O torcedor meia-boca

Por SÍNDICO | Em 23 de agosto de 2019

HOJE EM DIA informa: Cruzeiro tomou prejuízo em 5 dos 7 jogos, que disputou no Mineirão pelo Brasileiro.

Franga teve lucro no Independência, mas foi uma merreca comparado com os ganhos dos demais ponteiros do campeonato.

O torcedor de Beagá é um torcedor meia-boca. Pra ir ao estádio, tem uma lista de imposíções:

  1. Ingresso a dez merréis;
  2. Time na bica de campeonar;
  3. Adversário argentino;
  4. Tempo seco;
  5. Nem frio, nem quente;
  6. Escalação sem o jogador que odeia;
  7. Escalação com o jogador que ama;
  8. Sistema de jogo faceirinho;
  9. Convocação da “rádia”;
  10. Horário não coincidir com Faustão, nem com a novela.

Se tudo isto acontecer ao mesmo tempo, ele vai. Mas não vai mais do que uma vez por mês.

45 comentários para “O torcedor meia-boca”

  1. SÍNDICO disse:

    Pelo preço que cobra e com o torcedor que possui o Cruzeiro devia jogar na arena do Jacaré. Não faz sentido abrir o Mineirão pra tão pouca gente.

    • Bruno 7L RJ disse:

      Concordo com alguns pontos, mas vc não acha que, as vezes o torcedor responde ao que vê na gestão? Exemplos: 2013 o clube estava bem gerido (pelo menos é o que o balanço e crescimento da dívida aponta) e tivemos excelentes públicos e rendas. Quando eu ainda morava em BH, a média de público era algo entre 20 a 30 mil e o time era competitivo (time do AB) mas não era nenhum suprassumo. Mas concordo que a relação do torcedor mineiro com os respectivos clubes vem esfriando…

      • SÍNDICO disse:

        No bicampeonato brasileiro, a média de púbico não chegou metade da capacidade do Mineirão.

      • Bruno 7L RJ disse:

        Tem certeza disso? Só via o Mineirão cheio. E uma média de 30 mil é boa na atual conjuntura.

      • Thiago 5 estrelas disse:

        2014 Cruzeiro ficou em primeiro na média de público no ano, 29.678. 2013 também ficou em primeiro, mas no campeonato brasileiro. Não consegui a média do ano.

      • SÍNDICO disse:

        Capacidade do Mineirão é de 62 mil espectadores.

  2. Romarol disse:

    Por que o clube não faz uma pesquisa séria com seu torcedor dos principais empecilhos de ir ao Mineirão? Quem sabe, alguns desses fatores aparecem na pesquisa, como: 1. segurança 2. trânsito 3. estacionamento 4. oferta de comida e bebida no estádio 5. horário da partida 6. limpeza do estádio 7. conforto Deve ser analisado os fatores críticos para induzi-lo ir ao estádio.

    • Velloso disse:

      Vou pouco ao estádio e vou responder as suas perguntas: 1) não tenho receio de segurança, não é um empecilho (mas já foi, quando era mais jovem); 2) trânsito é um problema maior durante a semana, principalmente quando se trata de transporte público e do trânsito das vias de acesso de maneira geral – o horário do jogo influencia; 3) nunca usei estacionamento (nem do estádio e nem de particular) , oneroso e não dá sensação de segurança (particulares); 4) a alimentação há muito é ruim e cara (quem tem criança deve sofrer mais dentro do estádio), mas não é empecilho (próximo do estádio existe diversas opções); 5) o horário da partida é o maior empecilho – jogos muito tarde influenciam todos os outros seis tópicos; jogos muito cedo dificultam a chegada – como trabalho do lado, jogos mais cedo são uma boa para já sair e acompanhar, mas a maioria precisa deslocar; 6) o estádio é limpo e organizado, diferente de outros tempos – o pessoal que frequenta precisa de maior educação, perincipalmente em jogos grandes (mas em cinemas e outros lugares públicos também temos problemas com lixo, é cultural).

    • SÍNDICO disse:

      ROMAROL, contra o Riverm, pela Livertadores, os fatores sài=o diferentes do jogo contra o Botafogo, prelo Brasileiro?

      • Bruno 7L RJ disse:

        Olha o apelo dos dois jogos…

      • Romarol disse:

        Síndico, os fatores são os mesmos. As condições diferentes. Por exemplo: trânsito – River: caótico Botafogo: regular.

      • Romarol disse:

        Agora, vamos conjecturar. Dos 50 mil torcedores presentes contra o River e passaram apuros no trânsito, quantos retornarão nas mesmas condições daqui há 3 anos? 47 mil? 49 mil? A cada maltrato, o efeito é produzido.

  3. Romarol disse:

    O futebol concorre com diversos entretenimentos. Se confiar no amor incondicional do torcedor, o clube vai quebrar a cara.

    • Taí disse:

      Concordo, Romarol! A baixa média de público, mesmo no bicampeonato brasileiro, segundo Síndico, na minha opinião passa por quatro fatores fatores: a cultura/hábito, a dificuldade financeira, a acessibilidade dos jogos pelas mídias, e por último e mais crítico, o desinteresse da geração Millenium talvez devido a acessibilidade a outros meios de entretenimento.

    • SÍNDICO disse:

      Então, o melhor é montar um time medíocre, do tampo do amor do torcedor.

      • Bruno 7L RJ disse:

        Não. Precisa montar um time do tamanho que o bolso possa pagar, talvez com uma pitadinha de ousadia. Um time competitivo pode mover a torcida.

  4. Velloso disse:

    Minha experiência com o Mineirão hoje é diferente do que já foi. O tempo é curto, preciso das noites, por exemplo, para manter a rotina da vida em dia. Finais de semana acabam sobrecarregados de compromissos pessoais e sociais. Futebol, estudos, família, casa, contratempos, fadiga, grana, tempo, falta de companhia – tudo se mistura e algumas demandas precisam vir primeiro. Vou pouco, mas gosto de ir para ver o jogo, gosto de futebol e no estádio a experiência muda de nível – e o Cruzeiro faz parte da minha rotina, o que não acontece com boa parte da torcida. Diferente da maioria, vou nos jogos que consigo, independente da fase ou da classificação – mas poucos, muito poucos pensam assim. A importância da partida e o desempenho serão sempre o primeiro fator. Como disse bem o Romarol, o futebol tem concorrentes, e para muitos não é incondicional, é um lazer, uma recreação, um social. Muitos torcedores não conseguem abrir mão do tempo que o futebol exige – nem para acompanhar de casa, por exemplo. Meus antigos companheiros de Mineirão já nem frequentam mais por conta da família, do trabalho, da grana, etc. E a facilidade com que a TV e a internet proporcionam acabaram os afastando. Acompanhei o jogo domingo, moro do lado e foram quatro horas em um dia. Imagina para quem é de outra cidade, ou mora no inverso do estádio e depende do transporte público. E a lista do Síndico mostra bem a nossa cultura de torcedor, que só vai quando não tem margem de erro.

  5. Taí disse:

    Mas de repente a culpa do afastamento dos torcedores dos estádios seja dos gestores, dos organizadores. No passado, não existia internet. Nas casas, era uma tv e olhe lá. Nas ruas, qualquer dente-de-leiteve dois pares de chinelo já animava garotada na rua. O tempo passa meus amigos. Aos organizadores, no ímpeto gourmetizar cada vez mais um esporte tão popular, hoje sofre concorrência com outros que historicamente já eram elitizados.

    • Bruno 7L RJ disse:

      Pois é. Mas será que vem acontecendo isso nas outras praças? Rio Grande do Sul pra mim sempre foi uma excelente comparação.

      • Thiago 5 estrelas disse:

        Campeonato brasileiro 2019, média de público: Inter 23.796; Cruzeiro 18.544; Grêmio: 13.457; Frangas 12.824. Ticket médio: Inter 44; Grêmio 37; Frangas 27; Cruzeiro 15. Cruzeiro só tem o ticket médio maior que o do Fortaleza. Só não sei se a forma de cálculo dos valores dos sócios torcedores condizem com o lançado no borderô.

      • Thiago 5 estrelas disse:

        Média do ano: Inter 25.057; Cruzeiro 23949; Grêmio: 21981; Frangas 18.887. Tickets: Inter 47; Grêmio 44; Cruzeiro e Frangas 27.

    • Taí disse:

      **sofrem com a concorrência de ** já animavam

  6. Bruno 7L RJ disse:

    Na página do Cruzeiro no GloboEsporte, das 20 primeiras notícias, 7 são referentes à situação financeira do time.

  7. rosan amaral disse:

    Torcedor nutella prefere cornetar. Está faltando torcedor raiz.

  8. Fernandão disse:

    Questão de torcida em geral eu nem me animo a comentar por um motivo simples. Eu vou no Mineirão todo jogo, falto a uns 3 ou 4 jogos por ano em função de viagem e tenho que ficar explicando a cabeça dos outros. Mas vá lá, vou dar uma mãozinha.

    • Fernandão disse:

      Vejam esses números:
      média ticket
      2013 28902 50,72
      2014 29676 48,92
      2015 22077 33,94
      2016 20467 28,11
      2017 14522 24,34
      2018 13521 23,43
      2019 18545 15,51

      • Fernandão disse:

        Gilvan pode até ter sido o pior da história, como falaram por aí. Mas essa é a média no Brasileiro e o que a política de cortesias do Itair/Wagner fez com o Cruzeiro. Isso é economia. Pegue um produto e comece a distribuir de graça. Depois vê quem continua comprando.

      • Fernandão disse:

        Outra grande balela é falar que torcedor gosta de ingresso baratinho. Bobagem. Fudido não vai no Mineirão, nunca foi o grosso do público. Vai só na boa quando é final de campeonato na geral. Quem vai no Mineirão e engrossa o caldo tem pelo menos um carro na garagem. E é assim em todo lugar Corinthians e Flamengo tem mais média de público hoje, em suas arenas modernas, cobrando caro, do que no tempo dos geraldinos.

  9. washington ramos disse:

    1. Não; 2. Não; 3. Não; 4. e 5. Ajuda bem; 6. Não; 7. Não; 8. Não; 9. Não; 10. Não assisto Globolixo, exceto se for o único canal passando o jogo do CEC. Nosso país tem 80% dos trabalhadores recebendo até dois salários mínimos por mês, é lógico que não vai encher estádio sempre, só na “boa”. Cabe uma pergunta: “O Brasil (ou os clubes) está preparado para ter jogador ganhando R$1 milhão por mês?”

  10. zuloobas disse:

    CONCORDO INTEGRALMENTE com o Síndico e me enquadro nesses zé ruelas. Não sei onde foi parar aquele menino que dos anos 70 aos anos 2000 foi milhares de vezes ao Mineirão, tomando 4 ônibus ou pegando a linha 2004, indo várias vezes de geral, voltando muitas vezes a pé. Moro longe, mas isso não é desculpa, pois quando ainda morava em BH já havia me afastado bastante do estádio. Teria que fazer reflexão filosófica para tentar explicar, se conseguisse.

  11. SÍNDICO disse:

    Cruzeiro já tem dois setores a R$10. No último jogo teve ingresso de R$4. é uma aberração tão grande, que nem merece comentários.

  12. Fernando Henrique disse:

    Não li a matéria. De onde vem o prejuízo? Manutenção do estádio?

    • SÍNDICO disse:

      Custa caro jogar nos estádios da Copa. Tem jogo que é capaz de ter mais seguranças, bilheteiros, porteiros, faxineiros e orientadores do que torcedores.

  13. Fernando Henrique disse:

    O time também não ajuda. Mesmo morando em outro estado, sou sócio há 3 anos, e como não tenho cartão de crédito sempre tenho que me virar parar renovar o meu e o presente que dei para o meu velho. Esse ano não deu certo. Estou na lista dos inativos.

  14. Romarol disse:

    Eu assisti todos os jogos oficiais do Cruzeiro em Brasília desde 2006. Perdi um amistoso. Sou um torcedor boca inteira.

  15. Luizito Soárez disse:

    Se me pagar 50 conto pra eu ver um time de mano jogar pelo brasileirão, eu nao quero! Iar ao estadio pra nao ver um chute a gol? To fora! Com ceni, melhoraremos nesse aspecto tbm!

  16. SUPERESPORTE disse:

    CRUZEIRO PERDE 7% DOS SÓCIOS. O diretor financeira Flávio Pires revelou que o programa de sócio-torcedor do Cruzeiro perdeu cerca de 7% de seus associados. Em entrevista à Rádio 98, ele creditou os números ruins aos escândalos envolvendo dirigentes do clube e às investigações iniciadas pela Polícia Civil e Ministério Público, que apuram suspeitas de falsidade ideológica, falsificação de documentos, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

    • SE disse:

      FLÁVIO PIRES: “O sócio entre 6 a 7%, e a gente está rezando pra essa coisa toda acabar. . Que acabe, encerre o processo e as coisas fiquem bem claras pra opinião pública e pro torcedor, porque a instituição Cruzeiro precisa do torcedor”.

      • SE disse:

        O SUPERESPORTES apurou que o Cruzeiro iniciou o mês de agosto com cerca de 36 mil associados. Vale lembrar, também, que o departamento de marketing realizou uma série de mudanças no programa ao longo dos últimos meses e desagradou parte da torcida. A principal crítica foi sobre a decisão de eliminar o programa de pontos de uma hora para outra. Muitos associados que acumularam “Cruzeiros” (moeda digital do plano) ao longo do tempo, perderam o direito de trocar por camisas e outros produtos. O clube reduziu também o percentual do desconto para Cruzeiro Sempre (de 50% de dedução para 30%) e limitou a compra a um ingresso por associado – antes, isso era variável. Por outro lado, o clube conseguiu viabilizar um site para compra online de bilhetes para o público comum, entregando facilidade na aquisição das entradas e reduzindo as filas em bilheterias físicas.

      • SE disse:

        EM JANEIRO, o então diretor de marketing do Cruzeiro, Leandro Freitas, apresentou números positivos do programa: faturamento bruto de R$55,1 milhões (somado também outros valores de bilheteria) e crescimento de 27% no número de associados –ápice de 55 mil sócios ativos. O dirigente, desligado do clube no início de agosto, se referia aos índices de 2018, ano em que o time brilhou conquistando o Mineiro e da Copa do Brasil. )(Superesporte, 22ago19, condensado)