Sejam Schumacher!

Por SÍNDICO | Em 25 de outubro de 2006

Acompanho a Fórmula 1 desde os tempos em que Emerson Fittipaldi guiva a Lotus. Meu interesse, porém, jamais foi suficiente pra assistir a voltas e mais voltas de baratinhas (era como, no meu tempo de criança, as pessoas chamavam os carros de corrida) num autódromo. Acho que minha última corrida, ao vivo, foi nos Anos 60, em volta do Mineirão. Piquet ainda corria de Fusca. Vavá ainda era titular na bequeira do Cruzeiro!

Pois bem, desta vez me animei. Pelo convite do meu filho, Pedro,e pela despedida do Schumacher. E, depois de tudo, só espero viver o suficiente pra contar tudo a meus netos: eu vi o maior piloto de todos os tempos correr. E como ele correu! No sábado, parecia que a pole seria mais fácil que enfiar faca na manteiga. Mas o carro quebrou.

No domingo, fomos pra Interlagos sem saber se ele sairia em 10º com  motor pouco confiável e carro pesado ou em 20º com motor zero e carro leve, Sabíamos, contudo, que com o sapateiro (o alemão schumacher equivale ao inglês shoe maker etc) fazendo jus a nome, iria “sentar a bota” qualquer que fosse a escolha. Correr, seja lá por que objetivo for, é sua vocação.

Apesar da expectativa, o que e tinha como mais certo era trânsito lento, fila pra entrar, sol ou a chuva na cabeça durante 4 horas ou mais e saída caótica. Não aocnteceu nada disso e, pra dizer a verdade, se tivesse acontecido tudo isso, ainda assim, teria valido a pena. Quanto acende-se a luz verde e as “baratinhas” disparam, a adrenalina acompanha o ritmo. Não dá pra não se emocionar.

E com o alemão na pista, nem mesmo a um alemão se permitiria não se emocionar. O cara partiu pra cima dos rivais sem muito cálculo, sem medir consqüências. Com duas voltas, quatro adversários, que largaram à sua frente, já comiam poeira. Mas o pneu furou e o heptacampeão teve que se recolher aos boxes.

Qualquer um teria ido pra casa. Não havia mais campeonato a disputar. Mas o cara voltou. E o resto, vocês viram, com certeza, o resto é pura história: 14 ultrapassagens e luta, muita luta, não mais pelo impossível título, mas por um mero lugar no pódio.

Não deu pódio. Mas sobrou lição de vida, de competitividade. Massa venceu com talento, Alonso foi campeão, mas o nome do dia foi Michael Schumacher, um cara que alia talento à garra. Um gênio absoluto que só os mais mesquinhos insistem em não reconhecer. Um cara que jamais sairá do meu cadernino dos intocáveis.

Fosse dirigente do Cruzeiro, eu convocaria o time para preleção e não diria uma palavra. Exibiria o teipe da corrida de Interlagos. Com todo seu talento, com toda sua história, Michael lutou como se estivesse decidindo o único título de sua vida, como se fosse o primeiro, como se fosse oportunidade única na vida. Questão de respeito à própria biografia, ao público, ao esporte, vá lá, aos negócios, mas, sobretudo, à vida.

Não seria oportuna lição pra jogadores que ainda estão em busca de uma nota no rodapé da página da história do futebol? Mesmo que a Libertadores pareça impossível, por que não brigar, jogo a jogo, por vitórias e deixar para o fim do campeonato, e só pra lá, a decisão sobre o destino do time? Se não der pódio, ao menos, a luta renderá a todos eles o respeito da torcida. 

Ao menos na alma, sejam Shumacher, caras!

26 comentários para “Sejam Schumacher!”

  1. Ernesto Araujo disse:

    Jorge, sobre o Schumacher ele realmente tem todas as características que vc citou. Entretanto, é importante ressaltar que ele já teve seus momentos “Dick Vigarista” (em alusão ao vilão das corridas dos desenhos animados de Hanna-Barbera), quando utilizou algumas manobras digamos “pouco éticas”…

    Já esse time do Cruzeiro tá bem no estilo Barrichello. Enquanto vc conta com tropeços de Paraná e Vasco pra chegar na Libertadores eu já joguei a toalha porque desde a chegada de Oswaldo até agora o time não apresentou um padrão de jogo melhor… Só momentos de ausencia de mediocridade.

    O torcedor naõ é trouxa. Se o time mostrasse um futebol mais convincente e a torcida sentisse que faltava apenas o apoio dela pra chegarmos à Libertadores, os propalados recordes de público do adversário já tinham virado fumaça.

  2. NIELSEN CMA disse:

    E há outro ponto, a postura do alemão foi de um campeão, de um nobre, um gênio do esporte, que não nasce todo dia, ele realmente já deu seus deslizes, mas quem de nós nunca deu?
    Agora, esperar que este jogadores do Cruzeiro tenham esta postura……Tomara que eles queimem minha lingua.

  3. DANIEL REINER disse:

    Ótima,Jorge!

    Ainda restam 8 GP’s até o fim da temporada.E nossos pilotos devem se preparar ainda mais para as próximas provas,visto que nenhuma delas será realizada em circuito oval.Daqueles em que os pilotos só viram seus carros prá um lado,causando um extremo desconforto,e “andando em rodas” ficando com a sensação de que giram em torno deles mesmo.Os próximos circuitos tem desafios que exigem mais ousadia como os “S(s)”,”G”,”P”,”F”,”V” e “B”.
    Como nossa escuderia não conta pode contar com as estratégias de um Jean Todt,espero que o nosso saiba deixar o carro melhor equilibrado.Com a dose certa de combustível e a escolha correta dos pneus para que se consiga estar à frente quando vier a bandeirada final.
    E que nosso Luca di Montezemolo distinga bem o que há de bom e o que há de ruim nesse elenco para que na próxima temporada nossas ações voltem a ser tão valorizadas quanto antes.

    UNSTERBLICH,SHUMACHER!

  4. DANIEL REINER disse:

    pequena correção:

    “Como nossa escuderia NÃO PODE CONTAR com as…”

  5. Naldo disse:

    O Alemão é fera mesmo, mas eu tenho uma certa birra com ele. Talvez por causa do Rubinho. Eu acho que de certa forma o cara gostava de humilhar o nosso brazuca.

    SDS

  6. Walterson disse:

    Jorge, o alemão é muito bom mas, convenhamos, tambem não tinha adversário à altura. O único que se atreveu foi o Alonso e ganhou os dois últimos. Tambem não dá pra dizer se o Alonso é tão bom assim ou se o carro é que é excepcional.
    Quanto a dar show, o que mais restava ao alemão fazer? Lembre-se que ele corria sem nenhuma responsabilidade, ao contrário do Alonso, do Massa, do Haikkonen, do Rubinho e todos os outros. É mais ou menos como o Brasileirão, onde alguns times estão disputando alguma coisa, ou seja, cada partida é decisiva. Menos o Cruzeiro que, ao contrário do Schummy, não dá show e ainda dá vexame.

  7. Jorge Santana disse:

    Pessoal:

    1. O alemão é, como se diz por aqui, da prateleira de cima. Indiscutível em técnica. E um tremendo lutador. Deslizes? Pode ser… Será? Não o vi fazendo nada parecido com o que Senna e Prost faziam pra se alijarem mutuamente de corridas.

    2. Ele correu sem responsabilidade em Interlagos. Lutava por um título que podia aocntecer, embora fosse difícil. Deu show porque tem “braço” e garra.

    3. Não acho que tenha prejudicado o Rubinho. Ele era simplesmente o melhor e ponto.

    4. Em 2005, viraram a F1 de pernas pro ar, mudaram especificações e regulamentos para derrotá-lo e não inviabilizar o business. Em 2006, ele teve uma recuperação fantástica. Podia se acomodar, mas lutou como um iniciante.

    5. Schumacher é diferente. Um dia entrei no Dona Lucinha da Padre Odorico (restaurante de comida mineira) e vi um cara parecido com ele numa mesa discreta. Perguntei ao gerente: “Quem é a peça?” Resposta: “É quem vc está pensando, emso. Veio conhecer o barroco mineiro.” Não o incomodei, é calro. Ali estava um cara diferente do resto da turma. Grande figura.

    6. Os jogadores do Cruzeiro deviam se mirar no exemplo dele. Aliás, jogadores, treinadores e cartolas.

    Abs,
    JS

  8. Mauro França disse:

    Ernesto, as manobras “pouco éticas” do Schumacher não tiram nem um pouco do seu brilho nas pistas e fora dela. Ou seja, nem de longe mancham sua trajetória. Lembro que para ser campeão o Senna jogou o carro pra cima do Prost (e vice versa). Nem um dos dois deixou de ser brilhante por causa disto.
    Walterson, depois do pneu furado, se fosse qualquer outro poderia abandonar a corrida e ir curtir a sua aposentadoria. Mas não o Schumacher. Sua maior façanha foi justamente buscar a recuperação, mostrando o grande campeão que é.

    Um reporter perguntou pro Schumacher se depois da sua retirada a F-1 ganharia competitividade. E ele disse que não, ao contrário, a F-1 perderia competitividade, porque o que ele tinha feito foi garantir a dose de competição que a categoria precisava. Não tem esse papo de ele não teve adversário. Ele competia com si próprio, ultrapassando as suas próprias barreiras.

    O Cruzeiro nem precisava ser Schumacher. Se fosse um Alonso, mestre na regularidade, já estava de bom tamanho.

  9. Walterson disse:

    Certo Mauro, o cara tava acima da mediocridade reinante; no entanto, não tinha ninguem pra lhe fazer sombra, nem mesmo tentar dar-lhe um caldo.
    O Fangio foi penta-campeão correndo contra algumas feras. O merson, o campeão sem ganhar uma corrida, competiu com vários excelentes pilotos. Piquet, o melhor de todos, foi campeão com vários tipos de motores, diferentes pneus e até escuderias de segunda linha; e contra Lauda, Prost, Rosberg, Reuteman, Stewart, Senna, Mansell, etc.

    O alemão corria com prazer, porque gostava da emoção. Assim como o Piquet que, após o acidente de Indianápolis, poderia ter parado mas quis correr mais alguns anos.

  10. Mauro França disse:

    Tenho a impressão que o Schumacher seria campeão do mesmo jeito, mesmo correndo com os pilotos citados. Se não teve alguém para fazer-lhe sombra, não é problema dele. Os que tentaram ele deixou na poeira.

    Só um reparo: Piquet pode ser colocado na mesma categoria de Prost e Senna. Mas com Lauda ele só competiu no final de carreira deste; (Jackie) Stewart já tinha parado quando ele chegou na F-1. E Rosberg, Reutmann e Mansell e os etc não podem ser considerados como craques. Longe disso.

  11. Jorge Santana disse:

    Não há motivo pra se considerar que não haja taletos na F1 atual. A competência do Schumacher pode ter ofuscado pilotos que, em outras épocas, seriam considerados craques. Dos que vi correr, Piquet, Lauda, Senna, Fittipaldi e Prost, pela ordem, foram os melhores.

  12. Mauro França disse:

    Eu acrescentaria à sua lista o Jackie Stewart, no topo.

  13. Walterson disse:

    Mauro, está certo quanto ao Stewart (foram quase contemporâneos) mas o Piquet correu contra o Lauda em plena forma. O Lauda se acidentou em 77 e voltou em 82 (Piquet se sagrou bi-campeãoem 83), sendo campeão em 84 (0,5 ponto a mais que o Prost, lembra?). Posso estar enganado pois cito tudo de memória sem checar em qualquer site de F1.

    Sobre ser craque, o cara pra ser campeão naqueles tempos precisava matar um leão por dia; logo, deve ter seu valor. Desta turma o Reuteman nunca foi campeão mas que era “nojento”, lá isso era. E ainda esqueci o Alan Jones e aquele que morreu com a Ferrari.
    O Prost e o Senna disputaram um duelo à parte porque a MacLaren era o melhor carro disparado. E a obcessão do Senna pelo melhor carro descaracteriza sua carreira, ao contrário do Piquet que era um acertador de carros, sendo bi-campeão com a Brabham, com motor turbo e aspirado. O Prost era bom mas tinham algumas armações por trás de sua carreira. Como aquela interrupção em monaco, em 84, que lhe custou o campeonato.

  14. Jorge Santana disse:

    Não coloco o Senna à frente do Piquet porque, ao contrário deste, ele buscava a qualquer custo ter o melhor carro.

    Piquet construía carros o que, nos últimos tempos, só vi o Schumacher fazer.

    Jackie Stewart, tricampeão, tb merece ser citado como um dos maiores dos tempos modernos.

  15. Mauro França disse:

    Walterson, de acordo, também cito de memória, então vamos nos corrigindo. O cara que morreu com a Ferrari era o Gilles Villeneuve, um piloto arrojado, que dava espetáculo nas pistas. Era um louco, no bom sentido. Sua morte foi horrível. E o filho, Jacques, não herdou nem um décimo do seu talento. Aliás, na F-1, filho de peixe nem sempre peixinho é.

  16. Walterson disse:

    JS, de pleno acordo. Aliás, foi bom mudar um pouco (só um pouquinho) o tema do blog pra, quem sabe, esquece esta triste fase e relembrar tempos gloriosos.

    Mauro, o jack estava longe de ser como o pai mas tem, pelo menos, um mérito: foi o único piloto da Indy a se dar bem na F1, sendo até campeão. Já aquele outro filho… Mas o contrário, parece ser regra, piloto da F1 sempre se dá bem na Indy (Emerson, Mansell, Gugelmin, Moreno, Christian F.).

    O Piquet disse uma vez que Indianápolis era a única corrida interessante dos States. Sempre pensei na Indy da seguinte forma: amarre o volante esterçado, coloque um tijolo sobre o acelerador e tire um cochilo por duas horas que voce se dá bem.

  17. Jorge Santana disse:

    De acordo, mas tem de ser um tijolaço!

  18. Jorge Santana disse:

    Pra facilitar a discussão, confiram os campeões da Fórmula 1

    (Ano / Piloto campeão / País do piloto campeão / Equipe do piloto campeão / Escuderia campeã )

    Anos 50

    1950 Giuseppe Farina (ITA) – Alfa Romeo –
    1951 Juan M. Fangio (ARG) – Alfa Romeo –
    1952 Alberto Ascari (ITA) – Ferrari –
    1953 Alberto Ascari (ITA) – Ferrari –
    1954 Juan M. Fangio (ARG) – Maserati/Mercedes –
    1955 Juan M. Fangio (ARG) – Mercedes-Benz –
    1956 Juan M. Fangio (ARG) – Ferrari –
    1957 Juan M. Fangio (ARG) – Maserati –
    1958 Mike Hawthorn (GB) – Ferrari Vanwall
    1959 Jack Brabham (AUS) – Cooper Cooper

    Anos 60

    1960 Jack Brabham (AUS) – Cooper Cooper
    1961 Phil Hill (EUA) – Ferrari Ferrari
    1962 Graham Hill (GB) – BRM BRM
    1963 Jimmy Clark (GB) – Lotus Lotus
    1964 John Surtees (GB) – Ferrari Ferrari
    1965 Jimmy Clark (GB) – Lotus Lotus
    1966 Jack Brabham (AUS) – Brabham Brabham
    1967 Denny Hulme (NZ) – Brabham Brabham
    1968 Graham Hill (GB) – Lotus Lotus
    1969 Jackie Stewart (GB) – Matra Matra

    Anos 70

    1970 Jochen Rindt (ALE) – Lotus Lotus
    1971 Jackie Stewart (GB) – Tyrrell Tyrrell
    1972 E. Fittipaldi (BRA) – Lotus Lotus
    1973 Jackie Stewart (GB) – Tyrrell Lotus
    1974 E. Fittipaldi (BRA) – McLaren Mc Laren
    1975 Niki Lauda (AUT) – Ferrari Ferrari
    1976 James Hunt (GB) – McLaren Ferrari
    1977 Niki Lauda (AUT) – Ferrari Ferrari
    1978 Mario Andretti (EUA) – Lotus Lotus
    1979 Jody Scheckter (AFS) – Ferrari Ferrari

    Anos 80

    1980 Alan Jones (AUS) – Williams Williams
    1981 Nelson Piquet (BRA) – Brabham Williams
    1982 Keke Rosberg (FIN) – Williams Ferrari
    1983 Nelson Piquet (BRA) – Brabham Ferrari
    1984 Niki Lauda (AUT) – McLaren McLaren
    1985 Alain Prost (FRA) – McLaren McLaren
    1986 Alain Prost (FRA) – McLaren Williams
    1987 Nelson Piquet (BRA) – Williams Williams
    1988 Ayrton Senna (BRA) – McLaren McLaren
    1989 Alain Prost (FRA) – McLaren McLaren

    Anos 90

    1990 Ayrton Senna (BRA) – McLaren McLaren
    1991 Ayrton Senna (BRA) – McLaren McLaren
    1992 Nigel Mansell (GB) – Williams Williams
    1993 Alain Prost (FRA) – Williams Williams
    1994 M. Schumacher (ALE) – Benneton Williams
    1995 M. Schumacher (ALE) – Benneton Benetton
    1996 Damon Hill (GB) – Williams Williams
    1997 Jacques Villeneuve (CAN) – Williams Williams
    1998 Mika Häkkinen (FIN) – McLaren McLaren
    1999 Mika Häkkinen (FIN) – McLaren Ferrari

    2000 a 2005

    2000 M. Schumacher (ALE) – Ferrari Ferrari
    2001 M. Schumacher (ALE) – Ferrari Ferrari
    2002 M. Schumacher (ALE) – Ferrari Ferrari
    2003 M. Schumacher (ALE) – Ferrari Ferrari
    2004 M. Schumacher (ALE) – Ferrari Ferrari
    2005 Fernando Alonso (ESP) – Renault Renault
    2006 Fernando Alonso (ESP) – Renault Renault

    Fonte: Terra Esportes

  19. Walterson disse:

    Pra se ver que não se deve confiar na memória. Podia jurar que o Andretti havia sido o último campeão da Ferrari pré-Schumacher.

    Falando no alemão, deu um branco nele em 1996, quando perdeu até para o Damon Hill. Se bem que, se colocasse um macaco pilotando aquela Williams, ele seria campeão. Na verdade, não tem muita diferença do DH.

  20. Mauro França disse:

    E eu não lembrava do titulo do Niki Lauda em 84… Aliás, Lauda foi o vencedor do único GP que assisti, no longinquo ano de 1976, pilotando uma Ferrari.

  21. Jorge Santana disse:

    Evandro, qual é a linha justa do partido? O que pode e o que não pode? O que a cartilha recomenda?

    Bah…

  22. Naldo disse:

    Caros Amigos

    O tópico acabou virando uma oportunidade para os participantes mostrarem suas preferências por este ou por aquele piloto. Na minha opinião tivessemos três grandes pilotos, e não acho ninguem melhor do que ninguem, apenas cada um com suas características.

    Emerson – Não vi correr mas é apontado pelo Piquet, como o melhor. Bom! foi pioneiro isto diz muito.

    Piquet – Não primava pela simpatia mas era, como já foi colocado, um puta acertador de carro e era guerreiro, ganhava no braço.

    O Senna – Era mais popular e tinha uma obseção por vitórias. Só corria para vencer. E dava shows nas pistas.

    Sou fâ dos três cada um a sua maneira.

    O Alemão – Bom! Gostaria de ter visto ele competindo com estes caras. Mas não tira seus méritos e toda a sua competência. Nos dois últimos anos o Alonso roubou a sena.

    Quanto ao “Cruzeiro” pode escolher qualquer um destes aí e seguir o exemplo que com certeza vem títulos

    SDS

  23. Naldo disse:

    Descupem – não é tivessemos e sim tivemos.

  24. Ernesto Araujo disse:

    Mauro, o jogo sujo praticado por Senna, Prost e Schumacher (cada qual com seus motivos) não tira o talento de nenhum deles, conforme vc disse.

    Fiz questão de lembrar isso porque na época que Mr.Schummy começou a ganhar títulos com esses esquemas os torcedores o odiavam. Mas os títulos consecutivos na Ferrari o “redimiram” fazendo muita gente se esquecer disso.

    Quanto ao time do Cruzeiro de hoje não há grande exemplo que os comova ou pelo menos que os façam melhorar com a bola nos pés. Lá se vão meses desde que 0² assumiu a equipe e até agora nada… Nem precisaríamos ir até a F1 buscar o queixudo… Bastava ver uns tapes da SuperCopas 91/92 !

  25. Cleberson Marcos disse:

    Devo deixar aqui registrado diante todos os comentários
    um importante e unico nome, John Surtees ,devido a seu
    talento tanto em duas, como em quatro rodas, conquistando um título na F1 e um no mundial de motovelocidade.É muito importante lembrar e falar de todos os pilotos da história, mas nunca esquecer deste nome, com um lugar muito especial no seleto mundo chamado velocidade… John Surtees.

    Muito agradecido

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