Gritar ou sussurrar?

Por Jorge Angrisano Santana | Em 11 de setembro de 2010

Trovão Azul discute, no PHD, o grito do treinador. Como se vê, ele prefere o silêncio:

  • Estamos mais inteligentes com a bola no pé, se comparado à fase Adílson Baptista com aquela gritaria desesperada na beira da cancha. A tranquilidade do Cuca é passada aos jogadores, que absorvem este equilíbrio e joga com inteligência.

Levanto algumas questões:

  1. Os críticos do Adílson diziam que o grito era perda de tempo, posto que os atletas em ação não o ouviam. Ora, se não ouviam, como podia passar intranquilidade?
  2. Na transmissão do Cruzeiro 1×0 Inter, a repórter do Isportivi disse que o Roth, apesar da derrota, gritava menos do que o Cuca. Será que o grita do Cuca intranquiliza menos?
  3. E os gritos do campeoníssimo Bernardinho, ajudam ou atrapalham?

Eu não sou contra o grito. Se todo mundo berra no futebol -torcedor, locutor, jogador e até comentarista de rádio- por que só o treinador tem de se manter em obesquioso silêncio?

Gritando ou sussurrando, um técnico pode se dar bem. Mais importante é treinar, escalar certo e, sobretudo, não comprar briga com os microfonistas.

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