Pra não virar handball

Por SÍNDICO | Em 21 de julho de 2010

O futebol só tem uma saída para evitar o efeito Handball – aquele esporte em que o ataque fica passando a bola de um lado para o outro, em paralelo à defesa, que fica armando o bote para contra atacar.

Aliás, tem duas saídas. Ou tira-se um elemento de cada time, aumentando o espaço da cancha, ou acaba-se com a regra de impedimento, que também restringe em 1/4 (um quarto) as dimensões do campo.

O que se vê hoje, com as condições físicas e aeróbicas dos atletas, é o mesmo que um bando de meninos correndo atrás da bola no recreio da escola.

O futebol é o único esporte que não se modernizou, diferentemente do vôlei –que acabou com aquele roda roda, que chamavam de rodízio, sem marcar pontos; e do basquete, com suas cestas de três pontos, aumentando os scores finais.

JS, fica lançado o debate!

Trovão Azul

60 comentários para “Pra não virar handball”

  1. Hugo 5erel0 disse:

    É incrível imaginar como 80 anos atrás os atletas também atuavam por 2 tempos de 45 minutos. Nem aquecimento a maioria dos times sabia fazer. Assim como é difícil aceitar que Platini, Gérson e Dino Zoff eram fumantes!

  2. HB disse:

    Esqueçam.
    Enquanto os dinossauros da Fifa não morrerem, nada vai mudar.
    Eles mesmos inventaram o balípodo e o querem da mesma forma como foi concebido, há mais de 100 anos atrás.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Em algumas coisas a FIFA tem razão em não mexer. Não se pode mudar a estrutura do jogo por modismo. É quase clichê falar sobre auxílio tecnológico pra corrigir eventuais erros de arbitragem. Mas será que seria possível padronizar isso pra todas as divisões futebolísticas em todo o mundo? E será que isso seria a solução ou também geraria outras polêmicas? O trem é complexo.

      • Rogério disse:

        Porque não é possível mudar em todos os campeonatos não quer dizer que não possa mudar em alguns, na Liga dos Campeões tem bons gramados, no campeonato mineiro tem gramados péssimos, como em Andradas e Divinópolis ( kkkkk ), a regra só permitiria o uso da tecnologia, não obriga este uso.

      • HB disse:

        Penso como você.

      • Hugo 5erel0 disse:

        O gramado do Farião é um tapete se comparado com alguns pastos da última Copa do Mundo.

  3. Vinnicius Andrade disse:

    Mais fácil aumentar o campo. Tirar o impedimento ou diminuir o número de atletas em campo mudariam o esporte pra alguma outra coisa que não seria futebol.

    É interessante ver como, apesar de tudo, ainda é difícil ver jogos truncados assim em gramados com extensão máxima, como era o Mineirão. 5, 10 metros a mais em comprimento e largura do gramado e já se tem de volta o espaço pra jogar.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Mais fácil diminuir o número de atletas em campo. É mais prático do que mudar todos os estádios do mundo inteiro.

      • Marcelo P. disse:

        Em termos… Seria uma medida extremamente impopular, pois representaria muita gente perdendo o emprego…

      • Vinnicius Andrade disse:

        Eu imagino um jogo de futebol com 10 jogadores de cada lado com uma modificação tática simples: se tira um dos atacantes e volta-se a mesma coisa de sempre. As linhas continuam muito compactas e a dinâmica permanece a mesma.

        Se aumenta o tamanho do campo (e não aumenta o tamanho da área para os goleiros), você força um maior espaçamento das linhas do time, ou ele vai ser refém de jogadas em profundidade.

        Não acho que 5 metros a mais seja uma coisa tão difícil assim de ser implementada.

  4. Marcelo P. disse:

    Eu acho que uma flexibilização na lei do impedimento já resolveria: hoje ele só existe a partir da linha de meio campo. Poderia se avançar esse território livre até a linha da grande área. Assim, ainda se impediria que ficasse um cara parado na banheira, debaixo das traves, mas os times seriam obrigados a se espalhar mais pelo campo…

    • HB disse:

      Também acho que poderia haver flexibilização. Ou pela linha da área, como sugerido pelo Marcelo, ou proibindo o atleta impedido de finalizar ao gol. Neste ultimo caso, o impedido poderia receber a bola, mas obrigatoriamente deveria passá-la pra alguem antes de chutá-la ao gol.

  5. claudio(xina)lemos disse:

    Tirar o impedimento é mudar o esporte. Estariamos falando de outro esporte pois com o fim do impedimento a bola não passaria mais pelo meio de campo e o jogo viraria uma pelada só. Nem discuto.

    • Walterson disse:

      Seria a consolidação da ligação direta. O chutão pra frente seria a arma dos retranqueiros.

    • Rogério disse:

      Se acaba com o impedimento, seria somente bola atravessada de uma área a outra.

  6. jalenito disse:

    off: Voces viram como o Ramires valorizou, acho que o ZEzé fez foi uma doação ao benfica.

  7. Humm disse:

    Pra mim, o problema principal é o medo de atacar. Então, deixaríamos um pitbull atrás de cada gol, se o time não chutasse a gol em 2 minutos, soltávamos o bicho.

    • Pedro disse:

      Acho que sua ideia é totalmente jêniau! Mas eu complementaria obrigando que todo goleiro fosse uma pessoa verticalmente prejudicada. Garanto que teriamos uma média de gols impressionante com esta medida.

      • Rogério disse:

        Nem precisa de goleiros verticamente prejudicados, é só colocar qualquer um dos 400 goleiros das frangas que a média aumenta.

      • Pedro disse:

        Tenho outra aqui na manga… todo time deve ter em campo pelo menos 4 jogadores com idade acima dos 40 anos.

    • Pedro disse:

      Bolei outra boa aqui… porque não aumentar o tamanho da trave. Muito mais fácil que aumentar as dimensões do gramado. Já imaginou uma trave do tamanho da risca da grande área? Cada time teria de ter um goleiro e dois beques de linha de fundo. Com isso o meio campo ficaria bem menos povoado e o jogo fluiria melhor.

      • Elias disse:

        PÔ. Já não basta essa bola maluca, feita sob medida prá f…com a vida dos goleiros?
        Maldade pura…

      • Pedro disse:

        BOA!!!! Por que não colocar um monte de pregos na bola. Queria ver se algum jogador ia querer ficar com a bola no pé. O jogo seria todo dois toques e somente ocorreriam jogadas verticais

  8. Hermes disse:

    Mais fácil mudar a pontuação. Empate = o ponto, vitória de 1 a 0 = 1 ponto, vitória acima de 3 gols = 3 pontos. Queria ver técnico jogando na retranca e achando que 1 a 0 é um grande resultado.

  9. Elias disse:

    Li algo no sentido de que os veinhos da FIFA aprovaram os novos assistentes. Tecnologia ficou prá depois. Sempre achei que o jogo fica mais interessante e dinâmico quando 1 atleta de cada time é excluído da partida. Seria interessante começar a pensar em 9 + 1, nem que seja em testes nas divisões inferiores. No mais, um forte abraço no Torvão Azul, que vem a ser o Elias II…

    • Pedro disse:

      Ótima notícia! O jogo custará mais caro e teremos mais 2 juízes que serão importantes em 1 a cada 20 ou 30 partidas. Economicamente fenomenal esta ideia.

    • rdish disse:

      Aprovaram apenas pra testes. E em algumas competições.
      No Brasil, o teste será no Campeonato Carioca.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Esses assistentes atrás do gol vão ser pura perda de tempo. Anote, vai gerar é mais polêmica. O melhor seria colocar um árbitro pra apitar em cada lado do campo. O juiz se desgasta menos fisicamente. Chegaram a testar isso na Copinha 2000.

    • trovão_azul disse:

      Abração procê também!

  10. rdish disse:

    Também tenho minhas dúvidas sobre a eficácia do fim da regra do impedimento. O impedimento é um recurso de marcação da defesa, que assim pode marcar um atacante mais avançado sem necessariamente ter de ter alguém o acompanhando de perto.

    Temo que, sem ela, os times joguem mais recuados para compensar isso. E como os técnicos não abrem mão dos times compactos e não vão querer abrir espaço pros adversários, os ataques serão com menos jogadores, com menos chances de sucesso e, consequentemente, os jogos terão poucos gols.

  11. Matheus Reis disse:

    Sabe que outro dia eu tava pensando – mais como treinamento, menos como nova regra – que seria interessante haver um tempo pra definir a jogada, como no basquete.

    Não acho que seria uma boa como regra, mas para um treinamento tático acho uma boa idéia. Ter posso de bola é importante, mas definir o lance é mais. Talvez 60 segundos, 90, sei lá…

  12. rdish disse:

    Uma idéia que poucos ai deram é de usar o afastamento temporário por cartão. Se um jogador fizer falta pra cartão amarelo, penso numa regra que o afaste do jogo durante um tempo. Talvez uns cinco, dez minutos. Isso coibiria o marcador de usar do recurso da falta pra matar contra-ataques, por exemplo. Juntando isso a um rigor maior nos critérios das faltas (por exemplo, cartão amarelo automático ao jogador que chegar num determinado número de faltas no jogo), acho que as coisas ficariam mais interessantes. Só volante que sabe tomar a bola na boa se arriscaria a marcar.

    E no caso do goleiro, cartão amarelo não o afastaria do jogo, mas seria pênalti contra o time dele, indiferente de onde ele estiver! Rs

    • Rogério disse:

      Estava indo muito bem até ter a “brilhante” idéia de ferrar de vez com os goleiros.

      • rdish disse:

        Não ferra não. Basta ele não tomar amarelo. Porque fica complicado afastar temporariamente o goleiro.

  13. claudio(xina)lemos disse:

    Eu estou ficando louco ou teve um post sobre o Rock?

  14. Damas disse:

    Tenho um idéia melhor: A FIFA encomendaria a bola “jabiraca” com o retrato de uma certa candidata estampado na superfície externa. Todo goleiro, após uma defesa, deveria dar um beijo na foto. Certamente, vamos ter gol prakarai!!!

  15. trovão_azul disse:

    Uma alternativa para não acabar de vez com o impedimento, o que incentivaria a “banheira”, seria a demarcação de uma linha de impedimento medida a 40 metros paralela à linha de fundo. A partir dali seria marcado impedimento.

    Quanto à redução do emprego de jogadores mencionado acima, aumenta-se o número de substituições, algo parecido com o futsal.

  16. Naldo disse:

    No Basquete: mudou-se sem diminuir o número de jogadores em quadra e nem aumentou nem diminuiu o tamanho das mesmas.
    No Volei: mudou-se tambem sem diminuir nem aumentar o tamanho da quadra e ainda abriu mais uma vaga com a criação do Líbero.
    No Futebol de cego: existem mais de uma formação para as equipes.
    Eu sou conservador com relação ao futebol. Mas, como não há como segurar a tecnologia, e os árbitros estão muito vigiados, deveriam dar a eles tambem a oportunidade de tirar dúvidas e corrigir os erros que cometem durante os jogos.

  17. Binho disse:

    Pois a sugestão de tirar um atleta de cada time ou aumentar o campo foi minha.Alguém falou que era só fechar o time, tirando um atacante, que ficaria tudo do mesmo jeito. Discordo totalmente. O campo cresceria, independente do esquema. É só olhar os jogos em que 2 são expulsos. Aumentar o campo mexe com a estrutura física dos estádios, o que é totalmente inviável. Há um monte de estádios que não tem pra onde crescer, principalmente os menores, como o independência e similares.

    • Binho disse:

      E também disse que os dinossauros da Fifa jamias farão mudanças, exceto quando o futebol perder muita audiência, como aliás vem acontecendo, ano após ano. Só que o processo é lento mas um dia corre-se o risco do voley passar o futebol.

  18. Arthur disse:

    Bem, EU gostaria de propos o seguinte: 1) Faltas: após a 3.a falta do mesmo jogador cartão amarelo, a seguinte vermelho automático. O jogador seria substituido por outro até o limite de 3. a partir daí não substitui mais. Cada time poderia fazer, além disso, as 3 substituições normais. Falta do tipo CARRINHO, toco, cotovelo, seria vermelho direto. Pisão, deixar o pé, amarelo. Segurou com qualquer parte do corpo amarelo. Segurar atracante dentro da área, penalti. Impedimento só dentro da área, mas só poderia receber a bola se ela vier de outro jogador da equipe que esteja dentro do meio de campo adversário, antes não pode.
    Fica fácil de apitar, menos faltas, mais gols, mais futebol, e menos anti-jogo. Claro que vai ter mais gols também.

    • Arthur disse:

      Semmexer muito nem nas regas, sem tirar as faltas e penais e sem promover jogos de 8 contra7, espera-se, afinal vai ser pouco interssante fazer falta e ficar com 1 a menos…

      • Romarol disse:

        As faltas não impedem os gols. Aliás, muitos gols são de bola parada. Você quer ver corvadia em campo. Um craque ficar enviando as bolas debaixo das pernas do jogador sem tomar qualquer sopapo…rss

      • Arthur disse:

        Por certo qeu não. A idéia é reduzir a QUANTIDADE: hoje cada partida tem em média: 20 de cada lado, 40 no total. Se cada jogador fizer 3, são 7 cartões vermelhos, por tanto, 3 substituidos e 4 fora de campo… Ou seja, não vai poder fazer tanta falta, vai ter mais gol. Não se impede a falta, se reduz…

      • Eduardo Louback disse:

        Mas futebol é jogo de contato. Deve-se punir a agressão e não a quantidade – na maioria das vezes.

  19. Eduardo Louback disse:

    Não concordo. O futebol é apaixonante pela baixa pontuação e pela dedicação dos jogadores. Se o jogo está truncado é culpa dos 22 brucutus. Também não concordo com o fim do impedimento. O Ronaldo fenômeno tem num de seus diferenciais a inteligência de não entrar em impedimento

  20. A ideia não parece ser recursos para criar condições de serem marcados mais gols, e sim, do jogo ser mais franco.
    Foram propostas alterações drásticas nas regras no tocante à forma como o jogo é definido, seja pelas dimensões, pelo impedimento, pelo número de jogadores ou qualquer coisa.
    Todos avanços não-testados e que contrariam mais de 100 anos de história sem mudanças desse naipe.
    Porém, não foi sugerido um retrocesso no regulamento que atacaria as causas levantadas pelo Trovão Azul do teleco-teco, isto é, atacaria-se a condição física e aeróbica dos atletas. Tal retrocesso, que não mudaria o jogo em si, seria limitar as substituições. Além de ter de dosar melhor a correria, em algum momento jogadores apresentariam cansaço, oferecendo espaços e falhando mais.

  21. Naldo disse:

    Se é para tirar um jogador para melhorar a quantidade de gol(s), que se tire o goleiro. Ele é o que mais atrapalha a bola ir para as redes. E que ninguem mais possa defender com as mãos.

  22. Gustavo Rocha disse:

    Minha ideia de solução, seria: acabar com o impedimento, uma regra contrária ao objetivo do futebol, onde beques a utilizam como arma de defesa, se o atacante quer ficar debaixo do gol junto ao goleiro, que fique, o beque é que vá marcá-lo; retirar os bandeiras e colocar dois árbitros dentro de campo com iguais atribuições, um de cada lado do campo mais dois árbitros do lado de fora com a tecnologia das transmissões televisivas a disposição, ambos em constante comunicação via rádio; e aumentar o número de suplentes a disposição do técnico e também aumentar o número de substituições para no mínimo 5, assim como a saída e retorno do mesmo jogador.