RapoCota passado a limpo

Por Jorge Angrisano Santana | Em 14 de setembro de 2010

Trocando uns emails com um amigo conseguimos um texto que analisa a rivalidade Cruzeiro x Atlético-MG e a situação de ambos, neste Brasileirão.

Abraços, Walfrido Júnior


Cruzeiro versus Atletico-MG

O Atlético-MG vai se acertar. Basta ter calma e limpar do elenco jogador que estiver fazendo beicinho ou corpo mole. O Cruzeiro fez isso, entre outros, nos casos do Jadilson e do Domingues. Agora, é raro alguém encher o saco naquele tom, embora sempre tenha algum amolando, pois  jogadores costumam ser umas primadonas danadas. Importante é prestigiar o treinador. Com o elenco que o Atlético-MG tem, mesmo se tiver que por pra correr algumas das estrelinhas, o Luxa tira o time da zona. Parece que o problema é que, pra cada estrela que o banco traz, o treinador tem que fazer aparecer um garoto comprado a preço de banana pra explodir e ser vendido… E isso não costuma dar certo. Há o risco de o grupo que não perceber a existência de meritocracia, mas sim a preferência por jogadores do parceiro. Além disso, Luxa não tem mais a mesma vontade, nem os jogadores amigos dele têm resolvido mais as paradas. Alia-se a isso o clima sempre ruim de fracasso e a pressão existente no clube e um presidente prepotente, arrogante e impulsivo. Mas, verdade seja dita, até agora, quem tá segurando o Luxa é o Kalil que, nesse caso, está agindo com a frieza necessária e inesperada. E eu acho que o time dele não vai cair. Já disse isso trocentas vezes. Vão sofrer como sempre!

Já o Cruzeiro aproveitou da excelente base formada pelo ótimo Adílson Baptista e, finalmente, contratou cirurgicamente, sem muito alarde. Mestre Cuca conseguiu o que eu não esperava dele: reunir o elenco em torno de si pra voltar a jogar com aquela garra e aplicação tática vista várias vezes com o Adilson. E, claro, os reforços, principalmente Montillo e Leo Simões, encaixaram como uma luva na zaga. O time todo marca, se ajuda, sai pro jogo, tem consciência e maturidade tática que não se compra no mercado nem se traz com técnico de grife. Sós e alcança com seriedade e trabalho de longo prazo. Nosso maior antagonismo é a direção do clube. Se por um lado os caras são competentes pra fazer time, contratar e vender, por outro, criaram uma monarquia no clube, que não se oxigena com novas idéias. Dessa forma, vamos perdendo tempo nas ações administrativas ecomerciais perdendo a achance de entrar no grupo dos 4 ou 5 (no máximo) grandes times que vão sobreviver no futebol brasileiro em, no máximo, 10 anos. O Cruzeiro tem que abrir mais sua administração para os sócios, ser mais transparente, permitir alguma participação política dos sócios do futebol e absorver novas cabeças e correntes, buscando recriar a empatia entre clube e torcida, que foi a marca das fases de crescimento da instituição.

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