Jovem Guarda + Velha Guarda = 3 pontos

Por Jorge Angrisano Santana | Em 28 de junho de 2009

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 1×0 Avaí, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, em 27jun09:

  • Adílson Baptista – Montou um time Mandrake, completamente desentrosado e se salvou pela obediência tática dos jogadores que, até mudar de posicionamento durante a partida fizeram com perfeição. O único reparo pode ser feito à estratégia de recuar a marcação para contra-atacar, posta em prática a partir dos 10 da etapa final. Como Wanderley não fez a parte dele, o 2º gol não saiu e o sufoco só fez aumentar até o apito final.
  • Torcida – Público pequeno até para jogo sem importância da fase classificatória do Mineiro. Culpa da diretoria que resolver arrancar o couro do torcedor cobrando preços altos até quando promete futebol baixo. Lamentável ver o Mineirão tão vazio, 66 horas após a grande vitória contra o Grêmio pela Copa Libertadores.

  • Andrey – Salvou três gols e, não fosse por uma saída errada, fruto, provavelmente, da falta de jogo, teria merecido no dez.
  • Jancarlos – Apesar dos críticos que já o condenaram ao fogo eterno, atuou bem.
  • Anderson Beraldo – Limpou a barra com a torcida após a desastrada atuação contra o Barueri. Começou titubeante, mas firmou-se com o desenrolar da partida. Quando Adílson acrescentou o 3º beque ao time, ele, tal qual um xerife, limpou a cidade dos malfeitores, jogando na sobra dos garotos que com ele compuseram a zaga.
  • Luizão – Espanou. Rebateu. Foi beque-beque pra não cometer erros na estréia.
  • Vinícius – Na lateral-esquerda, teve dificuldades. No miolo da zaga, foi mais efetivo.
  • Diego Renan – Fechou as passagens da lateral-esquerda para Ferdinando e Michel e ainda arriscou boas subidas ao ataque. Da Jovem Guarda parece ser o mais maduro.
  • Mateus – Excelente 1º tempo quando não se limitou a cercar e desarmar, mas também ousou jogadas de ataque em articulações com Jancarlos, Bernardo e Zé Carlos. No 2º tempo, ficou mais contido e seu futebol perdeu um pouco do brilho inicial. É aposta certa para um futuro não muito distante.
  • Henrique – O dono do time. Soberano na cabeça-de-área, protegeu a defesa e, algumas vezes, arriscou jogadas de ataque.
  • Uchoa – Forte e decidido, cumpriu a obrigação de congestionar a intermediária e correr atrás de Marquinhos, o principal articulador do Avaí.
  • Bernardo – Começou bem, organizando jogadas pelo flanco direito. No 2º tempo, pareceu cansado e acabou saindo mais cedo. Pelo telão, viu-se, depois, que havia machucado o ombro. De qualquer forma, é jogador em construção. Ainda não repetiu as partidas que fez na Copa SP de Juniores. Adílson Baptista deveria liberá-lo para praticar algumas jogadas mais ousadamente individuais.
  • Wagner – Entrou a 15 minutos do final para organizar os contra-ataques. Cumpriu a missão de arco, embora a flecha, Wanderley estivesse inoperante. De quebra, ajudou a marcação do lado esquerdo da defesa.
  • Dudu – Impressionante a desinibição do garoto. Buscou o jogo desde o 1º minuto com raça e talento. Partiu pra cima dos beques, arriscou chutes, enfim, jogou como se estivesse entre juniores. Foi um dos nomes da partida.
  • Zé Carlos – Ótima partida. Não cedeu à tentação de querer fazer o nome com jogadas individuais e cumpriu sua obrigação tática de prender dois beques e fazer o pivô para meias e volantes. E quando chamado a bater o pênalti o fez como um profissional sério. Encheu o pé! Martini até que acertou canto, mas não pôde evitar o gol.
  • Wanderley – Mal. Muito mal. Lento. Desanimado. Desperdiçou contra-ataques. Vale, no caso, o dito boleiro “é levantar a cabeça e sair pra outra”.
  • Oscar Rodrigues – Como se não bastasse a grande fase por que passa o goleiro titular, Fábio, ontem se pôde perceber que seu reserva imediato, Andrey, também está muito bem treinado. Méritos para este treiandor de goleiros, que pouco aparece, mas cujo trabalho tem rendido pontos e mais pontos para o Cruzeiro.
  • Juiz & Bandeiras – Cumpriam bem seu papel.
  • Adversários – Eduardo Martini salvou um gol certo em cabeçada de Anderson Beraldo. Leo Gago chutou todas as bolas que lhe caíram aos pés na frente do arco celeste. Muriqui movimentou-se bem e criou embaraços para defesa celeste. Marquinhos parou na marcação de Uchoa no 1º tempo e se limitou a bater escanteios. No 2º, cresceu, movimentou-se mais e armou boas jogadas. Michel entrou com uma disposição tremenda e andou criando jogadas pela ponta-direita o brigando Adílson Baptista, que o conhece de outros carnavais a mudar o esquema e a lançar um marcador mais efetivo, Diego Renan, para colocar uma barreira em seu caminho. Silas Pereira merece menção honrosa por ter montado um time de boa qualidade com tão escasso material.

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