Meu Brasil x Argentina inesquecível

Por SÍNDICO | Em 15 de julho de 2007

Dia desses, repórteres e comentaristas do SporTV desfiavam suas memórias de Brasil x Argentina. Cada um se lembrou de um jogo mais bonito do que o outro. Nenhum tão fantástico como o meu Brasil 3 x 2 Argentina jogado no Mineirão, em 11 de agosto de 1968.

Sem ter como montar um scratch nacional de verdade, a CBF encomendou às federações carioca e mineira seleções locais para representarem a futebol brasileiro contra os argentinos.

A Carioca bateu los hermanos por 4 x 1 jogando com Felix (Flu), Moreira (Bot), depois, Murilo (Fla), Brito (Vas), Sebastião Leônidas (Bot) e Valtencir (Bot); Carlos Roberto (Bot) e Gerson (Bot), Jairzinho (Bot), Roberto (Bot), depois, Nei (Vas), e Nado (Vas). Tec: Zagallo.

Segundo os argentinos, o cansaço foi a causa da derrota. Desculpa que não escondeu a irritação pela goleada. Por isso, prometeram ir à forra em Belo Horizonte. Afora Tostão, os mineiros não tinham grande projeção fora do país. Não metiam medo nos campeões mundiais do Racing Club nem tampouco nos campeões argentinos do San Lorenzo que recheavam o time visitante.

Jota Júnior, narrador cruzeirense da Rádio Guarani, Lísio Juscelino Gonzaga (Biju), dirigente e treinador eventual do América, e Carlyle Guimarães, comentarista da Rádio Inconfidência e ex-jogador do Atlético-MG, formaram a comissão selecionadora que convocou os seguintes atletas:

  • Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Procópio, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Natal, Tostão, Evaldo, Wilson Almeida, Rodrigues (ponta-esquerda vindo do Flamengo), Paulo Benigno (preparador físico), Neylor Lasmar (médico) e Nocaute Jack (massagista). Contundido, Wilson Piazza foi o maior desfalque da Seleção.
  • Atlético-MG: Hélio (goleiro formado pelo Botafogo e que jogaria no Cruzeiro nos Anos 70), Humberto Monteiro, Djalma Dias (zagueiro-central com passagens pelo América carioca e Palmeiras, pai do meia Djalminha), Oldair Barcchi e Tião (ex-ponteiro do Siderúrgica)
  • América: Vanderlei Lázaro (contratado pelo América ao Nacional, de Uberaba, faria história na lateral-esquerda do Cruzeiro entre 1969 e 1977) e Dirceu Alves (centromédio que seria vendido ao Corinthians e vestiria a azul-estrelada em 1973)
  • Formiga: Gilson e Cristovão (O Formigão-68 era o time-sensação do Campeonato Mineiro).
  • Uberlândia: Ferreira (centroavante goleador)
  • Uberaba: Valtinho (ponta-direita veloz)
  • Valeriodoce: Batista, lateral-direito, substituto do zagueiro Vander, do Atlético-MG, que se contundiu.

Convocado em 2 de agosto, o selecionado concentrou-se na Colônia de Férias do SESC, em Venda Nova. Lá treinou sob o comando de Biju que, pragmaticamente, escalou nove cruzeirenses para o desafio internacional.

O jogo

O Cruzeiro, ops!, a Seleção Brasileira jogou à semelhança do tricampeão mineiro: toques rápidos e rasteiros sob a regência de Tostão. E foi ele quem, aos 8 minutos, lançou Rodrigues. O ponta baiano passou por Ostúa, foi à linha de fundo e cruzou para Evaldo fazer 1 x 0.

Os argentinos ficaram grogues diante da velocidade dos mineiros. Perderam a postura tática e tomaram o 2 x 0, aos 20 minutos, num lance antológico. Zé Carlos lançou Natal que, percebendo a ultrapassagem de Pedro Paulo, rolou a bola para o lateral. Pepê foi à linha de fundo e cruzou. No meio do caminho, Tostão aplicou lençol, de calcanhar, em Alfio Basile (campeão mundial pelo Racing e atual treinador da Seleção Argentina) e tocou para Evaldo. O centroavante fez um corta-luz que deixou Roberto Perfumo sem rumo. Rodrigues, que vinha na corrida, soltou a bomba. Sanchez nem viu por onde ela entrou.

Passado o susto, os experientes argentinos se arranjam em campo, passaram a ameaçar o gol de Raul e reduziram a diferença aos 32. Interceptando passe de Oldair a Procópio, Rendo faz 1 x 2.

Daí até o final do 1º tempo, o jogo seguiu equilibrado. Acertada a marcação sobre Tostão e Dirceu, os comandados de José Maria Minella (nome do moderno estádio de La Plata, capital provincial de Buenos Aires) tiveram sossego pra jogar. E os minutos finais foram de um lá-e-cá típico dos grandes clássicos.

O 2º tempo foi idêntico ao 1º. Os mineiros começaram, outra vez, de forma avassaladora e fizeram 3 x 1 aos 15. Dirceu Lopes recebeu passe de Evaldo, livrou-se de Perfumo e fuzilou.

Daí em diante, a seleção Brasileira passsou a se exibir para o público. Com pressão menor sobre sua defesa, os argentinos voltaram a se reagrupar e equilibraram a partida. Aos 38, Angel Silva, que substituiu Fischer (centroavante campeão metropolitano pelo San Lorenzo, que faria sucesso no Botafogo dos anos 70), fez 2 x 3.

Os minutos finais foram de resistência dos mineiros. Nos bastidores, Ramos Ruiz, chefe da delegação argentina abordou o Coronel José Guilherme. Queria revanche. Espertamente, afagava o ego do presidente da FMF dizendo que o público de Buenos Aires teria imenso prazer em conhecer as novas estrelas do futebol brasileiro, a começar por Tostão e Dirceu.

Não houve acordo. Aquela Seleção era o Cruzeiro. E O Cruzeiro tinha mais que fazer do que ficar à disposição da CBD e da FMF. Entre outras coisas, tinha um tetracameponato mineiro invicto a conquistar.

Brasil 3 x 2 Argentina, domingo, 11ago68, 16h, Mineirão, amistoso, 298ª partida da Seleção Brasileira – Público: 49.082 pagantes (53.000 presentes) – Juiz: Agomar Martins, da federação gaúcha – Gols: Evaldo, 8, Rodrigues, 15 e Rendo, 32 do 1º tempo; Dirceu Lopes, 15, e Angel Silva, 38 do 2º – Brasil: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Djalma Dias, Procópio e Oldair Barcchi; Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo (Dirceu Alves) e Rodrigues. Tec: Biju / Argentina: Rubén Sanchez (Boca), Héctor Ostúa (Lanus), Roberto Perfumo (Racing), Alfio Basile (Racing) e Oscar Malbernat (Estudiantes); Jorge “El Indio” Solari (River), Alberto Rendo (San Lorenzo) e Carlos Veglio (San Lorenzo), depois Héctor Minitti (Lanus); Héctor Casimiro Yazalde (Independiente), Rodolfo “El Lobo” Fischer (San Lorenzo), depois, Angel Manuel Silva (Lanus), e Raúl Armando Savoy (Independiente). Tec: José Maria Minella. – Histórico – Foi o 59º jogo entre os rivais e a 18ª vitória brasileira contra 27 argentinas e 14 empates.

49 comentários para “Meu Brasil x Argentina inesquecível”

  1. Dylan disse:

    este jogo fez parte de uma tal Copa Rio Branco que foi ganha pels seleção com um monte de jogadores do Cruzeiro?

  2. O meu sempre será:
    Brasil 4-2 Argentina, 7 de setembro de 1999, estádio Beira-Rio em Porto Alegre.

    Rivaldo DESTRUIU com os platinos…

  3. Maury - Recife, PE disse:

    Meu Brasil e Argentina foi (como não…?) o de 1982. Brasil 3, Argentina 1. Inesquecível. Duas grandes seleções, a campeã do Mundo contra a melhor do Mundo. Fillol, Passarella, Tarantini, Ardiles, Maradona e Kempes do lado portenho; Falcão, Sócrates, Júnior Leandro e Zico do lado brasileiro. Poucas vezes o futebol viu tantos craques num só jogo. Vitória categórica, exibição de gala.

    Não que a Itália não tenha merecido ganhar aquela Copa, ganhou numa tarde de sorte e inspiração. Mas, para nós foi péssimo perder 1982, como nenhuma outra. Depois dessa Copa, por um tempo prevaleceu o futebol de resultados (negativos): Lazarone e Parreira. O segundo ganhou 1994 por uma série de fatores que não sua categoria e conhecimento de futebol. Pelo contrário.

    Abs.

  4. Maury - Recife, PE disse:

    Só para constar:

    Brasil 3 x 1 Argentina
    Copa do Mundo da Espanha, 1982, Quartas-de-Final
    Local: Estádio Sarriá (Barcelona)
    Árbitro: Mario Rubio Vasquez (México)
    Gols: Zico 12 do 1º tempo; Serginho 21, Júnior 29, Ramón Diaz 44 do 2º.
    BRASIL: Valdir Peres; Leandro (Edevaldo), Oscar, Luisinho, Júnior; Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico (Batista); Serginho, Éder.
    ARGENTINA: Fillol; Olguin, Galván, Passarella, Tarantini; Barbas, Ardiles, Maradona; Bertoni (Santamaria), Kempes (Ramón Diaz), Calderón.
    Expulsão: Maradona

  5. Marcelo Bueno disse:

    JS, eu fui um dos 53.000 presentes no Mineirão! Vibrei muito com a atuação da Seleção Brasileira, digo, mistão do Cruzeiro, que dobrou a garra e a empáfia argentina, com um ataque extremamente veloz, que deixou atônitos os defensores argentinos. Os baixinhos cruzeirenses D.Lopes, Natal, Evaldo e Rodrigues, comandados pelo Tusta, mostraram porque nosso ataque era cantado em verso e prosa, jogando “rápido e rasteiro, que nem a linha do Cruzeiro”, para os gigantes defensores argentinos. E lá trás, Raul, PP, Procopão e o Mestre Zelão, muito bem coadjuvados pelo Oldair Barchi e pelo Djama Dias formaram uma barreira, garantindo nossa vitória. Vibrei muito naquele domingo ensolarado!

  6. Daniel Reiner disse:

    Brasil e Argentina é um jogo tão empolgante que sou capaz de arriscar que com um pouquinho de esforço seria capaz de me lembrar de todos os confrontos que acompanhei.
    (Sou de 1982 e,portanto,minha lista começa a partir do fatidico 1×0 de 1990).

    Mas entre tantos jogos espetaculares vou citar dois.Talvez não tenham sido os melhores mas por algumas peculiaridades estão vivos na memoria.

    O 1° foi pelas quartas de final da Copa America de 1993.
    O resultado foi 1×1 com a classificação da Argentina nas decisões por penaltys por 6×5.
    Esse jogo ficou marcado na minha memoria por dois motivos.
    1°)Um deles foi devido a presença do então idolo cruzeirensse Boiadeiro como titular nessa partida.Eu com meus 11 anos de idade erã fã numero 1 do futebol do cara e me encantava ver um idoo cruzeirense como titular da seleção.
    Boiadeiro foi o melhor em campo.Um show a parte.
    No entanto,errou o penalty que provocaou a eliminação da seleção brasileira(o ultimo penalty foi cobrado pela Argentina).

    2°)Eu era um apaixonado pela posição de goleiro.Era um venerado observador de grandes goleiros.Tanto que tenho como meus primeiro ídolo no futebol o italiano Zenga.
    Nesse tempo ainda sonhava em ser goleiro do Cruzeiro.Mas…
    E me lembro que das 6 cobranças de penaltys dos argentinos,pelo menos 5 foram chutados no meio do gol.E o goleiro do Brasil era o Zetti.
    Eu fiquei revoltado com o Zetti.Pra mim,era inadmissivel que o Zetti não percebesse que ele tinha que ficar no meio do gol.

  7. Daniel Reiner disse:

    O outro Brasil e Argentina que não me sai da memoria é de 1995.
    Por coincidencia,tambem por uma quarta de final de Copa America.
    O resultado foi 2×2.E ficou marcado por alguns motivos:

    1°) Pelo gol marcado pelo Túlio.Ele,claramente,dominou a bola com o braço antes de concluir com a perna esquerda.

    2°)Pela encenação do arbitro Alberto Tejada batendo no peito e afirmando categoricamente que a bola teria sido dominada no peito e não no braço.

    3°)Foi a partir desse jogo que eu defini o Tafarel como um grande frangueiro e um grande sortudo.
    Assim como aconteceu em varias oportunidades o Tafarel falhou nos 2 gols argentinos.Se não me engano(acredito que não) foram marcados por Batistuta e Balbo.
    Dois chutes de fora da area com a bola passando entre ele a trave esquerda,com ele agachado esperando a bola na “concha”.
    Mas nos penaltys ele defendeu duas cobranças.Uma eu sei que foi do Simeone.

  8. Jorge Santana disse:

    Não, Dylan. Copa Rio Branco era competição entre Brasil e Uruguai. E esta a que vc se refere foi disputada em Montevidéu, um ano antes.

    A disputa contra a Argentina era a Copa Roca. Mas o jogos citados neste post foram amistosos.

    Abs,
    JS

  9. Copa Rocca, Copa Rio Branco, “amistosos” entre Brasil e Argentina…. num sei não… mas isso é bem antigo!

  10. Franklin Bronzo disse:

    Jogassem no Rio ou Sâo Paulo em 1968, Raul Plassmann, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Natal e Tostão formariam a espinha dorsal do scratch brasileiro, sem dúvida. Aliás, com o João Saldanha, até 1969, Piazza, Dirceu e Tostão estavam entre as “feras” do treinador. Que, no entanto, foi injusto com Raul, Zelão e Natal. Depois de Mané Garrincha e Julinho Botelho, o Diabo Loiro foi o maior ponta-direita brasileiro que eu vi jogar.

  11. Jorge Santana disse:

    Meus amigos:

    Em épocas de Brasil – Argentina, ou Argentina – Brasil, as emoções ficam mais patentes. Olhem que bonitas matérias de OLÉ, uma sobre as famílias dos jogadores argentinos e a outra sobre o carinho especial do goleiro Helton com Riquelme (Hiquelmi).

    http://www.ole.com.ar/notas/2007/07/15/01457688.html
    http://www.ole.com.ar/notas/2007/07/15/01457337.html

    Abraços
    Jorge Schulman

  12. Daniel Reiner disse:

    Dizem que entre Brasil e Argentina há rivalidade até no “par ou impar” e em “cuspir a distancia”.
    Pode ser que haja.
    De minha parte,não há nenhum sentimento de revanchismo contra argentinos.Na verdade,eu me delicio,e muito,com a soberba vista na maioria dos hermanos.
    Eles são eternos e bons provocadores.
    Alguns passam uma necesidade insaciavel de auto afirmação.Mas ninguém e perfeito e os argentinos estão muito bem no meu conceito.

    Hoje o “Ole” deu destaque especial a uma goleada que a seleção argentina aplicou na seleção brasileira hoje pelos Jogos Panamericanos.
    O placar foi 21 x 0.Interessante,não é?
    Qual modalidade?
    Hóquei na grama.
    Talvez haja bastante interesse dos argentinos por essa modalidade e o ignorante aqui não saiba das preferencias deles.
    Ignorante mesmo.Eu nunca tinha ouvido falar em hóquei na grama.
    E acredito que se não fosse esse 21×0 eu esperaria ate os proximos Jogos Panamericanos pra descobrir o hoquei na grama.

  13. albano silveira machado disse:

    O Cruzeiro já foi base da Seleção, sempre teve jogadores selecionáveis desde a inauguração do Mineirão. Fico feliz em saber deste fato: 9 jogadores do Cruzeiro, em um jogo da Seleção Brasileira, vencendo a Argentina.
    No entanto, alguns torcedores do Patético, fazem referência ao seu time como a Seleção, a “Selegalo”. O Patético realmente já representou a Seleção, Jorge? Eu não conheço este fato histórico. Queria ter argumentos pra retrucar nossos adversários.

  14. Daniel Reiner disse:

    A meia hora do inicio do jogo…

    minhas expectativas são as melhores possíveis.
    Para o bem da humanidade espero uma vitória e um baile de Riquelme & cia.ltda.
    Com 4 x 0 eu estarei satisfeito.

  15. O time feminino de hóquei sobre a grama argentino está entre os melhores do planeta. Favoritaço para a medalha de ouro no Pan.

    São conhecidas como “Las Leonas” ou, em português, “As Leoas”.

  16. Reiner, quanto pior o Brasil, quanto maior for a crise técnica, espiritual, moral, física, financeira e, principalmente, etc. da Seleção, quanto melhor estiverem os manos, mais gosto tenho de vencê-los…

  17. Jorge Santana disse:

    Reiner, vc ainda está com o espinho da final de Lima atravessado na garganta?

    Se ao menos a vitória argentina ajudase a resolver os apagões, aéreo e de energia, um lá, outro cá…

    Abs,
    JS

  18. Arthur disse:

    Só para constar que JAIRZINHO (junto com seu substituto e aprendiz no BOTA-FOGO Zequinha, era mestre em para a bola, na frente do lateral e dar arrancada e cruzar a bola a um palmo da linha de fundo na cabeça do atacante. Em 70 JAIRZINHO foi treinado para jogar ao estilo NATAL, que -nunca se escalreceu ao certo- por ser um tanto cheiodas mulheres-carros-e- baladas da época, não teve chances na Seleção… No popular se as “baladas” nãoa trapalham, com certeza não ajudam nada…

  19. Arthur,
    É incrível como o nosso jogo se encaixa no jogo dos argentinos. E como o Pelé é pé frio no que se refere a palpitar. Apostou na Colômbia em 94…ferro.
    Nos pôs como favoritos na França em 98…ferro.
    Apostou na Argentina em 2002…ferro de novo.
    O Brasil era o bam-bam-bam em 2006 e ferro de novo.
    Falou que o Cruzeiro era favorito em 2004 no Brasileiro…ferro mais outra vez.
    E hoje falou que ia dar Argentina fácil, fácil…e no intervalo está 2 x 0… E eu tendo que ouvir o Milton Naves…
    Mas, o Brasil tem que manter jogando fechadinho, contra-atacando mas, sem tomar sufoco. Agora além do timaço deles, ainda tem o vento…
    Abraços – JCD

    A lamentar a morte do grande conselheiro azul Jairo de Esmeralllllldassssss !!! E dois dias depois morre o irmão dele, é muita perda para uma família só.
    O nosso conforto à casa deles.
    Um abraço amigo – Chiabi

  20. Franklin Bronzo disse:

    E pensar que o Doni foi execrado, na época, e tem sido, ainda, por grande parte da nossa torcida…Não é nenhuma sumidade, mas deixa muito goleiro que tem ocupado nossa meta para trás…

  21. Chiari disse:

    CADÊ OS CRÍTICOS?

    A MINHA SELEÇÃO É CAMPEÃ!!!!!

    TEM QUE RESPEITAR ESSA CAMISA AMARELA!!!!

    VALEU, DUNGA… VALEU, JOGADORES…

    BI-CAMPEÃO!!!!!

  22. Chiari disse:

    CHUUUUUUUUUUUUUUUUPA, DANIEL!!!!

    HAHAHAHAHAHA!!!!

  23. Chiari disse:

    COM DIGNIDADE ESSES JOGADORES NÃO SÓ REPRESENTARAM O BRASIL, ELES AINDA LEVARAM NOSSA BANDEIRA PARA O ALTO DO PÓDIO!!!!

    FORAM CAMPEÕES CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!!!!

    CADÊ OS CRÍTICOS????

    ESSA VOCÊS VÃO TER QUE ENGOLIR!!!!

  24. FUTEBOL PRAGMÁTICO: 3
    FUTEBOL BONITO: 0

  25. rdish disse:

    A Argentina que joga bonito não entrou em campo hoje. O Brasil não deixou, a barrou na entrada. Da grande área.
    Entrou outra, firulenta e medrosa, que treme em momentos decisivos. Ai virou presa fácil. Quem disse que a gente não pode escolher adversário?
    Não sei quanto a vocês, mas ainda fico muito feliz em ver o Brasil ganhar !!!!

    rdish

  26. Chiari disse:

    Sorry, Sancho…
    Mas no futebol o que vale é bola na rede!
    BRASIL BI-CAMPEÃO!!!!
    De bônus, vaga garantida na próxima Copa das Confederações.

  27. Gustavo Sobrinho disse:

    Tem nada de futebol bonito x futebol pragmatico. Argentina jogou durante a copa o que tinha que jogar para ganhar todas as partidas com poucas dificuldades, o Brasil não. Quando se enfrentaram o Brasil jogou da forma que tinha que jogar para ganhar da Argentina.

    Outro coisa, a Argentina enfretou o time brasileiro como se fosse um chile, um mexico da vida, e mostrou o quao deficiente na marcação eles são.

    Mas continuo preferindo assistir um jogo da Argentina a um jogo do Brasil atual.

  28. rdish disse:

    Gustavo, concordo, é muito mais agradável ver o time argentino jogar.
    Mas a vitória do Brasil mostra que, feliz ou infelizmente, jogar bonito não é garantia de ganhar títulos.
    Uma pergunta que não quer calar é se há compatibilidade NO FUTEBOL DE HOJE entre o futebol bonito e o futebol pragmático.
    A outra, caso a primeira pergunta não tenha resposta, é qual das opções deve-se adotar.
    Difícil responder …

    rdish

  29. Chiari disse:

    “Eu dedico esse título às crianças inocentes e que sofrem com fome na África, Israel, Brasil e Palestina. Aquele cara que trabalhou o dia inteiro e que chegou em casa de noite para torcer para o Brasil. Para esse cara nós dedicamos. Não existe coisa melhor, do que imaginar o sorriso desse brasileiro no dia seguinte, no trabalho.” Dunga

    VALEU DUNGA!!!!

    ESSA VOCÊS VÃO TER QUE ENGOLIR!!!!

  30. Chiari disse:

    “Por isso vê lá onde pisa, respeite a camisa que a gente suou. Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou…”

    Sem mais.

    BRASIL BI-CAMPEÃO!!!!

    A freguesia argentina, jogando bonitinho, completa 14 anos sem títulos. Acho que a sua pergunta está respodida, meu caro Rdish.

  31. Paulo Sanchotene, RS disse:

    Chari, desculpa por quê?!

    Eu sou gremista e o Brasil foi campeão jogando à Grêmio…

  32. rdish disse:

    De qualquer forma, mudemos os dizeres do placar:
    Brasil B 1, Argentina A 0

    rdish

  33. Maury - Recife, PE disse:

    Me causa estranheza alguém dizer que futebol bonito não é pra ganhar. O que o Cruzeiro jogou em 2003? E o Santos em 2002 e 2004? E o Boca na Libertadores deste ano? A Argentina perdeu porque entrou com o jogo ganho. E porque, claro, o futebol permite que um time pior, mas que jogue com mais determinação, ganhe. E, também, porque Copa é assim, num detalhe o pior ganha (neste caso, nem tão pior assim). O Brasil teve, mais ou menos, 4 chances de gol, fez 3, não deixou a Argentina jogar, teve mais determinação e ganhou. Ou seja, hoje, o Brasil foi melhor e ganhou.

    Abs.

  34. rdish disse:

    Um não, três né? Hehehehe …

  35. Paulo Sanchotene, RS disse:

    Hoje, a explicação é simples: o Brasil jogou melhor.

  36. rdish disse:

    O Boca Jrs não jogou bonito na Copa América. Muito ao contrário.
    O Santos jogou bem em 2002 apenas na fase final. Em 2004 teve mais magia, mas muito mais objetividade, uma equipe mais compacta, diferente da Argentina.
    E o Cruzeiro jogava bem com talento sim, mas com um esquema tático bem definido. O time não era firulento, era objetivo.
    Quando falo jogar bonito, é disso que falo. Ser habilidoso é diferente de ser talentoso. A Argentina é um time de jogadores habilidosos, com dois craques talentosos, que são Riquelme e Messi. Basicamente, o Brasil anulou os talentos. Sobrou a habilidade, que se anula com marcação, o que foi feito.
    Não foi sorte de time melhor ou pior. O Brasil foi superior porque descobriu a verdadeira Argentina, o que quase todo mundo – inclusive nós, torcedores brasileiros, eu entre eles – não havia visto. Luxemburgo, em seu blog, foi o primeiro a desmistificar os ‘biancocelestes’. Dunga, pelo visto, também. E agora, atônitos, torcedores de todo mundo – sim, naveguei em sites estrangeiros, como o Marca, MundoDeportivo, Kicker, GazzetaDelSport e, claro, o Olé – descobriram a Argentina de verdade.
    Que bom que descobrimos a tempo !!!!

    rdish

  37. Chiari disse:

    Tá certo, Sancho…
    Só tava levantando a bola para a discussão, pois bonito ou não, o caneco vem para o Brasil e a Argentina continua na fila.
    Já são 14 anos de cabelos mal-cortados, prepotência e arrogância.
    Sds, Chiari

  38. rdish disse:

    Que isso, Chiari, nem todos os argentinos são assim. Já tá passando da hora de desmistificar isso.
    Nem na seleção argentina atual senti essa prepotência. Embora tenha a sentido sim na imprensa argentina, principalmente no diário Olé.
    Conheci alguns, como o Jorge Schullman, e em nenhum desses senti isso.
    Somos rivais por sermos vizinhos e grandes potências do futebol.

    rdish

  39. Chiari disse:

    Meu caro rdish…
    Não tampemos o sol com a peneira, né…
    E vamos colocar os pingos nos “is”.
    Onde me referi ao povo argentino?
    Sobre os jogadores: ao receberem a medalha de prata, imediatamente a retiraram do peito. Aliás, quase as devolverão para a organização. Para mim, isso não é somente uma deselegância ou quebra de protocolo.
    A mídia argetentina, depois de nos chamar de “macaquitos”, merece algum crédito?

  40. rdish disse:

    Será que nosso selecionado não faria o mesmo com as medalhas?
    Ou será que jogadores do Cruzeiro ou Atlético guardariam medalhas de vice-campeão perdidas pro rival?
    Isso ai não é prepotência não. É raiva de ter perdido título pro rival.
    Pra mim, prepotência se mede em outros tipos de atitudes. Declarações por exemplo. Ou nas atitudes dentro de campo, como aqueles driblezinhos e toques pra dar olé, como aconteceu na Copa América passada, no Peru. Nesse caso, não teve nem isso nem declarações polêmicas de lado a lado.
    Até porque depois disso, voltam todo mundo pros seus clubes. E ai, muitos adversários de hoje jogarão juntos. Alguns ali são até amigos … Estamos em outros tempos com relação ao futebol.
    Menos na imprensa argentina. Ah, essa não muda mesmo … Quem disse que somos apenas nós que estamos a pé de imprensa esportiva? Isso me parece problema global …

    rdish

  41. Maury - Recife, PE disse:

    O Brasil jogou terrivelmente durante toda a Copa. Ridícula 1a fase, sorte na semi-final contra o Uruguai. Na final, jogou bem, jogou melhor e com mais determinação. Ganhou!

    Boca não jogou bem a final da Libertadores, jogou muito bem, isso sim.

    Santos, em 2002, na fase eliminatoria, a que interessava, jogou muito bem e fez fila. Foi campeão.

    Copa tem essas vantagens, ou desvantagens para outros: naquele momento, quem joga melhor e com mais determinação ganha.

    Discordo terminantemente que o futebol bonito perdeu. Se a Argentina tivesse jogado como jogou toda a Copa, não entrasse com o jogo ganho, e o Brasil tivesse jogado como jogou durante toda a Copa, feia e bisonhamente, teria levado um balaio. Só que “si” é uma nota musical e o Brasil foi campeão. Quem ganha, na maioria dos casos, e esse não foi o caso, é o futebol bonito, aguerrido, rápido. Que terrível ilusão causou a vitória de hoje.

    Abs.

  42. Gustavo Sobrinho disse:

    Gente por favor, as criticas ao futebol do Brasil não eram porque ele nao fazia gols tipo o do messi contra o Mexico, não era porque nao dava espetáculo de circo. Era porque o time não impunha seu futebol frente o adversário, não criava jogadas para se fazer gols. O time estava apresentando um futebol para perder jogos e sair da competição, como quase saiu na semifinal com Uruguai, como perdeu para o Mexico e ganhou por um acaso do Equador. Hoje o Brasil jogou “bonito”, marcou e contra atacou bem a Argentina, sob aproveitar do desequilibrio emocional e as deficiencias do sistema defensivo Argentino.

    Chiari fiquei emocionado hoje com a medalha de ouro conquistada pelo Diogo Silva e realmente fiquei decepcionado com a vitoria da seleção. Agora vai entedender porque nao tenho paixão pela seleção canarinho.

  43. rdish disse:

    Na maioria dos casos?

    Acho que você está confundindo as coisas, Maury. Futebol bonito não é firulento. É o objetivo. O firulento, que a Argentina joga, foi vencido pelo Brasil, até com certa facilidade. Se outros times, como o México, tivessem jogado como o Brasil jogou hoje, a Argentina não estaria nesta final. O que nos enganou de verdade, foi a plasticidade do futebol praticado pelos argentinos que, por causa dos resultados, ofuscou sua ineficiência.

    E quanto aos exemplos que passei … Não disse que esses times jogaram mal. Jogaram bem sim. Mas não foi o tal futebol firulento não. O Cruzeiro de 2003 e o Santos de 2004 jogavam bonito, mas não havia firulas. Eram times bem montados, bem treinados e bem postados. Já o Santos de 2002 e o Boca desse ano tiveram campanhas parecidas com a da nossa seleção: muito ruins no início, mas cresceram nas fases finais. De qualquer forma, em nenhum dos casos citados foi a tal da magia que prevaleceu, prevaleceu o bom futebol de hoje, com equilíbrio tático e técnico.

    Até hoje o futebol está à procura da magia vencedora. Achávamos que iríamos encontrar isso no ‘biancoceleste’ 2007. Assim como o Brasil de 82, não deu ainda.

    rdish

  44. rdish disse:

    Vou parar por aqui para não ficar taxado como ‘profeta do acontecido’. Até porque, assim como vocês, gostava muito de ver o time argentino jogar e, mesmo torcendo pro Brasil, estava me preparando para uma vitória ‘hermana’, que me aliviaria pelo estilo que eu achava que eles jogavam.
    Depois do jogo, li as matérias na imprensa ‘internética’, fui relembrando o jogo, a campanha dos dois times … E ainda continuo com a impressão que a magia argentina foi na verdade marketing. Não acredito que uma magia tão poderosa seria facilmente anulada num jogo decisivo, como foi hoje. E de uma forma que até outros times, mais inferiores, conseguiriam anular. Isso não é acaso, quer dizer algo. O time argentino enganou a todos os torcedores. E de novo.
    Ainda bem que o Brasil não caiu no marketing.

    rdish

  45. Gustavo Sobrinho disse:

    Rdish você esta caindo no velho erro de achar que quem perde nao serve. Porque a Argentina perdeu hoje ela tem um futebol firulento e ineficiente, e os resultados dela durante a copa america encobriram suas deficiencias?

  46. Gustavo Sobrinho disse:

    Realmente nunca existiu magia no time argentino, o time apenas aplicou o futebol de resultados, vencer os jogos e de preferencia sem sufoco. Venceu todos e todos resolvidos antes dos 20 minutos do segundo tempo.

  47. rdish disse:

    Venceram porque os adversários não usaram a arma que o Brasil usou pra anular o time argentino. E convenhamos, até mesmo o México e o Uruguai tinham condições e jogadores para usar a mesma tática de marcação, sem desmerecer o mérito brasileiro.

    Não que eu queira jogar a qualidade da Argentina fora. Se a vitória brasileira viesse num jogo mais apertado, com a Argentina ‘agredindo mais’, não diria o que estou dizendo agora. Mas convenhamos, foi relativamente fácil pro Brasil anular nosso rival. E essa anulação ocorreu devido a gana dos nossos jogadores e por uma postura tática nada inovadora. Não houve diferença de qualidade, pelo menos que pendesse para o lado brasileiro. Isso tem de ser levado em consideração.

    rdish

  48. Arthur disse:

    Olhe, a gente vê isso aqui em MINAS TODO DIA, E PARECE QUE NUM LEMBRA!

    Brasil estava jogando pedrinha, ou melhor, mediocramente; a ARGETINA estava jogando bem e convencendo. O que aconteceu? BRASIL x ARGENTINA é clássico, e nossos rivais ainda não disconfiaram isto!

    O BRASIL sempre joga contra a ARGENTINA o que não joga contra o CHILE, o URUGUAI,etc. Ganhamos porqu ganhar da ARGENTINA infla o ego, há um prazer maior do que o troféu ou o campeonato. O BRASIL não disputou o título, o BRASIL disputou “ganhar da ARGENTINA!”.

    Talvez se fosse uma semi-final, ganharíamos e perderíamos a final, pois ontem se viu o BRASIL ganhando da ARGENTINA e não disputando o título!!!

    Clássico não tem lógica! E o favorito normalmente perde,e foi o que aconteceu! Nós que tantas vezes tivemso TIMES muito melhores que as frangas já não vimos tantas vezes derrotas absurdas, como explicar os 1×3 e os 0x4 deste ano? E depois ganhar de 2×0 e agora de 4×2! Por que???

    Porque é CLÁSSICO! Após as derrotas anteriores os jogadores do nosso plantel descobriram enfim o que é o CLÁSSICO, a sua importancia e como coisas pequenas se tornam enormes! A ARGENTINA se ferrou porque esqueceu disso: que o BRASIL estava disputando um clássico!

    Futebol que não põe a bola no barbante, pode ser bonito, mas não resolve nada! Que isso sirva de alerta pro nosso TIEM também!!! Olha ía DJ, manda um recado urgente por GUIGUI e pro WAGNER: gol simples resolve muito mais do que bola de efeito e outras que vão pra fora!!!

  49. Arthur disse:

    Desculpe os erros de CATILOGRAFIA: “desconfiaram”, “tivemos”, TIME,…