Meu pai não está gostando

Por SÍNDICO | Em 13 de junho de 2011

Eugenio Raggi

A fama de exigente sempre perseguiu a torcida palestrina. Estendeu-se ao Cruzeiro. Cresceu. Virou um amuleto. Uma lenda.

A torcida celeste cresceu torcendo, sempre com um pé atrás, o que é ótimo. Me lembro do Tostão II, quando deixou o clube, dizendo que é a “torcida mais exigente que ele conhecia”.

Eu aprendi a torcer com o meu pai, meu ídolo. Meu pai vaiava, chamava a atenção do time até quando estávamos goleando. E não era só ele. Era o jeito cruzeirense de ser.

Um italianismo, que só quem veio das tradicionais “famiglias” sabe muito bem o que é.

Meu pai era um dos que falava gesticulando, minha mãe o repetia e sua frase favorita para os filhos era “não fez nada além de sua obrigação”, mesmo quando eu fiz a cesta que garantiu ao Colégio Dom Silvério a medalha de ouro na Olimar (Olímpiadas dos Colégios Maristas).

E eu adorava conviver com esse tipo de torcida. Cresci com a –verdadeira– impressão de que o otimismo inconsequente dos vespasianenses era a causa de toda a tragédia daquela gente.

Eu achava o máximo quando eles cantavam o hino e aplaudiam um time derrotado. Meu pai sempre me chamava nessas horas e dizia: “Veja o motivo deles serem a merda que são!!”.

O crescimento da torcida, fruto de marketing competente e conquistas, trouxe uma nova realidade. Um tipo de torcedor acomodado, bestamente otimista, pouco exigente, facilmente manipulável, cuja satisfação vinha de uns poucos instantes de festa, ou mesmo de apenas golear nosso rival falido.

Meu pai me lembrava de que eles perderam um a boa geração de jogadores porque a torcida deles se contentava com vitórias sobre o Cruzeiro, um time que poderia ser muito mais vencedor e não foi por culpa exclusiva do torcedor, que já estava mais do que satisfeito com o pouquíssimo que tinha.

Frequento o PHD há pouco tempo. Meu pai que não é um fã da rede de computadores, costuma ler o que escrevo no minifúndio do Jorge Santana quando vem aqui em casa. E foi ele quem me disse: “Ocorre aqui uma atleticanização“.

Quando não aceitamos que nosso time tem deficiências, que sempre jogamos bem e nunca ganhamos (“jugamos como nunca / perdiemos como siempre!”), que nosso dirigente é vítima de complô, memso sendo muito honesto, tudo está perdido.

A culpa de tudo é dessa nova torcida, dessa atlenicanização. E se for uma epidemia vai ser muito difícil reverter o quadro. Ressuscita, italianada! Ressuscita, Palestra!!

Eugenio Raggi, 40, professor de História, nasceu e mora em Belo Horizonte.

228 comentários para “Meu pai não está gostando”

  1. wallacewfs disse:

    Programação de treinos do Cruzeiro entre 11/06 a 20/06
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42753

    Excesso de gols perdidos volta a ser vilão no Cruzeiro
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42752

    Henrique não crê em falta de sorte: ´Não tivemos competência`
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42751

    Cruzeiro descarta contratação de lateral chileno José Rojas
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42750

    Cuca só fica atrás de Luxemburgo em aproveitamento
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42749

  2. wallacewfs disse:

    Conversa com Cuca definirá por mudança ou não no comando
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42748

    Comissão técnica torce pela continuidade do trabalho no Cruzeiro
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42747

    Elenco retorna aos treinos na tarde desta segunda
    http://cruzeiro.org/noticia.php?id=42746

  3. Rogério disse:

    Isso explica muita coisa, vem do berço esta cornetagem.

  4. Chaves disse:

    O problema é que muitos perderam o controle da palavra “exigente”. Uma coisa é ser exigente, outra coisa é jogar contra o time, desestabilizar jogadores, etc.. Por isso, é preciso ter cuidado para não ultrapassar o limte da exigência e virar um torcedor bu.rro.

      • Geniba disse:

        São coisas bem distintas! Há os torcedores exigentes e há os torcedores como Raggi, Dylan e Raher…

      • Dylan disse:

        e há pseudo torcedores como voce que adotaram o Cruzeiro como segundo time ou viraram folha, que atuam como autentico marqueteiros das derrotas e que tentam por um viés positivo em tudo. Torcedor chapa branca, amigo de cartola.

      • Dylan disse:

        parabéns ao Raggi pelo excelente post…

      • Dylan disse:

        a atleticanização da torcida do Cruzeiro é um fato e isso dá pra tirar por vários comentários aqui no blog. Oito anos sem titulo? beleza. Libertadores perdida de virada? beleza. Cinco anos seguidos de eliminações em casa?beleza. Isso era coisa de atleticano até bem pouco tempo atras. A epidemia se alastrou.

      • Dylan disse:

        so discordo do Raggi numa coisa. Vaiar com o jogo em andamento, isso nunca.

      • Sobrinho disse:

        Na decada de 80 nossa torcida era “atleticanizada”? Só tivemos torcida Cruzeirense de fato na década de 90?

      • Eugenio Raggi disse:

        Dylan, muitas vezes o cara está precisando de um puxão de orelhas. Precisa entender que a torcida não está gostando da forma com a qual ele está se envolvendo com o jogo. Eu já vi o Cris ser vaiado durante um jogo e se transformar num monstro em campopra mostrar pra torcida o quanto ele era bom zagueiro. No mais, jogador que se afeta negativamente com vaias tem de procurar outra profissão.

      • Sobrinho disse:

        Aos quarentões que formavam a massa que frequentava os estádios na década de 80, porque não ganhamos nada nessa época? Vocês eram atleticanizados?

      • Eugenio Raggi disse:

        Sobrinho, na década de 80 houve um processo muito parecido com o atual, c/ uma trajetória de grandes conquistas e afirmações. Torcida crescendo, o clube ganhando títulos e projeção internacional. O comando não mudou de mãos; havia uma grande confiança da torcida no trabalho outrora vitorioso da dupla Brandi/Furletti, que com uma ou outra desavença, continuaram no comando do clube. Houve entressafra na base, má gestão e a torcida parecia não acreditar que Brandi falhava. A ficha demorou a cair!

      • Eugenio Raggi disse:

        Sobrinho, a virada se deu pela cobrança; a torcida vaiava e muito. Jogadores foram saindo escorraçados da Toca, como Remi, Tóbi, Ica, Bocaiúva, Bendelack, Chiquito, Adam Machado, Calu, Lívio, Macedo, Orlando Fumaça, Celso Roberto, Jésum. Foram 6 anos muito ruins, mas já no final de 1983, com apoio da torcida houve uma reviravolta política que retirou a velharia e colocou Salvador Masci no poder. Foi um período de entressafra mais curto do que o atual.

      • Dylan disse:

        nao ganhamos nada, só que não tinha ninguém nessa felicidade toda que se ve agora. Ninguém vai mudar de time quando ta perdendo, agora achar que tá tudo bom e ficar soltando foguete por vice campeonato, eu nunca vi naquela época.

      • Dylan disse:

        discordo, Raggi, foi muito longo. O Cruzeiro ganhou dois mineiros nos anos 80, isso é ridiculo pra um clube dessa estatura. Pra mim como torcedor foi o pior momento.

      • Eugenio Raggi disse:

        E deve ser levado em conta que nesta época, no que se refere ao plano regional, as Codornas montaram a única grande equipe de futebol de sua história.

      • não é verdade. os emplumados tiveram grandes times também nos anos 30, 40, e 50.

      • aquinoflavio disse:

        Jorge, acho que ele quis dizer desde que o futebol virou profissional. As décadas de 30 a 50 não contam…

    • Chaves disse:

      Puts. Um debate entre Raggi e Dydy num comentário aberto por mim. Vixe, isso sim é azar! Se soubesse, não tinha feito. Sai, urucubaca!

      • Dylan disse:

        Chaves é o simbolo da atleticanização conformista da torcida cruzeirense..

      • Dylan disse:

        se um dia o Cruzeiro for ameaçado de cair e escapar na ultima rodada tenho certeza que ele e o botafoguense organizam uma carreata..

      • Chaves disse:

        Ta vendo! Já ta falando até em rebaixamento. Sai Urucubaca!

  5. Rogério disse:

    Tem que separar as coisas mesmo, eu já disse várias vezes que não gosto do trabalho do Cuca, mas no estadio até participo dos coros OLe, ole olá, Cuca, Cuca. No estadio só vou para torcer.

    • Eugenio Raggi disse:

      Torcida cega não ganha jogo. Cobrança sim, ganha jogo!

      • Rogério disse:

        Cobrança atrapalha muito mais que ganha jogo, jogador não vai aprender a jogar porque foi vaiado, mas pode render um pouco mais empolgado com aplausos.

      • Eugenio Raggi disse:

        No final dos anos 90 a Placar publicou um termômetro de paixões, que considerava as torcidas que mais apoiavam o time, mesmo nos piores momentos. As 3 primeiras colocadas foram, pela ordem, Santa Cruz, Codornas e Bahia. Penso que os resultados desses 3 clubes explicam a coisa por si só. Como é ruim, como é péssimo, uma torcida que tudo aceita, em eterno estado de letargia. Estamos nesse caminho.

      • Hércules disse:

        Também a torcida do Boca que canta após as derrotas, por isso o Boca não ganha nada.

      • Sobrinho disse:

        Mesma coisa a torcida do Penharol. Timinho que só tem 5 Libertadores

      • rosan amaral disse:

        Se a teoria de que torcida exigente é que ganha título, queria que algum historiador nos reportasse como o maior de Minas ganhou o título nacional em face do Santos de Pelé e Cia na década de 60? Como o Guarani de Campinas ganhou o título nacional ? Esta teoria é furada.

  6. Hércules disse:

    Atribuir características de torcida a perda ou conquista de títulos é uma grande viagem. Clube vencedor é o clube bem administrado e que tenha arrecadação para formar grandes times. Torcida apoiar incondicionalmente só pode interferir na trajetória de um clube negativamente se os dirigentes forem incompetentes demais para não perceberem carências ou muito larápios como é comum na história das frangas.

  7. Leonardo Z disse:

    Entendo perfeitamente o que o Raggi escreveu. Minha família também é assim. Ao menos que me lembre, nos últimos 40 anos. Não vejo nada errado em falar aqui, o que se pensa estar errado. Lá em casa era na mesa do café ou do jantar. Longos debates, confidências (principalmente). Mas no estádio… Ali mudava de figura. Era empurrar o tempo todo. Incentivar até o perna-de-pau. Para muitos aqui, os 80’s são apenas um fantasma. Vaias, na proximidade dos nossos, era instantâneamente coibida. rs.

  8. Leonardo Z disse:

    Vaiar o Cruzeiro? Não, nunca! Perseguir jogador? Jamais. Nós até falávamos mal de A ou B. Mas entre nós e sem cocotas por perto. Pq. se eles estivessem, o nosso pior era tão bom ou melhor que o melhor deles. rs. Mas os tempos mudam. Se a Máfia resolver vaiar, como coibir? A mesa hoje aumentou muito, está por aqui. E olhe que sempre se tem dúvidas quanto à presença ou não de cocotas. Citei os 80’s pq eu adoraria ver neguim daqui (dos mais jovens) tentar ao menos empurrar, caso se animassem a ir..

  9. simone b de castro disse:

    Coisa mais chata essa de “famiglia palestrina”… Como se só italiano e descendentes fossem exigentes. Exigência tem limite. Senão vira bagunça, falação, crise. O Palmeiras, que é abarrotado de italianos e descendentes na direção, no conselho, na torcida (super chata) estaria sempre acima de todos os outros times. E pelo contrário, o próprio presidente deu uma entrevista recente falando que lá parece aqueles filmes de máfia…

  10. Nunca vaiei o Cruzeiro, seja onde ele for. Penso que no estadio não é lugar pra se fazer isso. Trabalhei com algumas pessoas que exigiam de seus subordinados resultados a forceps, e isso nunca deu certo. Queriam o respeito pelo medo. Vejo que o perfil da torcida realmente tem mudado, mas não atribuo a falta de titulos a isso. Vejo tambem que a torcida é muito omissa politicamente. Mas se ate pro pais, muitos são analfabetos neste sentido, nao da pra exigir muito de um clube de futebol.

  11. Leonardo Z disse:

    ao estádio, um ataque formado por Macedo, Bendelack, finamente municiado por Tobi. E nós tentávamos, como tentávamos. Jogo atrás de jogo. Nós, quando nos dávamos por vencidos, no máximo, silenciávamos. Vaia??? JAMAIS. E tenho certeza que o silêncio, era sentido pelos jogadores da mesma forma. Só que do silêncio ao incentivo, vai uma distância menor do que da vaia ao incentivo. Menos constrangedora. Não vejo no entanto, uma atleticanização, é impossível cairmos tanto. Vamos nos recuperar. CERTEZA

  12. Sobrinho disse:

    Não foram Nani Lazzarotti, Piorra, Bengala, Alcides Lemos, Geraldo II, Niginho, Ninão, Nininho, Carazo, Armandinho, Pires, Souza, Caieira, CaieirinhaRaul, Pedro Paulo, Piazza, Dirceu Lopes, Evaldo, Natal, Tostão, Palhinha, Nelinho, Ronaldo, Dida, Alex10, Felicio Brandi, Benito Massi, Cesar Massi, ZZP, Alvimar Perrela, etc, que construiram essa brilhante história do Cruzeiro, foi um bando de torcedores corneteiros, que reclamam de tudo, os responsáveis pelas glórias celeste.

  13. Matheus Reis disse:

    Você disse no post anterior que ofensas não resolvem nada. Aí eu me pergunto, torcedor consegue vaiar e cobrar sem ofender? Sem mandar um “vai pra casa do carvalho, seu filho da fruta!”? Ou você acredita que a vaia sempre será à base de “uuuh!”? Equalizar todos os problemas do time com o comportamento da torcida é simplista demais.

    • Matheus Reis disse:

      E para responder uma pergunta que você fez em outro post, eu não confio na lisura da administração dos Perrella, tenho inúmeras ressalvas e acho um absurdo que ele se perpetue durante tanto tempo na presidência. Inclusive, um dos primeiros textos que escrevi aqui no PHD foi questionando as contratações com clubes de aluguel.

  14. Chaves disse:

    OFF: E parabéns à diretoria do Cruzeiro que deixou o Cuca no comando. Itair Machado é do Ipatinga. Kalil é das Cocotas. Futebol é coisa muito séria pra ser tratado de cabeça quente.

  15. O que precisamos ter não é um resgate de cobranças, mas sim uma alfebatização politica da torcida, no que se refere a administração do Clube. Talves, com transparencia, todos poderiam entender mais, e entendendo poderiam “cobrar” a coisa certa.

  16. Chiabi Jr. disse:

    Bacana o espaço aberto para o texto do Raggi, embora não concorde com muitas das coisas em que ele acredita. Em meu modesto modo de ver, o PHD é um importante espaço para o debate saudável de idéias, nem sempre congruentes. O que é insuportável e que me afasta do PHD, em várias ocasiões, são as chatas e intermináveis discussões. A não vai convencer B e vice versa, então, para que continuar? Para provar que é mais “homem” que o outro? Que suas opiniões e argumentos são melhores que as do outro?

  17. Bruno Pontes disse:

    Cada um tem sua forma de torcer. Agora, querer afirmar categoricamente que a sua forma de torcer é a “correta”, ou a dos “verdadeiros cruzeirenses”, é uma bobagem que só vai resultar numa discussão tola e inútil.

    • Eugenio Raggi disse:

      É tolo e inútil discutir uma possível acomodação da torcida? Um letargia que pode aceitar tudo isso que aí está como natural, como “coisa do futebol”? Eu não falo de jeito de torcer. Falo de omissão, negligência, bajulação, subserviência… É diferente!

      • Bruno Pontes disse:

        Sim, é. Me desculpe, mas refuto integralmente sua tese de que as conquistas de um clube são consequência de como sua torcida torce. Questão de opinião, que não me faz menos cruzeirense que você.

      • Bruno Pontes disse:

        Deveríamos nos preocupar muito mais com a questão de torcedores ajudarem o clube financeiramente, se associando e levantando a instituição, do que essa coisa de “cobrar mais”. A divisão de títulos no futebol brasileiro (e mundial) é muito mais proporcional à renda dos clubes do que às vaias de seus torcedores, pode ter certeza disso.

      • Chiabi Jr. disse:

        Bruno, concordo contigo

  18. Daniel Carvalho - Porto Alegre disse:

    Torcedor celeste tá impaciente diante de tantos quase. Formamos bons times, mas sem poder de chegada. E este jejum de 8 anos, sem título, tem seu custo no decorrer do tempo. O torcedor que vai ao estádio certamente que quer ver o time correspondendo, o que não acontece neste momento. Iamos bem na LA, com a torcida apoiando, e derrepente, diante de um time supostamente fraco a nossa equipe se sucumbe. O que é necessário é investimento, trabalho e tranquilidade para que os resultados venham.

  19. Hércules disse:

    Off: Pena que o Cuca vai continuar, entendo ser um grande erro da diretoria mas espero um milagre na motivação do elenco e que o Cruzeiro se recupere logo.

  20. Damas disse:

    É bem verdade que alguns italianos eram mesmo pentelhos. Porém, eram alguns. A maioria era calma, que não tinham o costume de lançar mão de cornetas desafinadas. Nos anos 80, foi um período de vaias mais estridentes, não por causa da italianada, mas sim por causa da qualidade do rival, que deixava todo mundo de boca aberta. Hoje a coisa mudou. Jogador não tem mais berço desde juvenil e a paixão virou negócio que só alguns poucos ganham. Isto vale prá qq clube.

  21. Tô absurdado com esta prosa. Mas vou embarcar na onda. Se o que move o cube é cobrança, eu exijo o Mundial. Quero nem saber: Mundial ou nada!

  22. Humm disse:

    Folclore. Fui num jogo na década de 80 contra o Palmeiras que ficou 0x0 (precisávamos de ganhar para passar à próxima fase do brasileiro) e nós aplaudimos de pé (eu fiquei maravilhado com um mortal que o Luis Cosme deu pra pegar a bola que havia saído pela lateral e até cantei o hino).

  23. A história da cornetagem no Cruzeiro tem três etapas: 1. Barro Preto (nunca antes no futebol, tantos cornetaram tanto em tempo integral); Toca I (só cornetas selecionados pela diretoria); Toca II (ambiente profissional, cornetas off wall).

  24. Alguém se lembra do Nacional tomando uma tunda de 3×0 do time do Adílson no Parque Central? Quanto mais o time tomava gol, maior era a cantoria. Deve ser por isto que o Bolso só tem algumas dezenas de títulos nacionais, três Libertadores e três mundiais, mesmo sendo de um país, que não tem mais do que 60% da população de Beagá.

  25. Sobre os dois clubes citados, cujas torcidas aplaudem até nas derrotas, Boca e Peñarol, lembro que ambos foram criados por italianos.

  26. Rogério disse:

    Se macumba funcionasse campeonato baiano terminaria sempre empatado, o mesmo raciocinio serve parao Campeonato Italiano em relação a cornetas italianos.

  27. matheus t penido disse:

    Qualquer um tem o direito de torcer do jeito que quer. Se quer ser chato, corneta, pessimista, direito seu. Só não tente ” catequizar” os outros com a sua chatice, porque isso além de não fazer o time ganhar deve fazer é mal pra saúde.

  28. Naldo disse:

    atleticanização!! Passo.

  29. Naldo disse:

    “Cuca permanece no comando técnico do Cruzeiro. A diretoria do Cruzeiro se reuniu na manhã desta segunda-feira com o treinador na Toca da Raposa II para definir o destino do comandante, que chegou a colocar o cargo à disposição após o empate em 1 a 1 com o time reserva do Santos, no último sábado.”

  30. mariana disse:

    Eu não tenho qualquer descendencia italiana, se for pela idéia do Raggi, só quem tem é que presta pra torcer pelo Cruzeiro. Eu então tenho que torcer pelo Cruzeiro de São Tiago?

  31. Sobre o conformismo atleticano, listo alguns exemplos:
    1. Invasão de campo.
    2. Invasão de CT.
    3. Pancadaria em aeroportos.
    4. Ameaças às familias de presidentes.
    5. Vaias em qq jogo.
    6. Assassinatos cometidos por sua organizada.
    7. Destruição da sede do clube.
    8. Faixas de ponta-cabeça.
    9. Organizadas assitindo jogos de costas para o campo.
    10. Perseguição a jogadores fora das canchas, em suas vidas privadas.
    11. Passeatas contra cartolas.
    12. Depredação do estacionamento do Mineirão arrancando centenas de árvores, à época, recém-plantadas.
    Tem muito mais. Véi Damas poderia completar a lista.
    13. Apedrejamento do Expresso da Paixão.
    14. Faixas pela cidade afora contra a diretoria.
    15. Quebra-pau em reuniões do CD.
    16. Incineração de camisas, faixas e bandeiras.
    17. Apedrejamento da sede de Lourdes.
    18. Brigas, no braço, com jogadores, na época em que o time treinava na Vila Olímpica.
    19. Apedrejamento do próprio time no Independência.
    20. Entupimento da caixa postal da rádia em dias de derrota.
    Completa aí, Véi Damas…

    • Chaves disse:

      Uma das maiores lendas que a imprensa atleticana inventou e que alguns cruzeirenses como o Raggi compram é que ele apoaiam o time. mentira absurda. Eles também vaiam o time e jogadores com 20 minutos de jogo, quebram CT, fazer passeata, etc, etc, etc…

      • simone b de castro disse:

        Queimam bandeiras e uniformes…

      • Renato-SP disse:

        Isso é a pura verdade. É muito claro como a torcida delas é ridícula. Sem exageros. Todos os clássicos que fui, sempre ouvi vaias da torcida emplumada contra seu time, sempre!
        O ultimo exemplo foi o silêncio absurdo das cocotas no primeiro tempo contra o São Paulo. E com 20 minutos teve vaia pro lateral direito.

    • Jornalista disse:

      11. E inclusive a italianada no sobrenome do suplente-senador e presidente, e do filho-deputado vice-presidente-de-futebol não é legítima.

  32. Elias disse:

    Vou ser breve. Como daqui por diante. Tanto pessimismo faz mal prá minha alma, prá minha saúde. Prá um infarto, já me basta um time ineficiente, nervoso, sem confiança e com uma pitada de azar. Mas, por ser otimista irreversível, ser chamado de atreticano (visto a carapuça) também faz mal prá minha história de defensor inconteste dessas cores, deste time. Vou dar um tempo. Até as vitórias voltarem e, com elas, esses “ixigentes” voltarem pro limbo, que é o lugar deles.

    • Chaves disse:

      Dydy e Raggi estarão aqui colocando o time pra baixo até nas vitórias. Sempre foi assim e não vai mudar. O Raggi, pelo menos, assume o que faz. Assume que vaia.

    • Mauro Franca disse:

      Já pensei em dar um tempo também, mas penso que isso é exatamente o que esse sujeito quer. É chato ser ofendido por simplesmente torcer pelo clube do coração, como se isso fosse um pecado mortal. Ter que aguentar bravateiro de teclado e sua conversa fiada é chato mesmo, mas fazer o que?

    • Elias disse:

      Como tenho certa história (afinal são mais de 40 anos de estrada) torcendo sempre e sendo respeitado por meus pares, fico feliz em fazer parte desta nova mentalidade de apoio incondicional. Como farei se (toc toc toc x 1.000.000.000) o clube degringolar, ainda com mais força e impeto. Afinal, SOU + CRUZEIRO. Ai eu quero ver onde vão parar os exigentes. Vou continuar “bestamente” otimista e facilmente manipulável. Um torcedor. Simples assim…

  33. Lendas e só lendas, a torcida do atletico apoio incondicionalmente o time? kkkkk faz me rir, como a imprensa mineira influência negativamente nas cabeças de torcedores. A torcidade deles é igual qualquer outra, apoio, critica e vaia o time, simples assim.

  34. Sobrinho disse:

    Eu acredito que exista uma “hierarquia” entre os torcedores de um clube, que está relacionada à influência que estes tem sobre os destinos do Clube. O torcedor mais influente é o Presidente do Clube, depois vem os vices, conselheiros, sócios dos clubes sociais, sócios do futebol, frequentadores do estádio, torcedores de sofá, torcedor de ocasião, entre outros.

    • Sobrinho disse:

      Do sócio do futebol para baixo o torcedor significa fonte de receitas, e, quanto maior essa base, mais dinheiro com patrocínio, direitos de transmissão e bilheteria. E essa é a maior contribuição desses torcedores-consumidores, gerar receitas. Estes tem pouca influência sobre os aspectos técnicos do futebol e da política do clube.

      • Sobrinho disse:

        Um clube sustentável precisa atuar com foco no aumento da base de torcedores consumidores, mas também no aumento do número de torcedores nas “classes” mais altas da hierarquia, que o CV chamou de alfabetização política. Vaiar jogador em campo é uma das piores contribuições que um torcedor pode dar ao clube.

  35. claudioxinalemos disse:

    O Dylan nunca consegue responder como o time de Raul, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Palhinha, Joãozinho, Batata ficou 10 anos sem títilos, uma vez que para o Dylan, Raggi e Cia Ltda o mineiro não serve, então foram 10 anos com o maior esquadrão que o Cruzeiro já teve. Depois que ganhou a libertadores de 76 ficou mais 15 anos até ganhar a supercopa de 1991. Então Dylan estes 8 anos não são nada demais.

    • claudioxinalemos disse:

      Até parece que na história o Cruzeiro ganha um título destes a cada ano. Não podemos esquecer que estamos sem disputar Sul Americana e Copa do Brasil, títulos tão valorizados hoje, mas que são bem mais fáceis de ganhar com se tira os melhores que vão para libertadores. E, não disputamos porque estamos entre os melhores. Comparar o Cruzeiro de hoje com as frangas é uma tremeda burrice.

      • claudioxinalemos disse:

        E, mesmo as frangas nunca perderam por causa da torcida delas e sim porque os outros times eram melhores, vejamos nos anos 80 onde reinava o time do Flamengo que era imensamente superior ao time das frangas. Coisas simples, que nada tem haver com a torcida.

      • Alan Mendonca disse:

        O sao Paulo ficou de 94 a 2004 sem ganhar nada, nem paulista, depois deslanchou.Ninguem fica no topo o tempo todo. E veja que a diretoria do SP e basicamente a mesma todos esses anos. Ele stem um rodizio, mas sempre os mesmos diretores.

      • vidotti disse:

        O problema dos torcedores de teclado é que a história somente começou após 1994, época que a internet começou a se popularizar no Brasil.

      • Dylan disse:

        esse grande time a que voce se refere, o primeiro do Cruzeiro que eu vi, ganhou nada menos que uma Libertadores. O de Tostão e Piazza ganhou um campeonato brasileiro. Ou seja, são lembrados hoje porque ganharam títulos nacionais e internacionais, não porque ganharam do Atlético.
        O Cruzeiro passa hoje por seu pior momento desde os anos 80. De 91 a 2003, o Cruzeiro nunca passou mais que tres anos sem conquistar um titulo nacional ou internacional. Agora já se vão oito.

      • claudioxinalemos disse:

        O time que vc falou ficou 10 anos sem ganhar ah pateta, sabe fazer conta não?

      • Chaves disse:

        Hehehhee. Imagina o Dylan em 75, depois do Cruzeiro passar 9 anos sem título importante.

      • Dylan disse:

        ninguém vai deixar de torcer, ninguém vai deixar de comemorar vitórias. As alegrias que eu tive com o Cruzeiro na primeira fase da Libertadores desse ano foram as maiores desde 2003. Ver meu time dando aula de futebol numa competição internacional é um sentimento único. Mas um fórum como estes não é so para bater no peito e dizer que é cruzeirense. Eu acredito que ele também se proponha a debater honestamente os rumos do clube, os descaminhos e os acertos.

      • Dylan disse:

        em 75 a cornetagem comia solta, Chaves. Eu me lembro muito bem. Aquele time sentia a cobrança de ser vice. Logo depois da eliminação da Libertadores o treinador caiu. A chegada do Zezé Moreira mudou tudo e todo mundo se superou pra ganhar a Libertadores em 76. Não tinha ninguém batendo carimbo naquele timaço não.

      • Chaves disse:

        “As alegrias que eu tive com o Cruzeiro na primeira fase da Libertadores desse ano foram as maiores desde 2003. ” Puts, que cara conformado. O cara se conforma em fazer boa campanha em prineira fase de Libertadores. Esses cruzeirenses de hj, viu…

      • Sobrinho disse:

        Ganhamos a Libertadores de 76 por causa da cornetagem e da troca de técnico em 75. Tá explicado. Fora Cuca! Fora Montillo! Fora Fábio!

      • Dylan disse:

        porque trocou o treinador sim, Sobrinho. Conheça mais a história do seu clube. A chegada do Zeze Moreira mudou a forma do Joãozinho jogar e ele foi responsável também pela vinda do Jairzinho. A cobrança era dos proprios jogadores que nem de longe lembravam a postura passiva e conformada dos carimbadores de hoje.

      • Geniba disse:

        Vamos fazer como as frangas vêm fazendo há anos. A cada fim de temporada troca-se o técnico e os 11 jogadores. Se não for campeão não presta. Se for vice da Libertadores entre 32 times ou vie do Brasileiro entre 20, manda TODO mundo embora e começa de novo. Vamos ser exigentes e torcedores exemplares como Dylan e Raggi. Fora Fábio. Fora Cuca. Fora Montillo. Fora Thiago Ribeiro. Fora Fabrício. Fora Victorino. Fora todo mundo que não foi campeão brasileiro 2010 ou LA11.

      • Dylan disse:

        tipico também de um segmento da torcida é não saber debater. Pegar uma frase , distorcer, tirar do contexto e hiperbolizar. Se voce fala do efeito cumulativo de oito anos sem vitória eles dizem que voce quer mandar todo mundo embora, se acha vergonhoso cinco anos de eliminação seguidas em jogos em casa, é porque acha que nada presta. Nada é posto em perspectiva. Só na base da gritaria.

      • Dylan disse:

        eu não tenho sangue italiano,nao tenho alma palestrina. A primeira geração de torcedores na minha familia é a minha, da minha irma e dos meus primos pois sou filho e neto de goianos e catarinenses. Deploro a idéia de que é necessário carimbo étnico pra torcer mas se o inconformismo diante de uma derrota era marca desses torcedores antigos,que ele viva pra sempre. O Cruzeiro é grande também por isto.

      • simone b de castro disse:

        Ter alegrias com o time na LA DESSE ano? O que saiu antecipadamente, para o OC? Como assim? Mas você não é tão exigente??? Se contentou com goleadas e elogios de “Barcelona das Américas”? ISSO não seria, segundo vc e o Raggi a tal “atleticanização”?

    • aquinoflavio disse:

      As gerações de 60 e 70 mereciam muito mais… Foi uma LA(77) e um brasileirão(74) perdidos no apito, além de outra LA (67) perdida na falta de experiencia,além do brasileirão de 69, perdido no saldo de gols…
      Aqueles times não traduziram a sua grandiosidade em títulos, as vezes por má sorte e outras vezes(a maioria) por interferencia de arbitragens tendeciosas..

  36. Geniba disse:

    Pra que ficar dando cartaz pra esse Raggi? Ele é um personagem. Quer aparecer. Fica aqui criando polêmica no blog e depois vai no twitter falando pros seguidores dele virem aqui avaliarem a performance dele. Auto-promoção barata!

  37. vidotti disse:

    A única coisa que tenho a dizer: #falácia

  38. Frede disse:

    Nossa. Que post mais sem pé nem cabeça.

  39. Franklin Bronzo disse:

    Repito uma impressão minha, aqui já expressa : desde o fim dos ’90, ocorre uma “desitalianização” do nosso clube, que jamais pode deixar de ser, também, Palestra Itália. Pelo simples fato de que nossa história é única e motivo de orgulho por parte das antigas e novas gerações de torcedores. Eu, particularmente, me considero — por motivos óbvios — tão palestrino quanto cruzeirense.

  40. Franklin Bronzo disse:

    (Continuação)
    Nosso clube foi fundado sobre as bases do trabalho abnegado e honesto daqueles que escolheram o Brasil como sua segunda e venerada pátria. E que, portanto, já o fizeram nascer como o verdadeiro “clube do povo”, ao contrário de nossos co-irmãos citadinos, produto de anseio de jovens abastados e filhos de papais da alta sociedade belorizontina. Cantemos, pois, sempre : “Auguri, palestrini, siamo tutti buona gente!…”.

  41. Marco Soalheiro disse:

    O post levanta pontos válidos para a discussão. Para mim anda faltando equilíbrio na torcida. Muitos são acomodados demais e outros exigentes em excesso. Por exemplo: achar normal ser quase lanterna do Brasileiro, sair prematuramente de uma Libertadores para time bem inferior tecnicamente e ganhar Mineiro em um baita sufoco tendo time bem superior, é acomodação perigosa. De outro lado, definir como vergonha ser vice campeão da Libertadores, é exigência burra. Dois comportamentos ruins.

    • Chaves disse:

      Falou e disse o professor equilibrado.

    • Marco Soalheiro disse:

      Apenas não me considero o modelo de torcedor ideal como você, meu caro. Não me acho mais cruzeirense nem do que aqueles que concordam comigo, muito menos do que discordam. Topo qualquer debate com você Chaves. Aponte suas discordâncias comigo claramente e vamos lá. Ou vai ficar só na ironia?

      • Marco Soalheiro disse:

        Topo discussão sobre tática, armação de time, comportamento em arquibancada, sobre o que você quiser. Não tenho receio em debater com nenhum cruzeirense, especialmente com quem se acha superior aos demais. Ser desequilibrado é da natureza do torcedor em diversos momentos. E eu sou torcedor. Um de 8 milhões, com muito orgulho.

      • Chaves disse:

        Marcos, a minha sacada nesse comentário foi dizer que, assim como todos os outros, você também opinou como seria o melhor jeito de torcer. Ao dizer que “achar normal ser quase lanterna do Brasileiro, sair prematuramente de uma Libertadores para time bem inferior tecnicamente e ganhar Mineiro em um baita sufoco tendo time bem superior, é acomodação perigosa” você acaba que se contradiz um pouco com o comentário que fez abaixo.

      • Marco Soalheiro disse:

        É acomodação perigosa para mim. Para você, fã incondicional do Cuca e do Perrela, não. Isso nada tem a ver com eu ser professor de equilíbrio. Tanto que a primeira frase que disse é “levanta pontos válidos para discussão”. Estava e sempre estive aberto ao debate.

      • Chaves disse:

        “Para você, fã incondicional do Cuca e do Perrela” rsrsrs. Então, vamos ao “debate…”

      • Marco Soalheiro disse:

        Peguei pesado com o defensor incondicional. Mas que você é bastante simpático aos dois, é. rsrs

  42. Marco Soalheiro disse:

    O erro do post é tentar definir modelo ideal de torcedor. Não há. Mas muitos que criticam o autor também se julgam em vários comentários torcedores ideais. Falam que cruzeirense em geral é chato, que fulano de tal é corneta etc. Todos nós, torcedores, cometemos excessos de pessimismo, de otimismo ou de cobrança. E todos ajudam, cada um a seu modo, a fazer do Cruzeiro grande. O que mais me entristece hoje na torcida do Cruzeiro é ver gente brigando para ver quem pode ser professor de torcida.

    • Nao considerei o post uma definição do modelo ideal, mas sim um paralelo entre gerações da torcida, atribuindo a pseudo exigencia da decada de 90 vitoriosa ao sangue italiano. Discordo disso. Somo um pais sem miscigenado, nossa torcida segue a tendencia.

  43. Marco Soalheiro disse:

    O erro do post é tentar definir modelo ideal de torcedor. Não há. Mas muitos que criticam o autor também se julgam em vários comentários torcedores ideais. Falam que cruzeirense em geral é chato, que fulano de tal é corneta. Todos nós, torcedores, cometemos excessos de pessimismo, de otimismo ou de cobrança. E todos ajudam, cada um a seu modo, a fazer do Cruzeiro grande. O que mais me entristece hoje na torcida do Cruzeiro é ver gente brigando para ver quem pode ser professor de torcida.

  44. Marco Soalheiro disse:

    O comentário que eu mais queria fazer ficou no antispam. É sobre a tristeza que tenho de ver cruzeirenses brigando para ver quem pode ser professor de torcida. Não existe modelo de torcedor ideal e todos os cruzeirenses, sem exceção, são importantes para o clube.

    • Geniba disse:

      Concordo que todo torcedor é importante para seu clube. Mas alguns comportamentos como vaiar um jogador com 20 minutos de jogo em sua estreia é um comportamento que não agrega nada, concorda?

      • Marco Soalheiro disse:

        São casos isolados. Isso que você falou não agrega nada. Assim como não agrega nada aplaudir um WP da vida sendo substituído após 10 jogos bisonhos. Nesse caso, pra mim, é vaia mesmo. Eu tenho muito orgulho da torcida do Cruzeiro. Imensa, crítica, que sempre respondeu em momentos cruciais de sua história. Ninguém ganha apelido de China Azul de cronista rival por acaso. Só lamento parte dela ter misturado futebol com política eleitoral.

  45. Excelente post, instigante, inteligente. Recupera a idéia da história. A sensação que tenho do Sr. Raggi que é um daqueles italianos que também existem (e muitos) em toda Argentina. Humildemente, minha opinião é a que segue: poucos clubes fazem trabalho sério de formação de quadros, e Cruzeiro abdica desse fundamento. Com isso, as gerações são parcial ou totalmente levadas pelo discurso da mídia. Um discurso imediatista, ahistórico… (cont.)

  46. Ismail disse:

    Discordo firmemente da posição externada no post. Primeiro porque “atleticanização” é uma palavra absurda para se referir a qualquer coisa do Cruzeiro. Segundo porque esse tipo de posição, quando muito bem sucedida, dá em revolução, ou seja voltar ao mesmo lugar. Nunca vi uma revolução bem sucedida. Por fim, quem não tem fé e sangue frio para aguentar o tranco, que vá torcer para o Barça, que é rico, tem bom futebol, torcida exemplar e tudo mais.

  47. E quando não há trabalho de formação, de recuperação histórica, que não necessariamente deve ser feito pelo clube, os grupos se movimentam por diferentes emoções. Eu não sou como o Sr. Raggi, entremente, não abdico de dizer que sonho com uma condução mais aberta, que entenda que o mundo não se divide entre “os outros” e “nós”. Paciência, gostar não significa poder. E a democracia é uma coisa séria, não um brinquedo.

  48. Se o modelo correto é o de uma etnia ou raça, podemos fechar as portas. Eu acho que o modelo correto é o da educação. Falando gesticulando ou não, italiano ou portugues, se o torcedor não tiver conhecimento politico e senso de onde começa e termina sua responsabilidade como torcedor, não tem sangue nas veias que resolva.

  49. Sobre torcer, é um fenômeno cultural, social. Quem quizer enquadrar ou torcer o rumo da história perderá seu tempo e sua vida. Mais ainda, será um eterno infeliz. As pessoas mudam se desejarem, não por imperativo dos outros, menos nem por escrever em caixa alta.
    No Brasil o fenômeno de torcer é assim, mais ou menos assim. Mas, uma coisa é dentro do campo, outra fora… Um abraço grande e confesso que algumas “zoadas” estão ficando sem graça. Paciência!!!!

  50. O Cruzeiro recebe sua cota de TV por causa dos 8 milhoes de torcedores que tem…Se fossem 500 mil, teria a receita do America. Ou seja, até aquele torcedor, enfiado dentro de um oca la no Mucuri, é importante para o clube.

    • Chaves disse:

      Mas o mesmo torcedor que ajuda dando audiencia, pode atrapalhar vaiando o time em campo. Pq nao, além de dar audiencia, evitar vaiar o time com a bola rolando?

      • Chaves eu não vaio. Mas existem muitos torcedores que qdo compram o ingresso acham que estão comprando um espetaculo, a vitoria garantida do seu time. Qdo isso nao acontece, se sentem lezados e como muitos não oportunidade na vida pra “estar por cima”, a vaia é certamente um desabafo social.

    • Marco Soalheiro disse:

      Vc está certíssimo Claudinei. Mas tem muita gente aqui no blog que chega ao ponto de dizer que para poder cobrar alguma coisa o cara tem que ser obrigatoriamente sócio. E isso é maior de todas as balelas. O que faz o Cruzeiro grande é a imensidão e a diversidade de sua torcida.

  51. matheus t penido disse:

    Raggi até hoje não aprendeu o básico : futebol é paixão sim, mas é acima de tudo farra, diversão e entretenimento. Sem alegria, otimismo e até um pouco de oba-oba nenhuma torcida de massa como a do Cruzeiro se forma. Simplismente porque nenhum garoto vai querer torcer prum time que a torcida age como o ilustre comentarista gosta. Ou será que o plano dele é que a torcida celeste seja do tamanho que era nos tempos de Palestra ?

    • Eugenio Raggi disse:

      Observe a comemorção do gol do Montillo no sábado e veja se há otimismo e alegria no grupo. Observe a tranquila saída de campo dos jogadores. Cada um por si, sem qualquer tipo de coletividade. Ninguém se indignou nem nas arquibancadas, nem no campo. Uma vaiazinha baixa e reprimida se ouviu ao final do jogo e foi só. Mesmo porque muitos tem até medo de vaiar, em meio ao crescente nazi-perrelismo que ecoa da plateia.

      • Errado! Se vc nao vai ao campo nao pode falar sobre o que acontece la. O ZZP, a diretoria e seus aceclas foram vaiados. E gol de penalte geralmente é menos emocianente mesmo.

    • Marco Soalheiro disse:

      No caso específico do fim do jogo de sábado, concordo com o Raggi. Era para ter tido vaia das pesadas. Ao grupo todo, que em pese ter corrido, o que é obrigação, repetiu erros coletivos grotescos de posicionamento e de finalização.

  52. Marco Soalheiro disse:

    Rótulos sobre torcida são sempre complicados. O mais absurdo que eu às vezes leio aqui é o de que só o sócio torcedor tem direito de cobrar. É o típico argumento de quem não tem a mínima noção de como uma massa de 8 milhões de torcedores se relaciona de formas diversas com o clube. O cruzeirense que mora na zona rural e ouve os jogos há 40 anos num
    radinho, tendo ido meia dúzia de vezes ao Mineirão, é tão importante para o clube quanto o sócio. O patrimônio maior é a paixão.

  53. rosan amaral disse:

    Olha, eu estava para comprar a camisa 3 (homengaem ao Palestra). Mas, depois desta defesa de cultura à italianina (cornetagem), prefiro comprar mais uma camisa nº 1 ou a nº 2, ou até uma casual. Gosto é do azul e branco.

    • Frede disse:

      Eu até agora não acredito nesse post.

    • Eugenio Raggi disse:

      O azul foi escolhido em homenagem à Azzurra. Renegar às próprias tradições é um ato de trairagem, desconhecimento histórico. Chega a ser imoral. O Cruzeiro se sedimentou na força palestrina. Sem a italianada rigorosa e exigente seríamos mais um timinho de colônia. Se a raiz italiana te enoja você pode pensar que existem 2 clubes no estado com matriz sírio-libanesa, um de Bh outro de Vespasiano. Este ano, os dois estão na série A. Escolha um deles e torça.

      • Frede disse:

        Aqui, os todos os times italianos são vencedores e um sucesso? Não tem nada de renega as origens, mas seu post é infantil e sem sentido.

      • Eugenio Raggi disse:

        Frede, você ousou argumentar? Que avanço…Você já ouviu falar em J.A. Ferrari e seu famoso bordão: “Cruzeirense não comemora gol de empate!”?

      • Frede disse:

        Sim. Mas vc está misturando seus sentimentos quando jogava basquete na escola com suas emoções da família e querendo comparar com um esporte coletivo e profissional. Achando que pegar no pé de qualquer profissional fará algum bem pra ele. Gostaria que no seu trabalho ficasse alguem vaiando o que vc faz. O tempo passou o esporte mudou, a sociedade mudou, mas vc está se apegando ao passado.

      • Marco Soalheiro disse:

        Frede, uma coisa é vaiar istematicamente. Outra coisa é não vaiar nunca. A vaia é algo inerente ao esporte, nas arquibancadas de campos ou quadras. E é legítima. Em casos muito específicos, merecida e pedagógica. Em muitos outros, exagerada e equivocada. No estádio todos pagam ingresso e cada um se comporta da forma que acha mais adequada. Na minha modesta opinião, a torcida do Cruzeiro precisa cobrar mais em momentos ruins como o atual. Além de apoiar durante o jogo, claro.

      • Frede disse:

        Marco, não to discutindo o jeito de torcer não. Cada um torce do jeito que bem entender. O que eu discuto é esse argumento ai do post. Papo furado. O Cruzeiro é o que é e tem essa torcida por causa dos profissionais que vestiram a camisa.

  54. Ernesto Araujo disse:

    Era só o que faltava !!! “Guerra étnica” entre torcedores do Cruzeiro por conta de um mau início de campeonato.

    • Eugenio Raggi disse:

      Guerra étnica? Num país miscigenado? Isso é loucura. Eu falei de quebra de tradição, de desvio das nossas raízes, de nossa história, do nosso passado de torcida que pega no pé, que cobra muito, que não faz o jogo do contente. Fiz referência ao nosso passado, nossa origem itálica. Só quem vive num afamília italiana sabe como se dão lá dentro as relações, com amor extremado, ao mesmo tempo com muito rigor, cobrança, passionalidade, emoção.

      • Tiago Duarte disse:

        ta bom….ta bom, euGENIO…ja entendemos……seu sentimento pelo Cruzeiro é mto mais genuíno que de todos nós….eu, como descendente de Jaguaraçuanos (ou çuínos??rs), nao tenho o sentimento verdadeiro, original que vc, italiano, tem……

    • Mas temos que enaltecer que o espaço foi aberto. Debatendo podemos ser melhores. Pior é se so ficasse naquela chapa-branca danada.

    • Ernesto Araujo disse:

      Raggi, não disse que VOCE provocou guerra nenhuma… Eu entendi perfeitamente qual é o “ponto” do seu post. No fundo, você pede uma cobrança mais forte por parte do torcedor, fazendo referencia aos antigos torcedores do Palestra.

      • Ernesto Araujo disse:

        A discussão do post é que descambou, em alguns momentos, para esse lado, com o qual eu não concordo.

      • Ernesto Araujo disse:

        Quanto ao post em si eu discordo um pouco. Não creio que gritaria e atitudes intempestivas resolvam nada. Os jogadores já estão sabendo que a batata deles está assando em fogo alto. O treinador já quase caiu. Se os maus resultados continuarem, tenho certeza que a torcida saberá protestar e o Cuca – bem como alguns jogadores – não fica. Tenho plena confiança na cornetagem e na indignação do torcedor cruzeirense.

  55. Damas disse:

    Este tro-lo-ló, este patati-patatá, é muito bonito aqui no Blog, porém, não tem serventia alguma se o povo não comprar ingresso e ir prestigiar o time. Jogo de Série A com 2/3 da capacidade da Arena vazia. vocês me desculpem, não é atleticanização não, isto tá mais é prá Coelhinização!!!!

  56. Dylan disse:

    manchete do Cosme Rimoli: “Cuca ficou no Cruzeiro porque prometeu uma revolução. Montillo será o primeiro a ser cobrado”. Se for verdade é por ai mesmo, Cuca. Chega de Polianismo. Lute pelo seu emprego e pelo Cruzeiro. Mude o que tem que ser mudado.

  57. Daniel Carvalho - Porto Alegre disse:

    Já que o Cuca ficou, é esperar que ele se motive e que passe energia para o jogador. Vamos dizer que eles (jogadores) errem menos nas conclusões e que tenham mais sorte, que certamente voltaremos aos bons resultados. Retomar a confiança, com os pés no chão. Como tá tudo no início, dá pra reverter, mas já vamos ter que correr mais, agora.

  58. luigi666 disse:

    Bom, sou mineiro exilado no Rio, brasileiro, sem descendência italiana. Não sei se sou mais ou menos cruzeirense por reclamar de mais ou de menos. Aqui, de longe, pouco sei sobre uma eventual “atleticanização” da torcida. O que eu vi foi uma atleticanização da posição do Cruzeiro na tabela. E das brabas. Que seja momentânea. Essa maré vira. Tem que virar. Tem time pra isso.

    • de fato, estamos atleticanizados na tabela e isto não é balela. pra sair desta, torcida e time têm de jogar juntos. não vejo má vontade nem malemolência. percebo apenas que os adversários aprenderam a jogar contra o cruzeiro e nosso time não é tão bom a ponto de se livrar de qq armadilha. resta ter paciência e perseverar. uma hora, as coisas voltam ao normal.

  59. Paulo Rafael disse:

    Raggi, eu entedi seu post. Só achei que tocou perigosamente na etnicidade. Você quase falou que o que há (ou havia) de melhor na torcida cruzeirense é a sua raiz italiana. Conheço a história do Cruzeiro e dela me orgulho, como fiel torcedor, mas não me identifico com as origens italianas e nem por isso me considero um torcedor “inferior”.

    • Paulo Rafael disse:

      Entendo, inclusive, que seja positivo o Cruzeiro ter se desprendido das amarras culturais que o ligavam à colônia italiana pois, do contrário, hoje não seria maior que um Portuguesa.

    • Leonardo Z disse:

      Me identifico com as raízes italianas, com orgulho e concordo inteiramente com vc. Somos grandes por isso.Transcendemos o grupo. Aliás. Na quarta geração, nem tão italianos somos assim…

  60. Raf Lima disse:

    JS quis polemizar com o post do Raggi (que faz por onde).. E a turma gostou da polêmica, resultado: post com quase 200 coments. Entenderam??

  61. Particularmente, valorizo demais a independência deste blog, a galhardia do Mestre Xará. E humildemente peço licença para parabenizá-lo e dizer que foi na hora certa, quando retumbavam os embates estéreis e fossilizados que conduzem, inevitavelmente, a tomar distância. Em épocas brabas, não há coisa mais bárbara que aguentar “eu penso assim e ponto final” vs. “eu penso assim e ponto final”.

  62. Márcio disse:

    Acho legal essa coisa de a torcida do Cruzeiro ser exigente e ranzinza, e a das frangas ser cegamente apaixonada. É folclórico. Pitoresco. Há uns meses achei esse texto que fala disso (muitos aqui já devem tê-lo visto):
    http://migre.me/532Wq
    O JS é bastante citado.

    • Raf Lima disse:

      “O Cruzeiro Esporte Clube surgiu em 1921, como uma dissidência do Yale, ambos formados pelos numerosos imigrantes italianos que haviam se estabelecido em Belo Horizonte desde a sua fundação. Seu primeiro nome foi Società Sportiva Palestra Itália, e até o ano de 1926 a agremiação só aceitava italianos ou filhos de italianos em seus quadros. Somente a partir dali, e gradativamente, o clube passou a incorporar atletas que não eram membros da colônia, sem nunca perder seus fortes laços com ela.”

      • Márcio disse:

        Algo que foi feito por todos os times fundados por colônias aqui no Brasil, como SEP, Porto Alegrense, etc etc etc.

  63. Diogo Lara disse:

    Parabéns Raggi pela coragem do seu post…Não concordo com tudo, mas acho que compreendo sua preocupação: o conformismo que se abateu sobre parcela signficativa dos cruzeirenses e como tal conformismo fal mal ao CLube…Acho que o cerne é este, mas é claro muitos perrelistas de Plantão sempre aparecem pra dar as pedradas e desvirtuar a discussão…

    • Diogo Lara disse:

      O que eu acho é que a torcida tem que ter euilíbrio: saber a hora de apoiar o time e de cobrar…Sou contra as vaias durante o jogo mas em determinados momentos, de falta nítida de dedicação dos jogadores, compreendo tais manifestações…Mas pra mim, o torcedor também tem que procurar enxergar e procurar saber mais da política e da administração do Clube…E não se conformar com qualquer engodo….

  64. Leo Vidigal disse:

    Tem que mudar e motivar mais o time, mas também é cedo para ficar falando em frangalhização ou frangalhamento, coisas estranhas ao universo cruzeirense. O time precisa de mais calma, energias positivas, não negativas. Equilibrar vontade e sangue frio para aproveitar as oportunidades. Desespero não é um sentimento muito associado ao Cruzeiro e é desespero que dá para se ler no post e em alguns comentários.

  65. julimbh disse:

    Como não nasci em BH, mas sim no Vale do aço, e lá eu não tinha nenhum amiguinho atleticano, aliás chamar alguém de atleticano por lá há alguns atrás era um insulto terrível era chamar você de idiota ou mané… assim pra mim o termo “atleticanização” é a materialização da idiotisse, o que eu acho que não se aplica à nossa torcida… Acho que pegar no pé demais já não faz tanto sentido nos dias de hoje, nossa torcida já queimou boas promessas à troco de patavina…

    • julimbh disse:

      muito pelo contrário, só demonstra sinal de desespero e cria crise aonde não existe… Só dar uma olhada no Palmeiras, por lá se pega no pé por qualquer coisa, assim o time se transformou na quarta força de São Paulo, e já não mete medo mais como fazia há alguns anos atrás…

      • Tiago Duarte disse:

        Concordo cara. Atleticanização?? Tb sou do Vale do Aço, o Vale Azul, e isso nao me entra na cabeça. O EuGENIO ta tentando definir a história e a torcida do Cruzeiro toda pela cornetagem peculiar dele e de vários torcedores, de vários times, inclusive do Patético-MG, que ele parece, no fundo, admirar. EuGENIO, vc, meu caro, comprou a desculpa esfarrapada delas em todos esses anos ficando na parte de baixo da tabela: “nao temos time mas temos torcida”. Caiu nessa mto facil…

  66. Walterson disse:

    Imagino o Corneta Sr. e o Corneta Jr. nas arquibancadas (ou camarote, talvez), em plenos anos 80, vaiando o time. Isto era um p… incentivo mesmo. Nem sei como conseguiram ficar tanto tempo na m… com tais torcedores incentivando. Ou será que a torcida “exigente” só apareceu nos anos 90? Será que existia algum “exigente” vaiador apupando o time de Tostão e Dirceu, ou mesmo de Joãozinho e Palhinha?

  67. Walterson disse:

    O Inter andou afundado aí nos últimos anos e o que o salvou não foram os “exigentes” colorados mas a torcida que comprou o clube.

  68. Ricardo Malafaia disse:

    Já ficou combinado na locadora. Amanhã trilogia Poderoso Chefão para entender melhor o Cruzeirão.

  69. Márcio disse:

    Se a torcida do Atlético é apaixonada, a do Cruzeiro é exigente, ranzinza, acostumada a cobrar o desempenho de seu time. Pois, embora os cruzeirenses também não se cansem de declarar seu amor pelo clube, o que os distingue não é a atitude passional. À possessão da “Galoucura”, o Cruzeiro opõe a organização e a diligência de sua “Máfia Azul”.

    • Márcio disse:

      “Nascido no interior de uma colônia de imigrantes, o Cruzeiro parece se definir sobretudo por aquilo que possibilitou aos italianos sua inserção na sociedade brasileira: o trabalho árduo e incansável, por meio do qual se pode construir lentamente um futuro bem sucedido. É o que se vê, por exemplo, nos seguintes trechos da narrativa de Jorge Santana sobre as origens e o desenvolvimento do tal “clube do Barro Preto”:” (cont.)

      • Márcio disse:

        “O Palestra mineiro foi criado por trabalhadores e recebeu a adesão dos comerciantes e industriais, todos italianos. Era uma cosa nostra, fechada às demais colônias e ao restante da população. Os italianos pobres queriam um clube para integração social, lazer e cultura física e os ricos, um cartão de visitas para exibir à elite da capital. O Palestra, assim como a Beneficência Italiana, deveria espelhar a capacidade de realização que levara tantos deles ao sucesso. (SANTANA, 2003: 30)” (cont.)

      • Márcio disse:

        “E mais à frente:
        É aí que se inicia a saga do Cruzeiro Esporte Clube, o qual, nas palavras de Luiz Carlos Rodrigues, “se fez grande sem lances de heroísmo pungentes e sem heróis miraculosos, cuja grandeza foi plasmada no cotidiano, na simplicidade de um trabalho constante e reiterado, quase anônimo, cuja somatória, ao correr do tempo, conferiu a dimensão grandiosa, internacional, universal, de um dos maiores clubes do mundo! (SANTANA, 2003: 32)”

      • Márcio disse:

        A primeira parte do comentário tb é uma citação. Esqueci de pôr as aspas.

      • Márcio disse:

        O Cruzeiro tornou-se o clube grande que é com “trabalho árduo e reiterado”. Simplesmente isso.

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