Fabrício aliou técnica, força e garra

Por Jorge Angrisano Santana | Em 13 de setembro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Avaí 1×2 Cruzeiro, na Ressacada, Florianópolis, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 12set10:

  • Fábio – Quando foi exigido, fez sua parte. Em uma defesa mais complicada sofreu luxação num dos dedos, mas continuou em campo. Besteira, só mesmo o cartão amarelo, mais do que anunciado, que ele poderia ter evitado no final da partida.
  • Jonathan – Brigou muito o jogo inteiro, não fez grande partida ofensivamente, mas, taticamente fechou o setor. Com a saída do Paraná, mesmo entrando o Fabinho, não teve como acompanhar a dobra em cima dele. (João Chiabi Duarte)
  • Leo Simões –  Partidaça. Além de tirar um gol certo do Avaí quase em cima da linha, ainda passou junto com Edcarlos a segurança necessária para o Fábio fazer apenas uma defesa difícil no jogo. (Cuné)
  • Edcarlos – Seguro, rebateu bolas, antecipou-se aos atacantes avaianos e fez cobertura pela esquerda com precisão.
  • Diego Renan – Aparentemente o cartão amarelo fez bem a ele pois a partir daí marcou com precisão e ainda apoiou com qualidade. Ou será que foi a visão do Pablo se aquecendo na beira do campo? (Walterson Almeida) Tomou um cartão amarelo injusto a 1′ de jogo e fez os outros 98′ se segurando. Não se acovardou e foi bem. Teve a ajuda de Roger o tempo inteiro na marcação a Caio e Patric. (João Chiabi Duarte)
  • Henrique – Outra boa atuação. Taticamente perfeito. Sempre aparecendo como opção de desafogo. Junto com Paraná marcava os meias do Avaí com sucesso. (João Chiabi Duarte)
  • Fabrício – Marcou, atacou, comandou, brigou, sofreu pênalti, tomou e deu pancadas. O nome da partida. Principalmente por não ter se limitado a defender. Por ter compreendido a necessidade de o time se impor, mesmo que o adversário estivesse em casa e em desespero. (Síndico) Deu carrinho, tomou bola, driblou, deu chapéu, chutou, sofreu penalty, deu várias arrancadas e uma assistência. Ou seja, fez a sua função e a do Roger. (Walterson Almeida)
  • Marquinhos Paraná – Não deixava os meias do Avaí confortáveis em campo (Davi e Sávio), mas, tomou um amarelo bobo no final do 1° tempo e depois fez falta normal em Bonfim que o juiz resolveu expulsá-lo para fazer média com o time da casa. Pena. (João Chiabi Duarte)
  • Fabinho – Entrou para fechar o time e fez o que poderia fazer no pouco tempo que teve para mostrar lo seu futebol. (João Chiabi Duarte)
  • Roger Galera – Muito bem no 1º tempo, no 2º usou toda sua experiencia para “administrar” sua atuação e cadenciar o jogo. Tem mostrado que pode atuar muito bem, com toda a qualidade que tem, durante 45 minutos. Mais do que isto é exigir demais dele. (Evandro Oliveira) Aquém do que ele é capaz. Disseram que sua atuação foi excelente porque ele driblou, virou o jogo, controlou a bola e deu até carrinho. Não acho que foi isso tudo porque ele foi escalado pra municiar os atacantes e não pra dar carrinho na defesa (pra isto já temos um monte de “volantes”). Não vi nenhuma assistência ou jogada mais efetiva dele enquanto esteve em campo. (Walterson Almeida)
  • Pablo – Tranquilo, cumpriu as obrigações defensivas que recebeu.
  • Thiago Ribeiro – Decisivo. Raça e a luta de sempre. Mas, tem que largar a faixa da direita… (João Chiabi Duarte)
  • Wallyson – sem tempo para mostrar algo mais do que correria.
  • Ernesto Farias – Muito marcado não encontrou espaço pra jogar mas mostrou a velha garra arrentina pressionando a saída de bola avaiana. Mostrou presença de área ao tocar de cabeça, no lance do bombardeio, deixando com açúcar para o TR. Tomou um amarelo bobo ao fazer uma falta feia no meio de campo. (Walterson Almeida) Apagado em campo. A bola também não chegou na pinta para ele. Mas, lutou muito. (João Chiabi Duarte)
  • Cuca – Um resultado espetacular. O Cruzeiro fez 2×0 e o time deu uma relaxada, mas, felizmente segurou o placar. Escalou bem o time. E os jogadores mostraram um garra incomum e aplicação ao sistema que o treinador montou para esta partida. (João Chiabi Duarte)
  • Torcida – Compareceu em pequeno número, mas incentivou o time. É o que conta, afinal.
  • Juiz & Bandeiras – Tecnicamente, o trio de arbitragem saiu-se bem. Disciplinarmente, começou bem punindo o jogo pesado do Cruzeiro e terminou mal ao não aplicar as mesmas sanções para os avaianos, que também perderam a cabeça e distribuíram pescoções e pontapés.  em jogadas semelhantes
  • Avaí – O goleiro Renan, embora ainda seja um garoto tem muita personalidade, boa colocação e é arrojado. No lance do 2º gol celeste, levou uma rasteira do acaso. No final, quase empatou numa bela cabeçada. Patric e Eltinho, mesmo incomodados pelas presenças de Roger Galera e Thiago Ribeiro, apoiaram o ataque com decisão. Jefferson e Laércio, que entraram no 2º tempo, deram trabalho à defesa celeste. E Antônio Lopes, apesar da longa série sem vitórias, escalou e mexeu corretamente. Só não conseguiu melhor resultado porque o Cruzeiro está na fase em que o pão cai com o lado da manteiga pra cima.

Deixe um comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.