Henrique e Ribeiro, quase perfeitos

Por Jorge Angrisano Santana | Em 17 de setembro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 4×2 Guarani, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 15set10:

  • Rafael Monteiro – Ótima atuação. A defesa na falta cobrada por Fabão, logo após o terceiro gol, foi decisiva e dificílima. Foi uma bola forte que caiu de repente e iria pra rede, mas o Rafael foi rápido e preciso, fazendo uma defesa fundamental. Sem contar outras durante o jogo. Muito bem o garoto. (Bruno Barros) / Não dá bicão. Isso tem de ser destacado. Ele sabe sair jogando com os companheiros. Foi um ótimo substituto para o Fábio. (Hugo Serelo)
  • Rômulo – Fiquei muito satisfeito com sua atuação individual, mas nem tanto com sua participação tática após as substituições. Era o momento de ter percebido (ou ter sido orientado) a cobrir mais a defesa após a entrada do Farias. Ficamos com o Wallisson aberto na esquerda, Farias centralizado e com Ribeiro e Rômulo desembestados pela direita. O Fabinho se deslocou pra cobrir a direita e, neste momento, começamos a perder espaço no meio para o bugre, pois tínhamos apenas o Everton e o Montillo (já cansado) pra fazer o combate na meia cancha. De forma tal que, foi um bom exemplo de um mesmo atleta, Rômulo no caso, acertar em muitas jogadas individuais e errar muito na composição tática do time. (Arísio França) Ótima atuação ofensiva. Na defesa, cometeu algumas falhas. (AC Rossi)
  • Leo Simões – Um escorregão no 1º tempo que quase me mata do coração. No 2º, ficou desprotegido com a saída dos volantes. (AC Rossi)
  • Edcarlos – Suas atravessadas de bola quase me mandaram pro hospital. (Elias Guimarães)
  • Pablo – Não foi brilhante, teve muito trabalho com o corre-corre do Apodi, mas pode somar para o elenco. (AC Rossi)
  • Henrique – Tiro o chapéu pro futebol que vem jogando o Henrique. Logo após o terceiro gol, quando já havia sido substituído, ele me sai do banco de reservas, descalço e vai até a beira do campo pra orientar, junto com o Cuca, o posicionamento defensivo do time. Se já não virou, está na beira de se tornar um dos líderes desta equipe. (Arísio França) / O melhor do time. Tem corrido demais e filtra bem as bolas que vão chegar em nossa defesa. (AC Rossi)
  • Fabrício – Bem, armando e chegando com precisão. (AC Rossi)
  • Fabinho – Sem ritmo, complicou. Mas pelo menos conseguiu limpar sua barra fazendo um gol decisivo. (Ernesto Araújo) / Não estava sem gás, estava completamente desligado. Entrou pra jogar qualquer coisa, menos uma partida de futebol. (Matheus Reis)
  • Francisco Everton – Esteve bem no 1º tempo, mas seu futebol caiu quando teve que marcar, no 2º. (AC Rossi)
  • Montillo – É cobra! O que ele fez no segundo gol é brincadeira… (AC Rossi)
  • Wellington Paulista – Não jogou tempo suficiente pra ser avaliado, mas já tinha feito o seu quase-gol de sempre, quando saiu reclamando dores na coxa. (Ernesto Araujo)
  • Wallyson – Quase me fez sentir saudades do Robert. Como perde gol esse garoto! Ele é promissor, mas tem que ter mais foco e concentração pra definir. Ele poderia ter ganhado o jogo com os gols que perdeu. (Binho) / Pensei que havia desencantado, mas não foi, dessa vez ainda, que fez o suficiente. (Ernesto Araújo)
  • Thiago Ribeiro – Voltou a jogar demais, como no primeiro semestre. A jogada do primeiro gol foi fantástica. Fez uma partidaça! (Chaves)
  • Ernesto Farias – Tem faro. Sabe jogar na área. (AC Rossi)
  • Cuca – Acertou ao admitir o erro. Tirou o Henrique, muito também porque ele estava pendurado, e com isso o meio campo ficou perdido. Achou que o jogo estava decidido e não estava. Isto deve ter servido como lição. Técnico também é gente, que evolui e aprende a cada dia. Basta querer e ter humildade pra isso, e pelo que temos visto, isso tudo o Cuca tem. Talvez esse seja o segredo de sua competência. (Bruno Barros) / Inventou. Sem meio de campo, o jogo ficou lá e cá. Deixou de ser um jogo controlado, para ser um jogo de risco total. Pra quê? Pra agradar hienas e microfonistas? Saldo de gol será importante somente na última rodada. O que vale, agora, são os pontos ganhos. No final, o jogo de 2×0 ficou 4×2. Não mudou o saldo, somente correu o risco de perder os pontos. No mais, valeu pela vitória e pela vice-liderança. (Romarol)
  • Torcida – Lotou o estádio num horário proibitivo para o torcedor de Belo Horizonte. Ao menos, para aquele que trabalha. E apoiou como nunca o time. Foi um destaques da animada noite sete-lagoana. (Síndico)
  • Arena do Jacaré –  Fui ao jogo e gostei do estadio e das acomodações. Por sorte sou sócio do futebol e não precisei enfrentar fila. Se a campanha continuar com vitórias, muito nego vai se arrepender de ter largado o programa de fidelidade. Se o time vencer Botafogo e Ceara, ingresso na mão de cambista vai valer ouro. (JR Galvão) / Foi o primeiro jogo que eu assisti na Arena do Jacaré. O estádio até que ficou muito bacana, mas como sempre nossas autoridades são incapazes de resolver problemas simples, como a falta de banheiros decentes, falta de bares (no setor onde eu estava eu não vi nenhum) e poucos portões de acesso ao estádio, quem jogos de maior público dificultam a vida do torcedor. (Flávio Carneiro)
  • Juiz & Bandeiras – O Juiz cometeu um erro grave ao expulsar por motivo fútil o artilheiro Mazola, do Guarani, no final do 1º tempo. No 2º, anulou dois gols celestes que, vistos com uma lupa, realmente foram irregulares.
  • Guarani – Douglas fez grandes defesas, Fabão carregou a cruz de uma bequeira permanentemente sob pressão. Paulo Roberto foi um bom armador. Apodi e Mazola foram pura velocidade. Vagner Mancini destacou-se por saber aproveitar o vacilo de Cuca, que avacalhou a meiúca tirando homens de marcação e mandando um armador pra contenção, mandando seu time para o ataque mesmo com um jogador a menos.

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