O mapa e a sorte

Por Jorge Angrisano Santana | Em 6 de novembro de 2010

Depois do jogo contra o São Paulo, o Gerente de Futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa, fez um balanço da arbitragem tiririca.

Reclamou da falta de padronização de comportamentos.

Reclamou de o bandeira não ter alertado o juiz da falha na marcação do lance envolvendo Leo Simões e Ricardo Oliveira ao contrário do que acontecera no Atlético-MG x Palmeiras, pela Sul-americana, quando o auxiliar mandou desmarcar um pênalti.

Reclamou da escolha de um juiz que não é do quadro da Fifa para o jogo de Uberlândia. Denunciou a categoria “Aspirante à Fifa” é politiqueira. Até aí, tudo bem.

Depois, começou se envenenar pela língua ao varrer do mapa os árbitros do Nordeste e do Rio de Janeiro.

Pra ele, bons juízes vêm do Sul e de São Paulo. Com duas exceções: o Valente, do Espírito Santo, e o Ricci, de Brasília.

Agora, pasmem, Barbosa citou como excelente árbitro o tão detestado, nestas páginas, Paulo César de Oliveira.

Durma-se com um barulho desses!

Eu discordo do mapa da arbitragem do Barbosa.

Há bons e maus árbitros em todas as federações. Juizes e bandeiras em boa e má forma. Mais ou menos inteligentes por todos os lados.

Erros são inevitáveis. De tal forma que, além da técnica, da tática, da estratégia, do físico, da força anímica, é preciso levar sorte no jogo.

Se aquele pênalti sobre o Maicosuel não tivesse sido marcado, o Cruzeiro seria líder.

Se o pênalti do Jefferson sobre Rodriguinho tivesse sido visto, o Flu estaria mais confortável na liderança.

Se os gols do Ronaldo contra o Guarani não tivessem sido anulados, o Corintiãs também seria líder.

Por estas e outras, chorar não resolve.

Mais prático é aumentar o volume de jogo de tal forma a induzir os erros dos juízes a nosso favor.

Se criamos muitas jogadas de área, maiores são as chances de arranjarmos um penaltiziho do que se aparecermos esporadicamente na área adversária.

E, convenhamos, nossos centroavantes andam muito sumidos da zona do agrião.

Ou muito me engano?

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