Os nove condenados

Por Jorge Angrisano Santana | Em 22 de abril de 2010

Após a derrota para o Ipatinga, Adílson Baptista afirmou que seguiria em frente com os jogadores em que confia e liberaria outros.

Na quinta-feira, Zezé Perrella rebaixou um atleta para a base e colocou oito à disposição de outros clubes.

Embora o presidente diga que não é bem assim, a  leitura do torcedor é básica. Estes são os culpados pelo vexame no Campeonato Mineiro.

  • Bernardo, Dudu, Leo Fortunato,  Marcos, Leandro Lima,  Anderson Lessa, Camilo, Uchoa e Magalhães.

Na verdade, eles são apenas os mais vulneráveis. Os de menor prestígio ou os que tiveram menos oportunidades.

Com exceção de Bernardo, nenhum participou do baile oferecido pelo Ipatinga no domingo. Mas foram todos atirados às feras para purgar os pecados do grupo.

Isto é transferência de responsabilidade da diretoria e do treinador. Não era hora. E não devia ser assim.

Aos poucos, o clube poderia negociar um a um sem submetê-los ao vexame do confinamento que se configura nos treinamentos em horários alternativos e longe dos colegas.

No futebol este tidpo de atitude grotesca é mais antiga do que a Sé de Braga. Uma covardia que se repete sempre que um time colhe resultados desastrosos.

Alguma coisa está fora da ordem da Toca da Raposa. Se a desconfiança se instalar no ambiente, o sonho de chegar a outra final de Libertadores ficará prejudicado.

A hora é de trabalhar mais e agitar menos. De unir, não de desagregar. De treinar, não de promover pirotecnias.

A hora é de pensar em soluções para o time jogar melhor, não de desviar atenção de problemas caçando bruxas.

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