Fábio: “O maior de Minas ainda é o Cruzeiro”

Por Jorge Angrisano Santana | Em 20 de maio de 2013

Pitacos de blogueiros e protagonistas acerca do Cruzeiro 2×1 AtléticoMG, no Mineirão, Belo Horizonte, jogo de volta das finais do Mineiro 2013, às 16h de 19mai13.

  1. Marcelo Oliveira, treinador do Cruzeiro: Estamos chateados, queríamos retribuir tudo que a torcida fez por nós: a manifestação durante a semana, a carreata de hoje atrás do ônibus, o apoio na chegada ao estádio e posteriormente, dentro do Mineirão, vibrando, apoiando e empurrando o time, algo que eu não via há muito tempo. Está plantada a semente pra temporada, com jogadores guerreiros e o bom futebol apresentado em alguns momentos. No fim do jogo, houve gratidão da torcida e nós procuramos reconhecer a participação dela. Depois daquele lamentável 3×0, fizemos muito pra modificar a situação. O título não veio, mas hoje temos um time competitivo, que tenta envolver, ser criativo e agredir. O erro não foi só do Egidio, foi de todos nós, que ganhamos e perdemos juntos. Internamente, se conversa sobre o que aconteceu no jogo e o que precisa melhorar. Todos somos propensos a cometer erros, inclusive o técnico. Mas importante é ressaltar a garra e o bom futebol contra um time muito bom e que tinha vantagem expressiva e também a participação do torcedor do Cruzeiro.
  2. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Perdemos o título, mas ganhamos o jogo. O Cruzeiro é o clube com mais história e mais acostumado a ganhar títulos de expressão em Minas. Hoje, a festa é deles, estão de parabéns, mas o maior de Minas em conquistas ainda é o Cruzeiro.
  3. Paulão, beque do Cruzeiro: Em três jogos, ganhamos dois. Isso mostra que somos superiores, embota o título tenha ficado com eles. Importante agora é continuar esse trabalho.
  4. Diego Souza, meia do Cruzeiro: Tínhamos possibilidade de ser campeões. Atropelamos, mas tivemos um erro no final e ficou parecendo que o jogo foi igual, mas não foi. A partida foi toda nossa e nem sei se o  pênalti existiu. A equipe está de parabéns. Honramos a camisa do Cruzeiro e mostramos nossa força contra um time que todo mundo está temendo.
  5. Juca Kfouri, em seu blog: O mais otimista dos cruzeirenses não esperava que o placar do Mineirão, no intervalo do jogo, apontasse 2 a 0 para seu time, dois gols de Dagoberto, ambos de pênaltis desnecessários, um de Gilberto Silva no próprio Dagoberto, e outro do tresloucado Richarlyson em Borges. Também nem o mais pessimista dos atleticanos esperava tamanha surpresa. O Cruzeiro dominava o jogo e susto mesmo só levou dois. Verdade que o Galo voltou mais aceso no início do segundo tempo, embora com os nervos à flor da pele. Fábio se virava como podia. Até que houve nova marcação de pênalti, em Luan, que Ronaldinho converteu no gol do título. Neste, o árbitro gaúcho Vuaden errou. Ou não? Aos 41, por Fábio, Marcos Rocha não empatou no que seria um golaço. Aí Luan pegou Dagoberto por trás e o tempo fechou. Para melar a festa, para melar… Seja como for, o Cruzeiro mostrou que se há alguém que não teme o Galo espetacular é o time celeste.
  6. Gustavo Martins, no PHD: Gostei muito do jogo. Aplicado e guerreiro,o time celeste foi superior ao do AtléticoMG e mereceu a vitória. Merecia até um 3×0, que não veio por detalhes. Sei que o SE não joga, mas se não fosse o erro do Egidio (que foi bem) e o erro fatal do Vuaden marcando um pênalti inexistente, a história poderia ser outra. Se continuasse 2×0, o Cruzeiro partiria pro abafa no final e poderia conquistar o  título.
  7. Mauro França, no PHD: No 1º tempo, o Cruzeiro foi quase irrepreensível. Fez marcação agressiva, adiantada, que praticamente anulou as principais armas do adversário. Teve maior posse de bola,  movimentação e velocidade no ataque. De um lado, marcado de perto por Leandro Guerreiro, Rosaldinho não teve o mesmo espaço do primeiro jogo. Do outro, Dagoberto desnorteou Marcos Rocha e a cobertura com suas arrancadas, coadjuvado por boas presenças de Everton Ribeiro, Borges, Ceará e Egídio. Foi um domínio completo, que se traduziu na vantagem de 2×0 conquistada com dois pênaltis indiscutíveis, convertidos com maestria por Dagoberto. As ressalvas ficaram por conta de alguns erros de passe que propiciaram contra-ataques ao adversário, pelos avanços de Nilton sem a devida recuperação e pela pouca movimentação de Diego Souza. Mas as virtudes superaram os problemas e, ao final do 1º tempo, a decisão estava em aberto. Na primeira metade do 2º tempo, o panorama mudou. O adversário adiantou a marcação, o que dificultou a saída de bola e armação de jogadas do Cruzeiro. Enquanto o ataque celeste perdeu gás, o adversário foi mais ativo e criou algumas oportunidades pra descontar, que não se concretizaram por defesas portentosas de Fábio e, uma vez, pela trave. Marcelo Oliveira fez duas substituições antes dos 20 minutos. Trocou Diego Souza por Ricardo Goulart e Borges por Anselmo Ramon. Em termos ofensivos, pouco adiantou. Ainda assim, o time reequilibrou as ações, sobretudo pela atuação firme do sistema defensivo, pontificado por Paulão, uma barreira. Mas todo o esforço foi por água abaixo quando Egídio errou um passe na saída de bola, de forma infantil. Luan arrancou para a área e caiu quando acossado pela marcação. Equivocadamente, Vuaden marcou pênalti, convertido por Rosaldinho aos 33. O 2×1 se manteve até o apito final e foi o suficiente pra garantir o título ao adversário. Reverter o resultado do primeiro jogo era reconhecidamente uma missão difícil. Mesmo assim a torcida acreditou e apoiou o tempo inteiro. Deu um show de participação e incentivo. E em campo o time se desdobrou em busca do objetivo. Não conseguiu, mas mostrou luta, empenho e comprometimento. Retribuiu a confiança nele depositada com uma grande atuação, especialmente no 1º tempo, e saiu de campo vitorioso e de cabeça erguida. Mostrou qualidade e valor e fez por merecer os aplausos da torcida ao final. Foi uma página heroica, que por muito pouco não se transformou em imortal.
  8. Palmeira, no PHD: Apesar da bobeira do Egídio, não houve o pênalti em Luan. Vuaden errou feio.

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