Montillo e Fábio não comprometeram

Por Jorge Angrisano Santana | Em 24 de agosto de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 0x1 Vitória, em Ipatinga, pela 15ª rodada do Campeoanto Brasileiro, em 22ago10.

Matheus Penido, para o PHD

  • Cuca – Começou o jogo num esquema parecido com o da moda na Europa, com os 2 volantes presos, Jones do lado direito, Montillo pelo meio, Ribeiro na esquerda e Paulista no comando de ataque. Não deu certo, pois o time ficou encaixotado, não conseguiu jogar pelas pontas e só levava perigo quando Montillo conseguia se desvencilhar da forte marcação baiana. No intervalo voltou ao simples jogando com 2 meias clássicos e a coisa ao invés de melhorar piorou, pois além de não produzir no ataque o time passou a dar generosos espaços na defesa. Desesperado e perdendo o jogo ele adotou o 3-5-2 com Ribeiro de ala direita (olha a invenção ai, gente) mas o cara foi expulso e o tim se estrepou de vez. Te cuida, Cuca!  Pau que dá em Baptista dá em Stival também!
  • Torcida – A torcida ocupou os 11 mil lugares disponíveis e empurrou o time. Fez a obrigação dela e não foi recompensada. (Síndico)

  • Fábio – Dessa vez não fez nenhum milagre, mas ainda assim fez uma ótima defesa num chute potente de fora da área de Eduardo. E não teve culpa no gol sofrido.
  • Rômulo – Atacou muito, mas com pouca qualidade. Abusou dos cruzamentos fracos, facilmente cortados pelo primeiro zagueiro posicionado dentro da área e não encontrou uma forma de entrar na defesa do Vitória em jogadas combinadas com seus companheiros. Como seu jogo tinha muito volume e pouca produção acabou sendo escolhido pra sair  quando Cuca planejou mudar a forma do time jogar.
  • Gil –  Bom primeiro tempo, vencendo o duelo com Junior e quem mais aparecia pra especular na área celeste. Na segunda etapa se perdeu e foi envolvido quase todas as vezes que o Vitória chegou perto da área, inclusive no lance do gol. No final quando o jogo virou ataque contra defesa tentou empurrar o time pra frente em desespero de causa, mas não teve sucesso.
  • Edcarlos – Inseguro. Errou passe que quase deu em gol do Vitória no começo e levou um passeio de Junior na segunda etapa. No lance do gol não conseguiu desarmar o centroavante baiano que teve tempo pra girar e acertar um tiraço contra o gol de Fábio.
  • Cláudio Caçapa – Desfez alguns ataques sazonais do Vitória e tentou empurrar o time pro ataque na base do desespero. Se o treinador optar por uma bequeira tripla é bem provável que ele ganhe uma vaga no time como zagueiro de sobra.
  • Diego Renan – Onde está o futebol atrevido e surpreendente daquele lateral / ala que a torcida celeste conheceu em 2009? O Renan de hoje até ataca mas o faz sem nenhuma inspiração e tenta sempre as jogadas óbvias, facilmente neutralizadas pelo adversário. Teria ele ficado “manjado” ou é o medo de tomar bola nas costas que retrai a capacidade ofensiva do garoto? Seja lá o que for deveria ser motivo de preocupação pro treinador já que ele é praticamente o único revelado na base celeste que vingou nesse time. Espero que o Cuca saiba como  trabalhá-lo e não simplismente o rife como deseja muita gente.
  • Fabrício – Com Cuca virou cabeça-de-área tradicional. Marca e fecha a defesa mas não tem liberdade pra empurrar o time pra frente com suas arrancadas como fazia no tempo de Adilson. Se os meias e atacantes resolverem a parada tudo bem, mas  quando eles ficam encaixotados pela marcação como aconteceu nos últimos dois jogos do Ipatingão o time simplismente pára e as vitórias não vêem. Mas como pra parte da torcida celeste volante é sinônimo de enxadista e coisas do tipo, sugiro sua troca dele pelo Daniel Tijolo. Quem se anima a acessar a Wikipedia pra descobrir o paradeiro do antigo volante do DJ?
  • Henrique – Aplicado na contenção, mas sem inspiração pra apoiar o ataque. O pior de sua atuação, contudo, foi o excesso de passes errados, alguns deles até simples, quase elementares pra um profissional do futebol.
  • Jones – Inibido, se atrapalhou todo com a função recebida  de ocupar o lado direito do ataque e tentar jogar com Rômulo. Quando se aproximou da área adversária fez um jogada interessante de meia-atacante dando a impressão que é isso o que ele melhor sabe fazer em campo. Mas se realmente quiser vencer no Cruzeiro e no futebol vai precisar fazer não só o que gosta, mas sim o que lhe for pedido pelo treinador. Coisa que ontem pelo menos ele não deu conta de fazer.
  • Montillo – O melhor do time. Aliás foi praticamente a única arma ofensiva já que com todo mundo encaixotado pela marcação baiana restavam suas jogadas pessoais pra tentar arrumar alguma coisa no jogo.
  • Thiago Ribeiro – Tentou jogar pelas duas pontas mas não achou espaços nem  uma combinação perfeita pra furar a defesa baiana. Quando foi  transformado em ponta direita e começou a crescer na partida, conseguiu ser expulso de forma tola, irreponsável e inconseuquente. Como castigo recebeu vaias da torcida celeste e uma merecida multa da direção do clube.
  • Wellington Paulista – Parafraseando o Luxa, estava num dia em o pãozinho caia sempre com a manteiga pra baixo. Abdicou de ficar na cara do gol pra cavar uma expulsão e não conseguiu, tentou cavar pênalti e se deu mal, tentou marcar de cabeça e de puxeta e também não deu certo, enfim, tudo que ele tentou deu errado. Pra piorar ainda isolou uma bola reboteada na cara do gol e com Viáfara batido. Pode pegar o jogo de hoje e rasgar do currículo.
  • Roger Galera – Até tenta jogar mas a produção continua quase nula. Faz alguns lançamentos, tenta algumas arrancadas, enfim, faz alguma fumaça que serve no máximo pra que ele se considere um injustiçado em entrevistas, mas que nunca resolvem o problema do time.
  • Wallyson – Tentou alguma coisa na base do desespero e até chutou uma bola que exigiu boa defesa de Viáfara. Fica pra próxima.
  • Juiz & Bandeiras – Os bandeiras foram perfeitos, inclusive em lances difíceis.Aliás, desde já eu convido a capixaba Katiuscia a vir bandeirar uma “pelada” minha aqui em Itaúna. Exclusivamente pela competência dela e sem segundas intenções, diga- se de passagem. Já o apitador Francisco Carlos Nascimento acertou ao não cair na conversa fiada do malandro Wellington Paulista duas vezes e acertou ao excluir o agressor Anderson da partida. No lance da expulsão de Ribeiro ele exagerou na reação, mas aí a culpa maior é dos jogadores sem noção do Cruzeiro, que mesmo vendo que o árbitro estava transtornado prosseguiram na burra discussão.
  • Vitória – Toninho Cecílio vai sentir falta do Cruzeiro no restante do campeonato. Em duas semanas ele conseguiu encarar a Raposa duas vezes em Ipatinga e faturar 4 pontos, com direito a vitória acachapante no duelo tático com Cuca em ambas. Tem futuro esse cidadão! Viáfara também fez duas ótimas defesas, Anderson e Renié foram beques seguros, Wanderson foi um leão na marcação do meio campo e Junior venceu o duelo com os beques celestes no segundo tempo decidindo a partida com um golaço e dando muito trabalho.

Matheus Penido, 21, cruzeirense, estudante de Direito, nasceu e mora em Itaúna.

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