Negros contra louros no imaginário dos pecês

Por SÍNDICO | Em 17 de abril de 2010

Palmeiras e Atlético faziam um jogo catimbado no Parque Antártica quando o lateral Manoel e o beque Danilo se desentenderam.

Danilo chamou Manoel de macaco, o lateral respondeu com uma cabeçada, levou uma cusparada e, mais adiante, aproveitou-se de uma queda do palmeirense pra lhe pisar na canela.

Sequência de lances praticados por toscos, que se valem de quaisquer artifícios pra se dar bem numa partida. Mas coisa de futebol, goste-se ou não.

Desse futebol, no qual cartolas, torcedores e jornalistas põem pilha a semana inteira e, depois, exigem que seja disputado cavalheirescamente, por lordes.

E quando tal não acontece mandam a fatura recheada de hipocrisia e oportunismo para quem antes estimularam a fazer guerra.

Encerrada a partida, cada jogador foi pro seu lado. O parananense relevando a agressão verbal e a cusparada, o palmeirense esquecendo-se do pontapé e da cabeçada.

Mas um diretor do CAP viu no entrevero boa oportunidade de atiçar sua torcida contra o rival no jogo de volta e, com isto, intimidá-lo pra facilitar uma vitória.

Pra obter sucesso em sua empreitada, fez o jogador paranaense prestar queixa na delegacia contra o suposto racista Danilo.

Racista que convive e trabalha com negros o tempo todo e nunca pensou em se transferir pro futebol escandinavo onde só conviveria com louros.

De sua tribuna no CBN EC, Juca Kfouri aproveitou a oportunidade pra fazer política. Disse não compreender como um negro faz isto com outro.

É  a luta de classes! Ou se é louro ou se é negro. Tem de ser assim, bem dividido pra que, dialeticamente, se chegue a uma superação de qualquer diferença na sociedade.

Danilo não é uma coisa nem outra. É mestiço como 90% dos brasileiros. Politicamente, contudo, alguns segmentos políticos tentam construir uma divisão radical entre negros e brancos. Oprimidos contra opressores.

Além de tolice científica, isto é hipocrisia. Principalmente quando o comentarista diz que que chamar um japonês de japonês de merda, no trânsito, é menos ofensivo do que chamar um negro de macaco.

É tudo a mesma coisa. É ofensa. Agora, racismo, de verdade, é segregar japoneses, negros, brancos, paraibanos ou bolivianos por conta de características físicas.

E não se vê isto no futebol brasileiro. Nem nas universidades, clubes, escolas e igrejas. Ninguém está proibido legalmente de frequentar qualquer ambiente.

Chato e até vergonhoso é usar episódios de campo de futebol pra alavancar discórdias inxistentes na sociedade.

Para tais episódios, restritor as relações pessoais, existe o CBJD que prevê penas para variadas ofensas. Que ele seja aplicado e ponto final.

Mas numa coisa, estamos de acordo, Tanto eu como o comentarista, acreditamos no poder saneador de um bom murro na fuça de quem nos ofende.

O resto da história todos já sabem. O delegado se enfastiou -vai ver é algum lourão- por tratar de pendenga de boleiros quando tem de correr atrás de tantos bandidos de verdade soltos por aí.

E o resultado será o mesmo dos casos Grafite x Desabato e Elicarlos x López. Na miúda, o ofendido retira a ação e vida que segue.

Mas nessas alturas a propaganda e o veneno dos pecês já foi destilado e não se fala mais dos casos.

67 comentários para “Negros contra louros no imaginário dos pecês”

  1. Ernesto Araujo disse:

    Jorge, só li o post em consideração a você porque, sinceramente, esse assunto pra mim já deu o que tinha que dar. Mais uma história dessas ?? Ah não… Quando ouvi a manchete na TV falando “RACISMO NO JOGO PALMEIRAS X ATL-PR” pensei que era outra coisa…

  2. Mauro França disse:

    Totalmente de acordo com o post.

  3. Jorge Santana disse:

    Obviamente, serei acusado de defender o louro racista Danilo contra o negro coitadinho do negro Manoel. Mas isto tb faz parte da idiotia que viceja neztepaiz em que se aceita como normal as mortes de dissidentes cubanos e de manifestantes iranianos, mas, de jeito maneira, rusgas de campo de futebol.

  4. Olivieri disse:

    Bom, até concordo os fundamentos do seu post, Jorge. Porém, convenhamos que a história dos negros, judeus e índios, por exemplo, nos obriga a ser diligente com as alcunhas estendidas. Teve uma época em que “macaco” era instrumento argumentativo para se segregar negros e “raça impura” para se segregar judeus. É complicada essa discussão.

    • Olivieri disse:

      *nos obriga a sermos diligentes…

      • Rodrigo-bsb disse:

        essa época é hoje, Olivieri.Nao tem que ter condescendencia com racista. Tomara que esse zagueiro leve o assunto as ultimas conseqüências nos tribunais. Campo de futebol não é espaço virtual, nem imaginário. Se isso acontece na Europa o cara vai para cadeia no ato.A sociedade brasileira é uma das mais racistas do mundo e pior, aqui o racismo velado.Se esconde atrás dessa pretensa democracia racial que só existe na fabulação mistificadora da nossa elite. Enxergar a questão do preconceito racial pela ótica biológica é de uma miopia impar, pois trata-se de um problema social e político da maior gravidade que persiste ate hoje. Por isso tem que ter tolerância zero. Falou no jogo ou onde for punição severa até essa b.ababquice ser banida da sociedade de uma vez.

      • Sobrinho disse:

        Vixe, o velho papo de que o “racismo” velado no Brasil é pior que o escancarado e real de outros países.

      • Jorge Santana disse:

        Pra fascistas, melhor o apartheid do que a mestiçagem brasileira. E ainda há quem leve esses hipocritas a sério.

      • Rodrigo-bsb disse:

        aqui so é velado porque quem é cumplice do segregacionismo nao tem coragem de admitir. Vai ver qual etnia sofre mais violencia policial. Qual tem mais acesso as Universidades. Nossa elite atrasada nao gosta de conflitos, nem de leis que lhe roubem os privilégios e malandramente fica criando slogans como esse da democracia racial pra mascarar sua hipocrisia. No fundo querem é deixar os negros no seu lugar.

      • Jorge Santana disse:

        Pros fascistas deztepaiz, matar um operário negro em Cuba é nada se comparado a um bate-boca dentro de campo. Normal. Faz parte do show.

    • Jorge Santana disse:

      Olivieri, quase todas as etnias já foram escravizadas algum dia. Inclusive entre elas mesmos. Os negros que vieram pras Américas eram comprados por traficantes de outros negros que os escravizavam. Se enveredarmos pela história não sobrará nenhuma civilização de pé. Nas sociedades plurais, há normas pra punir ofensas. Que elas sejam aplicadas. Agora, fazer política com um entrevero de campo é de um oportunismo vergonhoso. E o pior é manter o negro sob proteção dos bonzinhos. Isto, sim, é humilhação.

  5. Moema (MFox) disse:

    Não estou acompanhando este caso de perto, mas parece-me que neste último episódio, ao contrário do que aconteceu no caso Elicarlos (não me lembro no caso do Grafite), o fato foi comprovado pelo vídeo na qual se ouve perfeitamente o xingamento de macaco do “carvalho”. Jorge, lendo o seu comentário eu só pude pensar uma coisa: qual foi sua opinião no caso Elicarlos (desculpe-me pela preguiça de pesquisar). Você concordou com aqueles que disseram que o Cruzeiro usou o episódio para tumultuar o jogo de volta? Porque muitos acusaram o Cruzeiro de ter orientado o jogador para fazer isso, assim como você está dizendo que o Atlético está fazendo…

    • Jorge Santana disse:

      Devia pesquisar, mas vá lá, Moema. Eu defendi a tese de que o Elicarlos deveria ter dado o troco dentro de campo mesmo. Um murro, uma solada, qq coisa. Chorar na frente do delegado é coisa de mulher que apanha de homem. E, neste caso, até se justifica pela diferença física entre os gêneros, algo inexistente entre atletas. E não foi o Cruzeiro quem mandou restar queixa, mas o próprio jogador, embora o Maluf tenha o desaconselhado de ir à DP. Nos casos do Manoel e do Grafite, os jogadores foram instrumentos de outras pessoas. E o interessante é que o Máxi López tem de aturar ser chamado de Barbie. Isto é legal. Deve estar na lei, sei lá… É aceito. Agora, chamar o adversário de macaquito não pode, Mas há 200 anos os argentinos, todos os argentinos, nos chamam de macaquitos. E nem é só pela cor da pele.

  6. Eduardo Arreguy Campos disse:

    O posicionamento do Manoel tem de ser respeitado. Racismo é crime, ele se sentiu ofendido e exerceu seu direito. O Danilo fez o que não devia, agora aguenta. E gostaria de saber em qual sociedade não existe racismo.

    • Jorge Santana disse:

      Em Cuba não existe raqcismo a julgar pelo discurso dos pecês deztepaiz. Lá operário negro pode ser morto pela elite branca sem que se reclame disto nas rodas politicamente corretas doi Brasil. E nem foi o Manoel quem resolveu fazer queixa, mas o cartola do CAP visando aumentar o âmino de sua torcida em Curitiba. Assim como no caso do Grafite não foi o jogador quem inciou a pendenga. Foi ele quem a encerrou retirando a ação, mas não quem a inciou.

      • Eduardo Arreguy Campos disse:

        Vc está fazendo pouco do Manoel, como fez do Elicarlos. Ou eles não têm capacidade de decidir por eles mesmos? E racismo dentro do campo de futebol é racismo do mesmo jeito. O calor do jogo não é desculpa. E já vem vc com Cuba de novo. É fixação, toc ou vingança contra algum cubano que te fez mal?

      • Jorge Santana disse:

        Não faço pouco do Manoel. Ele dise depois da partida que o assunto estava encerrado. E leia o que escrevi sobre o Elicarlos, que fez o oposto. Ler com mais atenção faz bem. E cubano nenhum me fez mal. Deve é ter feito bem pra vc, que tanto se amarra no charuto deles. Agora, falar de operários negros assassinados em Cuba não pode, certo? Nem de iranianos fuzilados nas ruas, Ok? Daqui a pouco, lá vem vc negando o Holocausto, como faz o ditador iraniano parceiro…

  7. Moema (MFox) disse:

    E outra coisa: só pode entender o racismo quem já passou por ele. E cada um reage de uma forma: uns preferem reagir e demonstrar sua insatisfação, outros (acho que a maioria) engolem a dor e ficam em silêncio para evitar mais sofrimento.

    • Jorge Santana disse:

      Moema, dentro de um campo de futebol é diferente. Por mais que os pecês digam que não, é diferente. As coisas se resolvem lá dentro. Quem vai além do campo são cartolas, promotores ou jornalistas como em todos os casos. Os jogadores se xingam, mas convivem pacificamente no dia a dia. Dormem nos mesmos quartos, dividem os mesmos vestiários e refeitórios, são compadres. Mas se xingam durante as aprtidas pq ali, convencionou-se, vale tudo por uma vitória. E são os próprios pecês da mídia quem mais incentivam a coisa botando pilha nas partidas de futebol. Tem sido assim ao longo dos últimos 100 anos.

  8. Jorge Santana disse:

    A canalha fascista brasileira aceita matança de manifestantes no Irã como sendo fruto de briga de torcedores. E ainda presenteia ditador sanguinário com a biografia do Pelé. Isto pode. O que tem de ser rigorosamente punido é uma briga de campo. O que os fascistas brasileiros chamam de segregação é até desoforo pra quem viveu o aprtheid de verdade. E, reparem, quem diz que há segregação no Brasil lambe os sapatos do ditador iraniano que nega o Holocausto.

  9. Eduardo Arreguy Campos disse:

    E quem diz que não tem racismo são os mesmos que acham que todo árabe é terrorista.

    • Jorge Santana disse:

      Papo furado. Ninguém diz isto. Há terroristas em todos os páises. Nos USA, no Brasil (aqui, muitos até estão bem pra burro, alguns nem extraditados são), na Chechênia, na Inglaterra, no Japão, na Alemanha etc. E todos devem ser combatidos. Ou não?

      • Eduardo Arreguy Campos disse:

        Tem uma cadeia lá em Cuba, mas que não é cubana, cheia de ingleses, alemães, japoneses, né mesmo? E amanhã, quando o Demo passar para a final do mineiro, dispenso congratulações. A não ser que venham acompanhadas de um chequinho pra ajudar a cobrir a folha de pagamentos, lógico.

  10. Jorge Santana disse:

    Arreguy, não me venha com diversionismo. Vc está é querendo desviar o assunto pra gente nem reparar que a Pantera vai abrir as pernas amanhã. Te conheço, malandrão!

  11. Jorge Santana disse:

    Arreguy, tem mesmo Guantanamo uma cadeia cheia de terroristas, sim. Se fosse no Brasil, todos eles estariam passeando (ou explodindo) em shoppings ao lado dos podres do poder.

  12. Jorge Santana disse:

    Arreguy, é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um Demo chegar às finais do Mineiro. Até pq se um Demo quisesse mesmo ir a uma final não teria se oferecido por trinta dinheiros.

  13. Jorge Santana disse:

    E vou desembarcar desta discussão antes que o Celso apareça no blog dando pinotes ao som de berimbau e atabques. Mas desembarco cantando o hino de todos os brancos bonzinhos: “É gente humilde, ai que vontade de chorar…”

  14. Moema (MFox) disse:

    E viva o Zidane, que segue a cartilha do síndico: nas quatro linhas se faz, nas quatro linhas se paga!
    Embora eu discorde e ache que o assunto não seja tão simples assim… Mas vou dormir, porque a macaquita aqui trabalhou demais essa semana e está cansada!

    • Jorge Santana disse:

      Uai e ele não está certo? Os mesmos pecês que critiam a desforra, que é feita dentro de campo o tempo todo, elogiaram o Zidane, aqui. Mas vai dormir mesmo, descanse, pois vc terá muito trabalho sendo boazinha com os fracos e oprimidos. É gente humilde, ai que vontade de chorar.

  15. Celso Libertadores disse:

    Jorge Santana, concordo plenamente com seus argumentos. Você me convenceu. Eu só tenho uma dúvida: deletar comentários é coisa de terrorista, fascista, pc, racista, preto ou branco? Ou o que?

    • Jorge Santana disse:

      Vc teve algum comentário deletado? Não creio. Agora, se foi, só pode ter sido em episódios de deduragem. Então, me desculpe, blog não é espaço pra alcaguetagem.

      • Celso Libertadores disse:

        Deduragem? Cai na real, JS! Não invente! O comentário que você deletou – QUE NÃO FOI MEU – constava a lista que é pública, oficial e disponível na internet, de doadores de campanha política em 2006, do atual presidente do Cruzeiro. E essa lista contem basicamente conselheiros, diretores, funcionários e funcionários-parentes do Cruzeiro. É apenas uma informação a respeiro do clube que é tema desse blog.

      • Jorge Santana disse:

        Vc quer trazer suas brigas pessoais para o blog. E não vai ser possível. Por que vc não as colocou no seu blog? Aliás, seu blog, depois de algum tempo, passou a não aceitar comentários. Aqui, vc não vai perseguir seus inimigos nem pau, cara. Simples assim. Defenda idéias, mas não me venha com questões pessoais.

      • Celso Libertadores disse:

        Viajou!

      • Jorge Santana disse:

        Se assim leh parece, Ok. Mas vou dar uma passadinha no seu blog pra ver se lá vc pratica o que defende aqui.

      • Celso Libertadores disse:

        Viajou demais, pois nunca tive blog.

      • Jorge Santana disse:

        Opa! Aí, vc mentiu. Tinha blog, sim senhor. Esteve até na blogosfera, aqui, antes de impedir comentários.

  16. Leo Vidigal disse:

    Não acompanhei o caso direito, mas essa discussão é antiga. Inclusive aqui no blog. Ignorar que existe racismo no Brasil é ignorar 389 anos de escravidão, que deixou marcas profundas, ainda não superadas, no Brasil. É claro que o apartheid é muito pior, mas o modo como as coisas acontecem aqui está impedindo que este país se liberte de suas amarras sociais e raciais. A questão não é criar conflitos, mas resolver de verdade o conflito fundador da sociedade brasileira. Por isso Cuba, Irã etc não têm nada a ver com isso. E um campo de futebol faz parte da sociedade brasileira e seus conflitos internos não se confundem, para mim, com os conflitos que, se não encarados de frente, serão eternos.

    • Jorge Santana disse:

      Até a metade, discurso oficial de partido político sem tirar nem por uma vírgula. Com relação à superação do conflito fundador, isto não tem mais como. Há poucos tupis e muitos descendentes de portugueses. Agora, é com a Funai. Sobre Cuba, faça o seguinte: conte quantos negros vc vê em Como Morango e Chocolate. Conte quantos vc vê na cúpula da ditadura castrista. Poucos ou quase nenhum, certo? E lá 80% da população é negra. Por que, então, os caras que defendem a luta entre negros e brancos no Brasil silenciam sobre a condição do negro cubano? Por que não dão um pio sobre a morte do pedreiro negro? Talvez porque a considerem irrelevante comparada a uma briga em campo de futebol, certo? E o cancha de futebol faz parte, sim, da sociedade, Tanto que os delitos cometidos nela estão previstos no CBJD. Basta aplicar as sanções previstas. Se tudo o que ocorreu em campo for punido de vedade, cada jogador pegará mais de 20 jogos de suspensão. Convenhamos, não é pouco. Ou é pouco e seria caso de interná-los numa masmorra cubana?

    • Rodrigo-bsb disse:

      É isso, leo.Uma sociedade nao pode pretender solucionar suas contradições e injsutiças com base em comparação do que foi maior ou pior. Perseguir o povo palestino então não significa nada porque no holocausto morerrram 6 milhões. O problema é que o Brasil chega atrasado em tudo e a gente fica em discussões bizantinas sobre coisas que foram solucionadas há muito tempo em outros paises. Aqui a escravidão acabou por último e também vamos ser os últimos a estabelecer um parametro minimo de convivencia social. Chamar alguém de macaco é racismo,no campo de futebol na praia, no elevador, ponto, acabou. Isso nao deveria nem entrar em pauta.

      • Jorge Santana disse:

        Vc ainda não se manifestou sobre a morte do pedreiro negro em Cuba. Nem sobre os presos de consciência na Ilha. Tampouco sobre o massacre de manifestantes no Irã. Quanto aos palestinos, quase metade da população isralelnse é composta por eles. Agora, se seu conceito de palestino reduz o povo a um punhao de fanáticos religiosos que praticam o terrorismo, melhor passar.

      • Jorge Santana disse:

        E uma dica: discuta o racismo brasileiro no blog do Celso. Lá, o país está dividido entre os 90% de negros oprimidos e os 10% de brancos opressores. Mas acesse aquele espaço cantando “É gente humilde, ai que vontade de chorar…”

      • Rodrigo-bsb disse:

        Se voce quiser discutir estes assuntos crie um post especifico pra eles. Não vou entrar nesse tipo de tergiversação porque significa concordar com esse tipo de analogia bizarra.

      • Rodrigo-bsb disse:

        é o mesmo que eu dizer que a direita no Brasil apoia esse tipo de descriminação social porque concordou com o massacre de civis no Iraque e com uma guerra criminosa declarada sob falsa premissa.

      • Jorge Santana disse:

        Vc quer palanque pra difundir políticas fascistas? Crie seu blog e vá em frente. Aqui, sempre que defender censura, prisão de dissidentes políticos e ditadores, vai se dar mal.

  17. simone b de castro disse:

    Minha opinião é a mesma do caso Elicarlos. Justiça existe para isso. Se o Manoel desse um soco no Danilo, adeus, seria suspenso. Então, numa sociedade dita civilizada, é o caminho. E acho que se o Brasil não fosse um país de gente metida a boazinha, porém hipócrita, segregariam negros, japoneses, judeus, etc, sim! Como não podem, para manter a imagem de país do futuro e bla’,blá,blá, ofendem, que é o “eufemismo”, o lado menos pior da segregação.

    • Jorge Santana disse:

      Simone, o Manoel não deu soco, mas deu cabeçada e pontapé. E xingou a mãe do beque. E, apesar disto, ninguém quer impedir o cartola do CAP de o fazer prestar queixa na delegacia. Tá na lei, é direito do cartola e dele, cumpra-se. A discussão é sobre o oportunismo político que aflora nessas ocasiões. Sobre o resto, fico satisfeito de saber que o Brasil é um país de gente metida, bozinha e hipócrita. Ao contrário de vc, eu prefiro que não haja segregação.

      • simone b de castro disse:

        Mas pq vc diz que eu prefiro a segregação? Se a estou criticando…Mas não posso tampar o sol com a peneira!

      • Jorge Santana disse:

        Um pouco pra brincar com sua falácia de que se não fôssemos hipócritas segregaríamos as pessoas. Se vc reparar bem vai notar que o Brasil é um país de mestiços. Isto impede o apartheid. Não impede as diferenças sociais, mas esta é outra história. E, no final das contas, se nos livrarmos do estado fascitóide e apostarmos na meritocracia as pessoas valerão exatamente o que sabem. Numa democracia de livre mercado, não há cores, há vendedores de mão de obra e consumidores. E só. O resto, o que critico, é oportunismo político de quem defende ditaduras como regimes redentores da sociedade desigual. Esses caras fazem um escarcéu a cada bate-boca entre jogadores de futebol como se isto fosse a regra no cotidiano das pessoas.

      • simone b de castro disse:

        Você já viu política sem oportunismo? Infelizmente, também existe. E para mim, chamar um japonês de japonês e merda é a mesma coisa de “macaco do c…” Citar depreciativamente características raciais de alguém, para mim é racismo. E ponto.

      • Rodrigo-bsb disse:

        Simone, existe oportunismo político também de quem usa este tipo de situação pra fazer palanque contra as açoes afirmativas, uma discussão já superada na maioria dos paises desenvolvidos mas que viceja aqui porque somos muito atrasados. Mas náo me surpreende. A eleite conservadora no Brasil quer um pais de consumidores, nao de cidadãos, desregulamentada onde ganha quem for mais esperto ou bem conectado,porque nossa sociedade torna a mobilidade quase impossivel. Tem sido assim nos ultimos 500 anos e as excecoes apenas confirmam a regra. Meritocracia é dar oportunidade iguais para casos desiguais.O resto é balela.

      • Jorge Santana disse:

        A elite fascista brasileira atrelada às benesses do estado máximo quer censurar a imprensa e acabar com o direito de propriedade. Só não quer reconhecer os direitos humanos dos povos de Cuba e do Irã.

  18. douglas.sena disse:

    Trecho da música Lavagem Cerebral do Gabriel o Pensador.

    “Não seja um imbecil
    Não seja um ignorante
    Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
    O quê que importa se ele é nordestino e você não?
    O quê que importa se ele é preto e você é branco
    Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
    Se você discorda, então olhe para trás
    Olhe a nossa história
    Os nossos ancestrais
    O Brasil colonial não era igual a Portugal
    A raiz do meu país era multirracial
    Tinha índio, branco, amarelo, preto
    Nascemos da mistura, então por que o preconceito?”

    Sem mais.

  19. sancho disse:

    Primeiro, trata-se de injúria qualificada; não, racismo.

    O que é injúria qualificada?

    Injúria está definida no art. 140 do Código Penal como ofender a dignidade ou o decoro de alguém. No entanto, para o Direito brasileiro, algumas ofensas são mais graves, o que, em termos técnicos, qualifica o crime.

    Quais ofensas seriam mais graves?

    Elas estão listadas no §3º do mesmo artigo 140 do Código Penal: “utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.” Notem que ofender alguém por ser argentino ou por considerá-lo negro, para o direito brasileiro, trata-se do mesmíssimo crime.

    Como Danilo ofendeu Manoel fazendo alusão a sua cor, chamando-o de “macaco”, ele cometeu injúria qualificada.

    • sancho disse:

      Porém, há sempre um porém, o artigo não possui aplicação por si. Se a ocorrência do fato é suficiente para caracterizar o crime, o mesmo não serve para que haja aplicação de pena ao ofensor.

      Um juiz deve considerar o §1º do artigo 140, que considera relevante a contextualização do ato criminoso.

      O que diz o § 1º do artigo 140 do Código Penal?

      O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

      É por isso que normalmente o que acontece no campo de jogo morre com o apito final.

    • sancho disse:

      Isso não elimina o fato de que tanto Danilo quanto Manoel agiram como dois completos idiotas. Ambos mereciam cartão vermelho. Ambos merecem alguns jogos de gancho para refletir no que fizeram…

  20. Humm disse:

    Quem são esses tais Cuba e Irã? Seriam zagueiros novos que o Perrela está trazendo? Só se fala nisso por aqui.

  21. walfrido disse:

    Li o post mas só li o 1o comentário do Ernesto, pra mim é o suficiente, concordo com o post e assino embaixo o 1o comentário. Papinho mais chato.

  22. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Reacionários, é o nome deles. Reagem contra quem se insurge contra ofensa racista, reagem contra quem se insurge contra o status quo, reagem contra qualquer mudança que acham que possam ameaçar o seu modo de vida. São muitos, infelizmente. Mas estão ficando pra trás.