Leandro Lima: “Com essa equipe, é fácil jogar”

Por SÍNDICO | Em 9 de outubro de 2009

Pitacos de blogueiros, jogadores e treinadores sobre o Cruzeiro 3×0 Goiás, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, em 08out09:

  1. Mauro Beting, em seu blog: O Cruzeiro deveu tantos pontos no turno que a ótima campanha no returno ainda não pode ser devidamente valorizada. Mas a ótima e incontestável vitória sobre o Goiás merece ser louvada. Como o time de Hélio dos Anjos merece a crítica pela maneira medrosa como se comportou no Mineirão. E por mais uma expulsão injustificável de zagueiro. Se o gol de Leandro Lima foi irregular (impedimento), no primeiro tempo, Thiago Ribeiro poderia ter aberto o placar e foi impedido por anotação errada de impedimento. Elas por elas. E, ainda assim, 3 a 0 foi pouco pela superioridade celeste.
  2.  

  3. Vitor Birner, em seu blog: Só 7 mil pessoas apoiaram o Cruzeiro no imenso Mineirão, para um compromisso difícil diante do Goiás, que vinha de derrota e teve a chance de ouro de se recolocar bem na tabela. O 1° tempo, no entanto, confirmou o que a massa cruzeirense esperava: pouco futebol. Léo Lima, Fernandão e Iarley, que não são conhecidos pela velocidade, eram os responsáveis pelo ataque esmeraldino. Perderam a disputa. Já o Cruzeiro, que teve mais posse de bola, controlou o jogo, não forçou o gol. O lance capital acontece no fim do 1° tempo, quando Gilberto se machuca e dá lugar a Leandro Lima, estreante. O garoto emprestado pelo Porto ensaiou mudar o jogo ao perder um gol no fim do 1° tempo. Na etapa final, ele conseguiu. Abriu o placar aos dois minutos. 8 minutos depois, o jogo estava 3×0. Pior: Leandro Euzébio estava expulso, pelo lado goiano. O jogo se revolucionou e, ao mesmo tempo, perdeu seu mote. O Cruzeiro em arrancada relâmpago matou o Goiás com um a menos. Hélio dos Anjos mudou seu ataque, no ato mais lógico possível de tentar reerguer seu time. Não adiantou, é claro. Segunda derrota seguida do Goiás.
  4. Leandro Mattos, em seu blog: A quinta-feira foi distinta para celestes e alvinegros. Cruzeirenses satisfeitos e atleticanos na bronca. Jogando em casa, onde não vinha regulando bem, a Raposa conseguiu uma vitória maiúscula sobre o Goiás. A goleada por 3 a 0 sobre os 11 de Hélio dos Anjos valeram aos estrelados mais duas posições na tabela. Em cinco dias, os azuis galgaram quatro degraus e a distância para o G-4 caiu para oito pontos. Após um primeiro tempo morno, a equipe de Adílson Batista construiu o triunfo nos nove minutos iniciais da etapa complementar, com dois gols de Wellington Paulista e um do estreante Leandro Lima. O ótimo resultado diante dois goianos dá ao Cruzeiro mais motivação e embalo para o clássico da próxima segunda-feira, contra o maior rival, num duelo que promete muito e vai sacudir o Mineirão.
  5. Harlei, goleiro do Goiás: É complicado mais uma vez jogar com um homem a menos. Na casa do adversário, com um a menos, fica muito dificil. Quando você sai na frente, até dá para se fechar para garantir o resultado. Mas perdendo você tem que se abrir. Aí complica de vez.
  6. Ramalho, volante do Goiás: No 1º tempo até seguramos, mas infelizmente no 2º eles fizeram os gols. Com um a menos fica realmente muito difícil. Não pode continuar acontecendo isso em todos os jogos.
  7. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Importante é vencer. Deixamos escapar dois pontos contra o Avaí recentemente, mas o grupo não se abateu. Tivemos algumas ausências, mas a gente não fica reclamando e acho que o Elicarlos cumpriu bem a função que recebeu. No 2º tempo, fizemos o gol no começo. O Wellington Paulista também foi feliz no 2º gol. Teve a expulsão do Leandro Euzébio, que facilitou um pouco. Aí rodamos bem a bola, trabalhamos bem o jogo e acho que o resultado foi merecido pelo que fizemos. Saímos daquela situação do 13º lugar, ganhamos algumas posições. A gente pensava em diminuir o saldo de gols e poderíamos ter trabalhado com mais velocidade pra fazer o 4º e até 0 5º gols. Mas estão todos de parabéns. Leandro é um bom jogador, mas futebol é regularidade. Temos que ter calma. Vamos passando tranquilidade, mostrando aquilo que a gente quer. Ele entrou e cumpriu grande parte do que foi orientado. Com a expulsão, ele tirou sobra, tabelou, enfim, fez um bom jogo.  Inteiro, o Cruzeiro joga de igual para igual contra todos. Perdemos oito pontos no início do campeonato por erros nossos e da arbitragem também. Era um momento complicado, de pós-Libertadores. Agora, temos que recuperar isso e tentar se aproximar do G4. Ainda acreditamos. Os jogadores fizeram por merecer esse resultado. Mas tínhamos que ter caprichado um pouquinho mais nas jogadas pelas laterais. Tivemos algumas dificuldades no início que vamos acertar para o clássico. Venho trabalhando jogo a jogo, mas a intenção é obter a 4ª vaga pra Libertadores. Sei que é difícil, mas não é impossível, vamos tentar reverter, afunilar, para que até a última rodada para o campeonato ficar bonito.
  8. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro : A gente vive de cobrança, de gols. Hoje, graças a Deus consegui fazer os gols. No finalzinho do 2º tempo, cansei um pouquinho, porque fiquei alguns jogos sem jogar. Mas voltei bem, procurei movimentar bastante pra me condicionar melhor fisicamente e estar bem no clássico. Estou bem. Estamos felizes porque conseguimos chegar a uma vitória merecida porque marcamos muito bem. O professor pediu muito pra que a gente marcasse e não tomasse o contra-ataque e conseguimos. Saímos com a vitória, que é o mais importante.  Quando não dá na técnica, tem que ser na vontade. O time se superou e voltou a vencer no Mineirão. Isso é importante para nos dar moral para o clássico da segunda-feira. Quando não vai na força, vai na qualidade, a gente tenta, pelo menos, um toque na bola para sair da marcação. Com um toque na bola, dois, consegui sair da marcação e fazer os gols, que foram importantes. Quando acabou o 1º tempo, falei pro Jonathan e pro Diego Renan, pra, quando eu chegasse no bico da grande área, eles cruzassem, porque a gente está ali pra isso, pra quando a bola chegar, tentar fazer o gol. No 1º gol, consegui cabecear e a bola bateu na trave e o Leandro Lima conseguiu fazer o gol na estreia dele, o que foi muito bom para ele. E, graças a Deus, consegui fazer dois gols, que estava precisando também.
  9. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Conseguimos impor nosso jogo e anular o Goiás. Não bobeamos em momento nenhum, não demos chance ao adversário e aproveitamos as oportunidades que surgiram. Estão todos de parabéns pelo belo jogo. Acredito que fiz uma das minhas melhores partidas com a camisa do Cruzeiro, mas não me deslumbro com isso. Acho que posso melhorar ainda mais. Saímos satisfeitos com o resultado, mas o nosso pensamento já está no clássico. Temos que voltar nossas atenções para este jogo e trabalhar firme.
  10. Leandro Lima, meia do Cruzeiro: É sempre bom sair com a vitória. São três pontos muito importantes e fiquei muito feliz. Com a equipe que a gente tem é fácil de jogar.
  11. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Poderíamos ter aberto o marcador quando o bandeira parou o lance e eu não estava impedido.
  12. Chaves – não confundir com o ditador de opereta-, no PHD: Foi um jogo de ataque contra defesa. Os últimos homens do Cruzeiro, Leonardo Silva e Gil ficavam na linha do meio campo e o resto do time para frente. Ao saírem da defesa rumo ao ataque, todas as bolas passavam pelos pés do Marquinhos Paraná, que ontem foi maestro. E como o Goiás armou uma baita retranca, o time teve que girar a bola o tempo todo pra achar espaços, por isso o Paraná foi muito útil. Ele fez a bola correr. Leandro Lima entrou bem. Com dribles e passes rápidos, ajudou a desmontar a defesa. Diego Renan também foi muito importante jogando quase como um meia ou ponta-esquerda auxiliando o ataque. Guerrón entrou mal, perdido, fora de compasso. Henrique esteve bem na marcação, mas muito mal no apoio e nos passes.
  13. Palmeira, no PHD: O time foi muito bem e mereceu enfiar meia dúzia no Goiás, que só chutou a gol aos 37 do 2º tempo. Fábio, até então, não recebia nem bola recuada. Aquela arrancada do Leonardo Silva no 1º tempo me fez lembrar do Lúcio. Tomara que o Adilson dê liberdade pra ele ser o elemento surpresa. E olhe que fez tudo com muita categoria. Não fosse o Harlei seria um belo gol. A vitória serviu pra dar ânimo ao time pro jogo com as frangas e o Cruzeiro vai devolver com juros e correção monetária o placar do1º turno. Vai servir também para os coveiros do Adilson darem um refresco. Leandro Lima foi uma grata surpresa e tem tudo pra tomar conta do pedaço. Diego Renan jogou demais. Daqui a pouco os Perrelas passsarão ele nos cobres. A propósito, a quem pertence o Diego Renan?

56 comentários para “Leandro Lima: “Com essa equipe, é fácil jogar””

  1. Walterson disse:

    Nada como uma boa vitória pra levantar o astral.

  2. Celso disse:

    Belas citações. Vitor Birner achou defeito.

  3. Walterson disse:

    Quer dizer que os jogadores do Goiás creditam a derrota apenas à expulsão do zagueiro? Ou acham que foi injusta?

    • Palmeira. disse:

      A aquela altura a vaca já estava no brejo e sorte deles que o Harley fez boas defesas.

  4. Walterson disse:

    JS, esta é pra voce. Vai ter de engolir, hehehe!
    http://br.yahoo.com/s/500592

    • rosan amaral disse:

      Magnífico. Esta música rendeu ao Chico o que ele chamou o seu maior prêmio: uma pá de ouro do Sindicato dos Operários da Construção Civil de Minas Gerais. Do ponto métrico é perfeita: toda frase termina com uma palávra proparoxítona: máquina, príncipe, tráfego, plástico, sábado, público, e vai.

    • Palmeira. disse:

      Walterson, a letra é muito interessante, mas a música é meio fraquinha. Aqueles instrumentos de sopro não combinam.

      • Moema (MFox) disse:

        Palmeira, ouça a versão original, é mil vezes melhor, com um tom dramático que combina perfeitamente.

        Adoro Construção (e a continuação, Deus Lhe Pague), mas ainda prefiro Cotidiano…

    • douglas.sena disse:

      Gostei da lista, embora alternasse algumas músicas.

      • Dylan disse:

        alguém podia sugerir ao Chico de musicar os melhores slogans do Reinaldo Azevedo pra ele poder comer todas que ainda nao comeu. As madames vão adorar.

  5. Jorge Santana disse:

    Cruzeiro vai ter lucro comigo, diz Kléber – Dassler Marques – Só o líder Palmeiras fez tantos pontos no returno do Campeonato Brasileiro quanto o Cruzeiro de Adílson Batista, que ainda assim está a uma distância de oito pontos para o G-4. Neste momento de reação, o time celeste não pode contar com sua maior estrela: Kléber, após algumas semanas de tratamento, fará cirurgia no púbis, justamente na hora decisiva da competição e após polêmica com o Palmeiras. Kléber conversou em caráter exclusivo com o Terra dois dias antes do anúncio de sua cirurgia. A expectativa em relação ao fim do ano era pessimista e o assunto envolvendo o Palmeiras ainda lhe provocava respostas longas e subia seu tom de voz, a ponto de ele não ter convicção do futuro com o Cruzeiro. Não que Kléber tenha anunciado algum interesse em deixar a Toca da Raposa, onde parece ter boa relação com os diretores e comissão técnica. Mas o atacante brigador deixa no ar que trará lucro ao Cruzeiro no dia em que assinar a transferência que, em julho, só não ocorreu por opção do próprio jogador. Confira a primeira parte da entrevista exclusiva de Kléber:
    Terra – São oito pontos de distância para o G-4. Ainda dá para chegar?
    Kléber – Tem chances. Ainda tem dez rodadas e oito pontos se tira em três rodadas. Fomos um dos times mais prejudicados pela arbitragem e a gente poderia ter tido resultados melhores principalmente contra Avaí e Vitória, seriam mais quatro pontos. Em um faltavam cinco minutos, no outro dois minutos, e cedemos dois empates.
    Terra – O que explica a queda de produção do time nesse segundo semestre?
    Kléber – Teve de tudo um pouco. Se você pegar a tabela do segundo turno, o Cruzeiro está entre os três ou quatro (NR: lidera junto com o Palmeiras com 17 pontos) que hoje estariam na Libertadores. No primeiro turno, jogamos sempre poupando titulares, perdemos a Libertadores e é normal que o time fique abatido. Ainda perdemos jogadores titulares e chegaram outros e até pegar o entrosamento é meio complicado. O Cruzeiro está entre os três melhores elencos do Brasil.
    Terra – Como tem visto a chegada do Gilberto?
    Kléber – É jogador de muita qualidade técnica, de Seleção, com experiência lá fora. Veio acrescentar muito no Cruzeiro e foi uma excelente aposta. Muitas pessoas não acreditaram e ele está provando que tem qualidade pra ajudar e buscar a Seleção de novo. Quando ele chegou, até me falou que algumas equipes não acreditaram nele.
    Terra – O Porto foi o único clube que te procurou? Por que você não saiu?
    Kléber – Tive outras. Teve uma do Liverpool que não foi aceita pela direção, teve de Dubai também e algumas equipes menores da Europa. A melhor foi a do Porto, mas eu e eles não nos acertamos. O Cruzeiro chegou a acertar.
    Terra – Como fica a cabeça do jogador sabendo que é o maior patrimônio de um clube?
    Kléber – Sei o que eu sou e o que significo para o Cruzeiro hoje. Estou bem ciente disso e o Cruzeiro vai ter lucro comigo numa negociação, tenho certeza. Mas temos que ser inteligentes, saber pesar as situações. O Zezé é inteligente, um dos melhores dirigentes do Brasil. Ele vai saber se é melhor me vender, me emprestar para baixar a poeira, ou me deixar para apagar o fogo e voltar a ser sensação do Brasil. Ele sabe como agir, vamos ver o que é melhor para todos.
    Terra – A tua experiência de Dínamo de Kiev ajudou a tomar a decisão de só sair por uma proposta boa de um clube bom?
    Kléber – Resolvi ficar por isso. Porque já saí, sei como é lá fora, e hoje em relação ao dinheiro não tem tanto peso como antes. É bom ganhar mais, ser valorizado, mas já não tem tanto peso e posso esperar mais. Quando eu saí do Brasil, não fui ganhando tão bem.
    Terra – E suas chances de Seleção, como estão?
    Kléber – Hoje fica complicado, porque cada vez o espaço fica menor e a Copa está chegando. É um sonho, tive um momento muito bom e poderia ter sido convocado. Fiz até por merecer nos seis primeiros meses, mas a gente entende que tem outros de qualidade. São quatro vagas para uns oito atacantes.
    Terra – E doeu um pouco ver seu rival de Minas, o Diego Tardelli, sendo chamado?
    Kléber – Não, não. Joguei com o Tardelli no São Paulo, com o Nilmar na Sub-20, com o Luís Fabiano no São Paulo. São jogadores que a gente torce para estar lá. Sei que eu poderia também estar lá, muita gente pediu minha convocação, mas não fico triste. A gente torce também e quer ver a Seleção bem.
    Terra – Qual o melhor técnico com quem você trabalhou, melhor marcador que enfrentou e melhor companheiro de ataque?
    Kléber – Trabalhei com vários, mas o melhor foi o Vanderlei Luxemburgo. O Adílson é excelente, sabe tudo, mas o Vanderlei é o top. Depois, Miranda, do São Paulo e o Alex Mineiro.
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    “Tomara que eu não faça gol. Se acontecer, vai ser por puro profissionalismo e não haverá comemoração. Não posso comemorar derrotas minhas, como torcedor vascaíno”. Foi com essa frase polêmica que Edmundo cavou sua própria cova na Toca da Raposa, há oito anos. No último dia 23, situação parecida aconteceu com Kléber quando enfrentou o Palmeiras. E a torcida cruzeirense não perdoou novamente. Filmado em festa de uma torcida palmeirense, Kléber, lesionado, até jogou futebol por alguns instantes, o que revoltou facções do Cruzeiro. Foi comparado a Edmundo, que deu declaração polêmica na véspera cobrou pênalti com disciplicência diante do Vasco – foi dispensado logo depois. Por ora, Kléber está fora de combate por seis semanas, já que passará por cirurgia no púbis. Nesta segunda parte de entrevista concedida ao Terra, o atacante do Cruzeiro defende Edmundo daquele episódio, admite que poderia ter evitado a visita a palmeirenses e explica por que chegou a dizer que preferia deixar a Toca da Raposa.
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    Terra – Você chegou a declarar que se fosse pra ser destratado, deixaria o Cruzeiro. Se arrependeu disso?
    Kléber – Não pedi para sair, nunca falei que quero deixar o Cruzeiro. Sempre fui bem tratado, fiz por onde ser bem tratado e joguei sempre bem. Não aceitei ser vaiado pelo que eu jogo.
    Terra – O que te chateou em todo o episódio?
    Kléber – É que as pessoas confundem, porque fui bem no Palmeiras, peguei carinho pelo clube e deixei isso bem claro desde que cheguei no Cruzeiro. Fui vaiado pelo acontecimento. Se não querem que eu fique, eu também não quero ficar. Não vou me sentir bem se não me querem – o torcedor tem um peso, é o maior patrimônio. Se for para ser vaiado todo jogo, por um acontecimento extra-campo, não quero ficar.
    Terra – Para o jogo contra o Palmeiras, você estava com vontade de mostrar serviço ou incomodado com as críticas de que poderia fazer corpo mole?
    Kléber – O jogo mostra. No começo do jogo, dei passe pro Diego Renan e ele saiu na cara do Marcos. Ainda teve o lance em que sofri o pênalti e outro chute na trave no segundo tempo. Isso mostra a vontade que eu tinha de participar do jogo e não me escondi.
    Terra – O que você pensava em fazer?
    Kléber – Minha vontade era mostrar ao Palmeiras que poderiam ter insistido mais para eu ficar e joguei para vencer porque precisávamos subir na tabela. Todos viram que corri, chamei o jogo, procurei a bola.
    Terra – Em 2001, o Edmundo foi dispensado do Cruzeiro após errar um pênalti contra o Vasco, logo depois de dizer que “tomara que eu não faça um gol”. Esse episódio, de certa forma, te prejudicou oito anos depois?
    Kléber – Vi entrevista dele há pouco tempo. Quando cheguei no Cruzeiro, já ouvia a história do Vasco. Ele fala que perdeu porque o goleiro pegou. Ele mesmo fala que tentou fazer o gol, que só não iria comemorar por causa da história dele. O Palmeiras acreditou em mim após quatro anos na Ucrânia e não sou ingrato.
    Terra – Você se arrepende de ter ido ao evento com torcedores do Palmeiras pouco antes do jogo contra o Cruzeiro?
    Kléber – Eu poderia ter evitado, porque foi três dias antes de jogo. Agora me arrepender, não me arrependo, porque tenho amigos lá. A torcida sempre me tratou muito bem. Quando houve o problema no aeroporto (torcedores protestaram contra jogadores e agrediram Luxemburgo após derrota contra o Flamengo), a torcida vaiou todo mundo, inclusive o Diego Souza, e nunca me vaiou. Não sou um cara ingrato, peguei amizade com alguns torcedores e já me chamaram várias vezes, me deram prêmios, então tenho esse carinho grande.
    Terra – Você iria em um evento da torcida do Cruzeiro?
    Kléber – Claro! Com muito prazer. É legal ter proximidade com torcedores e era isso o que eu queria quando era torcedor.
    Terra Esportes, sexta, 09out09, 17h34

    • Emilio disse:

      Quero esquecer que o Kleber existe até a pré-temporada de 2010 quando ele irá arrumar outra confusão pra sair definitivamente.

    • Palmeira. disse:

      A entrevista foi esclarecedora. Cheguei a comentar aqui que naquele jogo o Kleber foi bem e destaquei justamente os lances que ele comentou. Todos erram e ele reconhece seu erro em ter participado do evento dias antes da partida. Todavia, continuo acreditando no seu futebol e acho que venceremos a copa do brasil de 2010, além, é claro, do ruralzinho.

    • Para não ficar totalmente fora do contexto do post, talvez o Site Terra pudesse perguntar ao Kleber se alguma música do Chico o inspira na hora de comer a …. PUTZ! que baixaria!

  6. rosan amaral disse:

    Vida que segue. Iremos a Libertadores 2010 sim. Se ele quizer ser emprestado? Pode, desde que não seja para o pauleiras.

    • Palmeira. disse:

      Fico com um pé atras em relação à capacidade do time conseguir a libertadores, mas é possível diante dos adversários e da quantidade de jogos que o cruzeiro mandará. Uma coisa é certa: o cruzeiro está com ótimo aproveitamento fora de casa e na segunda-feira, quando o jogo é mando das cocotas, o não será diferente. Serão mais três pontos e com goleada. Podem escrever!

  7. JJ disse:

    Vamos colocar ingressos a 5 reais com pastel e ki-suco grátis para botar pelo menos uns 30 mil. 7 mil é vergonhoso.

    • Emilio disse:

      Não precisa, basta o time mostrar confianca para a torcida que ela comparece bem com foi contra o Sao Paulo e a SEP. Vinhamos de 2 derrotas em casa no lombo para concorrentes diretos que nos mataram nas brigas pelo título e libertadores respectivamente.

      • Flavio Carneiro disse:

        Concordo com vc Emilio, o que pode levar a torcida de volta ao Mineirão são os resultados e a briga por algo no campeonato, o que parecia distante nesse jogo contra o Goiás, após aquele frustrante empate em Floripa.

    • Prefiro 7 mil torcendo e empurrando o time do que 30mil com dorminhocos e vaiadores.
      Agora tem gente falando em faoxas d eprotesto CONTRA o Adilson no clássico… Aposto que estes pseudo-cruzeirenses (alguns com apoio OFICIAL) não foram ao estádio na quinta – as desculpas estão prontas SEMPRE – e não farão falta nenhuma no clássico.

  8. Emilio disse:

    Esse jogo o time se superou. Conseguimos vencer com Gil e Elicarlos em campo e ainda perdemos o Gilberto muito cedo. É ótimo ver o Jonathan sussegado na lateral direita, sem dúvida nossa melhor arma hoje. O público de 7mil se justifica pela fiasco do jogo contra o Avai.

  9. Emilio disse:

    O Internacional venceu a queda de braço contra o aliciador que levou o Zé Eduardo. É assim que se faz, viu Perrela?

  10. Flavio Carneiro disse:

    Se depender de mim, no fim do ano o Cruzeiro vende o Kléber para qualquer time (exceto o Palmeiras) e com o dinheiro dessa venda contrata outro atacante, que seja menos mimado do que ele e respeite a Maior Torcida de Minas. Jogador que não está preparado para receber vaia, ainda mais quando essas vaias foram provocadas por atitudes dele, não pode jogar em time grande. Para mim o Kléber forçou a antecipação dessa cirurgia para não ter que jogar mais esse ano com a camisa estrelada e com isso mostra não estar nem um pouco preocupado com o clube que paga seu salário.

  11. Flavio Carneiro disse:

    Após o clássico contra as cocotas o Cruzeiro vai enfrentar somente times da parte de baixo da tabela (exceto o Grêmio), ao contrário do nosso rival doméstico, que ainda terá que enfrentar quase todos os times da parte de cima da tabela. Por isso eu acho bem provável que nosso time termine o campeonato à frente das cocotas, o que talvez não seja suficiente para entrar no G4 e nem é motivo para comemoração. Para que isso aconteça uma vitória no clássico será fundamental. Eu não estou muito confiante nesse G4, como aliás já escrevi em outras oportunidades, mas como ainda temos chances matemáticas, não podemos desistir. Força Cruzeiro!!!

  12. Damas disse:

    Amanhã JS vai ter orgasmos múltiplos. Público pagante de Duque de Caxias X Ipatinga: 22 pessoas.

  13. Raf Lima disse:

    Segundo minhas projeções (sem bola de cristal ou paixão clubística), na 33ª rodada, o Cruzeiro vai estar 1 ponto à frente de las cocotas:

    CRUZ 54; ATL MG 53.. Quem viver verá !

  14. Olivieri disse:

    OT:
    Alguém pode me ajudar? Em que ano morreu o presidente cruzeirense Salvador Masci?

  15. Aldir Dovalle disse:

    O.T: As galinhas fecham ct para o jogo contra o cruzeiro, se fosse na toca 2 a imprensa mixuruca ja tinha deitado a lingua no Adilson! fala serio..

    • Hugo 5erel0 disse:

      Ele não vai ficar nada feliz, Aldir. Ele não contesta a fórmula. Contesta o modelo concentrador. Eu já acho que o problema passa também pela fórmula. Mata-mata pode ser menos pior, mas não é nem de longe a solução.

    • douglas.sena disse:

      E a Globo continua mandando e desmandando.

      • Jorge Santana disse:

        Eu quero acabar com o Campeonato Brasileiro. Esta experiência de campeonato continental não deu certo. Só o Duque de Caxias está se beneficiando dela batendo seguidos recordes de público.

  16. Olivieri disse:

    Jorge, pode me ajudar na pergunta acima?