Neves: “Muitas mudanças em cima da hora”

Por Jorge Angrisano Santana | Em 6 de setembro de 2019

PITACOS acerca do INTERNACIONAL 3-0 CRUZEIRO, Beira Rio, Porto Alegre, 04set19qua21h30, volta das semifinais da Copa do Brasil 2019:

ROGÉRIO CENI: Sobre o Jadson, vamos lá. Edilson deu entrevista na segunda, dizendo que tinha poucos minutos de jogo, voltando de lesão. O último jogo completo dele foi em 12Mai. Vamos completar quatro meses da última vez que ele jogou por 90 minutos. Ele deu uma declaração de que precisava de mais minutos. Era um jogo decisivo. Na minha cabeça, o Edilson jogaria. Na declaração, ele disse que gostaria de ter mais minutos, que não se sentia extremamente pronto. Achei que era um jogo muito importante pra correr o risco, por isso, quis colocar um jogador que treina nessa posição e tem a condição física pra aguentar 90 minutos. (…) A improvisação foi o Jadson na lateral direita, devido ao Orejuela na seleção, ao Weverton, machucado, e o Edilson voltando de um tempo parado, há muito tempo sem jogar 90 minutos. Jadson é um jogador mais leve e sabe cumprir bem a função de marcar.

THIAGO NEVES: Foi um jogo diferente, a gente precisou se adaptar. Na minha opinião, você mudar três ou quatro jogadores em uma decisão fora de casa é muita coisa, em um time que já vem formado. Improvisar jogadores é difícil, ainda mais jogadores que não vêm jogando. Ficou um pouco complicado, mas mesmo assim a gente conseguiu fazer um bom primeiro tempo. E aí o primeiro gol complicou. A gente ficou sabendo na preleção, sei lá, duas ou três horas antes do jogo. Na minha opinião, achei muito em cima da hora. Você improvisar três ou quatro jogadores numa linha que já vinha formada há dois anos. Nada contra, óbvio que queremos ganhar, jogadores que entraram jogaram bem, mas é muita coisa para um segundo jogo de semifinal.

AGNALDO MORATO: Fabruno, o melhor. Henrique, muito bem. Roxha, mal. Demais jogadores abaixo do que podem. David, o pior. Ceni vai perder a paciência com ele. E o Ceni hoje se perdeu um pouco. Talvez por falta de peças. Afora isto, por que levou pro jogo atletas sem boas condições físicas?

FERNANDÃO ÁVILA: Desorganizado, o time celeste foi definhando a cada gol sofrido e a cada convicção perdida. Parece que entrou sem um plano claro de jogo, coisa que nunca acontecia nos tempos do Mano. A ideia era “vamos pra dentro dos caras”. E os “caras” estavam sempre postadinhos para o contragolpe e deram a bola para o Cruzeiro. Ante a marcação forte do Inter na intermediária, cansou de recuar bolas para a zaga e para o goleiro recomeçando as jogadas. O jeito mais fácil de entrar era por meio de triangulações nas laterais, mas concentrou o jogo no meio, e pôs gente de pouca qualidade nas alas. Ciente de seus erros, o time insistiu neles o quanto pôde.

LEONARDO MATARELLI: Deu saudades do time do Mano nos mata-matas. Ceni escalou mal, substituiu pior ainda, e de quebra deixou cicatrizes no grupo ao improvisar na lateral direita e depois na zaga. Prefiro imaginar que, diante da realidade, ele poupou os titulares para o que importa no ano, que é fugir do Z4. E domingo começa pra valer o martírio, na disputa dos derrotados contra o Grêmio. Em tempo: precisando ganhar, virar o jogo, e dois centroavantes no banco até os 60 minutos…’

CLAUDINEI VILELA: Não sei porque a galera tá pluta… Time jogou do jeito que tudo mundo quer…. Quem fez o manonol foi o Inter… De agora em diante, o melhor a fazer é esquecer as copas. A Era Mano acabou!

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