Nosso ódio será sua herança

Por Jorge Angrisano Santana | Em 28 de setembro de 2010

Com a saída de Adílson Baptista, que era execrado pela parte teleguiada da torcida celeste, Marquinhos Paraná herdou o posto “O mais odiado da Toca II”.

Um idiota chegou a enviar um post que, elém de ofensas pessoais, desejava ao volante uma longa inatividade.

Mas o Mestre está de volta bem antes do previsto pra desgosto dos falsos cruzeirenses.

O ódio, contudo, não se restringe ao MP. Mesmo fazendo defesas espetaculares a cada partida, Fábio tem um exército de detratores considerável.

Jonathan é tido como mascarado. Caçapa e Fabinho são idosos e lentos. Diego Renan, incapaz de marcar. Thiago Heleno viu a vó pela greta enquanto jogou pelo Mais Querido de Minas.

Roger Galera e WP são desagregadores. Gil é beque de roça, não sabe sair jogando. Farias é tosco. Tal qual WP.

Henrique é tido como “filho” do ex-treinador, por isto recebe carga de ódio extra. Se erra um passe, o mundo cai sobre sua cabeça.

Embora tenha sido artilheiro da Libertadores, Thiago Ribeiro é fraco demais pra vestir a azul-estrelada.

Rafael Monteiro nem tinha jogado e já estava na listinha de descartáveis de alguns sábios. Francisco Everton e Rômulo já estão entrado na barca.

Cuca, já, já, pode botar a betoneira no lombo, novamente. Basta perder duas partidas a mais.

Da geração 2007, campeão brasileira de juniores, nem é bom falar. Jamais tantos jovens foram odiados tão visceralmente pelos cornetas. Ódio eterno é o que restou após tantas conquistas.

Por enquanto, só Walter Montillo está acima do bem e do mal. Mas ele não perde por esperar. Se não levar o time ao título, um abraço! De tamanduá, é claro.

Eu proponho que a análise, jogo a jogo, substitua ódio permanente. Mas não acredito que isto seja possível. É demais pra cabeça do torcedor.

O termocéfalo odeia por necessidade biológica. Vaia por formação pessoal. Questão de berço. E xinga ao arrepio do vernáculo.

Como fez um comentarista que vê sinismo (sic) no semblante do Robert. Leitura labial é técnica ultrapassada. Agora, vale a análise do semblante. Em breve, será a da aura.

Sem abrir mão da avaliação jogo a jogo, o Síndico solidariza-se com os odiados da Toca. Não aceita um remake do clássico Meu ódio será sua herança com o pronome possessivo no plural.

E até faz promessas para que São Maicon Douglas, mártir da torcida celeste, proteja essa gente humilde, ai que vontade de chorar…

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