Hoje, não tem Mineirão

Por SÍNDICO | Em 13 de abril de 2014

Não vou ao RapoCota. Deixarei minhas três cadeiras à disposição dos animais, que vão pisoteá-las com suas patas imundas.

Apesar da minha decisão, vou apresentar propostas pra resolver os inúmeros problemas que as capivaras enxergam no estádio.

  1. ESTACIONAMENTO. Emanuel Carneiro disse que há poucas vagas. Só no Mineirão e no Mineirinho, existem quase 5 mil. Afora os estádios americanos, qual outro, mundo afora, tem tantas vagas? Mas se os itatiaiófilos acham que a quantidade é insuficiente, apresento duas soluções: derrubar o Mineirinho e aterrar a Lagoa da Pampulha pra ampliar as vagas.
  2. GRAMADO. Um desconhecedor profundo do assunto disse, no PHD, que o relvado do Mineirão está muito castigado. Solução: trocá-lo por um piso sintético.
  3. ENTRADAS. Aqui mesmo, no PHD, outros profundos desconhecedores, dizem que duas entradas são insuficientes. Proponho retirar as 62 catraias, derrubar os muros e confiar na civilidade do torcedor, que só irá ao jogo se tiver comprado ingresso, sem que ninguém tenha de conferir isso.
  4. CADEIRAS. Os animais dizem que elas impedem o pleno exercício do ato de torcer. Sugestão: devem ser trocadas por pinos. Aposto que, assim, a maioria vai acabar preferindo ficar sentada.
  5. SINALIZAÇÃO. Bestas dizem que só sabem que o estacionamento está lotado quando se aproximam dele. Sugestão: espalhar painéis eletrônicos ao longo da Antônio Carlos e da Catalão avisando aos motoristas que o local está lotado. Outra opção é cadastrar o celular de todos os motoristas e enviar SMS a eles, com o relevante aviso.

Posto isto, desejo bom jogo a quem tem coragem de passar algumas horas ao lado dos hunos.

33 comentários para “Hoje, não tem Mineirão”

  1. Gabriel disse:

    Caramba! Muita amargura nesse post! Vou esperar o post do jogo, hein.

  2. Zedocanada disse:

    É a falta de cultura

  3. Renato disse:

    Aeeeee JS! Tava faltando o mau humor costumeiro! Agora vai! Valeu!

  4. Um dos poucos lugares ainda se pode ir em BH sem topar com os hunos é o Palácio das Artes. Até quando, não sei, pois já começaram a aparecer marimbados, com camisetas sem manga exibindo tatuagens escrotas, em concertos da Filarmônica. Daqui a pouco, um deles sobe ao palco e enche de porrada o spalla.

  5. A PM É O ZEPELIM?

    Centro de Comunicação Socila da Polícia Militar de São Paulo

    Mais uma vez, somos questionados por um órgão de imprensa sobre o nosso modelo de polícia, o militar. O ponto de início da matéria a ser construída obedece a alguns entendimentos já pacíficos por parte da reportagem e subsidiados pela opinião de “especialistas”.
    Vejamos:
    A Polícia Militar trata parte da população brasileira como potencial inimigo;
    O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura, guiado pela Lei de Segurança Nacional;
    A ditadura ainda está na cabeça dos governantes e principalmente das polícias;
    A PM que está aí atira para matar. Ela está servindo a outros interesses.

    Como diria o colunista Reinaldo Azevedo, este é mesmo “o ano de satanização dos militares”.
    É triste ver como a desinformação parece habitar algumas mentes neste nosso Brasil de tantos Brasis. Pior: é mais triste ver como alguns sentimentos se tentam materializar, migrando da quimera à teoria; daí à crença; por fim, daí à “verdade”.
    Ninguém deveria se ocupar do julgamento do pretérito, especialmente com os olhos do presente, mas não é o que ocorre neste país… Conseguimos anistiar pessoas, mas não conseguimos libertar o passado, que parece um espírito confuso, agarrando-se a um corpo jacente.
    Falar em inimigos, em Lei de Segurança Nacional, que a PM atira para matar, se não fosse terrível, seria cômico, porque denota, sim, a construção de um pensamento que se pretende coletivo, a partir de pessoas que se sentem intelectuais.
    Seria mais simples pensar o mundo a partir de fatos, mas alguns propagadores de opinião preferem as ideologias, o partidarismo e, até, o oportunismo.
    Na maioria das vezes, as polícias militares se desviam do posicionamento político (na essência da palavra); nossos contumazes detratores, não. E essa desigualdade se reflete no açoite cotidiano à categoria que se imbui de receber sobre si todos os pecados do mundo.
    Talvez seja oportuno então alertarmos a sociedade quanto ao Brasil que alguns sonham construir, numa versão romântica, e bastante suspeita.
    Antes disso, porém, talvez devêssemos informar que, desde 1997, a Polícia Militar de São Paulo se estrutura a partir de conceitos de polícia comunitária.
    Pode-se mencionar também que o Método Giraldi de Tiro Defensivo para a Preservação da Vida, criado por um oficial da PM paulista e nela desenvolvido, é recomendado pela Cruz Vermelha Internacional como efetivamente aplicável ao treinamento das polícias.
    Nosso Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), em vinte anos de atividade, já formou mais de sete milhões de crianças, ensinando-lhes caminhos seguros para fugir ao contato com esse mal que assombra nossa sociedade. Isso significa dizer que já educamos um número de jovens que representa 16% dos 43 milhões de paulistas, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2013.
    E não seria demais também lembrar que, no ano passado, atendemos 2.450.098 ocorrências, prendemos 183.952 pessoas, apreendemos mais de 80 toneladas de drogas, 13.828 armas de fogo em poder de criminosos, prestamos 2.506.664 atendimentos sociais e resgatamos 619.231 pessoas..
    Seria tudo isso fruto de nossa vocação para enxergar a população como inimiga? Seria a ditadura que ainda está em nossa cabeça? A influência da Lei de Segurança Nacional? Ou ainda nossa compulsão de atirar para matar?!
    Em que mundo esses “especialistas” fundamentam suas teorias?
    Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas. Assim é o discurso desses chamados “intelectuais orgânicos”, como costumam se denominar, em consonância com as ideias revolucionárias do italiano Antonio Gramsci, que ecoaram pelo mundo a partir da década de 1930.
    Tão assombrosa quanto esse discurso anacrônico, ou mais, é a teorização formulada por quem, em vez de servir a uma instituição, prefere servir-se dela, desqualificando-a, conspurcando-a. Nesse caso, o problema talvez não esteja na ideologia, mas na conveniência da oportunidade de mercado.
    No presente momento em que diversos grupos supostamente democráticos fazem coro para desmilitarizar a nossa polícia, vemos pessoas que aqui passaram a maior parte de sua vida se colocando como arautos das mudanças que urgem. Esse tipo de voz ecoa muito mais pelo inusitado do que pela qualidade de seus argumentos pseudocientíficos. É a chamada crítica à moda Brás Cubas. Saca-se alguém de um determinado meio e essa pessoa recebe chancela de legitimidade por falar de algo que, em tese, conhece por vivência.
    É inadmissível que um profissional, que deveria ter compromisso com a verdade, pois assim assumiu em juramento, falar em premiações, medalhas a policiais que matam, como se isso fosse uma prática corrente, cultural. Somos a instituição que mais depura seu público interno, sujeita a regulamentos, códigos rígidos de conduta e com uma corregedoria implacável contra agressores de policiais e contra policiais bandidos. Exoneramos centenas. Só em 2013, foram 349. Como dizer que toleramos o erro? Onde está a responsabilidade no que é dito.
    Enfim, parece ser oportuno criticar um modelo de polícia que suporta o tempo e as circunstâncias adversas. Temos história, uma cultura, valores morais, coisa rara nos dias de hoje.
    Critica-se, mas, no momento da agrura, sabemos qual é a última instância salvadora, quem pode nos socorrer: “o policial ditador, que nos vê como inimigos, que age conforme a L.S.N., que atira para matar…”. É como soava no refrão de Chico Buarque: “…. Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir…”. Vem o sufoco, a salvação; passa o sufoco, torna-se ao linchamento. Será que a sociedade prescinde um dia de nós? Uma manhã? Uma hora?
    Ainda somos uma democracia, é bom que nos lembremos sempre disso. Se um dia tivermos de mudar nosso modelo, que seja pelo desejo do povo, não de “especialistas”.

    • jrgalvao disse:

      Post perfeito, ta faltando muita educação para a maioria da população. É a fase dos direitos, sem deveres e isso não vai terminar tão cedo, uma pena, ir ao campo sempre foi divertido

      • Vinicius C. Freitas disse:

        Então quer dizer que está tudo bem com a Polícia Militar. Equivocadas estão todos que criticam as suas ações. Beleza, Ok! Que democracia é essa que não aceita o contraditório ?? Que instituição é essa que ofende com quem critica o seu modelo de atuação?? Por mais desinformada que sejam os argumento, todos devem ter o direito de se expressar livremente. Quem se sente ofendido, que acione os meios legais ou peçam retratação.

      • Helio Lopes (Celeste) disse:

        Vinicius, a democracia está justamente no texto publicado pelo Centro de Comunicação Social da PM-SP, que você acabou de ler. Esse texto nada mais é do que a contradita a manifestações em sentido contrário e representa, portanto, o pleno exercício da democracia. Ou você acha que democrático seria dar ouvidos somente a quem critica a instituição, exigindo dela que aceite tais críticas em silêncio, sem direito de resposta?

      • Vinicius C. Freitas disse:

        Claro Helio, a instituição tem toda a liberdade de direito de resposta. Eu, por exemplo, dou razão para muita coisa. Acho que o texto foi de esclarecimentos. Mas ele também acaba desqualificando ( e generalizando equivocadamente) todos que são críticos a instituição e não é bem assim.

  6. Frede disse:

    Poxa. Hoje é dia de sport bar e fui vetado? Vamos rever isso dai.

  7. Magno Antunes Dos Santos disse:

    É mais fácil falar que falta vagas do que falar que falta competencia dos governantes pra disponibilizar transporte publico de qualidade……segundo alguns jornalistas , tem Estádio na Inglaterra que tem apenas duas vagas de estacionamento, uma pra cada Onibus dos times!!!

  8. Magno Antunes Dos Santos disse:

    E hoje de manhã me deparei com a Rede Bobo de Televisão querendo elevar o Fred a Capitão de uma causa que não depende em nada de jogadores ou imprensa…….violência de torcedores é reflexo da violencia da Sociedade………e o Fred deu um basta!!! Vá plantar favas meu caro bravateiro, sois apenas jogador de Futebol, apenas!!!

  9. teixeira disse:

    Fábio e suas ligações diretas… Isso facilita a vida do adversário !

  10. teixeira disse:

    Outro ponto a evoluir é evitar essas tabelas adversárias próximo a área cruzeirense. Isso aconteceu com o Defensor e se repete contra o atlético. Os jogadores marcam a bola e não acompanham o adversário, além de não “encurtarem ” a marcação.

  11. teixeira disse:

    Dagoberto tem que ter inteligência emocional.

  12. Quatro torcedores do Bahia esfaqueados antes do jogo contra o Vitória.

  13. Wala disse:

    JS, também não fui ao jogo hoje, por opção. Realmente a coisa não está boa. Tenho dúvidas se minha opção foi certa ou errada, pois ao optar por não ir reconheço minha derrota para os imbecis e desisto de brigar contra. Mas também estou ficando de saco cheio. Não acredito que seja uma questão política, até discordo de você nesse ponto, mas realmente cansa. abraços

  14. rosan amaral disse:

    Jorge, hoje eu fui o síndico no setor Tríplice Coroa. Aos espertinhos que chegavam na minha área eu ia logo alertando: “confira se sua cadeira é a da numeração do cartão”. Uns diziam: “Que isto, aqui não tem disto não!“. Eu ia na tréplica: “Se você for cruzeirense sabe que aqui no Mineirão se respeita os assentos previamente marcados”. Moral da história: todos pianinhos.

  15. Fabrício disse:

    E o trio de garotas sentadas na escada durante o intervalo e reclamando de que precisava descer ou subir? Tá danado..

  16. Fabrício disse:

    …de quem…

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