O fracasso da torcida celeste

Por SÍNDICO | Em 9 de maio de 2019

THIAGO CINCO ESTRELAS

URGE repensar essa questão de ingressos. Infelizmente, o Cruzeiro está cada vez mais distante dos times do Eixo, e comparado aos gaúchos, perde de lavada também. Eis os 10 dez clubes com maiores arrecadações na bilheteria em 2019 (média de público, arrecadação em milhões, ticket médio)

  1. Corinthians 33.351 — R$22.3 — R$49
  2. Flamengo 44.048 — R$20.2 — R$35
  3. Palmeiras 28.496 — R$19.4 — R$56
  4. São Paulo 25.775 — R$17.2 — R$55
  5. Inter 24.956 — R$13.3 — R$44
  6. Grêmio 22.139 — R$11.9 — R$44
  7. Vasco 14.862 — R$8.9 –  R$40
  8. Mineiro 21.252 — R$8.6 — R$27
  9. Cruzeiro 21.120 — R$6.3 — R$27
  10. Bahia 20.912 — R$6.2 — R$19

Inter e Grêmio, que a esra altura da temporada, têm o mesmo calendário que o Cruzeiro, arrecadaram o dobro em bilheteria. No Brasileiro, enquanto o ticket médio de Inter e Grêmio é de R$48 e R$42, o do Cruzeiro é de R$14. E, mesmo assim, os gaúchos têm o dobro de média de público na competição.

55 comentários para “O fracasso da torcida celeste”

  1. mrr disse:

    Sinuca de bico, se aumenta o preço a torcida deixa de comparecer e consequentemente, em tese, pela lógica, o time perde apoio. Se bem que ultimamente com ou sem torcida o time não anda respondendo. Mas de fato é uma discrepância grande e explicada talvez pela situação financeira distinta de cada estado e a cultura, a importância do futebol.

    • mrr disse:

      O time não anda respondendo!

      • BrunoBarros disse:

        E antes dessa “promoção”, já há algum estudo pra podermos ter algum comparativo de arrecadação? Não vou nem entrar na questão do valor agregado inerente de se criar o hábito de frequentar o estádio a vera, e tudo que pode vir a reboque a partir daí, somente em termos financeiros mesmo. Seria interessante, já que esse valor “agregado”, na letra fria da matemática básica do ingresso seletivo é desconsiderado nessa primeira amostragem que é, antes de tudo, simplificada. Pode ser?

      • SÍNDICO disse:

        Dá pra escrever com mais clareza?

      • BrunoBarros disse:

        Mais?

      • Bruno 7L RJ disse:

        Xará, não entendi nada meu camarada.

    • mrr disse:

      Substituiria a palavra ‘URGE” pelo anagrama RUGE em razão da atual situação do clube.

      • zuloobas disse:

        Creio que o BB se refere ao que se gasta com a partida, além do preço do ingresso. Se foi isso, ficamos ainda mais distantes ainda dos clubes que possuem estádio. O Cruzeiro, dentre outras coisas, deve tentar viabilizar administrar o Mineirão, mesmo que isso só aconteça com o término do contrato do Governo com a minazarena, em 2037. É necessário o clube recuperar a saúde financeira e essa questão vai muito além de público pagante. Reforma administrativa, restrição dos custos, reforma política, essa questão de público e preço de ingresso é pequena.

  2. Jdias disse:

    Ué, foi a torcida que estipulou o preço do ingresso?

  3. SÍNDICO disse:

    Realmente o time não venm respondendo. São apenas 4 títulos em 2 anos. Os 8 que estão à frente do Cruzeiro têm um cartel bem melhor, né mesmo?

  4. SÍNDICO disse:

    O torcedor do Cruzeiro não gosta de futebol. Nem do clube. Gosta apenas de si mesmo. Se acha que pode se divertir, vai. Se há risco de perder, foge. É um torcedor de segunda classe. Obviamente, há excessões, mas não são muitas.

    • SÍNDICO disse:

      E TOME DESCULPAS pra no ir aos jogos: é campeonato rural, a Conmebol nos rouba, o time entrou de férias, o horário não ajuda, o time não anda respondendo, não gosto do Henrique, a diretoria vai roubar o dinheiro dos ingressos e cousa e lousa.

      • BrunoBarros disse:

        E o novo problema, pasmem, é a oportunização da galera que só pode frequentar se for 10 pilas. Vai o cara, o filho, o primo. Já dá 30 reais de saída. Soma- se a isso o valor do transporte, do refri, do churrasquinho. Já vai pra mais de 100, o que significa mais de 10% de um salário mínimo, que é o que a maioria recebe no nosso Brasil varonil. Será que o problema é esse mesmo? Agora só pode torcer quem tem grana, é mais torcedor quem tem? Tenho certeza que ao criar essas barreiras apenas há o efeito imediato da diminuição do público e o efeito inerente a essa seleção de castas. Qualquer trabalho sério não pode desconsiderar isso. É viver numa ilha, medir torcedor através de uma régua burra, e que vai dar prejuízos pelo simples fato da exclusão como ponto de partida, tratada como problema primeiro, como causa. Entra naquela do resultado não como como consequência. Vemos isso inclusive na análise do jogo. Limitaçao de pensamento, ideia Difícil assim dar certo. Impossível, na verdade.

      • Bruno, Se em BH não tiver 50k torcedores do Cruzeiro pra assistir a um jogo da libertadores que se desmistifique essa baboseira de tamanho de torcida….

      • Bruno 7L RJ disse:

        Boa Vilela. Pra mim, quantidade de torcida que importa as pesquisas de planejamento estratégico é a torcida consumidora. No Brasil, há 3 clubes que estão explorando muito bem isso: Porcos, Gambás e Urubus.

      • SÍNDICO disse:

        Barros encampou a demagogia dos mesa-redondistas da iespien. Futebol pra quem recebe salário mínimo é na várzea. O conturbado de Beagá tem 6 milhões de habitantes. Obviamente, há 62 mil cruzeirenses com poder aquisitivo suficiente pra encher o estádio ao menos uma vez por mês. Mas isto não acontece nem uma vez por ano.

      • zuloobas disse:

        Vasco teve superávit de R$ 80 mi, no ano passado, e nem nessa lista aparece.

  5. Eric disse:

    Ao analisar as arrecadações a primeira coisa a ter em conta é que os valores não podem ser levados ao pé da letra. Os sócios cativos do Cruzeiro entram no borderô com um valor símbólico equivalente à metade do ingresso mais barato (R$2,50 nos 3 últimos jogos). Isso distorce completamente a renda real. Considero nossa precificação bem próxima do ideal atualmente. Os ingressos são bem acessíveis no Brasileiro e um pouco caros na Libertadores (excetuando o setor popular aberto ontem). O que pode ser repensado são os descontos para sócios. É preciso fazer uma maciça campanha para resgatar a cultura de ir ao estádio (TV, redes sociais, outdoors etc). E quem sabe “premiar” de forma mais efetiva os sócios mais frequentes de modo a estimular a presença. Precisamos pelo menos resgatar nossa média de público no Brasileiro aos níveis registrados entre 2013 e 2016. Outra medida urgente é reduzir a farra de gratuidades, que no jogo de ontem chegaram a 6 mil, por exemplo.

    • SÍNDICO disse:

      O sucesso técnico do Cruzeiro nos ;últimos dois anos (nesta década tb) justificaria uma média de público bem maior do que a obtida até então. Mas o torcedor só vai se lhe garantirem, antes, que o time vencerá. E desaparece, logo depois de uma derrota.

      • Eric disse:

        Sim. O Cruzeiro poderia ter tranquilamente uma média de 30 mil pagantes em todas as competições. São mais de 5 milhões de habitantes na RMBH. Cerca de 40% são cruzeirenses. A questão é fortalecer a cultura de estádio, como ocorre na Argentina, por exemplo. Potencial para comparecer em peso mesmo nos momentos ruins nós temos, como mostramos em 2015 e 2016. O maior gargalo hoje é o Campeonato Brasileiro. A torcida não considera cada jogo como uma “final”, como deveria. Mesmo se o time não disputar o título, temos que entender que há muita grana em disputa. Ficar bem colocado é sempre importante historicamente.

      • Bruno 7L RJ disse:

        Será que não tem nada a ver com o futebol pragmático? Do ponto de vista do entretenimento, é ruim. A maioria esmagadora não se preocupa com o que discutimos nesse nobre espaço.

      • mrr disse:

        Bruno, concordo que o futebol e resultado não anima ninguém que gosta REALMENTE DE FUTEBOL. No máximo fará lotar a final de uma mata-mata.

    • SÍNDICO disse:

      E a diretoria, em sua inabalável estupidez, ainda enche o saco que quem paga a mensalidade em dia, antecipando receitas.

    • SÍNDICO disse:

      Quanto ao valor do ingresso do sócio no borderô, há que se comparar com os demais clubes. Quanto eles lançam?

      • Eric disse:

        Vou investigar e depois retorno aqui, mas sei que a maioria dos clubes não tem categorias cativas como as nossas. Se não me engano, Inter, Grêmio e Bahia tem modalidades nesse estilo. Os demais tem apenas prioridade de compra. No Corinthians e no Palmeiras os sócios que mais comparecem nos jogos podem comprar antes dos outros e assim conseguir os ingressos mais baratos. É um mecanismo interessante de estímulo.

      • Bruno 7L RJ disse:

        Não lembro desse comentarista Eric por essas bandas. Cara é bom, hein?! Apareça mais!

  6. mrr disse:

    Uma solução em relação ao sócio seria variar o desconto na compra de acordo com assiduidade. Exemplo: Se frequenta o estádio 1 vez por mês tem X desconto na compra do ingresso, na medida que frequência aumenta , aumenta o desconto.

  7. Bruno 7L RJ disse:

    Sobre o tema, a marca Cruzeiro não é nada explorada. Aquele camarada que veio da Fiat chegou cheio de ideias para alavancar o time e de repente vazou. Sem querer ser preconceituoso mas já o sendo, imagino um executivo desse naipe, discutindo numa reunião com um cara como Serginho Alterosa, Benecy, Itair…

  8. Bruno 7L RJ disse:

    Nada me tira da cabeça que, no Brasileirão principalmente, tem a ver com nosso atual estilo de jogo somado a isso a nula ação de marketing, de divulgação, de estímulo aos sócios. Esporte é acima de tudo entretenimento e a cada dia que passa novas variáveis entram em pauta.

    • Bruno 7L RJ disse:

      Exemplo disso é o futuro da Fórmula 1. Quem gosta e acompanha tem percebido como estão mudando o perfil dos GPs? Cada vez mais cidades turísticas! Isso tudo a fim de oferecer algo a mais para que acompanha tanto pela TV quanto in loco. No Brasil, estão querendo trazer o GP Brasil para o Rio por isso, alegando que Interlagos tem só o autódromo e nada mais pra fazer nos arredores (os maiores pontos turísticos da capital paulista estão longes dali). Mas aí os gênios usam essa justificativa pra trazer por Rio e planejam a construção do novo autódromo em Deodoro (quem conhece sabe o que tem naquela vizinhança)! Imaginem um circuito de rua no Rio, passando pelo aterro, Urca, perto do Pão de Açúcar…

  9. SÍNDICO disse:

    BRYAN, lateral-esquerdo, foi contratado pelo CRB.

  10. SÍNDICO disse:

    OREJUELA sofreu estiramento na coxa e ficará três semanas sem jogar.

  11. SÍNDICO disse:

    M GABRIEL fez fisioterapia em campo. Está fora do jogo contra o Internacional.

  12. Romarol disse:

    A estabilidade não motiva torcida e nem a humanidade. O que motiva é o caos. A vida do sempre rico é monótona e do sempre pobre é chata. Por isso que há o ciclo da vida e da morte, o ciclo do dia e da noite, do inverno e do verão. O torcedor cruzeirense está acomodado com o sucesso. Está na zona de conforto. Basta um rebaixamento para a paixão adormecida voltar.

  13. SÍNDICO disse:

    POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS do Cruzeiro nas oitavas da Libertadores: Paranaense, Grêmio, River, Emelec, Godoy, Ldu, Nacional, San Lorenzo. Escolho o River.

  14. Fernandão disse:

    Culpo única e exclusivamente a farra da Diretoria com as milhares de caronas. Venho falando isso desde o início da gestão Sá. Antes o sócio comprava um ingresso ou mais extras no seu cartão e convidava amigos. A diretoria alegou que isso dificultava angariar novos sócios. Ok. Concordo. A diretoria então abriu a venda na internet pra não sócios. E essa venda está sendo um fiasco porque ninguém é idiota. Se neguinho for a pé do Farroupilha até a entrada da esplanada norte, será abordado 20 vezes por cambista oferecendo gratuidade baratinha. Acabou que isso virou a nova regra. Só que a nova regra é muito avacalhada. Hoje quem vai no campo, ou é sócio ou é “máfia azul”, com o perdão da generalização, que vai nas gratuidades. A ideia do popular é até boa, mas se não acabar com a farra, em pouco tempo o povo de lá larga de mão também. Só os doentes continuam indo, ninguém gosta de um trem avacalhado onde o seu dinheiro pode valer mais ou menos dependendo da malandragem. Se vc souber o custo real, de oportunidade do evento, se organiza e opta. Tem um ano e meio que o Cruzeiro bota, no mínimo, 5 mil de graça pra dentro todo santo jogo. É bizarro. Na final da Copa do Brasil contra o Gambá o público pagante não chegou perto de 50 mil, com “ingressos esgotados”, mesma situação do RapoCota da final desse ano.

    • SÍNDICO disse:

      IRRESPONSÁVEIS tomaram conta do Cruzeiro. Gasta-se despudoradamente e o buraco só aumenta. E distribuem benesses, como se o clube pertencesse a eles. Não por acaso, diretores com currículo a zelar e o conselho fiscal pediram o boné.

    • Thiago 5 estrelas disse:

      Pelo o que eu vejo nos clubes como Inter, Grêmio, Palmeiras e Corinthians é que o sócio é valorizado e pelos incentivos que recebem pela frequência no estádio forma-se um ciclo virtuoso. Fernandão tocou no ponto que eu venho pensando já a algum tempo, com essa política de gratuidades o sócio se sente desvalorizado, é como se estivessem chamando aqueles que contribuem mensalmente com o clube de trouxas.

  15. Matheus Penido disse:

    Pois é. Cruzeiro tem uma torcida numericamente gigante, mas com baixa capacidade de se mobilizar. Nós, os torcedores “comuns”, somos a regra. Engajados como Jorge, Evandro e outros aqui do blog são a minoria da minoria.

  16. Jotta R disse:

    É… e vamos ter que abraçar o Clube com todas as forças! A situação de gastança desenfreada é extremamente crítica:
    https://www.google.com.br/amp/s/esportes.yahoo.com/amphtml/noticias/ranking-das-dividas-dos-clubes-da-serie-a-do-brasileiro-021756267.html

  17. Thiago 5 estrelas disse:

    Valeu síndico pela moral, não esperava um comentário virar post nesse nobre espaço.

  18. JOAOCOSTA disse:

    A arrecadação com bilheteria no futebol brasileiro é pífia. O que interessa é a arrecadação global do clube durante o ano. À titulo de informação, o Cruzeiro foi o time fora do eixo, com pouco menos de 350 milhões, que mais faturou em 2017. No geral, foi o quinto, perdendo apenas para os 3 maiores de São Paulo e o Flamengo. E foi o segundo off eixo em 2018, ficando em sexto lugar , com pouco mais de 380 milhões, trocando de posição com o Grêmio, que fora sexto em 2017.

  19. SÍNDICO disse:

    DÍVIDA quitada! Cruzeiro pagou R$18,5 mi ao Atenas (Uruguai), pela contratação, em 2015, do atacante Latorre. Foi o pior negócio fa história do futebol.

  20. jrgalvao disse:

    A unica coisa boa que essa diretoria fez, foi o setor fome zero, nada mais justo para quem nao tem grana nem o tal de cartao de credito, poder assistir o jogo, é obrigação o setor ficar lotado todos os jogos, ja o restante da torcida, so vai na boa é e a famosa torcida modinha, saudade dos tempos que a media era em torno de 20 21 mil, mas torciam e estavam em todos os jogos