Neto: “Foi o único jogo que saiu da mesmice”

Por SÍNDICO | Em 2 de abril de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 3×0 Vélez Sarsfield, em 31mar10, no Mineirão, pela 5ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Foi um grande jogo. Não erramos, todo mundo esteve muito atento e concentrado pro que tinha que ser feito pra conquistar a vitória e voltar à primeira posição. O Cruzeiro está de parabéns, respeitou o adversário, colocou em prática seu futebol e isso foi importante. Foi um jogo de bastante velocidade, posse de bola e atenção na defesa.
  2. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: O jogo de ontem foi mágico! Graças ao apoio de vocês fizemos uma bela festa no Gigante da Pampulha. Foi pegado e bastante disputado, mas vencemos e demos um passo importante rumo à nossa classificação. E fim de semana já tem outro jogo decisivo, hein!? Desta vez, contamos com a China Azul, mais uma vez, para nos empurrar contra o Uberaba. Passaremos por uma maratona de jogos neste mês. Mas a nossa comissão técnica é competente e o planejamento feito faz com que a gente chegue inteiro para essas decisões. É sempre bom lembrar que a força de vocês é o diferencial que temos no Mineirão. Por isso, não deixem de comparecer e dar o show que costumam dar. Ontem, o torcedor foi nosso décimo segundo jogador e, dessa forma, temos mais força para bater nossos adversários. Muito obrigado, força celeste!
  3. Henrique, volante do Cruzeiro: A gente vai com pensamento de vitória contra o Colo Colo. Temos de nos classificar bem, porque a 1ª colocação traz benefícios lá na frente. Nosso objetivo é esse, e vamos buscar um resultado positivo. Nossa equipe facilitou o jogo, porque jogou desde o começo com empenho, determinação. O adversário estava com a bola e chegava um, dois, até mesmo três pra tentar tirar. Esse é o espírito que temos de ter pra ser uma equipe sempre vencedora. Nossa equipe foi determinada na marcação. Isso facilitou pras bolas não chegarem ao nosso gol.
  4. Kleber, atacante do Cruzeiro: Perdemos pra eles, na Argentina, com dois a menos, mas a gente sabia que aqui seria diferente. Fizemos uma bela partida e o mérito é de todo mundo, que correu e lutou até o final.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Tenho tido boas atuações, feito os gols. No São Paulo, estava bem, mas sofri uma lesão, fiquei três meses sem jogar. Aqui no Cruzeiro, desde o returno do Campeonato Brasileiro do ano passado, venho crescendo junto com o elenco. Tenho planos pra minha carreira. Quero conquistar títulos no Cruzeiro. Tem que ter raça, vontade e determinação, não basta ser favorito. Futebol a nossa equipe sabe jogar. A concentração tem que melhorar, a Libertadores prova que um momento de desatenção custa caro, como custou ano passado. Hoje, nossa equipe cadencia mais o jogo, pois tem mais jogadores de marcação, que chegam menos na frente, diferente de quando jogávamos com o Ramires e com o Wagner, que são jogadores de mais velocidade. Acho que, para um time que quer ser campeão, tem que estar unido e mostrar pro treinador que tem condições.
  6. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: O time jogou bem. Os meninos correram direitinho, tentaram fazer aquilo que foi pedido. Tivemos inúmeras oportunidades. Começamos agressivos, mas infelizmente não conseguimos definir no 1º tempo. Voltamos bem melhores no 2º e fizemos os gols. A gente sabe o que eles podem jogar. A necessidade do jogo, a tradição do adversário, a competição, a manutenção do time que a gente trabalha há alguns anos, com jogadores que nós confiamos, tudo isso influenciou. Foi uma grande apresentação com a ajuda do torcedor. Não é fácil. Final de mês, sete e meia, as dificuldades do trânsito, chuva… Gostaria de agradecer ao torcedor, parabenizar, porque acho que ele foi peça importante no incentivo. É difícil jogar os 74 jogos da temporada no mesmo nível. A gente que acompanha o futebol vê equipes que têm dificuldade. Trocam, revezam, o jogador não tem a mesma performance, você tem de ter cuidados, o adversário é diferente, a competição é diferente. Qualidade o Cruzeiro tem. Tem organização tática, padrão de jogo, jogadores que sabem se impor. O adversário respeita o Cruzeiro. Temos um grupo bom, mas não dá pra jogar todos os jogos no mesmo nível. Kleber fez um belo jogo. Participou, fez os gols, chamou, segurou. É um jogador muito importante. O Cruzeiro é respeitado. Pode não ter muita divulgação, mas eu vejo o Mano elogiando, o Ricardo Gomes elogiando, o Andrade elogiando. Os jogadores elogiam o Cruzeiro, sabem do potencial. Nós somos respeitados na América do Sul. Eu tenho consciência de que a gente tem padrão, uma base, uma experiência, mas não é tão simples assim chegar. Vamos por etapas, tentar nos classificar numa situação que nos dê tranquilidade de decidir aqui.
  7. Ricardo Gareca, treinador do Vélez Sarsfield: Nunca nos imaginamos imbatíveis e a produção do Cruzeiro foi superlativa. Esta partida nos servirá no futuro. Agora, já não temos classificação garantida e estamos obrigados a ganhar a próxima partida. Um triunfo é sempre bom, mas derrotas deste tipo também ajudam, neste caso pra analisarmos as coisas que não se pode repetir.”
  8. Olé, diário esportivo argentino: Na semana santa, o Vélez carregou sua cruz: a goleada do Cruzeiro foi com baile, como nunca havia ocorrido na Era Gareca. Não mais invicto na Copa, o clube complicou suas chances de se classificar como primeiro do grupo. O Cruzeiro dominou do princípio ao fim por sua velocidade de movimentação, ocupação de espaços e capacidade individual. Nada do que pensou El Tigre Gareca aconteceu na prática. O Vélez passará às oitavas-de-final, mesmo que seja em 2º lugar. Este acidente deve ser guardado como aprendizagem para as fases de eliminação diante dos adversários mais exigentes. Cruzeiro, com oito titulares que enfrentaram o Estudiantes na última final, mostrou ao Vélez o que lhe espera quando a margem de erro se reduzir ao mínimo. Vélez dispõe de tempo, plantel e técnico pra evitar o trauma de um baile.
  9. Supergol, saite esportivo argentino: Os brasileiros dominaram a partida de ponta a ponta, passando avassaladoramente sobre uma equipe que esteve muito distante da condição de melhor da Argentina ao lado do Estudiantes.
  10. Saite Oficial do VélezPor mais que se tente acordar convencido de que foi apenas um sonho ruim, não tem como deixar de acreditar que foi um pesadelo. Um desses do qual se quer fugir, mas o sono profundo te convida a ficar um pouco mais e você experimenta um masoquismo do qual não consegue escapar, refém que está do pesadelo. O Vélez jamais conseguiu ser o verdadeiro Vélez na noite de Belo Horizonte, o que é inusitado pra esta equipe. Porque não teve encaixe, poder de reação nem personalidade. Porque parecia um guerreiro do qual se tirou a alma antes de uma batalha. Porque o time custou muito a pisar firme no terreno de jogo. Porque numa equipe azeitada, quando alguma peça da engrenagem não funciona o resultado só pode ser parecido com este. Porque sem a fantástica triangulação entre Zapata, Moralez e Papa, o Vélez acaba precisando de respiração artificial. Porque sem alimentação, os atacantes fraquejam e, famintos, ficam implorando por uma bola, que nem mendigos. Porque sem jogadas nas costas dos beques, ficando só no mano a mano com eles, resta aos atacantes correrem num campo que tem dimensões de estância. Porque o rival estava com sede de revanche devido ao jogo inaugural de ambos nesta Libertadores. Porque ele estava tão certo de que receberia uma equipe que sonha com o título, que até festejou com foguetório tão logo consumou a goleada. Porque, pro Cruzeiro, a partida significava sua continuação na Copa. Mas, sobretudo, porque Vélez não foi Vélez e isto facilitou ainda mais as coisas pro rival. Porque foi a primeira vez na longa e exitosa estadia de Gareca à frente do Fortín que ocorreu uma goleada sem atenuantes. Houve outras por placares idênticos, mas nunca contra este time copeiro do Vélez. Talvez, por isto, a luz de alarme tenha de ser acesa. Porque o Cruzeiro delatou algumas falências deste Vélez. Aprendizagem: este é o caminho pra este Vélez, que jamais se dá por vencido e não se deixa vencer facilmente, chegue longe. Pra derrubar este time de Gareca, é preciso matá-lo três vezes. Mas nunca numa só partida. Agora, é preciso reavivar a garra, pois o sonho de todo mundo está aí, faminto, ansioso, esperando por um sopro divino. Não é hora de cair. É hora de crescer e de acreditar. O Vélez voltará a ser o Vélez novamente depois dos golpes que deixaram marcas profundas. O time brasileiro aplicou três golpes eficazes num Vélez que estava com a guarda baixa. Então, como ocorre nas grandes lutas de boxe, ou se beija a lona ou se levanta pra continuar a briga.
  11. André Kfouri, em seu blog: Foi um baile na Pampulha. Thiago Ribeiro e Kléber “Rooney” destruíram o Vélez Sarsfield no Mineirão, e o Cruzeiro lidera o grupo 7 da Libertadores. Kléber chegou a 7 gols, artilheiro da Copa.
  12. Juca Kfouri, em seu blog: Um tango no Mineirão: Estava no ar, na CBN, e vi apenas de relance a bela atuação do Cruzeiro diante do Velez Sarsfield, no Mineirão, com mais de 43 mil pagantes. O placar de 3×0 não deixa dúvida sobre a superioridade mineira. Thiago Ribeiro jogou demais. Fez um gol, o primeiro, no primeiro tempo, e deu dois para Kléber, no segundo. Beleza! A Raposa lidera o grupo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: O mundo perfeito: O Cruzeiro teve a melhor atuação de um time brasileiro na Libertadores-2010. Talvez tenha sido o melhor desempenho de uma equipe, independentemente da nacionalidade, na competição. Transformou uma partida que tinha tudo para ser difícilima, autêntica guerra, numa apoteose. Foi perfeito. Tudo deu certo. A defesa não falhou. Os volantes jogaram demais. Gilberto não foi expulso. Thiago Ribeiro fez sua melhor partida com a camisa azul. E Kleber, com dois gols, foi para  a galera e desbancou o panamenho Luis Tejada, do Juan Aurich, da liderança entre os goleadores. O Gladiador chegou aos sete gols. E, melhor ainda, com o categórico placar de 3 a 0, o Cruzeiro desbancou o Velez do primeiro lugar e encaminhou sua classificação. Mas antes terá que fazer um pit stop (e pontuar) em Santiago, onde enfrentará um desesperado Colo-Colo na última rodada. Com um desempenho como o de hoje, fica difícil imaginar o Cruzeiro fora da Libertadores. Era impossível ganhar da Raposa nessa noite, no Mineirão. O time entendeu a importância da partida, confinou o Velez dentro do seu próprio campo de defesa e, nos momentos decisivos, soube matar a partida. Aos 32 minutos, quando os argentinos começavam a se acomodar em campo, Thiago Ribeiro ganhou uma jogada na raça, limpou a jogada e acertou um canudo da entrada da área: 1 a 0. Aos 3min do segundo tempo, Kleber marcou o segundo. E, aos 8min, o terceiro. Três pancadas seguidas. Três gols 20 minutos. O Velez estava na lona. Hoje não tinha jeito. Era a noite do Cruzeiro. Melhor atuação do ano. Melhor desempenho de brasileiro na Libertadores. Se você perguntar ao torcedor cruzeirense o que pode ser um sinônimo para mundo perfeito, ele dirá que foi a noite do 31 de março de 2010. E não me venham com piada de primeiro de abril. Foi tudo real e verdadeiro. Tão bom que todos vão querer ver de novo. E vai ter reprise? Suspense.
  14. Mauro Beting, em seu blog: A melhor exibição em 2010. E contra um bom time (mesmo que tenha Sebá e El Tanque Silva). Thiago Ribeiro bem demais. Kléber doidimais. Gilberto recuperado. Jonathan e Diego Renan lá na frente, bem protegidos por Henrique e Marquinhos Paraná. Torcida apoiando desde o início. Intensidade de jogo, marcação adiantada mas não escancarada. Troca de bola. Velocidade. Qualidade. Tudo que um time precisa em qualquer competição, ainda mais na Libertadores. É o jogo, o placar e o desempenho para a Raposa emoldurar, gravae e tentar repetir na competição. A melhor exibição brasileira no torneio. A questão é repeti-la. E é possível para um vice-campeão que manteve a base, mas ainda não havia mostrado regularidade. Quem sabe agora.
  15. Mário Marra, em seu blog: O melhor contra o melhor: O simples fato de ser um confronto contra um argentino já servia para aumentar a motivação, a euforia/ansiedade e a renda. Para colocar uma pimenta a mais, o jogo contra o Vélez seria contra o líder do grupo e trazia a lembrança da primeira partida, em Buenos Aires. O torcedor compareceu em bom número e assistiu ao melhor futebol apresentado pelo Cruzeiro em 2010. O futebol apresentado pelos argentinos era apontado como o melhor da competição. O Vélez apostou em Díaz na lateral, Cubero como volante pela direita, Somoza mais centralizado e Zapata e Papa pela esquerda. O baixinho Moralez, muitas vezes abria nas costas de Jonathan e os uruguaios do ataque clamavam por uma bola bem trabalhada pelo meio – mas ela não veio. A estratégia de Ricardo Gareca poderia ter sido ousada e inteligente, entretanto, Jonathan deu de ombros para Moralez. Ele sabia que tinha cobertura com Henrique ou Fabinho. A diferença do comando de Adilson se dá aí: Jonathan não é mais apenas um lateral e o time não é estático. Com a posse da bola, o Cruzeiro foi dando limites ao Vélez e Thiago Ribeiro se destacou pela movimentação. O primeiro gol da noite foi dele, que aproveitou boa jogada de Diego Renan. O intervalo do Vélez foi maior que o do Cruzeiro. Gareca deve ter tentado entender o que estava acontecendo. Deu até para perceber que o Centenário apertou a marcação, no entanto, aos 3 minutos, Henrique roubou a bola e não fez o que faz um volante normal – ele levantou a cabeça, driblou e achou Thiago Ribeiro aberto pela direita, ele cruzou e Kléber se atirou na bola para fazer o segundo. Gareca adiantou Papa e fez Lima entrar como lateral, Cubero foi para a direita. Moralez foi enquadrado em algum artigo do Código de Adilson Batista e não viu a bola. Nem deu tempo! Aos oito, novamente Diego Renan fez boa jogada e tocou para Thiago Ribeiro – vestido de meia – ele tocou para Kléber, que de biquinho fez o terceiro. O Vélez mexeu e remexeu e de nada adiantou. Adilson fez Fabrício entrar e o meio só cresceu. A melhor partida do Cruzeiro em 2010 deve servir de modelo. O time foi competitivo sem ser brigão. Foi técnico sem ser firulento. Foi ousado sem ser irresponsável. Foi bonito ver o que o Cruzeiro fez em campo. A situação no grupo se tornou boa, mas todo cuidado é pouco. O Vélez perdeu o jogo que podia perder. Agora, os argentinos encerram a participação na fase de grupos contra o Dep. Itália em casa. O Colo Colo ainda disputa seis pontos. Três contra os venezuelanos, fora de casa e três contra o Cruzeiro em casa. Vida dura para todos, mas o Cruzeiro mostrou que é capaz de jogar bem contra qualquer time. O melhor do Cruzeiro em 2010: O Cruzeiro fez a melhor apresentação de 2010 no jogo mais importante do ano: contra o Vélez. O time combinou muito bem a beleza com a eficiência. O baixinho Moralez, descrito como mágico e irresistível, não viu a bola. O resultado de 3 a 0 não deixou dúvidas. Mais expressivo que o placar do jogo foi a atuação da equipe. Todos os setores do time estiveram bem e vários foram os destaques individuais. É impossível não destacar a movimentação e as assistências de Thiago Ribeiro. Diego Renan foi muito importante também e Henrique, como de costume, tomou conta do meio de campo. Entretanto, na minha avaliação, Kléber fez muita diferença e foi o grande destaque. Aquele estilo de jogo de cotovelos abertos e muita provocação deu espaço a um futebol técnico, habilidoso e inteligente. A impressão que fica é que se o atacante jogasse sempre preocupado só com a bola não seria nada anormal falar até em seleção para. Pesa e muito contra ele o histórico de confusões e expulsões, no entanto, se ele repetir a mesma bola e a imagem muda facilmente. A vitória do Cruzeiro representou um passo importante rumo a próxima fase, mas todo cuidado é pouco em um grupo bem complicado.
  16. Neto, em seu blog: O único jogo que saiu da mesmice foi o do Cruzeiro. Bela vitória de 3×0 contra o truculento time do Velez Sarsfield. Show dos atacantes Thiago Ribeiro e Kléber Gladiador. Por sinal esse resultado fez os mineiros assumirem a ponta do grupo 7 da Libertadores. Como disse desde o começo da competição, a Raposa é sim favorita pra ficar com a taça esse ano.
  17. Danilo VIX, no PHD: Um dos melhores lances do jogo foi a jogada do Henrique que resultou no 2º gol. Ele roubou uma bola no ar, depois deu um drible no meio campo do Velez desses que eu só havia visto em video game… Passou para o Thiago Ribeiro que fez o resto. Sem dúvida, foi o melhor jogo do Cruzeiro em 2010. O time teve unidade, inspiração, garra e objetivo (talvez tenha esquecido um pouco esse objetivo quando o Jonathan tentou um calcanhar que saiu completamente errado no meiod e campo). Time Perfeito! Eu tinha que ter gravado esse jogo… Os dribles e jogadas foram sensacionais, teve este do Henrique, o traço do Gil no Santiago Silva, que ficou no chão. Teve caneta do Kleber, do Paraná, do Henrique novamente. Lances do Thiago Ribeiro…. Putz! Quanta coisa em um jogo só! Demais! No lance do Gilberto tudo bem que ele encenou um tanto, mas pelo que percebi a perna que está dobrada do zagueiro argentino toca o pé de apoio dele. Só eu vi isso? E olha que nem comi a pipoca batizada daí do Mineirão…
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: O time inteiro do cruzeiro tocou a bola rápido ninguém a prendeu desnecessariamente. Kleber soltou a bola com rapidez e quando isto acontece o time voa. Assim como o Lédio Carmona disse, foi a melhor atuação de um time na Libertadores neste ano. Mas parece que somente nós e o Carmona vimos. Não é ruim o Eixo continuar tecendo loas a Corintiãs e ao Fla deixando o Cruzeiro em 2º plano. Melhor assim.
  19. Ernesto Araujo, no PHD: Partida corretíssima do Cruzeiro. Só estiveram fracos o Gilberto, que ainda não chegou em 2010 mas melhorou um pouquinho no 2º tempo e o Paraná, que até começou com a corda toda dando passes na frente e carrinho lá trás mas depois voltou ao jogo burocrático e perdeu duas bolas que resultaram em lances perigosíssimos para o Vélez. Só não dá pra aguentar é o pessoal dizendo que o Diego Renan tá muito preso (até nem foi tanto o caso de ontem) etc… Poxa, ele tá aprendendo algo fundamental para um lateral: só ir na boa! Pra mim, ele joga melhor subindo só na hora certa. Nada de jogar 90 minutos da intermediária do adversário pra frente.
  20. Wallace Wfs, no PHD: Ontem não teve jogo, teve aula. O 3-4-3 do AB foi sensacional com a defesa bem plantada, e o meio de campo dando show. O Vélez foi sufocado. Faltou inspiração ao Gilberto pra comandar uma goleada histórica. Ontem, ver a torcida gritando o nome do Henrique, foi como se o mineirão inteiro estivesse fritando a língua. TR e K25 foram “imarcaveis”, DR se acertou de vez na marcação e no ataque. AB é o cara! 3×0 foi pouco. Gritamos olé e vimos o Cruzeiro passar vários minutos tocando a bola rapidamente, de um lado pro outro.Isto se chama esquema de jogo. Boa parte da torcida chata,  digo, exigente, que estava perto de mim, por pouco não vaia o Jonathan e o Paraná. Mas foi uma aula de como tornar um toque curto pro lado eficaz. E o torcedor que se diz exigente não consegue ver o padrão de jogo do Cruzeiro, um time que preza a posse de bola, que a toca para o lado e pra frente, conforme a situação de jogo. O meio de campo celeste é mais ofensivo com quatro volantes do que muitos times brasileiros, mas vai mostrar isso pra essa facção que se diz exigente…
  21. Naldo Morato, no PHD: Minhas Notas: Fábio (8), Jonathan (8), Leonardo Silva (8), Thiago Heleno (7), Diego Renan (8), Fabinho (8), Marquinhos Paraná (7) Henrique (9), Gilberto (7), Kleber (9), Thiago Ribeiro (10). Gil (7), Fabinho (7), Wellington Paulista (S/N). Adilson Baptista (10).
  22. Mariana, no PHD: Na saída do estádio, um idiota teve a capacidade de dizer que era pra ter ganhado de 5×0, que foi uma pena o Adílson ter colocado quatro volantes… Ah, neeemmmm… Que poreguiça.

Pesquisa: Romarol e Síndico

53 comentários para “Neto: “Foi o único jogo que saiu da mesmice””

  1. Romarol disse:

    Desta vez pedi ao JS não avisar o 5erel0 para que ele não seja o first!

  2. Romarol disse:

    Eu ainda estou preocupado com a classificação. Ainda acho que haverá equipes com 10 ou até 11 pontos de fora das oitavas. Devido ao saldo de gols do Cruzeiro, penso que o empate no Chile nos classificará. Mas ainda podemos ficar de fora dependendo da combinação de resultados. Só vou comemorar esta bela exibição com a passagem da próxima fase. Caso contrário, será apenas um grande jogo sem qualquer conteúdo prático.

    • Jorge Santana disse:

      Todo jogo tem conteúdo prático. Cada um tem sua página na história do clube. Títulos são exceções. Acontecimentos grandiosos. O torcedor deveria prestar mais atenção e curtir mais os jogos. Divertir-se mais com eles. Troço mais chato do que o tal torcedor exigente não há. O cara pensa que o time é campeão por antecipação e, se perde o título, alguém tem culpa em cartório. Como se o adversário não existisse. A maior parte dos torcedores não sabia que o Estudiantes tinha mais títulos nacionais, continentais e mundiais do que o Cruzeiro antes da final da Libertas 2009. Foram apresentados à tradição naquele 15jul09. Falta de cultura esportiva. Depois, vem aquela penca de tolices: Verón intimidou Ramires, Kleber deu soco em Wagner, elenco rachado e baboseiras afins. Por isto, o fim dos estaduais vai turbinar ainda mais os clubes ricaços. Quem vai ter paciência pra torcer por um Bota, Sport ou Vitória? Estes vão demorara décadas até dar uma volta olímpica. Vai todo mundo migrar para os megaclubes.

      • Romarol disse:

        JS, eu aprendi com você. É melhor ser pessimista. Se o Cruzeiro não se classificar para a próxima fase, não vou sofrer tanto. Já estou me preparando, pois o Cruzeiro não combinou com o Desportivo Itália em entregar os pontos no jogo na Venezuela. E acho que também não vai combinar com o Colo-Colo no Chile, mesmo que este já esteja eliminado antecipadamente. Mas você pode esperar o Rio Arrudas transbordar caso a classificação não venha após esta bela exibição. Será o maior chororô na história do PHD.

      • Jorge Santana disse:

        Como já disse o Adílson: “Se não classificar, o mundo não acaba”.

      • Rodrigo-bsb disse:

        o importante é campeonar, técnico e time que nao ganham títulos nao fazem história e a longo prazo o resultado é o que se ve com o Atlético mineiro. E técnicos que nao conquistam títulos podem até ser tidos como bom profissionais, mas nao aduqirem prestigio e nao sao lembrados por ninguém. Eu tenho certeza que o Adilson quer fazer parte da lista que inclui Tele, Luxemburgo, Scolari e Autuori do que ficare no time dos Cuca, Caio Junior e Celso Roth. O Cruzeiro só ‘o que é hoje pelos titulos que conquistou e o Atlético é o que é por tudo que nao ganhou.

      • Jorge Santana disse:

        Todo tome quer ser campeão, mas afora o antigo Rio-Sp que pdia ter dois ou até quatro campeões numa só edição, nos demais torneios só um leva o caneco. De resto, as platitudes de sempre. Coisa de torcedor de ocasião. Se vence, faz festa. Se perde, cai fora.

      • Sobrinho disse:

        Todos queremos títulos importantes, o Adilson quer títulos importantes. Jogar um trabalho muito bom de 2 anos e 3 meses no lixo por que não ganhou um Libertadores ou um Brasileiro é burrice.

      • Jorge Santana disse:

        Ex-Dylan não incluiu Parreira e Zagallo ma lista de vencedores. Logos eles, que são campeões mundiais. Mas incluiu Telê, que perdeu Mundialito e duas copas.

      • Rodrigo-bsb disse:

        nao classificar na Libertadores pode nao ser o fim do mundo mas seria uma tremenda demonstracao de incompetencia com o elenco e a estrutura que o Cruzeiro tem. O futebol é uma meritocracia , muitos disputam e perdem, poucos ganham e os que ganham fazem historia. Os melhores se sobressaem e o critério de excelência é a conquista de títulos. Simples assim.

      • Rodrigo-bsb disse:

        Tele venceu campeonato brasileiro, libertadores e mundial de clubes. Ë pouco? Zagalo e Parreira são vencedores indisctivelmente,mas a não ser pela seleção de 70 que, aliás, foi montada pelo João Saldanha, nenhum dois dois montou times que me agradassem.Mas não sou louco de discutir a competência deles.

      • Rodrigo-bsb disse:

        um dia ainda farei um post sobre um texto maravilhoso do diretor Pasolini escrito depois jogo Brasil e Itália em 70 sobre a diferença entre futebol de prosa e futebol de poesia. O fato de você se inclinar a admirar um deles não acarreta nenhuma supremacia de um sobre o outro, trata-se apenas de uma diferença estilística, de duas formas de jogo distintas, ambas vitoriosas ao longo da história. E eu acho que o texto ilustraria com perfeição as diferenças tão claras entre equipes comandadas pelo DJ e aquelas comandadas pelo Adilson, por exemplo.É normal existir afinidade estética em relação a um modelo de futebol, assim como na arte, gastronomia, mulheres, etc.

      • Jorge Santana disse:

        Quanta tolice. Por preguiça, vou passar.

      • Rodrigo-bsb disse:

        achoq ue vc nem entendeu o que estava escrito

    • Naldo disse:

      Romarol, se o Cruzeiro não passar para as oitavas,(toc,toc,toc…), esta partida não deixará de ser memorável. Assim como não deixaria de ser lamentável aquela goleada para o Estudiantes em 2009, se o Cruzeiro tivesse campeoando. Cada jogo é uma história.

  3. simone b de castro disse:

    Como sempre, Mario Marra e Lédio Carmona dando show nos comentários!

  4. rosan amaral disse:

    Aqui em São Paulo eles passaram o recibo de como o Cruzeiro estava incomodando com a vitória de quarta-feira: hoje postaram com grande destaque que os gambás são os melhores primeiros na libertadores com a vitória desta quinta-feira (por sinal muito suada como reconhecem os gambás da região).

    • LUIZ ANTONIO disse:

      Em 2009 0 Estudientes foi campeão sem ser o melhor classifcado. EU QUERO É VER O CRUZEIRÃO ENTRANDO NAS OITAVAS. NÃO IMPORTA COMO…

      • Naldo disse:

        O time pode ser campeão apenas cumprindo as regras. Classificando em cada fase e ganhando a final nem que seja nas penalidades, ou tiro livre.

    • simone b de castro disse:

      Eles caíram num grupo fácil, fácil! Se o Cruzeiro passar nesse grupo, vai forte para a outra fase, podem crer! E com moral!

    • Naldo disse:

      O Globo Esporte mandou tambem a mesma notícia sobre o fato do SCCP ser o melhor primeiro colocado. Tem sempre que exaltar algo sobre eles. Faz parte.

  5. Celso Libertadores disse:

    Nenhum comentário saiu da mesmice.

  6. Andre disse:

    Amigos, ainda não nada decidido nesta fase de grupos. Praticamente, garantimos, pelo menos, a 2ª colocação de nosso grupo, entretanto a fase de grupos desse mostra uma pontuação mais equilibrada entre os postulantes a classificação, por isso 10 pontos não garante entre os melhores segundo e até mesmo 11 pontos pode não ser suficiente, mas lembremos que temos um belo saldo de gols e isso pesa a nosso favor. Uma vitoria no Chile, o que não é impossivel, nos deixa entre os melhore primeiros, então rumo a vitoria no Chile. Talvez o jogo não seja em Santiago e um tropeço do Colo Colo contra o D.Italia fará com que o time chileno entre com a equipe reserva na partida conosco.

  7. Walterson disse:

    E o Juca, pra variar, escreve de oreiada.

  8. Cleber Mendes disse:

    Mineiro não se vinga, espera. O meu Cruzeirão MultiSuperCampeão esperou e devolveu ao Vélez (engraçado ouvir os brasileiros dizerem Vélis) a derrota sofrida em Liniers. Jorge, pode me contar como estava o clima no Gigante da Pampulha? Assistindo pela tv fiquei com a impressão de que a China Azul fez muito, muito barulho. Acertei?

    • Andre disse:

      Tava um clima leve e alegre no Mineirão.

    • Jorge Santana disse:

      Acertou, Cleber. E acertará sempre que o time estiver jogando bem. Qualquer torcedor brasileiro é torcedor de resultados. O time joga pra ele torcer, jamais o contrário.

    • Walterson disse:

      Na verdade, o som do estádio estava muito baixo, quase não se ouvia a torcida na tv. Muito diferente do jogo das frangas, até com microfone no meio da “massa”.

      • simone b de castro disse:

        Eles sempre fazem essa sacanagem! Deveríamos protestar! Dá a impressão de que a torcida não está muito animada, e a das frangas está dando show.

  9. Cleber Mendes disse:

    Acertou!

  10. Marcelo P. disse:

    OFF: Estava almoçando em um restaurante quando chega o Tardelli, acompanhado, e atrai alguns olhares. Nada demais, se não fosse o comentário da minha esposa ao saber de quem se tratava: “Ah, esse é que é Tardelli? Juro que achei que era uma mulher famosa, com o cabelereiro a tiracolo. Porque ele tem cara daqueles cabelereiros bem bregas, né?”

  11. Flavio Carneiro disse:

    Na minha opinião o melhor comentário foi o do Lédio Carmona, escreveu aquilo que eu gostaria de ter escrito.

  12. Binho disse:

    E alguém postou esse site outro dia. Muito bom. Todos os números do jogo. http://www.rankingfutebol.com.br/2010/03/cruzeiro-3×0-velez/

    • Binho disse:

      Todo mundo deveria dar uma olhada nele antes de dizer suas bobagens analíticas, dizendo que fulano errou muitos passes, ciclano fugiu da bola, etc e tal.

    • rosan amaral disse:

      Este raking é meio burro: iguala as vitórias do Grêmio pelo gauchão com as vitórias do Cruzeiro pela Libertadores.

  13. Binho disse:

    Notem que o Cruzzeiro tem o 2º melhor ataque do ano no Brasil. Só perde pro Santos.

    • Naldo disse:

      O Santos fez 19 gols em 2 jogos, é difícil igualar-se a eles. No mais tamos bem na fita.

    • Walterson disse:

      Quando o Cruzeiro pegou alguma baba, jogou com time reserva. As únicas goleadas foram o Uberlandia, Uberaba e o Potosi.

  14. Naldo disse:

    Quem vê só o resultado, pode achar que o jogo foi fácil. Alguns podem até achar que o Velez não jogou nada. Nada disso: o Cruzeiro fez o jogo se tornar fácil atuando de forma espetacular. O Velez fez o que pode diante do inspirado time celeste, que mostra que tem potencial para seguir adiante e conseguir seus objetivos.

  15. Naldo disse:

    O eixo pode até não falar do Cruzeiro como falam dos times de lá. Normal, sempre foi assim, mas que tão de olho Cruzeiro, isto é fato. Normal, sempre foi assim.