Gritar ou sussurrar?

Por SÍNDICO | Em 11 de setembro de 2010

Trovão Azul discute, no PHD, o grito do treinador. Como se vê, ele prefere o silêncio:

  • Estamos mais inteligentes com a bola no pé, se comparado à fase Adílson Baptista com aquela gritaria desesperada na beira da cancha. A tranquilidade do Cuca é passada aos jogadores, que absorvem este equilíbrio e joga com inteligência.

Levanto algumas questões:

  1. Os críticos do Adílson diziam que o grito era perda de tempo, posto que os atletas em ação não o ouviam. Ora, se não ouviam, como podia passar intranquilidade?
  2. Na transmissão do Cruzeiro 1×0 Inter, a repórter do Isportivi disse que o Roth, apesar da derrota, gritava menos do que o Cuca. Será que o grita do Cuca intranquiliza menos?
  3. E os gritos do campeoníssimo Bernardinho, ajudam ou atrapalham?

Eu não sou contra o grito. Se todo mundo berra no futebol -torcedor, locutor, jogador e até comentarista de rádio- por que só o treinador tem de se manter em obesquioso silêncio?

Gritando ou sussurrando, um técnico pode se dar bem. Mais importante é treinar, escalar certo e, sobretudo, não comprar briga com os microfonistas.

51 comentários para “Gritar ou sussurrar?”

  1. Frede disse:

    Discordo da colocação do Trovão. O Cruzeiro de 2008 pra cá sempre teve paciencia com a bola no pé. Girava e girava a procura de espaço. Toque de bola sempre teve. A diferença de 2007 pra cá é essa. Acho que isso é só pra menosprezar o trabalho anterior. Pq não virar o disco?

  2. Frede disse:

    E digo mais, o Cuca não teve nem tempo pra mudar o estilo de jogo do time. O que ele fez foi mudar a função de alguns jogadores em campo, mas o princípio do time é o mesmo.

  3. Matheus Reis disse:

    Como o time tá ganhando, se o treinador fosse mudo, tava tudo certo. Mas se começa a perder e o treinador ficar calado em campo, vão dizer que ele não joga com o time, que não incentiva e que, por isso, os jogadores ficam desligados.

    Tô com o síndico, se treinar bem e escalar certo, o técnico pode ser surdo, mudo, manco de uma perna e cego de um olho que o time vai jogar.

  4. simone b de castro disse:

    E se não grita, e o time perde, a maioria dos torcedores critica. Aí o técnico é frouxo. Vai entender…

  5. Walterson disse:

    O Adilson queria ganhar no grito.

  6. Aloisio Mendess disse:

    Trovão Azul, eu não gosto de treinador gritando na beira do gramado. Me lembro do PC Gusmão e aquilo me irritava. Ficar mandando jogador passar bola para A ou B , pelo amor de Deus. Jogador deve ser orientado nos treinos e na hora do jogo deve saber o que fazer com a bola. Mas Cuca passa orientações de forma mais tranquila que AB passava. Fala menos e fica menos irritado durante o jogo. Ele passa mais tranquilidade aos jogadores. No futebol não existe mais técnico que fica calado durante o jogo. Quando isto ocorre, mostra que está sem comando. Logo, apesar de não gostar, é prática usual no futebol atual.

  7. kmp disse:

    Amanhã é o duelo entre dois técnicos chamados “Low Profile”em Floripa.Vamos ver quem se dá melhor, apesar que de vez em quando o ex delegado tem umas recaidas e solta a borduna, ou melhor, o verbo.
    Abs.

  8. Mauro França disse:

    Discordo do Trovão Azul e concordo com o Frede e o Sindico. O Cruzeiro do Adilson ficava muito mais com a bola, girava, tocava, fazia inversões. Nunca foi um time intranquilo ou desesperado. E o Cuca nem é tão calmo assim, não. Nem passivo, como era, por exemplo, o Oswaldo Oliveira.

  9. Walterson disse:

    O treinador deve gritar para orientar seus comandados pois quem está de fora vê melhor a situação. Muita gente aqui reclama do Fabio ser o capitão porque ele fica longe da ação. Se, por exemplo, o lateralç avança e o volante não observa o ponteiro se deslocando na avenida aberta, não vejo nenhum problema em gritar para alertar ao cidadão sobre a situação de perigo.

  10. Rogério disse:

    Que besteira, cada treinador tem o seu perfil, o Cuca grita menos que o Adilson, mas isso não quer dizer que ele mais ou menos eficiente, o Oswaldo de Oliveira entra mudo e sai calado. Será que isso deixava os jogadores mais tranquilos??? O Luxemburgo é recordista de titulos brasileiro e sempre berrou a beira do gramado.

    • È isso que estaria escrevendo aqui Rogério.. Esse papo de gritar menos ou mais influência no comportamento da equipe pe Balela.
      Eu assiti todas as partidas do Cruzeiro na arqubancada atraz do banco do Cruzeiro dava para escutar várias vezes o Cuca Gritando é o geito do treinador

    • matheus t penido disse:

      Osvaldo de Oliveira é o exemplo clássico citado quando se discute postura do treinador durante a partida. Pensei nisso quando li o post e não deu outras, uma meia duzia aqui já falou dele.

  11. matheus t penido disse:

    Como disse o pessoal aí em cima, tudo depende dos resultados. A mesma postura pode ser elogiada num técnico de time que tá ganhando e criticada num que tá perdendo. O PC Gusmão por exemplo, que gritava tanto quanto o Adilson( só que de forma mais escandalosa ) :quando o time ganhava ele tinha passado raça e era motivador; quando perdia era um maluco que deixava o time nervoso. No final das contas como disse o Jorge mais vale o trabalho do cara durante a semana e a visão que ele tem do jogo que a imagem que ele passa pras cameras e pro torcedor.

  12. Sobrinho disse:

    Pessoal se apega a detalhes demais na hora de analisar o trabalho do treinador.

  13. matheus t penido disse:

    E o estilo do Cuca tb tá longe de ser “osvaldiano”. Dá pra reparar que embora ele não faça todo aquele teatro ( no bom sentido ) do Adilson ele fica bastante nervoso durante as partidas.

  14. Acho engraçado essa história de ficar comparando AB e Cuca até no Grito ..kkkk
    1) Da para perceber aqui no Blog que dependendo do treinador uns ficam mais SURDOS do que outros e vice-versa.
    2)Da para perceber também que dependendo do treinador uns ficam com problemas das VISTAS e enxergam demais ou “Demenos” ou vice-versa
    3) Da para perceber também lapsou de falta de mémoria dependendo do Comentárista com Alucinações e vem até demais ou até de menos .

  15. Matheus Reis disse:

    A único técnico diferente é o Ney Franco que não grita, mas canta.

  16. Wander Prado disse:

    Adilson gritava mais, logo deixou um time bem orientado pro Cuca talves por isso o Cuca nao tenha critado tanto.Mas no Fluminense ele critava mais talves tambem seje a situaçao do time na atualidade todos estao mais calmos ate nos torcedores .

  17. Tenha a santa paciência… Nossa torcida é um pé no S@co agora implicando com Grito de Treinador ?
    Puts estou ficando sem paciência ou é velhera mesmo chegando a idade do Evandrão e JS na decada de 70.
    Outro dia tinha neguinho comentándo até o cabelo do Fárias, queriam mandar o cara cortar o cabelo, e acharam que ele escutou a toricda quando cortou

  18. kkkk Coitado = Cortado

    digitei rapidamente + Portonhol = Da isso !!! kk

  19. Ernesto Araujo disse:

    Polêmicas envolvendo Adílson Batista estou fora. Temos que parar de ceder à provocação dos cornetas e dos trolls. Eles não mudarão a posição deles e nem eu a minha. Quero só olhar pra frente.

  20. Celeste disse:

    Cada um com seu estilo. O ABap parecia que estava dentro do campo. O Cuca parece que é mais quieto. Para mim tanto faz. Quem me incomodava muito era o PC Gusmão (A gritaria dele era uma chatice sem tamanho) e o Geninho com seu tradicional pega-pega.

  21. Moema (MFox) disse:

    Numa boa, todo mundo fica nesse discurso “vamos parar de alimentar os trolls” (repito, a palavrinha da moda), mas vai lá e faz um post discutindo a intenção de quem emitiu a opinião, ao invés de discutir a opinião em si.
    Quanto à opinião do Trovão Azul e as perguntas colocadas no tópico: acho que o treinador tem que participar do jogo, demonstrar para os jogadores que está ali para passar a eles uma visão de qem está vendo o jogo de fora. Tem que passar essa confiança. Se vai ser mais gritador ou não, é uma questão pessoal, não acho que nenhum dos estilos é garantia de mais ou menos sucesso.

    • Moema (MFox) disse:

      Assim como os torcedores, deve ter jogador que prefere um estilo ou outro. Mas o importante é o técnico ter a confiança dos jogadores de que suas instruções são válidas. Gritando ou falando baixinho.
      Quanto ao Bernardinho, é um profissional de sucesso cujo perfil é da gritaria, mas acredito que o fator principal é a cobrança e a insistência nos treinos, e não a forma com que ele faz isso. O José Roberto Guimarães tem estilo diferente, e também é um profissional vencedor.

    • Moema (MFox) disse:

      E respondendo à 1a pergunta: vc pode não ouvir/entender a pessoa e mesmo assim ela te deixar incomodado! Não acho que era o caso com o Adílson, não, mas imagina você vai fazer uma apresentação de trabalho, e lá no fundo está o seu chefe, berrando algo que você não entende, gesticulando e pulando de um lado para outro toda vez que você vai falar, hahahaha

    • Marcelo P. disse:

      Ah, numa boa: AB já é passado. Sempre o defendi, acho que fez um belo trabalho, mas acho que tem gente aqui fazendo exatamente o que criticavam. Assim como o Dylan sempre dava um um jeito de puxar a sardinha pro DJr, parece que pra muita gente o Adílson é maior que o Cruzeiro… A vida continua.

      • Marcelo P. disse:

        Desculpe, Moema, não era pra te responder, postei no lugar errado… (Até porque concordo com o que você disse.)

      • Jorge Santana disse:

        Niginho é passado, Tostão é passado, Luxa é passado, Felício é passado, Marcelo será passado. E, embora sejam passado, estão presentes, de uma foram ou outra. Difícil é entender o círculo de giz que o Marcelo quer impor ao debate. Deixa rolar, cara.

  22. Amácio Gattuno disse:

    Apesar de também ser duramente criticado por seu comportamento (antes, durante e após os jogos), Muricy é hoje o treinador mais vencedor do futebol brasileiro. Competência não tem nada a ver com o comportamento do cidadão dentro da área técnica.

    • Kimbundo disse:

      MRamalho, Cuca e ABatista são café pequeno perto do saudoso Mestre Ênio Andrade. Esse sim, deixava os microfonistas, churrasqueiros e chapas-branca quietinhos.

      • Amácio Gattuno disse:

        “Nem sempre a vitória confirma o trabalho, assim como a derrota o descaracteriza.” – MESTRE Ênio Andrade.

  23. O importante é campeonar…. o resto é bijuteria.

  24. Jorge Santana disse:

    Moema, o Trovão Azul colocou em discussão um aspecto, até irrelevante, quem sabe?, mas que dá prosa. A ela, pois. Eu achei interessante e destaquei o tema.

  25. Jorge Santana disse:

    Moema, o chefe jamais me irritaria gesticulando ao fundo de uma apresentação, pois eu não faço apresentações, por ridículas que são. Dou meu recado falando ou escrevendo. Quem gosta daquelas algaravias audiovisuais que vá baixar noutra freguesia

  26. No estadual do RJ inventaram um intervalo técnico no meio de cada tempo. Adianto que acho uma porcaria e péssima ideia. Porém, dentre tantos poréns, uma coisa salvava para quem assistia a transmissão de casa:
    Ali e somente ali, era possível um insight do que um técnico fala DE FATO para um jogador durante um jogo. Como orientam em curto espaço de tempo e como inclusive os jogadores identificam o que está errado.
    Claro que, como isso não era feito para ser assim, era uma bela porcaria conseguir ouvir alguma coisa porque as câmeras e microfones não era preparados para isso.
    Citei isto porque o Cuca era o técnico do Flu e lembro bastante dele dando essas orientações, geralmente para um ou outro jogador apenas.

    • Eu entendia da mesma forma que o Aloisio, mas hoje entendo que além do técnico passar com os gritos coisas que se bem treinadas com o tempo são de fácil assimilação dentro da linguagem jogador/treinador, o fato do treinador ficar gritando e passando instruções, mesmo que seu atleta não ouça ou assimile, é uma forma do mesmo ir moldando seu pensamento sobre a partida durante a mesma. Minemonicamente, aquilo vai sendo assimilado. Um “valeu, fulano” vai sendo contado, como a irritação em diversos lances também.
      Sem contar que o jogador mais “orientado”, pode apresentar o ponto forte do adversário.
      Jogo de cena existe, mas há também muito do ritual de como o treinador enxerga a partida.

  27. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Gritar faz parte. Se numa orquestra, o maestro é quem dita o ritmo, porque o treinador não pode se manifestar? Pode não ganhar o jogo, mas o sujeito fica mais perto do time. Mas num time com onze pelés, gritar é desperdício.

  28. Fabrício disse:

    Tenho a impressão que no Fluminense o Cuca gritava bem mais. Talvez não seja só uma questão de perfil, mas também de momento, afinal de contas, principalmente quando jogam juntos Henrique, Fabrício, MP e + algum 10, gritar pra quê? Só com as espanadas do Edcarlos e Gil. Para o resto que fique calado mesmo.

  29. Fabrício disse:

    Cadê o Dylan? Se tem AB, tem Dylan!