Os Semifinalistas do Tropeirão 2010

Por Jorge Angrisano Santana | Em 10 de abril de 2010

Cruzeiro, Democrata, Ipatinga e Atlético-MG disputarão as semifinais do Mineiro. Alguma reclamação? Da minha parte, nenhuma.

Vamos ao jogo! E também à análise isenta do quarteto:

  • Cruzeiro – Ciclotímico, alternou boas partidas do time titular com peladas homéricas do catadão. Não revelou um só jogador e ainda deixou o torcedor preocupado com as opções disponíveis no elenco. Precisa de 4 empates pra campeonar. O que  é bem capaz de não ser demais pro goleiro Fábio, guarda-valas que virou salva-vidas durante o torneio.
  • Ipatinga – Melhor time do Tropeirão 2010, deixou escapar a vantagem de jogar pelos tais placares iguais até o fim, ao conceder empates, em casa, nos derradeiros momentos das duas últimas rodadas da fase classificatória. Luizinho, seu ala-direito, é o craque do campeonato, até aqui. Jajá, o melhor atacante da firma, o que tem sede de água, mas não de gols. O goleador Alessandro, que certo dia Adílson Baptista mandou pegar um taxi pra ir ao Mineirão, tem sede de vingança contra o Cruzeiro. A bequeira e a volância de contenção também são de responsa. É o favorito. Se não der zebra, campeona. Principalmente, se o catadão azul-estrelado der as caras nestas semifinais.
  • Democrata – Tem torcida fanática, mas nenhum respeito por ela. Tanto é que, seduzido por alguns caraminguás, disputará a partida decisiva contra a Cocota no Mineirão ao invés de se manter perto de sua gente, no Vale do Aço. Useiro e vezeiro em aprontar marmeladas nas fases decisivas do Mineiro, não é clube pra se levar a sério. Tomará duas tundas e nem moral pra reclamar dos juízes terá.
  • Atlético-MG – Tem goleiros e laterais educados, solícitos e prestativos, que deixam qualquer adversário desvanecido. Na meiúca, desponta Jonílson, um dos talentos do atual futebol brasileiro. Seus companheiros, contudo, são irregulares. No ataque, Tardelli e Obina formavam uma dupla tipo Fogo e Paixão. Com a lesão sofrido pelo baiano, o time perdeu força ofensiva. O que tem sido remediado pela súbita vocação goleadora do primeiro genro do treinador. Treinador que, diga-se, depois de décadas vestindo ternos e coçando o queixo, tão logo foi contratdo pelo Expresso da Paixão, passou a se vestir de rosa e a dar pulinhos na beira do campo. Perigoso mesmo, até o limite do riso, é o presidente do clube, um boquirroto chorão, que pormete agitar a fase decisiva com denúncias mirabolantes  e estapafúrdias contra todos os lebrões velhos da Federação. É filme antigo, mas ainda assim, divertido.

E tome bola!

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