O dia em que o Mineirão tremeu

Por SÍNDICO | Em 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.

59 comentários para “O dia em que o Mineirão tremeu”

  1. Hugo 5erel0 disse:

    Ótima pesquisa e excelente texto, Lilian.

  2. Lembro a saida do Cruzeiro do Enio Andrade na sua ultima passagem pelo time do Cruzeiro, foi muito triste a forma que ele saiu. A direção do Cruzeiro poderia fazer uma homenagem a familia dele, se já não fez, pelos serviços prestados.. grande ténico, o melhor que passou no Cruzeiro desde que cheguei ao Brasil em 1989.

    • O AB pelo visto aprendeu muito com Seu Enio, e pelo visto foi fonte de inspiração para AB seguir a carreira de Treinador.
      Sucesso ao AB a vida continua, e acredito que o AB e Cruzeiro vão ter muitas conquistas se Deus quiser em Breve.

  3. Raphael disse:

    Parabéns Lílian! Ótimo texto!

  4. Dá-lhe garota… Siga em frente. Você tem um grande talento.
    Um grande abraço – Joao Chiabi Duarte

  5. agradeço todo mundo, e principalmente ao Maurício, que foi quem me deu essa oportunidade aqui

    • Eu ?.. não dei oportunidade nenhuma garota.. vocẽ escreve muito bem, você me mandou o texto, mandei para nosso síndico JS e ele aprovou pelo seu crivo critico…kkk.
      Eu por exemplo já mandei vários Post para ele e alguns não foram pulbicados…kkk especialmente o último do Bôa. da contratação espetacular que o time do Ituiutaba fez.. o Bafometro..mais tudo bem. Abraços

  6. Elias disse:

    Bom. Muito bom mesmo. Com um adendo…a perseguição contra o Adilson, no meu entendimento, se baseou em dois pecados mortais. No duplo 5 x 0, que até hoje ainda dói no lombo daquela galera manjada e que presta serviços na mais popular rádio de MG. E o fim de certos privilégios (exclusivas sobre contratações e saídas, treinos abertos, churras nas folgas, enfim o Adilson nunca foi afeito a fazer méida).
    Interessante tb é ouvir de “experientes” cruzeirenses(???) que “Libertadores é obrigação”, que perder Libertadores é “vexame”. Cuma? Desde quando? A verdade é que adjetivos até hoje são usados prá quem defende este recente período da história do Cruzeiro como proveitoso. É só excluir umas três grandes fases prá ver que tenho razão. É o ciclo do futebol…

  7. O título da Supercopa de 1991 derruba qualquer “mito” que o Enio Andrade era retranquiero.. perdemos 2 x 0 na casa do River Plate e ganhamos de 3 x 0 no Mineirão.. foi espetacular para alegria da China Azul e trizteza do Jorgito.

  8. TORCEDOR disse:

    Parabéns pelo bom texto . . . com um relato de qualidade acerca dos fatos históricos, condensados em um cenários de paixão estrelada . . . Apesar que ter algumas restrições ao AB e entender que encerrou esse seu ciclo com treinador celeste, reconheço sua admiração e respeito pelo Cruzeiro. A ele desejo sucesso, menos contra o Cruzeiro! . . . Ao Cruzeiro Sucesso sempre . . .

  9. Elias disse:

    Por essa razão, recomendo cautela na escolha do novo treinador. Tanto quando este, precisamos de REFORÇOS, não de meros postulantes a craque. Não acho nenhum desses nomes sugeridos( Cuca, Tite, etc) e há tempos desempregados como capazes de aguentar a pressão que certamente virá. Da 610 AM no microfone do vibrante edil e no setorista que não abrirá mão de exclusivas, além, é claro da zebrada dupla de comentaristas do acontecido(um já mandou recado sobre o Tite). Ai, mesmo com o apoio que se tornará necessário por ser interesse do NOSSO clube, a verdadeira batalha assistida recentemente terá um novo protagonista. Mas o mesmo enredo. Isso é tudo o que eles querem e que o Cruzeiro não precisa. Escrevam e me cobrem…

  10. Elias disse:

    O Geniba colocou uma alcunha nesse cabôclo que tentei postar aqui outro dia e o Jorge, com a prudência que lhe é peculiar, deletou. Lélio chamou o Tio Tite de “péssimo dos péssimos”, sem capacidade técnica de dirigir o Cruzeiro…

  11. Elias disse:

    Ai, ai, ai…zumzumzum que o nome de Dodô voltou à pauta? Me ajuda ai…

    • César disse:

      Tem zumzumzum de todos os nomes que os barrigueiros de plantão acham no Google.

    • Mauro França disse:

      Dodô é de doer mesmo. Já era ruim ter que aguentar uns refugos do São Paulo. Refugo do Vasco, então…

  12. Elias disse:

    Só tomando umas… 🙁

  13. Mauro França disse:

    Duas observações: Não acho que tenha faltado vontade na decisão da LA-09. E não me lembro do Paraná ter astravessado nenhuma má fase que justificasse a sua saída do time. A implicancia com ele começou antes mesmo da sua primeira partida. E ele foi usado, como o Henrique, para atingir o Adilson.

    • Pra mim ele ESTÁ em má fase. E eu acho que faltou muita vontade de alguns jogadores. Ou o que mais teria faltado? De um jeito ou de outro não creio que a culpa seja do AB.

      Mas também, já passou bora classificar pra próxima.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Mas o Henrique ainda deu motivo pra ser criticado. Já o Paraná foi perfeito em 2008 e continuou sendo um verdadeiro mestre em 2009. Neste ano, continuou sendo uma peça fundamental no esquema do time. A perseguição ao Paraná é uma das coisas mais absurdas que já vi no futebol.

  14. Binho disse:

    Excelente texto, porém achei que forçou a barra em pelo menos uma passagem. No mais tudo bem.
    Não idolatro técnico algum que tenha posto seu pé por aqui, tampouco canonizo alguém. A vida segue. Jamais vi técnico ganhar jogo. Vi time, vi jogador, vi grupo.

    Emerson Ávila neles.

  15. Ernesto Araujo disse:

    Lílian, parabéns pelo seu texto. Entretanto faço um reparo e um elogio a mais:

    O reparo seria neste parágrafo:

    Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

    Na verdade a torcida não aceitou a superioridade dos argentinos não. Os cornetas ATÉ HOJE creditam ao Adilson exclusivamente as duas derrotas para o Boca Jrs. naquele torneio.

    • Jorge Santana disse:

      A grande torcida aplaudiu o time no final ds partida contrs o Boca. A gente miúda foi que ficou arengando. A Lílian está certa.

    • Ernesto Araujo disse:

      O elogio, seria nesses paragrafos:

      Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente.

      Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Não é verdade, Ernesto. Muita gente aplaudiu o time naquele jogo, inclusive eu.

      • Ernesto Araujo disse:

        Pode ser Serelo que você e muitos outros tenham aplaudido. Mas os cornetas, em vários espaços virtuais, creditam aquelas duas derrotas ao Adilson até hoje e dizem sempre que o ABAP perdeu DUAS Libertadores…

      • reconheço que “forcei” neste trecho, o que eu queria dizer exatamente é que aquela derrota não tomou a mesma proporção de outras derrotas que o AB sofreu, se fosse diante de outro time já teriam pedido a cabeça dele com muito mais força de vontade, usei mesmo as palavras erradas.

  16. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Ótimo texto. Parabéns, Lilian. A única coisa que ainda não me parece esclarecida é a saída do Maluf.

    • Binho disse:

      Maluf é bucha de canhão. Se tem alguém que merecia continuar, seria ele. Vida que segue.

      • Atritos com o ZZP. Lembra quando ele anunciou que o Cruzeiro estava procurando jogadores e o ZZP desmentiu? Quem é o louco de falar que tá contratando sem autorização do ZZP? O presidente tá todo enrolado, do jeito que tá vai acabar a ditadura dele rapidinho.

  17. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Muito bom o texto da Lílian. Lembro desse penalti batido pelo AB, em que ele escorregou e jogou a bola pra cima, com o goleiro defendendo facilmente. Mas para mim, tinha sido numa disputa de penaltis. Pronto, acho que agora já podemos deixar o Adílson desencarnar, né mesmo?

    • durante a pesquisa li sobre este gol também, muito obrigada pelo vídeo.. gol totalmente mal anulado, antes teve um pênalti não marcado também, juiz mal intencionadoo..

  18. Flavio Carneiro disse:

    Lílian, parabéns pelo post, como é bom ver uma Cruzeirense da nova geração tão bem informada como você. Além de ótimo treinador, o AB também foi um dos grandes zagueiros que vi jogar no Cruzeiro.

  19. Walterson disse:

    Belo texto mas vou discordar que perdemos nosso principal jogador. O Cara foi decisivo em poucas partidas positivamente mas negativamente se destacou em várias. Só pra ilustrar, o Cruzeiro foi melhor sem Kleber.
    http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2010/06/05/numeros-do-brasileiro-2009-mostram-cruzeiro-forte-sem-kleber.jhtm
    Que aquel porco seja feliz no chiqueiro.

    • também não acho ele “nosso principal jogador”, mas é nosso destaque… aliás a palavra “principal” foi usada pelo JS na alteração do texto. Acho que o Kléber era um destaque do time, sim!

    • Hugo 5erel0 disse:

      “O Cruzeiro foi melhor sem Kléber”. Esse é um raciocínio tem uma lógica furada. E usar números pra tentar provar isso caracteriza uma falácia. A lógica melhor seria: O Cruzeiro faria mais pontos se Kléber não se contundisse. Foi oi que o Adílson disse sobre o Brasileiro 2009, e eu concordei totalmente com ele.

      • Walterson disse:

        Se considerar as últimas 3 partidas, ele só apareceu pra ser expulso com 2 minutos e perder um gol dentro da pequena área. Mais improdutivo só mesmo o feznadinha.

  20. Flavio Carneiro disse:

    Não vou sentir falta do Kléber, mas não concordo que o Cruzeiro tenha sido melhor sem ele, visto que seu substituto imediato era o WP. O que eu espero é que o Cruzeiro use parte do dinheiro da venda do Kléber para trazer um substituto ainda melhor, o que não será tão difícil, já que o Kléber não vinha jogando bem.

  21. Raf Lima disse:

    Sábias e linhas muito bem escritas Lilian! Parabéns!

  22. walfrido disse:

    EXCELENTE TEXTO, LILIAN. Em maiusculas mesmo. Participe mais. Se com 18 anos vc tá escrevendo assim, já já vc toma o lugar do octagenário blogueiro….

  23. Othon disse:

    Eu vou agradecer eternamente ao Adilson, ao contrario de alguns, alias, de muitos, queria a permanencia dele. Eu to muito descrente, e mais preocupado do que nunca, pq o treinador que vai chegar, seja ele Cuca,Tite ou Ney Franco (ele mesmo…) nao vai ter o apoio da torcida, que nao desce do salto alto e continua sonhando com Felipão e Abel, como se o Cruzeiro fosse um time com os cofres abarrotados de dinheiro… Andei lendo os blogs, orkuts, twitters, e to impressionado com a quantidade de idiotices que a gente lê… torcedor contando com chegada de Riquelme, Fred, Rafael Sóbis, esse povo nao consegue compreender e nao entra na cabeça que o Cruzeiro é um time quebrado… Os mesmos que pediram a saida do Adilson, ja estao cornetando a chegada do Cuca, isso antes do cara pisar na Toca hein…

  24. Elias disse:

    Pois é… quando acordarem verão Cuca e Dodô chegando com estardalhaço na Toca II. Durma-se com um barulho desses…

  25. Moema (MFox) disse:

    Lilian, texto muito bonito e bem escrito. Já tinha lido alguns textos seus no Blog do Benny (campanhas do Cruzeiro nas Libertadores que disputou), é muito bom ver jovens cruzeirenses interessados em conhecer e divulgar nossas páginas heróicas imortais. Parabéns! Espero ver mais textos seus por aqui, onde terei o prazer de comentar e ler os comentários dos demais participantes.

    • Obrigaada! Bom mesmo saber que alguém anda me acompanhando.
      Eu continuo escrevendo pro Benny e agora vou começar escrever uma coluna aqui no cruzeiro.org, terei prazer em receber seus comentários também.
      *-*

  26. Beth Makennel disse:

    Parabéns Lílian!