O lugar do Cruzeiro no cenário do futebol

Por SÍNDICO | Em 21 de agosto de 2010

Gustavo Sobrinho

Nos últimos anos, o Cruzeiro deixou de conquistar os títulos nacionais e internacionais que sua torcida acostumou-se a comemorar entre 1991 e 2003.

Esta situação tem levado boa parte da torcida a cobrar dos dirigentes e dos profissionais do clube resultados melhores do que a real posição que o clube ocupa no cenário nacional e internacional.

Proponho analisarmos as mudanças do calendário ao longo do tempo e como o clube tem se desempenhado em cada um dos contextos pra discutirmos qual será sua posição futura no cenário do futebol.

A Copa Libertadores, principal competição de clubes da América do Sul, começou a ser disputada em 1960. Para participar dela, o futebol brasileiro teve de indicar seu campeão nacional. E o fez criando a Taça Brasil, disputada entre 1959 e 1968.

Em 1967 e 68, além da Taça Brasil, foi disputado o Robertão, torneio oficioso derivado do antigo Rio-São Paulo.  Em 1969 e 70, o Robertão, agora chamado de Taça de Prata, foi o único torneio nacional de clubes.

Em 1971, a CBD criou o Campeonato Nacional de Clubes, no mesmo formato da Taça de Prata: parte por pontos corridos, parte triangular final (que, depois, foi substituído por pleiofes).

Assim, entre 1959 e 1987, os clubes brasileiros só tinham três disputas relevantes: estaduais, Brasileiro (em suas várias denominações) e Libertadores.

Nesse período, o Cruzeiro conquistou 15 estaduais, 1 nacional e 1 continental. E foi vice-campeão nacional três vezes: 69, 74 e 75. Em outras cinco edições foi semifinalista. No torneio continental, o clube chegou ao vice-campeonato em 1977.

Em 29 anos, portanto, o Cruzeiro esteve 9 vezes entre os 4 melhores do Brasileiro e 2 entre os finalistas da Libertadores.

No final dos Anos 80, a Confederação Sul-americana de Futebol ampliou seu leque de competições criando a Supercopa (88 a 97), a Copa Master da Supercopa (92, 95), a Copa Ouro (93, 95, 96), a Recopa Sul-americana (a partir de 89), a Copa Conmebol (92 até 99), a Mercosul (98 até 01) e a Copa Sul-americana.

Foi nesse período que o Cruzeiro viveu sua fase de ouro, aproveitando-se das diversas competições para conquistar títulos e prestígio internacional.

Entre 1990 e 2004, o clube ganhou ao menos um torneio por ano. Foram 9 títulos estaduais (90, 92, 94, 96, 97, 98, 02, 03, 04), 5 nacionais (93, 96, 00 e 03 duas vezes) e 6 continentais (Supercopa 91 e 92, Master, 95, Ouro, 95, Libertadores, 97, e Recopa, 98).

Além dos títulos, o clube foi vice do Brasileiro 98 e foi semifinalista em 3 edições. Chegou ao vice da Supercopa em 88 e 96, da Mercosul em 98 e da Copa do Brasil em 98.

No início deste milênio, CBF e Conmebol começaram a enxugar o calendário. A partir de 2001, os classificados pra Libertadores, que passou de 20 para os atuais 39 participantes, foram excluídos da Copa do Brasil.

Nesta nova conformação, Brasileiro e Libertadores se tornaram torneios de elite, enquanto Sul-americana e Copa do Brasil passara a ser de 2ª linha.

O Cruzeiro começou bem o milênio com as conquistas dos torneios Sul-Minas de 01 e 02 e a Tríplice Coroa de 2003.

Desde 2004, contudo, as conquistas escassearam. Entre 2004 e 2006, só dois estaduais. Em 2007, ele alcançou o 5º lugar no Brasileiro e voltou, após 3 anos à Libertadores.

Nos anos seguintes, o time celeste esteve entre os 4 primeiros do Brasileiro e chegou ao vice da Libertadores em 2009.

Apesar os bons resultados do último quadriênio, quando esteve sempre na companhia dos clubes mais ricos do país no topo do Brasileiro, o Cruzeiro se distanciou deles em termos de orçamento e de investimentos no time.

Disto resulta perda de competitividade e dificuldade de conquistar títulos de maior expressão no continente. O que não parece ser percebido por torcedores, dirigentes e jornalistas.

Resta saber se estes segmentos vão conspirar para que o clube cresça e consiga ser mais competitivo ao lado das grandes forças que estão se formando no cenário do futebol brasileiro ou se vão apenas cobrar, criticar, perseguir dirigentes e profissionais.

É certo que o clube não vive uma fase de ouro como a dos anos 1990 / 2003 e tampouco sabe o que lhe reserva o futuro.

Pode ser que, com o apoio de sua gente, entre na elite do futebol brasileiro. Mas também pode acontecer de, perseguido pela mídia, teleguiados e termocéfalos, fique sempre tentando se destacar entre o pelotão intermediário. Ou o cenário pode ser ainda pior?

Gustavo Sobrinho, 24 anos, cruzeirense, engenheiro de produção, nasceu e mora em Belo Horizonte.

109 comentários para “O lugar do Cruzeiro no cenário do futebol”

  1. matheus t penido disse:

    Sobrinho, Hoje em dia acredito que são disputados dois tipos de competições: as tradicionais (dentro de campo) e as chamadas disputas de bastidores que tem como ponto de destaque as contratações. Hoje ( ou de uns tempos pra cá ) muito torcedor prefere a vinda de um chamado “reforço de peso” a uma gde vitória sobre um rival. Gastam-se páginas e mais páginas virtuais falando-se de contratações e quando elas não acontecem vem a decepção e, conseuquentemente, a fúria. Ou alguém já se esqueceu da repercursão do caso Riquelme nos orkuts e twiiters da vida? Sobre o Cruzeiro em específico acho que o torcedor terá que aprender, por bem ou por mal, a ser mais esperto e menos teleguiado. Tomara que isso não demore muito.

  2. Matheus Reis disse:

    Belo texto, Sobrinho. Acho que o Cruzeiro perdeu muito quando impediram os times na Libertadores de disputar a Copa do Brasil. A Copa é um torneio “menos difícil” que a Libertadores. E, hoje, perde-se a chance de ganhar um título importante como a Copa do Brasil para sonhar com o torneio continental. Muita gente que reclama da atual situação, dizendo que o Cruzeiro está acostumados a grandes títulos cita a Copa do Brasil, mas se esquece que disputá-la significa -para muita gente- fracassar no Brasileiro. Acho que se o time continuar fazendo boas campanhas, mantendo-se no pelotão da frente dos Brasileiros, uma hora leva. E nesses anos sem Mineirão, quando a falta de verba será ainda maior, manter-se ali em cima não será um mau negócio, ainda que os títulos não venham.

    • Vinicius Cabral disse:

      Concordo, Reis. E hoje existe uma divisão entre a torcida do Cruzeiro quanto a sua preferência. Alguns, preferem ver o time fazer boas campanhas nos brasileiros e disputar a Libertadores sempre que possível. Outros preferem ver o clube ser campeão da Copa do Brasil, mesmo que isto signifique ver o clube fazer uma campanha de mediana para ruim no brasileiro, como você disse. Se é para termos um calendário enxuto, que a torcida passe a considerar também as boas campanhas, ao invés de apenas títulos. Pois prefiro que o Cruzeiro esteja entre os melhores dos melhores do que seja o melhor dos piores. Como disse o Sobrinho, existe um abismo muito grande entre Libertadores/Brasileiro e Sulamericana/Copa do Brasil.

    • Vinicius Cabral disse:

      Em termos de orçamento e investimento, é clara a diferença entre o Cruzeiro e alguns clubes, como São Paulo e Corinthians, principalmente. O Internacional, na minha opinião, contrata jogadores que teoricamente são do nível do Cruzeiro. A diferença tem sido o trabalho na base, em que o Inter tem formado mais bons jogadores do que o Cruzeiro. O Flamengo esboçou uma ascensão mas agora tem um time mediano. O Fluminense tem um parceiro como o Palmeiras teve tempos atrás. É algo que vejo passageiro, diferente de São Paulo e Corinthians que têm potencial para chamar bons patrocinadores, e que tem marcas valiosas.

      • Vinicius Cabral disse:

        Mas se formos analisar historicamente, acho que clubes como São Paulo, Flamengo e Corinthians sempre tiveram mais prestígio que o Cruzeiro, por diversos fatores. desde a quantidade de torcedores até o fato de estarem em locais onde rola mais grana, terem mais poder político, marca mais valorizada, etc. Não acho que o Cruzeiro tenha deixado de ser competitivo em Libertadores. Em 13 edições que disputou, chegou a 4 finais e nunca ficou na primeira fase. Em relação a campeonatos brasileiros, acho até que o clube tem sido mais competitivo desde a criação dos pontos corridos, o que não dá muita margem à zebras.

      • Vinicius Cabral disse:

        O Cruzeiro, no que diz respeito ao campeonato brasileiro, brigará por boas campanhas, e campeonará raramente, pela estrutura que tem atualmente, pelo orçamento, receita, poder político, etc, em comparação a Corinthians e São Paulo, principalmente. Em relação à Libertadores, acho as chances maiores que em brasileiros, pelo fato de haver a fase do mata-mata, em que o momento conta mais do que a regularidade.

      • Vinicius Cabral disse:

        Enfim, o problema é a extinção de competições de tiro curto, as quais o Cruzeiro se tornou especialista. Os torcedores terão que mudar sua mentalidade e se contentarem também com boas campanhas. O Dylan, que se contenta apenas com títulos, terá que torcer para o time do cartório…

      • Vinicius Cabral disse:

        Acho que tive dois comentários retidos. Eles não são postados e quando tento, dá uma mensagem de que já havia escrito o texto. Entretanto, não aparece.

  3. Alex Martins AMC disse:

    finalmente o Sobrinho escreveu algo que preste!! Brincadeira otimo texto.

  4. Jorge Santana disse:

    senhores matheus, entrem em contato com o blogueiro, por e-mail, pra receberem o exercício de casa deste fim de semana.

  5. Sobrinho disse:

    Texto escrito a 4 mãos. Eu joguei um tanto de ideias e o JS arrumou. A questão principal é que o Cruzeiro pode continuar entre os grandes, mas torcida, imprensa e dirigentes tem que conspirar para isso. E o primeiro passo é saber onde o Cruzeiro se encontra atualmente.

    • Vinicius Cabral disse:

      Eu estou imaginando as idéias que você mandou para o Jorge. Algo do tipo: prezado Jorge, estou com umas idéias sobre um post e gostaria que você as transformasse em um texto. Segue abaixo o que rascunhei:

      “Nos últimos anos, o Cruzeiro…”

      Bom, é isso. Um abraço! Sobrinho

      hehehehe… Brincadeira… Ótimo texto!

  6. Jorge Santana disse:

    Não me comprometa. Assuma sozinho suas idéias.

  7. Ah, se pudesse ter disputado as Copas do Brasil nos anos em que jogou somente a Libertadores, tinha vencido ao menos uma. Pronto.

  8. Gleyton disse:

    Muito bom o post. De fato, na década de 90 construiu-se um “mito’ em Minas do Cruzeiro como o maior e mais rico clube brasileiro. Em parte este mito se construiu nos resultados realmente obtidos neste período. De outro lado, é importante ressaltar, a própria diretoria alimentou a idéia do Cruzeiro como clube especial por sua condição financeira privilegiada, único clube a pagar seus compromissos em dia e coisas do tipo. A mídia mineira deu projeção especial a esta idéia e a sua conclusão lógica: como clube especial o Cruzeiro teria “obrigação” de conquistar títulos. A péssima fase do rival citadino parecia dar ainda mais razão a este argumento. São as consequências deste mito que ainda vemos projetadas na torcida e imprensa mineira.

  9. Romarol disse:

    Eu acho que cobrar algo de torcida é jogar pra galera. O maior responsável pelo sucesso de um clube é aquele que detém o poder. É ele que deve ser hábil para que torcida e imprensa joguem ao lado dele. Culpar mídia, hienas, termocéfalos e teleguiados será inócuo. Qual a diferença do Internacional de 2005-2010 daquele de 1990-2004? Se forem os 100 mil sócios, como fazer que a torcida cruzeirense incentive? Se a torcida do Cruzeiro não está ao lado do clube, devem ser sanados os motivos do não apoio. A realidade do momento é que time fora do eixo, embora com todas as dificuldades, pode se sobressair no contexto nacional e internacional. Os sofríveis vice-campeonatos do colorado dos últimos anos se consolidaram em glória em 2010.

    • Sobrinho disse:

      Romarol, se o dirigente do clube é ruim, somente a torcida pode fazer com este saia ou melhore a sua gestão.

      • Romarol disse:

        Mero engano, Sobrinho. A torcida não tem poder algum de tirar dirigente de clube. Não tem nem poder de voto. Ademais, há casos de dirigentes de clubes que saíram somente após anos de mazelas. O ZZP foi um grande vencedor. Mas como escrevi, não adianta culpar torcedor de nada. Se tiver bom time, a torcida lota o Mineirão. Caso contrário, abandona o clube, igualzinha as outras torcidas brasileiras. O que se deve buscar é uma identificação maior da torcida com o clube. Torcer pelo clube no sofá, todos os domingos, é quase um apoio simbólico, que vale para saber o número de simpatizantes em pesquisas de torcida. O clube deve mirar o torcedor como cliente, consumidor e apoiador.

      • Sobrinho disse:

        Romarol, nunca vou concordar com essa visão de que à torcida só resta a passividade e que o futuro do clube depende só da boa vontade do Zeze Perrela, o dia que ele cansar ele sai.

      • Romarol disse:

        Sobrinho, a torcida não é passiva, ela só não é chamada a participar. De 8 milhões de torcedores no Brasil, pelo menos 1% (80 mil), podem contribuir com 30 reais mensais, sem almejar retorno maior do clube, a não ser um bom futebol na TV. Ainda devem existir uns 8 mil cruzeirenses neste balaio que podem contribuir com uma mesada de 1 mil reais, sem prejudicar sua vida financeira, como você e o JS. Mas o clube não os procuram.

      • Romarol disse:

        80.000 sócios x R$ 30,00 x 12 meses = R$ 28.800.000
        8.000 sócios x R$ 1.000,00 x 12 meses = R$ 96.000.000
        Total Anual = R$ 124.800.000
        Com apenas 1,1% da torcida cruzeirense, dá pra fazer alegria da galera. Por isso que o Cruzeiro deveria carregar água na peneira pra você e o JS que possuem altas rendas.

      • Sobrinho disse:

        Hahahahaha A alta renda do JS é pura verdade, agora da minha parte, tah dificil viu!

  10. Walterson disse:

    Acho que, hoje em dia, os clubes que disputam a Libertadores são prejudicados. Dos 5 que iniciam a competição, apenas um terá o direito de estar na Libertadores do ano seguinte, assim mesmo se for campeão. Os outros 4 participantes somente poderão retornar se ficarem entre os 4 melhores do Brasileirão (ou 3 este ano), muito difícil de conseguir. Já os outros clubes tem a CB e a Sulamericana pra alcançar a competição internacional, ambas alijadas das maiores forças do ano anterior. Este calendário precisa ser revisto pra permitir que se dispute a LA e CB simultaneamente.

    • Romarol disse:

      Walterson, acho que isto que mencionou é feito de propósito. Quase que um rodízio forçado de participação de Libertadores. Mérito para clubes como Cruzeiro e SPFC que permanecem no topo. A concentração de forças aumentaria ainda mais sem tais regras.

      • Walterson disse:

        Romarol, o rodízio é louvável mas a idéia de que os times mais fortes de cada país participem da Libertadores fica prejudicada ao classificar times que não disputaram com estes ditos mais fortes. Como disse, no próximo ano pelo menos um dos que participaram este ano ficará de fora, ou seja, mesmo se jogarem muito mais que os outros não terão a oportunidade de disputar a LA11. Mas não seriam piores que Santos ou eventual campeão da Sulamericana.

  11. Moema (MFox) disse:

    Acho que o clube deveria trabalhar nos bastidores para que a participação na Libertadores não seja excludente da Copa do Brasil.
    E mais, acho que Libertadores/Sul-Americana deviar ser equivalentes à Copa dos Campeões/Copa da Uefa: “primeira e segunda” divisões das copas continentais. Sem vaga de Libertadores para vencedor de Sul-Americana.

  12. Romarol disse:

    A limitação de torneios a disputar cria uma dificuldade em ser vencedor. E ainda tem gente que quer acabar com os estaduais. Antes o Cruzeiro disputava de quatro a cinco torneios por ano. Aliás, está claro que o Cruzeiro doou o Ramires ano passado e o campeonato mineiro para as Cocotas este ano. Com as duas vitórias deste ano, ainda considerando que elas não venceram nenhum grande de BH, era para estarmos comemorando o tricampeonato. É a partir do campeonato estadual que se começa buscar voos mais altos.

  13. matheus t penido disse:

    JS,
    me passa ai o e-mail que vc tá usando pra eu entrar em contato.

  14. Acredito que a melhor saída e enxugar um pouco o Brasileirão, só a favor dos pontos corrifos, mais o tempo do campeonato é longo, por isso o morrinhão; Poderia baixar o numeo de participantes.

  15. Ernesto Araujo disse:

    Em 89 anos de história, o Cruzeiro passou por diversas fases, ou “eras”. Sem o rigor de um pesquisador como Plínio Barreto ou de um escritor como Jorge Santana, posso dizer que o Cruzeiro, depois de uma forte retomada no cenário nacional e internacional – iniciada pela gestão Masci e continuada na dinastia Perrella – vive uma nova era… A ERA DO VACILO ! Um jeito “levirculpiano” de ser, que fez com que estivéssemos sempre rondando os títulos importantes mas que não conseguimos conquistar.

    • Ernesto Araujo disse:

      É claro que peitar os grandes de SP, RJ e RS com um orçamento menor não é pra qualquer clube do país. Mas infelizmente tá faltando aquele “algo mais” que tivemos até algum tempo atrás e que nos conduzia a vitórias históricas. Ainda não vi esse brilho no grupo atual. Mas vamos dar mais um tempo pois muitos reforços sequer estreiaram. Aí sim vamos poder ver se esse brilho reaparece nos momentes difíceis…

  16. Em 98 foi fogo, fomos Triplice coroa do Vice.. Do Levir Culpi, mais conhecido como Levici , depois daquela data e o que fez na final do Brasileirão contra o Cuuriintias de ter colocado um volante que tinha quase um mês que não jogava e forá de ritmo numa final (Acho que foi o “todinho”) nunca quero mais esse treinador no Cruzeiro.

  17. Celeste disse:

    A posição que o Cruzeiro ocupa no cenário do futebol brasileiro é boa. Faltam os títulos.

  18. AVISO ADMINISTRATIVO: Se alguém estiver com problemas pra logar ou qualquer outro contratempo técnico, mande email para arcanjo arroba cruzeiro.org que tentarei resolver o mais rápido possível.

  19. Frede disse:

    Muito bom esse levantamento feito pelo sr. Gustavo Sobrinho. Concordo com os pontos levantados e, de fato, nós que somos cruzeirenses precisamos agir para voltarmos a fase de ouro nesse novo cenário.

  20. César disse:

    Concordo com o Geniba, se participassemos da Copa do Brasil de 2008/2009/2010, seríamos páreo duro nas três. Ao menos uma levaríamos. O mesmo para a Sul Americana, caso o clube focasse nela. Enfim, nesse ano estou sossegado, onde o Cruzeiro for, desde que não caia (acho muito improvável – como não posso falar que é impossível) acho que teremos um bom time para o que disputarmos em 2011. Torço para que o Alex10 volte também.

  21. César disse:

    Se o Cruzeiro poder/podesse, seria interessante lançar ações na Bolsa. No entanto,podendo ou não, torço para que lancem um sócio torcedor, que não seja uma “cadeira cativa” e que tenha direito de voto no clube. O nosso é muito bom, é até inexplicável a fraca adesão (tem uma explicação possível, mas enerva muitos) mas acho que elitiza a torcida de estádio em torno de 55/56 mil pessoas (quando voltar o Mineirão). É prefirível um no molde de descontos, bônus, etc. Uma pessoa que não possui o carnê do sócio do futebol atual e não conhece alguém que tenha, e queira assistir um jogo no Mineirão, no hipotético dia que a cota estiver esgotada, vai ficar a ver navios. E nossa torcida é de 8 milhões, não 60 mil. Não se pode tirar de 7.940.000 torcedores o direito de ver o Cruzeiro no estádio

  22. Diogo Lara disse:

    Concordo com o Sobrinho quanto ao fato que o enxugamento do calendário prejudicou o prestígio do Clube e qe há difiuldades de competir com os clubes de SP e RJ. Todavia, acho que isso não é o principal problema, haja vista que o Internacional vem se destacando nos últimos anos tendo uma torcida menor que a nossa. Para mim, o problemaé estratégia e gestão. Como disse o Romarol, é insignificante o aproveitamento do potencial de nossa torcida. E nisso, o Inter se destaca pois com o programa Sócio Torcedor eles conseguem ter umaótima arrecadação o que somado a um bom trabalho de base dão condições de brigar pot títulos de expressão. Ora, se o Inter pode pqo Cruzeiro não ? E cabe lembrar que o Inter passou a década de 90 a ver navios.

  23. Diogo Lara disse:

    Mas para a torcida abraçar o time é preciso confiança e ninguém dar dinheiro de graça se não acredita na Gestão. O programa sócio-torcedor do Inter é sucesso porque não é limitado a capacidade de seu estádio, ou seja não dar direito a ingresso e sim a desconto, mas principalmente pq dar o direito departicipar na vida política do clube e dar benefícios que vão além do Estádio. Acessem o link “http://www.torcedorinternacional.com.br/” e vejam…O programa Sócio do Futebol do Perrellaé enganação…

    • Frede disse:

      A diferença é o direito a voto. O resto tem n oSócio. Rede de descontos, sorteios e o ingresso.

      • Diogo Lara disse:

        Frede,

        Pelo que eu entendi no site, o Programa do Inter tem a opção de pagar R$ 22,00 por mês e ter direeito a 50% de desconto no preço do ingresso…

      • Sobrinho disse:

        O Cruzeiro já teve essa modalidade, o cartão 5 Estrelas, e o foi um fracasso. Falta credibilidade para a direção? Vamos mudar a direção então.

      • Diogo Lara disse:

        Mas não dava direito a voto..Eu sempre achei a idéia do cartão 5 estrelas melhor que o atualmodelo, embora não fosse o ideal pq não pwermitia a participação política…Todavia, o Cartão 5 Estrelas era mais acessívdl pois implicava um custo fixo menor para o Sócio, o que é importanyepara aqueles que não podem ir todos os jogos..E além disso, o Cartão 5 Estrelaspermitia que o Clube precificasse melhor seus jogos…Ou seja, nom jogo decisivo poderia cobrar 100 reais e em jogo menor 10…

      • Sobrinho disse:

        Também prefiro o 5 Estrelas.

  24. Diogo Lara disse:

    È preciso enxergar tbm que clubes de futebol assim como qualquer organização, política, empresarial, militar, etc, tem que ter planejamento estratégico……Tem que buscar vantagens competitivas, diferenciais, que o possibilitam estar a frente dos concorrentes, adversários ou inimigos…E é interessante lembrarmos que na década de 1990, o Cruzeiro tinha dois grandes diferenciais: estabailidade financeira, ou seja, pagava em dia, e estrutura de treino (com a Toca da Raposa)…O fato é que os outros times foram tbm se modernizando e isso deixou de ser um diferencial….Até a Cocota agora paga em dia e tem CT, aliás o melhor do Brasil segundo o Sportv….Na verdade, estamos ficando pra trás………

    • Ernesto Araujo disse:

      Concordo !

    • simone b de castro disse:

      Vc acreditou nessa historinha de melhor CT? Pesquisa “encomendada”

      • Diogo Lara disse:

        Simone,

        vamos ser racionais…Não que eu duvide de nada qto a armações deste tipo, mas não posso partir desse princípio…O fato é que a Cocota tbm correu atrás e hoje tem uma estrutura muito boa…O CT deles, a Gaiola das Loucas, hospedou até a Seleção…

      • simone b de castro disse:

        Estrutura muito boa NÃO significa que tem O MELHOR CT do Brasil…Para as cocotas, qualquer melhora é muito.

      • Sobrinho disse:

        Simone, provavelmente se você solicitar o Sportv te envia toda a metodologia utilizada para definir os melhores CTs. É forçar a barra falar em pesquisa encomendada.

      • Diogo Lara disse:

        De acordo com o Sportv, é melhor estrutura do Brasil…Então, podemos dizer que se não for a melhor é pelo menos muito boa, comparando claro, com os demais clubes do Brasil…

      • simone b de castro disse:

        Hospedou a seleção, porque o Ziza ficou implorando à CBF, para que a seleção ficasse lá, no ano do centenário. Pelo que li, ouvi e assisti, fizeram uma baita “maquiagem”. E aí? Vamos ficar repetindo essa “mentira” até virar verdade’?

      • simone b de castro disse:

        Claro, pesquisa coordenada por um professor de Viçosa, atleticano, por sinal…

  25. Diogo Lara disse:

    Então, o que precisa ser feito urgentemente é modernizarmos o Clube…Fazer com que o Cruzeiro seja gerido por profssionais e não seja um feudo onde o nepotismo e a falta de transparÊncia são práticas..Que o Clube tenha coragem de se modernizar e de se abrir para a efetiva participação de seus milhões de torcedores…

    • Ernesto Araujo disse:

      Concordo (2) !

    • Frede disse:

      Concordo. Se nao tiver confiança na adminsitração pode ter o melhor progrma de fidelização que nao teremos socios.

      • mariana disse:

        Esse é o X da questão. Conheço MTA gente que não se fideliza po 2 motivos: 1: Acham que o CEC é rico; 2- Não confiam no ZZP. Nos dois casoa a culpa é da falta de transparência e megalomania do presidente.

    • Sobrinho disse:

      Essa modernização depende de todos os segmentos: Dirigentes, imprensa e torcedores.

      • Diogo Lara disse:

        Sobrino,

        Concordo com vc…OS torcedores e imprensa tem que fazer sua parte…Mas algum segmento vai ter que começar…

      • Sobrinho disse:

        Qual tem mais chance de começar? Qual tem mais interesse em começar?

      • Diogo Lara disse:

        Boa pergunta,

        Não acredito que os atuais dirigentes pensem nisso..

        Quanto a imprensa, tbm não acredito…A imprensa mineira, na imensa maioria, éconservadora e não tem a menor capcidade crítica…Além dsso, alguns setores tem interesses comerciais extremamente ligados ao Clube…Cabe lembrar que o Cruzeiro, anunciava (ou seja pagava) o programa do Jaeci na Alterosa fazendo propagando do Cartão 5 estrelas…E então, sobra pra quem ? Para os torcedores…

      • Frede disse:

        Cabe aos torcedores. Principalmente aos que ja são sócios.

      • Sobrinho disse:

        Pois é…

  26. marcel disse:

    Gustavo.
    Acho o modelo do futebol brasileiro “concentrador de renda”. Essa preocupação sua com o Cruzeiro deveria se extendida à maioria dos clubes “off-eixo” e talvez alguns poucos infelizes do eixo.
    Se pensarmos bem, clubes como Botafogo e Fluminense só se sustentam no topo da mídia porque têm torcedores influentes dentro desta. Afinal, se compararmos a variedade e a quantidade de títulos destes, como exemplos, com o Cruzeiro, deveríamos ser considerados um patamar acima. E se o Cruzeiro fosse baseado no Rio certamente o seria.
    Entretanto, vejam as palavras recentes de Galvão Bueno.
    Cínicas, mas que expressam a verdade. Quem manda no futebol brasileiro.
    No fundo, quem não é agraciado pela mídia dominante no Brasil, tem que se virar. E é o que o Cruzeiro vem fazendo.

    • Diogo Lara disse:

      Gustavo,

      O futebol está dentro de uma economia de livre mercado…Na Itália, Espanha, Argentina, em qualquer país de economia de mercado, sempre haverá uma diferença de rendas…O que eu concordo é com a preocupação de que haja mecanismos para que essa diferença não sufoque e mate os clubes off-eixo…Quanto as palavras do Galvão, quais são ? Não sou fã dele mas fiquei curioso…

  27. simone b de castro disse:

    Minha opinião é meio polêmica, em relação ao SF. Já falei aqui algumas vezes, mas vou resumir: mesmo se o SF desse direito a voto, aqui em MG não funcionaria, pela própria personalidade do mineiro, de modo geral. Se ganhasse o candidato x, os adeptos do candidato y iriam parar de pagar. Some-se à isso, a personalidade eternamente desconfiada do mineiro ( que por um lado é boa, mas por outro faz com que percamos oportunidades mil), mais a velha mania de pechinchar, de trocar o pagamento por revistas, camisas, etc…Pergunto: qual a vantagem que o clube terá, se ficar dando isso e aquilo, para ter sócios? Nenhuma, né?

    • Diogo Lara disse:

      Simone,

      Respeito sua opinião…Mas acho que o Cruzeiro vai ter que buscar um caminho…Qual seria esse caminho, apresento as opções:

      1 – fazer um grande Programa de Sócio com possbilidade de participação política como Inter-RS ou Barcelona

      2 – se tornar empresa e vender parte de suas ações em bolsa, como fazem alguns times da Inglaterra e Itália

      3 – se associar a uma empresa privada e perder sua soberania, como fizeram Palmeiras e Corinthinas no passado e está fazendo agora o Fluminense…

      Escolho o primeiro caminho, pois acredito que time de futebol não é pra dar lucro (o que fica incompatível com a opção 2) e que nunca devemos vender nossa soberania e ficar a mercê completamente de interesses comerciais que mudam conforme o vento (o que descartaria a opção 3)

      • simone b de castro disse:

        Lara, também respeito sua opinião, mas o torcedor, DE MODO GERAL, o torcedor mediano, agiria de acordo com o que disse acima. “Quero o candidato y, mas ganhou o candidato x para presidente, paro de pagar”. Seriam criados “partidos” de torcedores. Comparar o torcedor mediano mineiro com o torcedor do Inter e principalmente com o do Barcelona, é impossível!

      • Vinicius Cabral disse:

        Não acho que o torcedor pararia de pagar se o candidato X ganhasse, porque o direito a voto seria a principal contrapartida para o sócio, fora ir aos jogos. Ele não ganharia mais nada além disso. Não ganharia cargo, dinheiro, ou qualquer outra coisa do clube.

      • Vinicius Cabral disse:

        Além do mais, não seria obrigatório aderir a um programa com direito a voto, Simone. O bem maior é o Cruzeiro, e não o presidente do clube.

  28. simone b de castro disse:

    Então percebo que muito torcedor gosta é de falar, de escrever, mas na hora do “vamo vê”, deixa a desejar! TUDO é desculpa para não pagar, para não se associar. Puro bla-blá-blá dos teclados… Se futebol é paixão, como torcedores apaixonados podem deixar o clube na mão, mesmo fazendo um bem à si mesmos? Não me venham com conversinha mole de credibilidade de diretoria, que mesmo quando o ZZP sair, vai ter gente desconfiada, levantando suspeitas para não pagar, e ainda EXIGINDO o que chamam de títulos de expressão…Realmente, um saco! Melhor torcer para times de SP, então…

    • Diogo Lara disse:

      Simone,

      Eu pago R$ 75 por mÊs para ser Sócio mesmo morando em outro Estado…Então com base nisso, vc não pode desmereceer a opinião de quem critica o atual modelo acusando o critico de fazer conversinha mole….

      • simone b de castro disse:

        Eu falei para o torcedor de modo geral, até pq essa SEMPRE FOI minha opinião. É só ler outros posts. Se vc se sentiu ofendido, não posso fazer nada…

      • Diogo Lara disse:

        Então não generalize…Mas não se preocupe não me senti ofendido…Só não concordo com a forma como c seexpressou…

      • simone b de castro disse:

        É que às vezes a gente fica cheia de tanta idéia, tanto isso e aquilo, e ao mesmo tempo vê que todo mundo exige tudo, sempre, mas fazer sua parte, que, repito, é um benefício, não é DOAÇÃO nenhuma ao clube, nem à diretoria, nada…Do mesmíssimo jeito que o SF bombou na final da LA! Torcer e pagar quando tudo está bem, e depois colocar no twitter fotos de que estava no mineirão na final, é muito fácil!

    • Simone,
      Imagine o seguinte…
      fiel não reclama do dízimo, do produto, do mkt, de nada…
      torcedor que se diz fiel, reclama de tudom contribui com pouco ou nada, exige o ” céu ” a cada competição.
      E aí aparecem os doutos especialistas comparando time de futebol, que envolve paixão e fé, que não tem nada a ver com a marca do automóvel e da pasta de dente que usamos e escolhemos, e querendo comparar resultados… com as argumentações mais fajutas como ” esta diretoria não faz assim e assado…” por isso não dou meu dízimo.
      PIOR que muitos destes “reclamões” só ficam atrás do teclado no futebol.
      Nem comprar caixinha de leite para ajudar o Cruzeiro compram… e vem falar de “prestação de contas” e “credibilidade”… Ô POVINHO!!!! e ainda acham que sabem votar e o que é democracia.

      • simone b de castro disse:

        No alvo, Evandro! É isso que quero dizer. Acho que nada adiantaria para fazer com que o torcedor cruzeirense fosse fiel. Quando o clube vendesse algum jogador, então…Olha que o Inter, com tanto sócio, vende jogadores todos os anos! Mas aqui no Cruzeiro não pode. O torcedor quer mandar no clube, sem fazer muito esforço para isso. Muito fácil!

  29. simone b de castro disse:

    E quanto ao calendário, acho uma baita sacanagem times que disputam a LA, não poderem disputar a Copa do Brasil! E nem o vice-campeão da mesma LA, ter vaga garantida na próxima disputa. Acho que deveria!

  30. Frede disse:

    No modelo atual, acho que a Copa do Brasil deveria dar vaga para a Sulamericana.

  31. Moema (MFox) disse:

    O que mais me irrita nessa discussão de sócio de futebol é quando alguém coloca que “a culpa é da torcida”. Culpar a torcida é o mesmo que dizer que a culpa do fracasso de um produto é do consumidor que não o compra. Se minha empresa tem um produto que é um fracasso, mas uma empresa concorrente é bem sucedida com um produto parecido, não adianta: ou meu produto é ruim, ou a minha estratégia de vendas está errada.

    • Moema,
      Eu sou um dos que te irrita.
      Sua irritação é compreensível pois você tem visão parcial e desvirtuada do assunto/tema.
      Primeiro que não falo, quando refiro-me à “culpa da torcida” como sendo causa única, e nem a PRINCIPAL.
      Seu erro, gravíssimo e que deve elevar a sua irritação é comparar empresa com time e fracasso de estratégias de um time com fracassos comerciais de produtos.
      Analogia equivocada que provoca reações impróprias.
      Não fique irritada quando não entender algumas coisas.
      1) Não temos “concorrência” nos moldes de empresas de produtos comerciais;
      2) Nosso “produto” é COLETIVO. Tem partes boas e/ou ruins. Nosso “consumidor” pode, SIM, ver somente a metade ruim do “produto” e estragá-lo.
      3) A estratégia de “vendas” é continuada, não é definitiva. Torcedor/COnsumidor que adere à estratégia e a define como “produto” bom ou ruim, ainda não entendeu NADA de football association.
      4) Analogias do futebol com mercado comercial de produtos são, SEMPRE, precipitadas e falaciosas. Cuidado!

    • Jorge Santana disse:

      moema, isto tem um nome: lamento borincano. mas não é disto que se trata. futebol não é um produto como qq outro.

  32. jedourado@yahoo.com.br disse:

    Excelentes comentários! Só acrescentaria mais uma grande dificuldade para a conquista de um título importante este ano: a falta que nos faz o Mineirão. Além disso, eu concordo com alguns quando dizem que a torcida não tem muita influência nos destinos do clube, e a adesão ao programa de sócio torcedor depende, também, da credibilidade dos dirigentes. É certo que o ZZP fez muita coisa boa em favor do Maior do Mundo, mas nos últimos tempos ele tem pisado nos freios. Ao lado disso é difícil para nós torcedores engolirmos a participação de terceiros nos valores de venda de qualquer jogador, menino da base já está retalhado!

    • Este sim, um discurso batido, furado e cansativo.
      Futebol não é pasta de dente e nem sabonete que se escolhe uma marca e vamos em frente.
      Futebol é mais vinculado a uma “profissão de fé”. Acredita-se e vamos que vamos. Se O pastor que conduz as suas ovelhas erra o peca, ao fiel não se imagina abandonando sua fé. COmo analogias NÃO SÃO BOAS conselheiras, esta fica deficiente pois não se muda de “igreja” ou passa-se a torcer por outro time se o “pastor” começa a ter desvios.
      Dizer que “…a torcida não tem influência nos destinos do clube/time…” é menosprezar a capacidade da torcida, é entender muito pouco da relação torcedor/futebol, é ser submisso demais como um fiel que frequenta deerminada igreja e se submete a tudo que lhe é imposto.

  33. SObre o post, acho-o muito grande para pouca opinião. Muita constatação de fatos. Vou extrair duas frases que revelam a posição/comportamento completamente equivocado da maioria da torcida do Cruzeiro, muito em função da idade destes torcedores, como o subscritor do post.

    • 1) “Desde 2004, contudo, as conquistas escassearam. Entre 2004 e 2006, só dois estaduais. Em 2007, ele alcançou o 5º lugar do Brasileiro e voltou, após 3 anos à Libertadores.”
      ABSURDO dos ABSURDOS. Num patamar em que somente quem é campeão é considerado, dois títulos OFICIAIS em três temporadas virou “escassez”. VOltar a Libertadores após 3 anos, virou “grande feito”. Só para efeito de comparação, vejam a escassez de times como o dos urubus e gambás, e vejam se a torcida comporta ou faz avaliações como os torcedores cruzeirenses.
      Como escrevi e repito, este glorioso de 2003 fez uma lavagem cerebral na cabeça dos cruzeirenses. Vai ser impossível voltar a ter estes torcedores de volta.

    • 2) “O Cruzeiro se distanciou deles em termos de orçamento e de investimentos no time. Disto resulta perda de competitividade e dificuldade de conquistar títulos de maior expressão no continente….”
      Como se o Cruzeiro tenha estado, algum dia, entre os times de maior orçamento. NUNCA ESTEVE!!! Aliás, comparar o futebol profissionalizado, antes da Lei Pelé com depois, e querer que os resultados sem parecidos é um equivoco recorrente ao torcedor que não viveu esta época.
      Chegam a ser despropositas as comparações absurdas, tanto em termos técnicos e futebolísticos como em termos administrativos e financeiros. Mas são destas falácias que se movimenta o futebol no campo das opiniões e palpites.
      E todos achando que o torcedor não influenciava e não influencia.

  34. “O Cruzeiro se distanciou deles em termos de orçamento e de investimentos no time. Disto resulta perda de competitividade e dificuldade de conquistar títulos de maior expressão no continente….”
    Como se o Cruzeiro tenha estado, algum dia, entre os times de maior orçamento. NUNCA ESTEVE!!! Aliás, comparar o futebol profissionalizado, antes da Lei Pelé com depois, e querer que os resultados sem parecidos é um equivoco recorrente ao torcedor que não viveu esta época.
    Chegam a ser despropositas as comparações absurdas, tanto em termos técnicos e futebolísticos como em termos administrativos e financeiros. Mas são destas falácias que se movimenta o futebol no campo das opiniões e palpites.
    E todos achando que o torcedor não influenciava e não influencia.

    • Jorge Santana disse:

      já esteve, sim. na ópoca das grandes transações de jogadores, na época da hmtf e, digamos, até 2003. depois, o fosso se alargou.

      • Errado.
        Quando foi a época das “grandes transações”? Geovanni? Fábiojr? Evanílson? Veja ONDE foi aplicado o dinheiro, veja o quadro de reposições daquela época.
        Na temporada da HTMF a maior contratação foi do Sorin, sem dinheiro do Cruzeiro e com retorno bastante complicado (será porque eles pularam fora?) COmpare HTMF com Parmalat… com Lubrax… com LG no SPFW.
        2003 é ponto COMPLETAMENTE fora da curva. 2003 provocou três anos de crise COMPLETA: 2004, 2005, 2006.
        2003 não voltará nas mãos desta direção.
        Logo… NUNCA estivemos sequer próximos dos times do Eixo.

  35. É simples.
    o LUGAR DO CRUZEIRO é aquele que foi possível a partir da CONSTRUÇÃO COLETIVA iniciada em 1921.
    Se alguém acha que pode CONTRIBUIR para melhorar, passe a fazê-lo na medida de suas capacidades e sempre pensando que estaremos MELHOR posicionados daqui a 1 ano, 3 anos, 5 anos, 12 anos e por aí vai.
    Criticar situações momentâneas, sem pensar no GLOBAL e no FUTURO, é imediatismo, puro e simples.
    quer exigir? faça a sua parte antes… ” todo mundo que o céu masninguém quer morrer…” era uma frase de música da Blitz e não do Hino do Cruzeiro.

  36. simone b de castro disse:

    Torcedor apaixonado? Apaixonado não tem exigências, não reclama de tudo, não é frio, calculista. Uma parte da torcida está se comportando como aqueles artistas famosos que se casam se dizendo apaixonados, mas fazem um contrato assim: tantos milhões de reais se o casamento durar x anos, ou tantos milhões se o divórcio acontecer antes de x tempo…Ou ainda, menos tantos outros milhões se acontecer alguma traição, ou se não tiverem filhos. Estão querendo cotar a paixão. E paixão não se cota.

    • simone b de castro disse:

      Claro que não é ser alienado, mas como eu já disse, o SF é um benefício ao próprio torcedor. Não é nada de graça. Simples. E como muito bem disse o Evandro, futebol não é pasta de dente, nem sabonete, onde escolhemos a marca, e se não gostarmos, trocamos por outra. A questão é: será que muitos estão REALMENTE empenhados a dar sua parcela em prol do Cruzeiro Esporte Clube?

  37. simone b de castro disse:

    Quem se associou ao Inter o fez quando? Quando o time já era bi da LA? Ou antes, quando ainda nem sabiam qual o destino do clube nas competições?

  38. simone b de castro disse:

    O lugar do Cruzeiro no cenário do Futebol? No topo, mas se sua “exigente” torcida, que canta nas arquibancadas “Cruzeiro, o guerreiro dos gramados, sou cruzeirense apaixonado, e pra sempre vou te amar…”, puser em prática o que canta tão bem.

  39. Naldo disse:

    Ganhar Libertadores é melhor. Entramos no G4, e iniciamos nossa caminhada rumo a Libertadores 2011. Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

  40. S@muel disse:

    Nos últimos anos não ganhomos nada mas estivemos no mesmo nível daqueles que levantaram o caneco nos dois últimos brasileiros e na fatídica LA 2009. Houveram também elencos com grande investimento que não vingaram. O que ocorre é que está aumentando a importância do dinheiro e, consequentemente, da mídia. Esta mídia usa da técnica de uniformizar a preferência do consumidor, privando os de fora do eixo Rio-São Paulo da exposição dos times locais. Aí podem surgir hegemonias. Mas não precisa ser assim. Minas e Rio Grande são grandes economias e seus times podem ser endinheirados. A cartolagem não tem essa visão, mas a torcida devia partir para o boicote. Eu quero que o eixo vai se f#$%&¨%¨&.

  41. simone b de castro disse:

    Só mais umas peguntinhas: Aqueles que se associaram em 2009, quando o Cruzeiro disputava a LA, já tinham dúvidas da idoneidade da diretoria? Ou só passaram a ter depois da final? Ou sempre tiveram dúvidas, e mesmo assim se associaram? E se o fizeram, porque pararam de pagar? Porque provisoriamente não temos mais o Mineirão? E o torcedor do interior, e de outros estados, que quase nunca vem à BH e ainda assim, pagava, ou paga?