela época (para saca-near com um cara que sempre se achou, um tal de GEI-NALDO), e a frase história após ter passado e dado um ruBICÃO nas frangas, comentando sobre a presença do tido e ido da imprensinha codornense “arqueiro emplumado ORTIS-granjeiro”:
    -“Vim. vi e venci!”

    Eles fizeram a aposta, cadê a tesoura pra cortar as penas do Ortis? Sumiu, junto com ele!
    Ouvi centenas de vezes pateticanos juramentar da maleta ter comprado Ortis, o que essa tchurma é capaz de inventar pra não aceitar uma derrota… Espero que este tipo de doença não nos atinja!

    Sobre o NELINHO, de 1974 a 1976 jogava muuuuita bola. Em 1977 jogava mais na experiência, sabia a hora de ir e vir, mas já não tinha nenhuma facilidade pois o povo entrava nele pra quebrar, não tinha tantas chances de arrematar, e mesmo, BATATA, DIRCEU, PALHINHA, JOÃOZINHO, entortavam a defesa adversária, e as sobras quando voltavam pro lado direito costumavam ser fatais. Em 77 isso estava mais dificil, todo jogo o pessoal “apanhava” muito, era falta para dar com o pau…

    Veja os cruzamentos do NELINHO nos gols do REVÉTRIA, veja a distancia e a altura que ele mandava a bola e com força, quando o cara cabeceava a bola ia que nem uma bala, não dava NENHUMA chance pro goleiro. Dizem que o REVÉTRIA teve ALTAS-DORES DE CABEÇA nos 3×2!!!
    kkkkkkkkkkkk Bem dita dor de cabeça!!!

    Tirando REI-VÉTRIA, quem teria coragem de botar a cabeça naquelas bolas do NELINHO??? Ninguém, depois dele, ninguém repetiu o feito…

  21. Marcelo Machado disse:

    A negra de 77 é o primeiro clássico, quiçá o primeiro jogo da minha vida, pelo menos do qual me lembro.
    Eu tinha seis anos (incompletos), vivia uma infância tranqüila na GV dos anos 70.
    Ainda tenho flashes límpidos dos momentos que antecederam o clássico.
    Eu, meu amigo Rodrigo Otávio e sua irmã Rafaela, defronte a casa deles, na Avenida Minas Gerais, centro valadarense.
    Eles eram filhos de atleticanos, eu de cruzeirenses, mas ainda não tínhamos uma noção exata do que era ser torcedor, muito menos acerca da rivalidade entre os times. Por isso, para não haver discordância, pulávamos e gritávamos (Zeirô e Galô), juntos.
    Carros passavam buzinando. Os motoristas também gritavam. Torcedores em grupos, com bandeiras. Uma festa só na avenida mais importantede GV.
    Parecia clima de Copa do Mundo. Incrível como o Campeonato Mineiro, naquele tempo, mexia com o povo. Difícil até de acreditar.
    Do jogo em si, lembro-me pouco, a não ser pelos inúmeros vídeoteipes que vi depois e ainda vejo, dos gols e principais lances.
    Da festa do título, no Bekão, extinto bar da minha tia Stela, tenho cenas vivas em minha mente. Mesas e mesas de cruzeirenses eufóricos, como se tivessem conquistado o título mais importante do planeta. Gritavam “Um, dois, três!… Quatro, cinco, mil!… Eu quero que o Galo…” O resto vocês sabem.
    Naquele dia me vi cruzeirense e comecei a entender o beabá de ser um fanático torcedor.
    Pouco tempo depois, meu amigão Rodrigo Otávio, sua irmã Rafaela e o restante da família se mudaram de GV. Nunca mais os vi…
    Fecho os olhos, todas aquelas cenas voltam à minha mente, como se fosse ontem.
    Obrigado, Revetria! Obrigado, Joãozinho! Obrigado, Nelinho!
    Sds celestes!!!

  22. Suzana Moreira disse:

    Gostaria de ver no site.
    Sobre histórias e registro do passado quando o cruzeiro tinha aquel time inesquecível de Tostão e Cia Ltda.
    è que o Tarciso Fernandes Quaresma, trilhou com estas estrelas os primeiros passos, quando jogavam também no futebol de salão.
    Pesquisamos e não encontramos esta parte da história, parte de um passado brilhante cujas estreals estão por aí…
    queriamos ver otos filmes se houver.
    Gratos.

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