Lédio Carmona: “O Cruzeiro não foi Cruzeiro”

Por Jorge Angrisano Santana | Em 9 de maio de 2014

Pitacos de bloqueios e protagonistas acerca do SAN LORENZO 1×0 CRUZEIRO, no Nuevo Gasómetro, Buenos Aires, jogo de ida das quartas de final da Libertadores 2014, às 22h de 07mai14.

MARCELO OLIVEIRA, técnico do Cruzeiro: Levamos o gol numa jogada improvável, porque nosso time é muito bom na bola aérea. A defesa se aproximou demais do Fábio, o que facilitou pro adversário.Viemos com a ideia de segurar os 15 primeiros minutos. Sustentamos bem, mas tivemos dificuldade de marcá-los no lado direito. Não conseguimos jogar no 1º tempo, esboçamos uns contrataques, mas erramos na parte técnica. Da mesma forma que eles foram empurrados pela torcida aqui, esperamos conseguir o mesmo no Mineirão. O San Lorenzo é um time rápido, mas vamos nos mobilizar pela vitória.

FÁBIO, goleiro do Cruzeiro: Estamos firmes e vamos conseguir a classificação. Não podemos ficar cabisbaixos. Temos que trabalhar pro jogo no Mineirão, ao lado do nosso torcedor. Aquela defesa é algo que só Deus pode nos proporcionar. E a bola parada encaixa pros outros também, já conseguimos a classificação assim.

WILLIAN, atacante do Cruzeiro: A gente fica chateado porque quer jogar, mas respeita. A gente quer ajudar, mas sabe que tem outro companheiro pra entrar e ajudar também. Vida que segue. Tentamos, mas infelizmente levamos o gol de bola parada. O empate, seria melhor, mas temos qualidade pra vencer no Mineirão.

GILVAN DE PINHO TAVARES, presidente do Cruzeiro: O Cruzeiro jogou o suficiente pra não perder. E não teria perdido se o árbitro não tivesse errado naquele lance. Mas nada está perdido, porque nosso time mostrou que tem condições de reverter o resultado e ganhar aqui. Estou muito confiante, tenho certeza que nós vamos reverter.

VALDIR BARBOSA, gerente de futebol do Cruzeiro: O normal será vencermos em Belo Horizonte, se possível, por uma ampla diferença.

LÉDIO CARMONA, comentarista do SporTV: O Cruzeiro não foi Cruzeiro. Fez cerimônia demais, reverenciou demais o San Lorenzo. Marcou bem, mas arriscou poucos contrataques, não teve velocidade. Jogou muito abaixo do que pode. O San Lorenzo jogou o que sabe, sempre dentro de seu limite. Foi assim que venceu o Grêmio. Acho que o Cruzeiro ainda é favorito, tem mais time, vai jogar em um Mineirão lotado. Mas vai ter de jogar o que não jogou no Nuevo Gasómetro.

EDGARDO BAUZA, técnico do San Lorenzo: Não deixamos jogar um rival que ganhou os últimos jogos como visitante, contra Universidad de Chile e Cerro Porteño. É uma equipe complicada porque defende com dez e os três que jogam na frente saem rápido. Nós fizemos a recomposição rápida quando perdíamos a bola. Fizemos um jogo lento, estivemos imprecisos, mas conseguimos o gol, que era o que queríamos.

JE DOURADO, no PHD: Apesar de toda a minha torcida para ele dar certo, Ricardo Goulart esgotou o futebol que tinha em 2013. Não está jogando nada: não ganha uma dividida, cabeceia mal, chuta mal e não marca mais. Ontem, dividiu uma única jogada, mesmo assim pra por a bola pra fora. O jogo do San Lorenzo foi manjadíssimo: dois laterais bem abertos e avançados, três zagueiros na sobra e apenas Ortigosa armando pro ataque inteiro, com dois partindo pra cima do Samudio.

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