Já pra lan house, garoto!

Por SÍNDICO | Em 14 de março de 2019

O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu ação do Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais apontando irregularidades na base do Cruzeiro relacionadas aos vínculos de atletas menores de 14 anos com clube. O tribunal ,considera trabalho infantil a prática de futebol nessa faixa etária.

As restrições do MP praticamente obrigam o clube a acabar com todas as categorias, do Sub20 pra baixo. Os doutos juízes devem considerar melhor manter jovens na vagabundagem, jogando videogame e, vez por outra, praticando uma chacinazinha básica do que fasear energia com o  velho e bom ludopédio.

17 comentários para “Já pra lan house, garoto!”

  1. LANCE disse:

    A ação foi ajuizada pelo MPT e pela Promotoria da Infância e da Juventude de BH, vinculada ao MP de Minas, que visitou clubes e no Cruzeiro, constatou a presença de vários atletas da base menores de 14 anos, que tinham de residir no CT. Constatou ainda que só os atletas do Sub20 mantinham contrato de trabalho com o clube. Ral situação configura irregularidade, já que estaria existindo a prática de trabalho infantil. Na ação, foi pedido que o clube afastasse imediatamente da base os atletas menores de 14 anos. Para os demais, o clube deve providenciar acompanhamento psicológico e transporte pra visita aos pais e responsáveis. Em relação aos jovens entre 14 e 16 anos, o pedido era que o clube celebrasse contrato formal de aprendizagem, com bolsa não inferior ao salário mínimo. O rol de pedidos contém ainda uma série de obrigações relativas à residência no centro de treinamento, ao convívio familiar e às condições de trabalho.

    • LANCE disse:

      O TRIBUNAL também entendeu que a obrigação do pagamento de salários ou bolsas aos jovens atletas é facultativo e disse que o Cruzeiro deve regularizar o formato do vínculo com os jovens,enquadrando-os como aprendizes, respeitando as normas vigentes nessa categoria de vínculo. Na prática, a ação pode mudar o formato das relações entre atletas e entidades esportivas, que possuem trabalho de categorias de base, não só no futebol, mas em clubes com outros esportes olímpicos.

  2. SÍNDICO disse:

    Se decisões do TST tivessem alcance mundial, as olimpíadas a abariam.

  3. Ronaldo disse:

    A única coisa que acho que talvez deva ser repensada é a moradia no CT de crianças com menos de 14 anos. Tenho dúvidas se isso deve ser permitido.

  4. Thiago 5 estrelas disse:

    Achei as medidas de adequação pertinentes, nada que o clube não possa fazer para se manter dentro da lei e resguardar os direitos e garantias dos garotos.

    • SÍNDICO disse:

      em geral, os clubes cuidam melhor dos garotos do que as famílias. obviamente, acontecem flamenguices, o que são exceções, mas crianças jogando bola se dão melhor na vida do que sendo aviõezinhos do tráfico.

  5. Bruno Pontes disse:

    Como quase tudo, o problema necessita uma discussão pragmática, e não um ‘tudo ou nada’. O esporte pode pode ser uma coisa fantástica pra esses jovens com tão poucas alternativas, mas ao mesmo tempo devem haver regras para que clubes e empresários não forcem garotos a uma condição de trabalho exploradora.

    • Bruno Pontes disse:

      Em tempo, deixo aqui meu protesto contra a caracterização de jovens que jogam videogame como vagabundos. Cresci jogando videogame e não estou nada mal 😉

      • SÍNDICO disse:

        seus pais vacilaram, mas deram uma baita sorte. os pais dos assassinos de suzanos foram menos felizes.

      • SÍNDICO disse:

        obviamente estou falando de garotos que não fazem outra coisa que não seja praticar jogos violentos de videogame. se o menino tem miolo mole, cai na armadilha, com facilidade.

  6. LUIZ ANTONIO disse:

    Parabéns por se dado bem na vida. Por favor, informe-nos quais escolas você frequentou e quem bancou.

  7. JOAOCOSTA disse:

    Enquanto isso, Globo, Record, SBT e afins usam até recém-nascidos em suas novelas, séries e programas variados e agências de publicidade têm modelos mirins em seu cast sem que isso configure trabalho infantil.

    • SÍNDICO disse:

      GLOBO considerou absurdo filmar crianças cantando o hino nacional nas escolas, mas terminado o jornal filmou um monte de crianças fazendo a mesma coisa num campo de futebol.

      • Eduardo Arreguy Campos disse:

        O que a globo achou é que é absurdo filmar crianças para fazerem campanha publicitária sem autorização dos pais. E não foi só a globo, foi o congresso nacional, pois tem lei proibindo. Mas os coxinhas nunca entendem.

      • SÍNDICO disse:

        campanha publicitária do país não pode, mostrar homem pelado passeando de mãos dadas com crianças de cinco anos pode, né seu tartufo!? a moral piçolo-petista é ponto fora da curva da moral nacional. ,

  8. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Mude a lei, seu coxinha. Enquanto não muda, respeite, como é curial.