Nós somos o Haiti: como ajudar

Por SÍNDICO | Em 13 de janeiro de 2010

O prsidente René Préval e o primeiro ministro Jean-Max Bellerive, calculam em mais de 100 mil os mortos na tragédia do Haiti.

A Cruz Vermelha fala em 3 milhões de afetados pelo desastre.

O Brasil doou US$10 milhões e está enviando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apoiar as tropas brasileiras e verificar as demandas mais urgentes do país.

O mundo vai se mobilizar.

Será que a CBF, que já promoveu um jogo de futebol de caráter político também não poderia patrocinar, agora, um de caráter solidário?

Que ela tome pra si a tarefa de conseguir fundos para a reconstrução da universidade.  Com o prestígio do futebol brasileiro, seria fácil. Basta querer.

Que tal enchermos a caixa postal e o saco do Ricardo Teixeira com sugestões e cobranças de uma atitude solidária. Com o passar dos dias, o assunto sai da pauta e aí nada mais se fará.

A hora é agora.

  • Como fazer doações para o Haiti (por Tatiana de Mello Dias, do blog Tempo Real, do Estadão) Pelo Facebook e Twitter, principalmente, internautas estão se mobilizando para arrecadar fundos para o Haiti. No site da Oxfam America, é possível doar quantias de US$35 a US$5 mil. No Yele Haiti Fund, você colabora apenas uma vez ou pode criar um plano de pagamento. As quantias fizas vão de US$25 a US$300, mas é possível doar mais. O Departamento de Estado americano criou um sistema de ajuda por SMS. Basta enviar uma mensagem de texto escrito “Haiti” para o número 90999 e US$10 serão doados para a Cruz Vermelha. O sistema, porém, só funciona nos EUA. Para quem está em outros países, é possível fazer doações no próprio site da entidade. O governo americano também recomenda que sejam feitas doações para a Mercy Corps. No Facebook, a comunidade Ayuda Haiti está mobilizando pessoas que moram próximas a arrecadarem alimentos, roupas e medicamentos.

25 comentários para “Nós somos o Haiti: como ajudar”

  1. Hermes disse:

    Desculpe-me Jorge, não dá para entender tanta mobilização assim. Temos problema aqui no Brasil, tão grave, quanto o Haiti. Não preciso citar, pois basta olhar para o lado. Cada povo que se superar após as trafédias que são expostos. Não entendo como o Brasil abandona seu povo necessitado para socorrer outros, para min, é demagogia demais. Tem muitas ong(s) sérias aqui no Brasil, que fazem um bom trabalho e necessitam de apoio, quem tal precionarmos a CBF para ajudá-los?

    • Jorge Santana disse:

      Discordo, Hermes. É muito egoísmo olhar pro próprio umbigo quando uma tragédia deste porte está batendo em nossa cara. No território que se estende do Rio Grande à Terra do Fogo (nada a ver com goró, Ok?), o Brasil é a maior economia das Américas. O Brasil está metido na crise haitiana. O Brasil foi lá jogar futebol por motivos políticos. Por que o Brasil não deveria ajudar, agora? E ninguém é obrigado a botar a mão no bolso. Se vc acha que os haitianos devem se virar sozinhos, tudo bem. Procedoa conforme manda sua consciência. No mais, We are the world nem é coisa tão nova assim. Nem o Concerto para Bangladesh.

      • Hermes disse:

        Não é posição egoísta, Jorge. Nos últimos anos tenho andado(a trabalho) por Goval e região, norte de Minas, Bahia, Pernambuco e MT.São regiões pobres, desvastadas e pouco comentadas e socorridas. Não sou contra ajudar, se o Brasil tivesse condições de resolver seus problemas internos.

      • Jorge Santana disse:

        Trabalhando em programas de apoio a pequenos produtores rurais, visitei comunidades remotas de mais de 600 municípios mineiros, Hermes. Por pior que fossem as condições, havia sol, água, terra, apoio técnico da Emater, de entidades alemãs, americanas e italianas, da Igreja e mesmo dos governos locais. Se o país continuar crescendo, mantiver a moeda estável e não tiver idéia de jerico de mandar soldado prender produtores e comerciantes, sairemos da miséria. Se vc tiver o cuidado de analisar os números do IDH brasileiro, de 1970 pra cá, vai entender o que estou falando. Já o Haiti, pelas condições naturais e pela avacalhação política e social, tem poucas chances de sair do atoleiro. Nós podemos ajudá-los, como já fomos ajudados, e muito, pelos países mais ricos, que enchiam as burras de suas ongs pra elas distribuirem benesses por aqui.

      • Hermes disse:

        Se não estou engando estamos em 75° no ranking mundial. Portanto, falta muito para dizer que podemos ajudar os mais pobres. Por enquanto, vou continuar achando que é demagogia.

      • Ernesto Araujo disse:

        Respeito sua posição, Hermes, mas nesse debate com o Jorge, os argumentos finais dele me convenceram.

      • Jorge Santana disse:

        O Brasil está em 70º com 0,807, no grupo de alto desenvolvimento humano. O Haiti, 148º, com 0,521,está no nível médio, na fronteira do baixo. Mais da metade do Brasil tem índice de países desenvolvidos. Só Maranhão e Alagoas estão num patamar médio. Mas o importante é que os horizontes são favoráveis no Brasil e muito desfavoráveis no Haiti.

    • douglas.sena disse:

      Hermes, o Brasil não é tão miseravel como antes. Falem o que quiser, mas os programas assistencialistas promovidos pelos governos atuais tem ajudado o país nesse quesito. O Brasil pode e deve ajugar Haiti.

      • Jorge Santana disse:

        Programas assistencialistas ou de compensação social são importantes, mas o desenvolvimento econômico e a estabilidade social, jurídica econômica são ainda mais. Democracia forte é mais relevante do que ditaduras distributivistas. Se o Brasil não tivesse passado por tantos períodos autoritários estaria melhor.

  2. A unica coisa que não sinto nenhuma saudade da minha Costa Rica são os tremores e terremotos. Vocês nem podem imagina a sensaçao de impotencia dureante 15 a 18 seguntos., que em media demora um tremor de terra, mais parecem minutos. Na minha infancia passei por três bem fortes e me lembro perfeitamente cada segundo deles.

  3. Frede disse:

    Esse ano a natureza está dando o troco… Neve até falar chega no hemisfério Norte, calor recorde na australia e aqui nao fica atras… Agora mais essa…

  4. Cleiton disse:

    Talvez seja hora de transformarmos a ajuda militar que o Brasil tem dado, liderando uma fracassada “missão de paz”, questionada por ONG’S humanitárias de todo o mundo, em ajuda material. Chega dessa megalomania de cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, onde enviamos militares que deixam suas famílias no Brasil, para combaterem narcotraficantes nas favelas haitianas, como esse não fosse um problema doméstico.

  5. simone b de castro disse:

    Respeito a posição de todos, mas acho que numa hora dessas, podemos ajudar. Se isso acontecesse no nosso país, mais especificamente aqui em BH, gostaríamos da solidariedade de todos. Creio que não é uma ajuda dessa que vai deixar o Brasil mais pobre ou mais rico, mais ou menos carente. O problema aqui é a roubalheira que existe, principalmente no meio político! É a falta de boa vontade, o desejo de que muita coisa permaneça como está, pois é conveniente para Arrudas, Valérios e cia. E já que a CBF só trabalha para si mesma, acho válida a idéia de um jogo de caráter solidário, sim. Embora muitos desses políticos vá usar isso para se promover, pensando nas eleições!

  6. Azul Celeste disse:

    A coisa lá foi feia!!! Tenho uma irmã que mora na Republica Dominicana. O terremoto foi tão forte que atingiu, com mais baixa intensidade, a cidade de Santo Domingo. Ela falou que nunca tinha visto a mesa dela se movimentar sem ajuda de ninguém. Ficou apavorada!!! Imagina como deve estar o Haití!!!

  7. Jorge Santana disse:

    Zilda Arns

    por Daniela Pessoa, para o MSN Mulher

    Ela escolheu a medicina, mais do que profissão, como uma missão de vida. Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista nascida em Santa Catarina, enveredou pelos caminhos da saúde pública para salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência familiar e social. A solidariedade estava no sangue e o desejo de ajudar o próximo era inabalável. Vítima do terremoto que assolou, no dia 12 de janeiro, o Haiti, a médica tinha 73 anos, morava em Curitiba e deixa cinco filhos, dez netos, mais uma grande lição de amor ao próximo, de vida.

    Representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Zilda estava em uma missão humanitária e, no momento do terremoto, andava pelas ruas com um sargento do Exército brasileiro. Ela faleceu nos escombros.

    Em 1980, Zilda Arns já havia sido convidada para coordenar a campanha de vacinação Sabin no combater à primeira epidemia de poliomielite, criando um método próprio mais tarde adotado pelo Ministério da Saúde. Em 1983, fundou a Pastoral da Criança, apoiada pela Unicef e atuante em 27 países, tornando-se coordenadora nacional da organização. Em 2004, foi a vez da Pastoral da Pessoa Idosa. Ambos são organismos de ação social da CNBB.

    A médica era uma mulher que vivia para a assistência humanitária e essa foi sua grande lição. Em 27 anos de trabalho, a Pastoral da Criança conta com a ajuda de mais de 260 mil voluntários e atende quase 2 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos, além de 1,4 milhão de famílias pobres em 4.063 municípios brasileiros.

    Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda foi mãe dedicada de seus próprios filhos, mas o povo era a sua segunda família. Em especial as crianças. Ela desenvolveu uma metodologia que incluía a educação como fonte de prevenção de doenças e da marginalidade social. Um dos principais projetos coordenados pela médica era o de alimentação enriquecida, que visava educar as populações carentes sobre as formas de enriquecer a alimentação do dia a dia com alimentos disponíveis na região.

    Não à toa, o reconhecimento por seu trabalho atravessou fronteiras. Zilda Arns participou de eventos em diversos países da África, Europa, além de percorrer toda a América Latina divulgando o trabalho da Pastoral da Criança.

    Sua atuação rendeu diversos prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, como a comenda da Ordem do Rio Branco (2001), Prêmio de Direitos Humanos (USP / 2000), Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (conferido em 1998 pela Unicef), Heroína da Saúde Pública das Américas (conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2002).

    O prêmio Woodrow Wilson veio em 2007, o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), chegou em 2006 pelo inovador programa de saúde pública que ajuda milhares de famílias carentes. Além disso, Zilda recebeu o título de doutor honoris causa em cinco universidades, entre outros prêmios. Em 2001, a Pastoral da Criança brasileira concorreu ao Prêmio Nobel da Paz, conferido ao então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

    O governo paranaense decretou luto oficial por três dias. Que esse tempo possa servir para todos nós refletirmos sobre o legado humanitário de Zilda Arns e nos inspirarmos nessa mulher que abraçou o Brasil e o mundo.

  8. Maykon Schots disse:

    Todas as iniciativas de apoio são bem-vindas! Parabéns Jorge, contatos anotados. Vou fazer minha parte… sds,

  9. Moema (MFox) disse:

    Apenas ressaltando que é preciso muita atenção ao fazer doações, pois nessa hora o que mais surge são espertalhões querendo levar vantagem neste momento em que todos se mobilizam para ajudar: ouvi dizer aqui no escritório que essa história do SMS Haiti aqui nos EUA é scam, vou investigar melhor (embora não valha por aí, mas fica o alerta para gente desonesta que pode usar a tragédia para dar golpes).

  10. Flavio Carneiro disse:

    Diante de uma tragédia tão grande como essa, acho que todos os países devem ajudar, cada um da forma como pode. O que não dá é para ficar insensível diante de tanto sofrimento e destruição. Qualquer iniciativa para ajudar é válida, pois o Haiti simplesmente não tem a mínima condição de se recuperar por si só.

  11. HB disse:

    O Banco do Brasil abriu uma conta corrente específica para receber doações da população aos atingidos pelo terremoto ocorrido no Haiti. Os recursos serão administrados diretamente pela Embaixada do Haiti no Brasil.

    Os dados da conta corrente são:
    Favorecido: SOS Haiti
    Conta corrente: 91.000-7
    Agência 1606-3

    Os depósitos podem ser feitos de qualquer parte do Brasi e também do exterior.

  12. Leo Vidigal disse:

    A Arquidiocese de Belo Horizonte também abriu uma conta no Banco do Brasil para doacoes, que serao enviada diretamente ao governo do Haiti. Os dados abaixo foram tirados do site da arquidiocese:
    DADOS PARA CONTRIBUIÇÃO
    – Banco do Brasil
    – Agência: 3494-0
    – Conta Corrente: 24847-9
    – Em nome de: Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política
    “Arquidiocese de BH Pró-Haiti” é uma iniciativa que será realizada ao longo de todo este ano.
    Outras informações pela Assessoria de Comunicação e Marketing da Arquidiocese de Belo Horizonte: (31) 3269-3138 / 3109 / 3189.

  13. francine disse:

    olá pessoal, deixando de lado politicagem! Indiferente do Brasil ser mais ou menos desenvolvido economicamente ou necessitado de ajuda, se podemos nos desenvolver, apesar dos problemas, é claro que devemos ajudar. Temos que pensar que são pessoas que estão lá andando na rua ao lado de uma pilha de cadáveres, que não tem água pra matar a sede ou comida para se saciar. E pior, a grande maioria nem ao menos sabe o significado de governo. Eu não sou estável financeiramente e gasto gasolina 2 vezes por semana pra andar 20km e ir fazer trabalho social, isso com ctza me proporciona muit mais que um tanque cheio! Infelizmente não tenho como ajudar indo lá dando apoio ou algo do gênero, mas jpa fiz minha doação. Todos podem ter ctza: um coração nobre vale mais do que qualquer título!
    Um abraço

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