Paraná e Henrique anularam Elias e Bruno César

Por Jorge Angrisano Santana | Em 26 de agosto de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 1×0 Corintiãs, no Parque do Sabiá, Uberlândia, pela 16 rodada do Campeonato Brasileiro 2010, em 26 ago10.

  • Cuca – Entendeu que o momento era de buscar a vitória e armou o time num 3-5-2 durango. Depois que Montillo marcou, não teve vergonha e volantizou Wellington Paulista botando o time para jogar num 3-6-1. Apesar de Pablo não ter comprometido, poderia ter entrado com Diego Renan. É “injusto” que o garoto jogue quando a defesa está mais vulnerável e fique de fora justamente quando poderia atacar com mais liberdade. Venceu o segundo duelo seguido com Adílson Batista. (Matheus Reis)
  • Torcida – 37.377 torcedores para uma renda de mais R$850 mil. Foi uma festa bonita e, embora o PFC teimasse em focalizar a torcida corintiana, confio nos amigos que estavam in loco e testemunham maioria cruzeirense. Estão todos de parabéns. (Matheus Reis)

  • Fábio -Pegou um pênaltii -o quarto na temporada!- em jogo que terminou 1×0 para o Cruzeiro. Precisa dizer mais? (Matheus Reis) / Defendeu o quarto dos últimos cinco pênaltis sofridos pelo Cruzeiro. E acertou nas demais intervenções. (Síndico)
  • Gil – Mantém o bom nível das outras partidas com bons cortes por cima e por baixo. Conseguiu segurar Jorge Henrique sempre que ele caiu pelo seu lado. Mas precisa, com urgência, esfriar a cabeça. Poderia ter sido expulso em confusão com mesmo Jorge Henrique. (Matheus Reis) / Perfeito. Ou quase. Força física, cara feia, fôlego, seriedade são atributos de um zagueiro que a cada dia vai se tornando mais confiável. Obviamente, a retranca cuquiana ajudou, mas a verdade é que, no mano a mano contra os rápidos atacantes do Corintiãs, ele não perdeu uma. (Síndico)
  • Edcarlos – Não chegou a comprometer, embora tenha dado a tradicional espirrada de taco num cruzamento corintiano. Também parece se sair melhor ao lado de dois beques. (Matheus Reis) / Protegido pelos volantes, também fez boa atuação. (Síndico)
  • Cláudio Caçapa – Ele é “O” zagueiro do elenco pra jogar no 3-5-2. Praticamente perfeito na sobra. Comparado aos outros zagueiros, tem qualidade acima da média para sair jogando. Foi o melhor da defesa. (Matheus Reis) / Num 5-4-1 como o desta partida, ele é soberano. Outro destaque do Cruzeiro pra desespero dos atacantes alvinegros. (Síndico)
  • Jonathan – Bem no primeiro tempo, se entendeu com Montillo e fez boas jogadas chegando à linha de fundo. No segundo foi encurralado junto com o time e não subiu ao ataque. (Matheus Reis) / Mais marcador do que nunca, ainda assim, encontrou disposição para algumas jogadas com Montillo pela ala direita. (Síndico)
  • Henrique – Como dito, melhorou demais em relação à última partida. Mais fixo na frente da defesa, robou bolas e ainda evitou o gol do Corinthians depois de bola cabeceada na trave. (Matheus Reis) / Anulou Bruno César, o 2º melhor jogador do Corinthians. Precisava ter feito algo mais ou tá de bom tamanho? (Síndico)
  • Marquinhos Paraná – Não. Não é coincidência que o futebol do Henrique tenha crescido nesse jogo. Afinal de contas, são anos jogando juntos e ele sabe que pode confiar no Paraná. Fez o simples e efetivo, caindo pela meia esquerda do campo. Saía com tranquilidade e desafogava o jogo quando preciso. Não merecia sair do time titular, mas, pelo menos, parece ser o primeiro reserva da volância. (Matheus Reis) / Anulou Elias, o melhor jogador do Corintiãs. Precisava ter feito algo mais ou tá de bom tamanho? (Síndico)
  • Montillo – Terceira partida atuando muito bem. É, parece que o garoto é bom mesmo e não se trata de sorte de principiante. Belíssimo gol batendo de trivela. Além disso, enfiadas primorosas para o Jonathan e Éverton. Mais uma atuação de encher os olhos, mais uma vez o melhor em campo. Saiu no final do jogo para a entrada de Roger. (Matheus Reis)
  • Roger Galera – Entrou para segurar o jogo e assim o fez. Além disso, lançou Wallyson na cara do gol para defesa de Júlio César. (Matheus Reis)
  • Francisco Everton – Como disse em outra ocasião, é o “Elicarlos do Cuca”. Joga para o time, da maneira que o técnico pedir. No primeiro tempo compôs o lado esquerdo ao lado do Paulista e teve pouca dificuldade com Alessandro. No segundo tempo, teve mais liberdade e lhe faltou um pouco de qualidade nos cruzamentos. Saiu aos 27 do para a estréia de Pablo. (Matheus Reis)
  • Pablo – Manteve o nível do Éverton e não sentiu tanto a estréia quanto o Jones. Deu a impressão de que pode ser útil. (Matheus Reis)
  • Wellington Paulista – Partidaça! Pra quem tinha ido mal como atacante no jogo anterior, foi muito bem como lateral-volante ontem. Marcou demais por ali e conseguiu neutralizar Alessandro. Me preocupa o fato de estar marcado com a arbitragem. Foi nítido, antes do reínicio da partida, que Ricci lhe chamava atenção por conta da choradeira. (Matheus Reis)
  • Robert – Foi quem destoou. Mais uma vez; o que acaba sendo preocupante. Até os 10 minutos de jogo, ficou pelo lado direito do ataque. Depois inverteu com Paulista e ficou fixo lá na frente. Cumpre observar que, por conta do posicionamento de Paulista, acabou ficando isolado. Ainda assim, maltratou a bola quando deveria chamá-la de “meu bem”. Saiu para a entrada de Wallyson. (Matheus Reis)
  • Wallyson – Entrou para ser uma opção de desafogo no contra ataque. Não conseguiu. Na única chance clara de gol, concluiu em cima do goleiro Júlio César. (Matheus Reis)
  • Cartolas – ZZP, Valdir e Dimas acertaram na escolha do estádio, o melhor de Minas, superior até ao Mineirão. Bom público e boa grana nos cofres são razões suficientes para o elogio. Agora, falta pedir desculpas ao povo de Sete Lagoas, pela desfeita que fizeram com cidade, devolvendo aos lacustres alguns jogos do Brasileiro. (Síndico)
  • Juiz & Bandeiras – Ricci mostrou para o Adílson uma das vantagens em se treinar o Corinthians. Nem foi o caso de inversão de faltas, simplesmente. Foi caso de ignorância mesmo. Amarelou E se houve pênalti discutível em Bruno César, o penalti marcado também foi bastante discutível. Péssima. Bandeiras não comprometeram. (Matheus Reis)
  • Corintiãs – Jucilei correu bastante e Jorge Henrique deu trabalho pra bequeira azul. Também fiquei impressionado com o Roberto Carlos que consegue manter uma boa forma e ainda por cima fez bom uso da experiência que tem. (Matheus Reis) Com o melhor treinador brasileiro da nova geração, o Timão prometia mais futebol. Mas é o tal negócio, do Íbis à Seleção, topou com retranca, time brasileiro se enrola todo. Jucilei e Jorge Henrique jogaram muita bola. Elias e Bruno César foram anulados por Marquinhos Paraná e Henrique. Alessandro esteve bem, Roberto Carlos, mal. E a Fiel, que fretou 17 ônibus pra acender sinalizadores em Uberlândia, viajou 600 Km de volta a sampa com a cabeça inchada. (Síndico)

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