O que vi e ouvi

Por Jorge Angrisano Santana | Em 27 de agosto de 2010

Mariana Resende

Acompanhei o pré-jogo de Cruzeiro x Corinthians pelo rádio. Quando liguei, o Juca ainda estava no ar com seu programa e o antipático Renato Maurício Prado fazia sua ponta diária.

Eles adulavam o Bota, por quem, segundo eles, a torcida está apaixonada. Tem coisa mais sem sentido? Também exaltaram o ótimo momento do Flu e, nesse caso, achei justo. Quando o papo começou a me irritar, mudei pra Itatiaia.

Confesso que a curiosidade de saber o que iam falar do reencontro do Adílson com o Cruzeiro e com os próprios me consumiu durante o dia. Aconteceu o previsto. O profissionalismo deu lugar a uma chuva de ressentimentos e comentários nada imparciais.

Ao ser perguntado sobre a escalação, Artur Morais falou coisa do tipo “O Cuca ainda não soltou a escalação, parece que ainda há um ranço de Adílson, como se isso fizesse o time jogar mais né?”

E com esses tipos de comentários e cutucões no ex-técnico, se deu o pré-jogo da rádio. O duplo 5×0 ainda arde no lombo deles.

Como não sou masoquista, mudei de estação e encontrei um Pequetito animado e um Marcelo Bechler com comentários imparciais, sem mágoas. Fiquei com eles até o jogo começar. Assim que começou, desliguei o Pequetito, e fui escutar a narração do PFC.

Por incrível que pareça, Marcos Leandro foi melhor que o normal. Bob continuou, como sempre, brigando com as imagens e comentando, nesse caso, pra paulista ouvir.

Confesso que, no meio da transmissão, já nem escutava mais o que eles diziam. Fiquei surda de tanta adrenalina.

No intervalo, escutei os comentários do ótimo Marcelo Bechler. E passei a ouvir a partida pela CBN, que não tinha delay. Não sei por que, será que eles não assistem ao jogo in loco?

Ao final da partida, já tinha “bebemorado” tanto que não me lembro de mais nada.

Os mantras, ditos pela Itatiaia eram repetidos pelas pessoas no local em que eu estava. Prometi pra mim mesma que não ia mais me importar com o que ela fala.

Mas quem ama o Maior de Minas não consegue passar ileso pela forma com que nosso time e torcida são tratados. A hegemonia dessa rádio no estado faz mal ao Cruzeiro e ao futebol mineiro.

Mariana Resende, 25, cruzeirense, Relações Públicas, nasceu e vive em Belo Horizonte, embora coração e umbigo estejam enterrados em São Tiago.

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